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Carly Simon revela diagnósticos de Parkinson e câncer e explica afastamento proposital dos holofotes


Carly Simon se apresenta no Tribeca Film Festival, em Nova York, em 2017
Charles Sykes/Invision/AP, Arquivo
Carly Simon revelou, nesta segunda-feira (27), que foi diagnosticada com a doença de Parkinson há alguns anos. E, por isso, se manteve propositalmente afastada dos holofotes, enquanto aprendia a lidar com a doença. Uma de suas última aparições públicas foi em 2019, durante o lançamento de seu livro “Touched by the Sun: My Friendship with Jackie”, em Nova York.
O relato foi feito em um comunicado enviado para a revista People, no qual ela também conta que , durante esse período, ela ainda passou por uma cirurgia como parte do tratamento de um câncer de pele.
A cantora e compositora americana de 83 anos fez as revelações após anunciar a chegada, em breve, de seu primeiro álbum de inéditas após 18 anos. “Comes in waves” será lançado em 14 de agosto e, segundo a artista, ele “explora a maneira como o amor, o luto, a memória, a traição, a criatividade e a cura chegam a seu próprio tempo, avançando e recuando como a maré”.
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“Muitas pessoas me escreveram, perguntando gentilmente sobre o meu relativo silêncio, querendo saber como estou e o que tenho feito. A verdade é que tenho aprendido a conviver com a doença de Parkinson. Levei algum tempo para compreender o diagnóstico, adaptar-me a ele e decidir o quanto eu queria falar sobre o assunto publicamente. O Parkinson se manifesta de forma diferente em cada pessoa e pode ser imprevisível. Em alguns dias, sinto-me tão cansada que não consigo sequer começar as atividades do dia. Em outros, a doença me dá um pouco mais de liberdade para me mover, pensar, trabalhar e me sentir eu mesma”, afirma a cantora no início de sua carta enviada para a revista.
Carly Simon conta que os primeiros sintomas foram artrite em ambos os joelhos e em um dos quadris. E, por isso, se submeteu a três cirurgias. Até que começou a sofrer ainda mais com as dores e, após uma avaliação minuciosa, recebeu o diagnosticado de Parkinson, distúrbio neurológico degenerativo e progressivo que causa tremor em repouso, rigidez muscular e lentidão nos movimentos.
“O Parkinson pode trazer ansiedade, depressão, exaustão e apatia. A apatia é algo particularmente estranho. Você pode se ver deitado ali como uma estrela-do-mar secando ao sol, com os braços apontando para todas as direções, enquanto nada em seu interior lhe diz para levantar, ler, assistir a algo, escrever, cantar, ligar para alguém ou fazer praticamente qualquer coisa. Essa tem sido uma das coisas mais difíceis de explicar. Não se trata simplesmente de tristeza ou preguiça. É como se a parte do cérebro que envia convites para participar da vida tivesse perdido temporariamente a lista de convidados”, diz.
Ela ainda conta que, enquanto lidava com o diagnóstico, recebeu outro: o de carcinoma basocelular no rosto. Carly conta que o câncer foi removido, mas que “a cirurgia afetou minha aparência e me deixou mais insegura em relação a ser vista em público”.
“Sempre fui mais crítica com minha aparência do que qualquer pessoa poderia imaginar (veja só a ironia de ter composto ‘You’re So Vain’), e isso deu à minha crítica interior bastante material novo”, revelou a artista.
Ela ainda contou que, com tudo isso, se tornou “uma ursa que hiberna o ano todo”.
“Mas não parei de viver, nem de trabalhar. Em meio a tudo isso, comecei a gravar um novo álbum. A música sempre soube a hora certa de chegar. Ela me salvou mais vezes do que consigo contar. É como um gato ou um cachorro que surge silenciosamente ao seu lado quando percebe que você não está muito bem.”
“Dedicar-me à música deu forma a dias que nem sempre tinham muita forma. Ela me proporcionou um destino, sem que eu precisasse sair do quarto. Lembrou-me de que a doença pode mudar a sua vida sem se tornar a sua vida por inteiro.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Lazzo Matumbi vive noite de rei ativista ao cantar compositores da Bahia na gravação do primeiro álbum audiovisual


Lazzo Matumbi celebra 45 anos de carreira solo com a gravação do primeiro álbum audiovisual, ‘Matumbi canta a Bahia’
Matheus Leite / Divulgação
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Matumbi canta a Bahia
Artista: Lazzo Matumbi
Data e local: 24 de julho de 2026 na Conha Acústica do Teatro Castro Alves (Salvador, Bahia)
Cotação: ★ ★ ★ ★ ★
♬ SALVADOR (BA) – “Você é o rei”, saudou Rachel Reis ao cantar “Bahia comigo” (Paulo Diniz e Odibar, 1972) com Lazzo Matumbi diante do público que lotou a Conha Acústica do reaberto Teatro Castro Alves na noite de sábado, 25 de julho, para assistir, embevecido, à gravação do primeiro álbum audiovisual do cantor e compositor soteropolitano em 45 anos de carreira fonográfica, “Matumbi canta a Bahia”.
Sim, Lázaro Jerônimo Ferreira estava em casa – a cidade de São Salvador da Bahia de todos os santos, onde nasceu há 69 anos, precisamente em 24 de março de 1957 – e viveu noite de rei na estreia de um grande e belo show orquestrado sob direção artística de Manno Góes (também autor do roteiro) e direção musical do maestro Ubiratan Marques, mais uma vez hábil na combinação harmoniosa de sopros e percussões. Bailarinos, luzes inebriantes e projeções envolveram o artista em aura majestosa em show que sintetizou o suprassumo da obra e a trajetória artista de Matumbi.
Vocalista do grupo afro Ilê Aiyê de 1978 a 1980, período em que ficou conhecido como Lazinho do Ilê e como Lazinho Diamante Negro, o cantor virou Lazzo Matumbi em 1981, ano em que iniciou carreira solo com a edição de single com as músicas “Salve a Jamaica (Homenagem a Bob Marley)” e “Guarajuba”, ambas de autoria do próprio Lazzo. Desde então, Lazzo Matumbi se tornou uma voz ativista da Bahia, importante na popularização do samba-reggae e do reggae.
O ativismo desse rei negro pautou o show “Matumbi canta a Bahia” e gerou momentos emocionantes em que pareceu haver somente um sentimento na plateia e na voz. Foi arrepiante quando Lazzo abriu a voz e sentenciou que “A minha pele de ébano é / A minha alma nua”, cantando os primeiros versos do reggae “Alegria da cidade” (1988), parceria do artista com Jorge Portugal (1956 – 2020). Mais tarde, o canto inicialmente a capella de “14 de maio” (2021), outro reggae de Matumbi com Jorge Portugal, eletrizou a Concha Acústica por evidenciar a letra que narra a situação do povo negro em um mundo que se conservava hostil um dia após a abolição da escravatura.
“O mundo me olhava, mas ninguém queria me ver / No dia 14 de maio, ninguém me deu bola / Eu tive que ser bom de bola pra sobreviver / Nenhuma lição, não havia lugar na escola / Pensaram que poderiam me fazer perder / Mas minha alma resiste, o meu corpo é de luta”, enfatizou Lazzo ao dar voz aos versos de “14 de maio”, música depois repetida na cadência do reggae.
Lazzo Matumbi canta ‘Bahia comigo’ (Paulo Diniz e Odibar, 1972) com Rachel Reis na gravação do álbum audiovisual ‘Matumbi canta a Bahia’
Matheus Leite / Divulgação
Transformando a Concha no palco da celebração das vitórias dessa luta contínua, Lazzo Matumbi extrapolou o próprio repertório para cantar músicas de outros compositores da Bahia. De Caetano Veloso, icone da MPB projetada nos anos 1960, Lazzo surpreendeu ao cantar “Sim / Não”, música do álbum “Outras palavras”, lançado por Caetano há 45 anos, no mesmo ano de 1981 em que Lazzo iniciou a carreira solo.
Um número antes, Lazzo puxou o fio da história para reviver um dos grandes sambas da obra de outro compositor nascido (como Caetano) na cidade de Santo Amaro da Purificação (BA), Assis Valente (1911 – 1958), de quem o cantor deu o vozeirão grave ao samba “Brasil pandeiro”, lançado em 1941 pelo conjunto vocal Anjos do Inferno, mas geralmente mais ouvido na gravação feita pelo grupo Novos Baianos no histórico álbum “Acabou chorare” (1972) por indicação de outro baiano ilustre, João Gilberto (1931 – 2019).
Aberto com a música “Minha paz” (Lazzo Matumbi, Beto Marques e Carlos Escorpião, 2020), o roteiro caiu naturalmente nas águas do samba de Dorival Caymmi (1914 – 2008), compositor que desbravou os mares musicais da Bahia. De Caymmi, Lazzo Matumbi cantou “São Salvador” (1960) com a intervenção de BNegão, rapper que vem mergulhando na obra do compositor baiano.
A lembrança do samba de Caymmi se afinou com a história de Lazzo Matumbi, filho único de Minervina Paixão Ferreira, criado ao som dos atabaques das rodas de samba da Federação, bairro da região central de Salvador (BA), cidade celeiro do samba e capital do samba-reggae, gênero de “Negrume da noite” (Paulinho do Reco e Cuiuba, 1989), pérola negra que saúda a realeza do Ilê Aiyê, bloco afro que foi o veículo para a propagação da voz resiliente de Lazzo Matumbi.
Sucedida pela lembrança de “Luandê” (1983), parceria de Ederaldo Gentil (1914 – 2012) e José Carlos Capinan regravada por Lazzo no álbum “Filho da terra” (1985), “Negrume da noite” foi outro ponto luminoso do show “Matumbi canta a Bahia” ao lado do ijexá “É d’Oxum” (Gerônimo Santana e Vevé Calazans, 1985), cantado por Lazzo Matumbi em tons serenos, com ênfase na sedutora melodia da música lançada pelo grupo MPB4 na trilha da minissérie “Tenda dos milagres” (1985).
No roteiro construído pelo diretor artístico Manno Goés, a música “É d’Oxum” foi alocada ao lado de “Cordeiro de Nanã” (Mateus Aleluia e Dadinho, 1977), sucesso do grupo Tincoãs cantado pelas vocalistas da big banda e pelo coro do público.
Louvar os orixás, a beleza do Ilê Aiyê, a aura sagrada dos Tincoãs e a resistência do povo negro foi um ato político exercido por Lazzo Matumbi com nobreza ao longo da gravação audiovisual do show “Matumbi canta a Bahia”.
Nome em ascensão no universo do hip hip baiano, o rapper Ravi Lobo enfatizou o ativismo do show ao dividir com Lazzo o canto de “Herança do quilombo”, música de Ravi, gravada pelo artista em feat com Matumbi no álbum “Shakespeare do gueto II” (2025).
Lazzo Matumbi recebe o rapper BNegão para cantar samba de Dorival Caymmi (1914 – 2008) no show gravado ao vivo no sábado, 25 de julho
Matheus Leite / Divulgação
O canto de “Cheiro de amor” (Jota Moraes, Duda Mendonça, Paulo Sergio Vale e Ribeiro, 1979) – sucesso de Maria Bethânia – foi o ponto romântico de roteiro pautado pelo engajamento, potencializado com a entrada em cena da BaianaSystem. Diante de Lazzo, a banda pôs “Navio” (Russo Passapusso, 2019) na proa antes de efetivamente se unir ao anfitrião em “Praia do futuro” (Antonio Carlos, Jocafi e Russo Passapusso, 2025) e “Do jeito que seu nego gosta” (Lazzo Matumbi e Joselito de Miranda, 1983), música do primeiro álbum de Lazzo, “Viver, sentir e amar” (1983).
No fim, com as vozes do coro Multivox, Lazzo arrematou o show “Matumbi canta a Bahia” com o canto coletivo do “Me abraça e me beija” (1988), reggae que compôs com o parceiro Gileno Félix (1952 – 2026), falecido aos 73 anos na última segunda-feira, 20 de julho. O clima de congraçamento no canto desse reggae amplificado nacionalmente na voz de Margareth Menezes reforçou o tom majestoso do show apresentado em noite em que Lazzo Matumbi foi rei.
♪ O colunista e crítico musical do g1 viajou a Salvador (BA) a convite da produção do show “Matumbi canta a Bahia”.
Lazzo Matumbi apresenta e grava o show ‘Matumbi canta a Bahia’ na Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador (BA)
Matheus Leite / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Fred Bruno anuncia que será pai novamente


Fred Bruno e Ingrid Lunardi
Reprodução/Instagram
Fred Bruno anunciou neste domingo (26) que será pai pela segunda vez. O apresentador do “Globo Esporte” compartilhou a novidade nas redes sociais e revelou que espera um filho com Indi Lunar.
“Vou ter outro baby! Há 5 anos descobri a minha melhor versão quando me tornei pai do Cris e estou MUITO feliz em viver isso outra vez! Meu maior desejo é que o baby siga cercado de amor e que a mamãe Indi possa viver essa gestação com toda a tranquilidade que merece! Ansioso pra compartilhar parte de mais uma fase da minha vida com vocês! Um beijo”, escreveu.
Agora no g1
O jornalista contou que a namorada é discreta e prefere manter a vida pessoal longe da exposição. No vídeo postado em seu perfil, ele explica que aconteceu neste domingo o chá revelação apenas para amigos e familiares. Fred Bruno já é pai de Cris, fruto do relacionamento com a influenciadora Bianca Andrade.
“Eu já era chorão com um, imagina agora com dois! Então estou realmente muito feliz, muito feliz de compartilhar esse momento tão especial da minha vida com vocês”, falou no vídeo.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Jão mostra evolução contínua no fluxo interiorizado de ‘Memórias póstumas’, álbum gerado no luto pela morte do pai


Jão se alimenta do cotidiano da relação afetiva com o parceiro Pedro Tófani ao compor a maioria das canções do álbum ‘Memórias póstumas’
Hugo Comte / Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Memórias póstumas
Artista: Jão
Cotação: ★ ★ ★ ★ 1/2
♬ Esse moço está diferente. Esqueça o Jão que lançou angústias e dores no mar agitado de “Pirata” (2021). Esqueça também o Jão que buscou grandiosidade entre a melancolia e a sensualidade do álbum “Super” (2023). Em “Memórias póstumas”, quinto álbum de estúdio do artista, lançado com pompa na noite de ontem, 26 de julho, João Vitor Romania Balbino abaixa os tons para expiar a dor da morte do pai.
Em 3 de junho de 2025, Carlos Alberto Balbino faleceu aos 61 anos, em decorrência de arritmia, no meio do hiato anunciado por Jão em janeiro e efetivamente iniciado em abril daquele ano de 2025. O luto pela morte do pai atravessa “Memórias póstumas” ao longo de 14 músicas, quase todas compostas por Jão, sozinho ou em parceria com o companheiro Pedro Tófani.
“A morte já me levou tanto e ainda pede mais”, reflete Jão em verso de “Catedral”, música aliciante que abre o álbum batizado com referência ao romance “Memórias póstumas de Brás Cubas”, publicado em 1981 pelo escritor Machado de Assis (1839 – 1908).
A morte do pai embaralhou os pedaços da alma de Jão, e isso se reflete no fluxo confessional de “Memórias póstumas”. Mesmo quando alguma das 14 faixas busca o ápice épico, como “O amor”, faixa de leve toque oriental que traz o veterano Marco Mazzola no time de produtores musicais, Jão se mostra mais interiorizado, dentro de um universo particular marcado pelas perdas.
Dentro desse processo de introspecção existencial, o violão assume papel fundamental na arquitetura de canções como “Literatura”. Mas tal interiorização não exclui o suingue, perceptível na leve batida funkeada de “Aurora”, música introduzida pelo canto a capella de Jão. E, de toda forma, cabe ressaltar que Jão sempre foi um cantor e compositor que escreveu sobre emoções reais, pessoais.
Sob tal prisma, “Memórias póstumas” simboliza um novo (ótimo) capítulo da discografia extremamente pessoal de Jão, cantor que descarta fórmulas batidas do universo pop brasileiro na produção musical geralmente dividida com Zebu. Basta falar que inexistem feats nas 14 faixas do álbum.
O luto atravessa o álbum, mas a matéria-prima é o amor. Na balada “Eu sempre volto”, adornada com cordas arranjadas por Érica Silva, Jão versa sobre o vaivém do universo afetivo compartilhado com Pedro Tófani, sem deixar de se mostrar vulnerável. “Eu quase sempre choro pra dormir lembrando do que eu era antes”, admite em verso da faixa, uma das mais sedutoras do disco.
Já “João” expõe outro ponto de vista desse relacionamento afetivo, já que a canção foi escrita somente por Pedro Tófani. No canto dessa balada, Jão explora regiões agudas da voz, tangenciando o falsete. Outra balada, “Tudo me lembra”, também se alimenta do cotidiano dessa relação entre inseguranças e anseios vividos por Jão na cidade de São Paulo (SP), metrópole que abriga o artista paulista nascido em 3 de novembro de 1974 na interiorana Américo Brasiliense (SP).
Muso inspirador de álbum pessoal, esse dia-a-dia também nutre canções como “Coincidências” e “O arquiteto”, duas boas baladas românticas que, talvez por estarem alocadas em sequência no álbum, dão a sensação eventual de que o “Memórias póstumas” é álbum que por vezes soa repetitivo na segunda metade, embora nunca perca o pique criativo. Essa impressão de déjà-vu é alimentada pela canção “Curioso”, ouvida na sequência das duas baladas.
Sétima faixa na disposição das 14 músicas do álbum, “Jabuticabeira” simboliza quebra momentânea na parede sonora do álbum por flertar explicitamente com a sonoridade e os beats sinterizados do rock da década de 1980, embora a faixa termine em ameno clima folk. Também perceptível na faixa “Passeios noturnos”, esse flerte com o rock oitentista já tinha aparecido no álbum anterior “Super”, ressaltando a coerência que pauta a discografia de Jão.
E o fato é que Jão confirma no quinto álbum que a evolução como compositor mostrada em “Super” não foi coisa de momento. Com repertório coeso, “Memórias póstumas” é álbum que tangencia a perfeição ao encerrar com a faixa-título em que se ouvem as risadas e a voz do pai de Jão, provando que, em toda boa obra, o fim sempre está no começo.
Ao remexer na ferida ainda em carne viva do luto, e no cotidiano também sempre em carne viva do amor, Jão apresenta álbum com um punhado de boas canções verdadeiras, honestas, que ecoam sentimentos pessoais, mas ao mesmo tempo comuns a toda a gente.
“Super” já se revelou um ótimo álbum, mas “Memórias póstumas” é ainda melhor e confirma Jão como um dos maiores nomes da música brasileira do século XXI.
Capa do álbum ‘Memórias póstumas’, de Jão
Hugo Comte / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Turnê de Xuxa decola em São Paulo com 37 músicas no roteiro revisionista do espetáculo ‘O último voo da nave’


Xuxa revê 40 anos de sucesso no mercado infantil nos seis atos do espetáculo ‘O último voo da nave’
Moriva Filmes / Divulgação 30e
♫ NOTÍCIA
♬ Uma das maiores vendedoras de discos da história da indústria fonográfica brasileira, a apresentadora de TV Xuxa Meneghel fez a turnê “O último voo da nave” decolar na noite de ontem, sábado, 25 de julho, com espetáculo que levou alardeadas 50 mil pessoas ao Nubank Parque.
O estádio da cidade de São Paulo (SP) foi ponto de partida da excursão nacional que passará por capitais como Curitiba (PR), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ) em rota prevista para chegar ao fim em 20 de dezembro.
Estruturado em seis atos, o roteiro do show “O último voo da nave” totalizou 37 músicas alinhadas em 32 números (houve dois medleys) dominados por sucessos que atravessaram gerações, como “Doce mel” (1986) e “Ilariê” (1988), cantados e conhecidos até hoje por crianças de todas as idades.
Em cena, Xuxa repassou quatro décadas de carreira fonográfica iniciada em 1985 com o álbum de duetos “Xuxa e seus amigos” e impulsionada no ano seguinte com a edição do álbum “Xou da Xuxa” (1986), o primeiro de uma série de sete álbuns.
Com cenário hi-tech, imagens em vídeo e as participações de Paquitas de diferentes gerações, o espetáculo “O último voo da nave” aterrissou em cena com marketing calcado na nostalgia das gerações de baixinhos que cresceram ao som dos sucessos de Xuxa.
♪ Eis o roteiro seguido por Xuxa em 25 de julho de 2026 na estreia nacional da turnê “O último voo da nave” no estádio Nubank Parque, para onde o espetáculo retorna na próxima sexta-feira, 31 de julho:
Ato I – Xou da Xuxa
1. “Doce mel”
2. “Xou da Xuxa”
3. “Hoje é dia de folia”
4. “Xuxalelê”
5. “Abecedário da Xuxa”
Ato II – Xuxa no reino encantado
6. “Viver” /
7. “Planeta Terra” /
8. “Quem sabe um dia” /
9. “Boto rosa”
10. “Nosso canto de paz”
11. “Pinel por você”
12. “Xuxaxé”
13. “Tô de bem com a vida”
Ato III – XSPB
14. “Cinco patinhos”
15. “Txutxucão”
16. “Estátua”
17. “Cabeça, ombro, joelho e pé”
18. “Soco, bate, vira”
19. “Dança da Xuxa”
20. “Parabéns”
Ato IV – Xuxa Park
21. “É de chocolate”
22. “A vida é uma festa”
23. “Eu tô feliz”
24. “Paquitas fada madrinha” /
25. “Sonho de verão” /
26. “Trocando energia”
27. “Para sempre Paquita”
Ato V – Planeta Xuxa
28. “Planeta Xuxa”
29. “Libera geral”
30. “Giro do planeta”
31. “Marquei um X”
32. “Dinda ou Dindinha”
33. “Tindolelê”
Ato VI – Lua de cristal
34. “Arco-íris”
35. “Lua de cristal”
36. “Ilariê”
37. “Beijinho, beijinho”

Fonte: G1 Entretenimento

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Katy Perry critica Casa Branca por usar ‘Firework’ em vídeo militar: ‘Não fui consultada e não autorizo’


Katy Perry critica Casa Branca por usar ‘Firework’ em vídeo de ataques militares: ‘Não fui consultada’
Divulgação
A cantora Katy Perry criticou o uso de sua música “Firework” em um vídeo publicado pela conta oficial da Casa Branca no TikTok com imagens de ataques militares.
Em uma publicação nas redes sociais, a artista afirmou que não foi consultada e que não autoriza a utilização da faixa nesse contexto.
“Fiquei profundamente indignada e furiosa ao ver ‘Firework’ sendo usada na conta da Casa Branca no TikTok como trilha sonora para imagens de ataques militares. Eu não aprovei isso, não fui consultada e absolutamente não apoio”, escreveu.
Katy Perry critica Casa Branca por usar ‘Firework’ em vídeo militar. Tradução automática do X da publicação original em inglês.
Redes sociais
Até a publicação desta reportagem, a Casa Branca não havia se manifestado sobre a crítica da cantora.
Música pensada como mensagem de esperança
Agora no g1
Segundo Katy, a música foi criada para transmitir uma mensagem de esperança, cura e força interior para pessoas que passam por momentos difíceis.
“Ver uma mensagem de autoestima e incentivo sendo usada como trilha para destruição e violência é uma violação completa de tudo o que minha música representa”, afirmou.
Lançada em 2010, “Firework” se tornou um dos maiores sucessos da carreira da cantora pop. A letra usa a metáfora de um fogo de artifício para falar sobre pessoas que descobrem seu próprio valor.
‘Cause, baby, you’re a firework (Porque, querido, você é um fogo de artifício)
Come on, show ‘em what you’re worth (Vá em frente, mostre o que você vale)
Make ‘em go: Ah, ah, ah! (Faça eles dizerem: Ah, ah, ah!)
As you shoot across the sky (Enquanto você cruza o céu) 🎆
Outras polêmicas com referências pop
O perfil oficial da Casa Branca no TikTok costuma adotar uma linguagem voltada ao público jovem, com uso frequente de memes, trends da plataforma e referências da cultura pop.
Em outras publicações, o perfil já utilizou imagens ou referências de artistas como Olivia Rodrigo, além de personagens de animações como Bob Esponja, como mostrou a reportagem “EUA e Irã transformam referências pop em propaganda de guerra”.
O uso de conteúdos associados a figuras da cultura pop, porém, já gerou críticas de artistas que afirmaram não autorizar a utilização de suas imagens ou obras em determinadas campanhas.
Um dos episódios mais conhecidos envolvendo artistas e a Casa Branca ocorreu em dezembro de 2025, quando a cantora Sabrina Carpenter criticou o uso de sua imagem em uma publicação do governo.
Casa Branca usa música de Sabrina Carpenter em vídeo e cantora responde: ‘Repugnante’
Na ocasião, a Casa Branca divulgou um vídeo sobre prisões de imigrantes em situação irregular usando imagens da artista e alterando uma fala dela retirada de uma participação no programa “Saturday Night Live”.
Após o uso de sua imagem, a cantora afirmou que não queria ser associada a publicações relacionadas a uma “agenda desumana”.
Música de Sabrina Carpenter é usada em vídeo de prisão de imigrantes
Reprodução/Instagram/TikTok

Fonte: G1 Entretenimento

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Moacir Santos, maestro que faria 100 anos, regeu a música do Brasil com o ouro negro extraído a partir do sertão


Moacir Santos (1926 – 2006) completaria 100 anos hoje, domingo, 26 de julho
Reprodução / Capa do álbum ‘Coisas’ (1965)
♫ ANÁLISE
♬ Foi em 26 de julho de 1926 que Moacir Santos veio ao mundo, em Flores (PE), um dos 17 municípios que compõem o Sertão do Pajeú no agreste de Pernambuco. Foi a partir da vivência nessa terra semiárida que o compositor, multi-instrumentista, arranjador e maestro começou a extrair o ouro negro da rica música do Brasil.
Foi no trabalho com as bandas filarmônicas locais que Moacir Santos traçou rota consagradora que passou pela cidade do Rio de Janeiro (RJ) – cidade onde aportou em 1948, em pleno apogeu da era do rádio – e o levou aos Estados Unidos, nação do jazz que acolheu o maestro pernambucano falecido há 20 anos, em 6 de agosto de 2006, em Pasadena, cidade do estado da Califórnia (EUA).
Hoje, domingo, 26 de julho, Moacir Santos faria 100 anos – o que motivou tributos ao longo deste mês de julho como 1º Festival Ouro Negro do Pajeú – Festi’Ouro, realizado ontem em Flores (PE) para celebrar o centenário de nascimento do filho mais ilustre da cidade pernambucana.
Sim, Moacir Santos é reconhecido como um gênio em nichos da música brasileira, sendo louvado sobretudo pelos instrumentistas. Contudo, a rigor, o grande público o desconhece.
Arquiteto de “Coisas”, álbum de 1965 tido como um dos títulos fundamentais da discografia brasileira pelo alto teor de novidade dos temas autorais, Moacir Santos foi saudado por Vinicius de Moraes (1913 – 1980) em verso do “Samba da benção” (1966).
“A benção, Moacir Santos, tu que não és um só, és tantos”, louvou o poeta, aludindo ao fato de Santos ter se consagrado como um mestre na fusão de ritmos, tendo transitado do folclore ao jazz em trajetória em que a música popular tangenciou muitas vezes a música erudita.
O ouro negro foi garimpado ao longo de uma vida profissional iniciada entre os estados de Pernambuco e Paraíba, sendo o Nordeste o primeiro norte da obra do artista. No entanto, foi trabalhando no Rio de Janeiro (RJ) como saxofonista e arranjador da hegemônica Rádio Nacional ao longo dos anos 1950, que o maestro burilou o som miscigenado que, anos depois, Santos iria sintetizar no supracitado álbum “Coisas”, disco calcado nas matrizes rítmicas africanas.
Aluno de mestres da música erudita brasileira como Hans-Joachim Koellreuter (1915 –2005) e Cesar Guerra-Peixe (1914 –1993), mas também professor de músicos do naipe de Baden Powell (1937 – 2000) e João Donato (1934 – 2023), Moacir Santos deixou música ancorada no universo afro-brasileiro.
A África foi a base, um norte do qual o multi-instrumentista jamais se afastou, mas o Brasil sustentou ponte rítmica inovadora, alicerçada com baião, maracatu e samba, entre outros gêneros musicais nacionais. E tudo foi amalgamado com a liberdade do jazz, música sem fronteiras, e com requinte e rigor eruditos, frutos da formação desse artista vocacionado para criar arranjos para orquestras e big bands.
Embora património brasileiro, o já centenário Moacir Santos foi um músico do mundo.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Pantera Negra 3’ vai ser lançado em 2028 com David Jonsson como filho de T’Challa


Cena de ‘Pantera Negra’ e David Jonsson em cena de ‘Alien: Romulus’
Divulgação
A Marvel anunciou neste sábado (25) o desenvolvimento de um “Pantera Negra 3”, com previsão de lançamento para 15 de dezembro de 2028, nos Estados Unidos.
O ator britânico David Jonsson, de “Industry” e “Alien: Romulus” (2024), se junta ao elenco no papel do filho do herói original, o rei T’Challa. O anúncio foi feito no painel da Marvel na Comic Con de San Diego.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ryan Gosling vai estrelar novo filme do ‘Motoqueiro Fantasma’ na Marvel


Ryan Gosling em cena de ‘Devoradores de estrelas’
Divulgação
Ryan Gosling vai interpretar o Motoqueiro Fantasma em um novo filme do personagem, dessa vez produzido pelo estúdio da Marvel.

Fonte: G1 Entretenimento

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Banda Eva anuncia Biel Brito como o vocalista substituto de Felipe Pezzoni após o Carnaval de 2027


Biel Brito é anunciado no Fortal 2026 como o novo vocalista da Banda Eva a partir de 2027
Divulgação / Banda Eva
♫ NOTÍCIA
♬ Biel Brito é o cantor escolhido para substituir Felipe Pezzoni no posto de vocalista da Banda Eva após o Carnaval de 2027.
O anúncio foi feito na noite de ontem, sexta-feira, 24 de julho, quando o próprio Pezzoni apresentou Biel ao público que assistia à participação do Bloco Beleza Rara no Fortal, evento de Fortaleza (CE).
Como comunicado em maio, Felipe Pezzoni ficará na Banda Eva somente até o Carnaval de 2027, totalizando 14 anos à frente do grupo baiano.
Até assumir os vocais da Eva no lugar de Pezzoni, depois da folia, Biel Brito continuará à frente da banda DiDengo, cumprindo os compromissos já assumidos com o atual grupo.

Fonte: G1 Entretenimento