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Petrobras perde processo de US$ 622 milhões em disputa com norte-americana Vantage Drilling

A empresa norte-americana Vantage Drilling International informou nesta segunda-feira (2) que venceu uma disputa com a Petrobras em um tribunal de arbitragem internacional. Segundo a empresa, a estatal brasileira perdeu o processo de US$ 622 milhões (o equivalente a aproximadamente R$ 2,4 bilhões).

De acordo com a nota da Vantage, o tribunal considerou que a Petrobras America (PAI) e Petrobras Venezuela Investments and Services (PVIS), subsidiárias da Petrobras, violaram um contrato de perfuração com a Vantage Deepwater.

O contrato entre as duas empresas que gerou a disputa é de 2009. Em 2015, a A Petrobras notificou a Vantage que havia encerrado o contrato, alegando que a empresa norte-americana havia violado seus termos. A Vantage, então, entrou com a ação alegando rescisão injusta.

O G1 procurou a Petrobras para comentar o caso e aguarda retorno da empresa. Na divulgação dos resultados do primeiro trimestre de 2018, a empresa havia apontado a disputa com a Vantage Drilling International como um “processo judicial não provisionado” – ou seja, a empresa na ocasião não possuía uma “reserva” para o pagamento de uma eventual derrota porque ou não considerava provável que teria que desembolsar algum valor ou não podia fazer uma estimativa do montante que teria que pagar.

Em nota, o presidente da Vantage Drilling se disse “muito satisfeito” com a decisão do tribunal.

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Toffoli cassa decisão de Moro que impôs tornozeleira eletrônica a José Dirceu

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, cassou nesta segunda-feira (2) a decisão do juiz Sérgio Moro que impôs uso de tornozeleira eletrônica para o ex-ministro José Dirceu, solto em razão de uma decisão da Segunda Turma do STF.

Na última sexta (29), Moro determinou que Dirceu fosse até Curitiba para colocação da tornozeleira até dia 3 de julho. Três dias antes, uma decisão liminar (provisória) da Segunda Turma, da qual Toffoli faz parte, libertou o ex-ministro.

Moro justificou que, como a prisão havia sido suspensa pela Segunda Turma do STF, seriam retomadas as medidas cautelares impostas ao ex-ministro, entre as quais o uso da tornozeleira.

“Considerando que a decisão proferida pela Segunda Turma, por maioria de três votos a um, em nenhum momento restabeleceu a prisão provisória do reclamante, tratando-se, no caso, de prisão-pena, a qual foi suspensa para assegurar a liberdade plena do ora reclamante, em razão da plausibilidade jurídica dos recursos interpostos e, mais ainda, por não subsistir nenhuma esfera de competência do Juízo da 13ª Vara Federal de Curitiba – que sequer foi comunicado da decisão desta Corte -, casso, até posterior deliberação da Segunda Turma, a decisão”, diz a decisão de Toffoli.

Conforme o ministro, o juiz Sérgio Moro “agindo de ofício, impôs ao reclamante medidas cautelares diversas da prisão, em claro descumprimento de decisão desta Suprema Corte”.

Além da tornozeleira, Dirceu ficou proibido, por exemplo, de deixar o país e de se comunicar com outros acusados ou testemunhas. Com a decisão de Toffoli, caem também essas restrições.

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Lewandowski proíbe governo de privatizar estatais sem autorização do Congresso

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu o governo de privatizar empresas estatais sem prévia autorização do Congresso.

Numa decisão liminar (provisória), o ministro atendeu um pedido da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), esta última ligada à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Na ação, as entidades questionavam a constitucionalidade de trechos de uma lei de 2016 que determina como os poderes executivos federal, estadual e municipal podem gerir as empresas públicas. Por isso, a liminar de Lewandowski também se aplica a empresas públicas da União, estados ou municípios.

O ministro considerou que, para cada estatal, deve haver uma lei específica, aprovada pelo Legislativo, para vender mais de 50% das ações à iniciativa privada. Para ele, cada estatal precisa de uma lei para ser criada e de outra para ser extinta.

Na decisão, Lewandowski cita uma tendência de desestatizações que podem, segundo ele, causar “prejuízos irreparáveis” ao país caso não sejam conduzidas de acordo com a Constituição.

“Há, com efeito, uma crescente vaga de desestatizações que vem tomando corpo em todos os níveis da Federação, a qual, se levada a efeito sem a estrita observância do que dispõe a Constituição, poderá trazer prejuízos irreparáveis ao país”, escreveu.

Lewandowski lembrou que a Constituição determina que alienações de bens públicos devem ser feitas mediante licitação que assegure “igualdade de condições a todos os concorrentes”.

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Fachin diz que após coleta de provas levará ao plenário rescisão de delações da J&F

O ministro Luiz Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (27) a coleta de provas sobre as delações premiadas de quatro executivos da J&F e afirmou que, após essa fase, a rescisão dos acordos será levada para análise do plenário do tribunal.

Os quatro executivos que podem ter o acordo de delação rescindido são: Joesley Batista, Wesley Batista, Ricardo Saud e Francisco de Assis.

Desde o ano passado há um impasse sobre as delações. Em setembro de 2017, na reta final do mandato, o então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu a rescisão das delações por omissão e má-fé dos delatores.

Eles teriam deixado de informar sobre suposta orientação prestada pelo ex-procurador Marcello Miller à J&F nas negociações, enquanto ainda integrava o Ministério Público.

Desde então, defesa e acusação apresentam informações, mas ainda não havia perspectiva de julgamento sobre a validade das delações.

Segundo a determinação de Fachin, os advogados de defesa e a Procuradoria Geral da República (PGR) têm cinco dias para especificar as provas que pretendem produzir e, em caso de depoimento de testemunhas, indicar os nomes e endereços.

“Defiro, nos presentes termos, as diligências solicitadas pela PGR e em respeito aos preceitos constitucionais do contraditório e da ampla defesa, impende determinar a dilação probatória como aqui deferida, e assim que concluída a instrução, colhidas as alegações finais, o feito deve ser de pronto remetido ao Pleno para decisão colegiada sobre a rescisão”, afirmou Fachin.

Delação da J&F

O processo das colaborações da J&F tem mais de 2.700 páginas, com 11 volumes e 23 apensos (provas complementares entregues pelos colaboradores, entre outros).

As delações foram fechadas há mais de um ano e validadas por Fachin em maio de 2017. Desde o início os acordos geraram críticas. Opositores à delação da J&F argumentam que foi concedido aos delatores o maior benefício possível, a imunidade penal, ou seja, a impossibilidade de serem denunciados ou responderem a processos na Justiça.

As delações originaram a Operação Patmos, deflagrada em 18 de maio de 2017 para coletar indícios de supostos repasses ilegais da J&F para o senador Aécio Neves (PSDB-MG), que chegou a ser afastado do mandato, e para o presidente Michel Temer. Os dois negam as acusações.

Joesley havia gravado uma conversa com o presidente, na qual, segundo a PGR, eles trataram sobre comprar o silêncio de presos da Lava Jato. Em ação controlada, a Polícia Federal gravou um auxiliar do presidente, o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (MDB-PR), saindo de restaurante com uma mala com R$ 500 mil após recebê-la de Ricardo Saud.

As acusações da J&F viraram denúncia formal da Procuradoria contra Aécio, que se tornou réu em ação penal no STF, e duas denúncias contra Temer, que teve os processos suspensos por decisão da Câmara.

Na decisão de 62 páginas, o ministro Fachin faz um resumo de tudo o que os delatores falaram em seus termos de colaboração.

O ministro afirma que “as graves circunstâncias narradas” pela Procuradoria ao pedir rescisão da delação “devem ser apreciadas e definidas por este Tribunal, impondo sem delongas as sanções e chancela das responsabilidades, se cabíveis”.

Segundo o relator da Lava Jato, por “maior escândalo” que um fato pareça ser, é preciso encontrar na Constituição a resposta punitiva. Por isso, ele considerou que é preciso que os 11 ministros do Supremo avaliem a validade da delação.

“Maior escândalo que fato ou acontecimento ofensivo às regras jurídicas, aos postulados éticos e mesmo ao decoro mínimo e às convenções morais de uma sociedade, é violar a própria Constituição na possível resposta sancionadora ou punitiva, o que seria motor de legítima indignação e revolta pela consciência cívico-normativa de um povo cujo Estado se encontra plasmado numa democracia constitucional.”

Ele lembra que a decisão por parte do plenário é importante porque, em acordo validado pelo STF, a Procuradoria se comprometeu em não denunciar os delatores, mas o fez mesmo assim posteriormente. Diante da controvérsia, a última palavra é do plenário, afirmou.

“O caso em tela, então, exige manifestação jurisdicional prévia sobre as causas apontadas pelo Ministério Público como suficientes para que se tenha o acordo por rescindido. Tal atribuição se situa na competência do Plenário deste STF.”

Por fim, o ministro considerou que determinar coleta de provas para que os delatores possam tentar comprovar que não cometeram ilegalidades atende “princípios da ampla defesa e contraditório”.

Delações em 80 partes

O ministro Fachin também atendeu pedido feito no dia 10 de maio pela Procuradoria Geral da República para dividir as delações da J&F em 80 partes.

Ele atendeu “parcialmente” ao pleito porque em alguns casos que a PGR pedia envio de trechos para um estado, o ministro mandou para outro.

O desmembramento foi feito em relação às delações que estão sob questionamento e também sobre as que não estão – ao todo são sete delatores.

Foram remetidos trechos dos depoimentos para Justiça Federal em Brasília, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e outros estados. O ministro também autorizou que depoimentos sejam juntados em inquéritos já abertos, conforme pedido feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

Fachin afirmou que a decisão de remeter depoimentos para locais específicos pode ser reavaliada ou revista e que não fez nenhum juízo sobre a validade das provas.

“Registro, por fim, que todas as declinações ora determinadas não importam em qualquer definição de competência, as quais poderão ser avaliadas e revistas nas instâncias próprias, tampouco impedem eventual compartilhamento das declarações com outros juízos interessados. Ao lado disso, reitero que a presente deliberação apenas acolhe pedido expresso da Procuradoria-Geral da República e não contém qualquer juízo de valor sobre o tema rescisório, a ser examinado a tempo e modo próprios.”

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Superlotada, festa no Mineirão para jogo do Brasil tem confusão e torcedores feridos

Quando o acesso foi aberto, aconteceu uma grande confusão. Muitos torcedores foram pisoteados. Quatro feridos foram levados para o Hospital Odilon Behrens, três mulheres e um homem. O estado de saúde deles não foi divulgado.

A cabeleira Luciana Martins relatou momentos de “pavor e medo”. A amiga dela foi pisoteada. “A gente estava vendo jogo pelo telão e o pessoal começou a empurrar do lado de fora e foi empurrando, empurrando, empurrando. Ela caiu, ela caiu por cima. A gente tentando puxar e veio todo mundo pisando em cima”, disse.

A Polícia Militar informou que o Batalhão de Choque foi encaminhado para o local. Segundo a PM, após o jogo, a situação começou a melhorar. Agentes no local disseram que do lado externo o policiamento era suficiente e que ninguém foi preso.

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Governo restringe programa de renegociação de dívida a pequenos agricultores do Norte e Nordeste

O governo publicou nesta segunda (25) uma medida provisória que restringe a pequenos agricultores do Norte e do Nordeste do país o alcance do programa que permite a renegociação de dívidas previdenciárias de produtores rurais.

Em dezembro do ano passado, o Senado aprovou o projeto que prevê o parcelamento dessas dívidas, conhecido como Refis do Funrural. No início de janeiro, o presidente Michel Temer sancionou a lei, mas vetou trechos do texto devido ao impacto da medida nas contas públicas.

Porém, em abril, o Congresso derrubou todos os vetos do presidente ao projeto e restabeleceu vantagens aos agricultores que aderirem ao programa, entre elas o desconto de 100% nas multas e nos encargos do saldo das dívidas e a redução da contribuição previdenciária dos produtores rurais que administram empresas – de 2,5% para 1,7% do faturamento.

Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, o impacto do Funrural antes da edição desta MP era estimado em R$ 17 bilhões. Agora, disse, deve ser inferior a R$ 2 bilhões.

“Os vetos que foram derrubados no Congresso abarcavam todo o Brasil e diversos produtores rurais, tanto pequenos como médios e grandes”, disse o secretário.

A MP tem validade imediata, mas precisa ser aprovada pelo Congresso em 120 dias. Os parlamentares podem fazer alterações no texto ou deixar de votá-lo nesse prazo, o que faria com que a medida provisória perdesse a validade.

O secretário apontou que, se a MP for modificada, o Congresso terá que indicar de onde sairão os recursos para cobrir as despesas criadas pelo Refis do Funrural.

A medida provisória condiciona a autorização de desconto na dívida “à inclusão na Lei Orçamentária de 2018 do montante das despesas a serem ressarcidas pela secretaria do Tesouro Nacional do Ministério da Fazenda”.

“Neste ano de 2018, o único recurso que o governo encontrou para tornar viável essa medida de renegociação de dívidas agrícolas foi algo como R$ 1,5 bi a R$ 2 bi”, disse Almeida. De acordo com ele, esse valor é suficiente apenas para renegociar os débitos de produtores abrangidos pelo Programa de Garantia de Atividade Agropecuária (Proagro) no Norte e Nordeste.

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Procuradoria denuncia Joesley e Miller sob acusação de corrupção passiva e ativa

Moscou

O Ministério Público Federal denunciou o ex-procurador Marcello Miller, os delatores da JBS Joesley Batista e Francisco de Assis, e a advogada Esther Flesch sob acusação de corrupção.

A denúncia, apresentada nesta segunda-feira (25), afirma que Joesley e Francisco ofereceram vantagens indevidas a Miller, se aproveitando da condição dele de membro auxiliar do grupo de trabalho da Lava Jato, para conseguir um bom acordo de colaboração premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República), envolvendo imunidade para se livrar dos crimes que cometeram.

A peça de acusação sustenta que uma fatura de R$ 700 mil emitida por um escritório de advocacia contratado pela JBS mostra que, ilicitamente, o ex-procurador receberia pelas horas trabalhadas para os delatores quando ainda estava no Ministério Público.

Para o procurador Frederico Paiva, da Procuradoria do Distrito Federal, que assina a denúncia, “um procurador da República integrante do grupo da Lava Jato foi o estrategista dos acordos de colaboração”, orientando delatores a “obter os benefícios da imunidade, ajudando a redigir anexos, prestando aconselhamentos jurídicos e encontrando-se diversas vezes com seus corruptores”.

Agora, a Justiça Federal do Distrito Federal terá de decidir se os quatro se tornarão réus. Miller e Esther são acusados de terem cometido o crime de corrupção passiva, e os executivos da JBS, de corrupção ativa.

Ainda segundo Paiva, Miller serviu a “dois senhores”: valeu-se da confiança do então procurador-geral, Rodrigo Janot, e orientou seus “clientes”.

“[Miller] Era a pessoa certa para, valendo-se do cargo, orientar juridicamente a interlocução entre corruptores e seus colegas de PGR e minutar documentos, inclusive porque tinha livre acesso aos membros integrantes da Lava Jato e poderia interferir, pela sua experiência no assunto e pela respeitabilidade até então existente entre seus pares, nas decisões adotadas em relação a acordos de colaboração”, escreve o procurador no documento ao qual a Folha teve acesso.

Protagonista da principal polêmica em torno da delação da empresa, o ex-procurador se reuniu com os colaboradores quando ainda fazia parte do Ministério Público do Rio de Janeiro.

Ele pediu exoneração do posto no início de março de 2017, mas sua saída só foi oficializada em 5 de abril, dias depois da assinatura do primeiro termo de confidencialidade entre JBS e PGR.

A colaboração, que implicou diretamente o presidente Michel Temer e provocou a mais grave crise política do governo, foi assinada em maio e deu imunidade para sete executivos, entre eles os irmãos Joesley e Wesley Batista.

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Fachin nega recurso de Lula e julgamento é cancelado no Supremo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin rejeitou na noite dessa sexta-feira, 22, pedido protocolado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para aguardar em liberdade o julgamento de mais um recurso contra a condenação na Operação Lava Jato. Com a decisão, o caso não será julgado na terça-feira, 26, pela Segunda Turma da Corte, e Lula continuará preso.

A decisão do ministro foi tomada após a vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF 4), Maria de Fátima Freitas Labarrère, rejeitar pedido para que a condenação a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex em Guarujá (SP), um dos processos da operação, fosse analisado pela Corte.

Na decisão, Fachin afirmou que o resultado do julgamento do pedido de admissibilidade do recurso pelo TRF-4 impede o julgamento no STF. “Com efeito, a modificação do panorama processual interfere no espectro processual objeto de exame deste Supremo Tribunal Federal, revelando, por consequência, a prejudicialidade do pedido defensivo, [o que] impede a análise da questão pelo STF”, decidiu o ministro.

Se a condenação fosse suspensa pela Segunda Turma do STF, como pede inicialmente a defesa, o ex-presidente poderia deixar a prisão imediatamente e também se candidatar às eleições. A defesa do ex-presidente alegou que há urgência na suspensão da condenação, porque Lula é pré-candidato à Presidência e tem seus direitos políticos cerceados ante a execução da condenação, que não é definitiva.

Lula está preso há dois meses, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. A prisão foi executada com base na decisão do STF que autorizou prisões após o fim dos recursos na Oitava Turma do TRF 4, segunda instância da Justiça. (André Richter, da Agência Brasil)

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AGU pede ao STF para aplicar mais R$ 506,5 milhões em multas a 46 empresas transportadoras

A Advocacia Geral da União (AGU) pedirá ao Supremo Tribunal Federal (STF) para aplicar mais R$ 506,5 milhões em multas a 46 empresas transportadoras.

O valor se refere a multas de R$ 100 mil por hora determinadas em decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

A decisão do ministro foi tomada quando a AGU pediu ao Supremo que declarasse ilegal a greve dos caminhoneiros.

Na semana passada, a AGU já havia pedido R$ 141 milhões em multas a 96 empresas e mais R$ 198 milhões em multas a outras empresas transportadoras.

Com os pedidos, o governo faz um gesto para mostrar força às empresas e, além disso, que reagirá a novas tentativas de paralisação.

Moraes dá 15 dias para 96 empresas pagarem R$ 141 milhões

As multas atingem as empresas, não os caminhoneiros. Trata-se de uma reação do governo ao chamado locaute, que consiste em patrões impedirem os trabalhadores de retomarem as atividades.

O Palacio do Planalto tem convicção de que, por trás da grande mobilização dos caminhoneiros, empresários importantes do setor de transportes se mobilizaram para dar corpo à greve.

Apesar da pressão de empresas por uma “anistia”, por meio do projeto do marco regulatório do transporte, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, já tinha afirmado, na semana passada, que não há condições de reversão porque não são multas administrativas, mas, sim, judiciais.

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Caminhoneiros autônomos se reúnem com integrantes do governo no Planalto

Um grupo de representantes de caminhoneiros autônomos foi chamado na noite deste domingo (26) ao Palácio do Planalto para se reunir com integrantes do governo.

Camarotti: Temer deve anunciar redução de R$ 0,46 no diesel por 60 dias

Na última quinta (24), o governo e entidades da categoria apresentaram uma proposta de acordo para suspender a paralisação por 15 dias.

O grupo chamado neste domingo participou das negociações, mas não assinou o texto apresentado e foi chamado de volta para uma nova conversa.

Ao contrário das expectativas do governo, os caminhoneiros não deixaram as rodovias. Diante disso, o presidente Michel Temer autorizou o uso das Forças Armadas para desbloquear as estradas e editou um decreto permitindo ao governo assumir o controle de caminhões.

A paralisação dos caminhoneiros chegou ao sétimo dia neste domingo, provocando uma crise de desabastecimento de combustível e alimentos.
Exigências

Entre as exigências do grupo chamado ao Planalto neste domingo está a edição de uma medida provisória (MP) sobre o preço mínimo de frete. Há, atualmente, um projeto na pauta do Senado que trata deste assunto e pode ser votado esta semana.

No entanto, os caminhoneiros exigem que o tema seja decidido por medida provisória, uma vez que, publicada no “Diário Oficial da União”, a MP tem validade imediata de lei.