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Lucas Souza se retrata, pede desculpas e nega término com Jojo Todynho: ‘Errei’


Militar pediu desculpas publicamente à companheira por anunciar fim do relacionamento. Ele também afirmou que não quis causar polêmica para atrair atenção às suas redes sociais.
Jojo e Lucas Souza brigam publicamente no Instagram
Reprodução/Instagram
Depois de anunciar que havia terminado o casamento com a cantora Jojo Todynho, o militar Lucas Souza voltou às redes sociais neste domingo (9) para se retratar, dizer que o casamento está bem e pedir desculpas à companheira.
“Está tudo bem entre eu e a Jojo. A gente já conversou e está tudo certo. Gostaria de pedir desculpa para ela publicamente, me retratar publicamente. Gostaria de pedir desculpas pela atitude imediatista”, afirmou, em vídeo postado em sua conta do Instagram.
Ele também afirmou que a publicação sobre o relacionamento não era uma peça para atrair atenção e marketing.
“Errei. Tive uma atitude sem pensar. Não deveria ter exposto isso na internet”, completou.
Término pelo Instagram
Ontem, ao anunciar o término, o militar ainda aproveitou para alfinetar a esposa publicamente. “Nem só de amor uma relação se constitui, o respeito, lealdade e a gratidão são essenciais!”, escreveu.
Menos de uma hora depois do desabafo de Lucas, a cantora se manifestou também pelo Instaram. “Hoje, eu e Lucas tivemos briga de casal como todo mundo briga. Ele tomou a atitude dele e está tudo certo. Então, se ele tomou a atitude dele, está tudo maravilhosamente bem. E é isso, vamos curtir o sábado”, disse, em vídeo publicado nos stories da rede social.
Jojo Todynho também demonstrou ter sido pega de surpresa pelo anúncio de Lucas. “Estou no shopping. Vou sentar para ler, porque não estou nem sabendo de nada. Vim trazer minha afilhada para comprar o presente dela. Eu já falo com vocês”, disse, antes de se pronunciar sobre o assunto.
Os dois noivaram em dezembro do ano passado. Na ocasião, Jojo disse ter sido pega de surpresa por Lucas com um pedido de noivado inesperado e cheio de romantismo. O casamento ocorreu após pouco mais de um mês, em 29 de janeiro deste ano, em cerimônia no Rio de Janeiro.
Jojo Todynho fica noiva após surpresa do namorado Lucas Souza
Foto: @jourbenifotografia/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Luthuly se associa aos beats do produtor Nave em EP que inclui música gravada com Bivolt


Luthuly (à direita) e Bivolt na capa do single ‘Ela’, faixa de ainda inédito EP do cantor e compositor carioca
Divulgação
♪ O romantismo sensual de Ela – música gravada por Luthuly em dueto com a rapper Bivolt e lançada em single posto em rotação na sexta-feira, 7 de outubro – já estava entranhado no primeiro álbum solo do cantor e compositor carioca, Pele (2020).
A diferença é que, enquanto o repertório de Pele soou embebido no R&B contemporâneo que pautava até então a discografia solo de Luthuly Ayodele, Ela dilui essa matriz negra do som do artista em solução pop e atual, sem flertar com a MPB, como alardeado no texto enviado à mídia pelo selo slap para promover o single Ela.
Assim como Meu bem (2022), single gravado na cadência do samba e lançado por Luthuly em agosto, Ela faz parte do ainda inédito EP que conecta o cantor com o produtor musical catarinense Vinícius Nave, mais conhecido como Nave Beatz, ou simplesmente Nave. Luthuly e Nave estão creditados como parceiros na composição Ela.
Em evidência nos últimos anos sobretudo por conta de produções feitas para rappers como Marcelo D2, Rael, Karol Conká e Rashid, Nave orquestra os beats do próximo disco de Luthuly, cantor revelado em 2015 como vocalista da banda carioca Sinara.

Fonte: G1 Entretenimento

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Guitarrista mineiro PC Guimarães debuta solo em ‘Quintal’, disco com samba de Caetano Veloso entre temas autorais


♪ Guitarrista, compositor e arranjador mineiro atuante no circuito de música instrumental de Belo Horizonte (MG), PC Guimarães lança o primeiro disco solo, Quintal, em 4 de novembro, após álbuns colaborativos feitos como integrante do grupo Semreceita, como metade do Duo Foz – formado pelo músico com a multi-instrumentista Natália Mitre no vibrafone – e com o PC Guimarães Quinteto.
Com produção musical orquestrada pelo artista, o disco Quintal foi gravado, mixado e masterizado por Marcelinho Guerra em 2021 no Stereoutono Studios, em Belo Horizonte (MG). A edição de Quintal será feita via Grão Discos, selo fonográfico mineiro do qual o guitarrista é um dos fundadores.
Ao longo de sete faixas, o guitarrista transita pela canção mineira, pelo rock e pelo jazz com a liberdade do improviso.
Com os toques dos músicos Bruno Vellozo (baixo), Davi Fonseca (piano), Fred Selva (timbau, synth, vibrafone e programações), Gabriel Bruce (bateria), Natália Mitre (vibrafone), o anfitrião PC Guimarães (guitarra e violão) apresenta seis temas autorais – Bem-te-vi, Montanha, Quebra-cabeça, Sopro de luz, Redescobrir e Touch – e aborda Desde que o samba é samba (Caetano Veloso, 1993) com arranjo do artista.

Fonte: G1 Entretenimento

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Morre o filósofo Bruno Latour, figura do pensamento ecologista


O intelectual defendia que a questão do clima e sua negação tivessem papel central na política. O filósofo Bruno Latour, em foto de 2021
Joel Saget/AFP
O filósofo e sociólogo francês Bruno Latour, figura emblemática no mundo das ideias e do pensamento ambiental, morreu na madrugada deste domingo (9) em Paris, aos 75 anos, segundo sua editora.
“Éditions La Découverte recebeu com pesar a notícia do falecimento de Bruno Latour esta noite em Paris. Todos os nossos pensamentos estão com sua família”, escreveu a editora em comunicado enviado à AFP.
As obras deste intelectual, lidas e elogiadas no exterior, foram traduzidas para o português. Em 2018, o “New York Times” o chamou de o “mais famoso e incompreendido dos filósofos franceses”.
Após a morte, o presidente francês, Emmanuel Macron, elogiou no Twitter “um espírito humanista e plural, reconhecido em todo o mundo antes de ser reconhecido na França”.
Quem foi Bruno Latour
Latour nasceu em 22 de junho de 1947 em uma família de comerciantes de vinho em Beaune, no centro-leste da França. Formou-se em filosofia e antropologia. Ele lecionou em escolas de engenharia na França, mas também no exterior, principalmente na Alemanha e nos Estados Unidos, onde foi professor visitante em Harvard.
Foi um dos primeiros intelectuais a perceber a importância do pensamento ecológico. O intelectual interessava-se por questões de gestão e organização de pesquisa e, em geral, pela forma como a sociedade produz valores e verdades.
Ele foi reconhecido, sobretudo, no mundo anglo-saxão e vários de seus trabalhos foram publicados pela primeira vez em inglês. O conjunto de sua obra recebeu o Prêmio Holberg em 2013 e o Prêmio Kyoto em 2021.
Foi considerado “criativo, bem-humorado e imprevisível”, segundo o júri do Prêmio Holberg de Ciências Sociais.
Entre suas obras traduzidas para o português estão: “Onde estou: Lições do confinamento para uso dos terrestres” (2021); “Jubilo ou os tormentos do discurso religioso” (2020); “Políticas da natureza: como associar as ciências à democracia” (2018).
Em 2021, ele disse à AFP que as mudanças climáticas e a crise da pandemia revelaram uma luta entre “classes geossociais”. “O capitalismo cavou sua própria sepultura. Agora trata-se de repará-la”, disse ele.
Ele resumiu seu trabalho para o público em geral em algumas de suas obras e ampliou seu público com ensaios sobre política.
Num ensaio, defendeu a hipótese segundo a qual “há cinquenta anos não entendemos nada sobre posições políticas, se não dermos um lugar central à questão do clima e sua negação”.
“É como se grande parte das classes dominantes tivesse chegado à conclusão de que não haveria mais espaço na Terra para eles e para o resto de seus habitantes. Isso explicaria a explosão das desigualdades, o grau de desregulamentação, críticas à globalização e, sobretudo, o desejo desesperado de voltar às velhas proteções do Estado nacional”, segundo ele.
Ele foi um dos idealizadores da teoria, nova na sociologia, do “ator-rede” que leva em conta, para além dos humanos, objetos (ou “não-humanos”) e discursos, sendo estes também considerados “atores”.

Fonte: G1 Entretenimento

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g1 ouviu #215 – MPB independente: os perrengues que ninguém vê


Luedji Luna, Johnny Hooker e Karina Buhr comentam como ser o próprio investidor da carreira pode levar ao cansaço e esgotamento. Artistas tentam furar a bolha para o mainstream, mas sentem falta de investimento, espaço e oportunidade. Você pode ouvir o G1 ouviu no G1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o G1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.
O que são podcasts?
Um podcast é como se fosse um programa de rádio, mas não é: em vez de ter uma hora certa para ir ao ar, pode ser ouvido quando e onde a gente quiser. E em vez de sintonizar numa estação de rádio, a gente acha na internet. De graça.
Dá para escutar num site, numa plataforma de música ou num aplicativo só de podcast no celular, para ir ouvindo quando a gente preferir: no trânsito, lavando louça, na praia, na academia…
Os podcasts podem ser temáticos, contar uma história única, trazer debates ou simplesmente conversas sobre os mais diversos assuntos. É possível ouvir episódios avulsos ou assinar um podcast – de graça – e, assim, ser avisado sempre que um novo episódio for publicado.

G1/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Lucy Alves anuncia a edição deluxe do álbum ‘Perigosíssima’


Lucy Alves na capa da edição deluxe do álbum ‘Perigosissima’
Jonathan Wolpert / Divulgação
♪ Protagonista da nova novela das 21h da Globo, Travessia, Lucy Alves lança a edição deluxe do álbum Perigosíssima (2022) às 21h de quinta-feira, 13 de outubro, três dias após a estreia da trama em que a artista vive a personagem Brisa.
Perigosíssima é álbum originalmente lançado pela cantora, compositora e instrumentista em 5 de maio com oito músicas gravadas por Lucy Alves sob a direção artística de Hyago Lima, com produção musical orquestrada por Toim do Gado em João Pessoa (PB) com a colaboração de Marcel.
No disco, que tem participações de Eric Land (na faixa Rolance) e Michele Andrade (na música Beijo ocupado), a paraibana Lucy transita pelo universo do forró com sonoridade pop, incursionando inclusive pela vertente do forró rotulada como piseiro.
Em 16 de junho, a artista já lançou registro audiovisual derivado do álbum, Perigosíssima – Live session. A edição deluxe de Perigosíssima abarca faixas inéditas, mas o conteúdo adicional dessa terceira versão do álbum ainda não foi revelado.

Fonte: G1 Entretenimento

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Alceu Valença lança single com ‘Pagode russo’, sucesso de Luiz Gonzaga há 75 anos


Capa do single ‘Pagode russo’, de Alceu Valença
Divulgação
♪ Música infalível no roteiro de qualquer show, sobretudo nas apresentações de artistas associados à vivacidade rítmica do cancioneiro do nordeste do Brasil, o forrozeiro Pagode russo (Luiz Gonzaga e João Silva, 1947) ganha registro fonográfico inédito de Alceu Valença, 75 anos após o lançamento da composição em disco de Luiz Gonzaga (1912 – 1989).
O single Pagode russo chegou ao mercado fonográfico ontem, 7 de outubro, dia em que a União Brasileira de Compositores (UBC) anunciou que Alceu Valença é o artista contemplado pelo conjunto da obra na sexta edição do Prêmio do Compositor Brasileiro.
A gravação de Pagode russo por Alceu foi feita pelo cantor com o toque de banda formada pelos músicos André Julião (acordeom), Cassio Cunha (bateria), Nando Barreto (contrabaixo e vocal), Tovinho (teclados, vocal e direção musical) e Zi Ferreira (guitarra).

Fonte: G1 Entretenimento

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Lucas Souza anuncia fim do casamento com Jojo Todynho: ‘Muita dor no coração’


Cantora disse, no Instagram, que teve briga de casal. “Ele tomou a atitude dele e está tudo certo”. Os dois se casaram em janeiro deste ano. Jojo Todynho e Lucas durante noivado
Foto: @jourbenifotografia/Divulgação
O militar Lucas Souza anunciou neste sábado (8) o fim de seu casamento com a cantora Jojo Todynho. Em sua conta no Instagram, ele disse estar enfrentando a situação com “muita dor no coração”.
“Nem só de amor uma relação se constitui, o respeito, lealdade e a gratidão são essenciais! Em respeito as pessoas que tem um carinho pelo casal e com muita dor no coração, passando pela fase mais difícil da minha vida aonde estou em um lugar que não tenho ninguém, comunico que eu e Jordana não estamos mais casados!”, escreveu Lucas.
Menos de uma hora depois da publicação de Lucas, a cantora se manifestou também pelo Instagram. “Hoje, eu e Lucas tivemos briga de casal como todo mundo briga. Ele tomou a atitude dele e está tudo certo. Então, se ele tomou a atitude dele, está tudo maravilhosamente bem. E é isso, vamos curtir o sábado”, disse, em vídeo publicado nos stories da rede social.
Jojo Todynho comenta anúncio de Lucas Souza sobre separação.
Reprodução: Instagram
“Desde já, quero agradecer a todos que estão me mandando mensagem de carinho. Muito obrigada. Eu estou bem” continuou a cantora.
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Os dois noivaram em dezembro do ano passado. Na ocasião, Jojo disse ter sido pega de surpresa por Lucas com um pedido de noivado inesperado e cheio de romantismo. O casamento ocorreu após pouco mais de um mês, em 29 de janeiro deste ano, em cerimônia no Rio de Janeiro.

Fonte: G1 Entretenimento

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4 momentos marcantes do último capítulo de Pantanal


Trama adaptada por Bruno Luperi chegou ao fim na sexta-feira (7). Capítulo teve reencontro, despedidas, referências, música e muita dança. Conheça ‘a fazenda de Zé Leôncio’, onde ‘Pantanal’ foi gravada
O último capítulo da novela Pantanal (Globo) foi exibida na noite de sexta-feira (7) e fechou o enredo adaptado por Bruno Luperi, encerrando a história de personagens muito queridos pelo público.
A exibição foi recheada de momentos emocionantes e reuniu o elenco para uma grande festa na fazenda de Zé Leôncio (Marcos Palmeira).
E teve de tudo: reencontro, despedidas, referências, música e muita dança. Confira abaixo os 4 momentos mais marcantes do capítulo.
Disputa pela sela de prata
Tadeu ganhou a sela de prata em ‘Pantanal’.
Reprodução/Globoplay
Desde a aparição de Jove (Jesuíta Barbosa) e Zé Lucas (Irandhir Santos) na fazenda de Zé Leôncio, Tadeu (José Loreto) temeu não herdar a sela de prata que pertenceu Joventino/Velho do Rio (Osmar Prado).
Mas o medo não se concretizou e, após vencer uma corrida de cavalo contra os irmãos, Tadeu conquistou a sela que o marcou como um verdadeiro Leôncio e herdeiro do pantaneiro.
Casamento triplo
Casamento triplo em ‘Pantanal’.
Reprodução/Globoplay
Um último capítulo sem casamento é um último capítulo? Não querendo deixar a pergunta em aberto, Pantanal trouxe não um, mas três casamentos na exibição final. E não só isso, já que as uniões foram celebradas em uma única cerimônia.
O casamento triplo selou o romance de Filó (Dira Paes) e Zé Leôncio, Zé Lucas e Irma (Camila Morgado) e de Tadeu e Zefa (Paula Barbosa).
Beijo gay
Beijo de Zaqueu e Zoinho em ‘Pantanal’.
Reprodução/Globoplay
Os recém-casados não foram os únicos a se darem bem. Zaquel, que precisou enfrentar preconceitos, isolamento e uma difícil adaptação nas terras do Pantanal, também teve seu momento trocou um beijo com um peão Zoinho (Thommy Schiavo).
Elenco original
Elenco original de ‘Pantanal’ (1990) na edição de 2022.
Reprodução/Globoplay
A festa não estaria completa sem uma homenagem à versão original de Pantanal, exibida em 1990. Além de Sérgio Reis, que interpretou Tibério na primeira versão (personagem foi interpretado por Guito em 2022) e que tocou uma ‘moda’ no casamento, também estiveram presentes Cristiana Oliveira (Juma), Ingra Lyberato (Madeleine), Giovanna Gold (Zefa).
VÍDEOS E PODCAST

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Fricção’ libertária de Fausto Fawcett move o filme que investiga a cabeça do trovador urbanoide de Copacabana


Em cartaz no 24º Festival do Rio, o documentário de Victor Lopes foca a escrita como a válvula de escape do romancista e compositor, letrista do rap ‘Kátia Flávia’ e de ‘Rio 40 graus’. Fausto Fawcett em imagem do documentário de Victor Lopes apresentado na 24ª edição do ‘Festival do Rio’
Divulgação
Resenha de documentário musical da 24ª edição do Festival do Rio
Título: Fausto Fawcett na cabeça
Direção e roteiro: Victor Lopes
Produção: TV Zero / Coprodução: Canal Brasil
Cotação: ★ ★ ★ ★
♪ “Cela 1107”, ironiza Fausto Fawcett, ao fundo de corredor de prédio de Copacabana, apontando para a câmera a porta do apartamento onde mora no bairro carioca, babel da intensidade urbana que move a escrita do artista.
A breve cena do documentário Fausto Fawcett na cabeça é significativa porque o filme dirigido e roteirizado por Victor Lopes indica que foi através da fricção dos textos e letras de música que Fausto Borel Cardoso encontrou a liberdade existencial mesmo dentro da cela.
Foi pelo poder do verbo de linguagem cinematográfica – evocativa dos filmes de “fricção científica”, como joga com as palavras um dos entrevistados do documentário – que Fausto Borel, o bicho-homem enjaulado na selva da cidade do Rio de Janeiro (RJ), escapa da prisão e ganha a liberdade e o mundo, sem perder Copacabana do horizonte literário.
Atração da 24ª edição do Festival do Rio, o documentário Fausto Fawcett na cabeça investiga a mente delirante deste trovador de fala imagética, projetado nacionalmente há 35 anos quando Kátia Flávia, Godiva do Irajá (Carlos Laufer e Fausto Fawcett, 1987) se tornou o primeiro rap nacional a ganhar as paradas do Brasil, impulsionando o primeiro dos três álbuns do compositor-cantor, Fausto Fawcett e os Robôs Efêmeros (1987).
Desde 1997, Kátia Flávia vem sendo amplificada pela voz de Fernanda Abreu, parceira conterrânea de Fawcett em Rio 40 graus (Fernanda Abreu, Carlos Laufer e Fausto Fawcett, 1992), mix de samba, funk e rap apresentado pela cantora há 30 anos – em gravação feita com participação de Fawcett – e desde então elevado ao posto de hino informal do Rio de Janeiro (RJ) por ter traduzido a fervura social da cidade partida nos versos do trovador urbanoide.
O diretor Victor Lopes documenta o reencontro de Fausto Fawcett com Fernanda Abreu, Carlos Laufer e outras entidades urbanas que caminham junto com o escritor.
O roteiro do filme Fausto Fawcett na cabeça também costura os tradicionais depoimentos – dados por Fernanda Abreu, Katia Bronstein e Regininha Poltergeist, entre outros nomes – com valiosas imagens de arquivo de shows e apresentações do artista na TV, nos anos 1980 e 1990.
Contudo, o documentário cresce aos olhos e ouvidos quando transita por trilhas mais sensoriais, entre ruídos e imagens distorcidas, perseguindo o delírio cinematográfico alardeado por Victor Lopes ao conceituar o filme para a plateia que assistiu ao documentário na sessão de estreia, na noite de ontem, 7 de outubro. Mesmo sem chegar ao transe pretendido pelo diretor, Fausto Fawcett na cabeça enreda o espectador pela riqueza da personagem.
Como na vida, o Fausto Borel é ofuscado pelo Fawcett no filme. Ainda assim, pelas frestas e pelos olhares do Fausto Borel diante do mar de Copacabana, o roteiro deixa entrever um trovador isolado em ilha existencial.
Sob esse prisma, algumas falas avulsas – “Confesso que não sou muito bom com sentimento, não…”, “O amor é predador” e “Não rolou família…” – ajudam a amarrar fios que ficam soltos pelo filme porque o foco é mesmo o Fawcett, mesmo que seja da mente hiperativa do Borel que saem as crônicas hiperbólicas que geram letras de músicas e livros como Santa Clara Poltergeist (1990) e Favelost (2012), ambos com trechos lidos pelo autor em cena.
Sob o império dos sentidos, Fausto Fawcett prefere ser uma “metamorfose fixa”, como se perfila ao fim do filme, ciente de que o universo particular do escritor cabe dentro de Copacabana, sendo o bairro por isso mesmo a personagem mais importante do documentário depois do próprio Fawcett, boêmio que teve que parar com a bebida em 2008 para continuar vivo pelas noites (“O médico disse: ou vai ou fica”).
Pensador eloquente, Fausto Fawcett pega o espectador pela palavra. Quando discorre sobre o poder corrosivo das redes sociais (“O planeta virou uma quitinete claustrofóbica”), o trovador carioca da cela 1107 merece, pela fricção libertária da escrita, a ovação a que o documentário Fausto Fawcett na cabeça também faz jus.

Fonte: G1 Entretenimento