Categorias
DESTAQUES SLIDE TOCANTINS

Juiz absolve todos os réus de ação contra servidora que recebeu R$ 71 mil de salários enquanto estudava medicina no Paraguai

Enfermeira foi um dos alvos da operação Catarse, que investigou funcionários fantasmas no governo do Tocantins. Todos os réus foram absolvidos das acusações de peculato e falsidade ideológica. Em sentença publicada nesta sexta-feira (12), a 1ª Vara Criminal de Araguaína, no norte do Tocantins, absolveu todos os seis investigados de envolvimento no caso de uma servidora pública estadual que estava estudando medicina no Paraguai enquanto continuou a receber salários como se estivesse trabalhando. Os fatos começaram a ser investigados em 2018 durante a operação Catarse. Um dos réus era o ex-governador Marcelo Miranda.
Segundo a denúncia, a enfermeira Alciany Chaves de Melo, que trabalhava no Hospital Regional de Araguaína antes de ser cedida para a extinta Secretaria-geral de Governo, recebeu entre julho de 2017 e dezembro de 2018, o total de R$ 71.429,78 sem trabalhar.
Parte dos réus tinha conseguido trancar as ações penais pelas acusações de peculato – quando o servidor públicos se apropria de dinheiro ou bens tirando proveito do próprio cargo.
Os demais também foram absolvidos porque o juiz Francisco Vieira Filho seguiu entendimento do Tribunal de Justiça de que: “o servidor público que se apropria dos salários que lhe foram pagos e não presta os serviços não comete peculato”, diz trecho da decisão.
Os seis réus também eram acusados de falsidade ideológica – falsificação de documento ou de informações em documento verdadeiro. Em relação a essa acusação, o juiz pontuou que nenhuma folha de ponto assinada pela servidora foi encontrada durante a operação da Polícia Civil.
A presença dela teria sido atestada por superiores, mas o juiz entendeu que apesar da declaração de exercício ter assinatura secretários, nenhum dos investigados interveio para regularizar a folha de pagamento dela.
Isso porque todos afirmaram que apenas receberam os documentos preenchidos e assinaram, mas não tinham como exercer controle sobre a frequência dos servidores pessoalmente.
Ainda conforme a decisão, a enfermeira Alcyany Chaves de Melo Feitosa confirmou que foi lotada na extinta Secretaria-Geral de Governo enquanto morava em Foz do Iguaçu. Também disse acreditar que a situação fosse regular, pois tomou posse e ficou à disposição, aguardando um contato para iniciar o trabalho.
“Não há como concluir seguramente que os denunciados ao agir como agiram estavam animados pelo elemento subjetivo do dolo”, diz o juiz ao absolver todos os acusados.
Foram absolvidos
Ex-governador, Marcelo de Carvalho Miranda;
Ex-secretário-geral de Governo, Cesarino Augusto;
Ex-secretário de Estado da Articulação Política, João Emídio Felipe de Miranda;
Ex-secretário-chefe da Casa Civil, Télio Ayres Leão;
Enfermeira Alciany Chaves Melo;
Mãe da enfermeira, Cleidimar Aparecida Chaves.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins