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Grávidas pedem liberação de acompanhantes durante parto nos hospitais públicos do Tocantins


Medida passou a valer no início da pandemia, para evitar disseminação da Covid. Moradora de Palmas disse que pediu dinheiro emprestado para dar à luz em hospital particular e, assim, não ficar sozinha. Grávidas pedem retorno de acompanhantes nos hospitais públicos do Tocantins
Desde o início da pandemia, o direito a acompanhantes durante os partos está suspenso nos hospitais públicos do Tocantins. A medida foi tomada pelo governo para evitar a disseminação da Covid. Entretanto, grávidas alegam que este é um direito garantido por lei e que várias atividades estão em pleno funcionamento no Estado.
A farmacêutica Luma de Oliveira lembra que precisou pegar dinheiro emprestado para dar à luz em um hospital particular, no ano passado. Ela não queria ficar sozinha naquele momento tão importante. Prestes a parir novamente, ela está preocupada.
“Foi um investimento que eu não podia naquele momento e que eu precisei da ajuda de muitas pessoas para que conseguisse pagar o meu parto. Mas, que foi de extrema necessidade. E eu te digo que a minha preocupação nessa segunda gestação é justamente essa. Eu não me vejo parindo novamente sem acompanhante”.
Grávida diz que pediu dinheiro emprestado para dar a luz em hospital particular
Reprodução/TV Anhanguera
No ano passado, mulheres fizeram protesto em frente à Maternidade Dona Regina, em Palmas. No último domingo (25), algumas grávidas foram até o fórum da capital para fazer uma nova manifestação.
“Alegam-se uma pandemia, ótimo, vamos respeitar os cuidados. Mas, o comércio todo está aberto, as festas estão liberadas. Enfim, já está tudo funcionando, mas o acompanhante que é fundamental na hora do parto, está proibido ainda”, enfatizou a jornalista Thaise Marques.
“Estamos aqui, não pelo reconhecimento do direito, até porque já foi reconhecido em lei. Estamos aqui para que eles, de fato, sejam cumpridos pelo Estado”, ressaltou a advogada Jéssica Lorrany Mendes.
Quem passou pelo parto sozinha, sabe o quanto é importante ter a companhia de alguém em um dos momentos mais marcantes da vida. “Era o sonho do meu esposo assistir o parto. Desde sempre ele planejou isso. Foi tirado isso da gente de uma forma desesperadora”.
O G1 aguarda um posicionamento do governo estadual sobre a reivindicação.
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Fonte: G1 Tocantins