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Joesley Batista e Ricardo Saud, da J&F, recorrem ao STF contra prisão

Os executivos Joesley Batista e Ricardo Saud, do grupo J&F, recorreram nesta terça-feira (26) ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a prisão deles, determinada pelo ministro Luiz Edson Fachin.

Eles foram presos no último dia 10 e, cinco dias depois, a prisão temporária foi convertida para preventiva, que não tem prazo para terminar.

O ministro Fachin mandou prender os dois a pedido da Procuradoria Geral da República, que apontou suspeitas de omissão no acordo de delação dos dois e suspeitas de que teriam tido orientação de um procurador – Marcelo Miller –, que depois deixou a função.

Fachin suspendeu os benefícios de ambos previstos no acordo de delação e atualmente analisa se homologa a rescisão do acordo apresentada pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

A defesa dos executivos quer que o ministro revogue a prisão ou leve o recurso para discussão na Segunda Turma do tribunal.

Os advogados afirmam que a prisão dos dois coloca em risco a segurança jurídica do acordo de delação, que ainda está válido.

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TOCANTINS

Conselho de Administração do Igeprev aprova nesta terça parcelamento de dívidas

Foi autorizado, pelo Conselho de Administração do Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins (Igeprev), em reunião ordinária realizada nesta terça-feira, 26, o parcelamento, em 60 vezes, das contribuições previdenciárias em atraso do Poder Executivo e da Defensoria Pública, parte patronal, no valor de R$ 249.040.255,26.

Com a autorização, o pedido do parcelamento será encaminhado para aprovação do Ministério da Fazenda, conforme exigência prevista na Portaria n° 402, de 10 de dezembro de 2008. Depois da aprovação do parcelamento, o Certificado de Regularidade Previdenciária (CRP) será automaticamente renovado.

De acordo com a Secretaria de Comunicação do Estado (Secom), os parcelamentos feitos em período anterior a 2017, o Governo do Estado vem horando pontualmente os compromissos firmados.

Contra o parcelamento

Entidades sindicais filiadas à Nova Central Sindical de Trabalhadores no Tocantins (NCST-TO), e que representam os interesses dos servidores públicos estaduais, estiveram reunidas nesta segunda-feira, 25, para discutir o projeto de lei que tramita na Assembleia Legislativa do Tocantins e que prevê o parcelamento das dívidas do Executivo com o Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins (IGEPREV). As entidades sindicais foram unânimes em rejeitar qualquer proposta de reparcelamento das dívidas do Executivo com o IGEPREV.

O presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores no Tocantins, Cleiton Pinheiro, afirma que a proposta de parcelamento das dívidas com o IGEPREV é inaceitável. “O governo já parcelou suas dívidas recentemente. Mesmo assim não está fazendo o repasse da parte patronal e nem dos descontos já feitos nos salários dos servidores”, argumenta Cleiton Pinheiros.

Projeto de lei nº 40/2017

Um projeto de Lei, enviado pelo governador Marcelo Miranda, que pede o parcelamento das dívidas do Estado em relação ao Igeprev, deu entrada na Assembleia Legislativa no último dia 14. Débito chega a R$ 430 milhões.  Em Ofício enviado na terça-feira passada, 19, o presidente da Casa, deputado Mauro Carlesse (PHS), solicitou ao Estado um relatório detalhado da dívida do Instituto.

Sobre o assunto, o deputado Paulo Mourão disse que o projeto não informa o montante a ser parcelado e deixa claro que trata-se das contribuições dos servidores que o governo descontou em folha e não repassou ao instituto. “Nós não podemos votar uma matéria dessa sem conhecer os comprometimentos de ordem financeira e orçamentária”.

Fonte: T1 Notícias

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SLIDE

OAB defende reposição de aulas e critica substituições: “Não se pode improvisar na Educação”

Durante a reunião no Ministério Público Estadual (MPE) nesta segunda-feira, 25, que tratou sobre o movimento paredista da Educação de Palmas, a Ordem dos Advogados do Brasil no Tocantins (OAB-TO) defendeu a reposição das aulas. Para a presidente da Comissão OAB Vai à Escola, Laudineia Nazareno o impasse está prejudicando os alunos. “De um lado, temos professores lutando por direitos legais e legítimos. De outro, temos a capacidade financeira do município. Os dois lados precisam entrar em acordo, sem revanchismo por parte da gestão municipal. As aulas precisam ser repostas pelos professores em greve, que são capacitados e legitimados por lei, pois ingressaram na regência escolar mediante concurso público de provas e títulos. Não se pode improvisar na educação”, destacou.

No encontro promovido pelo MPE, estiveram presentes representantes da comunidade escolar, gestores públicos e entidades de defesa dos direitos da criança e do adolescente para debater os impactos da paralisação na qualidade da educação ofertada aos alunos. A OAB-TO se colocou a disposição para mediar o impasse.

“Conclamamos a responsabilidade de todos os atores envolvidos para que ocorra um acordo e a greve seja suspensa, com as aulas retomadas. Defendemos que seja construído um calendário no qual os professores façam a reposição das aulas que paralisaram”, destacou o presidente da OAB-TO, Walter Ohofugi.

Além do presidente da OAB-TO e da Comissão OAB Vai à Escola, estiveram representando a órgão no encontro a presidente da Comissão de Direitos Humanos, Nayara Gallieta, e a vice-presidente, Verônica Salustiano.

Em sua fala, o presidente da Ordem também lembrou que os excelentes resultados do Índice de Desenvolvimento na Educação Básica (IDEB) são conquistas de toda a comunidade escolar, com bom trabalho da gestão municipal e dos professores das redes. “Não há educação de qualidade, sem bons professores”, salientou Ohofugi.

Verônica Salustiano, por sua vez, disse que o momento é de maturidade por parte de todos os envolvidos. “Estamos com alunos, crianças e adolescentes, sem aula. A reposição precisa ser adequada e feita pelos professores que estão em greve, que são os servidores habilitados para ministrar as aulas. Precisamos que haja diálogo o mais rápido possível entre as partes”, ressaltou.

Reunião
A pauta da reunião destacou a substituição dos professores grevistas por profissionais remanejados de outras secretarias municipais e por professores contratados temporariamente, bem como a forma a ser adotada para a reposição das aulas, de modo que se cumpram os dias letivos obrigatórios.

Mais de 50 pessoas se inscreveram para fazer uso da palavra durante a audiência pública. A promotora de Justiça Zenaide Aparecida da Silva, que atua na área da proteção e da defesa de crianças e adolescentes, explicou que instaurou, dia 13 deste mês, inquérito civil para apurar os impactos da greve na qualidade da educação. Além de ouvir a comunidade na audiência pública, ela realizará inspeções nas escolas municipais a partir desta quinta-feira, 28, para complementar o levantamento das informações.

Nessas inspeções, será analisada a repercussão da greve em cada unidade escolar, já que a adesão dos professores se deu em proporções diferentes. A primeira vistoria ocorrerá na Escola Municipal Anne Frank. A OAB seguirá acompanhando todo o processo.

Além das inspeções, uma Ação Civil Pública será protocolada na Justiça para garantir que haja reposição das aulas.

Prefeitura de Palmas
Em sua fala, o procurador-geral do Município, Públio Borges, que foi representando a gestão; enfatizou os avanços na Educação Básica na Capital, afirmando que possui os melhores salários entre os Estados brasileiros e o compromisso em ter 93% do efetivo formado por servidores concursados. “A Prefeitura de Palmas garante o pagamento da data-base de 2017 a todos os servidores municipais até 31 de dezembro deste ano e os retroativos até abril de 2018”, lembrou o procurador.

O prefeito Carlos Amastha anunciou na sexta-feira, 22, o pagamento dos benefícios ao funcionalismo público. Atualmente 64% já receberam a data-base e segundo o cronograma divulgado, o restante receberá de acordo com a renda. Ainda em setembro será paga a segunda parcela da data-base de 2017 a 1.031 servidores municipais com salários entre R$ 2 mil e R$ 3.500. Em novembro, a data-base será paga aos 1.942 servidores municipais com salários entre R$ 3.500 e R$ 5 mil. Os últimos 52 servidores, que recebem salário base acima de R$ 5 mil, receberão o benefício até 31 de dezembro deste ano.

Quanto aos retroativos da data-base, serão pagos até o mês de abril de 2018, período que serão pagos também retroativos de progressões num montante de R$ 11,5 milhões.

Manifestações
Muitos pais de alunos e estudantes tiveram direito à fala. Todos reconheceram a greve como legítima e manifestaram apoio aos professores. Algumas mães afirmaram se sentir coagidas, pois teriam recebido ligações da direção das escolas informando que as aulas estão sendo ministradas por substitutos e que os alunos que não comparecerem serão prejudicados com faltas. Entre todas as manifestações apresentadas, nenhuma foi contrária à reposição das aulas. (Com informações do Ministério Público Estadual, da OAB-TO e da Prefeitura de Palmas)

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SLIDE TOCANTINS

Sindicatos são contra projeto que reparcela dívida do Palácio com Igeprev e planejam pressão a deputados

Entidades sindicais filiadas à Nova Central Sindical de Trabalhadores no Tocantins (NCST) estiveram reunidas na manhã desta segunda-feira, 25, para a tomada de posicionamento conjunto a respeito do Projeto de Lei que tramita na Assembleia Legislativa e que prevê o parcelamento das dívidas do Executivo com o Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins (Igeprev). Na reunião, a decisão foi unânime para rejeitar qualquer proposta de repactuação com o Igeprev e pressionar os deputados.

De acordo com a própria NCST, o Projeto de Lei encaminhado pelo governador Marcelo Miranda (PMDB) à Assembleia Legislativa prevê o parcelamento em até 200 parcelas todas as dívidas junto ao instituto, inclusive daquelas que já foram parcelas em anos anteriores. Os sindicatos filiados fecharam questão que o pagamento dos débitos referentes aos servidores devem ser feitos imediatamente, uma vez que os recursos já foram descontados dos salários e retidos pelo governo.

Os sindicatos defendem também que não há possibilidade de refinanciamento de dívidas que já foram negociadas anteriormente. Durante a reunião as entidades sindicais admitiram, no entanto, o parcelamento em até 60 vezes das dívidas referentes à parte patronal, que é a parte que o governo deveria ter repassado ao Igeprev e ainda não o fez.

“Inaceitável”
Presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores no Tocantins, Cleiton Pinheiro afirma que a proposta de parcelamento das dívidas com o Igepre é “inaceitável”. “O governo já parcelou suas dívidas recentemente. Mesmo assim não está fazendo o repasse da parte patronal e nem dos descontos já feitos nos salários dos servidores”, argumenta

Para Cleiton Pinheiro, a má gestão administrativa do governo, pode sim, levar o instituto ao colapso. “O Igeprev tem um histórico da má gestão com diversos investimentos equivocados e que provocaram um rombo gigantesco nas contas. Não podemos admitir mais essa tentativa de o governo fazer caixa com um dinheiro que está destinado para garantir a aposentadoria dos servidores”, critica.

Pressão
As entidades sindicais filiadas à NCST defende ainda pressão conjunta para que os deputados rejeitem o Projeto de Lei do Governo. Para isso, uma reunião deverá acontecer ainda esta semana com a participação de todos os sindicatos e associações de militares que representam os servidores possam articular uma agenda com a Assembleia Legislativa e exigir a derrubada da proposta.

Participaram da reunião o Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (Sisepe-TO), O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual do Estado do Tocantins (Sindare); Sindicato dos Servidores do Tribunal de Contas do Estado do Tocantins (Sinstec); Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Tocantins (Sinpol), Sindicato dos Servidores da Defensoria Pública do Estado do Tocantins.

Projeto parado
O pedido de renegociação das dívidas com o Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins (Igeprev) feito pelo governo do Estado ainda não começou a tramitar na Assembleia Legislativa porque o expediente com o Projeto de Lei ainda não foi lido pela Mesa Diretora. A razão pode ser a falta de informações. O presidente da Casa de Leis, deputado Mauro Carlesse (PHS), oficiou na terça-feira, 19, a governadora em exercício Claudia Lelis (PV), bem como o presidente do instituto, Jacques Silva, para garantir maior detalhamento da matéria.

Fonte: T1 Noticias

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POLITICA SLIDE

Aeronave que levou Amastha a Araguaína é de alvo da Ápia, dono de empresa com contratos com Palmas

A visita do prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), ao município de Araguaína no final de semana ganhou mais uma polêmica para além da alfinetada no ex-governador Siqueira Campos (sem partido) e da irritação com a imprensa local. O pessebista foi ao município a bordo de um avião de propriedade do empresário Rodrigo Siqueira Nogueira, alvo da Operação Águia, da Polícia Federal, e proprietário da RSN Logística, empresa que mantém contratos com a prefeitura da Capital.

O CT consultou a matrícula do avião utilizado por Amastha na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAC) realmente aponta que a aeronave é de propriedade de “Rodrigo Siqueira Nogueira e outros”, discorre o texto do órgão. O empresário também é citado como sendo o operador no documento disponibilizado pela Anac. Outro destaque indicado pelo RAC é que a aeronave em questão está na categoria de Serviço Aéreo Privado (TTP), e não como Táxi Aéreo (TPX).

Rodrigo Siqueira Nogueira teve os bens bloqueados no âmbito da Operação Ápia, responsável por investigar suposto esquema de desvios de recursos oriundos de três financiamentos com instituições internacionais, intermediados pelo Banco do Brasil, para obras de pavimentação. Nas quatro primeiras fases, a ação da Polícia Federal cumpriu 150 medidas judiciais cautelares, entre conduções coercitivas, prisões preventivas e de busca e apreensão. O dano ao erário é calculado em cerca de R$ 200 milhões, inicialmente.

O empresário é primo do ex-presidente da Agência de Máquinas e Transportes (Agetrans) Alvicto Nogueira, o Kaká, que chegou a ser preso na Ápia e é apontado pela Polícia Federal como a “figura central e coordenadora na associação criminosa”, conforme narrou o relatório parcial relacionado à operação apresentado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), de autoria do delegado de investigação e combate ao crime organizado do Tocantins, Julio Mitsuo Fujiki.

Rodrigo Siqueira Nogueira também é proprietário da RSN Logística, que tem contratos firmados com a Prefeitura de Palmas. Em uma consulta ao Diário Oficial da Capital foi possível constatar que, em abril deste ano, a administração prorrogou por mais um ano o contrato com a empresa no valor de R$ 12.590.000,00 para a locação de caminhões, máquinas pesadas, veículos e equipamentos para serviços gerais, com fornecimento de mão de obra.
O CT acionou a Secretaria de Comunicação de Palmas e aguarda manifestação.

Fonte: Portal CT

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ENTRETERIMENTO

No Dia Mundial Sem Carro, o desafio da bicicleta ganha cada vez mais adeptos

“A decisão de estacioná-lo para sempre não foi de repente. Eu estava ensaiando há algum tempo. Fui algumas vezes para o trabalho de bicicleta, mas acabava usando o carro para todo o resto. Ele precisou dar os últimos suspiros para me alertar que não aguentava mais e que uma nova vida nos esperava. Fiquei por alguns segundos segurando o volante, olhos umedecidos tentando organizar os sentimentos. No início, senti raiva, logo depois tristeza, gratidão e por fim a aceitação. Fiz um carinho nele, uma lágrima caiu, saí de dentro, tranquei a porta e parti”.

Foi assim que a artista Carol Oliveira, 31 anos, decidiu mudar sua forma de deslocamento na cidade. O depoimento, postado em rede social, ganhou visibilidade, apoio e uma rede de adeptos.

Atualmente, três meses depois, a moradora de Brasília diz não se arrepender.

“Não tenho mais gastos com gasolina, nem aborrecimentos com manutenção. Eu não pego trânsito e ainda me exercito com a bike. Estou com as pernas bem mais firmes. Quando vou para mais longe pego ônibus ou carona”. O hábito, segundo ela, também tem ajudado a conquistar amigos. “Consigo arrastar vários deles para andar comigo pela cidade”, comemora.

Apesar de prático, eficiente e cômodo, o automóvel particular é um meio de transporte de custo elevado: na conta entram impostos, combustível, estacionamento, seguro e custos de manutenção.

O carro também prejudica a saúde (por colaborar para o sedentarismo), o estresse e a intoxicação, segundo a Organização Mundial da Saúde. Cerca de 3 milhões de mortes por ano podem ter como causa a exposição à poluição.

O uso demasiado dos carros particulares provoca ainda congestionamentos, o que prejudica a produtividade e promove desgaste: 48% dos paulistanos gastaram, em 2015, pelo menos 2 horas por dia em seus deslocamentos, segundo pesquisa da Rede Nossa São Paulo.

Essas são as razões levantadas pelo movimento que propõe o Dia Mundial Sem Carro, celebrado no dia 22 de setembro há pelo menos 20 anos, em crescente número de cidades do mundo. A data, criada na França em 1997, incentiva o uso de meios alternativos de transporte e medidas de apoio para seus usuários, transporte público de qualidade, carona solidária e ciclovias.

Ao contrário do carro, a bicicleta é um meio econômico, limpo, saudável, prático, integrativo, silencioso e rápido para pequenos deslocamentos. No entanto, ainda enfrenta desafios para se consolidar como alternativa viável de transporte nos centros urbanos do Brasil. Segundo levantamento produzido pelo portal Mobilize, o país conta com pouco mais de 2,5 mil quilômetros de vias cicloviárias, entre ciclovias e ciclofaixas. É uma parcela ínfima, diante da malha rodoviária do país, de cerca de 1,7 milhão de quilômetros.

Mesmo sendo poucas, as ciclovias têm conquistado novos adeptos. Desde 2015, o publicitário Allan Alves, de 30 anos, trocou as estradas pelas ciclovias. A mudança começou por uma questão financeira. “Fiz os cálculos e vi que era muito mais econômico não ter carro do que ter. E quando percebi que em dias que não usasse a bicicleta tinha estrutura na cidade como a bike compartilhada, ônibus e aplicativo de transporte, resolvi de vez abolir o trânsito”, afirma o publicitário.

Agora, não vê outra alternativa para se locomover em Brasília: “Hoje em dia, tenho dificuldade em dirigir, é estressante. Fora todos os benefícios de saúde e bem-estar da bicicleta, de explorar a cidade com mais calma”, disse Allan.

Na opinião do professor Pastor Willy Gonzales Taco, especialista em mobilidade urbana da Universidade de Brasília, apesar da vantagem financeira e do bem-estar, é preciso ter muita força de vontade para abandonar de vez o veículo no Brasil.

“É uma questão cultural, conceitual e econômica. O Brasil tem apostado muito nas rodovias e na indústria automobilística como condutores da economia. Por outro lado, a promoção do uso de modos alternativos, como a bicicleta, o próprio andar a pé, as tecnologias estão só aos poucos sendo vistas. Leis, como as que protegem os pedestres, ainda estão surgindo de forma tímida. Falta vontade política”, critica.

Segundo Pastor, não há medidas de incentivo aos usuários dos meios alternativos de locomoção como em outros países: “Não há gestão e investimento em infraestrutura. Não há nenhum tipo de incentivo como redução de impostos para quem compartilha seu carro ou premiação para os usuários mais assíduos de aplicativos de caminhadas, viagens de bicicleta ou transportes públicos. Não há promoção de novas tecnologias para complementar o uso dos mesmos, como informação ao usuário, horários, atendimento, qualidade do serviço. Não há sistemas integrados para unir as várias possibilidades de mobilidade urbana”.

O professor Pastor cita exemplos de soluções simples e de baixo custo, como estímulos de empresas com benefícios para funcionários que decidam ir de bicicleta, a pé, de ônibus ou metrô, de esquemas de caronas. Há aplicativos que promovem o aluguel de carros por tempo; de corridas compartilhadas.

O especialista elogia movimentos como o do Dia Mundial Sem Carro, mas diz que ações pontuais como essa são importantes para celebrar e dar visibilidade à causa, mas deveria ser uma atitude contínua. “É muito tímido um dia, quando se tem 365 para promover a mobilidade ativa”.“Soluções existem em todo lugar. O mundo está cheio delas. Muitas são criadas aqui mesmo, como o BRT de Curitiba (PR): uma invenção brasileira, da década de 70, mas que só está sendo implementada agora, 40 anos depois. Depois que outras cidades do mundo já fizeram”, ressaltou.

Exemplos de ações continuadas, conforme o especialista, são os grupos de ciclistas que se reúnem diariamente ou semanalmente para promover passeios urbanos.

Aplicativo

O Instituto Akatu fez um levantamento de aplicativos que podem ajudar, em caso de locomoção:

Parpe: serviço que conecta pessoas que querem alugar carros ou oferecer carros para locação.

Pegcar: serviço que conecta pessoas que querem alugar carros ou oferecer carros para locação.

Vamo Fortaleza: sistemas de compartilhamento de carros elétricos.

Zazcar: aluguel de carros por hora.

E-moving: aluguel de bicicletas elétricas para pessoas físicas ou jurídicas.

Bike na porta: o cliente solicita a bicicleta para aluguel por dia, que é entregue e retirada no local definido.

Mobilicidade: sistema de aluguel de bicicletas presentes em 21 cidades em todas as regiões brasileiras. A liberação de bicicletas e o pagamento são feitos pelo celular. Estações de retirada estão espalhadas pelas cidades participantes.

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BRASIL SLIDE

Militares das Forças Armadas chegam ao Rio de Janeiro para cerco à Rocinha

Após anúncio do ministro da Defesa, Raul Jungmann, 950 militares das Forças Armadas e dez blindados começaram a chegar na tarde desta sexta-feira à favela da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. A comunidade vive hoje seu quinto dia violento após sofrer tentativa de invasão por traficantes rivais, no domingo.

Nesta sexta, a Rocinha voltou a registrar confrontos e ataques a policiais pela manhã. Ao menos uma pessoa foi baleada na comunidade.

O total de militares pode contudo aumentar ainda mais, segundo o ministro, conforme a demanda. De acordo com Jungmann, o efetivo a ser mobilizado pelas Forças Armadas pode chegar a 10 mil homens. “Exército não substitui polícia”, ponderou, contudo, o ministro. “Não liberamos antes porque não houve demanda”, afirmou.

A declaração foi dada após reunião com o presidente da República, Michel Temer (PMDB), no Palácio do Planalto para tratar do assunto entre outras pautas da pasta. Mais cedo, Jungmann se encontrou com a nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, na sede da Procuradoria, em Brasília, após chegar do Rio de Janeiro.

Ele solicitou a criação de uma força-tarefa voltado ao Rio de Janeiro, composta pelo Ministério Público Federal, Justiça Federal e Polícia Federal. Dodge pediu a Jungmann que formalize uma proposta, indicando qual seria o papel de cada instituição no eventual grupo de trabalho, para que seja analisada por sua equipe.

“Que eles sejam policiais, juízes e procuradores dedicados ao Rio de Janeiro durante o tempo que for necessário para combater não só o crime organizado, mas o Estado paralelo que hoje existe no Rio, que é exatamente aquelas instituições do Estado que foram capturadas pelo crime organizado”, declarou Jungmann

O ministro afirmou que a procuradora-geral o recebeu “muitíssimo bem”, ficou de analisar essa situação e “com brevidade” dar uma resposta.

Moradores entraram em pânico e, em meio ao tiroteio, tentaram se refugiar em passarela. Escolas foram fechadas e cerca de 2.400 estudantes estão sem aula.

Uma das principais ligações entre as zonas sul e oeste da cidade, a autoestrada Lagoa-Barra fechou em razão dos tiroteios. A via foi liberada por volta das 14h, permanecendo quase quatro horas fechada. O Centro de Operações Rio informa que os corredores expressos do BRT estão operando sem alterações e diz que essa é a melhor opção para chegar ao Rock in Rio, na zona oeste. Para acessar o serviço, o público que sai da zona sul deve pegar o metrô até a estação Jardim Oceânico.

A autorização ao cerco é uma resposta ao pedido do governador Luiz Fernando Pezão (PMDB) e do secretário de Segurança Pública, Roberto Sá, ao CML (Comando Militar do Leste) para a atuação das forças militares na Rocinha.

De acordo com Jungmann, o cerco feito pelo Exército possibilitará aos policiais subirem na favela e continuar o enfrentamento aos criminosos. Segundo ele, todos os militares necessários já se encontram no Rio de Janeiro e não será preciso realizar deslocamentos físicos de tropas.

“Inicialmente, como se trata de algo que não teve um planejamento antecedente, nós estamos deslocando [para a Rocinha] 700 homens da polícia do Exército. Mas isso é o deslocamento inicial”, declarou. Ao todo, o CML (Comando Militar do Leste), sob a qual as tropas utilizadas estão subordinadas, conta com 30 mil militares.

Em entrevista na manhã desta sexta, Pezão disse que o reforço militar deve atuar na parte de baixo da comunidade –no acesso às vias expressas– para “dar tranquilidade às pessoas”. “Não vamos recuar”, disse ele. Segundo o governador, na operação policial de ontem, um paiol com muito armamento e drogas foi encontrado. Pezão disse que há indícios fortes de que mais armas serão achadas.

Jungmann afirmou que Temer demonstrou disposição em manter o apoio das forças federais no Estado, como a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional. Segundo o ministro, não houve nem haverá falta de recursos orçamentários para as atividades das tropas.

Questionado pelo UOL se a resposta do governo foi em tempo hábil, Jungmann afirmou não ter atuado antes porque a Defesa só “atende à demanda”. Ele ressaltou que não houve outros pedidos anteriormente, pois os órgãos de segurança julgavam que as operações já praticadas eram suficientes.

“Isso aí cabe ao governo avaliar. Nós respondemos, como sempre, à demanda. Uma coisa que a gente diz sempre aqui é que o Exército não substitui polícia. Quem tem informação exatamente, quem está na ponta, digamos assim, desse trabalho de segurança não pode ser diferente: são as polícias”, argumentou.

Ataque a UPP, ônibus e granada

Segundo a Polícia Militar, criminosos atiraram contra policiais próximo ao túnel Zuzu Angel. Por volta das 10h, a base da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora), na rua 2, foi atacada. Houve confronto e um morador foi ferido. Ele foi levado para o hospital Miguel Couto, na Gávea. Não há informações sobre o seu estado de saúde.

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Em Araguaína no final de semana, Amastha participa de leilão e se reúne com vereadores

No dia em que a senadora Kátia Abreu termina sua peregrinação de três dias por Araguaína, neste sábado, 23, o prefeito da Capital, Carlos Amastha (PSB), chega à cidade para participar do leilão “Direito de Viver”, promovido pelo Sindicato Rural local, em prol do Hospital do Câncer do Tocantins. Amastha estará no evento porque os recursos serão revertidos à unidade ligada ao Hospital de Barretos que será construída em Palmas. Kátia e Amastha são pré-candidatos a governador.

Vereadores contaram ao blog que vão receber o secretário de Governo da Capital, Júnior Coimbra, na sessão da tarde desta sexta-feira, 22, para definir uma reunião com Amastha, que deve ser realizada na noite deste sábado. Nessa quinta, os parlamentares conversaram com Kátia.

Coimbra tentou agendar uma conversa de Amastha com o prefeito Ronaldo Dimas (PR), mas o republicano não estará na cidade neste final de semana.

No domingo, 24, pela manhã, Amastha seguirá para Babaçulândia, no extremo norte, onde se reunirá com o PSB municipal, presidido pelo ex-prefeito da cidade Franciel de Brito.

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Kátia diz a vereadores que Dimas é o “candidato dos sonhos” para sua chapa de senador

A senadora Kátia Abreu está em Araguaína desde essa quinta-feira, 21, fazendo visitas e se reunindo com lideranças. Aos vereadores da cidade (foto), ela disse que o prefeito Ronaldo Dimas (PR) é “o candidato dos sonhos” para a sua chapa de senador.

Conforme vereadores, a reunião foi tranquila e contou com a participação de 15 dos 17 parlamentares da cidade. Kátia apenas criticou o que classificou de “ineficiência” do governo Marcelo Miranda para saúde, educação e segurança.

A senadora reafirmou sua intenção de disputar o governo do Tocantins no ano que vem.

Neste sábado, 23, ela se reunirá com a liderança da região às 10 horas na chácara do ex-deputado estadual Raimundo Palito, e depois será servida uma feijoada.

Eleição da Faet
Mesmo candidata à reeleição na Federação da Agricultura e Pecuária (Faet), chama atenção o fato de a agenda de Kátia não prever participação dela no leilão “Direito de Viver”, promovido pelo Sindicato Rural de Araguaína, em prol do Hospital do Câncer do Tocantins, no mesmo horário da feijoada dela com as lideranças regionais, a partir das 12 horas deste sábado. Outro pré-candidato a governador, o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), estará no evento.

Nos bastidores, o que se diz na cidade é que o clima não está bom para Kátia entre os empresários rurais. A maioria dos sindicatos da região apoia o candidato de oposição, Nasser Iunes, para a presidência da Faet.

Fonte: PortalCT

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Inquérito contra Kátia Abreu é redistribuído ao ministro Gilmar Mendes no STF

O inquérito que investiga a senadora Kátia Abreu (PMDB), aberto a partir da delação premiada de executivos da Odebrecht, foi redistribuído para o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O processo estava com Edson Fachin, responsável pelos casos da Lava-Jato, mas o sorteio foi determinado pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, porque não há relação com a Petrobras, foco incial da operação. Mais de 60 inquéritos foram redistribuídos pelo mesmo motivo. A informação é do O Globo.

Em abril deste ano – quando Edson Fachin autorizou o inquérito – foi revelado o teor de quatro delações da Odebrecht. Os executivos afirmaram – em delação premiada – ter feito repasse de R$ 500 mil para a Kátia Abreu (PMDB) na campanha eleitoral de 2014, por meio de caixa dois. Representante do agronegócio, a peemedebista já chegou a ser apelidada por ambientalistas como “Miss Desmatamento” e “Rainha da Motosserra”, mas no “Departamento de Propinas” da construtora a tocantinense constava com o codinome “Machado”. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de São Paulo, que apontou ainda que as negociações teriam sido mediadas pelo marido da senadora, Moisés Pinto Gomes.