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‘Tentando o tempo inteiro me afastar’, diz Wanderlei Barbosa após ser afastado e vice assumir governo


Wanderlei Barbosa divulga vídeo em que afirma ser perseguido
O governador afastado Wanderlei Barbosa (Republicanos) publicou um vídeo nas redes sociais onde afirma sofrer perseguição política por parte do governador em exercício, Laurez Moreira (PSD).
“Eu ganhei as eleições passadas com quase 500 mil votos e, para isso, derrotei pessoas que não aceitaram e se juntaram ao vice-governador Laurez. Durante todo esse tempo eu sofri muito, por isso houve o meu afastamento do Laurez, porque eu sabia o que ele estava fazendo. Eu tinha informações diárias dele em Brasília, tentando o tempo inteiro me afastar do mandato”, comentou Wanderlei.
Em resposta a Wanderlei, Laurez disse em coletiva de imprensa, após assumir o governo, que a afirmação se trata de um desrespeito.
“São dois assuntos que eu não tenho nada a falar. O afastamento dele é questão da Justiça, e é um problema que tem que resolver com a Justiça, não comigo, né? Quem sou eu para tramar contra alguém ou fazer alguma coisa. Ele tem que responder pelos atos que praticou”, comentou.
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Wanderlei Barbosa e a primeira-dama Karynne Sotero Campos foram afastados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) na segunda fase da Operação Fames-19, investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos na compra de cestas básicas no Tocantins, durante a pandemia de Covid-19. Esse esquema, segundo investigação da Polícia Federal, envolvia um núcleo composto por servidores, políticos do alto escalão e empresários (confira mais detalhes abaixo).
Sobre o afastamento, o governador afirmou, em nota, que recebe a decisão com respeito às instituições, mas se trata de uma “medida precipitada”. Também afirmou que determinou auditoria nos contratos e acionará os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo. A primeira-dama informou que vai “comprovar total ausência de participação nos fatos” (veja as notas abaixo).
A operação foi realizada nesta quarta-feira (3) pela Polícia Federal. Mais de 200 policiais cumpriram 51 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares no Tocantins, Paraíba, Maranhão e Distrito Federal. O governador e primeira-dama ficarão afastado pelo prazo de 180 dias, segundo decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
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Wanderlei Barbosa (Republicanos) e Laurez Moreira (PSD) durante cerimônia de posse, em 2023.
Divulgação/Governo do Tocantins
Entenda as investigações
A Polícia Federal recebeu as informações do suposto esquema durante a gestão do ex-governador Mauro Carlesse. Na época, Wanderlei Barbosa era vice-governador e ficou com a atribuição de cuidar da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), por conta de arranjos políticos, segundo a decisão.
A defesa de Carlesse informou que o ex-governador não é investigado, réu ou alvo da operação e que, durante seu mandato, “inexistiu qualquer ato ou decisão de sua responsabilidade relacionado aos fatos apurados” (veja nota completa abaixo).
Investigações identificaram que a maior parte das verbas, relacionadas ao enfrentamento das consequências da Covid-19, foi direcionada para a Setas entre os anos de 2020 e 2021. Na época, foram contratadas várias empresas. Algumas haviam sido abertas pouco tempo antes das contratações e elas não tinham objetivo social de fornecimento de alimentos. Os pagamentos teriam continuado após Wanderlei assumir o cargo.
“O esquema consistiu na contratação de um grupo de empresas previamente selecionadas, muitas delas constituídas há pouquíssimo tempo, ou com objeto social distinto do fornecimento de alimentos, as quais, receberiam a totalidade do valor contratado, sempre em somas de grande vulto, entregando, em contrapartida, apenas parte do quantitativo estipulado, tendo havido a inexecução parcial ou até mesmo integral dos contratos de fornecimento”, diz a decisão do STJ.
Conforme a polícia, o esquema passava por várias pessoas que ficavam responsáveis por diferentes tarefas para dar andamento às contratações e desvios.
A Polícia Federal investiga os crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa. Conforme é apurado na Operação Fames-19, foram pagos mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 73 milhões.
Operação Fames-19
Esta é a 2ª fase da Operação Fames-19, que busca reunir novos elementos sobre o uso de emendas parlamentares e o recebimento de vantagens indevidas por agentes públicos e políticos com a compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19.
Conforme a PF, as investigações apontam fortes indícios de um esquema de desvio de recursos públicos em 2020 e 2021. Nesse período, os investigados teriam se aproveitado do estado de emergência em saúde pública e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas.
Em agosto de 2024, Wanderlei Barbosa e a esposa foram alvos de busca na primeira fase da operação. Nessa fase, políticos e empresários estavam entre os alvos. Durante o cumprimento das buscas na casa e no gabinete de Wanderlei, os policiais federais encontraram R$ 67,7 mil em espécie, além quantias em dólares e euros.
Segundo a investigação, os valores desviados teriam sido ocultados por meio da construção de empreendimentos de luxo, compra de gado e pagamento de despesas pessoais dos envolvidos.
Íntegras das notas das defesas
Nota da Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas)
A Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas) informa que tem colaborado com as investigações e encaminhado informações aos órgãos de controle internos e externos para instruir as tomadas de contas que foram instauradas. A Setas reforça seu compromisso em colaborar com as autoridades competentes.
Nota defesa Rérison Castro
Ele não foi alvo da operação. Não temos acesso ao IPL, à representação e à decisão que determinou as medidas cautelares. Certo que o Rérison não é servidor do Estado e não tem nenhuma vinculação com os crimes investigados.
Nota Mauro Carlesse
A defesa do ex-governador Mauro Carlesse lamenta os recentes acontecimentos envolvendo o Estado do Tocantins e esclarece que, durante todo o período em que Mauro Carlesse exerceu o mandato, inexistiu qualquer ato ou decisão de sua responsabilidade relacionado aos fatos apurados.
Ressalta, ainda, que o ex-governador não figura como investigado, réu ou alvo de quaisquer medidas decorrentes da operação, não havendo, portanto, qualquer imputação contra sua pessoa.
Por fim, a defesa reafirma sua confiança nas instituições e no pleno esclarecimento dos fatos, convicta de que a apuração confirmará a total ausência de envolvimento de Mauro Carlesse com os acontecimentos sob investigação.
Nota de Karynne Sotero
Reitero meu respeito à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e às instituições, ressaltando que irei dedicar-me plenamente à minha defesa, convicta de que conseguirei comprovar minha total ausência de participação nos fatos que estão sendo apontados.
Desejo que tudo seja esclarecido e reestabelecido com brevidade e justiça, pelo bem do povo tocantinense, a quem dedico meu trabalho e compromisso.
Nota de Wanderlei Barbosa
Recebo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com respeito às instituições, mas registro que se trata de medida precipitada, adotada quando as apurações da Operação Fames-19 ainda estão em andamento, sem conclusão definitiva sobre qualquer responsabilidade da minha parte. É importante ressaltar que o pagamento das cestas básicas, objeto da investigação, ocorreu entre 2020 e 2021, ainda na gestão anterior, quando eu exercia o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesa.
Reforço que, por minha determinação, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) instauraram auditoria sobre os contratos mencionados e encaminharam integralmente as informações às autoridades competentes.
Além dessa providência já em curso, acionarei os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo de Governador do Tocantins, comprovar a legalidade dos meus atos e enfrentar essa injustiça, assegurando a estabilidade do Estado e a continuidade dos serviços à população.
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Fonte: G1 Tocantins

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Tribunal de Justiça nega pedido de prisão domiciliar para influenciadora suspeita de movimentar R$ 217 milhões com jogos online


Investigação apontou que Karol Digital adquiriu carros de luxo
Reprodução Instagram Karol Digital/Divulgação Polícia Civil
A Justiça negou, em segunda instância, o pedido da defesa de Maria Karollyny Campos Ferreira, a Karol Digital, e do namorado dela, Dhemerson Rezende Costa, para cumprir a determinação judicial em prisão domiciliar. Eles são investigados por suspeita de envolvimento com plataformas de jogos online e movimentar R$ 217 milhões de forma ilícita.
Karol e Dhemerson foram presos pela Polícia Civil no dia 22 de agosto, em Araguaína, norte do Tocantins. O casal é apontado como integrante de um esquema de exploração ilegal de jogos de azar, associação criminosa, lavagem de dinheiro e crime contra a economia popular.
O g1 tentou contato com a defesa do casal, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. No dia da prisão, a defesa negou à TV Anhanguera envolvimento deles com atos ilícitos e disse que “tudo será esclarecido”. Também afirmou, em nota, que recorreu ao Supremo Tribunal Federal, pois acredita que há ilegalidades na investigação e que a prisão da investigada é “desumana”, pois ela “está em estado de saúde extremamente complicado”.
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A defesa entrou com liminar pedindo a prisão domiciliar alegando que Karol realizou uma cirurgia pouco antes de ser presa, quadro que exigiria atenção no pós-operatório e que o ambiente carcerário estaria comprometendo os cuidados. Também citou que a influenciadora tem uma filha de seis anos que depende dela.
A decisão de indeferimento do habeas corpus é da desembargadora Etelvina Maria Sampaio Felipe e saiu na terça-feira (2). Como os pedidos já haviam sido negados por juiz de primeira instância, a desembargadora seguiu a mesma linha e destacou que Karol cometia as ilegalidades dentro de casa, inclusive usando a imagem da criança.
“O pleito estabelecido na maternidade foi indeferido em razão das peculiaridades do caso, notadamente o fato de que as atividades ilícitas, em tese, eram desenvolvidas no ambiente doméstico, com a suposta instrumentalização da imagem da criança em redes sociais, o que afastaria a aplicação automática do precedente firmado no Coletivo HC [habeas corpus]”, destacou a desembargadora na decisão.
Com relação às condições de saúde de Karol, em decorrência da cirurgia, o Juízo determinou que seja realizada uma perícia médica oficial para atestar a real gravidade do quadro clínico e a efetiva impossibilidade de tratamento no presídio antes de decidir por sobre a conversão da prisão em domiciliar.
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Entenda o caso
Karol Digital foi presa durante cumprimento de mandados na Operação FRAUS, conduzida pela Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO) e 1ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC – Palmas), com o apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública, além de equipes da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec).
Conforme os investigadores, a influenciadora movimentou entre janeiro de 2019 e outubro de 2024, mais de R$ 217 milhões em suas contas. Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu sete veículos em nome da influencer Karol Digital, que somam aproximadamente R$ 5.528.000.
Entre os veículos está um Porsche avaliado em R$ 979 mil, uma RAM 3500 avaliada em R$ 475.000,00 e uma McLaren, modelo Artura, de R$ 3,1 milhões.
Também foi determinado o sequestro de sete imóveis, sendo seis em Araguaína e um em Babaçulândia, além de uma fazenda com criação de 248 bovinos e cavalos de raça, avaliada em R$ 8 milhões, em Palmeirante.
Ainda conforme a investigação, Karol Digital teria transferido bens para três empresas em seu nome, configurando a “blindagem” ou “ocultação” de patrimônios.
No inquérito sobre o caso, a Polícia Civil indentificou que vítimas que perderam dinheiro em jogos de azar online supostamente indicados pela influenciadora enviaram mensagens a ela pedindo ajuda. A influencer oferecia dicas e até vendia mentorias prometendo ganhos em apostas, mas usuários tiveram grandes prejuízos financeiros.
Conforme as investigações, Karol postava sobre “ganhos” em suas redes sociais com a intenção de enganar seguidores, mostrando resultados de plataformas diferentes das que ela estava sendo paga para promover. Na realidade, ela recebia das plataformas de jogos online e postava que o dinheiro era resultado das apostas.
Vítimas procuravam Karol Digital após perderem dinheiro com apostas, diz polícia
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Fonte: G1 Tocantins

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Acusado de matar vendedor a tiros na Praia da Graciosa é condenado a mais de 24 anos de prisão


Vinicius Lucas Ferreira à esquerda e ‘Guerreiro’ sendo preso à direita
Arquivo pessoal/Josivan Ferreira – Divulgação/Polícia Civil
Jairon de Souza Silva foi condenado a 24 anos e nove meses de prisão pela morte do vendedor Vinícius Lucas Ferreira Silva. O crime aconteceu na Praia da Graciosa, em Palmas, e teria sido motivado por um desentendimento entre a vítima e o réu. A decisão ainda cabe recurso.
O g1 solicitou posicionamento à defesa de Jairon, mas não teve resposta até a publicação da reportagem.
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A sentença foi assinada pelo juiz Cledson Jose Dias Nunes, da 1ª Vara Criminal de Palmas, no dia 1º de setembro de 2025. O júri decidiu que o crime foi praticado por motivo fútil, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Conforme a decisão, o vendedor foi atingido por sete tiros, sendo que dois foram na região da cabeça.
“Em outras palavras, a quantidade de disparos e a região em que a vítima foi atingida demonstram, sem sombra de dúvida, o grau elevadíssimo de intensidade do dolo”, afirma o juiz.
O réu foi condenado a pagar a pena inicialmente em regime fechado, além de uma indenização de R$ 100 mil aos familiares da vítima, por danos morais.
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Morte na Graciosa
Jovem é assassinado a tiros na praia da Graciosa, em Palmas
Alessandro Ferreira Lopes/Agência Tocantins
O crime aconteceu no dia 30 de setembro de 2023, por volta das 4h30, no estacionamento da Praia da Graciosa. Uma testemunha informou que ela e Vinicius estavam de saída do estabelecimento, conversando e pedindo um carro de aplicativo, quando um homem chegou por trás da vítima e deu pelo menos dois tiros.
O pai, Josivan Ferreira, disse, na época, que o filho estava na praia se divertindo com a esposa, parentes e amigos, quando foi surpreendido. Josivan soube da morte de Vinicius por meio de uma ligação feita pela irmã, que casou no mesmo dia.
Na época, investigações da polícia apontaram que o crime havia sido motivado porque a esposa de Vinícius teria tido um relacionamento extraconjugal com o suspeito. A situação causou brigas entre os dois.
“Dias antes do crime, vítima e autor tiveram uma discussão, ocasião em que ele ameaçou matar Vinicius”, explicou o delegado Eduardo Menezes, que conduziu a investigação.
Prisão do ‘Guerreiro’
Prisão aconteceu na região norte de Palmas
Divulgação/Polícia Civil
Jairon foi preso no dia 1º de novembro de 2023, em uma loja de conveniência de um posto de combustível na Quadra 501 Norte, em Palmas. Segundo a polícia, ele era conhecido como Guerreiro.
Antes disso, no dia 4 de outubro do mesmo ano, equipes da polícia viram o mesmo carro usado na fuga do crime, ocupado por duas pessoas, sendo uma delas o Jairon. Quando os ocupantes perceberam a proximidade dos policiais, tentaram fugir, mas acabaram sendo abordados na Quadra 607 Norte.
Durante a abordagem, o suspeito contou que havia tentado fugir, pois estava fora do domicílio e sua tornozeleira eletrônica estava com defeito. Ele cumpria pena pelos crimes de homicídio e tráfico de drogas.
Na época, o suspeito conseguiu passar para o regime semiaberto em prisão domiciliar, mas levantou suspeita novamente na investigação porque a tornozeleira sempre estava com defeito. Após diligências da PM e Polícia Civil, o suspeito foi encontrado na loja de um posto de combustível. Ele foi levado para interrogatório na delegacia e depois para a Unidade Prisional de Palmas.
Quais as diferenças entre o homicídio culposo e doloso?
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Fonte: G1 Tocantins

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Corpo é encontrado carbonizado e com as mãos amarradas perto de propriedade rural


59ª Delegacia de Cristalândia, no Tocantins
Reprodução/Google Street View
Um corpo foi encontrado carbonizado perto de uma propriedade rural de Cristalândia, no sudoeste do estado. A vítima, a princípio identificada como sendo do sexo masculino, estava com as mãos amarradas.
Policiais civis chegaram ao corpo na tarde de quarta-feira (3), após a 59ª Delegacia de Cristalândia receber uma denúncia.
Conforme a delegada Jeannie Daier, responsável pelo caso, informações preliminares repassadas à polícia indicaram que o corpo estava em uma estrada que fica entre o município e Nova Rosalândia, a aproximadamente 6 quilômetros da cidade.
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A suspeita da polícia é de que o crime tenha acontecido na madrugada do mesmo dia. Além de estar com as mãos amarradas, havia uma corda ao redor do pescoço.
A perícia esteve no local, e o corpo foi levado para o Núcleo de Medicina Legal de Paraíso do Tocantins para passar por exames de necropsia. A identificação ainda está sendo apurada pela Polícia Civil.
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Vítima seria suspeito de furto
Ainda segundo a polícia, as primeiras análises mostraram que o corpo apresentava uma tatuagem idêntica à de um suspeito de envolvimento em furtos na região. O homem de 23 anos chegou a prestar depoimento na terça-feira (2) sobre o furto em um comércio no fim de agosto.
Conforme a polícia, após ser ouvido, o homem foi liberado por não estar em situação de flagrante delito. A mãe dele chegou a reconhecer o filho como sendo a vítima carbonizada, mas ele ainda passará pelos exames periciais para poder confirmar a identidade.
O nome do homem não foi divulgado e o g1 não conseguiu contato com a família dele. A delegada destacou que o caso segue em investigação para esclarecer as circunstâncias do crime.
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Fonte: G1 Tocantins

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VÍDEOS: Jornal Anhanguera 1ª Edição – TO de quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Reveja os vídeos do telejornal.

Fonte: G1 Tocantins

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VÍDEOS: Bom Dia Tocantins de quinta-feira, 4 de agosto de 2025


Assista aos vídeos do telejornal com as notícias da região.

Fonte: G1 Tocantins

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Corpo é encontrado carbonizado embaixo de entulhos após incêndio em casa


Bombeiros combatem incêndio em casa na cidade de Araguatins
Corpo de Bombeiros/Divulgação
Um corpo foi encontrado carbonizado após um incêndio em uma casa na cidade de Araguatins, região do Bico do Papagaio. Segundo o Corpo de Bombeiros, o fogo chegou a destruir 90% do telhado. Ainda não há informações sobre o que teria provocado o incêndio.
O caso foi registrado na madrugada de quarta-feira (3). Imagens mostram que a casa ficou completamente destruída. Várias telhas quebradas são vistas pelo chão, nos cômodos da residência.
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Conforme o Corpo de Bombeiros, quando a equipe chegou ao local, o fogo já havia tomado toda a casa. Os militares desligaram o quadro geral de energia e arrombaram a porta da frente para iniciar o combate às chamas.
Em seguida, foi feito o rescaldo para o resfriamento do ambiente. Nesse momento, os bombeiros encontraram um corpo carbonizado e coberto pelos entulhos do telhado.
A vítima ainda não foi identificada. A Secretaria de Segurança Pública informou que o corpo está em deslocamento para o Instituto Médico Legal (IML) de Araguaína, onde serão feitos exames para identificação oficial.
Casa é destruída em incêndio na cidade de Araguatins
Corpo de Bombeiros/Divulgação
Casa é destruída em incêndio na cidade de Araguatins
Corpo de Bombeiros/Divulgação
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Investigados por fraude na aquisição de cestas básicas no Tocantins tiraram selfie com maços de dinheiro


Investigado na Operação Fames-19 tirava fotos com maços de dinheiro
Reprodução/Relatório do STJ
Investigados por participação no esquema de desvio de dinheiro das cestas básicas tiravam fotos com maços de dinheiro. Segundo a Polícia Federal (PF), os valores eram usados para pagar propinas. As imagens constam na decisão do ministro Mauro Campbell, Superior Tribunal de Justiça (STJ), que afastou o governador e a primeira-dama, Karynne Sotero Campos, na segunda fase da Operação Fames-19.
Em uma das imagens, Marcus Vinícius Santana, filho de Taciano Darcles, ex-assessor especial do governador, aparece com uma bolsa recheada com notas de R$ 50, R$ 100 e R$ 200. As fotos foram tiradas dentro de um carro e em um gabinete. Na decisão, o ministro afirma que Marcos agia como “operador financeiro” de Wanderlei.
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Ainda segundo o relatório, o dinheiro era usado para o “pagamento das propinas ao governador do Estado e aos demais agentes envolvidos” no esquema criminoso. A denúncia também aponta que os valores desviados eram usados para quitar despesas pessoais do governador.
“É possível depreender a sistemática adotada pela organização criminosa para dissimular, camuflar, e até mesmo impedir o rastreamento dos atos de recebimento e distribuição de vantagens indevidas”, afirmou o ministro.
Conforme o documento, Marcus seria o responsável pelas transferências bancárias e saques de valores que eram repassados a Taciano ou a Thiago Barbosa, sobrinho do governador, “os quais se incumbiriam de, posteriormente, entregar tais valores em espécie aos demais envolvidos, neles incluído o governador”
A defesa de Thiago Barbosa informou que o nome dele foi inserido na decisão por “absoluto equívoco”, pois ele não é investigado na Operação Fames-19 e não foi alvo das medidas cautelares, e que já adotou providências para que o nome de Thiago seja excluído das investigações (veja nota completa abaixo).
O g1 tenta contato com a defesa de Marcus Vinícius Santana e Taciano Darcles.
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Pagamentos indevidos tratados como “bênçãos”
A investigação da Polícia Federal apontou que os investigados chamavam os pagamentos indevidos de “bênçãos”. Em uma conversa envolvendo o ex-marido da primeira-dama, Paulo Cesar Lustosa
Dinheiro em gabinete
Na primeira fase da operação, em agosto de 2024, policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão em endereços do governador, entre eles o gabinete no Palácio Araguaia — sede do governo local.
Os investigadores encontraram R$ 32,2 mil em espécie no gabinete do governador junto dos carimbos de Barbosa e de seu chefe de gabinete, Marcos Martins Camilo. Ele foi exonerado no dia seguinte.
Dinheiro apreendido em gaveta do chefe de gabinete do governador Wanderlei Barbosa, em 2024
Reprodução/Relatório do STJ
Segundo a PF, o fato de integrantes do esquema sacarem “grandes quantias em espécie” e os valores apreendidos no gabinete do governador “reforçam a convicção de que atos de corrupção passiva, de fato ocorreram e continuam a ocorrer na sede do Poder Executivo estadual”, diz trecho da investigação.
Além do dinheiro encontrado na sede do governo tocantinense, à época, a polícia apreendeu mais R$ 35,5 mil, US$ 1,1 mil e 80 euros no escritório que fica na casa de Wanderlei.
Operação investiga suposto esquema de desvio de recursos públicos durante pandemia
Operação Fames-19
Esta é a 2ª fase da Operação Fames-19, que busca reunir novos elementos sobre o uso de emendas parlamentares e o recebimento de vantagens indevidas por agentes públicos e políticos com a compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19.
Segundo a decisão, são apurados os crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa.
Conforme a PF, as investigações apontam fortes indícios de um esquema de desvio de recursos públicos em 2020 e 2021. Nesse período, os investigados teriam se aproveitado do estado de emergência em saúde pública e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas.
Em agosto de 2024, Wanderlei Barbosa e a esposa foram alvos de busca na primeira fase da operação. Nessa fase, políticos e empresários estavam entre os alvos.
Durante o cumprimento das buscas na casa e no gabinete de Wanderlei, os policiais federais encontraram R$ 67,7 mil em espécie, além quantias em dólares e euros.
Segundo a apuração, foram pagos mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 73 milhões.
Conforme a investigação, os valores desviados teriam sido ocultados por meio da construção de empreendimentos de luxo, compra de gado e pagamento de despesas pessoais dos envolvidos.
Íntegras das notas das defesas
Nota da Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas)
A Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas) informa que tem colaborado com as investigações e encaminhado informações aos órgãos de controle internos e externos para instruir as tomadas de contas que foram instauradas. A Setas reforça seu compromisso em colaborar com as autoridades competentes.
Nota defesa Rérison Castro
Ele não foi alvo da operação. Não temos acesso ao IPL, à representação e à decisão que determinou as medidas cautelares. Certo que o Rérison não é servidor do Estado e não tem nenhuma vinculação com os crimes investigados.
Nota de Mauro Carlesse
A defesa do ex-governador Mauro Carlesse lamenta os recentes acontecimentos envolvendo o Estado do Tocantins e esclarece que, durante todo o período em que Mauro Carlesse exerceu o mandato, inexistiu qualquer ato ou decisão de sua responsabilidade relacionado aos fatos apurados.
Ressalta, ainda, que o ex-governador não figura como investigado, réu ou alvo de quaisquer medidas decorrentes da operação, não havendo, portanto, qualquer imputação contra sua pessoa.
Por fim, a defesa reafirma sua confiança nas instituições e no pleno esclarecimento dos fatos, convicta de que a apuração confirmará a total ausência de envolvimento de Mauro Carlesse com os acontecimentos sob investigação.
Nota de Karynne Sotero
Reitero meu respeito à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e às instituições, ressaltando que irei dedicar-me plenamente à minha defesa, convicta de que conseguirei comprovar minha total ausência de participação nos fatos que estão sendo apontados.
Desejo que tudo seja esclarecido e reestabelecido com brevidade e justiça, pelo bem do povo tocantinense, a quem dedico meu trabalho e compromisso.
Nota de Wanderlei Barbosa
Recebo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com respeito às instituições, mas registro que se trata de medida precipitada, adotada quando as apurações da Operação Fames-19 ainda estão em andamento, sem conclusão definitiva sobre qualquer responsabilidade da minha parte. É importante ressaltar que o pagamento das cestas básicas, objeto da investigação, ocorreu entre 2020 e 2021, ainda na gestão anterior, quando eu exercia o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesa.
Reforço que, por minha determinação, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) instauraram auditoria sobre os contratos mencionados e encaminharam integralmente as informações às autoridades competentes.
Além dessa providência já em curso, acionarei os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo de Governador do Tocantins, comprovar a legalidade dos meus atos e enfrentar essa injustiça, assegurando a estabilidade do Estado e a continuidade dos serviços à população.
Nota de Thiago Barbosa
A defesa do Dr. THIAGO MARCOS BARBOSA CASTRO DE CARVALHO esclarece, em relação à Cautelar Inominada Penal n° 139-DF do STJ, cujos desdobramentos foram cumpridos nesta data na cidade de Palmas (TO), que seu nome foi referido na decisão por absoluto equívoco, tendo em vista que não é investigado na Operação Fames-19 e da mesma forma não foi alvo das medidas cautelares.
Vale gizar que a o Dr. THIAGO BARBOSA nunca exerceu o cargo de assessor especial do Governo e, tampouco qualquer outro cargo no Executivo Estadual, e que a menção ao nome de “Thiago” possivelmente se refira a outra pessoa diversa, portanto, um homônimo.
Por fim, a defesa informa que já adotou as providências cabíveis junto ao Ministro Relator no STJ para que seu nome seja efetivamente excluído das investigações da Operação Fames-19.
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Fonte: G1 Tocantins

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Zeca Baleiro fará show abertura do Festival Gastronômico de Taquaruçu


Zeca Baleiro é atração de abertura do Festival Gastronômico de Taquaruçu
Divulgação/Prefeitura de Palmas
O cantor Zeca Baleiro se apresenta nesta quinta-feira (4) na abertura do Festival Gastronômico de Taquaruçu, em Palmas. O evento é gratuito e segue até o dia 7 de setembro.
O festival acontece na praça Vereador Tarcísio Machado da Fonseca, no distrito de Taquaruçu. A expectativa é que 150 mil pessoas participem do festival ao longo dos quatro dias.
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Fafá de Belém, Anavitória e Mundo Bita também estão confirmados. Confira a agenda de shows:
Quinta-feira (4) – Zeca Baleiro
Sexta-feira (5) – Fafá de Belém
Sábado (6) – Anavitória
Domingo (7) – Mundo Bita
Segundo a prefeitura, além das atrações nacionais, o festival contará com shows de artistas regionais e locais, oficinas e atrações culturais.
Uma das novidades desta edição é que os shows terão início mais cedo. O Mundo Bita se apresentará às 16h. Os outros artistas sobem ao palco às 22h. A mudança atende ao pedido dos moradores do distrito.
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Concurso gastronômico
Além da parte cultural, cozinheiros participam do concurso gastronômico, que dará R$ 150 mil em prêmios, em várias categorias. Serão 47 expositores participando do Circuito Gastronômico e da Rota Gastronômica.
O evento também terá como atração o Cozinha Show, que trará ao público os chefs Babi Frazão, Janaína Torres e Jimmy Ogro para apresentações gastronômicas ao vivo. Chefs locais também farão participações.
A programação começa às 19h30. Veja a ordem de apresentação dos chefs:
Quinta-feira (4) – Babi Frazão
Sexta-feira (5) – Janaína Torres
Sábado (6) – Jimmy Ogro
Durante o festival, mais ônibus serão incluídos na rota para o distrito de Taquaruçu a partir das 17h, saindo do Ginásio Ayrton Senna, na região sul de Palmas, a cada 30 minutos. No sábado (6) e domingo (7) a tarifa do transporte será gratuita.
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Fonte: G1 Tocantins

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Decks de madeira, varandas e luxo: veja imagens de pousada que teria sido construída com dinheiro de cestas básicas, segundo a PF


Veja imagens da pousada que está no nome do filho de Wanderlei Barbosa
Imagens feitas na pousada da família do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) mostram a estrutura luxuosa que está sendo construída em um dos principais pontos turísticos de Palmas, o distrito de Taquaruçu. A investigação da Polícia Federal, na segunda fase da Operação Fames-19, aponta que o local teria recebido dinheiro desviado de recursos públicos para a compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19.
O governador foi afastado do cargo nesta quarta-feira (3), após decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A primeira-dama, Karine Sotero Campos, que ocupava o cargo de secretária extraordinária de Participações Sociais, também não poderá seguir na função pelo mesmo período.
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O governador afirmou, em nota, que recebe a decisão com respeito às instituições, mas se trata de uma “medida precipitada”. Afirmou que os fatos ocorreram na gestão anterior, quando tinha o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesas. A primeira-dama informou que vai “comprovar total ausência de participação nos fatos” (veja as notas abaixo).
Segundo a decisão do STJ, são investigados os crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa. A polícia estima um prejuízo superior a R$ 73 milhões aos cofres públicos com desvios de recursos para compra de cestas básicas e frangos durante a pandemia.
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Dinheiro investido em pousada de luxo
Conforme decisão do ministro Mauro Campbell, que autorizou os afastamentos e o cumprimento de 51 mandados de busca e apreensão, parte do dinheiro desviado para a compra de cestas básicas no período da pandemia de Covid -19, que deveriam ser para famílias em situação de vulnerabilidade, foi empregado na construção da pousada Pedra Canga.
Imagens que o g1 e TV Anhanguera tiveram acesso mostram a construção do empreendimento, localizado no distrito que fica a 30 km da capital. Com um aspecto mais rústico, o local possui grandes varandas, decks de madeira e ambiente totalmente integrado à área de vegetação da serra de Taquaruçu.
Segundo investigação da Polícia Federal, a pousada está no nome do filho do governador, Rérison Antonio Castro Leite, superintendente do Sebrae Tocantins.
Em nota, a defesa de Rérison afirmou que ele não foi alvo da operação e que não teve acesso ao processo. Destacou ainda que como o superintendente não é servidor do Estado, não tem nenhuma vinculação com os crimes investigados. O Sebrae Tocantins informou em nota que não tem nenhuma ligação com o fato (veja notas na íntegra abaixo).
O g1 também questionou a defesa de Wanderlei Barbosa sobre as investigações relacionadas à pousada, mas não houve resposta até a última atualização desta reportagem.
A polícia apontou que o intuito do grupo era ocultar indícios de lavagem de dinheiro por parte do chefe do Poder Executivo Estadual. Também foi apurado que entre junho de 2022 e julho de 2023, Wanderlei, Rérison e do deputado estadual Léo Barbosa (Republicanos), que também é filho do governador afastado, destinaram mais de R$ 2,4 milhões às contas do empreendimento.
Léo afirmou em nota que colaborou com as diligências da Polícia Federal e que a a análise do material apreendido demonstrará a lisura de sua conduta fato (veja nota na íntegra abaixo).
A decisão do STJ mostrou ainda uma conversa entre o filho do governador e um chefe de gabinete do pai, no dia 21 de maio de 2024, que, supostamente, aponta para o uso ilícito do dinheiro público.
“Rérison orienta [chefe de gabinete] a deixar todos os apontamentos averbados na JUCETINS, referentes à Pousada Pedra Canga, em seu nome, ratificando o escopo atual e contemporâneo de dissimulação do capital ilicitamente auferido no governo do Estado, para ser empregado em sua edificação”, diz trecho da decisão do ministro Mauro Campbell.
Conforme é apurado na Operação Fames-19, foram pagos mais de R$ 97 milhões em contratos para fornecimento de cestas básicas e frangos congelados. O prejuízo aos cofres públicos é estimado em mais de R$ 73 milhões.
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Pousada está sendo construída em Taquaruçu
Reprodução/ Redes sociais
Operação Fames-19
Esta é a 2ª fase da Operação Fames-19, que busca reunir novos elementos sobre o uso de emendas parlamentares e o recebimento de vantagens indevidas por agentes públicos e políticos com a compra de cestas básicas durante a pandemia de Covid-19.
Segundo a decisão, são apurados os crimes de frustração ao caráter competitivo de licitação, peculato, corrupção passiva, lavagem de capitais e formação de organização criminosa. Com o afastamento de Wanderlei, quem assumiu o cargo é foi vice, Laurez Moreira (PSD).
Conforme a PF, as investigações apontam fortes indícios de um esquema de desvio de recursos públicos em 2020 e 2021, no governo de Mauro Carlesse. Nesse período, os investigados teriam se aproveitado do estado de emergência em saúde pública e assistência social para fraudar contratos de fornecimento de cestas básicas.
Ministro do STJ detalha motivos da decisão do afastamento de Wanderlei Barbosa
Em agosto de 2024, Wanderlei Barbosa e a esposa foram alvos de busca na primeira fase da operação. Nessa fase, políticos e empresários estavam entre os alvos.
Durante o cumprimento das buscas na casa e no gabinete de Wanderlei, os policiais federais encontraram R$ 67,7 mil em espécie, além quantias em dólares e euros.
Os nomes de dez deputados estaduais aparecem na investigação do desvio de verbas que seriam usadas para a compra de cestas básicas durante a pandemia. Ao todo, foram destinados R$ 38,2 milhões para a contratação das empresas supostamente envolvidas na fraude envolvendo as cestas básicas, segundo a Polícia Federal.
Primeira dama Karine Sotero e o governador, Wanderlei Barbosa, foram afastados
Reprodução/Instagram Wanderlei Barbosa
Íntegra da nota de Wanderlei Barbosa
Recebo a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) com respeito às instituições, mas registro que se trata de medida precipitada, adotada quando as apurações da Operação Fames-19 ainda estão em andamento, sem conclusão definitiva sobre qualquer responsabilidade da minha parte. É importante ressaltar que o pagamento das cestas básicas, objeto da investigação, ocorreu entre 2020 e 2021, ainda na gestão anterior, quando eu exercia o cargo de vice-governador e não era ordenador de despesa.
Reforço que, por minha determinação, a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Controladoria-Geral do Estado (CGE) instauraram auditoria sobre os contratos mencionados e encaminharam integralmente as informações às autoridades competentes.
Além dessa providência já em curso, acionarei os meios jurídicos necessários para reassumir o cargo de Governador do Tocantins, comprovar a legalidade dos meus atos e enfrentar essa injustiça, assegurando a estabilidade do Estado e a continuidade dos serviços à população.
Íntegra da nota de Karynne Sotero
Reitero meu respeito à decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e às instituições, ressaltando que irei dedicar-me plenamente à minha defesa, convicta de que conseguirei comprovar minha total ausência de participação nos fatos que estão sendo apontados.
Desejo que tudo seja esclarecido e reestabelecido com brevidade e justiça, pelo bem do povo tocantinense, a quem dedico meu trabalho e compromisso.
Íntegra da nota de Mauro Carlesse
A defesa do ex-governador Mauro Carlesse lamenta os recentes acontecimentos envolvendo o Estado do Tocantins e esclarece que, durante todo o período em que Mauro Carlesse exerceu o mandato, inexistiu qualquer ato ou decisão de sua responsabilidade relacionado aos fatos apurados.
Ressalta, ainda, que o ex-governador não figura como investigado, réu ou alvo de quaisquer medidas decorrentes da operação, não havendo, portanto, qualquer imputação contra sua pessoa.
Por fim, a defesa reafirma sua confiança nas instituições e no pleno esclarecimento dos fatos, convicta de que a apuração confirmará a total ausência de envolvimento de Mauro Carlesse com os acontecimentos sob investigação.
Íntegra da nota da Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas)
A Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas) informa que tem colaborado com as investigações e encaminhado informações aos órgãos de controle internos e externos para instruir as tomadas de contas que foram instauradas. A Setas reforça seu compromisso em colaborar com as autoridades competentes.
Íntegra da nota da defesa Rérison Castro
Ele não foi alvo da operação. Não temos acesso ao IPL, à representação e à decisão que determinou as medidas cautelares. Certo que o Rérison não é servidor do Estado e não tem nenhuma vinculação com os crimes investigados.
Íntegra da nota de Léo Barbosa
Tenho convicção de que meu trabalho parlamentar sempre se limitou às funções legais de apresentação de emendas, sem qualquer envolvimento na execução de contratos ou na gestão de recursos públicos.
Colaborei integralmente com as diligências da Polícia Federal e estou seguro de que a análise do material apreendido demonstrará, de forma clara, a lisura da minha conduta.
Íntegra da nota do Sebrae
O Sebrae Tocantins esclarece que não tem nenhuma ligação com o fato. Ressalta-se, ainda, que no período investigado o atual superintendente, Rérison Antônio Castro, não integrava o corpo técnico da instituição.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

Fonte: G1 Tocantins