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Guito, o peão Tibério de ‘Pantanal’, planeja gravar show e lança o single ‘Nossa estrada’ ao fim da novela


♪ Na terça-feira, 4 de outubro, dia em que completou 38 anos, Guito lançou single inédito, Nossa estrada, pegando carona na mobilização dos seguidores da novela Pantanal na última semana da trama rural, na qual o artista interpretou o peão Tibério, personagem que em 1990 coube a Sérgio Reis na versão original da história de Benedito Ruy Barbosa. Nossa estrada é composição de Marcelo Ribeiro e João Bid.
No rastro da popularidade obtida como ator, Guito – nome artístico do cantor, compositor, violeiro e ator mineiro Diogo Brito de Souza – percorre o Brasil com a turnê Momentos raros e planeja a gravação audiovisual do show até o fim deste ano de 2022.
Capa do single ‘Nossa estrada’, de Guito
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Breakdance, webnamoro, otakus… Antes de ‘Travessia’, relembre as vezes em que Glória Perez foi muito antenada nas tendências

Autora gosta de contar histórias envolvendo assuntos do momento. Algumas de suas novelas já fizeram até ‘previsões’ sobre o que só bombaria no futuro; entenda no Semana Pop. Semana Pop relembra as vezes em que Glória Perez foi muito antenada nas tendências
“Travessia”, nova novela de Glória Perez, tratará de temas como inteligência artificial, deepfake, metaverso e realidade virtual. Quem é iniciado no estilo da autora sabe que ela gosta de contar histórias envolvendo os assuntos do momento. E algumas de suas obras já fizeram até “previsões” sobre o que só bombaria no futuro. O Semana Pop deste sábado (8) relembra as vezes em que Glória foi muito, mas muito antenada nas tendências.
Veja todas as edições do programa
O Semana Pop vai ao ar toda semana, com o resumo do tema que está bombando no mundo do entretenimento. Pode ser sobre música, cinema, games, internet ou só a treta da semana mesmo.

Fonte: G1 Entretenimento

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J Balvin faz show em São Paulo e diz que turnê no Brasil é para ‘conquistar fãs’ para o reggaeton


Colombiano acredita que um dia ritmo pode ser forte no Brasil: ‘Não costumamos falhar’. Glória Groove e Tropkillaz fazem shows de abertura. J Balvin não parecia abalado que o show no Rio de Janeiro não deu sold out. Muito pelo contrário, a estreia no Brasil teve local transferido da Jeunesse Arena para o Vivo Rio e ainda assim ficou “vazio”, segundo relatos nas redes sociais.
A assessoria da produtora 30E – Thirty Entertainment, responsável pela vinda do gigante do reggaeton, afirma que o público foi de 3 mil pessoas. A capacidade do local é de 4 mil pessoas.
“Obviamente sabemos que o espanhol é complicado no Brasil, mas é bonito ver nossa ambição de conquistar fãs por aqui”, diz J Balvin em entrevista, por telefone, ao g1.
Ele também canta em São Paulo neste sábado (8), no Allianz Parque Hall, espaço dentro do Allianz Parque, na zona oeste da capital. Glória Groove e Tropkillaz vão fazer a abertura.
Antes dessa vez, Balvin já tinha visitado o Brasil para um evento de uma marca de luxo neste ano e em 2017 para cantar no Villa Mix Festival.
Confiança é uma palavra que define bem a conversa com J Balvin. Ele tem muito claro que a primeira vinda ao Brasil em turnê seria um trabalho de convencimento, de plantar uma ideia para colher os frutos depois.
“É um processo bonito, porque não costumamos falhar. Cada vez que vamos a um país onde o reggaeton não era presente, começamos a crescer sempre nos países quando as pessoas entendem a vibração”.
Para o cantor de “Mi Gente” e “La Canción”, o fato do funk ser tão forte no Brasil é outro fator limitante para o reggaeton por aqui.
“O funk é o reggaeton de vocês. Difícil deixar de preferir um som na língua que todos se identificam com outro som que é até parecido, mas que não está em um idioma que todos entendem”.
É por isso que a expectativa para o show em São Paulo segue alta. “Me encanta cada show que fazemos, porque sei que estamos esculpindo a cultura, mostrando nossas músicas”.
E isso já dá para ver, em alguma medida, na prática. 2022 tem sido um bom ano para quem gosta de música latina no Brasil.
A motomamí Rosalía fez uma bela estreia em agosto, e a cantora argentina Tini faz show em São Paulo no mesmo dia de Balvin.
‘Tem que sair e mostrar a cara’
J Balvin durante show no Vivo Rio nesta quarta-feira (5)
Divulgação
Os números do cantor colombiano de 37 anos são expressivos em nível global. São 50 milhões de ouvintes mensais no Spotify, e clipes bilhões de visualizações no YouTube, como “Mi Gente” (Conheça história da música no vídeo abaixo).
O grande hit de 2017 é uma parceria com Willy William e uma marca da força do gênero. Naquele ótimo ano para o reggaeton, “Despacito”, de Luis Fonsi e Daddy Yankee, foi o primeiro clipe a ultrapassar 4 bilhões de visualizações no YouTube.
J. Balvin explica o hit ‘Mi Gente’, uma união entre França, Congo e Colômbia
Mas, claro, que quando Daddy Yankee estourou com “Gasolina”, hit global que começou a espalhar o reggaeton pelo mundo, não era tão simples assim.
O cantor de Porto Rico já disse ao g1 que “carregou o reggaeton nas costas” por muito tempo. Hoje, o cenário é de consolidação.
J Balvin acha que o mesmo pode acontecer com o funk brasileiro em escala mundial, mas para isso os artistas precisam ter o objetivo claro.
“Tem que sair e mostrar a cara como Anitta fez. O Brasil é tão grande, que se você está forte aqui, talvez não sinta necessidade de sair para outros países, porque economicamente dá para ir bem fazendo tantos shows…”.
“Depende da visão que você tem, se quer que o mundo te conheça, tem que correr o risco e fazer sacrifícios, mas vai da ambição de cada um”.
Depois de feats muito bem-sucedidos com a amiga Anitta, ele não acha que a música brasileira encontra resistência lá fora. “Downtown”, “Ginza” e “Bola Rebola” estão entre as parcerias com milhões de visualizações.
“Se parar para pensar não tem muita resistência, porque a cada par de anos sempre tem um hit em português, como ‘Ai Se Eu Te Pego’. Não é impossível porque já vimos que dá”.
Depois de São Paulo, J Balvin segue em turnê pelo Uruguai, Argentina, Chile, Peru e Paraguai.
J Balvin em São Paulo
Quando: Sábado (8)
Onde: Allianz Parque Hall – Av. Francisco Matarazzo, 1705
Ingressos: Pista VIP: R$ 860,00 (inteira) | R$ 430,00 (meia-entrada legal)
Cadeira Premium: R$ 590,00 (inteira) | R$ 295,00 (meia-entrada legal)
Cadeira Nível 2: R$ 290,00 (inteira) | R$ 145,00 (meia-entrada legal)
Deck VIP: R$ 1.200,00 (inteira) | R$ 600,00 (meia-entrada legal)

Fonte: G1 Entretenimento

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Como ‘Baile de favela’ virou hino contra esquerda e viralizou em perfis pró-Bolsonaro no TikTok?


Música que surgiu para exaltar a periferia de SP ganhou uma paródia do MC Reaça. Veja história de funks que não tinham sentido político e foram adotados por apoiadores de Lula e Bolsonaro. Tales Volpi, conhecido Mc Reaça, morreu aos 25 anos em Valinhos
Reprodução/Facebook/Tales Volpi
“Baile de favela” foi lançada em 2015 e se tornou um marco do funk paulista, com uma ode à periferia. O funk também embalou a ginasta Rebeca Andrade, filha de uma comunidade paulista, na Olimpíada de Tóquio. Mas uma paródia em 2018 deu novo sentido à música: apoio a Jair Bolsonaro.
Na eleição de 2022, os apoiadores de Lula e Bolsonaro fizeram voltar às paradas dois funks antigos que não foram escritos com sentido político, mas acabaram sendo adotados por cada lado. O g1 fez reportagens para contar a história das duas faixas:
Vai dar PT”, do MC Rahell, foi lançada em 2017 sem nenhuma relação partidária (o “PT” da letra é uma “perda total”, gíria para falar de bebedeira). Mas ela acabou sendo adotada por simpatizantes de Lula e do Partido dos Trabalhadores. Clique aqui para ler a reportagem.
“Baile de favela”, do MC João, ganhou uma paródia com xingamentos contra a esquerda em 2018, escrita pelo falecido MC Reaça. Em 2022, uma versão instrumental viralizou em perfis bolsonaristas no TikTok. Leia mais sobre ela abaixo.
A letra original de “Baile de favela” passa longe de Bolsonaro. Ela exalta os bailes do Helipa, Marconi, Eliza Maria, Rua Sete, São Rafael e outros fluxos de “quebrada” famosos. Ela foi o grande hit do réveillon no Brasil de 2015 para 2016, época em que o funk de SP se expandia.
O sucesso mudou a vida de MC João. Ele cresceu na periferia da Zona Norte de SP, na Jova Rural, comunidade próxima à de Rebeca Andrade, Vila Fátima, em Guarulhos. João perdeu o pai e sustentava a família desde os 17 anos.
A letra também causou polêmica pelo verso “vai voltar com a x… ardendo”. O MC negou que fosse um incentivo à violência contra a mulher. “No funk digo que ‘ela veio quente’. A gente está no clima, ela quer”, disse, defendendo o consentimento da personagem da letra.
MC João, voz de ‘Baile de favela’, e R7, produtor da faixa, na casa da empresa GR6
Rodrigo Ortega / G1
O que Bolsonaro tem a ver com isso?
Tales Volpi, que ficou conhecido entre os defensores de Bolsonaro como MC Reaça, criou uma paródia de “Baile de favela”, que se espalhou em atos de apoio na eleição de 2018.
A letra tem xingamentos contra a esquerda, em especial contra feministas, chamadas de “cadelas”: “Dou pra CUT pão com mortadela / E pras feministas ração na tigela / As mina de direita são as top, mais bela / Enquanto as de esquerda tem mais pelo que cadela”, ele canta.
Ele ataca mulheres parlamentares de esquerda na letra: “Maria do Rosário não sabe lavar panela / Jandira Feghali nunca morou na favela”.
O músico também critica Paulo Freire e exalta Olavo de Carvalho: “Essa juventude só se degenera / Pega o Paulo Freire e manda pra estratosfera / Um Brasil pra frente é o que o povo espera / Vamo distribuir livro do Olavo pra galera”.
Tales Volpi participou de manifestações em apoio ao governo
Reprodução/Facebook
A morte de MC Reaça
Tales Volpi, o MC Reaça, morreu no dia 1º de junho de 2019, aos 25 anos. O corpo dele foi encontrado na Rodovia Dom Pedro I (SP-065) em Valinhos (SP). A morte foi registrada como suicídio.
Jair Bolsonaro postou uma nota de pesar: “Tinha o sonho de mudar o país e apostou em meu nome por meio de seu grande talento. Será lembrado pelo dom, pela humildade e por seu amor pelo Brasil”.
No dia da morte, a namorada de Tales, então aos 28 anos, registrou boletim de ocorrência de agressão contra o músico. O caso foi registrado como lesão corporal e violência doméstica. A jovem deu entrada no hospital com edemas na face e no olho, além de fraturas no maxilar.
Vídeo banido do Youtube, faixa ausente do Spotify
Vídeo do MC Reaça, apoiador de Bolsonaro, foi banido do YouTube por violar a política sobre discurso de ódio
Reprodução
Um dos vídeos postados por MC Reaça com a música foi removido do YouTube por violar a política contra discurso de ódio no site. Há outra versão, postada por um canal não oficial, que tem 2,5 milhões de visualizações.
A paródia com a letra de MC Reaça não aparece no Spotify, principal plataforma de streaming do mundo, nem no app popular de vídeos TikTok. Mesmo assim, um fenômeno aconteceu durante a campanha de 2022: versões instrumentais de “Baile de favela” viralizaram nestes apps.
Renascimento instrumental no TikTok
No Spotify, um remix sem vocais de “Baile de favela”, lançado em 2016 pelos DJs Piero da Vinci e Fr4nk Cr4nk (também sem conotação política indicada nos vídeos e material político de remix dos DJs), chegou às paradas virais na véspera da votação do primeiro turno de 2022.
No TikTok o motivo da faixa ter viralizado fica mais claro: todos os vídeos em que ela é compartilhada são de apoiadores de Jair Bolsonaro. São ao menos 20 mil vídeos recentes, alguns deles com mais de 100 mil visualizações, exaltando o candidato do PL. A letra do MC Reaça fica implícita.
O g1 procurou MC João para falar sobre a faixa, e ele disse que essa versão remix não teve o lançamento autorizado por ele, como autor original. Ele disse que iria procurar a gravadora para resolver a situação. Ele não quis comentar o uso político da sua música.
Vídeos no TikTok em apoio a Bolsonaro com trilha instrumental de ‘Baile de favela’
Reprodução

Fonte: G1 Entretenimento

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Criador de ‘Vai dar PT’ escreveu funk quando era garçom sem imaginar que viraria hit pró-Lula


MC Rahell comemora hit, mas diz que promotor em SC pediu para ele não cantar. Veja história de funks que não tinham sentido político e foram adotados por apoiadores de Lula e Bolsonaro. MC Rahell
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Em 2017 “Vai dar PT” mudou a vida de Lucas Rafael Santos Lima, o MC Rahell. Ele largou o trabalho de garçom em Belo Horizonte e assinou contrato com uma agência de funk em São Paulo. Cinco anos depois, o sucesso ganhou um inesperado 2º turno, impulsionado por apoiadores de Lula (PT).
Na eleição de 2022, os apoiadores de Lula e Bolsonaro fizeram voltar às paradas dois funks antigos que não foram escritos com sentido político, mas acabaram sendo adotados por cada lado. O g1 fez reportagens para contar a história das duas faixas:
“Baile de favela”, do MC João, ganhou uma paródia com xingamentos contra a esquerda em 2018, escrita pelo falecido MC Reaça. Em 2022, uma versão instrumental viralizou em perfis bolsonaristas no TikTok. Clique aqui para ler mais sobre a música.
“Vai dar PT”, do MC Rahell, foi lançada em 2017 sem nenhuma relação partidária (o “PT” da letra é uma “perda total”, gíria para falar de bebedeira). Mas ela acabou sendo adotada por simpatizantes de Lula e do Partido dos Trabalhadores. Leia mais sobre ela abaixo.
MC Rahell
Divulgação
“Vai dar PT” começa com uma pergunta: “Foi pro baile muito louca, a fim de se envolver / Só tem 18 anos, o que vai acontecer?”. Aconteceu muita coisa:
O funk que ele tinha escrito em 2015 ganhou a base de um amigo de BH, o DJ Gbeatz, em 2016. Foi sucesso em Minas Gerais e se espalhou pelo Brasil.
Ele diz que nem passou pela cabeça dele na época a associação do “PT” com o Partido dos Trabalhadores. Ele cantava sobre a “perda total” depois de uma noite de bebida.
Rahell assinou contrato com a RW, uma das maiores produtoras do funk paulista na época, e se mudou para São Paulo.
A RW pagou um clipe no canal do Kondzilla, a grande vitrine do funk. Eles também bancaram uma nova versão do funk produzida pelo MC Fioti.
O clipe foi gravado na mesma semana de outro do Fioti, “Bum bum tam tam” (que, curiosamente, também virou hit involuntário da esquerda anos depois em apoio ao Butantan).
“Vai dar PT” estourou de vez com o clipe e ainda atingiu o público do pagodão baiano: Léo Santana gravou uma versão no ritmo, o que popularizou mais a música.
Rahell viajou o Brasil e até fez shows no exterior no embalo de “Vai dar PT”. Mas nunca mais teve um sucesso tão grande.
Ele diz que no ano passado, quando Lula voltou a ser elegível, amigos avisaram a ele que a música, já cantada por apoiadores do PT, ia estourar de novo. Foi o que aconteceu.
Agora, ele comemora o segundo turno de sucesso da música, mas lamenta a divisão política: Rahell diz que tem dois shows marcados em Chapecó (SC). No primeiro, para um público de comunidade, os promotores estão usando muito “Vai dar PT” para divulgar. O segundo show é em uma boate de classe alta, e o contratante pediu para ele não tocar “Vai dar PT”.
MC Fioti no clipe de ‘Vai dar PT’, música produzida por ele e composta e cantada por MC Rahell
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Voz despertada na igreja evangélica
Rahell cresceu na comunidade do Morro das Pedras, na Zona Oeste de BH, e aprendeu a cantar no coro de uma igreja evangélica aos 9 anos. Depois, se encantou pelo funk. “Quando criei ‘Vai dar PT’, sabia que ia explodir. Eu tenho noção dessa coisa de música e melodia por causa da igreja”, ele diz.
Ele trabalhava como garçom no Rancho do Boi do Anchieta, bairro de classe alta na Zona Sul de Belo Horizonte. O sonho dele era cantar no Chalezinho, boate famosa entre o público jovem e rico da capital mineira.
“Eu falava para os meus clientes no restaurante: ‘eu fiz essa música e tenho certeza que vai estourar’. E ficava cantando para eles”, lembra Rahell. “Eles rachavam (riam) e diziam que música era ‘top’.”
Outra filha de Fioti
Rahell gravou a música com produção do amigo Gbeatz e a previsão para os clientes se confirmou “A música foi andando, e dali a pouco explodiu tanto que eu tive que vir para São Paulo”, ele conta.
A agência que o contratou pediu uma nova versão feita pela sua grande aposta da época, o MC Fioti. Mas Rahell queria que o clipe saísse com a produção original, de Gbeatz.
Por isso o sucesso se espalhou com duas bases até hoje: no YouTube ficou a primeira versão. No Spotify e outras plataformas de streaming, ficou a produção refeita pelo MC Fioti – com estilo bem semelhante ao do megahit “Bum bum tam tam”, lançada só duas semanas depois.
Na época, a RW tinha uma geração de artistas prestes a despontarem: “Quando cheguei na empresa, tinha eu, Fioti, Lan, Mirella, estava todo mundo tentar estourar ali, começando a engatinhar. Todo mundo com sua musiquinha batendo”, ele lembra.
“Aí eu fui e gravei ‘Vai dar PT’. Mas eu gravei e logo depois voltei pra BH para trabalhar de garçom. Porque a música já estava estourada, mas ainda não estava me dando dinheiro”, ele conta.
O sucesso o levou de vez para SP, onde ele mora até hoje, aos 32 anos com um filho e a esposa, grávida do segundo.
A demanda por shows foi tão grande na época que o jogo virou: ele teve que recusar uma data proposta pela sonhada boate Chalezinho. Ele foi bem mais longe: fez shows em Portugal, Reino Unido, França, Alemanha e Japão.
Rahel na sua cidade natal, Belo Horizonte, antes de estourar e se mudar para SP
Arquivo Pessoal
O retorno
Rahell teve outros sucessos menores em 2018, como “Noite passada” e “Vai com o bundão”. Em 2020, lançou a música “Vai dar PT 2”. O clipe tem 600 mil visualizações no YouTube, bem longe das 60 milhões do hit de 2017.
Ele não conseguiu ficar tão conhecido quanto a própria música. Tanto que, entre quem não acompanha muito funk, tem gente que acha que a música é do Léo Santana. “Eu sou fã do Léo e muito grato a ele, que ajudou a minha música a chegar mais longe ainda”, diz, sem ressentimento.
“Mas eu acho que na época que eu estourei faltou uma assessoria, para o pessoal saber quem eu era, quem cantava aquela música”, avalia Rahell.
Ele quer aproveitar melhor a nova chance. No domingo (2), as eleições fizeram “Vai dar PT” voltar às paradas nacionais do Spotify, feito raro para uma música de cinco anos atrás: a versão de Léo Santana ficou em 152º lugar e a de Rahell em 154º.
As duas versões também estão na parada viral, das músicas que se espalham mais rápido no Spotify: a versão de Rahell em 20º e a de Léo Santana em 51º.
Junto com o sucesso, o cantor também colhe os resultados do ressentimento político. “Eu vou cantar em duas baladas em Chapecó: uma mais ‘playboy’ e outra da ‘quebrada’, ele conta.
“Na festa da ‘quebrada’, o promotor divulga só com ‘Vai dar PT’, posta o clipe o tempo inteiro. Na outra, o cara pediu para eu fazer um vídeo e disse que eu não podia cantar ‘Vai dar PT”, diz Rahell. “Eu falei: ‘Mas tá estourada’. E ele falou: ‘Não, aqui o pessoal é Bolsonaro'”, diz o músico.
“Para você ver aonde as coisas estão chegando”, MC Rahell comenta. “Eu gosto mais do Lula do que do Bolsonaro. Mas eu respeito os outros. O Neymar gosta do Bolsonaro. Eu não vou deixar de seguir ele por causa disso. Não tem lógica, entendeu?”

Fonte: G1 Entretenimento

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Anthony Rapp testemunha contra Kevin Spacey em julgamento por abuso sexual


Ator de ‘Star Trek Discovery’ diz que foi abusado quando tinha 14 anos, em 1986, pelo veterano vencedor de Oscar. Kevin Spacey chega ao tribunal de seu julgamento por abuso sexual em Nova York, em 6 de outubro de 2022
Eduardo Munoz/Reuters
O ator norte-americano Anthony Rapp, que acusa o ator vencedor do Oscar Kevin Spacey de fazer uma investida sexual indesejada em 1986, quando Rapp tinha 14 anos, testemunhou na sexta-feira (7) em um julgamento civil, dizendo que se sentiu como um “cervo diante dos faróis de um carro” quando Spacey subiu em cima dele em uma festa.
Rapp, que processou Spacey em novembro de 2020 e está pedindo US$ 40 milhões em indenizações por agressão e inflição intencional de sofrimento emocional, disse no banco das testemunhas no tribunal federal de Manhattan que conseguiu “desviar” de um Spacey embriagado, que tinha na época 26 anos e atuava na Broadway.
Mas a experiência no apartamento de Spacey em Manhattan “perturbou meu senso de pertencimento” na comunidade teatral, disse Rapp.
“Eu era uma criança de 14 anos e não tinha vontade de ter nenhum tipo de experiência como essa na minha vida”, disse Rapp, agora com 50 anos. “Foi incrivelmente assustador e muito aterrador, e totalmente antiético em relação a qualquer coisa que eu já tivesse experimentado.”
Spacey, 63, negou as acusações de Rapp e outras acusações de má conduta sexual. Em sua declaração de abertura na quinta-feira (6), o advogado de Spacey disse que Rapp inventou o incidente para tentar aumentar sua popularidade, já que estava com inveja da carreira de ator mais bem-sucedida de Spacey.
Ilustração de tribunal retrata depoimento de Anthony Rapp contra Kevin Spacey
Jane Rosenberg/Reuters
A defesa de Spacey deve interrogar Rapp, que estrelou o musical da Broadway “Rent” e atualmente está no elenco de “Star Trek Disccovery”, quando o julgamento for retomado na terça-feira (11).
Spacey ganhou o Oscar de melhor ator em “Beleza Americana” (1999) e melhor ator coadjuvante em “Os Suspeitos” (1995), mas sua carreira afundou em grande parte depois que mais de 20 homens o acusaram de má conduta sexual.
A Netflix o tirou de sua série de drama político “House of Cards”, e Christopher Plummer o substituiu no papel de J. Paul Getty em “Todo o dinheiro do mundo” (2017) semanas antes do lançamento programado do filme.
Spacey enfrenta um julgamento criminal em Londres em 2023 depois de se declarar inocente de cinco acusações de crimes sexuais por supostas agressões entre 2005 e 2013.
Anthony Rapp durante lançamento da série ‘Star Trek: Discovery’, em setembro de 2017, em Los Angeles
Chris Pizzello/Invision/AP

Fonte: G1 Entretenimento

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Abayomi, autor de hits de Thiaguinho, se lança como cantor com o single ‘Olhaí’ e tem álbum previsto para 2023


Gabriel Abayomi lança o single ‘Olhaí’, primeira amostra do álbum autoral em que reúne 14 músicas
Juan Ribeiro / Divulgação
♪ Compositor presente nos créditos de músicas gravadas desde 2007 por cantores e grupos como Exaltasamba, Sorriso Maroto, Thiaguinho, Turma do Pagode e Gaab, entre outros nomes ligados ao samba, Gabriel Abayomi também é percussionista. Mas somente agora, 15 anos após se lançar como compositor, o artista paulista começa a apresentar como cantor.
Abayomi – nome escolhido pelo artista para a carreira de cantor – prepara para 2023 álbum autoral com 14 músicas que transitam por gêneros musicais como samba e R&B. Três faixas, contudo, serão previamente apresentadas em singles até o fim deste ano de 2022.
Olhaí, primeiro single do álbum, chegou ao mundo digital ontem, 6 de outubro, dando amostra do disco que terá participações de Thiaguinho, Gaab e Márcio Victor.
Para quem não liga o nome à música, Abayomi é parceiro de Thiaguinho no sucesso Caraca, muleke! (2014) e integra a banda do cantor.

Fonte: G1 Entretenimento

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Paramore: ingressos para show em São Paulo em 2023 estão esgotados


Banda se apresenta no Rio de Janeiro, no dia 9 de março, e em São Paulo, no dia 11. Paramore
Reprodução/Instagram/Paramore
Os ingressos para o show do Paramore em São Paulo em março de 2023 estão esgotados, disse nesta sexta-feira (7) a produtora T4F.
A banda se apresenta no Rio de Janeiro, no dia 9, e em São Paulo, no dia 11.
As vendas do show em SP começaram na sexta-feira (7), às 12h. Já as do Rio começam segunda-feira (10), às 10h.
Primeiro single em 5 anos
Paramore lançou, nesta quarta-feira (28), “This is Why”, primeiro single em cinco anos. Assista CLIPE abaixo.
O novo álbum da banda de Hayley Williams vai receber o mesmo nome da música e será lançado em 10 de fevereiro.
O último álbum do grupo foi “After Laughter” de 2017, que unia letras pessimistas e pop colorido. Leia análise.
Antes do álbum, o Paramore ainda vai lançar outros dois singles: “Leave the House” em 2 de outubro e “Tonight” em 3 de novembro.
Sobre a nova música, Hayley Williams disse em um comunicado:
Paramore lança single ‘This is Why’; faixa vai dar o nome do novo álbum da banda de Hayley Williams
Reprodução/YouTube/Paramore
“‘This Is Why’ foi a última música que escrevemos para o álbum. Para ser honesta, eu estava tão cansada de escrever letras, mas [o guitarrista] Taylor [York] convenceu [o baterista] Zac [Farro] e eu que deveríamos trabalhar nessa última ideia. O que saiu disso foi a faixa-título de todo o álbum”, diz ela.
“Ela resume a infinidade de emoções ridículas, a montanha-russa de estar vivo em 2022, tendo apenas sobrevivido nos últimos três ou quatro anos. Você pensaria que depois de uma pandemia global de proporções bíblicas e a destruição iminente de um planeta moribundo, que os humanos teriam achado dentro de si mesmos serem mais gentis ou mais empáticos?”.
Pausa necessária
Hayley ainda falou sobre a pausa de cinco anos sem lançamentos do grupo, entre 2017 e 2022. Ela começou um projeto solo em 2020, com o single “Simmer”.
A cantora define o tempo fora da estrada como crucial para ela e os amigos de banda, Taylor York e Zac Farro.
“Esta foi uma verdadeira ruptura de qualquer vida que eu tinha feito antes. Olhando para o nosso calendário para os próximos dois anos, sei que não estaria pronta para me devolver à banda, à música e à vida que tanto amo se não tivéssemos desistido voluntariamente por uma temporada.”
“Por tudo isso, em nome de todos nós, quero agradecer por ser tão amoroso e solidário conosco como humanos em primeiro lugar”, continuou ela. “A indústria da música não é uma indústria que prioriza o ser humano. Não é nem mesmo uma indústria de música em primeiro lugar. Olha, nós nem vivemos em uma sociedade que prioriza o ser humano!!”.
Ela termina o texto animada com a nova era do Paramore.
“E ainda assim, estamos apenas retomando de onde paramos. Por tantas razões que nem tenho palavras, acho que estamos prestes a vivenciar nossos momentos mais felizes e gratificantes como Paramore”.
Veja análise em VÍDEO do último álbum do Paramore:
Paramore une letras pessimistas e pop colorido em melhor disco da carreira; G1 ouviu

Fonte: G1 Entretenimento

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Mano Walter remói a saudade do sertão com João Gomes no primeiro EP do álbum ‘Em casa’


Capa do disco ‘Em casa’, de Mano Walter
Divulgação
♪ Astro do piseiro, João Gomes é o convidado de Mano Walter no registro da música escolhida para promover o primeiro EP extraído da gravação do show apresentado por Walter em Alagoas, em 31 de agosto, para dar origem ao álbum ao vivo Em casa. Os artistas fazem dueto na faixa De volta pro sertão, composição de Diego Extorado e Jhon Clay.
Em rotação desde hoje, 7 de outubro, o EP Em casa traz outras quatro músicas captadas em apresentação no Rancho Vale Rico, um dos maiores parques de vaquejada de Maceió (AL).
Bloqueia eu, Dono da boiada, Vapo do fazendeiro – faixa que junta o alagoano Mano Walter com Luan Pereira, cantor sertanejo de origem paulista – e É bom não, é mel.
Em casa é o terceiro registro audiovisual de show de Mano Walter, sendo o segundo gravado em Maceió (AL).

Fonte: G1 Entretenimento

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MC Ryan SP, funkeiro de ‘Casei com a Putaria’, é entrevistado pelo g1


Ele é o convidado de uma edição ao vivo do G1 ouviu, o podcast de música do g1, nesta terça-feira (11). Funkeiro tem a música mais ouvida no Spotify. MC Ryan SP, funkeiro de ‘Casei com a Putaria’, é entrevistado pelo g1 Ele é o convidado de uma edição ao vivo do G1 ouviu, o podcast de música do g1, nesta terça-feira (11). Funkeiro tem a música mais ouvida no Spotify.

Fonte: G1 Entretenimento