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‘Obra-prima musical’: New York Times elege Hino do Brasil como o melhor da Copa do Mundo


Gabriel Magalhães, Roger Ibañez e Casemiro, da seleção brasileira, durante a execução dos hinos nacionais antes do jogo contra Marrocos
IMAGN IMAGES via Reuters/Vincent Carchietta
O The Athletic, seção esportiva do The New York Times, elegeu o Hino Nacional Brasileiro como o melhor da Copa do Mundo de 2026. O ranking, publicado nesta sexta-feira (19), foi elaborado pelo jornalista esportivo Tim Spiers, que avaliou os 48 hinos das seleções participantes do torneio.
“Alguns hinos são canções medianas que ganham força pela forma apaixonada como os torcedores os cantam (olá, Estados Unidos e Escócia); outros são verdadeiras obras-primas musicais (não é mesmo, Brasil?); e há ainda aqueles que não se encaixam em nenhuma dessas categorias e acabam servindo apenas como um bom momento para uma ida à geladeira ou ao banheiro antes do jogo”, escreveu o autor (em tradução livre).
Ao comentar especificamente o hino brasileiro, Spiers afirmou que ele “está entre os melhores do mundo” e destacou sua “introdução orquestral de 28 segundos” como o grande diferencial.
Depois do Brasil, França e Portugal completam o pódio dos melhores hinos da Copa. Na outra ponta do ranking, a Inglaterra ficou na última colocação entre as 48 seleções avaliadas, atrás de Jordânia e Espanha.
Melhores hinos, segundo o NYT
Brasil
França
Portugal
Colômbia
Escócia
Equador
Argentina
Egito
Uruguai
Bósnia e Herzegovina
Piores hinos, segundo o NYT
39. Gana
40. Croácia
41. Holanda
42. Catar
43. Áustria
44. Nova Zelândia
45. Alemanha
46. Espanha
47. Jordânia
48. Inglaterra
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O duelo entre Brasil e Haiti acontece em:
Data: 19 de junho (sexta-feira)
Horário: 21h30 (horário de Brasília)
Local: Lincoln Financial Field
Cidade: Filadélfia, Estados Unidos
Onde assistir ao jogo Brasil x Haiti?
Globo, ge tv e sportv transmitem ao vivo. Você também assiste aos jogos na página de tempo real no ge.globo, além de ver cortes exclusivos.
Onde assistir à Copa do mundo?
Tempo Real: o ge acompanha todos os lances da partida (clique aqui).
Transmissão: Globo, ge tv, sportv, NSports, SBT e Cazé TV.
Jogadores alinhados cantando o hino nacional durante a Copa do Mundo 2026.
Reuters/Vincent Carchietta

Fonte: G1 Entretenimento

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Anne Hathaway anuncia gravidez


Anne Hathaway anuncia gravidez
Reprodução/Instagram
Anne Hathaway anunciou sua terceira gravidez em uma postagem em seu perfil no Instagram. A atriz é casada com o produtor e ator Adam Shulman, e eles são pais de Jonathan, de 10 anos, e Jack, de 5.
“Bebê, eu sou sua”, escreveu na legenda da postagem. Ao som de Baby, I’m Yours”, de Barbara Lewis, a atriz de 43 anos aparece com um vestido branco e abraça a barriga.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Cantora iraniana é condenada a mais de 70 chibatadas por se apresentar sem hijab em live


A cantora iraniana Parastoo Ahmadi interpretou a canção patriótica Az Khoone Javanane Vatan (Do Sangue da Juventude da Pátria) sem hijab em uma apresentação transmitida ao vivo que viralizou.
Reprodução/Youtube
A cantora iraniana Parastoo Ahmadi e oito membros de uma equipe de produção, incluindo músicos, teriam sido condenados a 74 chicotadas por realizarem um show transmitido ao vivo no canal de Ahmadi no YouTube em 2024, segundo o jornal “The Guardian”.
Em dezembro de 2024, a cantora de 29 anos interpretou a canção patriótica Az Khoone Javanane Vatan (Do Sangue da Juventude da Pátria) sem hijab em uma apresentação transmitida ao vivo que viralizou.
De acordo com a publicação, o tribunal criminal da província de Qom condenou os artistas à flagelação, à proibição de dois anos de deixar o país e de exercer atividades artísticas, sob acusações que incluem ofensa à moral pública por meio da produção e publicação de “conteúdo vulgar e imoral” online.
Agora no g1
Ela foi brevemente detida junto com vários músicos pouco depois da divulgação, antes de ser libertada. Posteriormente, as autoridades abriram um processo formal pela publicação do vídeo, que desde então acumulou milhões de visualizações no YouTube.
Bahar Ghandehari, diretora de advocacy do Centro para os Direitos Humanos no Irã, com sede nos Estados Unidos, afirmou que “a punição de Ahmadi com 74 chicotadas apenas por cantar e aparecer sem hijab é mais um lembrete de que as condições de direitos humanos no Irã não mudaram, apesar da campanha de propaganda em tempos de guerra conduzida pelas autoridades iranianas para melhorar sua imagem.”
Leia também: Trump diz que EUA não pagarão US$ 300 bilhões por reconstrução do Irã; valor consta no acordo de paz
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Para Moein Khazaeli, advogado de direitos humanos no Dadban, um centro de aconselhamento jurídico para ativistas iranianos, a sentença não tem base legal. “Cantar, se apresentar musicalmente e produzir ou divulgar obras musicais por mulheres não são atividades criminalizadas pela legislação penal iraniana. Consequentemente, tais atividades não podem razoavelmente ser interpretadas como ‘produção, distribuição ou publicação de conteúdo obsceno’”, afirmou.

Fonte: G1 Entretenimento

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Aos 82 anos, Chico Buarque tem obra remodelada ao feitio sofisticado dos Escafandristas no álbum do quarteto


Chico Buarque (ao centro) participa do samba ‘A volta do malandro’, uma das 15 músicas do álbum lançado ontem, 18 de junho, pelo grupo carioca Escafandristas
Isabela Espíndola / Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Escafandristas cantam Buarque
Artista: Escafandristas
Cotação: ★ ★ ★ ★ 1/2
♬ Dois anos após ser formado em 2024 com a intenção de propor outras visões do cancioneiro de Chico Buarque, o quarteto carioca Escafandristas lança o primeiro álbum.
Estrategicamente apresentado na véspera do 82º aniversário do compositor conterrâneo (celebrado hoje, sexta-feira, 19 de junho), o álbum “Escafandristas cantam Buarque” reúne abordagem de 15 músicas do Chico regravadas sob direção musical de Thiago Amud (voz e violão).
Há total respeito às melodias e letras. Contudo, Amud, Alice Passos (voz, flauta, violão e percussão), Luisa Lacerda (voz e violão) e Renato Frazão (voz e baixo) se situam fora do universo do cover porque mexeram nas harmonias e no ritmo.
Em bom português, “Escafandristas cantam Buarque” é álbum inútil para karaokês, até pela refinada harmonização das vozes que pauta músicas como “Brejo da cruz” (1984) – gravada com a adesão de Giuliano Eriston, bom cantor que luta para se fazer ouvir em mercado cruel para quem não se afina com a estética pop do século XXI – e “Sonhos sonhos são” (1998), composição menos conhecida de repertório definido pelo quarteto a partir das cerca de 80 músicas pré-selecionadas para o show estreado em outubro de 2024.
Fazendo jus à escolha para abrir o álbum, a abordagem de “Construção” (1971) consegue a proeza de se desvincular do arranjo criado pelo maestro Rogério Duprat (1932 – 2006) para a referencial gravação original do autor.
O dueto de Thiago Amud com Luísa Lacerda em “Morro Dois Irmãos” (1989) mostra que o canto de Amud se afina com o de Chico. Tal afinidade se amplia no canto do outro intérprete masculino do grupo, Renato Frazão, e salta aos ouvidos no solo de Frazão no samba “Cotidiano” (1971) em gravação lapidar que sobressai no álbum pelo fato de o arranjo evocar a repetição do dia-a-dia conjugal entre pausas sincronizadas com os versos da letra.
Formado em 2024, o quarteto Escafandristas lança o primeiro álbum
Jorge Bispo / Divulgação
As sete citações inseridas em seis das 15 faixas são sagazes. Música que embute o nome do grupo em verso da letra, “Futuros amantes” (1993) ganha menção de “Eu te amo” (Chico Buarque e Antonio Carlos Jobim, 1980) no meio da gravação. Da mesma forma, “Corrente” (1976) é amarrada com citação de “Mambembe” (1972).
Já o samba “Morena dos olhos d’água” (1966) emerge com menção de outra morena das águas, a “Morena do mar” (1972) de Dorival Caymmi (1914 – 2008), e com a lembrança da ciranda “Na ilha de Lia, no barco de Rosa” (Chico Buarque e Edu Lobo, 1988).
“Assentamento” (1997) se alicerça em canto em uníssono que esboça alguma emoção, a rigor diluída ao longo do álbum calcado na estupenda musicalidade dos Escafandristas.
Se todo o sentimento por vezes escorre nas 15 faixas gravadas no estúdio da gravadora Biscoito Fino, percepção a rigor subjetiva, a emoção se eleva na récita de versos de Ruy Guerra pelo próprio Guerra – parceiro de Chico no “Fado tropical” (1973) – em meio ao canto majoritariamente a capella de “O que será (À flor da terra)” (1976).
Já as cinco netas de Chico Buarque – Cecília Buarque, Clara Buarque, Irene Buarque, Lia Buarque e Teresa Buarque – se juntaram em estúdio pela primeira vez para cantar “As minhas meninas” (1987) com os Escafandristas em participação afetiva na gravação feita com citação do “Acalanto para Helena” (1971), canção de ninar composta por Chico para a filha Helena Buarque, mãe de Clara e Cecília.
No fecho do álbum, o registro terno de “Tempo e artista” (1993) sublinha o fato de que, no álbum “Escafandristas cantam Buarque”, o quarteto (re)modela a obra do compositor ao feitio sofisticado do grupo em um tempo em que a música de Chico Buarque já alcança a glória e vislumbra o infinito reservado aos maiores artistas de cada época.
Capa do álbum ‘Escafandristas cantam Buarque’, do grupo Escafandristas
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Equipe de programa argentino é demitida após informação incorreta sobre morte do pai de Messi


A apresentadora Florencia Peña, envolvida no episódio, também decidiu deixar o canal após a repercussão anunciar erroneamente morte do pai de Messi
Reprodução/Instagram
A equipe responsável pelo programa “El Show del Verano”, da Luzu TV, foi demitida após divulgar ao vivo a falsa informação sobre a morte de Jorge Messi, pai do jogador Lionel Messi. A apresentadora Florencia Peña, envolvida no episódio, também decidiu deixar o canal após a repercussão do caso.
Durante a transmissão, Peña afirmou: “Não quero dar uma notícia ruim, mas o pai de Messi acabou de morrer.” Ela também chegou a sugerir que o jogador poderia deixar a Copa do Mundo em razão da suposta perda.
A declaração repercutiu rapidamente nas redes sociais e se espalhou em poucos minutos, levando a família Messi a divulgar um comunicado oficial desmentindo a informação. No texto, foi esclarecido que Jorge Messi enfrenta problemas de saúde, mas está em recuperação no hospital.
Agora no g1
Após a repercussão, Peña tentou se retratar e pediu desculpas à família do atleta. “Peço desculpas à família Messi pelo momento terrível que imagino que estejam passando”, escreveu nas redes sociais.
“Estou profundamente envergonhada por ter sido o veículo dessa dor. Preciso esclarecer que essa informação falsa me foi fornecida durante a transmissão ao vivo como se estivesse confirmada pela equipe de produção do programa, e eu confiei. Ainda assim, assumo a responsabilidade por fazer parte do erro, e por isso decidi me afastar e encerrar minha participação na Luzu. Peço desculpas novamente, de coração; eu errei.”
A emissora também se pronunciou por meio de nota oficial. “Lamentamos profundamente o incidente ocorrido durante a transmissão do programa”, afirmou a Luzu TV. “Para o nosso canal, transmitir informações sensíveis sem a devida verificação prévia é inaceitável.”
Segundo a empresa, a decisão foi romper vínculos com os responsáveis pelo erro. “Reafirmamos nosso compromisso com uma comunicação responsável, respeitosa e rigorosa”, concluiu a emissora.
A emissora também se pronunciou por meio de nota oficial sobre o erro ao noticiar a morte do pai de Messi
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Robin Hood não era herói’: como foram apagadas as sombrias e violentas origens medievais do personagem


‘Robin Hood não era herói’: como foram apagadas as sombrias e violentas origens medievais do personagem
Getty Images via BBC
Importante: esta reportagem contém uma descrição clara de violência que pode ser perturbadora para alguns leitores.
Quando o diretor e roteirista Michael Sarnoski começou a filmar seu novo longa-metragem, ele mostrou ao elenco e à equipe de produção um desenho animado que ele adorava.
Era o Robin Hood animado da Disney, de 1973, que mostra o herói como uma raposa com uma pena no seu chapéu verde, roubando dos ricos para dar aos pobres.
Esta versão tão popular não poderia estar mais longe do profundo e sombrio drama de Sarnoski, A Morte de Robin Hood.
Hugh Jackman interpreta um Robin grisalho, desgastado pelas batalhas e pensativo no final da vida, profundamente consciente da sua própria lenda.
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Ele encontra uma mulher que fala sobre o virtuoso justiceiro Robin Hood, mas ele nega sua identidade e se refere a si próprio em terceira pessoa.
“Ele não era um herói. Ele roubava e matava para se divertir, nada mais que isso.”
Na verdade, este Robin Hood violento e outras visões revisionistas contra a heroica imagem de benfeitor do personagem estão mais próximas das lendas medievais originais do que o estereótipo familiar que imaginamos hoje em dia.
A imagem de Robin Hood se transformou ao longo dos séculos. Cada mudança refletia a era que o reinterpretava.
As variações mais sombrias do século 21 remontam às origens da história. Mas, como destacam alguns dos seus criadores, também refletem o presente.
As visões complexas do personagem desafiam um mundo polarizado, onde os heróis e vilões costumam ser exclusivamente bons ou maus, de forma tão simplificada quanto a lenda de Robin Hood se tornou ao longo dos séculos.
Quem foi Robin Hood?
Especula-se muito se realmente existiu um Robin Hood na vida real, mas a maioria dos historiadores concorda que não tenha havido um indivíduo vivo por trás do personagem.
O que existia era uma sociedade com imensas desigualdades, com ricos donos de terras e camponeses empobrecidos, que inspirou sua criação.
As histórias surgiram como tradição oral no século 12, mas os primeiros relatos escritos só chegaram dois séculos mais tarde, em baladas que o mostravam como um personagem famoso, mesmo tanto tempo depois.
Nestes primeiros relatos escritos, não se tratava do nobre Sir Robin de Locksley, como mostram as versões posteriores. Ele não era nobre, mas sim um pequeno proprietário rural, que estava apenas um degrau acima dos camponeses.
Lady Marian só entraria na história no século 16. E Robin podia ser bom para os pobres, mas seu objetivo principal não era ajudá-los.
Seus inimigos eram o clero corrupto e os nobres proprietários de terras, que se aproveitavam dos seus subordinados.
As histórias sobre Robin Hood surgiram como tradição oral no século 12, mas os primeiros relatos escritos datam de 200 anos depois
Getty Images via BBC
Em um posfácio do seu romance revisionista The Traitor of Sherwood Forest (“O traidor da Floresta de Sherwood”, em tradução livre), de 2025, a historiadora medieval Amy S. Kaufman descreve o Robin Hood das primeiras lendas como “um vigarista medieval moralmente questionável” — “malandro, violento e irreverente”.
A Disney acertou em um ponto: as primeiras baladas indicam que Robin realmente era dissimulado como uma raposa.
Uma mudança importante na história veio no século 16, durante o reinado de Henrique 8° (1491-1547), admirador da lenda que chegava a se vestir como Robin Hood. Foi na época do monarca inglês, que dividiu a Igreja Católica, que a devoção de Robin à Virgem Maria desapareceu da lenda.
Com as classes mais altas acolhendo o personagem, Robin deixou de odiar a nobreza nas influentes crônicas da época, passando ele mesmo a ser nobre.
Ao assumir a posição de um nobre com moral íntegra, que luta contra seus pares desonestos, Robin Hood deixou de questionar a estrutura de poder da sociedade.
Ele foi convocado para ajudar o bom rei Ricardo (1157-1199) a retomar o trono usurpado pelo seu irmão mau, o príncipe João (1166-1216) — uma parábola incluída na produção da Disney, que mostra João como um leão ambicioso, com sede de poder.
A animação da Disney produzida em 1973, com Robin Hood como uma raposa, solidificou sua imagem de intrépido benfeitor na cultura popular
Alamy via BBC
Livros infantis do século 19 ajudaram a transformar Robin Hood em um benfeitor menos ofensivo, aceitável para a era vitoriana.
E, no século 20, o cinema perpetuou esta imagem com o ídolo das matinês Errol Flynn (1909-1959) interpretando o intrépido Robin no popular filme As Aventuras de Robin Hood (1938).
A Disney solidificaria esta imagem na cultura popular, talvez na sua versão mais influente.
‘Duas versões do mesmo personagem’
Sarnoski conta à BBC que o contraste entre o filme da Disney e a lenda original o fascinava desde criança, quando ele leu uma versão infantil da balada medieval A Morte de Robin Hood.
Nela, Robin morre em silêncio, assassinado por uma prioresa má e seu amante.
“Conheci o Robin Hood da Disney e li em seguida A Morte de Robin Hood, essas duas versões do protagonista”, conta o diretor. “Tentar lidar com isso e compreender como aquele pode ser o mesmo personagem realmente me marcou quando eu era criança”, conta o diretor.
Errol Flynn (dir.) interpretou o intrépido Robin no filme As Aventuras de Robin Hood (1938)
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No filme de Sarnoski, Robin Hood é ferido durante uma chocante batalha exibida no filme. Uma flecha atravessa a cabeça de um menino pela parte de trás e sai pelo seu olho e ele é levado a um mosteiro para se recuperar.
Jodie Comer interpreta a prioresa. Ela é gentil, diferentemente do retrato da balada.
“Eu não quis que a prioresa fosse apenas aquela freira malvada, nem que Robin fosse simplesmente aquele herói bom”, explica Sarnoski sobre seus personagens, mais profundos.
Quando Robin reflete e começa a se lamentar por seu passado, o filme “realmente se torna uma história sobre ele, que enfrenta sua própria lenda e seu desejo sobre o que seria uma morte correta”, prossegue o diretor.
Hugh Jackman interpreta o protagonista do novo filme do estúdio A24, uma visão revisionista de Robin Hood que retoma a sombria lenda original da Idade Média
A24 via BBC
A distorção da lenda também é um tema importante do romance de Kaufman. Da mesma forma que Sarnoski, ela formou suas primeiras impressões sobre a história com o desenho da Disney.
“Cresci com a raposa Robin Hood”, conta ela à BBC. “Mais tarde, mergulhei nos estudos medievais, descobri as baladas e me perguntei: ‘Onde está meu Robin Hood, que conheço e adoro?'”
Seu livro se concentra na personagem fictícia Jane, uma camponesa que se apaixona pela lenda de Robin Hood. Ela se encanta com ele e entra para o seu bando, mas começa a se perguntar se a imagem heroica e o próprio Robin a iludiram com sua sedução.
Fiel às origens do personagem, o Robin de Kaufman não é herói, nem vilão.
Ela conta que, nas baladas, “ele é incrivelmente subversivo, quando você observa como ele se levanta contra as pessoas que detêm o poder, como os reis, a nobreza, a Igreja”.
“Mas, em todas as baladas, ele também tem um fim trágico ou é vítima das suas próprias imperfeições.”
Além de Flynn, atores como Douglas Fairbanks, Russel Crowe e Kevin Costner (foto) interpretaram Robin Hood e quase todos mantiveram a imagem estereotipada do personagem.
Getty Images via BBC
No século 20, essas visões mais complexas de Robin Hood eram raras.
No cinema, atores como Douglas Fairbanks (1883-1939), Kevin Costner e Russel Crowe interpretaram o papel e quase todos seguiram a imagem estereotipada.
Uma exceção marcante é Robin e Marian (1976), um filme elegante e inteligente, que merece ser muito mais conhecido.
Sean Connery (1930-2020) interpreta um Robin envelhecido que, após décadas, reencontrou Marian (Audrey Hepburn, 1929-1993), agora prioresa.
Este Robin nega que as histórias lendárias sobre ele sejam verdadeiras e aparece contemplativo no final da vida.
“Sempre penso em todas as mortes que presenciei”, conta ele a Marian, questionando qual foi o seu propósito.
Robin e Marian (1976), com Sean Connery e Audrey Hepburn, é um filme elegante e inteligente, que mostra o personagem contemplativo no final da sua vida
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Questões sobre poder, heróis e como as histórias são contadas são exatamente o que faz com que as visões revisionistas pareçam tão atuais.
“O mundo está consolidando o poder de forma similar à Idade Média”, segundo Kaufman. “Algumas das coisas que eles precisavam estudar são as mesmas que precisaremos examinar hoje.”
Sarnoski destaca como seus personagens utilizam suas histórias como instrumentos de poder.
“Robin usava as histórias como armas e como forma de perpetuar a violência”, atraindo seguidores, segundo ele. Já a prioresa “usa as histórias para ajudar e curar as pessoas”.
Atualmente, estas estratégias estão por toda parte.
“Estamos, agora, imersos em narrativas, entre as redes sociais, a internet e simplesmente em tudo o que nos rodeia”, prossegue Sarnoski.
“Nós nos dividimos muito rapidamente em aldeias e tribos, criando heróis e vilões, e não vivemos na área cinza onde realmente mora a vida.”
Por mais estimulantes que possam ser novas versões mais sombrias de Robin Hood, elas provavelmente não irão substituir a imagem criada pela Disney.
“Nem todos querem ver sua fantasia de Robin Hood destruída”, explica Kaufman.
“Ele se tornou uma espécie de Papai Noel, no sentido de que representa algo maior que a lenda original, seja ela qual for.”
A Morte de Robin Hood está em cartaz nos cinemas brasileiros.
Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Culture.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Afinal, o que é ser mulher?


Manifestantes trans protestam contra projeto de lei que restringe uso de banheiros femininos em Teresina
TV Clube
A palavra “mulher” tem provocado uma onda de controvérsias dentro e fora do Brasil. De um lado, há quem defenda que o termo se refere exclusivamente a quem nasceu com vulva. Do outro, há quem diga que se trata de uma identidade autodeclarada, podendo também englobar pessoas com pênis.
No Brasil, desde 2018, qualquer pessoa maior de idade pode solicitar a alteração de gênero e nome na certidão de nascimento.
O assunto causa divergência entre pesquisadores. Da filosofia à medicina, não há consenso do que é ser mulher, conforme explicam especialistas ouvidas pela DW.
“As ciências vão se renovando e aí vão aparecendo novas linhas para definir e readaptar as perspectivas”, explica Suzana Veiga, especialista em história feminina e professora na Universidade de Pernambuco (UPE).
Ela diz que até o feminismo se divide, com as ativistas discordando entre si sobre quem seu movimento representa.
Agora no g1
Impacto político
Esse conflito de definições tem se refletido diretamente na política brasileira — e pode ganhar mais fôlego à medida que as eleições gerais se aproximam. Um dos principais tópicos em disputa tem sido o acesso a espaços como vestiários, presídios e, sobretudo, banheiros públicos.
Em Niterói (RJ) e Teresina (PI), tramitam atualmente projetos de lei para proibir o uso de banheiros femininos por mulheres trans — ou seja, pessoas que nasceram com pênis e que se declaram mulheres. As propostas são similares a outra lei recém-sancionada em Campo Grande (MS).
Medo de crimes e situações de risco
Defensores de medidas restritivas argumentam que a autodeclaração de gênero abre brecha para que espaços femininos sejam frequentados por qualquer pessoa, inclusive agressores de mulheres. O temor é que homens poderiam fingir ser trans para cometer crimes nesses ambientes.
Do outro lado, críticos afirmam que esse tipo de lei alimenta a transfobia e expõe mulheres trans a situações de risco. Eles argumentam que muitas temem sofrer violência em espaços masculinos, já que a população trans também é frequentemente vítima de crimes cometidos por homens cisgêneros — termo usado para quem se identifica com o gênero atribuído ao nascer.
Outro caso que gerou repercussão nacional neste ano foi a nomeação da deputada federal Erika Hilton à presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara dos Deputados. Mulher trans, ela recebeu críticas de grupos que contestam sua identidade feminina ou defendem que apenas pessoas nascidas com vulva assumam um cargo como esse, voltado à elaboração de políticas femininas.
“O meu gênero e a minha identidade não dependem da licença de quem quer que seja”, afirmou Erika, na época, em uma sessão da Comissão realizada após sua posse.
A posse de Erika Hilton continua gerando discussões. Nesta quarta-feira (17/06), ela recebeu da Justiça de São Paulo o direito de exibir no SBT um vídeo com resposta às afirmações do apresentador Ratinho. Em março, ele afirmou em seu programa que Hilton “não é mulher, é trans”, o que foi entendido como ofensa para além da crítica política na decisão judicial. “O que se reprime (…) não é a divergência, mas o modo como foi externada em plena rede nacional. Ofensa não é opinião, é ato ilícito”, diz o texto.
Deputada Erika Hilton (PSOL)
Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados Fonte: Agência Câmara de Notícias
O ato de se identificar como mulher
O conceito de identidade de gênero parte do princípio de que nenhum órgão sexual define alguém como mulher, homem ou outra identidade. O foco está na maneira como cada pessoa se reconhece.
Existem mulheres trans que recorrem a cirurgias e tratamentos hormonais para mudar sua aparência física, se aproximando de um corpo historicamente visto como feminino. Mas há também pessoas trans que, seja por escolha própria ou falta de acesso a recursos médicos, não mudam sua anatomia.
O que faz, então, alguém se identificar como mulher?
Não existe uma resposta universal. É o que explica Letícia Carolina Nascimento, autora de Transfeminismo, pesquisadora sobre gênero e professora da Universidade Federal do Piauí (UFPI).
“Ser mulher passa por uma construção social daquilo que é atribuído ao gênero feminino”, afirma Nascimento, citando normas culturalmente associadas à feminilidade. Exemplo disso é a maquiagem. “Ser mulher não é só passar batom. Mas, para muitas mulheres, a experiência do batom é importante.”
“Não dá para definir todas as experiências de ‘mulheridade’ a partir de um único eixo biológico”, diz ela, que acredita ser importante “deixar em aberto” o questionamento do que é ser mulher.
Estereótipos femininos
Por ser tão amplo, o conceito de identidade de gênero é, muitas vezes, contestado. Críticos dizem que ele reforça estereótipos.
“A ideia é sexista por definição”, afirma a ativista Clarice Saadi, diretora da MATRIA (Associação de Mulheres, Mães e Trabalhadoras do Brasil), coletivo feminino que se opõe ao conceito de identidade de gênero.
“Aceitar que um homem pode se tornar mulher por dizer que ‘se sente’ assim por usar cabelo comprido, vestido ou maquiagem é reduzir mulheres a um conjunto de estereótipos”, continua.
“Quando uma família diz que um menino é trans por gostar de brincar de boneca ou vestir roupa cor de rosa, está reforçando que certos brinquedos, roupas, cores e gostos seriam de menina”, diz Saadi. “É um retrocesso.”
A ideia é rebatida pela ativista Deborah Sabará, que é secretária de direitos humanos da ANTRA (Associação Nacional de Travestis e Transexuais) e diretora da ABGLT (Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos).
“Essa visão é equivocada. A gente busca que as outras mulheres também possam viver sem serem cobradas”, diz ela, em referência a padrões atrelados à feminilidade, como a delicadeza.
A autodeclaração no legislativo
No campo legislativo, parte da discussão gira em torno de possíveis abusos na autodeclaração de gênero.
Internacionalmente, um caso polêmico é o de Marla–Svenja Liebich, integrante de um grupo neonazista alemão. Até 2023, Liebich se identificava como homem e ofendia a população trans. Mas, após ser condenada por injúria e difamação, trocou de documento — com base na lei alemã de autodeterminação de gênero. Com isso, ganhou o direito de cumprir pena em presídio feminino.
“É chocante que muita gente esteja concordando que a definição de mulher pode ser etérea”, afirma Maria Carolina Medeiros, professora da Fundação Getulio Vargas (FGV) e pesquisadora sobre socialização feminina.
“Como seriam as políticas para os idosos se não houvesse a definição de que idoso é alguém com 60 anos ou mais? Claro, você pode discutir essa idade, mas é preciso que isso esteja bem definido.”
Nascimento, a autora de Transfeminismo, diz que cada política pública tem um público específico. Por exemplo, questões relacionadas à gravidez não incluem mulheres trans, mas podem envolver homens trans (pessoas nascidas com vulva que se declaram homens).
Ela também afirma que casos de abuso legislativo são frequentemente explorados de forma a produzir “pânico moral” e generalizações sobre a comunidade trans.
Genitália como demarcador
Um argumento usado pelo transativismo é o de que nem todas as mulheres cis compartilham as mesmas características biológicas, como fertilidade e útero.
Críticos à autodeclaração, por sua vez, falam que exceções desse tipo não interferem na forma como as mulheres são socializadas desde o nascimento.
Na visão de alguns especialistas, restringir o significado de “mulher” a uma genitália seria reduzir a população feminina à função reprodutiva, o que endossaria misoginia e contribuiria com a manutenção de pensamentos patriarcais.
“Quando apostam na biologia como uma experiência universal das mulheres, há um retrocesso em décadas de estudos feministas”, afirma a professora Nascimento.
Já para outros estudiosos, desvincular esses fatores prejudica tanto o reconhecimento quanto o combate à desigualdade de gênero. “A opressão das mulheres está ligada ao sexo biológico”, diz a professora Medeiros, mencionando problemas como violência obstétrica e dignidade menstrual. “Há uma disparidade grande entre nascer homem e nascer mulher. ”
Cultura e biologia
Socióloga e autora da trilogia Imagens da mulher no ocidente moderno, Isabelle Anchieta explica que o embate de definições de mulher tem sido tratado de forma polarizada nos últimos tempos, o que ela considera perigoso para o avanço da própria discussão.
“A gente tem as duas coisas atuando sobre nós: cultura e biologia. Isso não pode ser ignorado”, afirma ela. “Erra quem aposta que mulher é [só] útero, mas ela também não é só cultura.”
Assim como Anchieta, a professora Suzana Veiga analisa a atual polarização do debate com preocupação. “Tenho visto um cenário de guerra entre grupos historicamente oprimidos”, afirma.
Segundo Veiga, o debate vem sendo travado de forma rasa, principalmente nas redes sociais. “Pessoas sem grande profundidade [teórica] discutem temas profundos”, resume.
Mas a tendência é que essa polarização só se intensifique, de acordo com as especialistas. Elas destacam também que as divergências atingem diretamente a elaboração de políticas públicas, produção de estatísticas e a identificação de diferentes formas de violência.

Fonte: G1 Entretenimento

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Foragido, MC Negão Original lança música que chega ao top 20 do Spotify em duas semanas; entenda


O funkeiro MC Negão Original
Reprodução/Instagram
O funkeiro MC Negão Original, foragido da polícia por uma suposta participação em um esquema de estelionato virtual, vive um dos seus melhores momentos como artista. Sua música mais recente, “Cuida do Pet”, alcançou a 13ª posição no top 20 do Spotify em duas semanas.
🚨A lei não impede que uma pessoa foragida lance ou divulgue seu trabalho – e isso não é considerado um novo crime (leia mais abaixo).
Feita em parceria com Aaron Modesto, Willian, Iguinho CT e DU’L, a canção “nasceu” antes de João Vitor Marcelino Guido, nome verdadeiro do artista, ter sua prisão decretada pela Justiça e seu paradeiro considerado desconhecido pela polícia.
O cantor já tinha feito sua parte na música, cujas prévias viralizaram nas redes sociais entre março e abril. O trecho de Negão Original foi o de maior destaque.
Sua parte fez tanto sucesso que ganhou uma versão própria, chamada de “Por Isso Ela Mente”. As prévias desse trecho somam mais de 2 milhões de visualizações no YouTube e TikTok.
Ao saber que a versão não finalizada estava em alta, MC Negão Original entrou em contato com os outros envolvidos na canção e sugeriu que uma versão oficial fosse lançada. Com direito a videoclipe.
Porém, MC Negão Original gravou sua parte isolado dos outros participantes da música, todos em locações diferentes.
O videoclipe oficial atingiu a marca de 1 milhão de visualizações em uma semana. Já uma versão feita por IA, lançada no fim de maio, acumula 2 milhões de views no YouTube.
As suspeitas sobre MC Negão Original
Polícia investiga MC Negão Original por ligação com esquema de estelionato virtual
Em fevereiro deste ano, a Polícia Civil deflagrou uma operação que investiga uma organização criminosa especializada em golpes virtuais.
Segundo os investigadores, o artista teria ligação com um esquema de estelionato que fez vítimas em diversos estados e movimentou cerca de R$ 100 milhões ao longo de cinco anos.
De acordo com a polícia, criminosos enviavam mensagens de texto ou áudio se passando por funcionários do INSS. Em seguida, solicitavam às vítimas uma suposta “prova de vida” para evitar o bloqueio do benefício.
Durante a abordagem, os golpistas convenciam principalmente idosos a participar de chamadas de vídeo e instalar aplicativos em seus celulares.
Na prática, esses aplicativos permitiam o acesso remoto aos aparelhos e capturavam dados pessoais, senhas bancárias e outras informações sensíveis.
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Polícia Civil de SP prende 10 em operação contra quadrilha de golpes digitais e bloqueia contas com até R$ 100 milhões
Polícia investiga MC Negão Original por ligação com esquema de estelionato virtual
Rauls: como funk transformou estelionatários digitais em personagens de músicas e de série
Ainda segundo a polícia de São Paulo, trechos das canções do MC Negão Original chamaram a atenção dos investigadores durante a apuração do caso.
Entre as gírias que aparecem nas músicas está o termo “Raul”, usada para se referir a golpistas — pessoas que enganam vítimas para obter dinheiro.
Outra gíria citada nas letras é “7”, referência ao artigo 171 do Código Penal, que trata do crime de estelionato.
O g1 entrou em contato com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) que afirmou que “diligências para a localização e prisão do MC Negão Original e dos demais envolvidos no caso estão em andamento”.
A reportagem tentou contato com a defesa do funkeiro. O espaço será atualizado caso haja algum retorno.
Um foragido pode lançar e divulgar seu trabalho?
O funkeiro MC Negão Original
Reprodução/Instagram
Sim, uma pessoa que está foragida pode seguir trabalhando normalmente e não está cometendo nenhuma ilegalidade por isso.
Euro Bento Maciel Filho, mestre em Direito Penal, explicou ao g1 que a situação de MC Negão Original não é incomum.
“O dever de encontrar uma pessoa foragida é do Estado. Nesse caso, o artista não tem obrigação de se entregar à polícia, por exemplo. Mesmo foragido, ele tem direito ao trabalho. Eu, por exemplo, já acompanhei casos em que a pessoa fica foragida até o trânsito em julgado [quando não há mais possibilidade de recurso].
Ele afirmou também que as pessoas envolvidas nos lançamentos das músicas não cometeram crime.
“O código penal diz que o crime está em ‘auxiliar um criminoso a fugir ou se esconder’. Quem produz ou trabalha na divulgação com o artista não se encaixa nesse parâmetro. Ajudar, por exemplo, seria emprestar o carro para alguém que sabidamente está foragido e quer fugir.”
Como o funk tem cantado os Rauls?
Como o funk vem documentando a história dos estelionatários digitais, conhecidos como Raul
Principalmente a partir dos anos 2010, o funk paulistano vem cantando sobre a vida dos Rauls. Não necessariamente sobre os golpes aplicados, mas como os criminosos usufruem do dinheiro roubado.
Nomes como MC Kelvinho e MC Kapela ficaram conhecidos por cantarem, quase que exclusivamente, músicas com estelionato como tema. Um dos grandes sucessos de Kelvinho, “O Corre”, tem 22 milhões de visualizações no YouTube e conta com os seguintes versos:
“Os caras que vivem de golpe / Nocaute no Santa [banco Santander] / É nós que é o corre / E os bicos se espanta / A Civil tenta dar o bote / Tá osso ir em cana / Tá pago o acerto / E a vida tá mansa”
A reportagem conversou com três MCs e um produtor musical. Todos pediram para conversar em off com a reportagem, pois temem represálias da polícia e uma possível associação ao crime.
Segundo os ouvidos, falar da vida dos golpistas era um nicho dentro do funk. Antes, poucos MCs colhiam o retorno de cantar as dinâmicas do estelionato.
A partir dos anos 2020, com o crescimento dos crimes cibernéticos, cresceu também a quantidade de funkeiros que decidiram falar sobre o tema.
“A molecada mais nova quer surfar na onda. Se na época do funk ostentação se falava da marca de roupa X ou da moto Y, hoje o negócio é falar dos Rauls, não só pelo crime em si, mas a vida que eles levam por conta dos golpes”, explica um MC.
“Nós estamos na favela e a gente convive, mesmo que indiretamente, com essa realidade. Somos iguais a roteiristas de filme. Nós ouvimos e adaptamos histórias da vida real”.

Fonte: G1 Entretenimento

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5 atrações do Primavera Sound Barcelona que têm que vir ao Brasil (e você não pode perder)


Primavera Sound Barcelona 2026 teve ótimos shows de Gorillaz, Little Simz, Geese e mais
Christian Bertrand/Divulgação
Com quase 25 anos de existência, o Primavera Sound Barcelona ganhou a fama de ser um festival descolado e alto-astral, um pouco menos mainstream que os enormes Glastonbury e Coachella.
O g1 foi à edição de 2026 do festival espanhol, que contou com show surpresa de Olivia Rodrigo (com participação de Robert Smith!), The Cure, Gorillaz e mais de 150 atrações de grande, médio e pequeno porte.
Não faltou show bom neste line-up — muitos que, inclusive, estão ensaiando uma vinda ao país há um tempo. Veja 5 nomes que, quando vierem ao Brasil, você não pode perder:
Veja o line-up completo do Primavera Sound São Paulo
Gorillaz: como é o show atual da banda que vem ao Primavera
Little Simz
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Expoente do rap britânico, Little Simz deu um show de carisma no festival em Barcelona. Não é uma tarefa simples (para um rapper, especialmente) engajar quem não conhece as letras, mas Simz fez parecer fácil. Ajudou que ela tinha uma banda ao vivo, caprichando na percussão enquanto ela habilidosamente entoava os versos.
Ela dançou, cantou, brincou, se emocionou. Em certo ponto, assumiu a picape de DJ e botou todo mundo para dançar. Com o repertório e a qualidade que ela tem, é uma pena que não tenha planos de vir ao Brasil — mas quando vier, é imperdível.
Geese
Cameron Winter, do Geese, no Primavera Sound Barcelona
Christian Bertrand/Divulgação
A banda do momento pode não ser a preferida de muitos mas, no Primavera Sound Barcelona, foi o assunto da maioria. O grupo se apresentou no primeiro dia do evento e ganhou de brinde um temporal (os shows que viriam mais tarde foram cancelados pelo clima, ou seja, o Geese acabou “promovido” a atração principal).
O resultado foi um showzão, com o drama da chuva torrencial. Teve mosh, gritaria do público e um Cameron Winter (vocalista) blasé, mas tirando de letra o papel de frontman. Já não falta expectativa por uma possível estreia deles no Brasil, mas, com esse show, só aumentou.
Pinkpantheress
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A grande dúvida sobre Pinkpantheress não é se o show vale a pena, mas por que ela não veio ao país até hoje. A produtora e cantora britânica, que só cresce desde a pandemia, se apresentou em um palco menor em Barcelona — mal cabia a plateia que foi vê-la em peso.
O show dela sobra em bom humor e estilo, além do capricho em telões, coreografia e transições. Fica registrado o apelo para alguém trazê-la de uma vez por todas.
Wet Leg
Wet Leg no Primavera Sound Barcelona 2026
Christian Bertrand/Divulgação
Quando veio ao Brasil pela primeira vez (no The Town 2023), o Wet Leg ainda era uma banda iniciante e tímida, com um disco só no repertório.
Agora, é praticamente outro grupo — a vocalista Rhian Teasdale assumiu totalmente o posto de frontwoman, sem timidez e performática como nunca. O show também tem espaço para humor, bons riffs de guitarra e novas músicas ácidas. A banda já acumula um público significativo, mas ainda dá aquela sensação de ver uma estrela despontar.
Sudan Archives
Sudan Archives se apresenta no Primavera Sound Barcelona 2026
Christian Bertrand/Divulgação
A violinista e cantora Sudan Archives é a única nesta lista que (ufa!) tem data para vir ao Brasil: ela estará no Balaclava Fest, no dia 27 de setembro, em São Paulo. E definitivamente vale a pena vê-la.
Em Barcelona, Sudan surgiu sozinha no palco, vestida como uma espécie de ser místico. Ela fez um show hipnótico e vibrante, alternando entre o violino, uma controladora e o microfone. No fim da apresentação, desceu em meio à galera e fez uma grande festa, terminando com a energia lá em cima.

Fonte: G1 Entretenimento

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Rock in Rio Lisboa 2026 estreia neste sábado (20) com Katy Perry, Linkin Park, Cypress Hill e Charlie Puth


Banda Linkin Park
James Minchin III/Divulgação
A 11ª edição do Rock in Rio Lisboa começa neste sábado (20). O evento acontece no Parque Tejo nos dias 20, 21, 27 e 28 de junho. Os ingressos para o primeiro final de semana estão esgotados.
Katy Perry, Linkin Park, Cypress Hill e Charlie Puth são os headliners dos primeiros dias do festival. Já Cyndi Lauper, Rod Stewart, Central Cee e 21 Savage são as principais atrações do segundo final de semana do evento. (Veja abaixo programação completa).
Além da parte musical, o festival entra em clima de Copa do Mundo e conta com a Arena Música e Futebol. No dia 27 de junho, além da programação normal do espaço, o evento vai acompanhar a transmissão do jogo Portugal–Colômbia.
Veja programação completa do Rock in Rio Lisboa 2026:
Katy Perry no 5º dia de The Town
Fabio Tito/g1
Dia 20 de junho
PALCO MUNDO
17h – Calema
19h – Pedro Sampaio
21h15 – Charlie Puth
23h15 – Katy Perry
PALCO MUSIC VALLEY
16h – DJ Diego Gonzalez
18h – Maninho
20h15 – Nena
22h15 – Audrey Nuna
01h – Alok
PALCO SUPER ROCK
16h – Sofia Camara
18h – NAPA
20h15 – Bebe Rexha
22h15 – Bárbara Bandeira
PALCO BACANAPLAY DIGITAL STAGE
13h – Especial Vídeo Jukebox by Mega Hits com Zé Vida
14h15 – Especial Cala-te Boca by Mega Hits com Zé Vida e Matilde Prata
15h – Pears
16h – GAMÏX
17h – ZARKO
18h15 – João Maria
19h – Joyce Alane
20h15 – De Fenómeno Viral ao Sucesso nos Palcos by Tiago David com Aragão, ZARKO e Francisca Borges
21h15 – Carol Biazin
Dia 21 de junho
PALCO MUNDO
17h – Grandson
19h – The Pretty Reckless
21h15 – Cypress Hill
23h15 – Linkin Park
PALCO MUSIC VALLEY
16h – Dealema
18h – Sam The Kid com Orquestra e Orelha Negra
20h15 – P.O.D.
22h15 – Sepultura
PALCO SUPER ROCK
15h – Tara Perdida
18h – Blasted Mechanism
20h15 – Kaiser Chiefs
22h15 – Hoobastank
PALCO BACANAPLAY DIGITAL STAGE
13h – Especial Vídeo Jukebox by Mega Hits com Zé Vida
14h15 – Especial Cala-te Boca by Mega Hits com Zé Vida e Matilde Prata
16h15 – Glitter Podcast de Carina Caldeira com convidada especial Rita Pereira
17h15 – Gameshow by Guilherme Fonseca, com Tiago Pereira e Miguel Vaz
18h15 – Seja Como For com Miguel Caixeiro e João Maia Ferreira
19h – Jimmy P
20h15 – Especial Monstros do Ano by Fernando Alvim com participação de Maria Leal
21h15 – Samuel Úria
22h30 – Rock Revenge-Et-Vous
01h – Diego Miranda
Dia 27 de junho
PALCO MUNDO
16h25 – 4 Non Blondes
18h25 – Shaggy
20h40 – Cyndi Lauper
22h40 – Rod Stewart
PALCO MUSIC VALLEY
15h – Jafumega
17h25 – UHF
29h40 – GNR
21h40 – Xutos & Pontapés
PALCO SUPER ROCK
15h – Syro
17h25 – The Wailers
19h40 – Joss Stone
21h40 – Belo
PALCO BACANAPLAY DIGITAL STAGE
13h – Especial Vídeo Jukebox by Mega Hits com Zé Vida
14h15 – Especial Cala-te Boca by Mega Hits com Zé Vida e Matilde Prata
15h15 – Vamos Viajar na Maionese – Podcast ao Vivo com Hugo van der Ding e Tiago Ribeiro
16h25 – Melly
17h40 – Desafio Rui Unas Canta Se Souberes
18h25 – Bento Gil
19h40 – Vitor Sá, Dário Guerreiro e Rodrigo Correia
20h40 – Bia Caboz
00h – ULAS
01h – Bateu Matou liveshow
Dia 28 de junho
PALCO MUNDO
17h – Matuê
19h – Rema
21h15 – Central Cee
23h15 – 21 Savage
PALCO MUSIC VALLEY
18h – Irina Barros
20h15 – Carlão
22h15 – Filipe Ret
01h – Dennis
PALCO SUPER ROCK
16h – Karetus
18h – Valete
20h15 – Lola Indigo
22h15 – CeeLo Green
PALCO BACANAPLAY DIGITAL STAGE
13h – Especial Vídeo Jukebox by Mega Hits com Zé Vida
14h15 – Especial Cala-te Boca by Mega Hits com Zé Vida e Matilde Prata
15h – Elyas
16h – Mónica Vale do Gato, Joana Miranda e Isabel Viana
17h – DJ Big & BJ Glue
18h15 – Más Influências com Bruna Magalhães e Mia Fernandes
19h00 – King Bigs
20h15 – Carlos Vidal: A Petição com participação de João Moreira, Manuel João Vieira e Pedro Santo
21h15 – Rima.PT (com NTS, DJ Maskarilha, SP Rocha, Guigox, Rickas, Joker, Melro, Meixinha, Flays, Gash)

Fonte: G1 Entretenimento