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Johnny Depp x Amber Heard: resultado do julgamento pode desestimular denúncias de violência doméstica?


Heard recebeu inúmeras críticas online, muitas delas próximas ao assédio, durante a batalha legal com seu ex-marido. Amber Heard enfrentou assédio nas redes sociais durante o julgamento contra Johnny Depp.
Getty Images/Via BBC
Amber Heard se tornou vítima de ataques na internet durante a batalha judicial por difamação aberta por seu ex-marido Johnny Depp, que também envolveu alegações de violência doméstica. O caso poderia afetar negativamente vítimas de abuso que decidem denunciar uma situação semelhante?
Na última quarta-feira (1º), um tribunal da Virgínia, nos Estados Unidos, considerou que Heard difamou Depp em um artigo publicado no jornal Washington Post de 2018 no qual ela se descreve como “uma figura pública que representa o abuso doméstico”, sem nomear seu ex-marido.
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O júri composto por cinco homens e duas mulheres decidiu que a atriz deveria pagar uma indenização de US$ 15 milhões (R$ 72 milhões), valor que foi reduzido para US$ 10,35 milhões (R$ 49,4 milhões), em razão de limites legais da Virgínia.
Semana Pop mostra raio-x da vida financeira de Johnny Depp e Amber Heard
Quanto às acusações de Heard contra Depp, também por difamação, o júri condenou o ator, que não esteve na audiência, a pagar indenização de US$ 2 milhões (R$ 9,5 milhões) por difamá-la por meio de seu advogado, Adam Waldman.
O veredicto surpreendeu especialistas em Direito, especialmente porque segue a derrota de Depp em um caso semelhante no Reino Unido há quase dois anos.
Para Heard, a decisão foi uma rejeição quase total de seu testemunho.
Imagem do processo que Johnny Depp moveu contra Amber Heard
AFP/Via BBC
Depp, de 58 anos, negou com firmeza as alegações de abuso emocional, físico e sexual que Heard diz terem ocorrido em várias ocasiões ao longo de seu relacionamento de cinco anos.
Comentários nas redes sociais
O júri ficou do lado de Depp e considerou as alegações de Heard como falsas.
Em um comunicado, a atriz de 36 anos disse que estava “com o coração partido” pela decisão. Sua equipe disse que vai recorrer.
Mas no tribunal da opinião pública, parecia que Heard já havia perdido mesmo antes do resultado final.
Durante as seis semanas de julgamento, muito antes de o júri dar seu veredicto, uma espécie de consenso se estabeleceu na internet de que Heard estava mentindo.
Depp agradeceu ao tribunal por ter “devolvido” sua vida após a decisão a seu favor
Getty Images/Via BBC
Seu testemunho foi amplamente ridicularizado, hashtags chamando-a de sociopata foram tendências no Twitter e uma petição para removê-la da próxima sequência do filme Aquaman recebeu, até sexta-feira, 3 de junho, mais de 4,4 milhões de assinaturas.
No TikTok, os casais encenaram algumas das cenas de violência que Heard denunciou no depoimento, em um aparente esforço para provar que foram inventadas.
“Acho que devemos ser muito claros sobre isso: esse julgamento gerou muito assédio contra Amber Heard”, diz Nicole Bedera, socióloga especializada em violência sexual. “Foi chocante.”
Especialistas em violência doméstica como Bedera temem que a resposta profundamente negativa em relação à Heard tenha repercussões muito além do julgamento.
Impacto para futuras vítimas
Muitos alertam que o abuso online sofrido por Herad terá um efeito devastador na vida de sobreviventes de violência doméstica e pode desencorajar algumas a denunciarem seus casos.
“Há muitas sobreviventes que verão sua história refletida neste julgamento. E elas também serão prejudicados por este caso”, disse Bedera.
“Acho que muitas vítimas agora vão se sentir mais inseguras com a ideia de contar seu caso no futuro”, disse.
Casos de violência doméstica tendem a ser resolvidos sem denúncias. Nos Estados Unidos, apenas dois em cada cinco casos são reportados à polícia, de acordo com a última pesquisa do Departamento de Justiça dos EUA.
A mesma proporção de mulheres, em torno de 40%, apresentou denúncias de violência no relacionamento.
“Acho que ficou claro que as sobreviventes estão tomando decisões racionais quando optam por não denunciar seu caso”, disse Alexandra Brodsky, advogada de direitos civis e autora do livro Justiça Sexual.
“É feita uma análise de custo/benefício e, muitas vezes, esse cálculo mostra que é melhor não informar”, segundo a especialista.
Na hora de colocar na balança, pesa muito o medo de uma dolorosa investigação e julgamento – e o medo de que ninguém acredite nelas.
Ambos os temores foram demonstrados na resposta recebida por Heard, disse Kelly Sundberg, professora da Ashland University e autora de Goodbye Sweet Girl, um livro de memórias sobre sua experiência em um relacionamento abusivo.
“Há uma razão pela qual a maioria das pessoas mantém seus abusos privados”, disse ele.
“Mesmo se ela [Heard] tivesse vencido, isso teria um efeito assustador nas vítimas, porque ninguém quer ser desacreditado como ela foi”, disse Sundberg.
“Se eu tivesse recebido esse tipo de resposta antes de escrever meu livro, acho que não me sentiria segura em publicá-lo”, disse ela.
“Foi horrível”, acrescentou Bedera. “As pessoas a chamavam de psicopata, mentirosa, diziam que ela era louca, que era manipuladora, diziam que ela merecia o que aconteceu.”
Padrões duplos
Na última semana do julgamento, Heard, mãe solteira de uma filha de 1 ano, falou sobre o assédio durante o julgamento, dizendo que recebeu “centenas de ameaças de morte regularmente, se não diariamente”.
“As pessoas querem me matar, me dizem todos os dias. As pessoas querem colocar meu bebê no micro-ondas e me dizem”, disse ele. “Tem sido uma agonia.”
Durante o julgamento, o tribunal ouviu gravações de Heard em que ela parecia zombar e intimidar seu ex-parceiro. Em um vídeo, a atriz admite ter “batido” em Depp antes de pedir para ele não ser um “bebê”.
“Diga ao mundo, Johnny”, ela exige dele em outras imagens, gravadas em 2016. “Diga a eles: ‘Eu, Johnny Depp, um homem, também sou vítima de violência doméstica'”.
Essas gravações eram frequentemente usadas como prova nas mídias sociais de que Heard estava mentindo e que ela era a agressora “real” em seu relacionamento.
Mas esse mesmo escrutínio não parecia se aplicar a Depp.
O tribunal ouviu várias testemunhas – incluindo uma de suas ex-namoradas, a atriz Ellen Barkin – descrever o suposto abuso de drogas e álcool e tendências violentas do ator.
Em áudio gravado, o júri ouviu Depp gritando insultos e obscenidades para Heard, e viu mensagens dizendo que desejava que sua ex-mulher morresse.
“Houve um duplo padrão, com certeza”, disse Bedera.
“Johnny Depp também disse algumas coisas realmente horríveis. Mensagens de texto sobre a ideia de estuprar e assassinar Amber Heard me vêm à mente”, disse a especialista. “Muitas pessoas foram rápidas em dizer ‘foi apenas uma piada’ na época.”
Possíveis repetições
Especialistas também temem que o caminho legal seguido por Depp, abrindo um processo de difamação, possa ser usado por autores de abusos.
“Uma coisa que realmente faltou na cobertura é que Heard não processou Depp por abuso”, disse a advogada Alexandra Brodsky. “Foi Depp quem processou Heard por dizer que ela foi abusada, e nem mesmo por ele.”
Brodsky descreveu uma “horda” crescente de advogados e consultores de relações públicas aconselhando jovens sobre como limpar seus nomes depois de serem acusados ​​de agressão sexual na faculdade.
“Muito disso são processos por difamação, ou pelo menos ameaças de processos por difamação. Vimos essa estratégia se espalhar”, confirmou.
Neste caso, após seis semanas de depoimentos, o júri decidiu por unanimidade que Heard havia difamado Depp no texto no jornal. “O júri me deu minha vida de volta”, disse o ator em um comunicado após o veredicto.
Mas buscar indenização por difamação se torna “alarmante” quando os perpetradores a usam como estratégia de relações públicas, disse Brodsky.
“A verdade é que, não importa o que acontecesse no final do julgamento, Depp teria se tornado, pelo menos para algumas pessoas, o herói”, disse ela. “Estou realmente preocupado com o efeito ‘copiador’.”
Ao mesmo tempo, esses casos atuam como um impedimento para as vítimas em geral, disse ela.
“Alguém vê seu amigo, colega de classe ou uma celebridade enfrentando um processo de difamação e diz: ‘Não quero lidar com isso’.”
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Fonte: G1 Entretenimento

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Juliette entra em estúdio com o produtor musical Papatinho


Rapper L7nnon participa da sessão em que cantora gravou música em clima de forró. Juliette com o produtor musical Papatinho no estúdio da Papatunes Records
Reprodução / Instagram Papatinho
♪ Juliette entrou em estúdio um dia após ter lançado o single Solar. Na sexta-feira, 3 de junho, a cantora foi ao estúdio da Papatunes Records, gravadora do produtor musical Papatinho.
“Recebi a Juliette hoje na Papatunes e preparamos algumas coisas que vocês vão se amarrar!!”, noticiou Papatinho ao legendar foto publicada na rede social do produtor.
Pelos vídeos postados nos stories dos artistas, a sessão de estúdio contou com a presença do rapper L7nnon e a música gravada por Juliette foi formatada em clima do forró.
♪ Eis a presumível letra da música gravada por Juliette com Papatinho – a julgar por uma das imagens dos stories – com verso que alude à Diferença mara (Dann Costara e Juzé, 2021), música do EP com o qual Juliette se lançou como cantora em setembro do ano passado:
“Menino bonito com cara de galã
Você sabe que no fundo eu sou fã
Até do jeito que você me irrita
Vem logo me dar seu beijinho de hortelã
Nossa noite vai até de manhã
É porque nossa diferença é mara
E tu já me ama, tá na cara
Nosso amor num ritmo perfeito
Vale mais do que um milhão
Gosto como cê me toca
Gosto como me provoca
Gosto como tira minha roupa
Tô te vendo há uma cota
Pena que cê não me nota
Desse jeito vai me deixar louca
Nem precisa pedir que eu vou te dar
Toda paz todo amor todo luar…”

Fonte: G1 Entretenimento

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Paulo Miklos celebra a comunhão a dois na fluência pop de álbum solo


Artista apresenta boa safra autoral em ‘Do amor não vai sobrar ninguém’, disco afetuoso que inclui música em tributo ao rapper Sabotage entre canções românticas compostas durante a pandemia. Capa do álbum ‘Do amor não vai sobrar ninguém’, de Paulo Miklos
José de Holanda com arte de Stephan Doitschinoff
Resenha de álbum
Título: Do amor não vai sobrar ninguém
Artista: Paulo Miklos
Edição: Deck
Cotação: * * * *
♪ Qualquer comparação entre o quarto álbum solo de Paulo Miklos – Do amor não vai sobrar ninguém, disponível desde 27 de maio nos aplicativos de música, com capa assinada pelo artista plástico Stephan Doitschinoff – e o antológico antecessor A gente mora no agora (2017) precisa levar em conta que, no disco editado há cinco anos, havia um diretor artístico, Marcus Preto, que promoveu parcerias do compositor paulistano com nomes como Céu, Erasmo Carlos, Guilherme Arantes, Silva e Tim Bernardes.
A abertura do leque de parceiros renovou o cancioneiro autoral de Miklos, que havia saído da banda Titãs em 2016. No presente álbum Do amor não vai sobrar ninguém, gravado com produção musical de Rafael Ramos, Miklos é o único criador das 12 músicas que compõem o repertório inteiramente inédito, gerado em tempos pandêmicos.
Diante desse contexto, é justo reconhecer e aplaudir o bom nível da solitária safra autoral de Miklos, artista que transcendeu o universo musical a partir dos anos 2000, tendo se estabelecido também como (elogiado) ator de cinema e séries de TV.
Canção que anunciou a existência do álbum ao ser lançada em single em 13 de maio, É assim que eu sei deu a pista certeira do tom afetuoso do disco.
Dentro desse universo de canções movidas pelo amor terno, a balada Ao teu lado se impõe como a música mais apaixonante da safra, sendo seguida de perto por Um misto de todas as coisas, canção que celebra o amor resistente ao desgaste do cotidiano. Terceira das 12 músicas na disposição do repertório no álbum, Todo esse querer expõe a fluência pop obtida pelo toque da banda arregimentada para o disco.
Paulo Miklos versa sobre o amor maduro nas letras do disco produzido por Rafael Ramos
José de Holanda / Divulgação
Ao longo das 12 faixas, ouve-se os toques dos músicos Diogo Gomes (trompete), Felipe Pacheco Ventura (violino, viola e arranjo de cordas), Gilberto Pereira (saxofone), Loco Sosa (bateria e percussões), Marcus Ribeiro (violoncelo), Marlon Sette (trombone e arranjo de metais), Martin Mendonça (guitarra e violões), Pedro Pelotas (piano, Rhodes, Wurlitzer, Hammond, clavinet, Moog e outros synths) e Reginaldo Lincoln (baixo).
Os metais sopram o suingue pop que embala Sabotage está aqui, tributo aliciante de Miklos ao rapper paulistano Mauro Mateus dos Santos (1973 – 2003), o já mítico Sabotage, assassinado há 19 anos. Bem-vindo ponto fora da curva na arquitetura do disco, Sabotage está aqui veicula amor de forma política, conclamando o ouvinte a lutar pelo futuro.
Na sequência do disco, Um sopro retoma o tema central do disco – a comunhão do amor a dois – sem perda da fluência pop. Sem se afastar do tema central do álbum, O que ela quer cai em suingue pop tropical latino.
Alocada entre Mansa e Uma conversa (cuja letra defende a necessidade de saber ouvir o outro), canções menos sedutoras no conjunto da obra mas também afinadas com o conceito do disco, a balada-título Do amor não vai sobrar ninguém se impõe como outro ponto alto deste álbum que flerta com o balanço do samba-rock em Por que censurar o amor? e termina com sopro de esperança em Se o amor ainda existir.
“Não sou de blefar quando canto”, avisa Miklos em verso da derradeira música de álbum que, tivesse duas ou três faixas a menos, bisaria a perfeição pop do anterior A gente mora no agora.
Ainda assim, Do amor não vai sobrar ninguém é disco vigoroso, sem blefes, e mostra que, aos 40 anos de carreira, Paulo Miklos ainda está em movimento no universo pop brasileiro, vivendo do hoje, e tendo o que dizer no tempo presente, sem se escorar nas glórias do passado como um cover de si mesmo.
Paulo Miklos apresenta 12 inéditas músicas autorais no álbum ‘Do amor não vai sobrar ninguém’
José de Holanda / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Shakira e Gerard Piqué anunciam separação após 12 anos de relação


Segundo o jornal El País, a cantora colombiana e o jogador do Barcelona emitiram um comunicado em que pedem ‘respeito à privacidade’. Shakira e Gerard Piqué anunciam separação após 12 anos de relação
Reprodução/Instagram
Shakira e Gerard Piqué anunciaram a separação após 12 anos de relação. Segundo o jornal El País, a cantora de 45 anos e o jogador do Barcelona, de 35, emitiram um curto comunicado, em conjunto, no qual pedem “respeito à privacidade”.
“Lamentamos confirmar que estamos nos separando. Pelo bem-estar de nossos filhos, que são nossa máxima prioridade, pedimos respeito à privacidade. Agradecemos a compreensão.”
Shakira e Gerard Piqué são pais de Milan, de 9 anos, e Sasha, de 7.
Eles se conheceram em 2010 e, apesar de estarem juntos há 12 anos, Shakira e Piqué nunca se casaram oficialmente.
Com dezenas de milhões de discos vendidos, a estrela colombiana é autora de sucessos como “Waka Waka”, “Loba” ou “Hips don’t lie”.
Por sua vez, Piqué é um dos zagueiros mais bem sucedidos da história do futebol espanhol, tanto com seu clube Barcelona quanto com a seleção nacional, com a qual conquistou a Copa do Mundo de 2010 e a Eurocopa de 2012.
Neste sábado, Shakira usou as redes sociais para falar sobre o caso de uma ambulância que teria sido vista em sua residência. Alguns boatos davam conta que a cantora teria precisado de atendimento após uma crise de ansiedade por causa da separação. Mas Shakira explicou no poste que “as fotos foram tiradas no dia 28, quando meu pai, infelizmente, sofreu uma queda. Nesse dia, eu o acompanhei na ambulância até o hospital, onde ele se encontra em recuperação.”
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Leia também: Shakira perde recurso para evitar julgamento por fraude fiscal na Espanha
Vídeo: ‘Sinto que sou melhor cantora agora, tenho mais confiança’, diz Shakira ao Fantástico:
‘Sinto que sou melhor cantora agora, tenho mais confiança’, diz Shakira ao Fantástico

Fonte: G1 Entretenimento

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Lhama é pet? Rotina de Kiki viraliza na web, e dono diz: ‘é como um cachorro’; veja fotos e vídeos


Paranaense João Vitor Tolardo, de 24 anos, cria uma lhama macho – o Kiki, de 4 meses – em sua casa. Animal é sociável e nunca cuspiu em ninguém, segundo o dono. Conheça a história de Kiki, uma lhama criada como pet no Paraná
A rotina inusitada do paranaense João Vitor Tolardo, de 24 anos, com sua lhama Kiki, de 4 meses, ganhou repercussão na internet. O empresário, que acumula milhares de visualizações nas redes sociais, contou ao g1 que o pet é dócil e pode chegar a 1,80 metro de altura.
“É uma lhama macho, chama Kiki. É um animal que eu quero ter para a vida toda. Muito amoroso, dócil, companheiro, inteligente. Ele ainda tem quatro meses, mas pode chegar a 1,80 metro de altura. Ele é muito apegado. Ele é como um cachorro, um animal doméstico. Nunca tive problemas”, afirmou o paranaense.
João Vitor contou ainda que o animal não precisou ser adestrado e que a alimentação não é difícil. Kiki ainda é um animal bebê e mama muitas vezes, podendo tomar até cinco mamadeiras todos os dias.
João Vitor tira foto com Kiki em frente ao espelho
Arquivo Pessoal
“Como eles são animais muito inteligentes, ele não demanda muita atenção. Eu nunca precisei adestrar. Ele tem o lugar dele para fazer as necessidades, ele se acostuma com o espaço. A alimentação também não é difícil. Ele mama umas quatro ou cinco vezes por dia e a ração adequada é a de coelho e porquinho da índia. E são ruminantes, ficam comendo grama o dia inteiro”, disse.
O Kiki ainda conta com a companhia de um cachorro, um pastor de shetland que se chama Hassan. “Eles são grudados, são irmãos”, diz o dono.
De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as lhamas são consideradas animais domésticos em território nacional, dispensando autorização para sua criação ou comercialização.
🦙🦙🦙 Lhama cospe?
Kiki é ‘tietado’ em loja de material esportivo
Arquivo Pessoal
Uma das dúvidas mais frequentes que João recebe nas suas redes sociais é: “ele já cuspiu?”. O empresário contou, no entanto, que nunca passou por essa situação com Kiki. Apesar disso, a sua lhama anterior, o Kronk, já teve esse comportamento por duas vezes.
“Ele é minha segunda lhama. Eu tinha o Kronk, que faleceu em março. Foi meu primeiro contato com esse animal. O Kronk cuspiu umas duas vezes, só que isso acontece quando eles ficam muito incomodados. É um instinto de defesa. Com o Kiki, nunca aconteceu. Nunca tive problema”, afirmou.
Kiki e Hassan, os pets de João Vitor
Arquivo Pessoal
Além do sucesso na internet, Kiki é uma verdadeira celebridade no Paraná. Segundo João Vitor, de 100 pessoas que passam por eles, 98 pedem para tirar foto com Kiki.
“Eu levo o Kiki comigo para tudo quanto é lugar. Ele fica deitado na parte de trás do carro e coloco os dois cintos de segurança. Ele é sociável, não se assusta. Eu já fui em festa e levei ele. Deixei no meio do povo. É uma repercussão absurda. Ele não se incomoda com som, nem com a presença das pessoas. Poucas pessoas ficam incomodadas. Elas ficam curiosas”, afirmou o empresário.
Veja mais fotos e vídeos de João e Kiki ❤️
Veja momentos de João Vitor e a lhama Kiki
João Vitor e a lhama Kiki
Arquivo Pessoal
João Vitor e Kiki após atividade física
Arquivo Pessoal

Fonte: G1 Entretenimento

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Da gastança às multas milionárias, um raio-x da vida financeira de Johnny Depp e Amber Heard

Ele foi de mais bem pago de Hollywood a gastador endividado; ela, condenada a multa de US$ 10 milhões, diz que não tem como pagar. Semana Pop explica contas do ex-casal. Semana Pop mostra raio-x da vida financeira de Johnny Depp e Amber Heard
Protagonistas de uma briga judicial milionária, Johnny Depp e Amber heard têm vidas financeiras que são um capítulo à parte dessa novela. Ele foi de mais bem pago de Hollywood a gastador endividado. Ela, condenada a uma multa de US$ 10 milhões no processo contra o ex-marido, diz que não tem como pagar. O Semana Pop deste sábado (4) explica as contas do ex-casal. Assista ao vídeo acima.
Veja todas as edições do programa
O Semana Pop vai ao ar toda semana, com o resumo do tema que está bombando no mundo do entretenimento. Pode ser sobre música, cinema, games, internet ou só a treta da semana mesmo.

Fonte: G1 Entretenimento

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Shows de prefeituras: Ministério Público questiona eventos em 29 cidades de 6 estados após polêmica


Crítica de Zé Neto a tatuagem no ‘tororó’ de Anitta e à Rouanet virou debate sobre shows sertanejos bancados por prefeituras. Gusttavo Lima teve um show cancelado por prefeito e outro pela Justiça. Gusttavo Lima, Wesley Safadão e Zé Neto & Cristiano
Divulgação/Mário Maflicks; Divulgação/Romilson Sales; Divulgação
O Ministério Público questiona a realização de shows de 29 prefeituras em 6 estados do país após a polêmica que começou quando o sertanejo Zé Neto criticou Anitta e a Lei Rouanet, no dia 12 de maio.
Entenda a questão abaixo no podcast g1 ouviu e veja a seguir a lista de eventos questionados pelos MPs dos estados. Os maiores cachês são de sertanejos, mas Wesley Safadão e Xand Avião representam o forró na lista.
São Luiz (RR) – Vaquejada com Gusttavo Lima com cachê de R$ 800 mil e outros shows – O Ministério Público de Roraima investiga. Saiba mais
Magé (RJ) – Aniversário da cidade com Gusttavo Lima com cachê de R$ 1 milhão e outros shows – O Ministério Público do Rio de Janeiro investiga. Saiba mais.
Teolândia (BA) – CANCELADO – Festa da Banana com Gusttavo Lima com cachê de R$ 700 mil e outros shows – A Justiça atendeu ao pedido do Ministério Público da Bahia e cancelou o evento. Saiba mais.
Mossoró (RN) – Festa Junina com Wesley Safadão com cachê de R$ 600 mil e Xand Avião com cachê de R$ 400 mil e outros shows- O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) entrou com uma ação civil pública para que a Justiça cancele os dois shows. Saiba mais.
Conceição do Mato Dentro (MG) – CANCELADO – Festa com Gusttavo Lima com cachê de 1,2 milhão e Bruno & Marrone com cachê de R$ 520 mil e outros shows – O Ministério Público de Minas Gerais estava apurando quando o prefeito cancelou os dois shows. Saiba mais.
Mato Grosso – 24 cidades: Gaúcha do Norte, Porto Alegre do Norte, Figueirópolis D’Oeste, Sorriso, Nortelândia, Salto do Céu, Alto Taquari, Novo São Joaquim, Nova Mutum, Sapezal, Canarana, Acorizal, Brasnorte, Água Boa, São José do Xingu, Vera, Barra do Garças, Juína, Querência, Bom Jesus do Araguaia, Santa Carmem, Matupá, Nova Canaã do Norte e Novo Horizonte do Norte – O Ministério Público de Mato Grosso abriu uma investigação sobre todos os shows destes municípios, sem especificar os artistas. A lista inclui Sorriso, cidade onde Zé Neto detonou a polêmica com um discurso contra Anitta e Rouanet, ganhando cachê de R$ 400 mil. Saiba mais.
Shows investigados: 5 pontos sobre a crise envolvendo cantores e prefeituras
Discurso ‘tororó-Rouanet’ tenta criar divisão entre artistas do ‘agro’ e da ‘elite’, analisa professor
Entenda também, nos tópicos abaixo, como começou a polêmica:
No dia 12 de maio, Zé Neto fez um discurso no palco em Sorriso (MT) ironizando a “tatuagem no toba” de Anitta e dizendo que eles são artistas que “não dependem da Lei Rouanet”. Veja.
Ele virou alvo dos fãs de Anitta nas redes. No meio das críticas estava o fato de que Zé Neto ataca a Rouanet, mas faz shows com verbas de prefeituras, inclusive em Sorriso, por R$ 400 mil.
Este tipo de show não é exclusivo de Zé Neto e Cristiano. Sertanejos e artistas de outros estilos, inclusive Anitta, já ganharam cachês altos de prefeituras, como mostrou o g1 no dia 19 de maio.
A contradição entre as críticas à Lei Rouanet, cujos projetos passam por vários critérios e controles, e shows de prefeituras, feitos sem licitação, virou debate.
O artigo 25 da Lei das Licitações permite que as prefeituras contratem um artista consagrado sem que seja feita uma licitação. A contratação pode, segundo a lei, ser direta ou por meio do empresário do artista, contanto que ele seja “consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública”. Mesmo assim, ainda é preciso haver um contrato público sujeito a controle de órgãos como Tribunais de Contas e Ministério Público. Entenda a diferença.
Nas redes sociais, o tema entrou em alta, e ganhou até a hashtag #CPIdoSertanejo – não existe uma CPI de verdade, mas o assunto continuou repercutindo todos os dias.
O foco passou para Gusttavo Lima, que teve os maiores cachês revelados até agora.
No dia 26 de maio, Gusttavo Lima disse que “não cabe ao artista fiscalizar as contas públicas”.
No dia 28, Anitta fez o comentário no Twitter sobre a proporção que o comentário de Zé Neto tomou: “E eu pensando que estava só fazendo uma tatuagem no tororó”.
No dia 30, foi revelado que o pré-candidato à presidência André Janones destinou quase R$ 2 milhões para exposição com show de Gusttavo Lima em Ituiutaba (MG).
Zé Neto não comentou a repercussão da crítica à Rouanet. Em show no dia 21 de maio ele disse, após seus fãs xingarem Anitta, que ia “rezar por essas pessoas” e não quer “incitar o ódio”.
Veja abaixo a diferença entre a Lei Rouanet e estes shows de prefeituras:
Rouanet X Shows prefeituras: veja diferenças de duas formas de se incentivar shows com verbas públicas
g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Tatuagem no ‘tororó’: entenda riscos de tatuar ânus, vulva, pênis, olhos e boca


Zé Neto criticou tatuagem que Anitta fez no ânus em discurso no qual falava sobre verbas públicas. Debate foi ampliado e acabou revelando que prefeituras bancam shows de sertanejos e outros. Mas e a saúde de quem faz tatuagens não convencionais? Entenda os riscos envolvidos. Lucas Maffei é o responsável pela tatuagem de Anitta
Reprodução/Instagram
A tatuagem no “tororó” feita pela cantora Anitta motivou polêmicas após ser criticada por um cantor sertanejo e, indiretamente, levou a investigação sobre a destinação de verba pública.
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Entenda como crítica de Zé Neto virou investigação e motivou cancelamento de shows
Mas para além do debate que ela motivou, quais os riscos para a saúde envolvidos em tatuar o ânus, a vulva ou outras partes delicadas do corpo, como o pênis, a boca ou os olhos?
Veja em detalhes abaixo:
Tatuagem no ânus
Especialistas ouvidos pelo g1 explicam que existem alguns fatores para que o ânus seja considerado uma área de risco para tatuagens. Um deles é que, por ser uma mucosa, ele não tem as mesmas proteções que o resto da nossa pele. Isso faz com que fique mais fácil contrair infecções por meio dele.
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“A nossa pele é protegida naturalmente por uma barreira cutânea – que é a presença da queratina, da epiderme. Nesse contexto, a gente vai imaginar uma área com mucosa – que é a região do ânus, uma área que não tem queratina – assim como uma glande, por exemplo, o introito vaginal, que é uma mucosa também. Todas são regiões que estão mais propícias a desenvolver infecções”, explica o dermatologista Emerson Lima, que atende em Recife.
Pelo fato de serem regiões mais sensíveis, se a pessoa tiver uma reação alérgica, por exemplo, a chance de que aquilo se torne algo mais grave é ainda maior, acrescenta o dermatologista.
“As pessoas tatuam a pele e podem desenvolver dermatite de contato pelo pigmento, alergias, uma cicatriz, queloide. Imagine isso numa região de ânus e vulva. Tudo isso passa a ser aumentado. É um risco maior, porque é uma região mais sensível”, afirma Emerson Lima.
Um outro ponto lembrado pelo dermatologista é a cicatrização. Para que ela aconteça, é preciso manter o local o mais limpo possível. E o fato de o ânus ser o local de saída das fezes complica esse processo.
“Para o processo de cicatrização acontecer, quanto mais limpo o meio, melhor. Imagine isso na região do ânus, que está descendo fezes em cima da tatuagem. Numa área que acabou de ser manipulada”, pontua Emerson Lima.
Além disso, o ânus tem, naturalmente, uma alta concentração de bactérias, e é considerado uma região “contaminada”.
Tatuagem na vulva e no pênis
No caso da vulva, os riscos também existem e não devem ser desprezados.
Vulva e vagina: entenda a diferença e a importância de cada parte da região íntima feminina
“A vulva tem uma colonização de bactérias própria dela que, quando é quebrada, existem as infecções. Pode ter uma infecção fúngica, por exemplo, um corrimento vaginal. A partir do momento em que você manipula a vulva – que é uma região de pele fina, de mucosa, vai ter mais chance de desencadear uma inflamação de que em outra região como, por exemplo, o braço, a barriga, o dorso, porque a pele é mais espessa, tem uma proteção natural”, reforça Emerson Lima.
Um outro risco de tatuar o órgão é que, se a inflamação gerada naturalmente pela quebra dessa barreira for muito grande, existe a chance de que seja formada uma queloide no local, uma cicatriz elevada – atrapalhando futuras relações sexuais, por exemplo.
Já o pênis, por ser um tecido frouxo, tem muitas chances de inchar se sofrer algum trauma.
“Qualquer pancada no pênis, qualquer picada, inflamação, é acompanhada de muito inchaço, de muito edema, porque é um tecido frouxo, é uma pele mole – como é a pele de mucosa”, explica o dermatologista.
“Então, claro, a manipulação com agulha e pigmento vai ser acompanhada de mais inchaço, de mais reação inflamatória, naturalmente. E, se essa pessoa tiver uma sensibilidade aumentada, isso vai tomar proporções maiores ainda. Sem dúvida nenhuma, pigmentar uma área genital oferece mais risco do que tatuar uma outra região”, reforça Lima.
Assim com o o ânus, tanto o pênis quanto a vulva têm maior concentração das glândulas apócrinas de produção de suor. Essa transpiração também favorece a proliferação de bactérias.
“Não é à toa que é uma região que o cheiro é diferente do resto do corpo – tem mais chance de ter um odor vindo dessa região. E o que é o odor? É nada mais do que a proliferação de bactérias; o suor não tem cheiro”, lembra o médico.
Tatuagem nos olhos
Existem alguns riscos ligados a tatuar a “parte branca” (como é chamada a parte conjuntiva) do olho. Esse tipo de tatuagem é a que geralmente é feita em estúdios, com tatuadores, para fins estéticos – existem tatuagens oculares feitas por questões de saúde, mas essas são feitas por médicos, em consultório.
Tatuagem no olho e em todo o rosto
Mariane Rossi/G1
Um deles é o perigo potencial de a tinta usada ser tóxica, apontam especialistas ouvidos pelo g1.
“Precisa ser uma tinta de qualidade médica aprovada pela Anvisa. [Do contrário] você está botando dentro do seu corpo uma coisa que não é aprovada por ninguém”, pontua o médico oftalmologista Paulo Schor, diretor de inovação e professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
“Preto ou colorido, tanto faz – é muito mais o grau de pureza e da qualidade dessa tinta. Se tiver elementos tóxicos, por exemplo, fenol, algum resquício de produto químico que é tóxico, ela vai causar inflamação”, pontua o médico.
O oftalmologista Emerson Castro, que atende em São Paulo, reforça os pontos e lembra que, para tatuar qualquer superfície, é preciso fazer microperfurações para que a tinta possa entrar.
“O olho é muito sensível a produtos químicos. Ao furar, ao fazer microperfurações, você expõe o olho a infecção, a dano químico da tinta. Você quebra essa barreira protetora do olho – e fica mais fácil que micro-organismos consigam entrar nas camadas internas”, observa.
Schor completa que, se a tinta estiver infectada, por exemplo, pode haver uma infecção ocular.
“E a infecção é a proliferação de micro-organismos na região ocular, que é uma região muito sensível – qualquer cicatriz afeta a visão”, lembra.
Castro relata, justamente o caso de um paciente que fez uma tatuagem no olho e sofreu uma endoftalmite, uma infecção no interior do olho. Ele acabou perdendo a visão.
“É como se fosse um pós-operatório. Como é desregulamentado, será que usam um colírio no pós-operatório? Que tipo de colírio? O tatuador é habilitado para prescrever colírio? É tudo ilegal. É imoral, até.Você se expõe a um risco desnecessário”, diz o médico.
Tatuagem na boca
A boca, assim como a vulva, o ânus e o pênis, também é uma região de mucosa – e com grande proliferação de bactérias. Por isso, tatuar a região também apresenta riscos.
“É uma cavidade muito colonizada por bactérias. É uma região muito contaminada – entram alimentos, esses alimentos degradam na cavidade oral, fica resíduo de alimento, esse resíduo favorece a proliferação de bactéria. É um meio muito colonizado por bactérias. Você imagine manipular agulha e o pigmento dentro de um meio desse – você vai estar inoculando bactérias dentro da pele”, aponta Lima.
Tatuador fala sobre a tatuagem polêmica que fez no “tororó” de Anitta

Fonte: G1 Entretenimento

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Johnny Depp e Amber Heard: julgamento vai ser ‘catastrófico’ para vítimas de abuso, opinam ativistas


Júri decidiu que atriz deve pagar US$ 10 milhões por difamação ao ex-marido. Ela, que o acusou de abuso doméstico, também vai receber US$ 2 milhões. Amber Heard e Johnny Depp durante julgamento
Steve Helber/Pool via Reuters
O julgamento por difamação nos Estados Unidos entre os atores Johnny Depp e Amber Heard, e a decisão de televisioná-lo, terá um impacto “potencialmente catastrófico” para as vítimas de abuso, afirmam diversas mulheres vinculadas aos temas da violência doméstica e das agressões sexuais.
Os membros do júri no julgamento que se estendeu por seis semanas, no qual os dois atores trocaram acusações de violência doméstica, se posicionaram ao lado de Depp.
Assim, decidiram que Heard deve pagar US$ 10,35 milhões de dólares por difamá-lo em uma coluna publicada no jornal “Washington Post” em 2018, na qual ela não mencionava o nome do ator, mas o descrevia indiretamente como um representante do “abuso doméstico”.
Por outro lado, Depp terá que indenizar a atriz em US$ 2 milhões por danos e prejuízos. A advogada de Heard, Elaine Bredehoft, disse na quinta-feira (2) que sua cliente não tinha recursos para pagar a indenização estipulada.
A juíza Penney Azcarate decidiu permitir, semanas antes do início do julgamento, a presença de câmeras no tribunal estadual, temendo que, se não o fizesse, muitos repórteres apareceriam para acompanhar o caso.
“Não vejo nenhuma boa razão para não permitir” as câmeras, disse Azcarate segundo a revista “Variety”, uma decisão que os advogados do astro de “Piratas do Caribe” endossaram, mas que a defesa de Heard tentou impedir em vão.
Michele Dauber, professora de direito na Universidade de Stanford e ativista contra as agressões sexuais no ambiente universitário, considerou a decisão da juíza como “a pior” para as vítimas “em décadas”, o que revela “uma profunda falta de compreensão por parte da juíza sobre a violência sexual”.
Heard se viu obrigada a “descrever seu suposto estupro com detalhes gráficos na televisão. Isso comove a consciência e deveria ofender todas as mulheres e vítimas, independentemente de concordar com o veredito ou não”, ressaltou.
Dauber explicou que o último caso do qual ela se lembra que uma vítima de estupro foi obrigada a testemunhar publicamente ocorreu em 1983.
“Não há forma de justificar a decisão da juíza de permitir câmeras neste caso […] Não existe interesse público neste caso que possa compensar o dano causado”, opinou.
Por outro lado, argumentou que “todas as vítimas vão pensar duas vezes antes de se apresentar e buscar uma ordem de restrição ou contar a alguém sobre qualquer abuso que estejam experimentando depois disso”.
“As mulheres podem acabar feridas e inclusive mortas ao não buscar ajuda. Este caso foi um completo desastre”, frisou.
O julgamento cativou uma audiência mundial que não está acostumada a ver acusações de agressão sexual e as intimidades de um casal nos tribunais e isso, independentemente das opiniões sobre o veredito, é um problema, afirmou Ruth Glenn, presidente da Coalizão Nacional contra a Violência Doméstica.
“Acredito que temos ainda uma sociedade que não compreende a dinâmica da violência doméstica”, declarou Glenn à agência de notícias France Presse (AFP) em uma entrevista.
Esse contexto não foi discutido o suficiente durante o processo em Fairfax, argumentou, ao enfatizar que, para ela e seus colegas, “não havia dúvida” sobre os padrões de abuso que se apresentavam.
“É preciso garantir que há pessoas presentes que entendam isso. E, até que não haja, não podemos televisionar isso”, disse.
‘Misoginia pura’
Dauber, que foi alvo de abusos on-line por tuitar sobre o caso, disse também que isso revela a crescente reação contrária à defesa dos direitos das mulheres nos Estados Unidos.
A opinião pública se manteve forte ao lado de Depp, com Heard servindo de alvo de inúmeras postagens e memes nas redes, alguns dos quais Dauber descreveu como “misoginia pura”.
O veredito foi recebido com festa por muitos expoentes da direita política, afirmou Dauber, incluídas mensagens no Twitter de Donald Trump Jr., filho do ex-presidente republicano, e do poderoso Comitê Judicial Republicano da Câmara dos Representantes.
Heard foi “metaforicamente alcatroada e emplumada”, e o veredito “deixa claro que, por ora, a reação violenta contra os direitos das mulheres está tomando o controle”, escreveu. Ademais, citou os temores em torno da possibilidade de a Suprema Corte dos Estados Unidos anular o direito ao aborto.
Para muitos, o caso Depp-Heard também lança dúvidas sobre o futuro do “#MeToo”, o movimento criado a partir da hashtag de 2017 que encorajava as mulheres a denunciar os homens que haviam abusado delas.
“É impossível não ver isso como uma reação violenta ao #MeToo, como se as mulheres tivessem ido longe demais. Está bem, senhoras, ouvimos vocês e prendemos alguns homens. Não sejam tão gananciosas agora”, escreveu uma usuária da rede Reddit em uma publicação de blog para o guia de conteúdo na internet Embedded Substack.
Por sua vez, Tarana Burke, fundadora do movimento #MeToo, fez no Twitter uma publicação desafiadora que enumerava suas conquistas e pedia a seus seguidores que se concentrassem nos milhões de mulheres que agora falam sem sentir vergonha, ao invés de entrar no fogo cruzado de vitórias e derrotas judiciais. “Este movimento está muito VIVO!”, exclamou.
Glenn, por outro lado, foi mais filosófica. “Eu diria que, de qualquer maneira, não sei quanta tração nós ganhamos. Assim que devemos usar isso como um lembrete do trabalho que ainda precisamos fazer”, disse à AFP.

Fonte: G1 Entretenimento

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Anitta brinca que estátua de cera tem todas as tatuagens, menos aquela ‘que está causando’


Anitta viu pela primeira vez a sua estátua de cera no Madame Tussauds de Nova York, e o Fantástico estava lá. Na conversa com Felipe Santana, ela falou sobre a homenagem, a carreira e também sobre uma tatuagem muito comentada nas redes sociais. Anitta brinca que estátua de cera tem todas as tatuagens, menos aquela ‘que está causando’
O Fantástico foi até o Madame Tussauds de Nova York para ver a nova estátua de cera de uma brasileira: a cantora Anitta. No bate-papo, ela falou sobre a homenagem, a carreira e também sobre uma tatuagem muito comentada nas redes sociais.
Felipe Santana: A gente consegue ver que todas as tatuagens estão representadas aqui, mas tem uma tatuagem que não dá para ver, não é?
Anitta: A tatuagem que está causando o Brasil não dá, menino.
Veja a entrevista neste domingo (5).
Anitta fala sobre molde de estátua de cera no Madame Tussauds: ’12 horas nessa posição’
“Vocês vão conferir tudo desse dia super feliz”, afirma Anitta.
A poderosa também destacou que não foi nada fácil a preparação para a obra.
“Doze horas nessa posição, galera. Mereço um prêmio” , brinca.
Isso é Fantástico – como a funkeira chegou no topo das paradas globais; ouça agora
O repórter Felipe Santana conversa com Anitta no Madame Tussauds de Nova York
Globo
VÍDEO mostra reação de Anitta ao ver sua estátua de cera:
‘Estou muito gostosa’, diz Anitta ao ver sua estátua de cera no Madame Tussauds de NY
“Ai meu Deus, estou muito gostosa”, reagiu a cantora.
Nesta terça-feira (31), o museu publicou nas redes sociais um vídeo no qual mostra alguns detalhes da obra em homenagem à poderosa.
Em agosto de 2021, Anitta se disse “honrada” e compartilhou imagens da sessão de fotos para fazer o molde da estátua.
O Madame Tussauds é um museu de cera com sede em Londres e filiais em várias cidades do mundo com estátuas de cera de pessoas famosas.
Relembre o caminho da cantora até conquistar o mundo com ‘Envolver’
Veja os famosos que fizeram o desafio do hit ‘Envolver’
Anitta posa ao lado de sua estátua de cera no madame Tussauds em NY
Divulgação/Madame Tussauds
Veja a entrevista:
Anitta: ‘Sempre tive vontade de mudar as coisas, de revolucionar, ser a primeira e arriscar’, diz a cantora após chegar no top das paradas globais
Em março, Anitta chegou ao topo das paradas mundiais com seu novo hit, “Envolver”. A carioca que, em 2017, lançou seu primeiro hit voltado ao mercado internacional, conseguiu um feito perseguido há muitos anos por várias artistas com a ajuda dos fãs.
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Fonte: G1 Entretenimento