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O que significa identificar-se como pansexual


Para as pessoas que se identificam como pansexuais, o gênero não influencia a equação da atração. De forma geral, o termo ‘pansexual’ — representado pelas cores do bottom da imagem — atende ao propósito de retirar a importância de gênero da equação de atração
Getty Images via BBC
Mariel Eaves tem 34 anos. Ela conhecia há muito tempo sua atração por “pessoas de vários gêneros”, mas não tinha pensado muito sobre o que isso significava para sua identidade até cerca de seis anos atrás.
Foi quando, como profissional clínica social que oferecia terapia para “pessoas trans e queer” na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, eles começaram a aprender novos termos para descrever orientações sexuais. Um deles era “pansexual”, que eles ainda não haviam considerado até então.
Mais ou menos na época, Eaves — que usa os pronomes they/them em inglês (eles) para referir-se a si própria — também percebeu que sua identidade de gênero era não-binária (ou seja, nem feminino, nem masculino). Para eles, essa percepção veio de encontro à sua identificação como pansexual.
“Sinto que meu gênero muda [e] devido a isso, consegui pensar nas coisas mais como um espectro”, explicam eles. “Isso me permitiu sair dos binários que, na cultura americana, são meio que doutrinados.”
Atualmente, em vez de pensar muito sobre os gêneros dos seus parceiros reais ou possíveis, a identificação como pansexual significa para Eaves concentrar-se em outros aspectos das identidades dos seus parceiros, como “seus valores, suas condutas, a forma como eles me tratam, se temos interesses ou objetivos comuns”, afirmam eles. “O gênero está no fim da lista.”
Após surgir como conceito cerca de um século atrás para descrever de forma mais ampla o papel desempenhado pela sexualidade na vida das pessoas, o significado da pansexualidade mudou significativamente ao longo dos anos. O termo veio à tona mais recentemente na cultura popular, quando celebridades como a cantora e compositora americana Janelle Monáe o usou para descrever suas orientações sexuais.
Ella Deregowska — voluntária e embaixadora da juventude para a ONG LGBTQIA+ Just Like Us, com sede em Londres — considera a pansexualidade “o termo quase mais aberto que posso encontrar para explicar a atração sexual”. Com 23 anos de idade, ela afirma que a expressão “representa a sensação de ‘tenho atração por seres humanos por quem eles são e nada mais que isso”.
É claro que nem todos os que se identificam como pansexuais definem o termo da mesma forma. Alguns também usam outras palavras, como bissexual, para descrever sua orientação, além de pansexual.
Mas, de forma geral, o termo atende ao propósito de retirar a importância de gênero da equação de atração. Como no caso de Eaves, ele permite que as pessoas coloquem o gênero no “fim da lista” quando o assunto é decidir o que mais interessa sobre seus parceiros românticos e sexuais.
Ella Deregowska afirma que a pansexualidade oferece a liberdade de seguir a atração a qualquer lugar que ela a leve
Arquivo Pessoal via BBC
A complicada história da pansexualidade
Reduzir a importância do papel de gênero na atração e nos relacionamentos é o papel central da pansexualidade. Mas existem na prática algumas nuances sobre o seu significado para as pessoas pansexuais.
O personagem David Rose, interpretado pelo ator Dan Levy na série canadense de televisão Schitt’s Creek, usa o vinho como analogia para descrever o significado da pansexualidade para ele.
“Eu bebo vinho tinto, mas também bebo vinho branco e tenho tentado experimentar o rosé de vez em quando. Dois verões atrás, experimentei um Merlot que costumava ser Chardonnay, o que ficou um pouco complicado”, explica o personagem. “Eu gosto de vinho e não do rótulo, faz sentido?”
Para Eaves, identificar-se como pansexual “significa que não levo muito em conta a identidade de gênero para definir por quem sou atraída ou se quero namorar alguém. Se a sua identidade de gênero mudar ou se eles aprenderem coisas novas sobre si próprios, isso também não muda o que eu sinto pelas pessoas.”
Já na visão de Deregowska, pansexual simplesmente descreve a forma como ela experimenta a atração melhor do que outros termos.
“Já usei outros rótulos anteriormente, como bissexual ou lésbica, mas eles pareciam limitadores demais”, afirma ela. “Eu posso ser atraída, por exemplo, por uma mulher em um momento e por alguém que é não binário, em outro.”
Mas, cerca de um século antes de pessoas como Eaves e Deregowska começarem a definir a pansexualidade desta forma, a conotação era muito diferente. Na época, o termo apareceu na publicação Journal of Abnormal Psychology. Nela, J. Victor Haberman resumiu criticamente o pensamento do psicoanalista Sigmund Freud sobre como o sexo motivava todas as ações humanas.
Haberman definiu o ponto de vista de Freud com a palavra “pansexualismo”: a ideia de que os instintos sexuais desempenham papel central em tudo o que os seres humanos fazem. Em outras palavras, “pansexualismo” não descrevia uma orientação sexual, mas sim a influência superdimensionada da sexualidade sobre a vida das pessoas.
Isso só foi mudar anos depois. Ajudando a definir o caminho da mudança, o pesquisador do sexo Alfred Kinsey sugeriu, perto dos anos 1940, que a sexualidade existia em um espectro, indicando que as pessoas poderiam usar rótulos além de “heterossexual” ou “homossexual” para descrever suas orientações. Assim foi aberta a porta para o aumento da terminologia.
Foi perto dos anos 1970 que as pessoas começaram a usar em público o termo “pansexual” com significado mais próximo do que tem hoje em dia.
Em 1974, por exemplo, o roqueiro americano Alice Cooper afirmou em uma entrevista que “o prefixo ‘pan’ indica que você está aberto a todo tipo de experiências sexuais, com todo tipo de pessoas. Significa o fim das restrições; significa que você pode se relacionar sexualmente com qualquer ser humano.”
Foi perto dos anos 1970 que as pessoas começaram a usar em público o termo ‘pansexual’ com significado mais próximo do que tem hoje em dia
Getty Images via BBC
O que significa identificar-se como pansexual hoje em dia?
Não existem amplas informações sobre a demografia das pessoas que atualmente se identificam como pansexuais.
“Ainda não há muitos estudos elaborados sobre [a pansexualidade]”, segundo April Callis, diretora associada de Iniciativas LGBTQ+ do Centro de Diversidade e Inclusão Estudantil da Universidade Miami em Ohio, nos Estados Unidos, que estudou a bissexualidade e a pansexualidade.
Na experiência de Callis, sempre houve “uma luta real para que as pesquisas até sobre a bissexualidade fossem observadas e compreendidas como algo legítimo”.
Com todos os outros termos novos sobre a sexualidade que vêm entrando em uso comum, desde a demissexualidade até a pansexualidade, “simplesmente ainda não houve aquela disposição de começar a explorá-los”, segundo ela, do ponto de vista da pesquisa mais formal. Afinal, essas identidades começaram a entrar no discurso comum apenas poucos anos atrás.
Mas, em 2016, pesquisadores de Sydney, na Austrália, pesquisaram 2.220 pessoas que não se identificavam como heterossexuais — e 146 desses participantes identificaram-se como pansexuais.
A pesquisa demonstrou que os participantes que se identificavam como pansexuais normalmente eram mais jovens, em comparação com os que se identificavam como pessoas lésbicas, gays ou bissexuais. E também apresentaram maior propensão a não se identificarem como de gênero cis (alguém cuja identidade de gênero corresponde à atribuída no nascimento).
Callis sugere que isso pode ter ocorrido porque participantes com mais idade não tinham a palavra “pansexual” facilmente disponível para descrever suas orientações. As gerações mais velhas podem ter combinado a bissexualidade e a pansexualidade, já que este último termo não era comumente usado na época em que eles questionavam suas identidades.
Callis acrescenta que, mais recentemente, a pansexualidade vem sendo usada para diferenciar-se da bissexualidade, que indica um foco no gênero quando o assunto é atração. “Bi” pode indicar atração aos dois gêneros binários, masculino e feminino, ou pode indicar atração às pessoas que compartilham o mesmo gênero da pessoa ou que não compartilham aquele gênero.
Richard Sprott, diretor de pesquisa da ONG Alternative Sexualities Health Research Alliance da Califórnia, nos Estados Unidos, escreveu sobre a prevalência da pansexualidade nas comunidades kink e BDSM. Para ele, a pansexualidade transmite maior sensação de estabilidade que termos mais amplos como queer, por comunicar uma atração mais estática com relação às pessoas, independentemente do seu gênero.
“A pansexualidade é ainda muito flexível, mas, ao mesmo tempo, ela não está necessariamente tentando comunicar que as coisas podem mudar de forma fluida”, afirma ele.
Mas identificar-se como pansexual não exclui necessariamente a identificação simultânea com outras orientações sexuais. Eaves, por exemplo, usa os termos pansexual, bissexual e queer para descrever-se. Eles consideram que todos esses termos são razoavelmente similares e o contexto, muitas vezes, indica qual eles escolhem para usar em um dado momento.
“Em um espaço que eu sei que é ocupado predominantemente por outras pessoas da comunidade LGBTQIA+, provavelmente direi apenas que sou queer porque, a menos que eu esteja tentando namorar alguém especificamente, é mais importante saber que sou da comunidade do que a forma exata como tenho relacionamentos”, afirmam eles. “Eu me identifico principalmente como pansexual, mas uso bissexual como definição alternativa para pessoas que não têm tanta familiaridade com o termo pansexual, que é mais novo.”
E identificar-se com um termo “mais novo” também traz suas dificuldades. Callis afirma que os conceitos errôneos sobre a pansexualidade incluem as pessoas que acreditam que aqueles que se identificam como pan não podem ser monogâmicos (já que eles têm sexo com qualquer pessoa!) e que eles estão adotando uma “identidade da moda” — em outras palavras, estão descrevendo-se como pan porque está na moda.
Eaves conta que costuma enfrentar “invalidações vulgares”, como pessoas heterossexuais perguntando “se você está namorando um homem, por que se identifica como pansexual?” E, como educadora, Eaves às vezes se sente levada a ensinar mais do que gostaria nesse tipo de cenário.
“Tenho dificuldade de definir onde devem ficar esses limites, se estou disposta a instruir alguém naquele momento ou se quero apenas poder ser quem eu sou”, eles contam.
Já Deregowska está cansada de ouvir sempre as mesmas brincadeiras — como aquela em que as pessoas ouvem que ela é pansexual e perguntam “então você tem atração por panelas?”
“Pode ser algo sensível uma pessoa apresentar-se a alguém novo e comentar sobre seus rótulos, de forma que respostas na forma de brincadeiras não caem bem comigo”, afirma ela.
Liberdade do gênero binário
Individualmente, identificar-se como pansexual é uma escolha pessoal, mas o termo traz implicações sociais mais amplas. Para Richard Sprott, “a ideia de que o que as pessoas acham atraente em outras pessoas pode não ter nada a ver com seu gênero ainda é meio que uma ideia radical”.
“Nossa sociedade atual e, honestamente, nossas teorias atuais de orientação sexual consideram que uma das coisas mais importantes que nos atraem é o gênero de uma pessoa”, segundo ele. “A pansexualidade é uma das formas de contestar essa ideia, em termos de ciência e de sociedade.”
E contestar essa ideia fez com que mais pessoas falassem abertamente sobre a pansexualidade, oferecendo aos demais a linguagem que finalmente expressa como elas experimentam a atração.
Usar o rótulo “pan” não mudou quem eles namoram, mas mudou a forma como Eaves se comunica com essas pessoas.
No passado, quando Mariel Eaves namorava homens cis, eles “talvez considerassem que eu fosse heterossexual”, eles contam, e teriam se sentido ameaçados ao saberem que não era o caso. Agora, Eaves conta logo de início que é pansexual às pessoas que estiver namorando.
Esta abordagem direta também foi uma bênção para os seus parceiros. Como Eaves não namora pessoas com base no seu gênero, seus namorados passaram a ter mais espaço para explorar suas próprias identidades de gênero, já que não se sentem pressionados para permanecer estáticos para atender aos parâmetros de atração de Eaves.
Eaves afirma que “não parece ameaçador [para eles] considerar que sua identidade pode não ser aquela que eles adotaram muito tempo atrás”.
E identificar-se como pansexual retirou um certo grau de estresse das experiências de Ella Deregowska. Segundo ela, “posso mover-me com maior fluidez e aceitar cada atração que sinto sem achar que preciso reconsiderar minha identidade ou rótulo para explicá-la”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Projota vai atrás do drill em ‘Corra!’, single com beat e arranjo do produtor Insane Tracks


Projota versa em tom assertivo contra o racismo na letra de “Corra!’, single lançado na noite de ontem, 13 de outubro
Thiago Sales / Divulgação
♪ A edição do single Corra! na noite de ontem, 13 de outubro, sinaliza que Projota quer se manter atualizado na cena de hip hop. O rapper paulistano vai atrás do drill – subgênero do rap surgido em Chicago (EUA) a partir do trap, pautado por batidas graves de climas sombrios e bastante propagado nos últimos dois anos – na gravação dessa música em que a letra de Projota é inserida no beat, efeitos e arranjo do produtor paulista conhecido pelo nome artístico de Insane Tracks.
O single Corra! foi gravado em Itupeva (SP), sob direção musical de Projota com Haroldo Tzirulnik, e mixado no Fibra Studio (RJ) por Gabriel Lucchini. Já a masterização foi feita em estúdio da Espanha por Fernando Delgado.
Na letra de Corra!, Projota versa sobre a ferida ainda aberta do racismo, rimando em tom assertivo, como exemplificam versos como “Querem que eu fique calado, preto não pode falar / Querem que eu seja um bom gado, pra ser fácil de domar / Povo brasileiro é tão guerreiro, ele sempre aprende a superar” / A gente não quer mais superação / A gente quer champanhe com caviar”.
Com a palavra, o artista: “Eu compus essa música após muito tempo de reflexão e em meio a um profundo rancor que guardei por conta de cada momento em que o racismo se fez presente em minha vida. Nos meus últimos trabalhos, eu estava lidando com problemas internos como a depressão e isso se refletia nas letras que falavam muito sobre os meus problemas, mas agora me sinto apto novamente para falar sobre os nossos. Essa música é um grito de liberdade, é para deixar claro que não somos descendentes de escravos, mas de reis e rainhas, além de religiosos, pensadores, poetas, músicos, médicos, engenheiros, etc. Corra! é para tacar fogo na casa grande”, caracteriza Projota em depoimentos inserido no texto promocional do single editado pelo rapper via Universal Music.
Capa do single ‘Corra!’, de Projota
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Diogo Nogueira aposta no apelo popular de ‘Talismã’ em single que anuncia álbum ao vivo


Diogo Nogueira em março na gravação do álbum ‘Ao vivo no Noites Cariocas’ em show na cidade do Rio de Janeiro (RJ)
Marcos Hermes / Divulgação
♪ Uma das muitas canções românticas geradas ao longo dos anos 1980 pela produção em escala industrial da dupla de compositores Michael Sullivan & Paulo Massadas, Talismã ganhou a cadência do samba na gravação feita pelo cantor carioca Elson do Forrogode (1942 – 2017) e lançada em 1989 no álbum Alô Brasil.
O sucesso foi tanto que, no ano seguinte, Leandro & Leonardo trouxeram Talismã para o universo sertanejo em gravação que fechou o álbum lançado pela dupla em 1990.
Contudo, por conta do estouro de Talismã na voz de Elson do Forrogode, a música sempre gerou mais registros de cantores e grupos associados ao samba, como Exaltasamba, Jorge Aragão, Grupo Papo 10 e Neguinho da Beija-Flor.
Diogo Nogueira se junta hoje, 14 de outubro, a esse time com a edição do single Talismã – Ao vivo no Noites Cariocas, primeira amostra do álbum Diogo Nogueira ao vivo no Noites Cariocas, programado para 18 de novembro.
De forte apelo popular, a música já fazia parte do shows do cantor carioca, mas até então nunca tinha tido registro fonográfico na voz de Diogo.
Gravado em março, o álbum Diogo Nogueira ao vivo no Noites Cariocas foi gravado em março, com produção musical e arranjos de Rafael dos Anjos, em apresentação do cantor no evento Noites cariocas, no Morro da Urca, um dos cartões-postais da cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Capa do single ‘Talismã – Ao vivo no Noites Cariocas’, de Diogo Nogueira
Marcos Hermes

Fonte: G1 Entretenimento

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Matheus, dupla de Kauan, sobre música com Jorge e Mateus: ‘Quando acabei de compor, soou nostálgico’


‘Pactos’ foi lançada nesta quinta-feira (13) e faz parte do EP ‘Basiquinho’. Matheus e Kauan lançam “Pactos” em parceria com Jorge e Mateus
Divulgação
Matheus e Kauan lançaram mais uma faixa em parceria com Jorge e Mateus. “Pactos” faz parte do EP “Basiquinho” e foi divulgada nesta quinta-feira (13).
Ao longo de suas carreiras, as duplas já haviam gravado juntas as faixas “Mundo Paralelo” (2013), e “Quarta cadeira” (2018). Além disso, Mateus participou da canção “Eu tentei”, gravada por Matheus e Kauan também em 2013.
“‘Compus ”Pactos’ música em um hotel no interior de São Paulo, antes de um show, e quando acabei me soou muito nostálgico, me lembrando as músicas e álbuns que ouvia do Jorge e Mateus em meados de 2012/ 2013″, afirmou Matheus Aleixo, que assina a faixa.
“Parecia que eu estava voltando no tempo e ao mesmo tempo tendo a chance de fazer algo novo, onde podíamos trazer uma sonoridade diferente. Na mesma hora, mandei para o Jorge e Mateus, que acharam a música incrível e foi onde surgiu o convite e aceitaram na mesma hora”, completou o cantor sertanejo.
O EP “Basiquinho” conta ainda com uma faixa que dá nome ao projeto, além de “Bololô” e “Pose”, que serão lançadas nas próximas semanas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ativistas jogam sopa de tomate em obra de Van Gogh


Duas mulheres do grupo Just stop Oil lançaram duas latas de molho no quadro Sunflowers, na National Gallery, em Londres. Manifestantes foram detidas pela polícia. Ativistas jogam molho de tomate em obra de Van Gogh
Reprodução/Instagram
Ativistas do grupo Just Stop Oil jogaram sopa de tomate no quadro Sunflowers, de Van Gogh, que está na National Gallery, em Londres.
O grupo, que tem feito protestos contra as mudanças climáticas na última quinzena na capital britânica, publicou em suas redes sociais imagens da manifestação.
Segundo o jornal The Guardian, duas mulheres entraram na sala da galeria onde a obra está exposta e e lançaram duas latas de sopa de tomate na pintura, que está protegida por um vidro.
De acordo com a agência Reuters, a polícia local informou que “oficiais agiram rapidamente depois que manifestantes do Just Stop Oil lançaram uma substância no quadro. As duas manifestantes foram detidas por crime de dano”.
No Instagram, o grupo questionou se “a arte vale mais que a vida, mais do que comida, mais do que justiça”.
Por enquanto, a galeria não se manifestou sobre o assunto.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Novo livro de Bob Dylan traz reflexões sobre composição musical


‘The Philosophy of Modern Song’ está previso para ser publicado em novembro. Trechos da obra foram adiantados no jornal ‘The New York Times’. Bob Dylan, em 2012, no segundo dia do Hop Festival em Paddock Wood, Kent, Reino Unido
Reuters/Ki Price
Os fãs de Bob Dylan foram apresentados a trechos do novo livro da lenda do ‘folk-rock’ americano e ganhador do Nobel, “The Philosophy of Modern Song”, previsto para ser publicado no mês que vem, após a divulgação de trechos no jornal The New York Times.
Bob Dylan: os bastidores das cinco turnês que o músico fez no Brasil entre 1990 e 2012
G1 Ouviu Bob Dylan reflete sobre a humanidade e a morte em ‘Rough and rowdy ways’
Trata-se de uma coleção de ensaios, seu primeiro livro escrito desde 2004, quando lançou “Chronicles, Volume One”, e explora o poder da composição musical. Sua publicação está prevista para 8 de novembro pela editora Simon and Schuster.
Trechos publicados no NYT mostram reflexões do aclamado poeta e músico americano sobre “Strangers in the Night”, música de Frank Sinatra, e “My Generation”, hino da banda de rock britânica The Who.
Bob Dylan
Divulgação
Muitos dos ensaios incluem “refrões” ampliados por Dylan em suas próprias palavras a partir de uma peça mais curta e solta, na qual o artista se estende sobre o tema em questão.
“Algo em seu espírito vital, seu pulso, algo que corre no sangue, te diz que você deve ter este sentimento terno de amor agora e para sempre, essa essência de amor devoto agarrada com força. Isso é essencial e necessário para continuar vivo e enganar a morte”, escreveu Dylan sobre Sinatra.
O livro também inclui reflexões sobre outros artistas, como Hank Williams e Nina Simone.
Dylan, que estreou na cena ‘folk’ nova-iorquina no começo dos anos 1960, vendeu mais de 125 milhões de álbuns em todo o mundo.
O artista de 81 anos mantém um rigoroso calendário de turnês, e atualmente está em um giro mundial que se estenderá até 2024.
Em 2020, ele lançou seu 39º álbum de estúdio, “Rough and Rowdy Ways”, aclamado pela crítica.
Ele ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 2016 “por ter criado novas expressões poéticas dentro da grande tradição de canções americanas”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Barbie desenvolve boneca especial para celebrar cantora Tina Turner


Criação é feita em homenagem ao 40º aniversário do sucesso ‘What’s Love Got To Do With It’. Tina Turner ganha Barbie em sua homenagem
Mattel/via Reuters
A fabricante de brinquedos Mattel está homenageando a cantora norte-americana Tina Turner no 40º aniversário de seu hit “What’s Love Got To Do With It”, com uma boneca Barbie criada à sua semelhança.
A boneca, que faz parte de sua Barbie Signature Music Series, está vestindo uma roupa inspirada no videoclipe da música – um mini vestido preto combinado com uma jaqueta jeans e seu penteado mais famoso.
“Tenho a honra de receber minha Barbie no grupo de mulheres pioneiras já representadas e apresentar mais crianças à minha jornada”, disse Turner, de 82 anos, em um comunicado.
Barbie e Tina Turner
Mattel/via Reuters
A oito vezes vencedora do Grammy fez enorme sucesso no final dos anos 1960 e início dos anos 1970, ao lado de seu ex-marido, Ike Turner, mas o casal se divorciou em 1978 após um casamento turbulento.
No início de novembro de 2019, Turner participou da noite de abertura do The Tina Turner Musical, na Broadway, que narra sua vida e trabalho.
Ela se aposentou após sua última turnê, que terminou em 2009.
Turner, que nasceu no estado norte-americano do Tennessee, mudou-se para a Suíça em 1995 para se juntar ao seu companheiro, o produtor musical alemão Erwin Bach, com quem se casou em 2013, e se tornou cidadã do país em abril daquele ano.

Fonte: G1 Entretenimento

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Anderson Leonardo, do grupo de pagode Molejo, é diagnosticado com câncer


Comunicado foi feito pelas redes sociais do cantor e da banda. Segundo as informações, os compromissos do grupo estão mantidos. Anderson Leonardo é diagnosticado com câncer
Reprodução/Instagram
O cantor Anderson Leonardo, vocalista do grupo de pagode Molejo, foi diagnosticado com câncer. O comunicado foi publicado na noite de quinta-feira (13) nas redes sociais do cantor e da banda. A nota não especifica onde o câncer está localizado.
Segundo as informações do comunicado, o músico já está em tratamento e os compromissos da banda estão mantidos.
Comunicado do grupo Molejo sobre diagnóstico de câncer do cantor Anderson Leonardo
Reprodução/Instagram
“Aos amigos, fãs e contratantes informamos que nosso cantor Anderson Leonardo após uma bateria de exames foi diagnosticado com tumor primário oculto (câncer), o mesmo já está em tratamento e esclarece que todos os compromissos e agenda com o Grupo Molejo serão mantidos”, diz a nota.
Grupo Molejo em 2018
Divulgação / Grupo All
“Anderson Leonardo conta com apoio e orações de todos e reitera que espera vocês nos shows levando toda irreverência e alegria como sempre fez nesses 35 anos de carreira, quaisquer novidades sobre seu quadro informaremos por aqui.”

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Os Anéis de Poder’: quem é Morfydd Clark, galesa que interpreta Galadriel na série


Série baseada em ‘O Senhor dos Anéis’ encerra primeira temporada nesta sexta-feira (14). Atriz assume papel da protagonista, vivida por Cate Blanchett nos filmes de Peter Jackson. Antes da estreia de “Os Anéis de Poder”, Morfydd Clark ainda defendia que não interpretava uma das protagonistas (ou até mesmo A protagonista) da série baseada em “O Senhor dos Anéis”. Com o lançamento do último episódio da primeira temporada nesta sexta-feira (14), a afirmação parece negação de uma atriz que aos 33 anos ganha seu primeiro grande papel de destaque.
“Eu não acho que há muito isso de história principal, o que eu acho que é muito melhor. Para mim, pessoalmente. Também quer dizer que, quando você está filmando, tem um certo tempo livre. Também significa que, ao assistir, há partes que você pode curtir de verdade”, afirma a galesa nascida na Suécia em entrevista ao g1.
“Porque não estamos neles”, completa, com uma franca modéstia.
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Robert Aramayo e Morfydd Clark em ‘Os Anéis de Poder’
Ben Rothstein/Prime Video
Não basta que sua personagem, a elfa Galadriel, apareça no primeiro quadro da primeira cena da série – de orçamento bilionário e possivelmente definidora do futuro dos estúdios da Amazon – ou seja uma das mais velhas da Terra-média criada por J. R. R. Tolkien e retratada na trama.
Ao longo dos sete episódios iniciais, a personagem vê suas tropas se rebelarem, nada por dias no mar aberto, é presa por um dos maiores reinos avessos a elfos, conquista um poderoso aliado, mata dezenas de orques e, finalmente, assiste impotente à obliteração de uma região inteira.
Com o lançamento do finale na plataforma de streaming Prime Video nesta sexta, pelo menos, talvez a protagonista (sim) finalmente tenha alguma resposta à sua grande obsessão (que ela divide sem saber com o público): Sauron está vivo e de volta à Terra-média?
Criador e elenco de ‘O Senhor dos Anéis: Os anéis de Poder’ falam sobre a série
Vestindo as orelhas pontudas
Apesar de tantas provações na história, um dos maiores desafios da atriz foi assumir o mesmo papel interpretado por Cate Blanchett (“Thor: Ragnarok”) na trilogia de filmes dirigida por Peter Jackson – por mais que a australiana ganhadora de dois Oscars apresente uma Galadriel milhares de anos mais velha.
Pelo menos a pressão não influenciou sua atuação no processo de seleção. Afinal, Morfydd nem sabia por qual personagem lutava.
“Por sorte, quando eu estava participando dos testes, não sabia que estava tentando o papel da Galadriel, o que eu acho que foi bom. Quando eu descobri, não podia acreditar. Eu amo aqueles filmes”, diz a atriz.
“E eu amo a Galadriel da Cate Blanchett. Ela é tão mágica. E eu apenas aceitei. Tenho sorte de saber qual foi o fim do meu personagem. E sorte de ter uma performance tão linda de onde ela terminou.”
Morfydd Clark em cena de ‘Os Anéis de Poder’
Matt Grace/Prime Video
Morfydd pode até ser desconhecida do grande público, mas já deu as caras em outra adaptação de uma grande série literária de fantasia. A participação como a vilanesca irmã Clara em “His dark materials” é breve, mas já mostra o amor da atriz pelo gênero.
“Minha família sempre amou fantasia. Eram os livros que meus pais meio que escolheram ler para mim. Eu nasci na Suécia. Quando eu fui embora, aos 2 anos, meus pais meio que ganharam todos esses livros de fantasia e mitos suecos”, conta ela.
“No País de Gales há muitos mitos do mabinogi. Então, eu sempre amei fantasia e magia. É um alívio quando a vida fica um pouco demais. Eu desapareço nessas palavras.”
Morfydd Clark e Fabian McCallum em cena de ‘Os Anéis de Poder’
Divulgação/Prime Video

Fonte: G1 Entretenimento

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Pen drives, ensaios, ‘gigs’: tudo o que você queria saber de DJs, mas tinha vergonha de perguntar


DJ brasileira mais requisitada por festivais fala ao g1 sobre mitos e verdades da profissão. Como é ser DJ no Brasil? Como se estuda para ser DJ? Tem quem só pluga o pen drive? Atração de festivais como Coachella, Tomorrowland, Ultra e Rock in Rio, Anna é a DJ brasileira mais requisitada do mundo.
A paulista Anna Lida Miranda tem mais de 20 anos de carreira e começou tocando axé na boate do pai, o club Six em Amparo (SP).
Ao g1, ela respondeu 10 dúvidas sobre música eletrônica que você provavelmente tinha vergonha de perguntar (ouça a entrevista no podcast abaixo).
Como é ser DJ no Brasil?
Anna começou tocando Axé no interior de São Paulo. No começo da carreira, é natural ter menos controle no próprio repertório e usar as apresentações para aprender e para fazer seu nome.
“Olhando para trás, eu nunca pensei nisso, mas foi tudo acontecendo organicamente. Quando eu digo meu pai tem club, pode parecer que eu tinha essa ‘entrada’, mas na verdade era só um club no interior de São Paulo. Ele não conhecia ninguém, eu não conhecia ninguém. Foi super orgânico, esse processo é longo, não foi de uma hora para outra.
Quando eu ia tocar no clube do meu pai, fui conhecer alguns núcleos pequenos de Serra Negra, ali do lado da cidade [Amparo] e acontecia de alguém de São Paulo vir me ver tocar e me convidar para tocar em um clube de São Paulo. E aí, no clube pequeno de São Paulo, alguém conhece alguém que me viu tocar, que me adorou tocando, mixando e me convidou para tocar no Manga Rosa, que era um clube em São Paulo famoso na época… eu fui conseguindo essas ‘gigs’ [shows] mais importantes em São Paulo, organicamente, sem ajuda de ninguém. Alguém me via ‘Ó, quem é essa menina? Vamos trazer ela para tocar aqui’.”
PERFIL: Quem é Anna, a DJ onipresente em festivais?
Por que é tão importante fazer sucesso fora?
A DJ diz que precisou sair do Brasil, indo morar em Barcelona, na Espanha, para que a carreira mudasse de patamar. Por lá, conseguiu melhores contatos com agências e outros DJs. Ela também ficou mais perto de festivais, festas e cidades onde há mais espaço para a música eletrônica, como Ibiza, também na Espanha.
“Quando comecei a tocar, sinceramente, o que eu queria era ter dinheiro suficiente para pagar o meu aluguel em São Paulo e consegui viver disso. Nunca, jamais imaginei ir para a Europa. Se você me dissesse naquela época que eu ia morar na Europa e tocar aqui nos principais festivais, eu iria que isso era impossível.
Eu nunca cresci muito no Brasil. Eu tinha minhas ‘gigs’, mas era coisa pequena, não era nada como hoje. Eu só ganhei visibilidade no Brasil quando saí do Brasil e fiz sucesso na Europa. Aí eu fui reconhecida, meu trabalho foi crescendo. Você já consegue uma visibilidade maior, tem o trabalhado mais promovido, porque através da venda de música dos streamings a gente consegue atingir muita gente, né? E aí foi começando a acontecer.”
Anna, atração do Rock in Rio, mostra equipamentos para ensaiar e produzir em casa
Divulgação/Facebook da DJ
Como se estuda para ser DJ?
Cursos de produção musical e tutorais sobre equipamentos e programas de áudio no geral fazem parte do cardápio de credenciais de aspirantes a DJ. O profissional do ramo que quer ser reconhecido tem que saber improvisar ao vivo, fazer colagens e mixagens de sons.
“Eu sempre me dediquei bastante ma minha carreira, eu estudei produção musical, estava sempre fazendo crescer e aperfeiçoando a minha arte, né? Até que chegou a hora eu comecei a lançar em alguns selos importantes…
Eu estava o dia inteiro jogando vôlei e treinando e participando dos times, ia jogar profissionalmente, mas aí a música entrou na minha vida foi como eu esqueci tudo então, eu acordava pesquisando música treinando aprendendo a mexer nos equipamentos descobrindo coisas… Quando eu comecei a tocar música eletrônica, eu acordava e praticava 10 horas por dia. Aprender uma técnica de mixagem, principalmente com vinil, não é tão fácil, requer treinamento, prática para você fazer bem sabe. Não é simples. Não sei se as pessoas sabem, mas é difícil.
Quando eu não estava praticando, eu estava pensando nisso, pesquisando música. Eu tinha os equipamentos do meu pai, nisso fui sortuda, mas ele nunca me ensinou nada. Eu aprendi sozinha. Ele tinha alguns equipamentos reservas que ficavam na casa da minha avó também, em um porão. Estava tudo lá, então, eu tinha um sistema de som bom para praticar.”
DJ Anna em dois dos vários festivais onde já se apresentou: Tomorrowland e Coachella
Divulgação/Facebook da DJ
O que é EDM?
“EDM [sigla em inglês para música eletrônica dançante] é o som que o Alok toca, que o Marshmallo toca. É um som mais comercial, mais acessível. Eles trabalham bastante com letras de músicas conhecidas em cima de uma batida eletrônica, e por isso também que o público se identifica mais.”
Tem DJ que só pluga o pen drive?
São raros os casos de DJs que só plugam pen-drive com um set pronto, ou com vários trechos do set prontos. DJs do topo da categoria não fazem isso.
“Acontece de usar pen drive, de colocar um set pronto e fingir que está tocando… isso acontece no nosso meio, mas é mais naqueles super shows que têm tudo marcado: a hora do fogo, a hora de falar. É mais shows de EDM. No meio da música eletrônica mais underground isso não acontece, porque uma das coisas que é a graça é mixar na hora. Eu, por exemplo, toco com pen drive, mas o que tem dentro daquele pen drive é todo o material que eu uso para mixar na hora. Eu passo dias produzindo no meu estúdio.
Eu toco com quatro CDJs [tocadores de música digital] e fico fazendo tudo na hora. Eu coloco tudo dentro desses pens drives e ali na hora é tudo improvisado. Eu mixo três músicas ao mesmo tempo, faço loops, corto, então é uma performance ali, tem uma técnica de mixagem. Além disso tem todo um trabalho semanal, porque geralmente DJ toca a quinta ou sexta até sábado ou domingo. Mas além dos shows, a maioria dos DJs passa a semana inteira no estúdio produzindo música para tocar.
Colocar set pronto no pen drive é muito raro. Lembro quando eu fui gravar uma edição especial do Tomorrowland [era uma live do festival durante a pandemia] e eles criaram uma coisa impressionante, parecia Hollywood. Tinha uma tela verde imensa. Eles perguntaram se teria como trazer um set pronto, gravado antes. Eu falei: ‘jamais eu vou mandar um set pronto, isso nem passa na cabeça’.”

Fonte: G1 Entretenimento