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Governo cancela contrato com fundação escolhida para executar projeto de incentivo ao primeiro emprego


Tribunal de Contas apontou problemas na contratação da Fundação Luis Eduardo Magalhães (FLEM), da Bahia. Valor do documento era de R$ 107,2 milhões e projeto empregaria 6 mil jovens entre 16 e 21 anos. Projeto tinha o objetivo de empregar jovens de 16 a 21 anos
Governo do Tocantins/Divulgação
O governo cancelou o contrato milionário firmado Fundação Luis Eduardo Magalhães (FLEM), da Bahia, escolhida para executar projeto de qualificação e inclusão de jovens ao mercado de trabalho no Tocantins. A rescisão ocorreu após questionamento do Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre as condições de contratação da entidade para andamento de projeto ‘TO Mais Jovem’.
O contrato nº 97/2021, firmado entre a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas) e a fundação ocorreu com dispensa de licitação, no valor de R$ 107,2 milhões. A FLEM era responsável pelo projeto ‘TO Mais Jovem’, que tinha o objetivo de qualificar e inserir no mercado de trabalho mais de 6 mil jovens de 16 a 21 anos. As inscrições começaram no dia 30 de dezembro de 2021 e até janeiro de 2022, mais de 220 jovens haviam sido selecionados.
A rescisão do contrato está no Diário Oficial de terça-feira (5). De acordo com o TCE, foi identificado que “não havia justificativas/parâmetros para definir a quantidade de jovens que seriam inseridos no projeto; ausência de memorial descritivo da quantidade de jovens que seriam contratados, onde os cursos seriam realizados e sem justificativa para dispensa de licitação”.
O projeto iria encaminhar os seis mil selecionados para trabalhar em órgãos da administração direta e indireta do governo.
Governo rescinde contrato milionário com empresa da Bahia do programa TO Mais Jovem
Mais de 5 mil interessados se inscreveram para participar do processo seletivo. Os selecionados teriam um contrato de um de até 13 meses e a carga horária de 4 horas diárias. A remuneração, para era de R$ 568,32 e auxílio-transporte no valor de R$ 169,40.
O então secretário da pasta, José Messias Alves de Araújo, que assinou o contrato com a FLEM, chegou a protocolar ao TCE alegações contra a liminar que suspendia a contração, mas não impediu que o contrato fosse questionado na Justiça.
A rescisão unilateral é assinada pelo novo secretário da pasta, Zorivan Monteiro de Castro Soares.
O que dizem os envolvidos
A Setas informou, em nota, que pela suspensão do contrato por determinação judicial e pelos órgãos de controle, foi necessária a rescisão do contrato já que a instituição ‘não cumprir com todas as especificações previstas no edital/termo de referência adstrita ao processo de habilitação’.
Com isso, a pasta ressaltou que está tomando as providências necessárias e adequações conforme o questionamento dos órgãos de controle e de demandas judiciais, para garantir a continuidade do projeto.
“A carência de programas locais de capacitação e acolhimento desses jovens, bem como de ações públicas efetivas que promovam a inclusão social e produtiva desses adolescentes justifica a manutenção e correção de qualquer inconformidade na execução desse importante programa social TO Mais Jovem”, diz trecho da nota.
Já a Fundação Luis Eduardo Magalhães (FLEM) informou somente que aguarda as decisões judiciais.
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Fonte: G1 Tocantins