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Lado B: Por que Sorriso Maroto, Belo e outros pagodeiros estão regravando músicas ‘esquecidas’


Sorriso Maroto, Belo e outros pagodeiros estão regravando músicas ‘esquecidas’
Nos últimos anos, o conceito de “lado B” invadiu o pagode. Com a aprovação dos fãs, Sorriso Maroto, Belo e outros nomes do gênero decidiram entrar em estúdio para produzir projetos nesse modelo de regravação de músicas próprias pouco conhecidas.
O termo lado B tem como inspiração o vinil, mídia física dividida em dois lados, sendo o lado A com os principais singles, enquanto o outro lado abrigava canções que seriam apostas.
Mas agora essas canções que acabaram não caindo nas graças do povo vêm ganhando uma espécie de destaque tardio.
No início do ano, o Sorriso Maroto lançou o projeto “Sorriso Eu Gosto No Pagode – Lado B”, regravando músicas pouco conhecidas do próprio repertório. Belo entrou em estúdio e anunciou que lançará um álbum só com lado B da sua carreira. Thiaguinho e Turma do Pagode já falaram sobre pedidos dos fãs para lançarem trabalhos com esse tema.
É uma onda que veio para ficar.
Saturação dos grandes sucessos
Regravar grandes sucessos é uma dinâmica antiga no mundo do pagode. Muitos artistas em início de carreira usaram desse artifício nas suas primeiras rodas de samba e até em trabalhos de estúdio.
Bruno Cardoso, do Sorriso Maroto, e Xande de Pilares, ex-Revelação, são exemplos do quanto esse modelo foi importante no começo de carreira.
Desde o fenômeno Menos é Mais, que explodiu durante a pandemia de COVID-19 com um projeto audiovisual em que trabalhou com sucessos antigos do gênero, as regravações aumentaram exponencialmente.
Esse boom de “sucessos recentes” gerou um problema no público, que cansou de ouvir as mesmas músicas regravadas.
“As regravações trazem uma nostalgia interessante para o público, mas foi praticamente tudo regravado. Aí, muita gente pensou no ‘lado B’ que gosta de tocar, mas que o público nem ligava”, explica Marcelinho TDP, cavaquinista do grupo Turma do Pagode.
O músico usou como exemplo a canção “Alucinado”, do Doce Encontro. Lançada em 2004, ela compunha o “lado B” do repertório até que em 2019 foi regravada pelo próprio Doce Encontro e virou um dos maiores sucessos do grupo.
Numa época na qual o pagode está em alta, ninguém aguenta ir a 10 rodas de pagode e todas elas tocarem o mesmo hit, ou você assistir a um audiovisual de um grupo X cujo repertório é igual ao do grupo Y. Quem explica essa questão é o cantor e compositor Matheus Pessanha.
“Eu frequento muitas rodas de samba pelo país e os repertórios são bem parecidos. No Rio de Janeiro, meus amigos falam que ‘só tem rolê de samba’, é tendência. Isso faz com que o pessoal que gosta busque por algo diferente, para ouvir novidades, nem que seja uma novidade antiga”, brinca.
Foi seguindo essa lógica que alguns artistas decidiram ir para um outro caminho e apostaram em músicas que não estão na lista das mais queridas. Foi o caso de Yan, com “Fica com Deus”, um lado B do Sorriso Maroto.
“Ele fez uma leitura muito dinâmica. Não sei se ele percebeu o que estava acontecendo com ‘As Antigas’ e que o Sorriso não estava cantando algumas músicas, mas ele foi muito cirúrgico em escolher ‘Fica com Deus’ numa fase em que estava muito quente essa coisa do repertório do Sorriso. E aí o nosso público, obviamente, foi cobrar e a gente: ‘Caramba, como assim?’. Nem eu lembrava que tinha gravado! Olha só que loucura”, explica Bruno.
Faltam trabalhos inéditos?
Se depois da saturação de regravações de grandes sucessos, a contrapartida dos grandes grupos é a regravação de músicas que não são sucessos, fica a pergunta: onde estão os novos trabalhos?
Eles existem. E também estão fazendo sucesso.
Em 2025, Ferrugem emplacou “Apaguei Pra Todos” entre as músicas mais ouvidas do país. Neste ano, ele também colocou “Arrependidaço” entre as mais tocadas nas rádios e no top 50 do Spotify, principal plataforma de streaming do país.
Entre os novos artistas, Vitinho se destacou com “Iceberg”, que acumula quase 10 milhões de visualizações no YouTube em um mês. Já o grupo “Turma do Pagode” se juntou ao “Menos É Mais” e lançou “Investigador” no dia 7 de junho.
Os compositores e intérpretes ouvidos pelo g1 reforçam que o gênero vive um bom momento e que as regravações de lado B são importantes, mas elas só existem porque um dia esses trabalhos foram inéditos.
“As regravações, seja de lado B ou não, viraram um fenômeno. Mas, no final, o que constrói carreira são as músicas inéditas. Elas ajudam muito a criar uma identidade, uma personalidade. Isso é o que traz a diferença para um artista”, diz Marcelinho TDP.
O grupo Sorriso Maroto e o cantor Belo
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

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Liam Gallagher xinga brasileiro que reclamou de ‘Wonderwall’ como tema da Inglaterra na Copa


Liam Gallagher durante apresentação do Oasis, em São Paulo
Joshua Halling/Divulgaçãoa
O cantor Liam Gallagher, da banda Oasis, xingou um internauta brasileiro de “otário” no X (antigo Twitter) nesta segunda-feira (13).
Tudo começou quando o brasileiro criticou a escolha de “Wonderwall”, um dos maiores sucessos da banda inglesa, como espécie de música-tema da Inglaterra na Copa do Mundo.
Após as vitórias da seleção inglesa, jogadores e torcedores cantam o sucesso do Oasis.
Agora no g1
“Imagina ser o país dos Beatles, Queen e Rolling Stones, mas escolher uma música do Oasis como tema da trajetória da seleção inglesa na Copa do Mundo”, escreveu.
Na resposta, Liam xingou o usuário brasileiro de spunk bubble, gíria em inglês para inútil.
“Imagina só que isso não tem porra nenhuma a ver com você, seu inútil”.
Liam Gallagher é um usuário frequente do X, e não é incomum ver o artista envolvido em uma discussão na rede social.
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“Não tenho certeza se ‘Radio Ga Ga’ [do Queen] teria o mesmo impacto de Wonderwall”, brincou um outro internauta.
“Imagina ser o Liam Gallagher, fazer egosearch e ficar respondendo brasileiro no pelo. Tá com tempo né”, escreveu outro.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Ed Motta vai do electro funk à bossa no primeiro álbum em português em 13 anos


Ed Motta lança em 25 de setembro um álbum produzido pelo artista com Michel Limma para evocar a estética dos primeiros discos do cantor
Jorge Bispo / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Ed Motta lança em 25 de setembro o primeiro álbum composto e gravado em português desde “AOR”, disco lançado em 2013, há 13 anos.
No 15º álbum de estúdio, o cantor, compositor e instrumentista carioca vai do electro funk – gênero do single de clima oitentista “Eu quero ser feliz”, programado para a próxima sexta-feira, 17 de julho – à bossa nova, com a qual Ed flerta na faixa “Casa de frente pro mar”.
Com músicas inéditas e autorais como “Grande plano” e “Não tem contradição”, ambas compostas com a complexidade harmônica dos repertórios dos últimos discos do artista, o álbum tem produção musical orquestrada por Michel Limma com o próprio Ed Motta.
Em repertório que inclui baladas e ecoa em várias faixas o electro funk de bandas referenciais para o artista, como Cameo e Surface, o álbum representa a retomada da estética sonora dos primeiros discos de Ed Motta. “Senti imensa nostalgia dos meus primeiros discos, uma fase com inocência e pureza preservadas por sempre ter escutado os discos que me influenciaram”, explica o cantor.
O álbum será lançado pelo selo fonográfico de Ed, Dwitza, em parceria com o selo alemão MPS. Cabe lembrar que os três álbuns anteriores de Ed Motta – “Perpetual gateways” (2016), “Criterion of the senses” (2018) e “Behind the tea chronicles” (2023), lançados ao longo dos últimos dez anos – foram compostos e gravados em inglês.
Ed Motta flerta com a bossa nova na música ‘Casa de frente pro mar’, uma das faixas do álbum autoral que lançará em 25 de setembro
Jorge Bispo / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Sam Neill: Laura Dern, Steven Spielberg, Nicole Kidman e colegas lamentam morte do ator


Ator Sam Neill, de ‘Jurassic Park’, morre aos 78 anos
O ator neozelandês Sam Neill, conhecido pelo filme “Jurassic Park”, morreu nesta segunda-feira (13), em Sydney, na Austrália. A informação foi confirmada por sua família nas redes sociais.
Colegas e diretores lamentaram a morte do ator, que morreu aos 78 anos. Veja abaixo:
Steven Spielberg
Em um comunicado enviado à imprensa americana, Spielberg disse que tem “uma dívida de gratidão” às pessoas que escalaram Neill “para papéis nos quais ele brilhou tanto — o que chamou minha atenção e levou à sua escalação como o Dr. Alan Grant em ‘Jurassic Park'”.
“Sam foi excepcionalmente colaborativo. Foi um desafio para ele interpretar um personagem que via as crianças como bagunceiras e malcheirosas, pois isso era o oposto do pai amoroso que ele era para seus próprios filhos. Adorei fazer todos os filmes de ‘Jurassic’ com ele. Junto com Laura Dern e Jeff Goldblum, sempre teremos nossa família ‘Jurassic’ e Sam jamais será esquecido por nós ou por seus muitos milhões de fãs ao redor do mundo”, finalizou o diretor.
Laura Dern e Sam Neill em ‘Jurassic Park’
Reprodução
Laura Dern
“Sam foi meu amado amigo de toda a vida… Ele me mostrou a profundidade da lealdade, da proteção e do amor, sempre com um humor extremamente seco. Ele era um verdadeiro e nobre cavalheiro, a personificação do protagonista dos meus sonhos. Vou amar você para sempre, Dr. Alan Grant.”, escreveu Laura Dern em um comunicado enviado à “Variety”.
Nicole Kidman
Em entrevista ao Sydney Morning Herald, Nicole Kidman expressou profunda tristeza pela perda de Sam Neill, seu colega de elenco em “Terror a Bordo” (1989). A atriz o definiu como “um dos grandes” do cinema e acrescentou: “Nós nos conhecemos quando eu tinha apenas 18 anos; ele me acolheu sob sua proteção e permanecemos amigos para a vida toda. Ele era encantador, gentil, divertido e inteligente. Fará muita falta, e meus sentimentos estão com a família dele.”
Colin Trevorrow
O diretor de “Jurassic World: Domínio” escreveu no Instagram que Sam Neill “era um homem de alma profunda e bela”.
“Ele foi um amigo e colaborador em um momento desafiador, e sua força nos deu força a todos. Vou lembrá-lo por sua tranquilidade, seu amor pelo vinho e pela segurança serena que ele trazia aos seus personagens. Não é sempre que se tem a chance de fazer amizade com uma lenda. Eternamente grato.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Josh Grisetti, ator de ‘Marvelous Mrs. Maisel’, morre aos 44 anos


Josh Grisetti, ator de ‘Marvelous Mrs. Maisel’, morre aos 44 anos
Reprodução
O ator Josh Grisetti, da série “Marvelous Mrs. Maisel”, morreu nesta sexta (10) aos 44 anos. A informação foi divulgada pelo ator Rob McClure, que trabalhou com Grisetti em uma peça na Broadway.
“É com o coração despedaçado que compartilho que o brilhante Josh Grisetti tirou a própria vida na sexta-feira”, escreveu.
“Não estou nem pronto para entender. Meu coração está com sua esposa e família enquanto tentam lidar com tudo isso. Algumas de minhas memórias preferidas foram ao lado desse homem”.
Grisetti ficou conhecido por interpretar Ralph Emerson na quinta temporada de “The Marvelous Mrs. Maisel”. Além disso, passou por sitcoms e peças da Broadway, como o musical “It Shoulda Been You”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Dia Mundial do Rock é dia de Serguei, artista que viveu a vida com o espírito alucinado e irreverente do rock’n’roll


Serguei (1933 – 2019) está imortalizado como a encarnação da rebeldia e irreverência do rock’n’roll
Reprodução / Capa do livro ‘As alucinações de Serguei’
♫ MEMÓRIA
♬ Se 13 de julho é o Dia Mundial do Rock, como sentencia o calendário do universo pop, hoje é dia de lembrar de Sérgio Augusto Bustamante (8 de novembro de 1933 – 7 de junho de 2019), o roqueiro carioca falecido aos 85 anos em Volta Redonda (RJ), há seis anos, e imortalizado com o nome artístico de Serguei.
Artista de aura lendária que entrou em cena há 60 anos, Serguei encarnou o espírito irreverente e alucinado desse tal de rock’n’roll. Deixou discografia esparsa, composta por dois álbuns e alguns singles avulsos lançados entre 1966 e 2009, com destaque para o álbum de 1991.
Contudo, se a obra do cantor foi pequena, é grande o folclore em torno da existência de Serguei, o roqueiro que andava por aí com uma camiseta onde se lia “Eu comi a Janis Joplin”.
Verdade? Serguei jurava que, sim, havia se relacionado sexualmente com a cantora norte-americana Janis Joplin (1943 – 1970), com quem ele de fato parece ter tido algum contato – pelo menos social… – em São Francisco (EUA) em 1967, três anos antes de reencontrar Janis no Brasil, precisamente na noite de Copacabana, em fevereiro de 1970 quando dava expediente como cantor em boate do bairro carioca.
Serguei viveu o trinômio sexo, drogas (em especial o LSD) e rock’n’roll, sem falar no álcool consumido em doses cavalares. Mais entertainer do que cantor, como ele mesmo admitia com sinceridade, Serguei sorveu a vida louca vida com o ardor de um garoto. Dizia não ter idade e tampouco sexo.
Antes de se dedicar ao rock, Serguei foi comissário de bordo, bancário, office-boy e ajudante de cozinha. Tentou em vão até uma carreira política na cidade fluminense de Saquarema (RJ), onde viveu durante décadas, mas nunca se elegeu vereador. Em essência, o que Serguei se tornou foi mesmo uma lenda do rock, insistindo na juventude e vivendo fora da convenções sociais com a liberdade possível em um mundo cerceador.
Por isso, Serguei vive na memória como o símbolo da rebeldia atribuída ao rock. Serguei foi mais roqueiro do que muito roqueiro controlado pelo sistema. Então todo 13 de julho é dia de Serguei!

Fonte: G1 Entretenimento

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Wai Ching Ho, atriz de ‘Demolidor’, morre aos 82 anos


Wai Ching Ho, atriz de ‘Demolidor’ e ‘Punho de Ferro’, morre aos 82 anos
Divulgação
Wai Ching Ho, conhecida por seus trabalhos no universo cinematográfico da Marvel, morreu aos 82 anos.
A morte da atriz foi confirmada pela família ao Hollywood Reporter. Eles não informaram a causa.
“Sua família é profundamente grata pela incrível demonstração de amor e apoio, bem como pelas muitas mensagens e lembranças lindas que as pessoas compartilharam sobre a nossa querida Wai. Saber o quanto ela significava para tantas pessoas nos traz conforto neste momento difícil”, informou a família em comunicado.
Nascida em Hong Kong, Wai Ching Ho estudou atuação na Academia Americana de Artes Dramáticas em Nova York.
Ao longo da carreira, Wai Ching Ho participou em dezenas de filmes e destacou como a poderosa chefe do crime Madame Gao em Demolidor (2015). Ela ainda retornou com a personagem em Punho de Ferro (2017) e Os Defensores (2017).
Em seu currículo, a atriz ainda deu voz a avó Wu da animação “Red: Crescer é uma Fera”.

Fonte: G1 Entretenimento

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João Bosco chega aos 80 anos como baobá que se nutre da casca de violão que abarca um mundo sem fronteiras


João Bosco completa 80 anos nesta segunda-feira, 13 de julho
Victor Correa / Divulgação
♫ ANÁLISE
♬ João Bosco chega hoje aos 80 anos como um baobá majestoso e solitário alicerçado no solo fértil em que brota a música rotulada como MPB.
Mineiro de Ponte Nova (MG), nascido em 13 de julho de 1946, João Bosco de Freitas Mucci vira octogenário com o prestígio e a musicalidade nas alturas. O amigo violão, tradutor da musicalidade assombrosa do artista, segue ao lado de Bosco. É dentro da casca desse violão que vive a cabeça musicalmente fervilhante de um cantor, compositor e instrumentista genial, dono de universo particular, inalcançável para quem está de fora.
Do violão, Bosco extrapola a nação onde a cuíca ronca de fome e vislumbra um mundo que, das Geraes, o transporta para o som das Arábias – não fosse ele filho de pai libanês – com escalas permanentes no Rio de Janeiro (RJ) do samba e da bossa nova (que também é samba…), no Caribe dos boleros das paixões falsamente brilhantes e na África que pariu a música do mundo e, por tabela, a cantora fluminense Clementina de Jesus (1901 – 1987).
Tudo isso está no cancioneiro de João Bosco, amalgamado com a tal influência do jazz, este mais perceptível nos improvisos dos shows e sobretudo nos álbuns gravados com orquestras europeias, caso do recente “Horda” (2026), lançado em 3 de julho.
Os caminhos trilhados por João Bosco foram inusitados como a arquitetura de “Agnus sei”, música que apresentou o artista ao Brasil em 1972. Antes, na pré-história, Bosco firmara em 1967 na Ouro Preto (MG) natal uma parceria com o então já estabelecido Vinicius de Moraes (1913 – 1980), poeta da bossa que também impactou Bosco em 1958 no violão revolucionário de outro João.
No entanto, os sambas de juventude compostos por Bosco e letrados por Vinicius resistem como títulos meramente curiosos de cancioneiro que ganhou vulto a partir do encontro definidor do mineiro com o bardo carioca Aldir Blanc (2 de setembro de 1946 – 4 de maio de 2020), letrista de sintaxe singular na MPB que também se tornaria octogenário em 2026 se não tivesse saído de cena há seis anos.
Com os versos precisos e surpreendentes de Aldir, a música de Bosco se tornou a crônica aguçada das mazelas sociais do Brasil urbano dos anos 1970. Aldir pôs João de frente pro crime cometido nas esquinas, mas sem perder a ternura diante da dureza da vida da legião de deserdados dos subúrbios do país retratado pela dupla a partir da janela para o cotidiano carioca.
Cantora antenada, Elis Regina (1945 – 1982) logo captou os sinais da inventividade da parceria e se tornou a intérprete da dupla sem anular o canto de João Bosco, enfim abraçado pelo povo a partir do segundo álbum, “Caça à raposa” (1975), ao qual se seguiram petardos como os álbuns “Galos de briga” (1976), “Tiro de misericórdia” (1977), “Linha de passe” (1980), “Bandalhismo” (1980), “Essa é a sua vida” (1981) e “Comissão de frente” (1982), todos calcados na simbiose de Bosco com o bardo.
A parceria com Aldir Blanc se diluiu em meados dos anos 1980. Mais tarde, após Bosco firmar parcerias ocasionais com José Carlos Capinan (letrista de “Papel machê”, canção-hit de 1984 que teve como inspiração as esculturas de Ângela Bosco, musa da música de Bosco), Waly Salomão (1943 – 2003) e Antonio Cicero (1945 – 2024), o compositor encontrou no filho Francisco Bosco o parceiro com quem se afinou e expandiu cancioneiro que, como toda a MPB, foi escanteada para nichos do mercado, perdendo a popularidade de outrora por manter requinte que reduz a quantidade de ouvintes em nação hoje mais refratária a qualquer música que recuse a estrutura harmonicamente simplista do balaio pop do mainstream.
Com Francisco Bosco, João construiu obra que, em curto tempo, alcançou a mesma estatura poética da parceria de Aldir Blanc, mas sem o alcance das músicas dos anos 1970 e 1980 pela referidas questões mercadológicas.
Artista que sabe interagir com uma orquestra, mas que se basta ao violão, instrumento que no toque dele adquire o status de uma orquestra, João Bosco segue firme como o baobá solitário no terreno arenoso da música brasileira do século XXI, sempre guiado pelo violão por vezes percussivo – instrumento que lhe dá meios para exercitar e expor a sofisticação de uma música feita em zona sem fronteiras – em sintonia com o canto onomatopaico, o gagabirô que ecoa livre como um jazz.
No corrente século XXI, João Bosco tem oferecido pérolas para poucos, mas poucos que também são muitos em uma nação de dimensão continental como o Brasil, terra fértil que sustenta esse nobre baobá isolado (mas em comunhão com amigos novos e antigos, como os reunidos no álbum de duetos que lançará em duas partes ao longo deste semestre). Um baobá que se alimenta da nutritiva casca de um violão que lhe abre as portas da percepção para a música do mundo.

Fonte: G1 Entretenimento

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Rihanna e Beyoncé fazem aparições surpresa em shows de Jay-Z


Rihanna e Beyoncé surpreendem público em show de Jay-Z
Reprodução/Instagram
Jay-Z conseguiu surpreender a plateia com as participações especiais de seus três shows em Nova York. Para comemorar os 25 e 30 anos de seus álbuns seminais “The Blueprint” e “Reasonable Doubt”, respectivamente, o rapper levou Rihanna e Beyoncé ao palco.
A cantora Rihanna fez uma aparição surpresa neste domingo (12), apresentando seus sucessos “B*tch Better Have My Money” e “Run This Town” em um dos momentos mais marcantes da noite. Segundo a revista “Variety”, após anos longe dos palcos, ela declarou que “sentia falta disso”.
A última noite de apresentações também contou com a participação de Beyoncé, que interpretou “Drunk in Love”. A cantora já havia dividido o palco com o marido na sexta-feira (11), quando cantou “Can’t Knock the Hustle”. Até Blue Ivy Carter participou da celebração, tocando piano em uma versão de “Feelin’ It”.
Usher, Jermaine Dupri, Pharrell Williams, Clipse, Teyana Taylor, Swizz Beatz, Jeezy, Fat Joe, Jadakiss e The-Dream completaram a lista de convidados especiais dos shows do rapper.

Fonte: G1 Entretenimento

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Grávida de 8 meses, Lauana Prado grava audiovisual com música para o filho: ‘Vou poder mostrar pra ele’


Grávida de 8 meses, Lauana Prado grava audiovisual e dedica música ao filho
Grávida de 8 meses, Lauana Prado diz que as “realizações pessoais e profissionais estão convergindo”. Depois de se casar com a companheira Tati Dias, ela gravou nesta quarta (8) o projeto “Cantos da Casa”, com canções gravadas em um clima intimista.
O repertório tem bons modões, do jeito que a cantora gosta… e uma música especial, “Dom”, que leva o nome do filho dela.
“É um registro histórico que vai permear a minha vida por anos e vou poder mostrar para [o meu filho]”, disse ao g1.
“‘Dom’ é uma música que ia nascer de qualquer forma. No momento em que eu descobri que eu tava grávida, eu queria muito já registrar musicalmente uma declaração sobre como isso tem sido para mim. Acho que ‘Dom’ fala muito sobre isso e não deixa tão literal o amor materno, mas ele traduz de maneira muito real o que eu tenho vivido diante da minha gestação”.
Grávida de 8 meses, Lauana Prado grava audiovisual ‘Cantos da Casa’
Divulgação/Leo Nogueira
‘Sou muito enérgica’, diz cantora
De licença-maternidade, Lauana já pausou a agenda de shows, mas segue disposta a realizar seus projetos enquanto for possível.
“Teve um show que, infelizmente, eu não consegui cumprir por conta de logística. Mas fora isso, fiz todos os shows, todos os meus compromissos de imprensa, meus trabalhos dentro do escritório também como gestora, tendo muitas coisas para resolver. No geral, eu tô tendo uma gestação muito abençoada, não posso reclamar”.
Para o audiovisual, ela conta que não precisou fazer muitas adaptações. “O repertório é um pouco menor, pra poupar um pouco fisicamente porque de fato me demanda bastante. Mas no geral eu sou muito disposta, sou muito enérgica, fico muito disponível para o projeto acontecer”.
“Agora é focar no descanso mesmo, no repouso, na alimentação”, finaliza.
Grávida de 8 meses, Lauana Prado grava audiovisual ‘Cantos da Casa’
Divulgação/JC

Fonte: G1 Entretenimento