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Mônica Salmaso lança em agosto um tributo a Elizeth Cardoso – veja a capa e o repertório de ‘Senhora das canções’


Capa do álbum ‘Senhora das canções – Um tributo a Elizeth’
Arte gráfica de Ruth Freihof
♫ NOTÍCIA
♬ Uma das cantoras de maior rigor estilístico da história da música brasileira, a carioca Elizeth Cardoso (16 de julho de 1920 – 7 de maio de 1990) teve o repertório abordado pela paulistana Mônica Salmaso – cantora de igual estatura vocal e compromisso com a Arte – em show que estreou na cidade do Rio de Janeiro (RJ) em 2020, por ocasião do centenário de nascimento de Elizeth, com arranjos e direção musical do violonista Paulo Aragão.
Cinco anos depois, em maio de 2025, o show “Senhora das canções – Uma homenagem a Elizeth Cardoso” voltou à cidade natal da Divina – epíteto dado à intérprete de músicas como “Canção de amor” (Chocolate e Elano de Paula, 1950) e “Meiga presença” (Paulo Valdez e Otávio de Morais, 1966) – para quatro shows no projeto “Terças no Ipanema”, no Teatro Ipanema.
Aproveitando essa temporada carioca no mês de maio de 2025, Mônica Salmaso entrou no estúdio da gravadora Biscoito Fino com os músicos Aquiles Moraes (trompete e flugelhorn), Luciana Rabello (cavaquinho), Magno Júlio (percussão), Marcus Thadeu (percussão), Mauricio Carrilho (violão de sete cordas), Paulo Aragão (violão) e Teco Cardoso (flauta e saxofone) para registrar o show sem plateia.
“No dia anterior ao último show no Teatro Ipanema, fomos ao estúdio da Biscoito Fino e gravamos o disco inteiro ao vivo com as 16 canções do roteiro. Foi uma sessão de gravação das mais lindas de que eu já participei”, relata Salmaso.
A gravação de estúdio originou o álbum “Senhora das canções – Um tributo a Elizeth”, programado para ser lançado em agosto, em edição da Biscoito Fino, com capa que expõe design gráfico de Ruth Freihof.
♪ Eis, na disposição das faixas no disco, as 16 músicas que compõem o repertório do álbum “Senhora das canções – Um tributo a Elizeth”, com direito a algumas licenças poéticas, caso do samba “Deixa pra lá”, cantado por Mônica Salmaso em tributo à cantora paulistana Isaura Garcia (1923 – 1993):
1. “Lembre-se” (Moacir Santos e Vinicius de Moraes, 1959)
2. “Seresteiro” (Zé Ketti, Raul Moreno e Renato Lima, 1954)
3. “Carta de poeta” (Baden Powell e Paulo César Pinheiro, 1970)
4. “Noturno em tempo de samba” (Custódio Mesquita e Evaldo Ruy, 1944)
5. “Minhas madrugadas” (Candeia e Paulinho da Viola, 1965)
6. “Deixa pra lá” (Augusto Mesquita e Jayme Florence, o Meira, 1945)
7. “Violão vadio” (Baden Powell e Paulo César Pinheiro, 1970)
8. “Nossa Senhora do Silêncio” (Maurício Carrilho e Paulo César Pinheiro, 2015)
9. “Valsa sem nome” (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1963)
10. “Sei lá, Mangueira” (Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho, 1968)
11. “De bem com o amor” (Luciana Rabello e Paulo César Pinheiro, 2014)
12. “Se as estrelas falassem” (Elizeth Cardoso, 1973)
13. “Canção do amor demais” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958)
14. “Janelas abertas” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1958)
15 .“A mentira acaba” (Rui de Almeida e Arnô Provenzano, 1950)
16. “Poema dos olhos da amada” (Paulo Soledade e Vinicius de Moraes, 1954)

Fonte: G1 Entretenimento

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Gorillaz: como é o show atual da banda que vem ao Primavera Sound São Paulo


Gorillaz é uma banda virtual criada pelo vocalista e líder do Blur, Damon Albarn e pelo cartunista Jamie Hewlett.
Divulgação
O Gorillaz é o headliner do Primavera Sound São Paulo, que acontecerá em dezembro de 2026. É o único grupo que passou ou vai passar por todas as franquias do festival espanhol neste ano: se apresentou em Barcelona, Porto, e seguirá para São Paulo e Buenos Aires.
Veja o line-up completo do Primavera Sound São Paulo
O g1 assistiu ao show do grupo no festival Primavera Sound Barcelona, no dia 6 de junho. Foi um dos melhores, se não o melhor da edição, e promete ser igualmente excelente ao desembarcar por aqui. Veja como é o show:
Show de ‘desenho animado’?
Quem nunca viu um show do Gorillaz pode ficar na dúvida de como é o formato — afinal, a banda é representada por personagens fictícios e ilustrados. Na prática, o “desenho animado” aparece mais nos telões, muito bem usados, que dão a impressão de que os personagens estão cantando as músicas.
Mas quem sobe no palco são músicos de verdade, incluindo o carismático Damon Albarn (conhecido também pelo grupo Blur), que está mais soltinho que nunca.
Em Barcelona, usando traje militar, ele se jogou na galera, reclamou dos celulares, brincou com a câmera e cantou boa parte do tempo em uma espécie de walkie-talkie.
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Um Gorillaz ‘indiano’
Desta vez, a banda vem com o repertório atualizado. O grupo lançou “The Mountain”, álbum influenciado por música indiana e com pegada espiritual, em março. Com isso, o show incorpora uma robusta banda com cítaras, flautas e um corpo de cantores.
Em Barcelona, ainda trouxeram vários convidados, incluindo Little Simz, que tinha se apresentado mais cedo no festival, a sul-africana Moonchild Sanelly e o rapper Yasiin Bey (anteriormente conhecido como Mos Def). Fica a curiosidade para saber quem eles convidariam (ou trariam?) por aqui.
Damon Albarn, do Gorillaz, se apresenta no Mita Festival em São Paulo
Alex Woloch/Divulgação
Show mais grandioso e meditativo
Em comparação com a última vinda do Gorillaz ao Brasil (o grupo veio em 2022 para o MITA Festival), o show está mais grandioso, estruturado e… meditativo, psicodélico, para combinar com a fase atual.
O grupo mescla bem as novas e antigas faixas, trazendo um tom oriental — quase de mantra — para tornar o repertório mais coeso. Sucessos como “Feel Good Inc” ganharam um novo arranjo, com o acréscimo de flautas no início.
E no caso das novas, até para quem não amou “The Mountain”, o negócio funciona muito bem ao vivo, já que as músicas ficam ainda mais envolventes.
VÍDEO: Gorillaz contam ao Fantástico o que está por trás do novo álbum
“Queríamos deixar coisas pra trás”: os Gorillaz contam ao Fantástico o que está por trás do novo álbum

Fonte: G1 Entretenimento

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‘GTA 6’ ganha data de pré-venda e capa oficial; veja


Assista ao novo trailer de ‘GTA 6’
Após longa espera, a Rockstar Games divulgou nesta quinta (18) que a pré-venda de “Grand Theft Auto VI” (GTA 6) começará no dia 25 de junho. A produtora também revelou a arte oficial do jogo (veja abaixo).
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Capa e data de lançamento
Originalmente anunciado para o segundo semestre de 2025, o lançamento de “GTA 6” será no dia 19 de novembro de 2026. O jogo será lançado para PlayStation 5 e Xbox Series X e S.
“Jason e Lucia sempre souberam que as probabilidades estavam contra eles. Mas quando um golpe fácil dá errado, eles se veem no lado mais sombrio do lugar mais ensolarado da América, no meio de uma conspiração criminosa que se estende por todo o estado de Leônida — forçados a depender um do outro mais do que nunca se quiserem sair vivos dessa”, diz a sinopse.
Capa oficial de Grand Theft Auto VI
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Maria Bethânia 80 anos: cantora doma os palcos com presença magnética


Maria Bethânia em cena no show ‘Abraçar e agradecer’, de 2015
Rodrigo Goffredo
♫ MARIA BETHÂNIA 80 ANOS
♬ Maria Bethânia construiu discografia praticamente irretocável ao longo de 61 anos de carreira fonográfica. A força da artista também se manifesta em gravações de estúdio. Contudo, há consenso entre os seguidores de Bethânia – cantora que completa 80 anos hoje, 18 de junho, cercada de louvações nas redes sociais e na imprensa cultural – de que é no palco que a intérprete se manifesta em toda a plenitude.
De fato, Bethânia doma os palcos com magnética presença cênica. Tanto que foi em cena que a cantora despertou a atenção do Brasil pela primeira vez, em fevereiro de 1965, ao cantar “Carcará” no teatralizado show “Opinião”. De lá para cá, Maria Bethânia se impôs como a senhora da cena.
No começo, os shows eram em boates. Depois, passaram a ser feitos em teatros – habitat natural para intérprete de veia dramática. Na medida em que Bethânia teve ampliada a popularidade, a partir da segunda metade da década de 1970, a cantora passou a se apresentar em grandes casas de shows.
Recentemente, transitou por arenas e estádios do Brasil ao lado de Caetano Veloso em turnê calcada na magnitude do reencontro dos irmãos no palco. E a força é a mesma no palco de um estádio ou no palco de uma casa pequena de pouco mais de 100 lugares como o clube carioca Manouche, onde Bethânia estreou o show “Claros breus” em julho de 2019.
Com o auxílio do diretor Fauzi Arap (1938 – 2013), Maria Bethânia cristalizou um molde de espetáculo conceitual em que músicas e textos (geralmente poemas) se costuram em roteiros que jamais perdem o fio da meada. O embrião da fórmula foi o show “Comigo me desavim”, estreado em 1967. Entretanto, foi a partir do antológico espetáculo “Rosa dos ventos – O show encantado”, em 1971, que a costura se alinhavou e deu o tom dos shows posteriores da artista.
Dentro do (limitado) raio de visão do colunista e crítico musical do g1, os espetáculos “Nossos momentos” (1982), “Imitação da vida” (1997), “Maricotinha” (2001), “Dentro do mar tem rio” (2006) e “Abraçar e agradecer” (2015) sobressaem na trajetória de Maria Bethânia nos palcos.
É na cena que espoca a aguçada inteligência da intérprete, capaz de editar longo poema de Fernando Pessoa (1888 – 1935) com timing preciso para que os versos surtam o maior efeito possível na plateia. É quando inflexões e pausas feitas no momento certo se revelam tão importantes quanto o canto em si.
Bethânia é bicho de palco. Sabe onde pisa. Por isso, domina a cena, sendo capaz de revitalizar uma música antiga, potencializando o sentido dessa composição ao reapresentá-la em medley sagaz. Basta lembrar a junção do samba “Purificar o Subaé” (Caetano Veloso, 1981) com “Miséria” (Arnaldo Antunes, Paulo Miklos e Sérgio Britto, 1989) – sucesso do grupo Titãs – no show “Brasileirinho” (2003). Tudo fez (amis) sentido.
Bethânia também sempre soube que um show jamais pode ser a mera reprodução de um disco. É preciso que o roteiro ofereça algo mais, nem que seja uma música inédita no canto da artista! E foi assim que “Gitã” (Raul Seixas, 1974) magnetizou os espectadores do show feito por Bethânia com Chico Buarque em 1975.
Foi também assim que “Vida”, canção lançada pelo mesmo Chico Buarque em 1980, reapareceu dois anos depois devidamente intensa e definitiva na intepretação de Bethânia no show “Nossos momentos” (1982). Momentos de luz – “Luz, quero luz!”, bradava ao cantar “Vida” – de voz e de sonho, como poetizou Caetano Veloso na canção feita para o referido espetáculo de 1982. Momentos intensos. Momentos do amor demais que brota do canto magnético de Maria Bethânia a cada vez que essa senhora cantora entra em cena para domar o palco.
♫ Leia outros textos sobre os 80 anos de Maria Bethânia:
♬ Maria Bethânia 80 anos: conheça oito álbuns menos ouvidos (mas nem por isso menos relevantes…) da cantora
♬ Maria Bethânia 80 anos: conheça 80 gravações que atestam a grande força da intérprete em seis décadas de disco
♬ Maria Bethânia chega aos 80 anos com a altivez intacta do canto sobrenatural que educa, comove e, não raro, inebria

Fonte: G1 Entretenimento

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20 hits em 20 anos: ‘Ah lelek lek lek’ fez Beyoncé e Neymar dançarem o ‘passinho do volante’


‘Ah lelek lek lek’ fez Beyoncé e Neymar dançarem o passinho do volante
Em 2012, o funk passava por um momento de puro luxo, com o chamado “funk ostentação” invadindo São Paulo com letras que falavam de roupas de grife, carros importados e muito dinheiro.
“Ah Lelek lek lek”, sucesso de MC Federado e os Lelek que conquistou nomes como Beyoncé e Neymar, porém, foi na contramão do luxo e se destacou pelo simples.
Esta matéria faz parte da série “20 hits em 20 anos”, que está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do “20 hits em 20 anos” para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop aqui!
Na década anterior a faixa, sucessos como “Dança da Motinha” e “Morto Muito Louco” conquistaram o público pelas letras bobinhas e pela chance de fazer o povo dançar. Até hoje, as duas são presenças garantidas em festas por todo o país.
MC Federado e os Lelekes
Marcos Dias/ Furacão 2000
Esse jeito carioca de fazer música foi perdendo força dentro do funk com a chegada do gênero em São Paulo. O Rio de Janeiro tentou apostar no “proibidão”, vertente que aborda a criminalidade das periferias, mas era algo muito nichado. E competir com o dinheiro e o luxo paulistano não era uma opção.
Foi nesse limbo que nasceu o “Ah Lelek lek lek”, uma música com letra boba e um refrão que ensina o público a fazer uma dança básica, imitando um volante.
O videoclipe mostrando várias pessoas fazendo o passinho deixa tudo ainda mais simplista e cativante.
Mesmo sem TikTok, Instagram e o conceito de “viral”, a música se tornou um fenômeno. Tocou na TV e fez grandes estrelas reproduzirem o “passinho do volante”.
Foi o caso de Beyoncé, que dançou a canção no palco do Rock in Rio em 2013. E teve Neymar, que também reproduziu o passo antes e durante uma partida pelo Santos, em fevereiro do mesmo ano.
Beyoncé se apresenta no Palco Mundo no Rock in Rio 2013
Raul Aragão/I Hate Flash/Divulgação Rock in Rio
O sucesso foi estrondoso, mas logo depois o grupo enfrentou problemas na Justiça, pois o nome artístico foi registrado por um antigo empresário, o que impossibilitou que MC Federado e os Lelek se apresentassem com o nome (e a música) que os consagraram.
Mais de uma década depois, os funkeiros seguem em busca de um novo hit com dancinha viciante, mas ainda não obtiveram sucesso.

Fonte: G1 Entretenimento

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Maria Bethânia chega aos 80 anos com a altivez intacta do canto sobrenatural que educa, comove e, não raro, inebria


Maria Bethânia completa 80 anos nesta quinta-feira, 18 de junho
Alicia Coriolano / Reprodução da capa do álbum ‘Ciclo’ (1983)
♫ MARIA BETHÂNIA 80 ANOS
♬ Nascida em 18 de junho de 1946, Maria Bethânia chega hoje aos 80 anos com trajetória inatacável, pautada pela altivez do canto sobrenatural que educa, comove e, não raro, inebria.
Movido pela espiritualidade que rege a artista, espécie de divindade no panteão da MPB com quem (quase) ninguém ousa mexer, esse canto atinge os rincões mais profundos do Brasil sem deixar de cantar as dores de amores comuns a toda a gente do campo ou da cidade.
O canto de Bethânia educa porque, através dele, versos de poetas como Fernando Pessoa e Clarice Lispector escaparam dos nichos literários e chegaram aos ouvidos do grande público interpretados por uma cantora que também nos pega pela palavra. Educa por transitar pela estrada de um sertão que resiste aos vícios e hits da industrialização. Por conduzir o público do Brasil às rodas da cidade natal de Santo Amaro da Purificação (BA), norte do canto da artista.
A força motriz de Bethânia também vem da voz da mãe, Claudionor Vianna Telles Velloso (1907 – 2012), a Dona Canô, a que está em tudo que Bethânia canta, das louvações aos santos e orixás aos sambas-canção da era do rádio.
Bethânia não vai na onda. Bethânia traz a onda, aponta o que ninguém via, propõe que se atente para um compositor. O que seria de Roberto Mendes e de outros grandes compositores de Santo Amaro sem a voz-guia de Bethânia a mostrar uma obra que, sem a projeção nacional da intérprete, talvez tivesse ficado conhecida somente em redutos locais?
O canto de Bethânia também comove porque a voz grave sabe transitar entre a delicadeza e a dramaticidade com inteligência rara.
Admiradora de Dalva de Oliveira, estrela da era do rádio, Maria Bethânia embute alta carga de teatralidade no canto. Esta é a marca da artista desde que, em fevereiro de 1965, a debutante subiu ao palco de teatro do bairro carioca de Copacabana para alçar um voo sem volta pelo Brasil a partir do canto de “Carcará”.
Contudo, dona do dom e das emoções, também sabe baixar os tons se assim lhe convém para ruminar mágoas, solidões, ressentimentos ou vinganças. Mas quando sempre canta nas alturas, com as veias abertas para a emoção, os olhos imponentes nos olhos embevecidos das plateias.
Avessa a rótulos e a modismos, Maria Bethânia atravessou seis décadas de carreira com fidelidade a si mesma. Lutou para ser Maria Bethânia e, quando cedeu, como no caso da sugestão do executivo Marcos Maynard para que gravasse em 1993 um álbum com canções de Roberto Carlos, o fez sem baixar a cabeça, com a habitual imponência.
E fez assim porque todas as canções do Roberto, do mano Caetano Veloso, dos Chicos (tanto o Buarque como César, ambos recorrentes nos repertórios da intérprete), de Gonzaguinha, de Arnaldo Antunes e de Adriana Calcanhotto – entre outros compositores – pareceram feitas para ela. Mesmo quando não foram.
E é comovente a entrega de Bethânia a cada canção. Ela depura a palavra através do canto que, em cena, abafa arranjos e instrumentistas virtuosos. Todas as atenções e olhos são para a intérprete.
Por fim, o canto de Maria Bethânia inebria porque tem algo de sobrenatural ali. Mais do que um canto em si, parece haver uma energia poderosa quando Bethânia solta a voz e se entrega, palavra por palavra, à magia do palco, com o brilho dos olhos que nunca arrefeceu em 63 anos de carreira iniciada ainda em Salvador (BA).
Maria Bethânia é tão grande como a Mangueira que celebrou a existência da Menina de Oyá no desfile campeão do Carnaval de 2016, por ocasião dos 70 anos da artista. Estação primeira da música brasileira neste 2026 em que já não há a presença física da maioria das grandes cantoras de MPB surgidas nos anos 1960, Maria Bethânia carece de explicação, assim como a Mangueira. Embora a gente tente buscar alguma para celebrar, no dia dos 80 anos da cantora, essa força sobrenatural que ainda parece longe de secar.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Quem era Daveigh Chase, voz de ‘Lilo & Stitch’ e atriz de ‘O Chamado’ morta aos 35 anos


Quem era Daveigh Chase, voz de ‘Lilo & Stitch’ e atriz de ‘O Chamado’ morta aos 35 anos
Getty Images
Daveigh Chase, a atriz do filme de terror O Chamado que rastejava para fora de uma televisão, e dubladora da menina Lilo na animação da Disney Lilo & Stitch, morreu aos 35 anos.
Chase, que também atuou no drama de televisão Amor Imenso, morreu de sepse após um episódio de meningite em um hospital de Los Angeles, confirmou seu empresário John Ryan Jr à BBC News na quarta-feira (17/06).
Ryan disse que Chase havia sido internada por desnutrição antes de sua morte.
A ex-atriz mirim começou a atuar aos 4 anos, conseguindo seu primeiro trabalho em Hollywood aos 7, mas se aposentou da atuação em tempo integral em 2015, disse ele.
Os atores Brian Cox, Daveigh Chase, Martin Henderson, David Dorfman e Naomi Watts de O Chamado na estreia do filme em Los Angeles em 2002
Getty Images
“Ela era a melhor. Amava gatos. Trabalhou conosco em resgates de gatos. Era muito reservada”, disse Ryan, seu amigo e empresário por 15 anos, observando que Chase frequentemente se retirava para sua casa em Las Vegas por anos seguidos e recusava filmes de grandes estúdios para fazer projetos independentes.
“Ela não era muito hollywoodiana”, disse ele. “Preferia comer na [cadeia de lanchonetes] Bob’s Big Boy e voltar para casa com os gatos. Ela amava atuar, mas não gostava do ambiente da fama.”
Chase, que mantinha residências em Nevada e no centro de Los Angeles, começou a atuar em Las Vegas por volta dos 4 anos fazendo dublagem e teatro.
Ela conseguiu seu primeiro papel na TV em Hollywood aos 7 anos, com uma pequena participação na popular sitcom americana Sabrina, Aprendiz de Feiticeira, estrelada por Melissa Joan Hart.
Daveigh Chase, voz de Lilo, e Ving Rhames, voz de Cobra Bubbles, na estreia de Lilo & Stitch no El Capitan Theatre em Los Angeles em 2002
Getty Images
Ela foi descoberta por Hollywood em 2001, quando apareceu como Samantha Darko em Donnie Darko e depois interpretou a irmã do personagem principal no filme S Darko, de 2009.
Chase ficou imortalizada no cinema em 2002 como Samara Morgan, o fantasma de cabelos longos que sai rastejando da televisão — no filme de terror O Chamado — um remake americano do clássico japonês sobre uma fita de vídeo que faz as pessoas morrerem depois de assisti-la.
Ela ganhou um prêmio MTV Movie Award de melhor vilã em 2003 por sua interpretação da assustadora personagem, semelhante a um demônio, que rasteja com as mãos e os pés antes de matar as vítimas.
Chase disse que se divertiu interpretando uma personagem tão maligna.
“Não é um personagem típico. Normalmente procuram uma criança alegre e despreocupada, mas Samara era uma personagem muito interessante de interpretar. Eu simplesmente usei minha própria voz e dei a ela um toque assustador”, disse ela ao Los Angeles Times em 2002.
Naquele mesmo ano, ela deu voz a Lilo, a garota havaiana fã de Elvis no sucesso Lilo & Stitch. O papel lhe rendeu um Annie Award de melhor dublagem em uma produção de longa-metragem animada, e ela continuou a dar voz à personagem em outras produções da série.
Seu currículo também inclui participações nos dramas de TV Charmed: Jovens Bruxas, Plantão Médico e Touched by an Angel. Chase também participou de 32 episódios do drama sobre poligamia da HBO Amor Imenso, interpretando a noiva infantil Rhonda Volmer.
De acordo com o site Hollywood Reporter, Chase teve uma série de problemas legais mais tarde na vida, incluindo ser acusada de porte de drogas e dirigir um carro roubado.
Usamos inteligência artificial para traduzir esta reportagem, originalmente escrita em inglês. O texto foi revisado por um jornalista da BBC antes da publicação. Saiba mais aqui sobre como a BBC está usando a inteligência artificial (link para texto em inglês).

Fonte: G1 Entretenimento

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Adriana Calcanhotto, Chico César, Tim Bernardes e Zé Renato dão músicas para o álbum que o cantor português Salvador Sobral lançará em outubro


Adriana Calcanhotto assina a canção ‘Fique à vontade’ no álbum ‘A flor do recomeço’, do cantor português Salvador Sobral
Leo Aversa / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Adriana Calcanhotto, Chico César, Joyce Moreno, Juliana Linhares, Marcelo Camelo, Martins, Marcos Valle, Tim Bernardes, Thiago Amud, Vitor Ramil e Zé Renato estão entre os compositores que forneceram músicas inéditas para o primeiro álbum inteiramente dedicado pelo artista português Salvador Sobral à canção brasileira.
Gravado no estúdio Da Pá Virada, na cidade de São Paulo (SP), com produção orquestrada por Tó Brandileone com Marcus Preto (articulador do repertório ao fazer a ponte entre o cantor lusitano e os compositores brasileiros), o álbum se chama “A flor do recomeço” e tem lançamento programado para 16 de outubro.
Amanhã, 18 de junho, será editado o primeiro single com a gravação da música-título “A flor do recomeço”, composta por Chico César com letra da poeta potiguar Eveline Sin.
Com o toque de quinteto formado pelos músicos Tiago Costa (piano), Fábio Sá (contrabaixo), Conrado Goys (violão e guitarra), Sergio Machado (bateria) e Felipe Roseno (percussão), Salvador Sobral deu voz a 11 músicas.
Além da faixa-título, o repertório do álbum “A flor do recomeço” é composto por músicas de Adriana Calcanhotto (“Fique à vontade”), Joyce Moreno com letra de Paulo César Pinheiro (“Estrela cadente”), Ítallo França e Paulo Novaes (“Retiro”), Juliana Linhares e Juliano Holanda (“Entre setas e sentimentos”), Marcelo Camelo e Mallu Magalhães (“Homem louco”), Marcos Valle com letra de Tim Bernardes (“Tudo pra esquecer o amor”), Martins (“É de se estimar”), Vitor Ramil (“Oração do ateu”) e Zé Renato com letra de Thiago Amud (“No coração do ar”).
Parceria de Arnaldo Antunes com Céu e Hyldon, “Bam bam bam” é a única música já gravada, no caso pela cantora Ana Ratto no álbum “Visom negro” (2025).

Fonte: G1 Entretenimento

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Deixa eu dizer que Ivan Lins recai com certa fluência, em feat com Ferrugem, em samba revitalizado por Marcelo D2


Ivan Lins e Ferrugem no estúdio na gravação do samba ‘Deixa eu dizer’ para o álbum ‘Sambadouro’
Monica Ramalho / Divulgação Selo Sesc
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: Deixa eu dizer
Artistas: Ivan Lins e Ferrugem
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Primeiramente, é preciso dizer que, se o rapper Marcelo D2 não tivesse sampleado a gravação original do samba “Deixa eu dizer” no rap “Desabafo” (2008), Ivan Lins talvez não estivesse lançando hoje, 17 de junho, releitura do samba apresentado ao Brasil na voz da cantora Claudya em álbum de 1973.
Ao ser revitalizado por D2, o refrão do registro original de Claudya ampliou a visibilidade da cantora e do próprio samba, até então esquecido na obra de Ivan Lins. Um ano depois de Claudya, Ivan Lins regravou “Deixa eu dizer” no álbum “Modo livre” (1974), marco inaugural da parceria de Ivan com Vitor Martins.
Contudo, “Deixa eu dizer” é música de Ivan Lins com letra do primeiro parceiro do compositor carioca, Ronaldo Monteiro de Souza.
Dessa vez, o desabafo da letra é feito por Ivan com Ferrugem, convidado da gravação que integra o ainda inédito álbum “Sambadouro”, no qual Ivan revisita sambas do próprio cancioneiro autoral com a intenção de aproximá-los do universo dos pagodes das rodas e quintais do subúrbio carioca.
Ferrugem é cantor alinhado com o pagode do século XXI, mas nutre sincera admiração pela obra de Ivan Lins e está à vontade no canto de “Deixa eu dizer”, se soltando no minuto final da gravação feita em outubro de 2025 no estúdio Cia. dos Técnicos, no Rio de Janeiro (RJ).
Terceira amostra do álbum “Sambadouro”, o single “Deixa eu dizer” flui bem na gravação feita com arranjo do violonista Rafael dos Anjos e os toques de músicos como o violonista Rogério Caetano e o percussionista Thiago da Serrinha. Dá até para imaginar essa versão de “Deixa eu dizer” na roda de samba armada em um fundo de quintal, descontado o fato de que o refrão do samba é bem mais aliciante do que o samba no todo.
No entanto, por mais que haja certa fluência no terceiro single, há também certa inadequação na transposição da obra de Ivan Lins para os quintais cariocas, como já sinalizaram o singles anteriores “Diplomação” – que apresentou feat de Ivan com Zeca Pagodinho na gravação do samba de Ivan lançado pelo parceiro Celso Viáfora no álbum “Basta um tambor bater” (2001) – e “Sambadouro”.
Ainda falta marcar um golaço nessa área, embora o jogo ainda esteja no começo…
Capa do single ‘Deixa eu dizer’, de Ivan Lins com participação de Ferrugem
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Homem-Aranha: Um novo dia’: Herói enfrenta o Hulk em novo trailer; ASSISTA

Assista ao novo trailer de ‘Homem-Aranha: Um novo dia’
“Homem-Aranha: Um novo dia” ganhou um novo trailer nesta quarta-feira (17). Assista ao vídeo acima.

Fonte: G1 Entretenimento