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Bonnie Tyler acorda do coma após um mês e segue internada em UTI


Bonnie Tyler
Tina Korhonen/Divulgação
A cantora Bonnie Tyler saiu do coma, informou a família da artista em nota divulgada nesta segunda-feira (15).
Segundo segundo o comunicado, a cantora segue internada na UTI de um hospital em Portugal e está “muito debilitada”.
“Bonnie saiu do coma, mas continua muito debilitada e internada na UTI de um hospital em Portugal. Embora seu quadro esteja melhorando, o processo é lento. Os médicos permanecem confiantes de que ela se recuperará bem, mas isso levará tempo”, diz trecho do comunicado.
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A equipe da cantora adiantou também que que precisará cancelar e adiar todos os shows agendados para o verão europeu – até o final de agosto.
“Pedimos desculpas a todos os fãs de Bonnie e aos nossos parceiros promotores pela decepção, mas confiamos que vocês compreenderão e terão paciência nessas circunstâncias difíceis. Esperamos vê-los no próximo ano.”
A cantora britânica foi colocada em coma induzido após passar por uma cirurgia intestinal de emergência na quarta-feira (7).
Médicos induziram o coma na cantora para ajudar na sua recuperação, segundo um porta-voz da artista.
“Sabemos que todos vocês desejam o melhor para ela e pedimos privacidade neste período difícil, por favor.”
Tyler foi internada às pressas em um hospital em Portugal, país onde mora, para passar por uma cirurgia intestinal de emergência.
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Quem é Bonnie Tyler
Capa do single ‘It’s a Heartache’, lançado por Bonnie Tyler em 1977
Reprodução
Bonnie Tyler é o nome artístico de Gaynor Hopkins. Nascida no no País de Gales, ela se tornou uma das cantoras de maior sucesso comercial da década de 1980. Reconhecida pelo timbre rouco e por performances dramáticas, ela ficou conhecida por transitar entre o country rock e o rock operático, estilo que se tornou sua marca registrada em colaborações com o produtor Jim Steinman.
O diferencial de sua voz foi resultado de uma intervenção médica em 1977. Após passar por uma cirurgia para a retirada de nódulos nas cordas vocais, Tyler não seguiu as recomendações de repouso absoluto, o que resultou em uma rouquidão permanente.
O novo timbre, frequentemente comparado ao de Rod Stewart, tornou-se seu principal recurso artístico e impulsionou o sucesso internacional de “It’s a Heartache” ainda no fim dos anos 1970.
A virada definitiva na trajetória da cantora ocorreu em 1982, quando assinou com a CBS (Sony) e buscou uma mudança de direção musical ao trabalhar com o compositor e produtor Jim Steinman, conhecido pelas produções teatrais e grandiosas para Meat Loaf.
A cantora galesa Bonnie Tyler nos anos 80 e em foto recente
Divulgação/Site Oficial
O resultado da parceria foi o álbum “Faster Than the Speed of Night” (1983), que rendeu à artista números históricos nas paradas britânica e americana.
O principal destaque é “Total Eclipse of the Heart”, canção que se tornou o maior sucesso da carreira de Tyler. Com quase sete minutos em sua versão original, a música é uma “power ballad” operática. Apesar de fugir dos padrões radiofônicos da época, o hit alcançou o primeiro lugar na Billboard Hot.
O impacto da faixa foi amplificado por um videoclipe de estética surrealista, hoje considerado um clássico da era MTV. Filmado em um antigo asilo, o vídeo conta com crianças com olhos brilhantes em um coral, dançarinos de tanga dando mortais e lutadores de esgrima.
Graças ao desempenho do álbum e do single, Tyler tornou-se a primeira artista feminina britânica a estrear um disco diretamente no topo da parada do Reino Unido. Ela também permanece como a única artista galesa a ter um single no número um da UK Singles Chart.
Além do sucesso de 1983, a carreira de Tyler é marcada pela faixa “Holding Out for a Hero” (1984), que fez parte da trilha de “Footloose”, mas que é mais conhecida de gerações mais jovens pela presença marcante em “Shrek 2”.
Em 2023, a trajetória da artista foi oficialmente reconhecida pela coroa britânica, quando recebeu o título de membro da Ordem do Império Britânico (MBE).
A cantora galesa Bonnie Tyler em 1984
Divulgação/Facebook da artista

Fonte: G1 Entretenimento

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Teló, Adnet e mais famosos invadem perfil de Vozinha, goleiro de Cabo Verde, após empate na Copa


Goleiro de Cabo Verde, Vozinha, durante o jogo contra a Espanha.
IMAGN IMAGES via Reuters/Brett Davis
Celebridades brasileiras invadiram o perfil de Vozinha, goleiro de Cabo Verde, após o empate em 0 a 0 com a Espanha em partida da Copa do Mundo nesta segunda-feira (12).
A atuação do jogador rendeu mais de um milhão de seguidores nas redes sociais. Antes da partida, o atleta tinha cerca de 50 mil seguidores.
Após o apito final, ele já acumulava mais de 1,5 milhão – até o fechamento desta reportagem ele registrava 1,9 milhão de seguidores.
Nomes como o humorista e apresentador Marcelo Adnet e os cantores Michel Teló e Xand Avião aproveitaram o momento para comentar nas últimas publicações do goleiro no Instagram.
VEJA AS REAÇÕES
O humorista Marcelo Adnet comenta foto de Vozinha, goleiro de Cabo Verde
Reprodução/Instagram
O rapper MV Bill comenta foto de Vozinha, goleiro de Cabo Verde
Reprodução/Instagram
Michel Teló comenta foto de Vozinha, goleiro de Cabo Verde
Reprodução/Instagram
Xand Avião comenta foto de Vozinha, goleiro de Cabo Verde
Reprodução/Instagram
Humorista Hélio de la Peña comenta foto Vozinha, goleiro de Cabo Verde
Reprodução/Instagram
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O apelido
Josimar Dias virou Vozinha por causa do “bullying” que sofria na infância:
Ele não cresceu com os pais (seu pai estava no serviço militar e sua mãe trabalhava muito). Foi criado inteiramente pelos avós na ilha de São Vicente, em Cabo Verde.
Quando era criança, jogava futebol na rua com meninos mais velhos. Josimar era muito competitivo, rebelde e odiava perder, mas acabava “levando muita pancada” dos garotos maiores.
Sempre que apanhava no jogo e não conseguia dar o troco, ia para casa emburrado, com a cara fechada. As outras crianças começaram a zombar dele, dizendo que ele estava indo chorar e “reclamar com a vozinha”. O apelido pegou para sempre.
Quando foi jogar em Angola, no início da carreira profissional, já havia outro goleiro chamado Josimar no elenco. Para não usar “Josimar II”, o atleta decidiu ressuscitar o apelido de infância, “Vozinha”, que acabou virando sua marca registrada.
E mais uma curiosidade: o nome de batismo do goleiro foi uma homenagem ao ex-lateral Josimar, que jogou no Botafogo entre 1981 e 1989 e que brilhou na Seleção Brasileira na Copa de 1986.
Agora no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Rincon Sapiência reúne Dino Santiago, Lino Krizz, Marissol Mwaba e Péricles no terceiro álbum, ‘Um corpo preto’


O rapper Rincon Sapiência programa para 30 de junho o lançamento do terceiro álbum de estúdio
Nuna Nunes / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Previsto para ser lançado em 30 de junho de 2026, o terceiro álbum de estúdio de Rincon Sapiência apresenta participações de Bren9ve, Dino D’Santiago, Funk Buia, F7rança, Lino Krizz, Marissol Mwaba, Mylena Drague, Péricles e Torya ao longo de 17 faixas.
A intenção foi reunir nomes de diferentes gerações e estilos em narrativa atravessada por questões de identidade racial e pertencimento.
Com mix de rap, samba, reggae, dancehall, afrobeats e funk, o sucessor do álbum “Mundo Manicongo – Dramas, danças e afroreps” (2019) chega ao mercado fonográfico pelo selo MGoma três anos após ter sido anunciado em maio de 2023 já com o título de “Um corpo preto”, mote do conceito que costura as 17 faixas.
A edição do single “Homem gol” em 5 de junho precedeu o lançamento do álbum “Um corpo preto”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Gato invade palco e rouba a cena durante apresentação de Romeu e Julieta na Turquia


Gato invade palco e rouba a cena durante apresentação de Romeu e Julieta na Turquia
Reprodução/Instagram
Um gato roubou a cena ao invadir o palco durante a apresentação do espetáculo “Romeu e Julieta” apresentada pela Companhia de Balé Imperial Russa, que aconteceu na quarta-feira (10). em Izmir, na Turquia.
Na cena final apresentada pela Companhia de Balé Imperial Russa, o gatinho arrancou risos da plateia ao se agarrar nos cabelos de Pedro Seara, intérprete de Romeu.
O ator e bailarino, que interpreta o protagonista do espetáculo, se manteve imóvel, mas não segurou o riso. Segundos depois o abraço do casal formado por Pedro e Lara Korss, o gato “abandonou” Romeu e subiu em um banco que fazia parte do espetáculo, enquanto o elenco seguia a apresentação normalmente.
Ao término do espetáculo, o gatinho apareceu nos braços de um dos bailarinos, enquanto o elenco agradecia o público.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Anne Schedeen, estrela de ‘Alf, O ETeimoso’, morre aos 77 anos


Anne Schedeen, estrela de ‘Alf, O ETeimoso’, morre aos 77 anos
Reprodução/Facebook
Anne Schedeen, que interpretou a matriarca da família da série “Alf, O ETeimoso”, morreu aos 77 anos, neste domingo (14).
A informação foi confirmada pela família da atriz nas redes sociais. “Ela era uma força da natureza. E é inimaginável pensar na vida sem ela”, afirma a família.
“Ela deixa um legado extraordinário de energia criativa, humor afiado, alegria pela família, adoração por cachorrinhos, ódio profundo por Trump, paixão por brechós e amor por uma boa história. Estamos inconsoláveis sem ela. Nós a amávamos muito, assim como todos que a conheceram”, completa o comunicado.
A causa da morte não foi divulgada.
Schedeen iniciou sua carreira em na década de 1970, ainda no teatro. Ao longo dos anos, estrelou dezenas de séries televisivas como “Aloha Means Goodbye” e “You Lie So Deep, My Love”. Em “Alf”, ela interpretou Kate Tanner entre os anos de 1986 e 1990.
Agora no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Oliver Tree detalhou testamento dois meses antes de morrer: ‘Nem um centavo para a minha família’


Cantor Oliver Tree está entre as vítimas do acidente de helicópteros no Rio de Janeiro.
Reprodução
Em entrevista concedida menos de dois meses antes de sua morte, o músico norte-americano Oliver Tree revelou que tomou a decisão de não deixar sua fortuna para familiares.
O artista detalhou o plano em 24 de abril deste ano, durante participação no videocast Zach Sang Show.
“Não acredito que nenhuma riqueza ou coisa gerada por ela seja minha. Já deixei claro em meu testamento que, quando eu morrer, ninguém da minha família receberá um centavo, nada”, afirmou o cantor na ocasião.
De acordo com o depoimento de Tree, todo o patrimônio acumulado ao longo da carreira será transferido para uma instituição filantrópica idealizada por ele:
“A ideia é que, quando eu morrer, todo o dinheiro volte para os artistas. Criei uma fundação, chama-se Bolsas de Arte para Jovens Gênios do Dr. Oliver Tree. Foi estruturada de forma que, basicamente, os juros gerados pela minha música serão a principal fonte de financiamento”, explicou.
‘Posso morrer a qualquer momento’
Quem era Oliver Tree? Músico americano que morreu em acidente aéreo no Rio
Durante a conversa, o músico também fez uma reflexão sobre a valorização de seu trabalho após sua morte.
“Quando eu morrer, as pessoas finalmente vão apreciar meus vídeos estúpidos, minhas músicas estúpidas. É quando as pessoas aprendem a apreciar. Normalmente, os artistas valem mais quando morrem”, declarou Tree.
O cantor concluiu o raciocínio mencionando a possibilidade de uma partida repentina. “As pessoas nunca sabem quando é o meu último álbum. Posso morrer a qualquer momento. Eu poderia ter morrido vindo para cá”, desabafou na ocasião.
Ex-namorada presta homenagem
Melanie Martinez homenageia ex-namorado Oliver Tree após morte em acidente no Rio: ‘Sentindo falta’
Redes sociais
A cantora norte-americana Melanie Martinez usou as redes sociais para homenagear Oliver Tree, de 32 anos.
O músico foi uma das seis vítimas fatais da colisão entre dois helicópteros ocorrida no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, neste domingo (14).
Os artistas confirmaram o namoro em 2019. Mesmo após o término da relação, em 2021, eles mantiveram um convívio público amigável.
Em um longo texto, Martinez expressou o forte impacto da perda do ex-namorado.
“Ele era tão dedicado à sua arte, algo que eu admirava e respeitava profundamente. Acho que todos que o conheciam vão olhar para trás e lembrar daqueles momentos de riso e alegria que ele despertava tão facilmente. Sua risada era contagiante e calorosa.”
Melanie Martinez se despede de Oliver Tree após acidente aéreo: ‘Sei que está fazendo os anjos darem risadinhas’
Redes sociais
Oliver Tree gravou com artistas brasileiros antes de acidente: ‘Forró é o melhor gênero do mundo’
No texto, Martinez também destacou a personalidade criativa do ex-namorado e a capacidade do músico de manter a espontaneidade na carreira.
“Sua habilidade de liderar criativamente e agir, mantendo também um senso de admiração e maravilhamento infantil, era muito inspiradora. Ele tinha um coração tão mole e era um verdadeiro artista em todos os sentidos”, afirmou.
A publicação foi encerrada com uma mensagem direta ao cantor.
“Descanse em paz, Oliver. Sei que você está fazendo os anjos darem risadinhas. Estarei aqui imaginando qual façanha e projeto criativo você está tramando no céu. Todo o meu amor”, concluiu.
Melanie Martinez homenageia Oliver Tree no Instagram após tragédia no Rio: ‘Verdadeiro artista em todos os sentidos’
Redes sociais
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Quem era Oliver Tree
Nascido em Santa Cruz, Califórnia, em 1993, Tree era conhecido tanto pela música quanto pela persona excêntrica que construiu ao longo da carreira: visual caricato, roupas e cortes de cabelo exagerados, e shows que misturam comédia, reality show falso e até luta.
Hoje ele soma cerca de 11 milhões de ouvintes mensais no Spotify e mais de 2 milhões de seguidores no Instagram. Ele colaborou com nomes como Marshmello, David Guetta, Little Big, KSI e BoyWithUke.
Ele começou na adolescência com singles independentes, mas o ponto de virada veio em 2017, quando o single “When I’m Down” viralizou.
Oliver Tree
Instagram/Reprodução
Em 2020 lançou seu álbum de debut major-label, “Ugly Is Beautiful”, que chegou à 14ª posição da Billboard 200 e ao topo da parada de rock.
O auge de popularidade veio com “Life Goes On” (2021) e principalmente “Miss You” (2022, com remix de Robin Schulz), que se tornaram seus maiores sucessos internacionais, somando juntos mais de 1,4 bilhão de streams no Spotify.
Desde então lançou mais três álbuns — “Cowboy Tears” (2022), “Alone in a Crowd” (2023) e “Love You Madly Hate You Badly” (2026).
Entre 2019 e 2020, Tree namorou a cantora Melanie Martinez, que se apresentou no festival Lollapalooza em São Paulo no ano de 2023.
Tree havia feito um show em São Paulo em 6 de junho, no Studio Stage, no bairro da Lapa. Junto dele também estava o youtuber argentino Gaspi, que soma quase três milhões de inscritos na plataforma.

Fonte: G1 Entretenimento

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Músicas de Humberto Gessinger têm questões existenciais diluídas no tom forrozeiro do álbum ‘Nordestina highway’


Imagem da capa do álbum ‘Nordestina highway’
Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Nordestina highway
Artistas: Beto Brito, Cezzinha, Del Feliz, Lucy Alves, Sandra Belê, Santanna, o Cantador e Xand Avião
Cotação: ★ ★ ★
♬ Quase nunca valorizado pela crítica na dimensão da grande contribuição que deu ao rock brasileiro nos anos 1980 e 1990 como mentor, vocalista e principal compositor da banda gaúcha Engenheiros do Hawaii, Humberto Gessinger construiu obra alicerçada em questões existenciais e filosóficas como um pensador pop que escreveu letras repletas de referências literárias.
Algumas angústias e reflexões das letras do artista porto-alegrense se diluem na travessia que conduz sete músicas do Gessinger ao forró em rota que parte do Sul do Brasil para o nordeste do país, precisamente na Paraíba. Transportar a obra do compositor para o universo do forró é a intenção do álbum “Nordestina highway”, gravado no Peixe-Boi Estúdio, em João Pessoa (PB), com produção musical de Marcelinho Macedo, e programado para ser lançado em 25 de junho.
Antes, na quarta-feira, 17 de junho, o single “Eu que não amo você” desembarca nos players digitais com abordagem agitada de Lucy Alves, intérprete da música lançada pelo grupo Engenheiros do Hawaii no álbum “Tchau radar!” (1999). A faixa é bom cartão de visitas do álbum “Nordestina highway” porque o canto de Lucy carrega certa ansiedade condizente com a letra em que Gessinger retrata o desespero e a negação de eu-lírico afundado no poço escuro da paixão mal resolvida.
Em contrapartida, o cantor Cezzinha – cuja sanfona é ouvida em seis das sete faixas do disco – amacia demais “Um dia de cada vez” (2019), dissolvendo o significado de versos que pregam resiliência na roda-viva cotidiana que entremeia agonias e prazeres.
Música da discografia solo de Humberto Gessinger, “Um dia de cada vez” virou forró pé-de-serra em andamento próximo da cadência do xote com que o cantador cearense Santanna leva “Terra de gigantes” (1987) em gravação que, embora turbinada com versos do repentista João Paraibano (1952 – 2014), parece deixar escapar na estrada o sentimento de desencanto juvenil diante da frieza do mundo adulto.
Musicalmente, o forró fica mais arretado com o canto de “Somos quem podemos ser” (1988) pelo artista baiano Del Feliz. A faixa flui bem, mas deixa a impressão – recorrente ao longo do álbum – de que a reflexão de Gessinger sobre a busca por uma identidade diante do choque diário de realidade fica abafada no compasso aliciante do forró, termo que em si já denota diversão e leveza.
Sob tal prisma, vale destacar a interpretação do cantor e cordelista piauiense Beto Brito, que evoca a prosódia de Zé Ramalho na interpretação de “Revolta dos dândis I” (1987), procurando valorizar o sentimento da inadequação da música-titulo do segundo álbum da banda Engenheiros do Hawaii. “A estrada nordestina é o caminho que leva ao coração”, improvisa Brito no verso final de faixa que soa adequada dentro do conjunto “Nordestina highway”.
Em contrapartida, Xand Avião parece cantar “Refrão de bolero” (1987) sem pensar na angústia impressa na letra dessa balada, transformada pelo cantor cearense em mix de samba e forró em arranjo que harmoniza a sanfona de Cezzinha com o cavaco de Potyzinho Lucena.
Música do duo Pouca Vogal, formado por Humberto Gessinger com Duca Leindecker, “Depois da curva” faz mais sentido na voz da cantora paraibana Sandra Belê em cadência de xote. Em gravação sensível, Belê expressa no canto o sentimento de esperança e superação que movem os versos de Gessinger.
Enfim, entre acertos e tropeços ao longo da estrada, o álbum “Nordestina highway” escapa por pouco de ser tributo fonográfico meramente curioso ao transportar o cancioneiro existencialista de Humberto Gessinger para o universo dançante e mais desencanado do forró.
Capa do álbum ‘Nordestina highway’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Oliver Tree gravou com artistas brasileiros antes de acidente: ‘Forró é o melhor gênero do mundo’


Em últimos posts antes de acidente, Oliver Tree elogiou país: ‘Rock brasileiro é um milhão de vezes melhor’
Redes sociais
Em sua última passagem pelo Brasil, Oliver Tree aproveitou os dias no país para mergulhar na cena musical local.
O artista norte-americano esteve em estúdio e gravou colaborações com o cantor baiano de trapseiro Dupê e com o sanfoneiro e pianista Gabriel Serrano.
Impressionado com a sonoridade regional, Tree não poupou elogios à cultura brasileira. “O forró é o melhor gênero do mundo”, declarou o músico em post feito no Tik Tok.
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Além do flerte com os ritmos nordestinos, o cantor também registrou um encontro em estúdio com o músico e influenciador Lucas Inutilismo.
No vídeo publicado na internet, Oliver Tree fez uma comparação sobre o cenário musical de seu país natal: “O rock brasileiro é um milhão de vezes melhor que o rock americano”, afirmou.
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Os vídeos e fotos das colaborações foram publicados nas redes sociais oficiais de Oliver Tree.
As postagens ganharam forte repercussão entre os fãs e se tornaram os últimos registros públicos feitos pelo cantor antes do trágico acidente aéreo no Rio de Janeiro.
Ex-namorada de Oliver Tree, Melanie Martinez faz homenagem ao cantor: ‘Fazendo os anjos rirem’
Acidente no Rio
As autoridades no Rio de Janeiro divulgaram no início da tarde deste domingo (14) o nome das 6 vítimas da colisão e queda de 2 helicópteros no Recreio dos Bandeirantes.
Entre os mortos estavam o cantor americano Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspi, ambos com pelo menos 2 milhões de seguidores.
Oliver Tree era um músico norte-americano conhecido pela persona excêntrica com visual caricato, com cortes de cabelo e roupas exagerados. Leia perfil do cantor.
Entre os hits do artista estão “Miss You”, parceria com Robin Schulz, e “Life Goes On”. Somados, os clipes têm cerca de 800 milhões de visualizações.
Cantor Oliver Tree está entre as vítimas do acidente de helicópteros no Rio de Janeiro.
Reprodução

Fonte: G1 Entretenimento

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Ex-namorada de Oliver Tree, Melanie Martinez faz homenagem ao cantor: ‘Fazendo os anjos rirem’


Melanie Martinez homenageia ex-namorado Oliver Tree após morte em acidente no Rio: ‘Sentindo falta’
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A cantora norte-americana Melanie Martinez usou as redes sociais para homenagear Oliver Tree, de 32 anos.
O músico foi uma das seis vítimas fatais da colisão entre dois helicópteros ocorrida no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, neste domingo (14).
Os artistas confirmaram o namoro em 2019. Mesmo após o término da relação, em 2021, eles mantiveram um convívio público amigável.
Em um longo texto, Martinez expressou o forte impacto da perda do ex-namorado.
“Ele era tão dedicado à sua arte, algo que eu admirava e respeitava profundamente. Acho que todos que o conheciam vão olhar para trás e lembrar daqueles momentos de riso e alegria que ele despertava tão facilmente. Sua risada era contagiante e calorosa.”
Melanie Martinez se despede de Oliver Tree após acidente aéreo: ‘Sei que está fazendo os anjos darem risadinhas’
Redes sociais
No texto, Martinez também destacou a personalidade criativa do ex-namorado e a capacidade do músico de manter a espontaneidade na carreira.
“Sua habilidade de liderar criativamente e agir, mantendo também um senso de admiração e maravilhamento infantil, era muito inspiradora. Ele tinha um coração tão mole e era um verdadeiro artista em todos os sentidos”, afirmou.
A publicação foi encerrada com uma mensagem direta ao cantor.
“Descanse em paz, Oliver. Sei que você está fazendo os anjos darem risadinhas. Estarei aqui imaginando qual façanha e projeto criativo você está tramando no céu. Todo o meu amor”, concluiu.
Melanie Martinez homenageia Oliver Tree no Instagram após tragédia no Rio: ‘Verdadeiro artista em todos os sentidos’
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Quem era Oliver Tree
Nascido em Santa Cruz, Califórnia, em 1993, Tree era conhecido tanto pela música quanto pela persona excêntrica que construiu ao longo da carreira: visual caricato, roupas e cortes de cabelo exagerados, e shows que misturam comédia, reality show falso e até luta.
Hoje ele soma cerca de 11 milhões de ouvintes mensais no Spotify e mais de 2 milhões de seguidores no Instagram. Ele colaborou com nomes como Marshmello, David Guetta, Little Big, KSI e BoyWithUke.
Ele começou na adolescência com singles independentes, mas o ponto de virada veio em 2017, quando o single “When I’m Down” viralizou.
Oliver Tree
Instagram/Reprodução
Em 2020 lançou seu álbum de debut major-label, “Ugly Is Beautiful”, que chegou à 14ª posição da Billboard 200 e ao topo da parada de rock.
O auge de popularidade veio com “Life Goes On” (2021) e principalmente “Miss You” (2022, com remix de Robin Schulz), que se tornaram seus maiores sucessos internacionais, somando juntos mais de 1,4 bilhão de streams no Spotify.
Desde então lançou mais três álbuns — “Cowboy Tears” (2022), “Alone in a Crowd” (2023) e “Love You Madly Hate You Badly” (2026).
Entre 2019 e 2020, Tree namorou a cantora Melanie Martinez, que se apresentou no festival Lollapalooza em São Paulo no ano de 2023.
Tree havia feito um show em São Paulo em 6 de junho, no Studio Stage, no bairro da Lapa. Junto dele também estava o youtuber argentino Gaspi, que soma quase três milhões de inscritos na plataforma.
Cantor Oliver Tree está entre as vítimas do acidente de helicópteros no Rio de Janeiro.
Reprodução

Fonte: G1 Entretenimento

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Da dança do pombo ao Makossa de Roger Milla: músicas que viraram comemorações em Copas do Mundo


Músicas que viraram dancinhas na Copa do Mundo
Geralmente as memórias que ficam de uma Copa do Mundo são os gols, brigas e jogadas marcantes. Mas, em alguns casos, a comemoração acaba sendo tão lembrada quanto o lance que a originou.
Ao longo das últimas décadas, jogadores transformaram danças, músicas e expressões culturais de seus países em símbolos dos Mundiais.
De Roger Milla dançando Makossa em 1990 até as coreografias da seleção brasileira em 2022, algumas celebrações ajudaram a popularizar ritmos locais, impulsionar canções e criar imagens que seguem vivas no imaginário dos torcedores.
Por isso, o g1 listou as músicas e coreografias mais marcantes da história da Copa do Mundo.
Roger Milla e seu gingado único — 1990
Roger Milla dançando na Copa do Mundo de 1990
FIFA / Redes Sociais
Durante a Copa do Mundo de 1990, o camaronês Roger Milla aproveitou uma falha do goleiro colombiano René Higuita (conhecido por seu estilo arriscado de jogar com os pés) para marcar, já na prorrogação, o gol que garantiu a inédita classificação de Camarões para as quartas de final.
Na comemoração, correu até a bandeira de escanteio e começou a dançar, anos depois, explicou que a escolha foi espontânea: “Foi o sol que me mandou para lá; era um bom lugar para dançar no campo”.
Os movimentos eram inspirados no Makossa, gênero musical mais popular de Camarões, surgido nos anos 1950 a partir da mistura de ritmos locais com rumba congolesa, funk e soul.
A ‘Macarena’ de Tshabalala na Copa da África — 2010
Siphiwe Tshabalala comemorando com seus companheiros
GABRIEL BOUYS / AFP
O primeiro gol da Copa do Mundo da África em 2010 teve um peso especial, afinal, era também o primeiro gol da história dos Mundiais em solo africano.
Quando Siphiwe Tshabalala marcou contra o México na abertura do torneio, o lance rapidamente virou símbolo de união e orgulho para os torcedores africanos presentes naquela edição.
Mas tão marcante quanto o chute foi a comemoração. Tshabalala e seus companheiros correram para a bandeira de escanteio e executaram uma dança ensaiada, que ficou conhecida como uma espécie de “Macarena africana”.
O Armeration — 2014
Armero conduz a festiva dancinha ‘armeration’, arma secreta da Colômbia 100% na Copa
Reuters
Quem diria que de uma tentativa frustrada de dançar o “Rebolation”, hit absoluto do carnaval de 2010, nasceria outro estilo de dança?
Foi exatamente isso que aconteceu com Pablo Armero, na época jogador do Palmeiras, ele viralizou ao comemorar um gol dos companheiros na vitória por 4 a 3 sobre o Santos, na Vila Belmiro.
Quatro anos depois, a dança voltou aos holofotes na Copa do Mundo do Brasil. Após marcar contra a Grécia, Armero reuniu seus companheiros e repetiu o famoso “Armeration”.
Os passos desengonçados de Samuel Umtiti — 2018
Samuel Umtiti comemorando gol contra a Bélgica na semifinal da Copa do Mundo de 2018
CHRISTOPHE SIMON / AFP
Na Copa do Mundo da Rússia, em 2018, Samuel Umtiti marcou o gol que colocou a França na final ao derrotar a Bélgica na semifinal.
Depois de balançar as redes, o zagueiro andou até a torcida e iniciou uma comemoração peculiar: uma mistura de caminhada desengonçada com passos de dança que rapidamente viralizou entre os torcedores franceses.
O gesto fez tanto sucesso que inspirou o rapper Vegedream a lançar “Ramenez La Coupe à la Maison”, música que embalou a comemoração do título francês e chegou ao topo das paradas do país.
O ‘Pagodão do Birimbola’ de Neymar e companhia — 2022
‘Pagodão do Birimbola’: dança do grupo Os Quebradeiras vira comemoração do Brasil contra a Coreia do Sul
Como diriam os memes futebolísticos, o Brasil não venceu a Copa do Mundo do Catar, mas deu um verdadeiro show de resenha durante a competição.
Na vitória por 4 a 1 sobre a Coreia do Sul, Neymar, Lucas Paquetá, Raphinha e Vinícius Júnior comemoraram um dos gols com a coreografia de “Pagodão do Birimbola”, sucesso do grupo Os Quebradeiras.
A faixa mistura funk com influências do pagodão baiano e faz referência à música “Tchubirabirom”, do Parangolé. O grupo de Niterói viralizou nas redes sociais com a dança, que já havia sido compartilhada por Neymar antes mesmo do Mundial.
‘Pagodão do Birimbola’: dança do grupo Os Quebradeiras vira comemoração do Brasil contra a Coreia do Sul
A dança do pombo — 2022
Richarlison e Tite fazendo a ‘dança do pombo’
Reprodução/TV Globo
No mesmo jogo contra a Coréia do Sul em 2022, Richarlison também deixou o seu gol.
Na comemoração, repetiu sua já tradicional “Dança do Pombo”, inspirada na música criada por MC Faísca em 2008 e popularizada anos depois graças a vídeos publicados pelo próprio atacante nas redes sociais.
O sucesso foi tanto que até o técnico Tite entrou na brincadeira e reproduziu a coreografia à beira do campo, em uma das imagens mais lembradas da campanha brasileira no Catar.
‘Dança do pombo’: autor da música que gerou apelido de Richarlison hoje é motorista de aplicativo

Fonte: G1 Entretenimento