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Pai, mãe e filha bebê morrem em acidente na GO-164


Pai, mãe e filha bebê morrem em acidente na GO-164
Reprodução/Instagram Dilca Aparecida Mendes
Pai, mãe e filha bebê morreram em um acidente na GO-164 na sexta-feira (5). A caminhonete em que a família estava saiu da pista e capotou, informou o Corpo de Bombeiros. Nas redes sociais, familiares e amigos publicaram uma nota de pesar. “É com profundo pesar que lamentamos a perda de Mateus Mendes, Juliana Pacheco Mendes e da pequena Liz, que partiram deixando um vazio em nossos corações,” trecho.
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O acidente aconteceu sentido São Miguel do Araguaia a Araguaçu (TO). Segundo o Corpo de Bombeiros, na caminhonete estavam cinco pessoas, duas estava vivas e foram socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levadas para o Hospital Municipal São Miguel do Araguaia.
O g1 entrou em contato com o Hospital Municipal São Miguel do Araguaia para atualizar o estado de saúde das outras pessoas que estavam no veículo, mas não teve retorno até a última atualização desta reportagem.
As outras três pessoas ficaram presas às ferragens e tiveram o óbito confirmado pelo Corpo de Bombeiros no local.
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Fonte: G1 Tocantins

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VÍDEOS: Jornal Anhanguera 1ª Edição – TO de sexta-feira, 5 de setembro de 2025


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Fonte: G1 Tocantins

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Saiba quem é a ex-deputada flagrada com R$ 700 mil em operação que afastou governador do Tocantins


Valderez Castelo Branco à direita e dinheiro apreendido pela Polícia Federal à esquerda
Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social/TV Anhanguera/montagem g1
Valderez Castelo Branco foi um dos alvos de buscas na segunda fase da Operação Fames-19, da Polícia Federal. A ex-deputada estadual é citada como um dos parlamentares que encaminharam emendas parlamentares para a compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19. Durante o cumprimento de mandado, os federais apreenderam R$ 700 mil em espécie na casa dela.
A operação da Polícia Federal ocorreu na quarta-feira (3) e afastou o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), além da primeira-dama e Karynne Sotero Campos, que era secretária. A medida é válida por 180 dias. Enquanto isso, o vice, Laurez Moreira (PSD), assumiu a gestão estadual.
A investigação da polícia apura desvios de recursos públicos na compra das cestas básicas e frangos congelados. O prejuízo estimado é de mais de R$ 73 milhões. Durante a operação foram feitas buscas em gabinetes de deputados, na Assembleia Legislativa, e endereços de ex-deputados.
O governador afirmou, em nota, que recebe a decisão com respeito às instituições, mas se trata de uma “medida precipitada”. A primeira-dama informou que vai se dedicar à sua defesa e que está convicta de que irá “comprovar total ausência de participação nos fatos” (veja as notas completas abaixo).
Valderez afirmou que o valor apreendido durante a operação tem origem lícita e comprovada e que “durante toda a sua vida pública, como deputada estadual e gestora, jamais utilizou recursos públicos ou de qualquer outra natureza para fins de desvio ou obtenção de vantagens ilícitas” (veja nota completa abaixo).
ENTENDA: Como funcionava o suposto esquema de desvio de dinheiro com a compra de cestas básicas
Quem é Valderez Castelo Branco?
Valderez Castelo Branco Martins atuava como Secretária Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social, mas foi exonerada do cargo na quarta-feira (3), após o governador em exercício do Tocantins, Laurez Moreira (PSD), exonerar todos os secretários do primeiro escalão da gestão estadual.
Valderez foi prefeita de Araguaína, região norte do Tocantins, em dois mandatos consecutivos, entre os anos de 2001 e 2008. Ela também ocupou o cargo de deputada estadual no período de 2014 a 2022.
Em 2023, Valderez foi nomeada Secretária Extraordinária de Participações Sociais e Políticas do Governo de Tocantins. Já em 2024, foi nomeada Secretaria Estadual Extraordinária de Ações Governamentais.
Por último, em 2025, foi nomeada Secretária Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social.
Polícia Federal apreende pelo menos R$ 700 mil em endereço de investigado em operação
Emendas parlamentares
Conforme investigação da Polícia Federal, o suposto esquema teria ocorrido nos anos de 2020 e 2021. Os recursos públicos desviado seriam para a compra de cestas básicas e frangos congelados, durante a pandemia de Covid-19.
A polícia identificou que o esquema teria quatro núcleos de atuação, sendo um deles o de agentes políticos, que envolvia pessoas do primeiro escalão do governo e agentes do Poder Legislativo do Tocantins, que destinavam recursos por meio de emendas parlamentares, supostamente, em troca de vantagens indevidas.
Durante as investigações, foram localizadas diversas planilhas de controle de pagamento de propina, relacionadas à duas empresas. As planilhas incluem o nome da empresa que foi feito o contrato, a quantidade de cestas básicas solicitadas e o valor da nota, além do nome do deputado responsável pela emenda.
Segundo o recorte de uma das planilhas inseridas na decisão, a ex-deputada Valderez estaria envolvida em um contrato de 3.200 cestas básicas com o valor da nota de R$ 200 mil.
Por causa dos indícios de envolvimento dos deputados, a polícia cumpriu mandados de busca contra os parlamentares que destinaram emendas, incluindo Valderez.
Deputada Valderez Castelo Branco
Ulisses Holanda/Assembleia Legislativa do Tocantins
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Operação Fames-19
Os mandados de busca e apreensão cumpridos na quarta-feira foram expedidos pelo ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Mais de 200 policiais cumpriram 51 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares no Tocantins, Paraíba, Maranhão e Distrito Federal.
Segundo a decisão, são apurados os crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa.
Em agosto de 2024, Wanderlei Barbosa e a esposa foram alvos de busca na primeira fase da operação. Nessa fase, políticos e empresários estavam entre os alvos.
Durante o cumprimento das buscas na casa e no gabinete de Wanderlei, os policiais federais encontraram R$ 67,7 mil em espécie, além quantias em dólares e euros.
Segundo a apuração, foram pagos mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 73 milhões.
Íntegra da nota de Valderez Castelo Branco
A ex-deputada estadual e ex-secretária de Estado Valderez Castelo Branco vem a público esclarecer informações a respeito da Operação FAMES-19, deflagrada pela Polícia Federal, na qual foi alvo de mandados de busca e apreensão em suas residências, em Palmas e Araguaína, por determinação do ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em relação à quantia em dinheiro apreendida, Valderez esclarece que todos os valores têm origem lícita e comprovada.
Da mesma forma, os veículos apreendidos foram regularmente adquiridos com nota fiscal, constando em suas declarações de Imposto de Renda como patrimônio legalmente adquirido. Esclarece, ainda, que os veículos pertencem à sua família.
Valderez ressalta que, durante toda a sua vida pública, como deputada estadual e gestora, jamais utilizou recursos públicos ou de qualquer outra natureza para fins de desvio ou obtenção de vantagens ilícitas. Destaca, ainda, que sempre pautou sua atuação pela ética, transparência e honestidade, trabalhando em benefício da população tocantinense.
Por fim, informa que está colaborando integralmente com as investigações e reafirma que continuará à disposição das autoridades sempre que necessário.
Íntegra da nota de Wanderlei Barbosa
Recebo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com respeito às instituições, mas registro que se trata de medida precipitada, adotada quando as apurações da Operação Fames-19 ainda estão em andamento, sem conclusão definitiva sobre qualquer responsabilidade da minha parte. É importante ressaltar que o pagamento das cestas básicas, objeto da investigação, ocorreu entre 2020 e 2021, ainda na gestão anterior, quando eu exercia o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesa.
Reforço que, por minha determinação, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) instauraram auditoria sobre os contratos mencionados e encaminharam integralmente as informações às autoridades competentes.
Além dessa providência já em curso, acionarei os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo de Governador do Tocantins, comprovar a legalidade dos meus atos e enfrentar essa injustiça, assegurando a estabilidade do Estado e a continuidade dos serviços à população.
Íntegra da nota de Karynne Sotero
Reitero meu respeito à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e às instituições, ressaltando que irei dedicar-me plenamente à minha defesa, convicta de que conseguirei comprovar minha total ausência de participação nos fatos que estão sendo apontados.
Desejo que tudo seja esclarecido e reestabelecido com brevidade e justiça, pelo bem do povo tocantinense, a quem dedico meu trabalho e compromisso.
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Fonte: G1 Tocantins

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VÍDEOS: Bom Dia Tocantins de sexta-feira, 5 de agosto de 2025


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Fonte: G1 Tocantins

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Caminhão que afundou durante queda de ponte entre TO e MA é retirado do fundo do rio com apoio de mergulhadores e guincho


Vídeo mostra caminhão sendo retirado do rio Tocantins
Um dos caminhões que estava no fundo do Rio Tocantins desde o desabamento da ponte Juscelino Kubitschek, em dezembro de 2024, foi retirado da água nesta quinta-feira (4). O trabalho complexo precisou do apoio de mergulhadores, balões de flutuação e guinchos.
A ponte era parte da BR-226 entre Aguiarnópolis (TO) e Estreito (MA), e desabou no dia 22 de dezembro de 2024. Carretas, caminhonetes e carros de passeio faziam a travessia no momento do colapso. O acidente deixou 14 mortos e três pessoas desaparecidas, além de um homem resgatado com vida.
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Uma caminhonete foi retirada do fundo do rio no dia 20 de agosto. Desta vez, a equipe conseguiu remover o cavalo mecânico de um dos caminhões. A retirada demandou mais esforços das equipes, pois o veículo estava embaixo de escombros da ponte.
“A ação apresentou maior grau de dificuldade, uma vez que o cavalo [o caminhão] estava parcialmente soterrado, o que demandou a realização de trabalhos de dragagem para possibilitar sua liberação”, informou o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).
Momento em que caminhão foi retirado do fundo do rio Tocantins
Elias Junior/Arquivo Pessoal
O departamento informou que contou com o apoio de oito mergulhadores e foram necessários balões de reflutuação com capacidade aproximada de cinco toneladas.
Ainda estão na água três caminhões e outros dois veículos menores. A retirada de todos vai levar pelo menos três meses, segundo o DNIT.
“A operação segue com a utilização de balões de reflutuação com capacidade aproximada de cinco toneladas cada, além de guinchos de 90 toneladas acionados por escavadeiras, para possibilitar a retirada dos próximos veículos”, informou o órgão, em nota.
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Veículo no fundo do Rio Tocantins
Divulgação/Atlas Soluções Subaquáticas
Relembre o desabamento da ponte
O vão da ponte desabou por volta das 14h50 do dia 22 de dezembro do ano passado. Na época, foi apurado pelas forças de segurança que duas caminhonetes, um carro, três motos e quatro caminhões passavam pelo local. Três desses caminhões carregavam ácido sulfúrico e galões com agrotóxicos, que ainda estão no fundo do rio com os veículos.
Um laudo da Polícia Federal, que analisou as circunstâncias do colapso da ponte, apontou que havia 1,3 mil galões no fundo do rio. Até a conclusão do documento, em maio de 2025, somente 29 haviam sido retirados. A previsão para retirada de todo o material seria neste mês de setembro.
No início de agosto, o DNIT informou que até o dia 30 de julho a Marinha do Brasil conduziu a validação dos protocolos de segurança para analisar as condições do local para a retomada dos trabalhos.
As ações para início da retirada dos veículos e posterior remoção dos galões dependeu de um mapeamento da área e um estudo técnico, conforme detalhou o departamento.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que também atua para garantir que o meio ambiente não seja prejudicado pelos materiais que estão na água, informou que está sendo ‘elaborado um relatório sobre o assunto após a visita de equipe ao local para vistorias’.
Ponte sobre o Rio Tocantins, entre Tocantins e o Maranhão, desabou em dezembro de 2024
Ademir dos Anjos/Governo do Tocantins
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Fonte: G1 Tocantins

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Homem mata irmão a facadas após discussão, diz PM


Polícia Militar do Tocantins em Porto Nacional
Ascom 5ºBPM/Divulgação
Um homem de 34 anos morreu após ser esfaqueado pelo próprio irmão, em Porto Nacional. O suspeito do crime foi preso em flagrante. Segundo a Polícia Militar (PM), a violência aconteceu depois de uma discussão.
O crime aconteceu na noite de quinta-feira (4), no Setor Nova Capital. A morte da vítima foi confirmada pela equipe médica do Corpo de Bombeiros.
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O suspeito do crime, de 37 anos, foi encontrado pela polícia próximo ao local. A perícia e o Instituto Médico Legal (IML) foram chamados para realizar os procedimentos legais do caso.
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O suspeito e a faca utilizada no crime foram apresentados na Delegacia de Polícia Civil. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) foi questionada sobre o caso, mas não respondeu até a última atualização desta reportagem.
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Fonte: G1 Tocantins

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Fafá de Belém agita segunda noite do Festival Gastronômico de Taquaruçu


Fafá de Belém se apresenta no Festival Gastronômico de Taquaruçu 2025
Reprodução/ Instagram Fafá de Belém
A cantora Fafá de Belém promete agitar a noite dos tocantinenses nesta sexta-feira (5), durante o Festival Gastronômico de Taquaruçu, em Palmas. Artistas regionais também se apresentam ao longo do evento.
O festival é gratuito e segue até o dia 7 de setembro na praça Vereador Tarcísio Machado da Fonseca, no distrito de Taquaruçu. A expectativa é que 150 mil pessoas participem do festival ao longo dos quatro dias.
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Anavitória e Mundo Bita também estão confirmados. Confira a agenda de shows:
Sexta-feira (5) – Fafá de Belém
Sábado (6) – Anavitória
Domingo (7) – Mundo Bita
Segundo a prefeitura, além dos shows, o público poderá participar de oficinas e curtir atrações culturais.
Uma das novidades desta edição é que os shows terão início mais cedo. O Mundo Bita se apresentará às 16h. Os outros artistas sobem ao palco às 22h. A mudança atende ao pedido dos moradores do distrito.
Concurso gastronômico
Além da parte cultural, cozinheiros participam do concurso gastronômico, que dará R$ 150 mil em prêmios, em várias categorias. Serão 47 expositores participando do Circuito Gastronômico e da Rota Gastronômica.
O evento também terá como atração o Cozinha Show, que trará ao público os chefs Janaína Torres e Jimmy Ogro para apresentações gastronômicas ao vivo. Chefs locais também farão participações.
A programação começa às 19h30. Veja a ordem de apresentação dos chefs:
Sexta-feira (5) – Janaína Torres
Sábado (6) – Jimmy Ogro
Durante o festival, mais ônibus serão incluídos na rota para o distrito de Taquaruçu a partir das 17h, saindo do Ginásio Ayrton Senna, na região sul de Palmas, a cada 30 minutos. No sábado (6) e domingo (7) a tarifa do transporte será gratuita.
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Fonte: G1 Tocantins

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Governador em exercício nomeia novos secretários; veja os nomes


Governador m exercício, Laurez Moreira, em entrevista coletiva na quarta-feira (3)
Kaliton Mota/TV Anhanguera
Um dia após exonerar todos os secretários e presidentes de autarquias, o governador em exercício Laurez Moreira (PSD) publicou novos nomes do alto escalão e designou secretários executivos e assessores para responder por pastas interinamente. As novidades estão no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira (4).
Laurez assumiu o governo após o afastamento do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos), na segunda fase da Operação Fames-19, por suspeita de envolvimento em suposto esquema que tinha como objetivo comprar cestas básicas e desviar recursos durante a pandemia de Covid-19.
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Veja quem são os nomeados e designados para os cargos de alto escalão:
César Hanna Halum – nomeado para a Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária
Josué pereira de Amorim – nomeado Procurador-Geral do Estado
Cleber José Borges Sobrinho (Chefe do Estado Maior) – responde pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Tocantins (CBMTO)
Cláudio Thomaz Coelho de Souza (Chefe do Estado Maior) – responde pela Polícia Militar do Estado do Tocantins (PMTO)
Leontino Labre Filho (secretário executivo) – responde pela Secretaria da Administração;
Hélio Pereira Marques (secretário executivo) – responde pela Secretaria de Cidadania e Justiça;
Maria valéria Miranda Kurovski (secretária executiva) – responde pela Secretaria da Cultura;
Markes Cristina Oliveira dos Santos (assessor de gabinete) – responde pela Secretaria da Educação;
Ana cristina Ribeiro Moreira Veras Nunes – (Secretária Executiva do Tesouro) – responde pela Secretaria da Fazenda;
Rogério Castro Ferreira (secretário executivo) – responde pela Secretaria da Igualdade Racial;
Odilon Coelho Lima Júnior (assessor especial) – responde pela Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços;
Luciano Lima Costa (secretário executivo) – responde pela Secretaria da Saúde;
Reginaldo de Menezes Brito (secretário executivo) – responde pela Secretaria da Segurança Pública;
Wilson Souza e Silva (secretário executivo) – responde pela Secretaria das Cidades, Habitação e Desenvolvimento Regional;
Mônica Avelino Arrais (secretária executiva) – responde pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos;
José Pedro Dias Leite (secretário executivo) – responde pela Secretaria do Planejamento e Orçamento;
Alessandra de Fátima Camargo Godói (secretária executiva) – responde pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social;
Jocélia Gomes da Costa (secretária executiva) – responde pela Secretaria do Turismo;
Fraudneis Fiomare Rosa (secretário executivo) – responde pela Secretaria dos Esportes e Juventude;
Natânia Lima Coelho Moura (secretário executivo) – responde pela Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais
Lenito Coelho Abreu (Vice-Presidente Executivo) – responde pela Agência de Defesa Agropecuário do Estado do Tocantins (Adapec);
Débora Batista Almeida Vasconcelos Miola (Vice-Presidente Executiva) – responde pela Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Estado do Tocantins (AEM);
Wagner Luiz de Castro Silva (Vice-Presidente Executivo) – responde pela Agência de Tecnologia da Informação (ATI);
Ruberval Sousa de França (Vice-Presidente Executivo) – responde pela Agência de Transportes, Obras e Infraestrutura (Ageto);
Antonio Wagner Barbosa Gentil (Vice-Presidente Executivo) – responde pela Agência Tocantinense de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (ATR)
Raimundo Nonato Soares Filho (Vice-Presidente Executivo) – responde pela Agência Tocantinense de Saneamento (ATS);
Gilberto Ferreira dos Santos (Vice-Presidente Executivo) – responde pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Tocantins (FAPT);
Rafael Odebrecht Massaro (Vice-Presidente Executivo) – responde pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Estado do Tocantins (Ruraltins);
Ana Cláudia Pereira da Cunha (Vice-Presidente Executiva) – responde pelo nstituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins (Igeprev);
Denner Gleik Rosa Martins (Vice-Presidente Executivo) – responde pelo Instituto de Terras do Estado do Tocantins (Itertins);
José Aníbal Rodrigues Alves Lamattina (Vice-Presidente Executivo) – responde pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins);
Wesley de Sousa Lemos (Vice-Presidente Executivo) – responde pela Junta Comercial do Estado do Tocantins (Jucetins);
Vagleia Inavio Montelo Camarço (Corregedora-Geral do Estado) – responde pela Controladoria-Geral do Estado (CGE);
Eliane Grossmann (Superintendente de Parcerias e Concessões) – responde pela Secretaria de Parcerias e Investimentos;
A edição do Diário também traz a exoneração, a pedido, de Elenil da Penha, que deixou o cargo de Secretário Executivo da Indústria, Comércio e Serviços.
Ainda na quarta-feira (3), poucas horas depois de assumir o governo, Laurez afirmou em coletiva de imprensa que as exonerações atendem uma recomendação do ministro Mauro Campbell, do STJ.
O Diário de quarta traz a nomeação de Sebastião Pereira Neuzin Neto como secretário executivo interino da Casa Civil, e Luiza Rocha Pinheiro como secretária de estado da comunicação.
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Afastamento de Wanderlei Barbosa
O governador Wanderlei Barbosa foi afastado pelo prazo de 180 dias, durante a segunda fase da “Operação Fames-19”. A primeira-dama, Karynne Sotero Campos, que é secretária extraordinária de Participações Sociais, também foi afastada. As medidas foram determinadas pelo ministro Mauro Campbell.
A operação realizada nesta quarta-feira (3) investiga crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa. Mais de 200 policiais cumpriram 51 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares no Tocantins, Paraíba, Maranhão e Distrito Federal.
Conforme a PF, as investigações, que tramitam no Superior Tribunal de Justiça, apontam fortes indícios de um esquema de desvio de recursos públicos entre os anos de 2020 e 2021. Nesse período, os investigados teriam se aproveitado do estado de emergência em saúde pública e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas.
A defesa de Mauro Carlesse (Agir), governador na época, lamentou os recentes acontecimentos e afirmou que “inexistiu qualquer ato ou decisão de sua responsabilidade relacionado aos fatos apurados” (veja nota no final da matéria).
Segundo a apuração, foram pagos mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 73 milhões.
Os valores desviados teriam sido ocultados por meio da construção de empreendimentos de luxo, compra de gado e pagamento de despesas pessoais dos envolvidos.
Governador em exercício, Laurez Moreira (PSD), vai afastar todos os atuais secretários
Íntegra da nota de Wanderlei Barbosa
Recebo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com respeito às instituições, mas registro que se trata de medida precipitada, adotada quando as apurações da Operação Fames-19 ainda estão em andamento, sem conclusão definitiva sobre qualquer responsabilidade da minha parte. É importante ressaltar que o pagamento das cestas básicas, objeto da investigação, ocorreu entre 2020 e 2021, ainda na gestão anterior, quando eu exercia o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesa.
Reforço que, por minha determinação, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) instauraram auditoria sobre os contratos mencionados e encaminharam integralmente as informações às autoridades competentes.
Além dessa providência já em curso, acionarei os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo de Governador do Tocantins, comprovar a legalidade dos meus atos e enfrentar essa injustiça, assegurando a estabilidade do Estado e a continuidade dos serviços à população.
Íntegra da nota de Karynne Sotero
Reitero meu respeito à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e às instituições, ressaltando que irei dedicar-me plenamente à minha defesa, convicta de que conseguirei comprovar minha total ausência de participação nos fatos que estão sendo apontados.
Desejo que tudo seja esclarecido e reestabelecido com brevidade e justiça, pelo bem do povo tocantinense, a quem dedico meu trabalho e compromisso.
Íntegra da nota de Mauro Carlesse
A defesa do ex-governador Mauro Carlesse lamenta os recentes acontecimentos envolvendo o Estado do Tocantins e esclarece que, durante todo o período em que Mauro Carlesse exerceu o mandato, inexistiu qualquer ato ou decisão de sua responsabilidade relacionado aos fatos apurados.
Ressalta, ainda, que o ex-governador não figura como investigado, réu ou alvo de quaisquer medidas decorrentes da operação, não havendo, portanto, qualquer imputação contra sua pessoa
Por fim, a defesa reafirma sua confiança nas instituições e no pleno esclarecimento dos fatos, convicta de que a apuração confirmará a total ausência de envolvimento de Mauro Carlesse com os acontecimentos sob investigação.
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Fonte: G1 Tocantins

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Desvios milionários, cestas básicas e propina: o que se sabe sobre a operação que afastou Wanderlei Barbosa e primeira-dama


PF: dinheiro desviado no Tocantins foi usado para construir pousada de luxo
O afastamento do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) e da primeira-dama Karinne Sotero do Palácio Araguaia é o resultado de uma investigação que apura o suposto envolvimento de políticos, agentes públicos e deputados em crimes que envolvem desvio de verba pública.
Na quarta-feira (3), mais de 50 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em endereços dos investigados e repartições publicas. O objetivo da segunda fase da Operação Fames-19 é conseguir mais elementos que vão comprovar o uso de emendas parlamentares e o recebimento de vantagens indevidas por agentes públicos e políticos.
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Veja o que se sabe até o momento sobre a operação que levou ao afastamento do Chefe do Poder Executivo do Tocantins pelo prazo de 180 dias, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ):
O que a operação investiga?
Foto mostra Wanderlei Barbosa entregando cestas básicas no distrito de Buirtirana, durante período da pandemia
Ruraltins/Governo do Tocantins
A Operação Fames-19 identificou fortes indícios que envolvem um esquema de desvio de recursos públicos realizados entre os anos de 2020 e 2021, no meio da pandemia de Covid-19. Nesse período, os investigados teriam se aproveitado do estado de emergência em saúde pública e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas, que seriam, em tese, distribuídas para famílias em situação de vulnerabilidade.
Na época, Mauro Carlesse (Agir) estava à frente do Palácio Araguaia e Wanderlei, como vice-governador, teria atuado como responsável pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), por conta de arranjos políticos, segundo a decisão.
Conforme apurado pela Polícia Federal, a verba que deveria ser usada para o enfrentamento das consequências da Covid-19 no âmbito social, foram usadas na contratação de várias empresas. Elas foram abertas pouco antes de serem contratadas e para fornecer alimentos, mas não tinham esse objetivo social.
No período de pandemia, o Governo do Tocantins teria comprado pelo menos 1,6 milhão de cestas básicas. Ainda há a suspeita que os contratos para aquisição dos alimentos foram pagos, mas nem todas as cestas foram entregues à população.
Além das compras das cestas, o aluguel de caminhões que fizeram a distribuição em todo estado foram realizadas sem licitação, considerando o decreto de emergência estadual.
Primeira dama Karine Sotero e o governador, Wanderlei Barbosa, foram afastados
Reprodução/Instagram Wanderlei Barbosa
Como funcionava o esquema?
Na decisão do ministro Mauro Campbell que a TV Anhanguera e o g1 tiveram acesso, contra que o esquema era dividido por núcleos:
Núcleo de agentes políticos
Atuação do alto escalão do governo no esquema, iniciando com Wanderlei Barbosa, sua esposa Karynne Sotero e seguia com o ex-secretário da Setas, José Messias Alves de Araújo.
Esse núcleo, segundo a decisão, também incluía agentes do Poder Legislativo Estadual, que destinavam recursos, por meio de emendas parlamentares, para a aquisição de cestas básicas em troca de vantagens indevidas.
O g1 tenta contato com o José Messias Alves.
Núcleo de servidores públicos
Servidores, principalmente assessores especiais de Wanderlei ficavam responsável pelas operações, direcionando licitações e atestando falsamente o recebimento das cestas básicas.
Segundo a investigação, uma pessoa ficava responsável pelas transferências bancárias e saques de valores que eram repassados para o assessor Taciano Darcles Santana Sousa ou Thiago Marcos Barbosa, sobrinho do governador.
Esses valores eram entregues em espécie aos outros envolvidos no esquema, incluindo o Wanderlei Barbosa.
O chefe de gabinete do governador e uma outra pessoa realizavam depósitos em espécie de forma fracionada em favor do governador, além de pagamentos de boletos de valores elevados.
Na época da primeira fase da Fames-19, servidores citados no esquema foram exonerados. Entre eles, Taciano Darcles e o chefe de gabinete, que foi nomeado novamente para o mesmo cargo no dia 8 de agosto de 2025.
O g1 tenta contato com Taciano Darcles.
Núcleo empresarial
Empresas que eram previamente selecionadas simulavam uma situação de ampla concorrência. Elas eram usadas no desvio dos recursos públicos, ao fingir as entregas das cestas básicas.
Muitas das empresas contratadas tinham como responsáveis laranjas, que a polícia em alguns casos identificou como beneficiários do auxílio emergencial durante a pandemia.
Núcleo financeiro e de lavagem de capitais
O núcleo financeiro agia no recebimento de vantagens ilícitas e envio de valores que depois eram sacados e distribuídos entre os membros da organização. A polícia identificou que parte desses recursos desviados era repassada para a Pousada Pedra Canga, um empreendimento de luxo na Serra de Taquaruçu, que pertence ao filho do governador, Rérison Antônio Castro Leite.
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Fames-19: entenda como funcionava o esquema de cestas básicas
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Quem são os investigados?
Além de Wanderlei e da esposa, que ocupava o cargo de secretária extraordinária de Participações Sociais, também foram alvos dos mandados de busca e apreensão os gabinetes de dez deputados estaduais que estão em cargo eletivo.
Os deputados são Amélio Cayres, Claudia Lelis, Cleiton Cardoso, Ivory de Lira; Leo Barbosa; Jorge Frederico; Nilton Franco; Olyntho Neto; Valdemar Júnior e Vilmar de Oliveira.
Também estão como alvos deputados que ocupavam cadeiras na Assembleia na época da contratação das empresas para compra das cestas básicas: Amália Santana, Eduardo Siqueira Campos, Issam Saado, Luana Ribeiro, Elenil da Penha, Ricardo Ayres e Valderez Castelo Branco (veja notas das defesas dos deputados abaixo).
O envolvimento deles seria por causa da destinação de emendas parlamentares para a compra das cestas básicas e no enfrentamento da Covid-19.
Qual a participação do governador e da primeira-dama?
Os crimes investigados são de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa.
Na época dos supostos desvios, Wanderlei seria o “responsável” pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), a pasta que recebeu mais recursos que seriam para ações em apoio à população que enfrentou diversos problemas por causa da pandemia.
É apontado que o governador afastado tinha conhecimento que Carlesse não ficaria no cargo e manteve o esquema de desvios por meio das contratações ilícitas, e que ele recebeu “montantes em espécie a título de vantagem indevida, pelos contratos de fornecimento de bens e serviços conduzidos durante a sua gestão”.
Karynne participou do esquema, segundo a investigação, intermediando todas as contratações dependiam do Poder Executivo estadual. Ela teria atuado na organização da parte documental, no cumprimento dos requisitos necessários ao recebimento de recursos públicos, e tomando ciência da distribuição das vantagens indevidas previamente combinadas, segundo a PF.
Quem recebeu as propinas?
PC Lustosa e Karynne Sotero
Reprodução Facebook PC Lustosa/Reprodução Instagram Karynne Sotero
Entre os investigados também está Paulo César Lustosa Limeira, o ex-marido da primeira-dama Karynne Sotero. Conforme a investigação federal, ele intermediava negociações de propinas em contratos no governo e até em prefeituras e atuava junto o irmão, Wilton Rosa Pires. Karynne Sotero é citada pelo investigado em conversas, levantando indícios de que ela tinha participação no esquema criminoso.
Outro suspeito de envolvimento no esquema é Marcus Vinícius Santana. Ele seria “operador financeiro” do governador e aparece com maços de dinheiro em fotos obtidas pela investigação. Conversas mostram que outros suspeitos chamavam as propinas de “benção”.
Investigado na Operação Fames-19 tirava fotos com maços de dinheiro
Reprodução/Relatório do STJ
Dentro dos investigados também estão servidores públicos e empresários responsáveis pelas empresas contratadas com o intuito de proceder com a lavagem de capitais.
Onde o dinheiro foi parar?
Veja imagens da pousada que está no nome do filho de Wanderlei Barbosa
A investigação apontou que grande parte do dinheiro desviado pode ter sido empregado na construção de uma pousada de luxo na serra de Taquaruçu, no distrito que fica a 30 km de Palmas.
A pousada Pedra Canga está no nome do filho do governador, Rérison Antonio Castro Leite, superintendente do Sebrae Tocantins.
O intuito do grupo era ocultar indícios de lavagem de dinheiro. Foi apurado que entre junho de 2022 e julho de 2023, Wanderlei, Rérison e do deputado estadual Léo Barbosa (Republicanos), que também é filho do governador afastado, destinaram mais de R$ 2,4 milhões às contas do empreendimento.
Conforme é apurado na Operação Fames-19, foram pagos mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 73 milhões.
O que dizem as defesas dos investigados?
Wanderlei Barbosa
Recebo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com respeito às instituições, mas registro que se trata de medida precipitada, adotada quando as apurações da Operação Fames-19 ainda estão em andamento, sem conclusão definitiva sobre qualquer responsabilidade da minha parte. É importante ressaltar que o pagamento das cestas básicas, objeto da investigação, ocorreu entre 2020 e 2021, ainda na gestão anterior, quando eu exercia o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesa.
Reforço que, por minha determinação, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) instauraram auditoria sobre os contratos mencionados e encaminharam integralmente as informações às autoridades competentes.
Além dessa providência já em curso, acionarei os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo de Governador do Tocantins, comprovar a legalidade dos meus atos e enfrentar essa injustiça, assegurando a estabilidade do Estado e a continuidade dos serviços à população.
Karynne Sotero
Reitero meu respeito à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e às instituições, ressaltando que irei dedicar-me plenamente à minha defesa, convicta de que conseguirei comprovar minha total ausência de participação nos fatos que estão sendo apontados.
Desejo que tudo seja esclarecido e reestabelecido com brevidade e justiça, pelo bem do povo tocantinense, a quem dedico meu trabalho e compromisso.
Marro Carlesse
A defesa do ex-governador Mauro Carlesse lamenta os recentes acontecimentos envolvendo o Estado do Tocantins e esclarece que, durante todo o período em que Mauro Carlesse exerceu o mandato, inexistiu qualquer ato ou decisão de sua responsabilidade relacionado aos fatos apurados.
Ressalta, ainda, que o ex-governador não figura como investigado, réu ou alvo de quaisquer medidas decorrentes da operação, não havendo, portanto, qualquer imputação contra sua pessoa.
Por fim, a defesa reafirma sua confiança nas instituições e no pleno esclarecimento dos fatos, convicta de que a apuração confirmará a total ausência de envolvimento de Mauro Carlesse com os acontecimentos sob investigação.
Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas)
A Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas) informa que tem colaborado com as investigações e encaminhado informações aos órgãos de controle internos e externos para instruir as tomadas de contas que foram instauradas. A Setas reforça seu compromisso em colaborar com as autoridades competentes.
Rérison Castro
Ele não foi alvo da operação. Não temos acesso ao IPL, à representação e à decisão que determinou as medidas cautelares. Certo que o Rérison não é servidor do Estado e não tem nenhuma vinculação com os crimes investigados.
Léo Barbosa
Tenho convicção de que meu trabalho parlamentar sempre se limitou às funções legais de apresentação de emendas, sem qualquer envolvimento na execução de contratos ou na gestão de recursos públicos.
Colaborei integralmente com as diligências da Polícia Federal e estou seguro de que a análise do material apreendido demonstrará, de forma clara, a lisura da minha conduta.
Cláudia Lelis
A deputada estadual Claudia Lelis ( PV) reafirma seu respeito às instituições e às decisões do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e esclarece que não praticou qualquer irregularidade na destinação de suas emendas parlamentares, ressaltando que todos os recursos por ela indicados sempre seguiram rigorosamente os princípios de transparência, legalidade e responsabilidade com o interesse público.
A parlamentar afirma que acompanha com serenidade e confiança o andamento das investigações, convicta de que a verdade será plenamente esclarecida.
Claudia reitera sua confiança na Justiça e defende que a segurança jurídica é essencial para o fortalecimento das instituições e para o desenvolvimento do Tocantins.
Eduardo Siqueira Campos
Em relação às investigações sobre a aquisição de cestas básicas durante a pandemia, cumpre esclarecer que:
1 – O prefeito Eduardo Siqueira Campos, à época deputado estadual, destinou emendas parlamentares, assim como os demais parlamentares, atendendo solicitação do Governo do Estado para auxiliar famílias em situação de vulnerabilidade. Àquele momento, mais de 4 mil tocantinenses haviam perdido a vida, as principais atividades econômicas estavam suspensas e milhares de famílias enfrentavam situação de calamidade.
2 – A atuação parlamentar se restringe exclusivamente à destinação dos recursos, não cabendo ao deputado qualquer interferência sobre o processo de compra ou a forma de distribuição das cestas, que foram de responsabilidade integral do Governo do Estado.
3 – Cumprindo seu papel fiscalizador, o então deputado Eduardo Siqueira Campos requereu do Governo do Estado a comprovação da aquisição e da entrega das cestas, documentos que foram apresentados pelo próprio Executivo estadual.
4 – Assim como o Brasil e o mundo se uniram recentemente em solidariedade ao Rio Grande do Sul, que enfrentou tragédia com a perda de mais de 180 vidas, também os tocantinenses se uniram no enfrentamento da pandemia, que vitimou mais de 4 mil pessoas no nosso Estado. Naquele momento, não havia outra saída senão unir esforços para garantir o mínimo de dignidade às famílias
Ricardo Ayres
Recebo com serenidade a deflagração da nova fase da Operação Fames-19, conduzida pela Polícia Federal, em razão exclusiva de eu ter exercido, à época dos fatos investigados, o mandato de deputado estadual. Ressalto que não tenho qualquer relação com os atos apurados e que minha citação decorre apenas da condição de parlamentar naquele período.
Reitero meu respeito às instituições e ao trabalho investigativo em curso, colocando-me integralmente à disposição para colaborar com as autoridades sempre que necessário.
Elenil da Penha
Nesta quarta-feira, 03 de setembro de 2025, estive na Delegacia para colaborar, prestando informacões na condição de declarante. Afirmo que não sou investigado em nenhum procedimento e sigo à disposição das autoridades e imprensa, para quaisquer esclarecimentos necessário. Elenil da Penha.
Valderez Castelo Branco
A ex-deputada estadual e ex-secretária de Estado Valderez Castelo Branco vem a público esclarecer informações a respeito da Operação FAMES-19, deflagrada pela Polícia Federal, na qual foi alvo de mandados de busca e apreensão em suas residências, em Palmas e Araguaína, por determinação do ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Em relação à quantia em dinheiro apreendida, Valderez esclarece que todos os valores têm origem lícita e comprovada.
Da mesma forma, os veículos apreendidos foram regularmente adquiridos com nota fiscal, constando em suas declarações de Imposto de Renda como patrimônio legalmente adquirido. Esclarece, ainda, que os veículos pertencem à sua família.
Valderez ressalta que, durante toda a sua vida pública, como deputada estadual e gestora, jamais utilizou recursos públicos ou de qualquer outra natureza para fins de desvio ou obtenção de vantagens ilícitas. Destaca, ainda, que sempre pautou sua atuação pela ética, transparência e honestidade, trabalhando em benefício da população tocantinense.
Por fim, informa que está colaborando integralmente com as investigações e reafirma que continuará à disposição das autoridades sempre que necessário.
Assembleia Legislativa
A Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins (Aleto) informa que prestou nesta quarta-feira, 3, colaboração total e irrestrita ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e à Polícia Federal (PF), no cumprimento integral das determinações contidas em dez mandados de busca e apreensão, com a devida disponibilização de todos os equipamentos, documentos e informações solicitados.
Informa ainda que a Procuradoria Geral da Casa não teve acesso aos autos, portanto, desconhece-se o que motivou a expedição dos referidos mandados. Além disso, a Aleto não foi intimada de nenhuma decisão judicial relacionada ao caso, que ainda está em curso.
Os mandados de busca e apreensão aos quais a Aleto teve acesso foram direcionados aos gabinetes parlamentares dos deputados Amélio Cayres, Claudia Lelis, Cleiton Cardoso, Ivory de Lira, Jorge Frederico, Léo Barbosa, Nilton Franco, Olyntho Neto, Valdemar Júnior e Vilmar de Oliveira.
Thiago Barbosa
A defesa do Dr. THIAGO MARCOS BARBOSA CASTRO DE CARVALHO esclarece, em relação à Cautelar Inominada Penal n° 139-DF do STJ, cujos desdobramentos foram cumpridos nesta data na cidade de Palmas (TO), que seu nome foi referido na decisão por absoluto equívoco, tendo em vista que não é investigado na Operação Fames-19 e da mesma forma não foi alvo das medidas cautelares.
Vale gizar que a o Dr. THIAGO BARBOSA nunca exerceu o cargo de assessor especial do Governo e, tampouco qualquer outro cargo no Executivo Estadual, e que a menção ao nome de “Thiago” possivelmente se refira a outra pessoa diversa, portanto, um homônimo.
Por fim, a defesa informa que já adotou as providências cabíveis junto ao Ministro Relator no STJ para que seu nome seja efetivamente excluído das investigações da Operação Fames-19.
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Fonte: G1 Tocantins

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VÍDEOS: Jornal Anhanguera 2ª Edição – TO de quinta-feira, 4 de setembro de 2025


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Fonte: G1 Tocantins