Categorias
BRASIL

Rogério 157 anuncia rompimento com Nem em áudio obtido pela polícia: ‘Quem fala agora é o Paizão’ Comente

Rogério 157: “Mandou dar tiro na gente. Então não é mais nosso amigo. Não é mais nosso patrão. Papo é reto. Quem fala agora é o Paizão”.

Traficante 2: “Nosso patrão é 157. Quem for contra vai entrar na vala”.

O diálogo entre o traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, um dos pivôs dos confrontos armados na Rocinha, e outro criminoso é um dos áudios obtidos pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que investiga o racha entre ele e o ex-chefe do tráfico da Rocinha, Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem. Capturado em frequência de rádio, o áudio indica, segundo investigadores, que Rogério trocou de facção criminosa após o rompimento com Nem, da ADA (Amigos dos Amigos).

De acordo com a investigação, neste e em outros áudios, Rogério deixa claro para seu grupo que rompeu de vez com o antigo aliado. Ex-segurança de Nem, Rogério 157, cuja recompensa por pistas que levem à sua prisão aumentou para R$ 50 mil, tornou-se seu inimigo ao se recusar a cumprir determinação de lhe devolver o controle das bocas de fumo. Mesmo preso, Nem segue dando ordens de dentro da penitenciária federal de Porto Velho (RO).

No último dia 17, Nem teria mandado invadir a Rocinha para retomar o controle do tráfico no local, o que provocou confrontos na região, ocupada por 950 militares das Forças Armadas na última sexta-feira (22). Familiares de Rogério 157 chegaram a negociar sua rendição com a Polícia Federal, mas o traficante teria desistido após o cerco militar por medo de ser morto em confronto.

A polícia diz que Rogério chegou a deixar a Rocinha, mas voltou à favela na madrugada de sábado (23). Um grupo de criminosos rendeu um taxista que relatou ter ido buscar o traficante no Horto, no Jardim Botânico, para levá-lo de volta à favela da zona sul. O motorista disse à polícia que, durante o trajeto, ouviu os suspeitos chamarem Rogério de “pai”, mesma forma como o traficante se intitula no áudio.

O táxi se deparou com o cerco das forças de segurança. Houve confronto, mas os criminosos conseguiram fugir. Além de Rogério 157, a polícia diz que seu braço direito, o traficante Jaílson Barbosa Marinho, o Jabá, estava no carro. Cerca de duas horas depois do incidente com o táxi, criminosos do mesmo bando, que estavam na mata do Horto, renderam um motorista na rua Pacheco Leão, também no Jardim Botânico, com a mesma ordem de seguir para a Rocinha. Três bandidos foram presos.

O principal motivo da briga entre os traficantes, segundo informou ao UOL o chefe da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes), delegado Carlos Eduardo Thome, foi a criação de “taxas de serviço” para moradores e comerciantes. Os tributos instituídos pelo comando de Rogério 157 que, além da taxa que permite a operação dos mototaxistas, aplicam-se à distribuição do gás de botijão, à venda de água, entre outros serviços, causaram a fúria de Nem, que era conhecido pelo perfil assistencialista.

“O Rogério 157 estava implantando uma verdadeira milícia na favela da Rocinha. E isso, a facção, o chefe do tráfico, que é o Nem, não concordava. A partir daí, começou o desentendimento entre os criminosos”, disse Thome. Apenas a cobrança dos mototaxistas rendia R$ 100 mil por mês a Rogério 157.

Agora, a polícia investiga se o grupo do traficante passou a integrar o CV (Comando Vermelho) –maior facção do Rio de Janeiro.

Desde o início do cerco militar, bandidos têm usado a região de mata, que circunda a comunidade e leva à floresta da Tijuca, para deixar a Rocinha e se deslocar para comunidades ligadas à nova facção, como no caso dos morros do Borel, da Formiga, do Salgueiro, localizados no bairro da Tijuca, zona norte da cidade.

Floresta da Tijuca é usada como rota fuga

O articulador cultural Júlio Barroso estava a caminho do Rock in Rio no início da tarde do último sábado (23) quando se deparou com pelo menos cem homens com armas de calibres variados. Ele resolveu ir para a Cidade do Rock, em Jacarepaguá, pela estrada do Sumaré, que corta área de mata e integra o maciço do Parque Nacional da Tijuca, também dá acesso ao Cristo Redentor.

Barroso relatou ter visto “um comboio de carros, picapes e caminhonetes, todos cheios de caras armados. Parecia o [filme] Mad Max: Estrada da Fúria. Fiquei surpreso que eram 14h de sábado e pela forma ostensiva”.

Após a ocupação da Rocinha por homens do Exército, os confrontos se estenderam à floresta da Tijuca –a quarta maior área verde urbana do país. Pela mata, traficantes têm acesso a pelo menos 14 bairros da cidade.

Ainda no sábado, criminosos que escapavam do cerco da Rocinha trocaram tiros com policiais na Tijuca e no Alto da Boa Vista, na zona norte carioca. Nesta ação, quatro criminosos foram detidos e três suspeitos morreram. Um adolescente foi baleado em meio ao confronto.

Categorias
BRASIL

Temer diz que leilão da Cemig mostra resgate da confiança no Brasil

Após o leilão de quatro usinas hidrelétricas operadas pela Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais) alcançar um valor acima do mínimo previsto pelo edital, o presidente Michel Temer usou, nesta quarta-feira (27), o Twitter para comemorar o negócio. Na avaliação do presidente, o leilão mostra que houve um resgate da confiança no Brasil.

“Nós resgatamos definitivamente a confiança do mundo no Brasil. Leilão das usinas da Cemig rendeu R$ 12,13 bilhões, acima da expectativa do mercado”, registrou Temer na rede social.

O leilão foi realizado na Bolsa de Valores, na capital paulista. O primeiro lote, da hidrelétrica de São Simão, em Goiás e Minas Gerais, foi arrematado pelo grupo chinês Spic Pacif Energy PTY, única proposta oferecida, por R$ 7,18 bilhões, ágio de 6,51%.

Venceu a disputa pelo segundo lote, referente à hidrelétrica Jaguara, em Minas Gerais e São Paulo, o consórcio Engie Brasil Minas Geração, por R$ 2,17 bilhões, ágio de 13,59%. O Consórcio Engie também arrematou o terceiro lote, da hidrelétrica de Miranda, Minas Gerais, por R$ 1,36 bilhão, ágio de 22,42%.

O último lote, de Volta Grande, em Minas Gerais e São Paulo, foi arrematado pela Enel Brasil, com ágio de 9,84% e valor de R$ 1,4 bilhão.

Todos os contratos têm prazo de 30 anos.

O montante arrecadado será usado pelo governo para tentar fechar as contas deste ano, com o deficit previsto de R$ 159 bilhões.

Categorias
TOCANTINS

Tocantins terá em 2018 a primeira eleição totalmente biométrica, diz TRE

Com objetivo de sistematizar o processo e evitar possíveis falhas, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) realizou durante seis dias o ciclo de planejamento para as eleições de 2018, programação que se encerrou nesta segunda-feira, 25. A novidade para o pleito do ano que vem é que todos os tocantinenses votarão por meio da identificação biométrica, o que, segundo o órgão, possibilitará maior segurança, pois nenhum eleitor poderá se passar por outro na hora do voto.

O planejamento inclui os 19 processos que compõem o Sistema de Gestão da Qualidade, com atividades e tarefas a serem executadas por meio da Padronização de Logística (PADLOG). O TRE afirma que tem aperfeiçoado o planejamento com vistas a garantir os subsídios necessários para a tomada de decisões e o alcance das metas, primando pelo alinhamento estratégico de celeridade e produtividade na prestação administrativa e jurisdicional, além do fortalecimento da governança, da segurança e da transparência do processo.

Coordenador de infraestrutura e suporte do TRE, Valdenir Borges ressaltou que ao longo deste ano estão previstas ainda atividades para instalação de novos equipamentos de infraestrutura e novos serviços, visando garantir maior desempenho e segurança ao processo eleitoral. “Nosso maior desafio é realizar a reestruturação do setor de Tecnologia da Informação e a implementação de software e novos equipamentos recém adquiridos pelo Tribunal”, disse.

Após a conclusão do Planejamento Integrado, o coordenador de Sistemas Eleitorais (COSEL), Fernando Mendonça, destacou a importância da participação dos servidores no planejamento dos processos. “Percebemos que os servidores da Justiça Eleitoral já têm em mente todos os processos e passos que eles devem percorrer para a realização de uma eleição com eficiência, possuímos servidores extremamente competentes e capacitados que são referência para o restante do país”, avaliou.

O Planejamento das Eleições de 2018 será consolidado pela alta direção e encaminhado para a Corte Eleitoral para aprovação, em seguida será enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). (Com informações da Justiça Eleitoral)

Categorias
SLIDE TOCANTINS

Vaqueiro que teve queimaduras durante combate a incêndio morre em UTI

O vaqueiro Carlos Alberto da Silva, um dos homens que ajudou a combater a queimada que devastou oito fazendas e matou mais de mil animais em Carmolândia, morreu nesta quarta-feira (27). Ele estava internado em estado grave no Hospital Regional de Araguaína.

Segundo a Secretaria do Estado da Saúde (Sesau), o Serviço de Regulação Estadual chegou a conseguir vaga para transferência do paciente na última segunda-feira (25), mas por causa da piora significativa no quadro clínico, ele não pôde ser transferido.

O homem sofreu queimaduras em 65% do corpo. O proprietário da fazenda onde ele trabalha informou que Carlos tentava apagar um foco de incêndio quando foi atingido pelas chamas.

O mês de setembro já é o pior em sete anos em número de queimadas, foram mais de 10 mil focos de fogo. Áreas ambientais também estão ameaçadas e mais de 70% do Parque Nacional do Araguaia foi destruído. Os brigadistas desistiram de combater o fogo na região, que já consumiu uma área quase três vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

No dia 19, o Ibama anunciou que está assumindo custos do combate ao fogo no Tocantins e que vai investir R$ 4 milhões no trabalho dentro do estado. A medida só foi tomada depois que a queimada já tinha destruído metade do parque e quase no fim do período de seca, que deve terminar em outubro.

Categorias
POLITICA SLIDE

Locadora de aviões citada por empresário diz que nunca teve contrato com ele, nem com PSB

A empresa JDF Locadora de Aeronaves e Veículos enviou nota à imprensa na tarde desta quarta-feira, 27, em que afirma que “nunca teve nenhuma relação comercial e/ou contratual com o PSB” e “tampouco com o empresário Rodrigo Siqueira Nogueira”, proprietário do avião que levou o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), para Araguaína no final de semana.

Em nota nessa terça-feira, 26, a assessoria jurídica do empresário afirmou que o PSB contratou a aeronave através da JDF Locadora, que tem sede em Brasília.

Porém, na tarde dessa terça-feira, o empresário Rodrigo Siqueira Nogueira enviou outra nota, na qual explica que a JDF Locadora não quis assinar o contrato com o PSB “após a repercussão do caso na imprensa”.

Assim, o empresário disse que o contrato será assinado diretamente entre o partido e o piloto e o fornecedor do combustível.

Por sua vez, a JDF Locadora diz que “buscará medidas legais junto aos Órgãos de Controle e ao Poder Judiciário com a finalidade de demonstrar a veracidade de suas informações, bem como responsabilizar civil e criminalmente aqueles que utilizaram indevidamente seus nome e imagem”.

Também a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) se manifestou e informou que vai averiguar se o episódio feriu normas federais.

Categorias
POLITICA SLIDE

Primeira turma do STF mantém condenação da deputada Professora Dorinha

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira, 26, manter a condenação da deputada Professora Dorinha (DEM), que no ano passado foi considerada culpada por ter comprado livros didáticos sem licitação quando era secretária de Educação do Tocantins, em 2002 e 2004.

Dorinha entrou com embargos de declaração contra sua condenação pelo STF, alegando que a denúncia do Ministério Público havia sido inepta, mas teve o recurso negado por unanimidade. Ela foi condenada a 5 anos e 4 meses de detenção, além de multa.

Os ministros acompanharam o relator, Edson Fachin, para quem os embargos de declaração não podem servir para reformar condenação. O ministro afastou a possibilidade de que houvesse obscuridade, contradição ou omissão no acórdão que condenou a deputada.

Segundo a decisão, caberá à Câmara dos Deputados decidir sobre perda ou não de mandato.

Outro lado
A deputada Dorinha afirmou em nota que a decisão da primeira Turma do STF “diz respeito unicamente aos pressupostos de admissibilidade do recurso de Embargos de Declaração”. “Houve o entendimento de que não era cabível esse tipo de recurso, não adentrando ao mérito da ação penal”, explicou a parlamentar.

Ela disse que a defesa irá aguardar a publicação do acórdão para recorrer por meio de Embargos Infringentes “e suscitar a manifestação do plenário do STF referente ao mérito da ação”. “A defesa reitera que, enquanto Secretária de Educação do Tocantins, Professora Dorinha sempre atuou dentro da legalidade”, ressaltou.

Confira a seguir a íntegra da nota:

“A decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal proferida nesta terça-feira, 26, relacionada ao processo da deputada Professora Dorinha diz respeito unicamente aos pressupostos de admissibilidade do recurso de Embargos de Declaração. Houve o entendimento de que não era cabível esse tipo de recurso, não adentrando ao mérito da ação penal.

Informamos que a defesa irá aguardar a publicação do acórdão para recorrer por meio de Embargos Infringentes e suscitar a manifestação do plenário do STF referente ao mérito da ação.

A defesa reitera que, enquanto Secretária de Educação do Tocantins, Professora Dorinha sempre atuou dentro da legalidade. Tanto que essa situação foi reafirmada pela Justiça Federal do Tocantins, que arquivou o inquérito por entender que as aquisições dos livros didáticos obedeceram ao rito legal. A mesma decisão foi tomada pelo Tribunal de Contas da União por identificar que não houve qualquer irregularidade e entender que os atos foram praticados sob amparo legal e com parecer jurídico”. (Da Redação)

Categorias
SLIDE TOCANTINS

Estado propõe redução da carga horária e do subsídio para ajudar a desonerar folha

O Secretário Estadual de Administração, Geferson Barros, adiantou na manhã desta quarta-feira, 27, a medida provisória que será emitida pelo governo em que serão apresentados três benefícios para os servidores e que ajudarão a reduzir o gasto com a folha de pagamento do Estado. A medida propõe o desligamento voluntário, a redução da carga horária e do subsídio e a licença remunerada incentivada. O secretário informou em coletiva à imprensa que o objetivo é corrigir o déficit histórico que o Estado possui e enquadrar na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“Essas medidas vão nos ajudar na desoneração da folha de pagamento. São medidas que não visam arrecadação, mas sim a redução de gastos para que a gente busque já no próximo quadrimestre o enquadramento na Lei de Responsabilidade Fiscal”.

Medida Provisória

A medida que deverá ser publicada na noite desta quarta-feira, 27, propõe o desligamento voluntário em 2018 onde o servidor pode refazer a adesão ao plano de desligamento; prevê ainda a redução de até metade da jornada de trabalho e do subsídio, sem incluir as verbas indenizatórias, em que o servidor poderá optar por reduzir a carga horária de 8h horas diárias para 6h ou 4h diárias com a redução do subsídio e um bônus de 30 min adicionais do subsídio mensal permitindo que ele possa ter outra atividade na iniciativa privada e exercer outras tarefas com a flexibilização da carga horária desde que não conflita com os interesses do estado; e por fim disponibilizará o benefício da licença incentivada remunerada onde o Estado deverá indenizar o servidor que poderá tirar uma licença de 3 anos na qual durante esse período ele não vai poder retornar, mas receberá à vista o valor de 3 salários para que ele permaneça de licença naquele período. O secretário adiantou que os militares não poderão aderir aos benefícios devido o caráter de não substituição da atividade que realizam.

Impacto e economia

Na ocasião, Barros avaliou a estimativa de economia e adesão dos servidores. “Acreditamos que com a implementação efetiva do desligamento e as outras duas medidas que serão regulamentadas parte esse ano e outra parte no ano que vem, a expectativa de desoneração chega de R$2,5 milhões, no primeiro quadrimestre, até 7,5 milhões até maio do ano que vem. Sabemos que é uma estimativa ousada, mas acreditamos que seja palpável e possível de alcançar. Ate porque os incentivos são bons, os valores indenizatórios são bons e a redução da jornada para alguns profissionais vai ser bom porque ele vai poder exercer outras atividades mais lucrativas para ele e ao mesmo tempo mantém seu vínculo com o Estado”, pontuou.

O gestor da pasta explicou que o foco maior é atingir os servidores do quadro geral e educação. “Uma pessoa que passou para nível médio anos atrás e hoje se formou e tem seu escritório de advocacia, poderá reduzir sua carga horária e dedicar mais tempo a sua outra atividade que lhe gera mais lucro, sem perder o vínculo com o Estado”, exemplificou Geferson Barros.

Data-base

Barros aproveitou para destacar que a data-base de 2016 terá a última parcela quitada neste mês. “A ultima parcela já está disponível na folha neste mês . Foi pago 2% em janeiro, 2% em maio e 5.5% em setembro, conforme acordo feito. A folha já está processada e será paga em breve. Isso demonstra que com gestão, planejamento e respeito o Estado está honrando o servidor público”, finalizou.

Categorias
TOCANTINS

Polícia encontra dezenas de pneus escondidos em carga de farelo de trigo

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 34 pneus de carreta sem nota fiscal na carroceria de um caminhão em Paraíso do Tocantins, região central do estado. Os pneus estavam sendo transportados junto com uma carga do farelo de trigo. O motorista do veículo tem passagem pela polícia por contrabando.

A ocorrência foi no km 496 da BR-153, na noite desta segunda-feira (25). Somente a carga do vegetal teve a documentação apresentada. A origem e destino dos pneus não foram informados.

A PRF informou que o motorista deve responder por pelo crime de transporte de mercadoria sem nota fiscal. A Secretaria da Fazenda Estadual deve investigar o caso.

Categorias
ENTRETERIMENTO SLIDE

‘Significa que está fazendo sentido’, diz cantora da dupla Anavitória sobre indicações ao Grammy Latino

“Significa que está fazendo”. Essa foi a resposta entusiasmada da cantora Vitória Falcão, do duo Anavitória, em entrevista ao G1 por telefone, sobre as indicações que o duo recebeu ao 18º Grammy Latino. O evento será realizado no dia 16 de novembro e as indicações foram divulgadas nesta terça-feira (26). As meninas são de Araguaína, norte do Tocantins.

O duo concorre na categoria “Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa”, com Anavitória e disputam o prêmio com o cantor Tiago Iorc, que apadrinhou a carreira delas. Ele concorre com “Troco likes ao vivo: Um filme de Tiago Iorc”. O cantor publicou as indicações nas redes sociais.

“A gente está só muito feliz. É muito massa. Eu falei com ele [Thiago] agora há pouco e foi tipo: ‘Aaaa, a gente vai estar lá junto’. Ele também faz parte da nossa indicação, do nosso álbum”, comemora Vitória.

A música “Trevo”, composta por Ana Caetano em parceira com Tiago, também concorre na categoria “Melhor Canção de Língua Portuguesa”.

“A gente fica tão feliz em saber que existe toda essa torcida vinda do Tocantins, que todos se tornam um só, só temos que agradecer.”

Saídas do interior do estado, com uma carreira relativamente recente, e indicadas a um prêmio internacional. Para Vitória: “Significa que está fazendo muito sentido para as pessoas e que com certeza é o que a gente deveria estar fazendo no mundo agora”.

Quer saber mais notícias de todo o estado? Acesse o G1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins

Categorias
POLITICA SLIDE

Tribunal aumenta pena de José Dirceu e absolve Vaccari em processo da Lava Jato

O ex-ministro José Dirceu teve a pena aumentada em quase dez anos, para 30 anos, 9 meses e 10 dias, em um processo da Operação Lava Jato por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A decisão foi tomada nesta terça-feira (26) pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre. É a segunda maior pena aplicada a réus da Lava Jato até então.

No mesmo processo, o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores João Vaccari Neto foi absolvido por insuficiência de provas. Ele é acusado por corrupção passiva e tinha sido condenado, em primeira instância, a 9 anos de prisão.

Na sessão, o relator João Gebran Neto destacou que adotou “a teoria do exame das provas acima de dúvida razoável” sobre o caso de Dirceu. “Embora nestes casos dificilmente haja provas das vantagens indevidas”, disse. Ele acrescentou que as penas severas não são resultado do rigor dos julgadores, mas da grande quantidade de delitos cometidos pelos réus.

Leandro Paulsen, que também é presidente da 8ª Turma, considerou haver prova suficiente, testemunhal e documental, de que os crimes praticados por Dirceu ocorreram.

O desembargador Victor Luiz dos Santos Laus explicou que pediu vista no julgamento que começou em 13 de setembro, devido à alegação da defesa de curto prazo de acesso a algumas provas disponibilizadas durante as alegações finais, sem tempo hábil para análise.

Laus concluiu que a denúncia foi devidamente instruída. “O relatório telemático estava disponível na plataforma virtual para a defesa, não se sustentando a alegação de que o levantamento do sigilo dos autos nas alegações finais teria trazido novas provas”, avaliou.

O que dizem os réus

O advogado de Dirceu, Roberto Podval, disse que aguarda a divulgação dos votos dos desembargadores que atuaram no caso para decidir os próximos passos, e que certamente recorrerá da decisão. Os votos devem ser publicados nos próximos dias.

O advogado de Vaccari, Luiz Flávio Borges D’Urso, afirmou que a Justiça decidiu corretamente, pois a denúncia e a sentença “tiveram por base exclusivamente palavra do delator, sem que houvesse nos autos qualquer prova que pudesse corroborar tal delação.”

Dirceu não vai começar a cumprir a pena imediatamente. O ex-ministro ainda pode recorrer ao próprio TRF4. Só após isso é que o juiz Sérgio Moro poderá, eventualmente, determinar a execução da pena.

Atualmente, o ex-ministro está em liberdade, mas precisa usar tornozeleira eletrônica e não pode deixar o país. Essas medidas foram determinadas por Moro em maio, depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) revogar a prisão preventiva que havia sido determinada pelo juiz em agosto de 2015.

Já Vaccari deve continuar preso no Complexo Médico-Legal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O desembargador Leandro Paulsen, que é revisor do processo, destacou que a decisão não afeta essa medida.

Vaccari responde a quatro ações da Lava Jato na primeira instância. Ele já foi condenado em outros cinco processos. Entre eles estão as duas ações em que foi absolvido no TRF4.

Ele segue preso porque cumpre prisão preventiva referente a uma dessas ações em que foi condenado em primeira instância por intermediar propina do Grupo Keppel Fels e o PT, entre eles os pagamentos dos serviços de João Santana e Monica Moura. Esse caso ainda não foi julgado no TRF4.

Há um pedido de habeas corpus sobre esse processo no STJ, depois de ter sido negado em outras instâncias.

Revisão de outras penas

O TRF4 também aumentou as penas de Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão de Dirceu, e Júlio Cesar Santos, e do ex-assessor Roberto Marques. As penas do ex-diretor da Petrobras Renato Duque e do ex-vice-presidente da Engevix Gerson de Mello Almada, foram mantidas.

Os executivos José Antunes Sobrinho e Cristiano Kok, da Engevix, tiveram a absolvição mantida, e o lobista Fernando Moura, a pena diminuída. O G1 tenta contato com a defesa dos demais citados.

Segundo o tribunal, as penas foram aumentadas porque os desembargadores consideraram que os crimes de uma mesma natureza não podem ser considerados como um só, e sim devem ser somados.

2ª maior pena da Lava Jato

As decisões foram tomadas no processo que investiga um esquema de irregularidades na diretoria de Serviços da Petrobras. O MPF identificou 129 atos de corrupção ativa e 31 atos de corrupção passiva, entre os anos de 2004 e 2011.

Segundo o MPF, empresas terceirizadas contratadas pela Petrobras pagavam uma prestação mensal para Dirceu através de Milton Pascowitch – lobista e um dos delatores da Lava Jato. Para o MPF, o ex-ministro Dirceu enriqueceu dessa forma.

Também foram identificadas, de acordo com o MPF, ilegalidades relacionada à empreiteira Engevix. A empresa, segundo as investigações, pagava propina através de projetos junto à diretoria de Serviços, e também celebrou contratos simulados com a JD Consultoria, empresa de José Dirceu, realizando repasses de mais de R$ 1 milhão por serviços não prestados.

Em maio do ano passado, o juiz Sérgio Moro, condenou o ex-ministro a 23 anos e 3 meses de prisão, maior pena já arbitrada pelo magistrado na operação. O lobista Milton Pascowitch recebeu a mesma pena.

Em junho do mesmo ano, Moro aceitou um pedido da defesa e reduziu a pena de Dirceu para 20 anos e 10 meses. Após um recurso do MPF os desembargadores João Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus, do TRF4, decidiram nesta terça-feira elevar a pena para 30 anos e 9 meses – Gebran chegou a defender que o ex-ministro cumprisse 41 anos e 4 meses de prisão.

Com isso, a pena de Dirceu é a segunda mais alta dentro da Lava Jato até o momento. A primeira foi a aplicada a Renato Duque, de 43 anos, em junho, pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

O ex-ministro foi condenado uma segunda vez por Sérgio Moro, também por corrupção e lavagem de dinheiro, em março deste ano. Nessa sentença, o magistrado definiu uma pena de 11 anos e três meses de reclusão em regime fechado.

Mensalão

Fora do âmbito da Lava Jato, José Dirceu teve mandato de deputado federal cassado, pós ter o seu nome envolvido no processo do Mensalão. Ex-ministro-chefe da Casa Civil, ele foi condenado e chegou a cumprir pena por participar do esquema, mas ela foi perdoada.

Veja como ficaram todas condenações do processo

José Dirceu: corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A pena passou de 20 anos e 10 meses para 30 anos, 9 meses e 10 dias;

João Vaccari Neto: denunciado por corrupção passiva. A pena era de 9 anos, mas o ex-tesoureiro foi absolvido, por maioria, pela 8ª Turma, vencido Gebran por insuficiência de provas;

Renato de Souza Duque: corrupção passiva. A pena foi aumentada de 10 anos para 21 anos e 4 meses;

Gerson de Mello Almada: corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A pena passou de 15 anos e 6 meses para 29 anos e 8 meses de detenção;

Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura: corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A pena passou de 16 anos e 2 meses para 12 anos e 6 meses de reclusão;

Julio Cesar dos Santos: lavagem de dinheiro. A pena passou de 8 anos para 10 anos, 8 meses e 24 dias de detenção;

Roberto Marques: pertinência em organização criminosa. A pena passou de 3 anos e 6 meses para 4 anos e 1 mês;

Fonte: G1