Categorias
ENTRETERIMENTO

emmy 2022: erros, acertos e exageros


Acho que o prêmio que mais me fez vibrar neste Emmy Awards 2022 foi o de melhor ator em minissérie para Michael Keaton. Ele está bom demais no papel do médico que vê sua vida e a da comunidade onde ele vive ser destruída por conta da epidemia de opióides na excelente e injustamente pouco aclamada “Dopesick” (Star +) – série que, aliás, merecia bem mais que só o prêmio de melhor ator.
Veja todos os prermiados no Emmy 2022
Mas a concorrência com a baladíssima – e, sim, divertidíssima, embora bem menos genial do que querem fazer parecer – “The White Lotus” (HBO) foi cruel, e a minissérie sobre um resort de luxo no Havaí e o eterno privilégio dos brancos ricos levou quase tudo o que disputava, inclusive os merecidos prêmios de atriz (Jennifer Coolidge, excelente) e ator coadjuvantes (Murray Bartlett, também excelente).
Tirando que “WL” agora vai ter uma segunda temporada, então não é minissérie coisa nenhuma, mas quem se importa.
Equipe e elenco de ‘The White Lotus’ recebem prêmio de melhor série limitada, antologia ou filme para a TV no Emmy 2022
Patrick T. Fallon/AFP
Aliás: é muita preguiça da tal academia, em pleno 2022, quando as minisséries já conquistaram tanta (ou mais) importância que as séries “normais”, ainda existir a categoria meio genérica “minissérie ou filme para a TV”. Por favor, né.
Tirando isso, o que tenho a dizer sobre o, cof, Oscar da TV:
queria muito que a incrível “Only Murders in the Bulding” (Star+) tivesse levado algum premiozinho de comédia – um de melhor ator para Steve Martin ou Martin Short teria sido perfeito; um prêmio de melhor roteiro também seria;
fiquei um pouquinho aliviada que não sou só eu que acho “Better Call Saul” (Nefflix) totalmente pretensiosa e superestimada (desculpa, mundo), mas lamentei que nem a ótima Rhea Seehorn tenha levado nada;
não sei se curti o prêmio para a Amanda Seyfried por “The Dropout” (Star+), mas talvez eu tenha visto entrevistas e documentários demais sobre a Elizabeth Holmes e não conseguiria achar nenhuma interpretação à altura dela;
amei os troféus de melhor atriz de comédia (Jean Smart, que mulher!, perfeita em “Hacks”, Star+) e drama (Zendaya drogadona não tem pra ninguém, ela realmente arrasa em como a Rue de “Euphoria”, na HBO); também acho que a Julia Garner (“Ozark”, Netflix) merece sempre qualquer prêmio que ganhar;
não vou negar que vibrei com os prêmios de melhor ator (Lee Jung-jae) e direção para “Round 6” (Netflix), série coreana que virou hit mundial com uma história original, viciante e impactante (se você não chorou no episódio da bolinha de gude você está morto por dentro, sorry);
amei Quinta Brunson levando o prêmio de roteiro em comédia por “Abbott Elementary” (Star+), acho que essa série ainda vai dar aquela, hã, maturada e virar uma comédia excelente (as comédias, sabemos, quase sempre demoram pra achar o tom certo e conquistar nossos corações);
Por fim, eu amo “Ted Lasso” (Apple tv+) de todo o coração (e amo Jason Sudeikis e Brett Goldstein, premiados como ator e ator coajduvante pela série), mas acho honestamente que este ano “Barry” (HBO) talvez merecesse mais o prêmio de melhor comédia – acho a mesma coisa sobre “Hacks”, na verdade. Isso sem falar na ausência gritante de “Reservation Dogs” (Star +). Mas ok.
Agora, achar que “Succession” (HBO) é o melhor drama produzido na TV (ou streaming) no ano é realmente muito deprimente. A série pode ter sido boa lá na primeira temporada, mas acabou virando uma novelona repetitiva, com episódios quase sempre iguais e diálogos zero verossímeis.
Num ano em que tivemos a excelente e viciante “Ruptura” (Apple tv+) e a maravilhosa e tristemente esquecida “Station Eleven” (HBO), dar um prêmio para “Succession” só serve para o Emmy continuar sendo aquele prêmio irritante de sempre (que a gente ama ver, mesmo assim).

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

‘The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom’ ganha trailer e vai ser lançado em maio de 2023

Continuação de ‘Breath of the wild’ vai ser lançado em 12 de maio de 2023 para o Nintendo Switch. Assista ao trailer de ‘The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom’
A Nintendo anunciou nesta terça-feira (13) que “The Legend of Zelda: Tears of the Kingdom”, continuação de “Breath of the wild”, vai ser lançado em 12 de maio de 2023 para o Switch. Assista ao novo trailer no vídeo acima.
A fabricante ainda faz mistério sobre as novidades da sequência do sucesso de 2017, mas afirma que o game vai expandir o mundo aberto do antecessor, além de levar a aventura para os céus.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Funk em festivais: estilo entrou pelas beiradas e Anitta foi figura importante, mas não única


Veja como ritmo da periferia apareceu por mérito próprio em grandes festivais. Astros gringos levaram MCs antes de curadores, Anitta foi marco em 2019 e espaço ainda é menor que sucesso. Ludmilla e Anitta
TV Globo / Divulgação
Anitta reivindicou seu mérito pela entrada do funk no Rock in Rio após a edição de 2022, que teve show bombástico de Ludmilla e outros MCs. A cantora de “Show das poderosas” teve mesmo papel fundamental, mas não único, nesta inclusão do estilo.
Veja abaixo e entenda oito pontos da chegada do funk aos grandes festivais corporativos. Não há fator único, mas, se for preciso resumir, o mérito da chegada do funk a estes eventos é do próprio funk.
Há 4 décadas, músicos da periferia do Brasil produzem uma música eletrônica original com inovação constante. É, de longe, o estilo daqui que mais dialoga o pop contemporâneo global. Exemplo: Deize Tigrona, sampleada pela inglesa M.I.A. em 2005, fez turnês na Europa, incluindo participação no Rock in Rio Lisboa 2008 a convite do grupo português Buraka Som Sistema.
Apesar do preconceito e da tentativa de criminalização do funk, o estilo sempre cresceu e gerou ídolos. Em 2013, o g1 perguntou à diretora do Rock in Rio se Anitta e Naldo poderiam tocar. Roberta Medina, respondeu que poderiam, mas “não é o perfil do evento”. Curiosamente, ela descreveu, em 2013, que “o Brasil é do sertanejo e do axé”, ignorando o funk.
O streaming cresceu e escancarou o tamanho do funk em números do YouTube e mais plataformas – era impossível ignorar. Mesmo barrado de rádios, o funk competia com sertanejo em audiência (como já dito, com diálogo e influência no pop global muito maior do que o sertanejo). E, em 2013, o funk era muitas vezes maior que o axé, já representado no Rock in Rio.
Ainda em 2013, Beyoncé terminou o show dançando “ah, lelek lek lek…”. Em 2016, quando MC Bin Laden subiu ao palco do Jack Ü no Lollapalooza, o g1 perguntou: por que as estrelas gringas eram mais antenadas e abertas ao funk brasileiro que os próprios curadores daqui? Não vieram respostas, só mais exemplos: em 2019, Kevin o Chris foi ao Lolla via Post Malone.
A popularidade de Anitta gerou outro efeito: a cobrança dos fãs. O g1 já repercutia isso desde 2013. Em 2017, Roberta Medina disse que o festival “tinha uma pegada mais pop” para justificar a ausência dela.
Em 2019, o festival criou o “Espaço Favela”, palco menor e afastado dos principais, que tinha alguns artistas de funk e outros estilos. A ideia foi tão controversa que até virou verso do rapper Djonga: “O mais perto que cês chegaram do morro é no palco favela do Rock In Rio.”
No mesmo ano a estreia do funk em tamanho proporcional à sua influência e popularidade rolou com Anitta no Palco Mundo. Ela diz que o espaço foi conquistado apesar de resistência da organização, e que o “funk só estava lá porque foi obrigado a ser engolido pelo festival”. No mesmo ano, Ludmilla tocou no palco secundário, o Sunset.
O fato é que após o show de Anitta no Palco Mundo a presença do funk realmente aumentou, mesmo que ainda não seja proporcional à sua influência e inovação contínua – vide o convite de Camila Cabello dançando “Ai preto” com Biel Do Furduncinho, Bianca e L7nnon. O show de Ludmilla foi um dos melhores de 2022, entre outros de palcos secundários do Rock in Rio.
Initial plugin text
O funk nos festivais em uma visão ‘da quebrada’
MC Hariel
Divulgação / Fields
Mesmo que o funk esteja parcialmente inserido nos festivais corporativos e na indústria, a inovação do estilo continua vindo de onde sempre saiu: das periferias urbanas.
Como os grandes ídolos do funk que seguem “na quebrada”, sem depender de gravadoras e da indústria tradicional, enxergam esse movimento? Uma resposta importante veio do MC Hariel, um dos cantores mais ouvidos do Brasil, que fez só uma participação no Sunset. Leia abaixo:
“Eu acredito que a gente vai ter que fazer o nosso. Nossa ideia nunca foi competir, ainda mais com esses caras que não têm nada a ver com o nosso corre. Fica até chato eu ficar falando aqui que a gente não tem espaço, porque começa a soar como se a gente quisesse “meter o louco”.
A gente não tem espaço, mas também vai conquistar, de um jeito ou de outro. Mas talvez a gente nem queira. A gente quer o que é nosso mesmo. Queremos que nosso movimento consiga fazer o Mundão Girou [DVD ao vivo de Hariel], que o MC Ryan consiga fazer o DVD dele também.
Mas eu tenho certeza de que essa rapaziada é meio passada. A rapaziada do alto escalão… Tudo tem uma hierarquia, né? Essa rapaziada que está no controle do alto escalão da música, dos produtores de música, tem uma visão meio ultrapassada do bagulho.
Nem vale a pena ficar “cascando” com esses caras. A gente veio para mostrar nossa história, o nosso tempo. A gente é novo, essa é nossa hora. Eles acham que sabem, e a gente faz do nosso jeito.
Acho que a galera perdeu muito a vontade de errar. E a gente não tem isso. A gente está acostumado sempre a ser tachado de errado. Então a gente vai e aprende com o erro.
Eles já ficaram quadrados. Por isso que não saem muito do que eles sempre fazem. Nunca uma novidade, nunca uma palavra diferente. É sempre a mesma ideologia. Quando surge uma pauta, eles se aproveitam. Abordam aquele tema, que nunca é um tema que eles levantam.
Mas tá tranquilo. A gente não tem nem que ficar esquentando a cabeça com eles. Tem que fazer o nosso papel, que daqui a pouco é nossa hora também. E quando for a gente que estiver lá um dia, fazer totalmente diferente do que a galera que está lá faz.”

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Glenn Close cancela participação no Festival de Cinema de San Sebastián por ‘emergência familiar’


Atriz iria presidir júri da 70ª edição do evento, que acontece entre os dias 16 e 24 de setembro. Produtor argentino Matías Mosteirín assumirá posto. Glenn Close no Oscar 2021
Chris Pizzello/Pool via Reuters
A atriz americana Gleen Close, que deveria presidir o júri da 70ª edição do Festival Internacional de Cinema de San Sebastián entre os dias 16 e 24 de setembro, cancelou sua participação no concurso devido a uma “emergência familiar”, anunciaram nesta terça-feira (13) os organizadores.
“A atriz Glenn Close teve que cancelar sua visita ao Festival de San Sebastián no último momento devido uma emergência familiar”, os organizadores do espetáculo realizado na cidade costeira do País Basco, ao norte da Espanha, disseram através de um comunicado.
A carta contêm uma mensagem da própria atriz, de 75 anos, pedindo perdão aos organizadores, cineastas e ao público por sua ausência repentina.
“Lamento profundamente não poder participar do Festival, pois houve uma emergência familiar que me obriga a ficar em casa”, disse Close.
O produtor argentino Matías Mosteirín presidirá o júri em seu lugar.
A intérprete de “Atração Fatal” e “Ligações Perigosas”, que divide com Peter O’Toole o recorde de indicações ao Oscar, era uma das estrelas mais aguardadas pela cidade vasca para o concurso.
Quem estará nessa edição do festival, o último do ano na temporada de grandes mostras cinematográficas da Europa após Cannes, Berlim e Veneza, será a atriz francesa Juliette Binoche e o diretor canadense David Cronenberg, evidenciados com os dois prêmios honorários Donostia nesta edição.
Também é esperado a presença da atriz espanhola Penélope Cruz, do argentino Ricardo Darín, o norte-irlandês Liam Neeson e a alemã Hannah Schygulla.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Barbeiro que cortou cabelo de Post Malone tatua homenagem ao cantor: ‘Não é o valor, é o que a gorjeta fez’


Baiano Barber simbolizou momento em uma nota de US$ 500 (valor recebido) com o rosto do artista. Com a agenda cheia no primeiro dia de volta à barbearia, o pai de Maitê e Antonella também ganhou aulas de inglês de graça e participou de um congresso de cabeleireiros. Tatuagem de Baiano Barber
Arquivo pessoal
Sete dias depois do Rock in Rio, o barbeiro Jackson do Prado, de 36 anos, voltou à rotina nesta terça-feira (13), mas não sem antes eternizar na pele o encontro com Post Malone, que lhe rendeu uma gorjeta de US$ 500, equivalente a R$ 2,6 mil.
Na quinta-feira (8), Baiano Barber conversou com o g1 sobre a vontade de fazer uma tatuagem para homenagear o cantor, de quem cortou o cabelo na semana anterior. Na segunda-feira (12), lá estava ele para o registro na canela.
Baiano Barber enquanto cortava o cabelo de Post Malone, no dia 2
Arquivo pessoal
Na tatuagem, Baiano quis incluir “todo o momento em um só lugar”, em uma nota de US$ 500 – cédula rara, que saiu de circulação nos Estados Unidos ainda na década de 1960. Em cima, há a frase: “Thank you, Post Malone” (Obrigado, Post Malone).
“O mais legal não é o valor da gorjeta, é o que a gorjeta fez. A atitude do Post Malone, esse gesto de valorizar o meu trabalho, acabou mostrando quem é o Baiano para as pessoas, acabaram conhecendo a minha história de vida, o quanto que eu trabalhei, o quanto que eu lutei, o quanto que eu sofri”, afirma.
O rosto do cantor entrou no lugar do ex-presidente americano George Washington, o número de série foi substituído pela data do corte: 2 de setembro de 2022. Também foram incluídas a assinatura do artista e a logo do Rock in Rio.
Baiano Barber enquanto fazia a tatuagem
Arquivo pessoal
Ao divulgar a vontade, o barbeiro revelou que recebeu propostas de tatuadores renomados para realizarem o desejo dele. Só que o profissional escolhido foi Marcelo Winchester, amigo tatuador que já o “rabiscou” outras vezes, assim como a sua esposa.
“Sou muito mole para fazer tatuagem, gritava chorava, e ele teve toda a paciência do mundo”, brinca.
Baiano Barber tatuando homenagem a Post Malone
Arquivo pessoal
Ao longo do festival, Baiano afirma que não cortou o cabelo de outros cantores do evento:
“Eu fui o cara predestinado. Deus me mandou lá para cortar o cabelo do Post Malone”, define.
A repercussão do corte de Post Malone continua a impactar a agenda do barbeiro. Com clientes já marcados até 21h desta terça, ele conta que o “hype” vêm impactando os colegas de trabalho, que atendem os que não conseguem horário com Baiano. Ele também vem sendo reconhecido por Niterói.
“Os clientes vêm falar: ‘Caraca, irmão, não consigo mais agendar com você, agora já era’. Todo mundo comenta, todo mundo fala sobre o assunto”, diz.
E o sucesso do barbeiro lhe garantiu outras possibilidades. Enquanto cortava o cabelo de Post, Baiano precisou de uma tradutora, já que não falava em inglês. Ele então vai ganhou a proposta de um curso de inglês para fazer aulas de graça.
O barbeiro também foi convidado para gravar um vídeo para um congresso de cabeleireiros, em Juiz de Fora, Minas Gerais, para “incentivar novos alunos, novas pessoas que entram no universo da beleza, que estão desacreditadas, a poder continuar, a poder acreditar no trabalho que a barbearia pode fazer as pessoas alcançarem”.
Outra oferta foi de assessores para administrar a sua conta no Instagram. Baiano já tem mais de 9 mil seguidores na rede social.
Depois de reformar a cozinha da família, comprar presentes para as filhas, que chamam o “amigo do papai” de “tio Malone”, e fazer a tatuagem, o barbeiro tem um novo sonho: visitar a cidade natal, Vitória da Conquista, na Bahia. Os familiares ainda não conhecem Maitê, de quase 6 anos, e Antonella, 4.
Conheça a história de Baiano Barber
Baiano, barbeiro que ganhou R$ 2.600 de Post Malone no Rock in Rio 2022
Roberto Vianna Photography
Neste Rock in Rio, Jackson do Prado, conhecido como Baiano Barber, viralizou nas redes sociais ao ganhar uma gorjeta de R$ 2.600 do cantor Post Malone. Morador de São Gonçalo e pai de duas meninas, ele usou a quantia para reformar a casa e comprar roupas para as filhas pequenas.
Baiano define que a quantia, entregue em dólares – US$ 500 -, “veio em boa hora”. No dia seguinte, ele já fez a troca para reais e realizou o objetivo da mulher dele: reformar a cozinha.
“A minha esposa tinha dificuldade porque a nossa pia era pequena, quebrava prato o tempo todo, copo o tempo todo. Com essa grana, eu comprei uma pia nova, paguei um instalador para a pia, comprei um fogão cooktop, uma torneira gourmet”, afirma.
O barbeiro relembra que a esposa tinha sido relutante sobre a ida ao festival, já que teria que abrir mão da agenda de clientes nos dias de evento. Apesar de uma ajuda de custo, não era garantida remuneração alguma.
Já as filhas Maitê, de quase 6 anos, e Antonella, de 4, ganharam presentes e um passeio com os pais.
“Fui para o shopping com as crianças, acabei comprando roupinhas para elas, chinelo, que estavam precisando”, relembra. “Ainda sobrou um dinheirinho, a criançada brincou nos carrinhos, curtiram bastante.”
Baiano ainda conta que agora as filhas apontam para a TV quando veem o Post Malone e dizem que é o “amigo do papai”. Elas também perguntam quando voltarão ao shopping.
Baiano hoje trabalha na Barbearia do Zé, em Niterói. Anos atrás, ele vinha de Vitória da Conquista para o Rio de Janeiro, sob a premissa de uma oportunidade de trabalhar com música. Após descobrir que se tratava de uma promessa falsa, e ele chegou a usar bicicleta para se deslocar pela Região Metropolitana.
Foi então que Baiano – apelido que lhe deram enquanto era vendedor já que “Jackson” seria difícil de falar e lembrar – pesquisou sobre carreiras que estavam crescendo. Tatuado e sempre em dia com o cabelo, ele decidiu se aventurar na nova profissão.
Agora, com a repercussão, Baiano conta que a agenda está fechada até terça-feira (13) e que os clientes buscam o “barbeiro do Post Malone”. O telefone também não para de tocar para entrevistas.
Melhores momentos do show de Post Malone
“Sou um cara que trabalho muito, me esforço muito no trabalho, na minha profissão, estudo, invisto em material, equipamento. Sempre sonhei em ter o Instagram com bastante seguidores, fazer mídia, mas eu não imaginei que ia viralizar da noite para o dia”, conta.
O sonho de Baiano é conseguir ter a própria barbearia. Antes disso, ele pretende “surfar muito nessa onda”, para poder divulgar o seu trabalho, “fazer um bom nome” no mercado e “começar a caminhar”.
O carinho também vem de longe: conterrâneos baianos e fãs do Post Malone dentro e fora do país.
Em homenagem ao momento, Baiano já planejou fazer uma tatuagem com os dólares recebido é uma mensagem de agradecimento ao artista em inglês: “Thank you”.
Gorjeta de Post Malone
Corte de Post Malone no Rock in Rio, no dia 2
Arquivo pessoal
No primeiro dia de festival, na sexta-feira (2), quando Baiano estava no posto de trabalho no evento, a disposição de artistas e celebridades que quisessem cortar o cabelo. No mesmo espaço, Post Malone, com uma camisa do Brasil, assistia ao show do Iron Maiden.
Quando Post viu o barbeiro, decidiu cortar o cabelo – um corte simples, segundo Baiano. Por não falar inglês, ele contou com a ajuda de uma tradutora.
‘Melhor momento da vida’, agradece cantor após tocar com Post Malone
Um exemplo da simpatia do cantor foi quando, antes de se sentar, ele pediu autorização para o barbeiro fumar ali.
Porém, não foi preciso tradução quando o cantor apontou para a sobrancelha dele e pediu um risco – igual a de Barber. A felicidade foi grande quando ele se viu no espelho.
O astro lhe entregou o dinheiro e Baiano não sabia do que se tratava. Descobriu que era uma gorjeta pelo trabalho e guardou, sem contar quanto tinha recebido.
“Pensei que fosse R$100”, diz. Só mais tarde que ele descobriu qual era o valor.
O barbeiro contou ainda que o assessor de Post fez uma massagem com um colega de trabalho e lhe pagou US$ 100.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Luva de Pedreiro, Jout Jout e mais influenciadores que anunciaram fim de carreira em vídeos e afastamento de plataformas


Kéfera, Esse Menino e Whindersson Nunes também estão na lista de influenciadores que passaram um tempo longe das redes, palcos ou canais do YouTube. Luva de Pedreiro, Esse Menino, Lumena, Jout Jout, Kéfera Buchmann e Whindersson Nunes deram uma pausa após estourarem nas redes
Montagem/g1
Nesta terça-feira (13), o influenciador digital Iran Ferreira, mais conhecido como Luva de Pedreiro, fez um vídeo em seu Instagram para anunciar que deixará a carreira na internet “pra viver a vida normal e sossegado, daquele jeito”.
O anúncio acontece três meses após o influenciador afirmar que daria uma pausa nos vídeos e romper relações com o antigo empresário.
No início do ano, Luva de Pedreiro se tornou uma sensação nas redes sociais com vídeos de seus feitos em um campo de várzea da cidade, sempre acompanhado do bordão: “receba!”.
Iran não explicou o que motivou a decisão, mas ele não é o único influenciador a anunciar o fim da carreira digital, em vídeo ou canais do YouTube, ou até se afastar das redes após período de rápida ascensão.
Luva de Pedreiro anuncia fim da carreira de influenciador: ‘Viver minha vida normal’
Relembre outros casos:
Jout Jout
Jout Jout encerra canal no YouTube após dois anos sem publicações
JoutJout Prazer/Reprodução Youtube
Em julho de 2022, Julia Tolezano, a Jout Jout, anunciou o encerramento de seu canal no YouTube após dois anos afastada da plataforma e das redes sociais.
“A minha vontade de falar com muita gente foi dando espaço a uma vontade de falar com pessoas que eu consigo ver”, explicou.
Em 2019, Jout Jout havia anunciado apenas uma pausa em seu canal. “Jout Jout Prazer está oficialmente de férias. Até quando? Não sabemos”, escreveu a influenciadora em seu canal na época.
A carioca retornou à página meses depois com um novo formato, mas a última postagem no canal do YouTube foi feita em março de 2020. Depois disso, veio a despedida oficial.
Mosaico On-line: Youtuber Jout Jout lança livro, fala de crises e motivações
Esse Menino
Esse Menino, da ‘pifaizer’, anuncia ‘férias, sem tempo certo de acabar’
Reprodução/Instagram
Esse Menino, humorista que ficou conhecido pelo vídeo viral da “pifaizer”, anunciou em dezembro de 2021 que iria tirar “férias, sem tempo certo de acabar”.
Na época, o humorista mineiro contou que sofre de ansiedade e depressão. Ele afirmou que investiu em tratamentos psiquiátricos o primeiro cachê que recebeu após seu vídeo viralizar.
Esse Menino retornou às plataformas e produção de conteúdo semanas depois.
Esse Menino, da ‘pifaizer’, anuncia ‘férias sem tempo certo de acabar’
Kéfera Buchmann
Kéfera Buchmann anuncia o fim de seu canal no YouTube
Reprodução/YouTube
Em 2016, Kéfera Buchmann anunciou uma pausa na produção de vídeos para seu canal, 5incominutos, por tempo indeterminado.
“Todos nós temos nossas fases, e eu estou em uma em que eu preciso parar um pouco”, afirmou Kéfera na época.
Kéfera chora após vitória de série “Ninguém Tá Olhando” no Emmy Internacional
“Sucesso, fama e inscritos é tudo muito legal, mas a vida é mais que isso. E uma vez que a vida é mais do que isso, eu preciso focar nela. Não se sintam abandonados e tentem entender a minha ausência. Ela tem um motivo e está precisando acontecer.”
Kéfera focou na carreira de atriz. Em maio, a atriz publicou um novo vídeo no canal afirmando que vai contar sua história no teatro, sobre sua trajetória e momentos da carreira.
Esta semana, estreou com a peça “Gaslight – uma Relação Tóxica”, o último trabalho de Jô Soares.
Whindersson Nunes
Whindersson Nunes
Reprodução/Instagram
Em dezembro de 2021, Whindersson Nunes anunciou que faria uma pausa em seus shows após a sua turnê “Isso não é um culto”. “Meu próximo e último show, vai ser um show de despedida”, disse.
“Não para sempre, porque isso não existe. Ninguém para para sempre, eu amo estar no palco, mas eu já estive nele por quase 10 anos, rodei o Brasil e vi tantas pessoas, em tantas situações que eu fico constrangido quando alguém não tem 30 reais para dar risada junto com todos.”
Após luta com Popó, Whindersson Nunes afirma: “Eu tô realizado”
“Não me incomodo com a fama porque eu só sou amado pelas pessoas como sou, porque elas me conhecem. E eu amo esse amor. Mas me afetou em outros níveis e eu acho que ainda não sei lidar, preciso assimilar, e entender o que fazer com isso.”
“E eu estou muito feliz com a decisão, parece que trabalhar a esmo sem saber onde vai dar era uma coisa que me deixava angustiado, mas decidir dar uma sumida parece que coloca tudo ao meu controle de novo, me dá um novo futuro, me dá muitas ideias, e eu vou voltar 10x mais forte, aí sim, o planeta vai ter que engolir”, afirmou Whindersson, que roda o país com sua turnê de despedida.
Esta semana, fez uma apresentação no Japão com o espetáculo. A viagem aconteceu após o artista mostrar seu lado rapper e se apresentar no Rock in Rio como Lil Whin.
Lumena Aleluia e Thaynara OG
Ex-BBB contou sobre o ocorrido em seu perfil no Instagram
Reprodução
Lumena Aleluia e Thaynara OG não se afastaram de seus projetos, como aconteceu nos casos acima, mas anunciaram pausas nas redes em momentos diferentes. As duas foram motivadas por incidentes que a deixaram abaladas emocionalmente.
No final de 2021, Thaynara OG desativou temporariamente o recurso que permite que os seguidores respondam seus stories. A decisão foi tomada após uma crise de ansiedade durante um voo por causa das mensagens recebidas na rede.
Ex-bbb Lumena Aleluia encontra fezes na porta do seu apartamento: ”Cena bizzara”
“Dessa vez mexeu muito com minha cabeça, então vou dar um tempo aqui, de ficar olhando o que me mandam porque não me fez bem, fiquei assustada”, afirmou Thaynara.
Em junho, Lumena também se mostrou abalada após contar que duas sacolas com fezes foram deixadas na porta de seu apartamento em São Paulo.
Após o incidente, Lumena disse que não estava bem e ficaria longe das redes. “Eu estou muito mal, preciso de um tempo pra digerir tudo que tem acontecido comigo, vou embora daqui.”
Ambas já retomaram as postagens e trabalhos através das redes sociais.
Thaynara OG se emociona ao fazer relato sobre período em UTI após lipospiração

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Planet Hemp anuncia single com Criolo para 20 de setembro e álbum de músicas inéditas para outubro


Planet Hemp com Criolo (ao centro) na gravação do clipe da música ‘Distopia’
Bel Gandolfo / Divulgação
♪ Gravado desde 2019, o primeiro álbum de músicas inéditas da banda Planet Hemp em 22 anos chega ao mundo em outubro. Antes, em 20 de setembro, Marcelo D2 (voz), BNegão (voz), Nobru Pederneiras (guitarra), Formigão (baixo) e Pedro Garcia (bateria) apresentam o primeiro single, Distopia, gravado com o rapper Criolo.
Música já apresentada pelo grupo carioca em shows nas cidades de Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), Distopia foi encorpada no estúdio com riffs de guitarra em gravação que mistura rock, rap e reggae com o peso do som da banda. A letra faz discurso caracterizado como “subversivo”.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Mônica Salmaso tem obra que justifica a honra de protagonizar com Chico Buarque o show ‘Que tal um samba?’


Trajetória da cantora paulistana é coerente e se afina com o universo musical do compositor carioca. Mônica Salmaso e Chico Buarque dividem o palco no show ‘Que tal um samba?’
Leo Aversa / Divulgação
♪ ANÁLISE – Pelo fato de Mônica Salmaso ainda ser cantora ouvida e cultuada somente em nichos onde a MPB resiste, imune às contemporaneidades do mercado de música pop, certamente haverá quem – entre a fiel e imensa legião de admiradores e seguidores de Chico Buarque – possa estranhar a presença destacada da cantora paulistana na turnê do show Que tal um samba?, estreado pelo artista carioca neste mês de setembro de 2022.
Bem mais do que uma participação especial, a presença de Salmaso no show a coloca quase de igual para igual com o anfitrião na divisão do roteiro que encadeia 36 músicas em 33 números. Solista das seis músicas iniciais, a cantora dá voz a outras 13 músicas com Chico, se contabilizadas as inserções do Samba da minha terra (Dorival Caymmi, 1940) e do Samba da benção (Baden Powell e Vinicius de Moraes, 1966) na música-título Que tal um samba? (Chico Buarque, 2022).
E que voz lapidar! Ouvidos atentos, como os de Edu Lobo, já detectaram há anos em Salmaso uma das maiores cantoras do Brasil em todos os tempos. Uma grande cantora hábil na conciliação precisa de técnica apurada e emoção refinada que, tivesse surgido nos anos 1960 ou nos anos 1970, décadas regidas pelo gênero rotulado como MPB na era dos festivais, certamente teria sido posta no mesmo panteão de Nana Caymmi e mesmo de Maria Bethânia.
E por falar na intérprete baiana, Bethânia até então era a única cantora que tinha dividido um show com Chico Buarque em 1975 (até então, o cantor costumava se apresentar com o grupo MPB4). Não é preciso ter visto o show Que tal um samba? para atestar que Salmaso está à altura do convite pelo histórico da artista.
Mônica Salmaso e Chico Buarque são artistas refratários às contemporaneidades da música brasileira
Leo Aversa / Divulgação
Dividir o palco com Chico Buarque amplia a visibilidade da cantora e simboliza a coroação de trajetória iniciada em 1989 como integrante do elenco da peça O concílio do amor, dirigida pelo encenador mineiro Gabriel Villela.
Quando começou a construir a obra fonográfica, fundada em 1995 com a gravação do álbum Os afro-sambas (1996) com o violonista Paulo Bellinati, Salmaso foi corajosa o suficiente para pavimentar discografia alicerçada nos cânones da MPB e geralmente pautada por regravações (a cantora nunca fez um álbum com músicas majoritariamente inéditas).
Desde então, com extrema coerência, Salmaso vem lançando discos de caráter atemporal, distanciados do tempo presente da música brasileira, o que gera eventualmente a percepção de se tratar de cantora antiga. Assim como o álbum Voadeira (1999) podia ter sido lançado em 2014, o majestoso Corpo de baile (2014) – songbook dedicado ao cancioneiro de Guinga e Aldir Blanc – bem poderia ter chegado ao mercado fonográfico em 1999.
Sob esse prisma, é nítida a afinidade musical entre Mônica Salmaso e Chico Buarque, cantor e compositor também apegado às tradições da MPB e dono de discografia formatada sem as contemporaneidades que tanto seduzem e revigoram Caetano Veloso, para citar somente um exemplo de ícone da MPB que caminha em direção oposta à de Chico, sem que isso diminua o valor e a música de um ou de outro.
Mesmo que não tivesse abordado o cancioneiro de Chico no álbum Noites de gala, samba na rua (2006), Mônica Salmaso já tinha deixado claro que é cantora à altura da obra do compositor de Paratodos (1993). E o fato é que dividir o palco com Chico Buarque no show Que tal um samba? – cuja turnê percorre o Brasil até o primeiro semestre de 2023, pelo menos – contribuirá para que mais e mais ouvintes atentem para a grandeza de Mônica Salmaso.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Jão é eleito o melhor show do 2º fim de semana de Rock in Rio 2022, segundo leitores do g1


Camila Cabello e Avril Lavigne completaram o top 3 dos preferidos de quem acessa o site. No primeiro fim de semana, Iron Maiden, Post Malone e Justin Bieber foram as atrações mais votadas. Jão vai pra galera à beira do palco Sunset durante show no Rock in Rio 2022
Marcos Serra Lima/g1
Jão foi eleito o melhor show do segundo final de semana de Rock in Rio, segundo enquete feita entre leitores do g1. Camila Cabello e Avril Lavigne completaram o top 3 dos preferidos de quem acessa o site.
No primeiro fim de semana, a atração escolhida foi o Iron Maiden. Post Malone e Justin Bieber ficaram no primeiro e segundo lugares, respectivamente.
Os melhores e os piores shows do Rock in Rio 2022… Os destaques e as decepções do festival
Jão dedicou boa parte de sua apresentação a uma homenagem a Cazuza, que lembrou a histórica participação do artista na edição de 1985 do festival, em seus momentos finais à frente do Barão Vermelho.
Em show no Palco Sunset, o cantor paulista recebeu a mãe de Cazuza, que citou frase histórica do filho no festival. Com orquestra, Jão também cantou dor de cotovelo e levantou bandeira bissexual.
Veja o ranking da enquete do g1:
Jão – 40,78%
Camila Cabello – 33,08%
Avril Lavigne – 12,78%
Coldplay – 4,42%
Ivete Sangalo – 3,77%
Måneskin – 1,77%
Green Day – 1,57%
Ludmilla – 0,65%
Dua Lipa – 0,51%
Guns N’ Roses – 0,40%
CPM 22 – 0,14%
Djavan – 0,13%

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Ator de James Bond pede desculpas por apresentação ‘nojenta’


George Lazenby foi criticado pelos fãs depois de fazer comentários ‘assustadores’ sobre mulheres no palco em Perth. O ator George Lazenby foi acusado de fazer comentários homofóbicos e misóginos em uma apresentação
Getty Images via BBC
O ator George Lazenby, que já viveu James Bond no cinema, pediu desculpas depois de ser acusado de fazer comentários “assustadores” e “nojentos” em um evento sobre a franquia do agente secreto britânico.
O ator, que interpretou o papel no filme “007 – A Serviço de Sua Majestade”, de 1969, era um dos participantes de uma turnê australiana chamada The Music of James Bond, focada nos filmes do famoso personagem da literatura e do cinema.
Os membros do público da cidade de Perth se ofenderam com os comentários “homofóbicos” e “misóginos” do ator, segundo a imprensa local.
Depois das críticas, Lazenby disse que ficou “triste ao ouvir” que suas histórias ofenderam os fãs.
“Nunca foi minha intenção fazer comentários ofensivos ou homofóbicos e sinto muito se minhas histórias que compartilhei muitas vezes foram interpretadas dessa maneira”, escreveu ele em um comunicado.
O ator australiano de 83 anos foi removido de todas as apresentações futuras da turnê.
Initial plugin text
A produtora de teatro Concertworks disse estar “extremamente entristecida e desapontada” com a “linguagem, comentários e lembranças” de Lazenby durante o show de sábado em Perth.
“Estas foram opiniões pessoais e não há desculpa para isso na sociedade de hoje. Elas não refletem as opiniões da Concertworks”, disse Aaron Kernaghan, advogado da empresa.
A empresa entrou em contato com os espectadores para emitir um reembolso para quem pagou ingresso, acrescentou. Enquanto isso, a companhia “escolheu interromper seu relacionamento com Lazenby” e iniciou “uma revisão completa do assunto”.
De acordo com uma mulher que assistiu à apresentação, Lazenby passou a entrevista “falando basicamente sobre suas conquistas sexuais”.
“Ele foi homofóbico e certamente não estava falando sobre seu filme como James Bond”, disse ela à emissora de rádio 6PR, de Perth. “Ele também subestimou a rainha Elizabeth um dia depois que ela morreu”, acrescentou.
“Foi absolutamente inacreditável… A certa altura, ele citou um jogador de críquete australiano em cuja filha ele estava ‘interessado’. E ele contou que arrastou a mulher para fora de um pub e a colocou em um carro em Londres, o que novamente é horrível. Não foi encantador nem engraçado. Foi assustador, foi ofensivo… Ele foi nojento, não há duas maneiras para falar sobre isso.”
Outro participante descreveu a apresentação como “histórias misóginas sobre a proezas sexuais de George Lazenby, detalhes íntimos de diarreia e objetificação de mulheres”.
“Foi só quando um espectador gritou ‘Com licença, isso é ofensivo’ que a tensão ficou evidente e George foi retirado do palco e a música salvou o dia”, relatou um espectador ao jornal The West Australian.
Já Joseph McCormack, que também assistiu ao show, disse no Twitter que pelo menos um membro da plateia “gritou que a fala Lazenbyera uma ofensa”.
Uma segunda pessoa, que ligou para a emissora 6PR, defendeu o ator, dizendo que suas histórias eram um “exagero” deliberado para causar um efeito cômico.
“Ele não sequestrou [ninguém], não houve estupro. As pessoas ficaram alarmadas. [O show] foi muito divertido até que as pessoas começaram a gritar e vaiar.”
A BBC não conseguiu verificar de forma independente a natureza dos comentários de Lazenby na apresentação.
A West Australian Symphony Orchestra (WASO), que também se apresentou no show, criticou o ator em comunicado divulgado no fim de semana.
“Suas lembranças eram visões pessoais que podem ter refletido uma época em que tal comportamento era tolerado, mas nunca foi aceitável”, escreveu a orquestra, em nota.
“Os comentários eram dele e não refletem nossa sociedade atual. Suas opiniões não são compartilhadas ou endossadas pela WASO ou pelo Perth Concert Hall.”
O ministro da cultura da Austrália, David Templeman, acrescentou: “Entendo que o público deixou suas opiniões claras sobre o conteúdo do que ele disse”.
Lazenby foi catapultado à fama em 1969, quando foi escalado para substituir Sean Connery na franquia James Bond.
Ex-modelo e sem experiência anterior em atuação, ele estrelou apenas um filme – alegando ter recusado US$ 1 milhão para revisitar o papel em longa posterior.
“Bond é um bruto… Eu já o deixei para trás. Nunca vou atuar como ele novamente. Paz. Essa é a mensagem agora”, disse ele, na época.
* Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62883669

Fonte: G1 Entretenimento