Categorias
DESTAQUES SLIDE TOCANTINS

Insegurança alimentar cresce com a pandemia e agrava situação de famílias: ‘A gente almoçou banana com farinha e melancia’


Casal está vivendo embaixo de ponte de Palmas e depende a ajuda de outras pessoas para sobreviver. De acordo com a ONU, uma e cada quatro pessoas no Brasil corre risco de ficar sem ter o que comer. Fome atinge moradores de rua, que dependem de doações para se alimentarem
Não ter o que comer é uma realidade vivida por muitos brasileiros e a situação tem se agravado durante a pandemia de coronavírus. Sem ter onde morar, o casal Paulo e Claci está vivendo embaixo de uma ponte em Palmas há mais de 30 dias. Ter o que comer é uma preocupação diária e por isso o cardápio da última refeição está vivo na memória.
“A gente almoçou banana com farinha e melancia”, disse a Claci Santos Silva.
A próxima refeição também estava garantida com frutas que eles ganharam de doação, mas ter alimentos na mesa não é uma certeza e eles estão dependendo da caridade de outras pessoas.
“Nós estamos em situação de rua, vivendo de ajuda. Então nem todo dia tem a comida. As vezes tem que se deslocar daqui e ir atrás de comida. A gente pede em restaurantes”, disse o Paulo Iran Vieira.
Essa situação de insegurança alimentar é vivida por muitas pessoas no Brasil. Segundo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU), uma em cada quatro pessoas no país corre o risco de ter que pular refeições e até ficar por um ou mais dias sem comer.
Família vive embaixo de ponte e depende de caridade para comer
Reprodução/TV Anhanguera
Não ter comida regular em quantidade e qualidade pode colocar a saúde em risco segundo a nutricionista Jessika Marinho. “Ela está sujeita a situação de insegurança alimentar. Manter os alimentos dentro de casa está cada vez mais difícil devido à alta nos preços dos alimentos. Isso tem afetado principalmente as famílias que são de baixa renda, pois elas acabam optando por alimentos mais baratos”, comentou.
Para os dois moradores de rua a situação é mais delicada. Além do problema da comida eles precisam se preocupar onde se abrigar pra ter um pouco do mínimo. “Aqui tem água para a gente tomar banho, tem mais facilidade. É mais perto dos restaurantes e a gente viu o local mais adaptado para o nosso tipo de situação”, disse o Paulo Iran.
Só que eles estão preocupados para onde vão quando começar o período das chuvas. Sem poder trabalhar, a Cleaci Santos luta pela aposentaria e sonha em ter condições de morar num lugar melhor. “Ter uma casa, ter um trabalho. Viver uma vida digna como as outras pessoas vivem”, disse.
Veja mais notícias da região no G1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins