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Muricy vê São Paulo favorito e Militão titular em clássico com Corinthians 3

Mesmo sem ocupar um cargo no São Paulo, Muricy Ramalho voltou a ser assunto no Morumbi. O ex-treinador e hoje comentarista de televisão foi sondado para assumir o posto de coordenador técnico. Sem entrar em acordo até por conta de seu contrato com o canal fechado SporTV, ele recebeu então o chamado para ser uma espécie de consultor informal do Tricolor. Em conversa com o UOL Esporte, o tricampeão brasileiro pelo Tricolor mostrou confiança no trabalho de Dorival Júnior e viu a evolução na performance do time com a entrada de Militão na lateral direita.

“Acho que o Júnior está há pouco tempo, está conhecendo os jogadores, a verdade é essa. Agora ele achou a maneira de jogar que deu certo. E aí, é claro, vai do treinador de manter isso. E aí, é apenas um palpite, eu acho que ele vai manter [a escalação com o Militão improvisado na lateral direita], porque o time neste sentido foi muito bem”, disse o ex-treinador.

Apesar de o Corinthians ser o líder do Campeonato Brasileiro e de o São Paulo, na luta para sair da zona do rebaixamento, ocupar apenas a 17ª posição, Muricy vê o Tricolor com ligeira vantagem no jogo deste domingo, no Morumbi. Na última rodada, as duas equipes ganharam – os alvinegros superaram o Vasco por 1 a 0 e os tricolores derrotaram o Vitória por 2 a 1.

“Clássico é sempre equilibrado, mas acho que pelo mando de campo e por ter vindo de uma vitória muito importante, o São Paulo tem um pouco mais de favoritismo. Mas é uma porcentagem muito pequena”, afirmou Muricy.

Confira abaixo os principais trechos da conversa com o ex-treinador:

São Paulo se livra da zona do rebaixamento?

Acho que sim. Não é só palpite, mas é que se você olhar com carinho, o elenco não é para estar nessa situação, tem bons jogadores em todos os setores, jogadores de seleção, e também conta com o apoio da torcida, que ajuda muito. Então, é quase certeza de que o São Paulo não cai.

Opinar sobre o São Paulo

Para mim é difícil opinar assim, porque sou amigo do Júnior. Ele que é o treinador, está lá no momento e conhece os jogadores muito mais do que eu.
Militão, Bruno ou Buffarini?

Acho que é o esquema de jogo que o Júnior escolheu, ou seja, para segurar um pouco pelo outro lado e soltar o lateral esquerdo como fez bastante na Bahia. Então, isso é o esquema tático do jogo e o Militão já está acostumado a fazer isso também, já atuou assim na base. É um zagueiro/lateral, que tem técnica, não é bruto, ganha muito na bola alta também, tanto atrás como na frente. Então, isso que o Júnior fez é taticamente. Não é problema de um jogador ou outro de improvisar, o problema é que o time estava precisando um pouco mais disso. Ou seja, quando atacava, ficava mais protegido. Ele fez muito bem com o Militão. Vai dele agora do que achar que é o melhor para o grupo.
Atrapalha jogar longe do Morumbi

Não sei se vai atrapalhar, mas o Morumbi é a casa do São Paulo. Jogadores e torcedores estão acostumados. O público fica mais apertado no Pacaembu, mas é em São Paulo. Em termos de público não vai influenciar tanto, porque o Pacaembu é bem centralizado. Lógico, é um pouco menor, mas em termos de futebol, é claro que seria muito melhor o Morumbi. Mas não influencia muito. O que influencia é o Júnior conhecer um pouco melhor os jogadores e fazer um bom time. Os jogadores estão acostumados também a jogar no Pacaembu.

Nota da redação: por conta dos shows do U2 e de Bruno Mars, o São Paulo vai mandar cinco partidas no Pacaembu nesta reta final do Campeonato Brasileiro.

Hora da volta por cima

Então, esse jogo vem na hora certa. O São Paulo precisa de um jogo como esse para ganhar e embalar na competição. Vejo por esse lado, a oportunidade é muito boa para o São Paulo sair dessa situação.

Peso de encarar um arquirrival

É um clássico, se você vence um clássico, o moral vai lá em cima. Claro que o Corinthians pensa igual e está na primeira colocação. Todos pensam assim e sabem que o clássico é um momento especial que pode mudar o campeonato. Então, o São Paulo está pensando assim. É o certo. Para o São Paulo é muito mais importante, porque o time pode sair de uma zona perigosa e o Corinthians já está praticamente com o título na mão. Para o São Paulo, é uma decisão importante.
Vitória fora de casa

Foi importantíssima essa vitória, ainda mais ganhar fora de casa, era um momento importante demais. Os jogadores estavam preocupados com isso, estavam trabalhando muito duro para conseguir isso. E o Dorival também estava brigando muito para conseguir. Agora vem no embalo, é questão de duas partidas para o São Paulo ganhar e ir lá em cima. Então, esse é um jogo que vai fazer a diferença total para o time.

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ESPORTE

Ação de Doria para embelezar SP tira esporte de bairro e revolta moradores 1

Na primeira semana de sua gestão, em janeiro deste ano, o prefeito João Doria (PSDB) fez um mutirão para limpar a praça 14 Bis no centro de São Paulo. Durante o processo, ele também retirou da praça pessoas em situação de rua e as realocou provisoriamente em uma quadra poliesportiva que fica embaixo de um viaduto na avenida Nove de Julho. A ocupação foi crescendo e tomou uma segunda quadra poliesportiva, o que vem impedindo crianças e adolescentes de praticar esportes em um bairro carente de espaços públicos.

Nove meses depois, a situação não apenas não foi resolvida como se agravou, a ponto de criar um clima de tensão entre dois grupos: o dos sem-teto, que dizem que só sairão se tiverem um lugar melhor para ir, e o dos moradores, comerciantes e empresários do bairro, que querem a desobstrução de seus espaços de esporte e lazer.

Os dois lados já dão sinais de revolta.

“O João Doria colocou o pessoal aqui, ele tem que encontrar uma solução pacífica para tirar”, disse José Antônio Moreno, um ex-presidiário que hoje trabalha com reciclagem e tem um barraco na ocupação.

“Estamos cansados de promessas, promessas e promessas, queremos ação”, disse o empresário Maicon Ferreira, que vive em um apartamento próximo à área ocupada.

O grupo de moradores, comerciantes e empresários se articula para fazer uma manifestação nos próximos dias para chamar a atenção da prefeitura.

Ao tirar os sem-teto do entorno da praça e os alojar nas quadras, a prefeitura prometeu que em até 90 dias os encaminharia a abrigos municipais. Também prometeu que lhes ofereceria trabalho para que pudessem pagar por moradia fixa. Apenas 11 pessoas conseguiram emprego, através do programa Trabalho Novo, segundo a própria prefeitura. “A solução vai ser o João Doria cumprir o que ele prometeu”, disse Emerson Aguiar, um dos sem-teto que ocupam as quadras poliesportivas, antes usadas por um time do bairro.

Em reuniões com representantes da prefeitura, o grupo formado por moradores, empresários e comerciantes do bairro tem pleiteado a construção de um playground, uma academia para a terceira idade e uma quadra poliesportiva embaixo do viaduto. Segundo eles, em uma dessas reuniões, a prefeitura regional da Sé se comprometeu a entregar os equipamentos até agosto.

Como isso não aconteceu, os ânimos se exaltaram. Em uma acalorada reunião na última semana em um condomínio da região, os insatisfeitos planejavam fechar o trânsito da av. Nove de Julho, importante via no centro da cidade.

Em janeiro, o UOL Esporte publicou uma reportagem mostrando que o programa de zeladoria urbana Cidade Linda, recém-inaugurado, tinha danificado uma das quadras. Na ocasião, a quadra ainda estava liberada e os adolescentes ainda podiam jogar. Meses depois, ela acabou ocupada por outras famílias de sem-teto, desalojando a equipe.

Em um e-mail enviado à redação no dia 6 de janeiro, a prefeitura dizia que sua expectativa era que as pessoas fossem encaminhadas a vagas de acolhimento, moradia e emprego “o mais breve possível”.

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Tribunal de Contas julga ilegal contrato entre prefeitura e empresa que administra estacionamento rotativo

Contas do Tocantins decidiu que o contrato entre a Prefeitura de Palmas e a empresa Blue, que venceu a licitação em 2014 para administrar o estacionamento rotativo, é ilegal. O julgamento foi em sessão desta quarta-feira (20). Em abril desse ano, o contrato tinha sido suspenso pelo conselheiro José Costandrade de Aguiar por considerar que os serviços não eram condizentes com o estabelecido com o contrato.

Antes de decidir a questão, os conselheiros debateram sobre o contrato e cogitaram a possibilidade de suspender o julgamento e propor umTermo de Ajustamento de Gestão (TAG), entre as partes e o Ministério Público de Contas.

“O melhor caminho seria a solução negocial. Acho que é seguro e uma solução rápida.
Agora, se examinando o que a equipe técnica levantou, nós chegarmos a conclusão de que esse processo é insanável, o Ministério Público chegará à conclusão de que não pode celebrar o ajustamento de conduta de gestão”, argumentou o conselheiro André Luiz de Matos. Ele foi o único a votar pela suspensão do julgamento.

Os conselheiros também relembraram que o processo licitatório apresentou irregularidades desde o início. E que, posteriormente, após uma ação proposta pelo Ministério Público, foi dado um prazo de 30 dias para que a prefeitura apresentasse documentos relacionados à licitação.

O serviço havia sido suspenso em abril deste ano até o julgamento do processo pelo pleno do TCE. Por causa disso, a cobrança também foi suspensa. O contrato foi firmado em agosto de 2014, com prazo estimado de 10 anos, num valor de quase R$ 95 milhões.

Em abril, o conselheiro Costandrade, disse que a medida de suspensão do contrato foi tomada depois que uma equipe do órgão verificou que os serviços prestados não estavam atendendo totalmente as condições estabelecidas no edital do contrato.

“O contrato não está sendo executado nos prazos, quantidades e quesitos de qualidade nele definidos. Essa violação contratual indica o descompromisso da contratada em cumprir com o contrato, a priorizar seu interesse lucrativo em detrimento do superior interesse público”, argumentou o conselheiro.

Fonte: G1 Tocantins

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POLITICA

Marco Aurélio vota contra Temer; maioria do STF decide mandar denúncia à Câmara

Na retomada do julgamento de questão de ordem apresentada pela defesa do presidente Michel Temer (PMDB) no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Marco Aurélio Mello votou nesta quinta-feira (21) para que o tribunal envie o processo contra o peemedebista à Câmara dos Deputados. Com o voto de Mello, 8 dos 11 ministros rejeitaram o pedido de Temer; só o ministro Gilmar Mendes votou a favor do recurso. O presidente foi denunciado sob acusação de obstrução de Justiça e organização criminosa.

Os advogados do presidente pediram que o processo não seja enviado à Câmara até o fim da investigação sobre o acordo de delação dos executivos da JBS. Ontem, após o voto de Gilmar Mendes, o julgamento foi suspenso pela presidente do STF, Cármen Lúcia, para ser retomando nesta tarde. Em tese, os ministros ainda podem modificar os votos até o fim da análise em plenário.

Leia a íntegra da 2ª denúncia apresentada contra Temer

Ao rejeitar a devolução da denúncia à PGR, Marco Aurélio Mello afirma que a fase da apreciação da ação penal é posterior, quando os ministros terão a oportunidade, se houver deliberação positiva da Câmara, de se pronunciarem quanto à admissão ou recusa da ação. Para o ministro, a devolução da ação “implicaria até menos na censura prévia”.

Marco Aurélio também fez elogios à Raquel Dodge, que estreou nesta quarta no Supremo como procuradora-geral da República, dois dias depois de ser empossada.

“Posso sem receio de engano, de equívoco, dizer da minha confiança total na continuidade do trabalho que sempre foi desenvolvido pelos procuradores-gerais da República. Vejo uma gestão, portanto, elogiável”, disse o ministro, que contou ter sido colega de Dodge na UnB (Universidade de Brasília) e no TST (Tribunal Superior do Trabalho).

Ontem, a nova procuradora-geral também tinha sido cumprimentada e elogiada pelos ministros. Ela substituiu o agora ex-procurador-geral Rodrigo Janot, que deixou o posto no domingo (17).

Por ser presidente da República, Temer só pode ser processado por “crime comum” se houver aval da Câmara dos Deputados.

Se ao final do julgamento, for confirmada a decisão da maioria ou totalidade dos 11 ministros, o STF deve seguir o que estabelece a Constituição e notificar a Câmara da denúncia. Isso por que, até o fim da análise, qualquer ministro pode mudar o voto dado.
Como votaram ontem os ministros

O relator, ministro Edson Fachin, foi o primeiro a votar e negou o pedido e entendeu que a análise da admissibilidade da denúncia por parte dos deputados deve ser feita antes, já que a Constituição impõe que a Câmara dos Deputados delibere primeiro sobre se concede autorização para que o Supremo analise a denúncia.

“Entendo que o juízo político a ser efetivado pela Câmara dos Deputados deve preceder a análise jurídica por parte do Supremo Tribunal Federal”, afirmou Fachin. Também votaram com o relator os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

Em seu voto como relator, Fachin defendeu que não cabe julgar qualquer alegação de imprestabilidade das provas nesse momento, como quer a defesa de Temer. Ele também afirmou que “a rescisão ou revisão tem somente efeito entre as partes, não atingindo a esfera jurídica de terceiros”.

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SLIDE TOCANTINS

Cerca de 500 famílias são retiradas de ocupação em fazenda de Fortaleza do Tabocão

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins, a Comissão de Direitos Humanos da OAB-TO, a Comissão Pastoral da Terra, a Ouvidoria Agrária Nacional, o Conselho Estadual de Serviço Social e também do Incra acompanharam nesta terça-feira, 20, o despejo de cerca de 500 famílias que ocupavam uma área pertencente à União, localizada às margens da BR-235 (Km 194), município de Fortaleza do Tabocão.

Segundo o coordenador da Defensoria Pública Agrária (DPAGRA ), Pedro Alexandre, a Justiça Federal determinou a reintegração de posse ao Incra, com a nomeação de um servidor do órgão como administrador responsável. Logo, nem os fazendeiros que se apropriaram da área e nem os ocupantes poderão utilizar o local enquanto a decisão estiver valendo e cabe agora ao Incra dar a destinação que entender correta para área.

“Chegamos antes dos oficiais de Justiça e das forças de segurança para explicar a situação às famílias e orientamos que cumprissem a ordem judicial. Todos os pedidos possíveis, seja na Justiça Estadual ou na Federal pela Defensoria Pública da União, foram feitos e agora vamos tentar manejar os meios legais para cobrar dos órgãos competentes uma solução para a questão que envolve a área e as famílias”, ponderou o defensor público da Regional de Guaraí, Evandro Soares.

Saída

Diante da decisão, durante todo o dia, as famílias saíram de forma voluntária do local e o transporte dos pertences foi realizado em veículos disponibilizados pela autora da ação de reintegração de posse. “A gente não tem lugar nenhum pra ir, tem um ônibus aqui para levar nossas coisas. Não temos dinheiro para pagar aluguel, nem casa na cidade, estou desempregada”, relatou uma das ocupantes, enquanto carregava os pertences da família, junto com seu marido e três filhos. “Estou levando minhas plantinhas, eu não sei como vão ser as coisas depois, mas onde tiver vou plantar minhas plantinhas”, contou uma idosa, ao organizar cuidadosamente suas mudas no bagageiro do ônibus.

De acordo com a decisão da Justiça Federal, as famílias que resistirem à ordem para sair de forma voluntária e permanecer na área terão até o dia 11 de outubro para desocuparem definitivamente o imóvel. “Sob pena de uma desocupação forçada, com emprego de todos os meios necessários, inclusive como remoção de obstáculos e de edificações e prisão”, determinou o Juiz da Segunda Vara Federal do Tocantins.

Ao fim do dia, com muitas moradias demolidas, a maioria das famílias já tinha saído da área ou aguardavam a logística para retirada de seus pertences, enquanto deixavam no local pequenas plantações de melancia e feijão, hortas, criações de galinhas e porcos.

Ocupação

Em abril de 2017, as famílias começaram a ocupar a área, a maioria delas veio do acampamento Olga Benário, no município de Guaraí, reivindicando a destinação da terra à Reforma Agrária, pois desde 2013 aguardavam por um projeto de assentamento que as contemplassem. No local, além das habitações improvisadas que serviam de abrigo e morada desde então, as famílias cultivavam hortas, plantações de melancia, feijão, culturas diversas, assim como criam galinhas e porcos.

Área

Em 2006, a área foi expropriada e destinada para o INCRA após ter sido flagrada com cultivo de plantas psicotrópicas. No decorrer desse processo, a área começou a ser apropriada, com loteamento e plantação de soja, e pleito para regularização fundiária da terra por meio do Programa Terra Legal.

Após a entrada das famílias na área, um particular que fazia uso do imóvel ingressou com uma ação de reintegração de posse. Assim que tomou conhecimento da situação das famílias, ainda no mês de maio, via representantes do MST, a Defensoria Pública passou a acompanhar as famílias. Em julho, o Tribunal de Justiça do Estado do Tocantins, deferindo pedido formulado pela Defensoria Pública, reformou a decisão proferida pelo Juízo da 1º Vara Cível de Guaraí, suspendeu a ação de reintegração de posse e remeteu o processo a uma das Varas da Seção Judiciária Federal do Estado do Tocantins, para análise, processamento e julgamento da demanda.

Com a remessa do processo à Justiça Federal, a competência para atuar na ação passou à DPU – Defensoria Pública da União, e a DPE-TO continuou assistindo as famílias, com orientações, informações e eventuais demandas que surgirem na competência estadual. Nesta segunda-feira, 18, o Juiz da Segunda Vara Federal determinou a reintegração de posse, que se iniciou nesta terça-feira, 19.

Fonte: T1 Noticias

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Prefeitura quer que Sintet pague multa de R$ 140 mil por descumprir decisão que declarou greve ilegal

O impasse entre a Prefeitura de Palmas e servidores da Educação parece longe de chegar ao fim. No final da noite desta quarta-feira, 20, às 22h41, a Prefeitura de Palmas protocolou uma petição no Tribunal de Justiça do Tocantins cobrando multa no valor de R$ 140 mil do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins (Sintet-TO). Com a solicitação, o Executivo quer o cumprimento da decisão que declarou a greve da rede municipal de ensino ilegal. Conforme o TJ, se os manifestantes não retornassem ao trabalho, a entidade sofreria penalidades.

O pedido foi feito logo após a categoria anunciar que vai continuar com a paralisação e a ocupação da Câmara Municipal. Além disso, os trabalhadores decidiram iniciar uma greve de fome, por tempo indeterminado. Sete servidores participam desse protesto para tentar pressionar ainda mais a gestão, que está irredutível em relação a negociação do corte de pontos devido a ilegalidade declarada pela Justiça.

– Confira a íntegra da petição

Outros pedidos
Além do pedido de cumprimento da decisão, o Paço solicita ao Judiciário o pagamento de honorários para os procuradores e a majoração do valor fixado da multa diária que é de R$ 10 mil por dia, até o limite de R$ 150 mil; para o patamar de R$ 50 mil reais, com modificação do limite máximo.

Para chegar ao valor de R$ 140 mil a prefeitura considerou 14 dias, sendo o termo inicial do descumprimento em 7 de setembro, data em que o Sintet foi intimado. O termo final do descumprimento foi estabelecido em 20 de setembro, data em que foi protocolada a petição. O Paço pontua, contudo, que não há “prejuízo da fluência da multa caso o descumprimento persista”.

Caso o Sintet não faça o pagamento do débito no prazo legal, a prefeitura pede a realização de penhora de ativos financeiros nas contas de titularidade da entidade, via sistema Bacenjud, no montante de R$ 140 mil, acrescido de multa e dos honorários advocatícios no valor de 10% do débito.

Motivação política
Na petição, a prefeitura alega que além do descumprimento da ordem judicial, manifestações do Sintet na mídia, demonstram a “distorção da finalidade do movimento paredista, em que resta claro o teor da motivação de ordem político-partidária”.

Em relação ao cumprimento da obrigação de suspensão da realização da greve, o Paço pede a imposição de multa por “litigância de má-fé”, bem como a remessa de cópia, dos autos aos órgãos competentes para a apuração de crime de desobediência.

Entenda
Desde o dia 5 deste mês a categoria deu início a greve reivindicando o pagamento da data-base, progressões, eleições para a diretoria das escolas, retroativos e cumprimento do Plano de Carreira dos professores. Demandas que foram negociadas em acordo na greve de 2015, mas que segundo os sindicatos, não teriam sido cumpridas.

Apesar da greve ter sido declarada ilegal, após alguns dias de manifestações os profissionais da Educação decidiram ocupar a Câmara de Vereadores para pressionar ainda mais a administração municipal. A categoria recebeu apoio de alguns parlamentares e desde o dia 13 estão 24 horas na Casa de Leis por meio de revezamento. O Sintet ainda tenta, através de recursos ao Judiciário, reverter as decisões desfavoráveis.

Em coletiva de imprensa, na manhã desta terça-feira, 19, o prefeito Carlos Amastha (PSB) foi incisivo ao afirmar que vai descontar o salário dos servidores desde o primeiro dia de paralisação e que não vai negociar o corte de pontos, que já está sendo feito. “Nós estamos falando de gente que estão faltando ao trabalho, porque greve não é. Essa greve não existe porque foi declarada ilegal. Quem não trabalhou não vai receber por não trabalhar”, declarou Amastha.

A categoria permanece na Câmara de Vereadores, porém, a Justiça determinou também nesta terça-feira a desocupação da Casa. Os servidores da rede municipal de Educação de Palmas devem deixar de praticar quaisquer atos atentatórios à posse, dentro da Câmara Municipal de Palmas, como ocupações ilícitas, bloqueio de entrada do prédio, armação de barracas, instalação de colchões, instrumentos musicais, caixas e alimentos estranhos ao exercício da atividade e à composição da estrutura do órgão. É o que determina liminar concedida pelo juiz da 1ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas, Roniclay Alves de Morais, na tarde desta terça-feira, 19.

Entretanto, a liminar não proíbe manifestantes de exercer “suposto direito de greve à frente do órgão, ou transitarem nele, desde que seus atos não atentem à posse, nem obstaculizem o exercício normal das atividades daquele Órgão”. Com isso, os manifestantes decidiram tirar os equipamentos e barracas, mas permanecer no local.

O professor Danilo de Melo, que é o secretário municipal de Educação, chegou a sentar com representantes da categoria nesta semana pedindo o retorno dos servidores ao trabalho. Ele também mostrou o cronograma de pagamento dos benefícios e disse que será feita a eleição dos diretores.

Entretanto, as propostas da prefeitura e o posicionamento do prefeito não agradaram o funcionalismo e em assembleia na terça-feira, além da continuidade do movimento, foi deliberado que, se até às 18 horas desta quarta-feira, 20, não houvesse diálogo entre o Sintet e o prefeito Carlos Amastha, alguns trabalhadores fariam greve de fome em frente à Casa de Leis. Como o prefeito não atendeu o pedido do sindicato, sete servidores decidiram iniciar o protesto.

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Após anúncio do corte de pontos, Sintet fala em “desgastar” pré-candidatura de Amastha “até derrota nas urnas”

Durante a assembleia dos trabalhadores da rede municipal de ensino de Palmas, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Tocantins (Sintet-TO), José Roque, disparou críticas contra a atual gestão e falou em “desgastar” a possível pré-candidatura do prefeito Carlos Amastha (PSB) a governador em 2018 “até levar a derrota dele nas urnas”.

“Que a companheirada de todas as áreas da Educação já bote suas ‘barbas de molho’ para o próximo pleito de governador que vem pela frente, pois ele é uma das candidaturas. Haveremos de travar o desgaste dele até levar a derrota dele nas urnas”, afirmou o presidente do Sintet.

Carlos Amastha, por sua vez, vem acusando o sindicato de usar o movimento da Educação de forma “política e violenta”.

Os servidores estão inconformados com a postura do pessebista, em relação ao movimento grevista. Nesta terça-feira, 19, os profissionais se reuniram e decidiram continuar a paralisação, mesmo após a declaração do chefe do Executivo à imprensa de que os salários serão descontados e de que não haverá negociação.

Truculência e inércia
Em entrevista ao CT, além de chamar de “truculenta” a postura do Executivo, José Roque disse que a Justiça tocantinense é “inerte” e “injusta”. Segundo ele, os servidores vão até as “últimas consequências” nesse movimento. “Embora a truculência por parte da gestão e a inércia da Justiça desse Estado, contra os trabalhadores, contra a comunidade de modo geral, nós temos disposição para continuar a greve. Vamos para o enfrentamento até as últimas consequências”, avisou.

Sobre o corte dos pontos dos servidores, o sindicalista disse que vai “recorrer a instâncias superiores”. Já em relação ao viés político abordado durante discurso na assembleia dos servidores, José Roque confirmou que vai provocar o “desgaste” do prefeito, “porque ele não respeita a sociedade, não respeita o ser humano. Ele é um animal”, disparou inconformado. “Não levando para eleições de governador, mas há outros espaços políticos que ele pretende conquistar”, explicou o líder sindical.

De acordo com o Sintet, cerca de 1.800 servidores estão paralisados. A Prefeitura de Palmas fala em 1.000, ou seja, 35% da categoria. A entidade informou ainda que vai continuar com manifestações e protestos nas ruas da Capital e pediu para que os pais não levem seus filhos às unidades escolares. “Se o aluno sofrer algum atentado a responsabilidade não é dos trabalhadores, pode ser do prefeito, única e exclusivamente do prefeito”, finalizou José Roque.

Greve de fome
Em assembleia realizada na noite desta terça-feira, 19, em frente à Câmara Municipal de Palmas, além da continuidade do movimento, foi deliberado que, se até às 18 horas desta quarta-feira, 20, não houver diálogo entre o Sintet e o prefeito Carlos Amastha (PSB), cinco trabalhadores farão greve de fome a partir desse horário, em frente à Câmara Municipal.

Após tentativa de uma nova reunião com a gestão municipal na tarde desta terça, o Sintet protocolou ofício onde foi solicitada audiência com o chefe do Executivo, com objetivo de buscar um novo acordo, uma vez que a pauta apresentada pelo secretário de Educação, Danilo de Melo, não atende aos anseios da categoria.

Nesta quarta-feira, 20 completa 8 dias de ocupação da Câmara de Vereadores. A categoria permanece no local, porém, a Justiça determinou nesta terça-feira a desocupação da Casa. A decisão se deu em Ação de Reintegração e Manutenção de Posse ajuizada pela Câmara Municipal.

Os servidores da rede municipal de Educação de Palmas devem deixar de praticar quaisquer atos atentatórios à posse, dentro da Câmara Municipal de Palmas, como ocupações ilícitas, bloqueio de entrada do prédio, armação de barracas, instalação de colchões, instrumentos musicais, caixas e alimentos estranhos ao exercício da atividade e à composição da estrutura do órgão. É o que determina liminar concedida pelo juiz da 1ª Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas, Roniclay Alves de Morais, na tarde desta terça-feira, 19.

Entretanto, a liminar não proíbe manifestantes de exercer “suposto direito de greve à frente do órgão, ou transitarem nele, desde que seus atos não atentem à posse, nem obstaculizem o exercício normal das atividades daquele Órgão”

Ao CT, o Sintet informou que ainda não foi notificado da decisão, mas que os vereadores “cederam” os gabinetes para eles passarem as noites. “Nós vamos permanecer no local porque temos 11 gabinetes abertos para nós nos acomodarmos”, disse o presidente estadual do Sintet, José Roque.

Sem negociação
Em coletiva de imprensa, na manhã desta terça-feira, 19, o prefeito foi incisivo ao afirmar que vai descontar o salário dos servidores desde o primeiro dia de paralisação e que não vai negociar o corte de pontos, que já está sendo feito.

“Nós estamos falando de gente que estão faltando ao trabalho, porque greve não é. Essa greve não existe porque foi declarada ilegal. Quem não trabalhou não vai receber por não trabalhar”, declarou Amastha. “Ninguém vai negociar absolutamente nada de uma greve que foi declarada ilegal. Não existe negociação para acabar com essa greve, ninguém está negociando um ato ilegal”, asseverou o prefeito.

Amastha afirmou ainda que era a primeira e última vez que se referia a greve. Segundo ele quem está “cuidando” desse impasse é o professor Danilo de Melo, que é o secretário municipal de Educação.

Entenda
Desde o dia 5 deste mês a categoria deu início a greve reivindicando o pagamento da data-base, progressões, eleições para a diretoria das escolas, retroativos e cumprimento do Plano de Carreira dos professores. Demandas que foram negociadas em acordo na greve de 2015, mas que segundo os sindicatos, não teriam sido cumpridas.

Apesar da greve ter sido declarada ilegal, após alguns dias de manifestações os profissionais da Educação decidiram ocupar a Câmara de Vereadores para pressionar ainda mais a administração municipal. A categoria recebeu apoio de alguns parlamentares e desde o dia 13 estão 24 horas na Casa de Leis por meio de revezamento. O Sintet ainda tenta, através de recursos ao Judiciário, reverter as decisões desfavoráveis.

Fonte: Portal CT

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SLIDE TOCANTINS

Após 130 dias secos, previsão meteorológica aponta para chuvas no Tocantins

A expectativa de chuva para os próximos dias na capital tem animado palmenses. No entanto, mesmo com uma alta na umidade do ar, o período chuvoso na capital mesmo só é esperado para a primeira quinzena de outubro. De acordo com o meteorologista José Luiz Cabral, há maior expectativa de precipitação para a região oeste do estado, no entorno de Caseara, pegando a fronteira do sudeste do Pará e parte do Mato Grosso.

“As áreas de instabilidade estão sendo formadas nesses locais nesta manhã” de quarta-feira, 20, segundo Cabral. O meteorologista explica que se espera que as chuvas retornem ao centro do Tocantins, atingindo Palmas, apenas na segunda quinzena do mês de outubro, que é quando se estabelece o período chuvoso. “É comum no mês de setembro o índice de baixa umidade relativa do ar ainda, entretanto, este mês representa também um período de transição. É onde essa massa de ar quente seca enfraquece e permite a entrada de umidade”, diz.

Segundo o meteorologista, a atmosfera já começou a apresentar sinais de que a transição está acontecendo. “Ontem teve muita nebulosidade e é um bom sinal de que a massa de ar quente está enfraquecendo e vai começar a entrar umidade. Paulatinamente as chuvas vão acontecer”, garante.

Para o profissional, essa nebulosidade com a entrada de umidade é o que explica a expectativa dos tocantinenses para as chuvas. “São 130 dias sem chuvas e é normal que a população queria a ocorrência para amenizar o calor de 40º que estamos passando, mas vamos ser cautelosos”, pede.

As condições meteorológicas no geral, segundo Cabral, não estão sendo favoráveis para precipitação em todas as regiões do Estado nesta semana ainda.

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Exército: intervenção militar tem aval constitucional sob iminência de caos

O general Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército, informou que não cogita punir o também general Antonio Hamilton Mourão por ter defendido uma “intervenção militar” caso o Judiciário não resolva o problema da corrupção. Elogiou o subordinado: “O Mourão é um grande soldado, uma figura fantástica, um gauchão…”. Tentou virar a página: “É uma questão que já consideramos resolvida internamente.” Mas inaugurou um novo capítulo da polêmica ao declarar que a Constituição concede às Forças Armadas “um mandato” para intervir se houver no país “a iminência de um caos.”

As declarações do general Villas Bôas foram feitas em entrevista ao repórter Pedro Bial, levada ao ar na madrugada desta quarta-feira, no programa ‘Conversa com o Bial’. O comandante do Exército admitiu que a fala do general Mourão “dá margem a interpretações.” A pretexto de contextualizar o raciocínio do subordinado, evocou o artigo 142 da Constituição, que anota as atribuições do Exército, da Marinha e da Aeronática. E terminou deixando claro que também avalia que, na antessala do caos, os militares podem intervir. Mais do que isso: a ação seria um dever constitucional. Absteve-se de definir o que seria ”a iminência de um caos.”

Veja o que disse o general Villas Bôas no pedaço mais palpitante da conversa: “Se você recorrer ao que está na Constituição, no artigo 142, como atribuição das Forças Armadas, ela diz ali: que as Forças Armadas podem ser empregadas na garantia da lei e da ordem, por iniciativa de um dos poderes. E isso tem acontecido recorrentemente. Estamos lá no Rio de Janeiro, estivemos lá no Espírito Santo. Mas, antes, no texto [constitucional], diz: as Forças Armadas se destinam à defesa da pátria e das instituições. Essa defesa das instituições, dos poderes constituídos, ela poderá ocorrer por iniciativa de um deles ou na iminência de um caos. Então, as Forças Armadas teriam um mandato para fazê-lo.”

Agora repare no que está escrito no artigo 142, citado pelo comandante do Exército: “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”

Pois bem. Villas Bôas está certo quando diz que “as Forças Armadas podem ser empregadas na garantia da lei e da ordem, por iniciativa de um dos poderes.” Neste exato instante, a pedido do governador Luiz Fernando Pezão e por ordem de Michel Temer, a tropa do Exército socorre a polícia do Rio de Janeiro. O general soa esquisito, porém, quando declara que, em “defesa das instituições e dos Poderes constituídos”, os militares podem agir “por iniciativa de um deles [um dos Poderes]” ou por conta própria sempre que houver a “iminência de um caos.”

Ora, o texto do artigo 142 anota explicitamente que as Forças Armadas estão “organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do presidente da República.” Não está escrito que o caos concede aos militares “um mandato” para agir à revelia do presidente. Mesmo que o inquilino do Planalto se chame Michel Temer e tenha sido denunciado um par de vezes pela Procuradoria-Geral da República.

Pedro Bial recordou a Villas Bôas que Antônio Mourão, como general da ativa, está proibido de opinar sobre assuntos políticos. Caberia ao comandante do Exército punir o subordinado. Mas o comandante preferiu manusear panos quentes. “Tem que contextualizar, né Bial? O ambiente que ele estava era um ambiente fechado. Ele foi provocado numa pergunta…”

De fato, o general Mourão pregou a intervenção militar numa palestra promovida pela maçonaria, em Brasília. Mas não está previsto em nenhuma norma do Exército que, entre quatro paredes, os oficiais podem transgredir as normas. De resto, a transgressão do subordinado de Villas Bôas tornou-se aberta, muito aberta, abertíssima no instante em que foi veiculada na rede mundial de computadores. A propósito, se você ainda não assistiu, veja no vídeo abaixo.

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SLIDE TOCANTINS

Polícia Federal realiza operação ‘Olho de Tandera’ no Pará, Amapá e Tocantins

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (20), a operação “Olho de Tandera”, que investiga os crimes de gestão temerária, gestão fraudulenta, apropriação indébita especial financeira, instituição financeira irregular, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro, ocorridos em municípios do nordeste paraense, na ilha do Marajó, e em municípios localizados no Amapá e Tocantins.

Foram expedidos 16 mandados de busca e apreensão e 13 conduções coercitivas, quando a pessoa é levada para depor, pela 4ª Vara Criminal Federal de Belém. Ao todo, cerca de 65 policiais federais cumprem os mandados nos estados envolvidos nas fraudes.

De acordo com a PF, as investigações começaram com as suspeitas levantadas por Regimes Próprios de Previdência de municípios localizados no arquipélago do Marajó. Foram identificadas que gestões anteriores transferiram mais da metade dos recursos dos Institutos de Previdência para um grupo de empresas privadas de forma irregular.

O esquema fraudulento envolvia instituições financeiras de fachada, que funcionavam sem autorização para atuar com a gestão de recursos de terceiros, bem como no mercado de capitais, gerando um prejuízo de aproximadamente R$ 24 milhões aos cofres municipais.