Categorias
ENTRETERIMENTO

‘Amigos’ retomam turnê após 2 anos, deixam em aberto sequência do projeto e brincam sobre desafios inéditos: ‘Falta um navio’


Chitãozinho e Xororó, Zezé di Camargo e Luciano e Leonardo se reencontraram com os fãs em uma apresentação em Valinhos. Em entrevista exclusiva ao g1, garantiram que têm vontade de continuar a fazer shows juntos e relembraram momentos da amizade. Chitãozinho e Xororó, Zezé di Camargo e Luciano e Leonardo reencontraram fãs em Valinhos
Fernando Pacífico/g1
Uma noite de reencontros: no camarim a conversa e o riso solto entre os maiores nomes da história da música sertaneja, e no palco da Brahma Valley, em Valinhos (SP), o fim da saudade entre Amigos e uma legião fãs de todas as gerações após dois anos de interrupção.
Em três horas de show, Chitãozinho e Xororó, Zezé di Camargo e Luciano e Leonardo foram recebidos com um temporal de água e amor. Um inevitável clichê para explicar a relação com o público, o show tecnicamente impecável com o mesmo repertório do início da turnê em 2019, e a chuva que atingiu a cidade na noite de sexta-feira (8) em meio à catarse provocada por artistas que mudaram a história do segmento.
Em bate-papo exclusivo com o g1 Campinas, meia hora antes do show, os cinco deixaram em aberto a continuidade do projeto, o mais bem sucedido do gênero em todos os tempos, com direito até a um desejo de parte dos músicos em encarar um desafio inédito: levar o repertório para alto mar. Assista no vídeo acima aos principais trechos da entrevista.

‘Amigos’ retomam turnê após 2 anos com show em Valinhos
Fernando Pacífico/g1
“Eu soltei uma boa e o Chitão topou: fazer um Amigos em alto mar, falta fazer um navio Amigos. Temos que fazer, vai ser do caramba”, disse Luciano.
A vontade de Luciano tem uma explicação. Recentemente, ele e o irmão Zezé realizaram um cruzeiro para comemorar os 30 anos da dupla e, ao que tudo indica, a ideia foi aprovada pelo artista. No entanto, durante a conversa à vontade, bem-humorada e cheia de sintonia no camarim – uma marca dos cantores – Xororó e Leonardo não se mostraram tão convictos.
“Eu não sei nadar e o Xororó fica mareado”, brincou Leonardo. “Eu passo mal mesmo. Só fiz um cruzeiro uma vez na vida, gostei, mas não fico muito bem”, confirmou Xororó.
Os 5 juntos
Turnê ‘Amigos’ retomou com apresentação em Valinhos
Fernando Pacífico/g1
Durante a entrevista ao g1, os cantores ainda comemoraram o retorno deste modelo de show, com os cinco juntos, que tiveram de interromper por conta da pandemia da Covid-19, mas despistaram sobre um possível último show da turnê, algo que havia sido confirmado por eles na apresentação do Allianz Parque, em 2019.
Na ocasião, eles haviam garantido que encerrariam o projeto em 2020. No entanto, a iniciativa pode se tornar frequente ao longo dos anos.
“Se depender dos artistas, a gente criaria um novo modelo de show e faria novamente. A marca Amigos eternizou na vida das pessoas. A gente nunca imaginou que a gente fosse esgotar os ingressos em São Paulo, no Allianz Parque. Seria da nossa parte muito egoísmo não dividir isso com o público que consagrou a gente. Se depender da gente, a gente continua sim”, explicou Zezé di Camargo.
Na década de 1990, as três duplas – ainda com Leandro ao lado de Leonardo – marcaram época com especiais de fim de ano na TV Globo, para retratar a amizade entre os cantores e o que de melhor era feito na música sertaneja à época. A iniciativa também virou um programa dominical em 1999, intitulado Amigos e Amigos, onde eles recebiam artistas de diversos gêneros musicais.
‘Amigos’ retomam turnê com show em Valinhos e dão entrevista exclusiva ao g1
Fernando Pacífico/g1
Em 2019, o grupo anunciou a turnê “Amigos 20 anos – A história continua”, que colocava novamente os cinco juntos em um palco, com shows por todo o Brasil que lotaram estádios e bateram recordes de públicos no Brasil inteiro.
A apresentação de São Paulo foi exibida também na TV Globo em forma de especial, como era feito nos anos 90. Por conta do peso do projeto tanto no passado quanto recentemente, a ideia de continuar segue cada vez mais viva.
“Se for pra fazer um outro especial tem que mudar tudo, mudar repertório, mudar cenário. Mas se quiser a gente faz um especial pro ano que vem. A gente ensaia, muda repertório, se quiser fazer o Amigos e Amigos a gente faz tb”, brincou Luciano.
“Aquele programa abriu a porta para muito artista que estava começando, por exemplo o Bruno e Marrone na época”, reforçou Zezé.
Lembranças
Durante a conversa, eles ainda reviveram os momentos mais marcantes da história da amizade para cada um deles. O mais lembrado foi o clássico show em Paris, na abertura da comemoração dos 500 anos do Brasil, no qual Chitãozinho e Xororó e Zezé di Camargo e Luciano apoiaram Leonardo a subir pela primeira vez em um palco menos de uma semana após a morte de Leandro, vítima de um câncer em 23 julho de 1998.
Chitãozinho e Xororó, Zezé di Camargo e Luciano e Leonardo fizeram três horas de show em Valinhos
Fernando Pacífico/g1
Além disso, também foram citados o especial de 1996, gravado em Paulínia (SP), um momento épico da trajetória dos artistas, quando cantaram para 100 mil pessoas em meio a muita chuva e lama. “A gente via do helicóptero, tudo parado, trânsito de 10 km, ali a gente ficou até desanimado e preocupado”, contou Zezé. “Tem carro atolado lá até hoje”, lembrou Leonardo, aos risos.
O primeiro programa, realizado em São Caetano do Sul (SP) e exibido no Natal de 1995, também foi recuperado na memória dos cantores. “Foi muito especial porque era o primeiro, era muito novidade, o palco era gigante”, afirmou Chitãozinho. “Nesse daí, o Legey [Aloísyo Legey, que dirigia os especiais na Globo] iluminou um rapaz na plateia que estava com uma Nossa Senhora, e ele veio em direção ao palco, bem na hora que a gente cantava Ave Maria, ali a voz sumiu na hora”, pontuou Leonardo.
O sucesso conquistado por eles naquele período é ostentado com muito orgulho por todos, tanto que consideram difícil que, atualmente, algum projeto consiga chegar ao tamanho que “Amigos” chegou.
“É difícil saber. Acho que, da forma que a gente fez, dentro da televisão, é difícil, porque as mídia sociais mudaram muita coisa. Com rede social, hoje é tudo muito rápido”, comentou Luciano. “Pode ser que façam e até superem, mas realmente é difícil”, completou Chitãozinho.
3 horas intensas de show
Como os shows que fariam em 2020 precisaram ser interrompidos, o repertório foi exatamente o mesmo do início da turnê em 2019. Até porque seria mais fácil para ajustar com todos os músicos, considerando que, nesta retomada, não houve muito tempo para ensaios.
Show da turnê ‘Amigos’ reuniu multidão em Valinhos nesta sexta-feira
Fernando Pacífico/g1
“A gente fez com a mesma banda, que é uma junção de músicos das bandas dos três, então foi mais fácil porque todo mundo já sabia o que ia fazer. Passamos o som rapidinho hoje a tarde, cada um ensaiou um pouco em casa. Por isso o repertório tem que ser o mesmo. E também esse repertório está muito fresco, novo, fizemos poucos shows com ele. Teve que ser assim, ainda mais do jeito que eles gostam de ensaiar”, brincou Xororó.
E nem precisaria ser diferente mesmo. O público correspondeu durante as três horas de show cantando sem parar um minuto sequer os clássicos das três carreiras, que se confundem com grandes hits da história da música brasileira.
O show seguiu o padrão do projeto, com os cantores se alternando em duetos no palco, além de apresentações separadas das duplas e de Leonardo.
Entre os grandes momentos, está a abertura, com “Disparada” – a música de abertura do 1º especial em 1995 – seguida do medley de “Sinônimos/Pensa em mim e É o Amor”, além da homenagem a Leandro, quando todos cantam juntos “Mano” e depois Leonardo faz uma sequência de canções de sua obra ao lado do irmão: “O sonhador”, “Não olhe assim” e “Desculpe, mas eu vou chorar”.
Set list
Disparada
Sinônimos / Pense em mim / É o amor
Nascemos para cantar
Pode ser pra valer
Entre tapas e beijos
Sonho de amor
Rumo a Goiânia
Fio de cabelo
Eu juro
Não aprendi dizer adeus
A ferro e fogo
Brincar de ser feliz
Sem medo de ser feliz
No dia que saí de casa
Toma juízo / Preciso ser amado
Alô
Página de amigos
Talismã
Saudade de minha terra
Nuvem de lágrimas
Temporal de amor
60 dias apaixonado
Vá pro inferno / Galopeira
Cumadre e Cumpadre
Flores em vida
Única
Estrada da vida
Pra não pensar em você
Como um anjo
Se Deus me ouvisse
Mano
Um sonhador / Não olhe assim
Desculpe mas eu vou chorar
Você vai ver
Pão de mel
Evidências
Cerveja
Festa de rodeio / Bailão de Peão / Mexe mexe
Canção da amizade
VÍDEOS: veja outros destaques da região
Veja mais notícias da região no g1 Campinas

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Nasce sobrinho de Rodrigo Mussi e irmão de ex-BBB faz post em homenagem: ‘O Luca nasce, o Rodrigo renasce’


Diego Mussi postou imagem do parto em seu perfil nas redes sociais. Mussi segue internado no Hospital das Clínicas e segundo a família, quadro de saúde evolui bem. Sobrinho de Rodrigo Mussi posta foto do nascimento do filho e faz uma homenagem ao irmão
Reprodução/Instagram
Nasceu neste sábado (9) o sobrinho de Rodrigo Mussi. Em postagem nas redes sociais, Diego Mussi publicou uma imagem do parto e fez uma homenagem ao ex-BBB.
“Não vejo a hora de estarmos juntos no próximo natal, com o Rafael e Rodrigo me ajudando a dar ao Luca a família que não tivemos. Amo vocês e saibam que, se depender de mim, nada de ruim acontecerá. Obrigado a todos pelo carinho, de coração! O Luca nasce, o Rodrigo renasce!”, escreveu o irmão do ex-BBB.
Estado de saúde
A família de Rodrigo Mussi afirmou na noite desta sexta-feira (8) que o ex-BBB já consegue respirar sozinho, mas ainda segue intubado. Ele passou mais uma cirurgia na perna na quinta-feira (7).
“Rod está com forças nos pulmões. Ou seja, já está respirando ‘sozinho’, sendo que o respirador está funcionando apenas como suporte no momento”, disse o irmão Diogo Mussi em postagem nas redes sociais.
De acordo com a família, foi feita uma ressonância magnética pela manhã e “tudo indica” que a medula não foi afetada.
“Rod está estável, dobrando e esticando as pernas e braços, conforme vai despertando. O menino é ansioso, por isso, seu despertar deve ser mais lento”, diz ainda o irmão.
Nova cirurgia na perna
Na quinta-feira (7), a família informou que Rodrigo Mussi teve uma alteração nas pupilas após passar por uma cirurgia na perna.
Ainda de acordo com parentes, a cirurgia foi feita para retirar a “gaiola” que envolve a perna direita de Rodrigo e, também, para a colocação de uma haste no osso. O irmão do ex-BBB, Diogo Mussi, disse que o ex-BBB vai passar por uma “ressonância magnética para saber se é caso cirúrgico, gravidade, se pegou a medula”. Segundo ele, “tudo indica que não pegou medula”.
“Ao voltar da cirurgia na perna, o Rod teve uma alteração das pupilas. Imediatamente, fez uma tomo, que não apontou qualquer alteração neurológica, graças a Deus! A ressonância ficou para amanhã, e após realizada, deve iniciar o processo de extubação, com muito cuidado. Não há mais alteração pupilar”, escreveu Diogo Mussi em sua rede social.
O participante desta edição do Big Brother Brasil foi submetido a três cirurgias desde que sofreu um acidente de carro na Marginal Pinheiros, em São Paulo, no último dia 31. Ele já passou por uma operação na mesma perna e outra na cabeça.
Família do ex-BBB Rodrigo Mussi diz que ele vai passar por uma nova cirurgia
Investigação
O delegado responsável pelo inquérito que investiga o caso afirmou nesta quarta (6) que já foram ouvidos os policiais e os socorristas que atenderam a ocorrência, além do motorista de aplicativo que dirigia o carro em que estava Mussi, e o motorista do caminhão envolvido no acidente.
“Estamos na fase de ouvir todas as pessoas que de algum modo se envolveram com a ocorrência. Também já conseguimos informações do aplicativo de transporte e [estamos] aguardando a análise dos laudos e exames que solicitamos”, afirmou o delegado Júlio César dos Santos Geraldo.
Vídeo mostra momento do acidente com ex-BBB Rodrigo Mussi em SP
O delegado pode solicitar novos depoimentos antes de decidir se indicia ou não Kaique Reis, o motorista que conduzia o carro em que estava o ex-BBB.
Em nota, os advogados do motorista disseram que, no depoimento dado na terça (5), que durou quase duas horas, Kaique respondeu todas as perguntas e ratificou as declarações prestadas no dia do acidente.
A defesa afirmou que ele esclareceu o horário correto do início da corrida de Rodrigo Mussi, 3h15 da manhã. No boletim de ocorrência, o motorista de aplicativo havia afirmado que a corrida teve início à 1h30. O comunicado também esclareceu por que o motorista estava com o celular de Mussi.
Kaique disse que, no dia do acidente, depois de comparecer à delegacia, retornou ao local da ocorrência para buscar seus pertences e encontrou o aparelho. Ficou com ele para tentar contato com os familiares e, no período, um conhecido de Mussi teria ligado. Segundo a nota, Kaique explicou o que houve e combinou a devolução do telefone.
Depoimento do motorista
Motorista confirma que cochilou ao volante
O motorista do carro por aplicativo que levava o ex-BBB Rodrigo Mussi reafirmou à polícia na terça-feira (5) que cochilou ao volante no momento do acidente. Ele também afirmou que não estava trabalhando mais horas do que deveria.
Kaique Faustino Reis compareceu pela manhã ao 51º Distrito Policial (DP) do Rio Pequeno, na Zona Oeste de São Paulo, acompanhado de dois advogados. Na saída, não falou com jornalistas, mas um dos advogados disse que tudo foi esclarecido no depoimento.
“Ele só sente pelo ocorrido, e a gente está rezando pela melhora dele [Mussi]. É isso que a gente tem a dizer agora. Está tudo esclarecido para o delegado”, afirmou o defensor.
A polícia apura o caso como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor (quando não há a intenção de causar o acidente).
Motorista Kaique Reis contou que chochilou e bateu seu carro por app na traseira de caminhão; ex-BBB Rodrigo Mussi estava no banco traseiro e se feriu no acidente em SP
Reprodução/TV Globo e Celso Tavares/g1
Kaique, de 24 anos, já havia admitido inicialmente à polícia que dormiu antes de bater o automóvel na traseira do caminhão que trafegava em um acesso à Marginal Pinheiros, entre as pontes Cidade Universitária e Eusébio Matoso, na região do Butantã, Zona Oeste de São Paulo.
Ele também afirmou que pediu que Rodrigo colocasse o cinto de segurança no banco traseiro, mas que o ex-BBB não utilizou o item de segurança obrigatório.
Imagens de uma câmera de segurança registraram o momento em que o carro bateu na traseira do caminhão. O acidente ocorreu na madrugada da última quinta-feira (31).
Logo após a batida, Kaique contou aos policiais que trabalha para três serviços de aplicativo. Ele disse que começou a jornada às 22h de quarta-feira (30) e que decidiu parar para descansar à meia-noite. Uma hora e meia depois, recebeu o chamado de Rodrigo.
“Aqui no meio da Marginal eu só vi o airbag na minha cara. Provavelmente eu devo ter dado uma cochilada, sono, alguma coisa, e infelizmente teve esse acidente”, disse Kaique à TV Globo no local do acidente.
Motorista de carro que levava ex-BBB Rodrigo Mussi diz que ‘provavelmente devo ter dado uma cochilada’
VÍDEOS: Veja mais sobre SP e Região Metropolitana

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Vitor Ramil conjuga acertos ao ‘seguir erros’ e correr riscos no curso de ‘Avenida Angélica’


Artista de Pelotas lança álbum ao vivo com registro de show com 16 músicas inéditas compostas a partir dos versos angustiados e femininos da conterrânea poeta gaúcha Angélica Freitas. Capa do álbum ‘Avenida Angélica’, de Vitor Ramil
Divulgação
Resenha de álbum
Título: Avenida Angélica
Artista: Vitor Ramil
Edição: Satolep Music
Cotação: * * * *
♪ No texto que escreveu para apresentar o álbum Avenida Angélica, Vitor Ramil menciona o conselho ouvido por Joni Mitchell de músico amigo após admitir que errava muito no toque do piano pela incompreensão do instrumento. “Siga o erro”, disse o músico à artista canadense. Mitchell seguiu o conselho, o erro e construiu obra referencial.
Cantor, compositor e músico gaúcho que pôs Pelotas (RS) no mapa do universo pop, Ramil vem conjugando acertos ao seguir erros desde que, revelado em 1980 na voz de Zizi Possi com a gravação da música Minas de prata, pavimentou caminho trilhado às margens do mercado a partir da criação da Estética do frio, mote de álbuns como A paixão de V segundo ele próprio (1984) e Tango (1987).
Décimo segundo título da discografia de Ramil, Avenida Angélica é mais um acerto do artista. Trata-se de álbum ao vivo que registra os 17 números de show apresentado e gravado em 7 e 8 de agosto de 2021, no canteiro de obras do Theatro Sete de Abril, palco de Satolep, cidade-anagrama de Pelotas (RJ) que marca o território ilimitado do universo particular de Ramil.
A diferença é que, desta vez, Ramil vê e expõe o mundo através dos olhos e dos versos da poeta conterrânea Angélica Freitas, de quem o compositor musicou poemas publicados nos dois primeiros livros da escritora, Rilke shake (2007) e Um útero é do tamanho de um punho (2012).
Basta ouvir músicas como Siobhan (tocante canção de amor em que o solista explora regiões agudas da voz), A mina de ouro de minha mãe e de minha tia, Treze de outubro e Família vende tudo para entender que Ramil se desviou da melodia certinha, seguindo por caminhos tortos, cheios de estranhezas, ainda que haja certo quadradismo na cadência e nos breques do samba Mulher de malandro.
Vitor Ramil na gravação do show ‘Avenida Angélica’ em teatro de Pelotas em agosto de 2021
Divulgação
Poeta que atualmente reside em Berlim, na Alemanha, após ter morado na Argentina, Angélica Freitas escreve versos pautados por finas ironias que parecem embutir sons dentro das palavras embebidas em inquietações.
É uma lírica que até poderia se afinar com a poesia da música pop, mas Ramil segue errando por caminho um pouco mais denso, como sinalizou a inspirada canção Rilke shake, apresentada em 24 de março como primeiro single do álbum lançado anteontem, 7 de abril.
Dentro dessa lírica angustiada, há espaço para certa leveza, percebida em R.C., canção inspirada na trilha sentimental radiofônica que gerou ídolos como Roberto Carlos, fonte de inspiração para o poema e a melodia errante. Das 17 músicas do disco, somente uma, Stradivarius (2017), já era conhecida, tendo sido lançada no último álbum de Ramil, Campos neutrais (2017).
Dentre as novidades, Cosmic Coswig Mississipi se diferencia na poética safra autoral por ser blues, gênero musical inexplorado por Ramil, compositor habituado às milongas dos Pampas gaúchos. O título do blues alude ao Recanto dos Coswig, pousada e parque bucólico situados no reduto da colônia alemã de Pelotas (RS).
Alocadas na segunda metade do disco, as músicas Mulher aranha, Mulher de rollers (poema que alude a versos escritos por Chico Buarque em 1971 e 1984 para as letras de Construção e Vai passar, respectivamente), Poema da mulher suja e Uma mulher insanamente bonita reforçam, já nos títulos, o caráter substancialmente feminino da poesia de Angélica Freitas.
No arremate do álbum, com ritmo bem marcado, a faixa Ringues polifônicos ratifica o alcance do voo e da aventura de Vitor Ramil ao longo de Avenida Angélica, mais um acerto errático, estranho, do artista que vem correndo riscos na longa estrada musical que desde 1980 o conduz pelo universo sem perder Satolep de vista.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Verônica Ferriani canta ‘Diário de viagem’ no primeiro dos seis álbuns da série ’12 anos em 6 violões’


Capa do álbum ‘Diário de viagem cantado’, de Verônica Ferriani
Divulgação
♪ Tomando como ponto de partida o lançamento do primeiro álbum em 2009, a cantora e compositora paulista Verônica Ferriani revisou a trajetória profissional em 2021 em série de seis shows feitos com seis violonistas e gravados ao vivo em estúdio.
Apresentados e transmitidos online, em ordem fiel à cronologia da carreira da artista, os shows da série 12 anos em 6 violões geram, um ano depois, seis álbuns temáticos que serão lançados em edições digitais, em outra ordem, sempre na primeira sexta-feira de cada mês, de abril a setembro.
O primeiro, Diário de viagem cantado, entrou em rotação em 1º de abril, reunindo Ferriani com Swami Jr. na abordagem de repertório que inclui o samba Na Baixa do Sapateiro (Ary Barroso, 1938), o tango Carlos Gardel (Herivelto Martins e David Nasser, 1954) e as canções Romaria (Renato Teixeira, 1977), Sonhos (Peninha, 1977), Açaí (Djavan, 1981), Luz do sol (Caetano Veloso, 1982) e O céu (Marisa Monte e Nando Reis, 1994), entre outras músicas.
Na sequência, em 6 de maio, a cantora lançará o álbum SambadorA com o violonista Gian Correia, revivendo o tempo em que, no início da carreira, dava voz sobretudo a sambas.
♪ Eis a cronologia de lançamentos de álbuns da série 12 anos em 6 violões, de Verônica Ferriani:
♪ 1º de abril – Diário de viagem cantado – com Swami Jr.
♪ 6 de maio – SambadorA – com Gian Correia
♪ 3 de junho Verônica Ferriani – o disco – com Cainã Cavalcante (com a cantora na foto ao alto)
♪ 1º de julho – Sobre palavras – com Chico Saraiva
♪ 5 de agosto – De boca cheia – com Marcelo Cabral
♪ 2 de setembro –Aquário – com Manoel Cordeiro

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Eleito melhor show do Lollapalloza pelo público, Jão ainda tenta processar festival: ‘Está na minha cabeça’


Cantor faz duas apresentações da turnê ‘Pirata’ em Ribeirão Preto, SP, no sábado (9) e no domingo (10). De volta à estrada, ele fala sobre expectativas e feitos musicais. Jão no Theatro Pedro II em Ribeirão Preto (SP)
Luan Porto
Duas semanas após cantar no palco do Lollapalloza em São Paulo (SP), Jão ainda tenta processar o encontro com o público. Em enquete do g1, ele foi eleito o melhor show do festival, superando inclusive artistas gringos como Miley Cyrus e The Strokes.
“Está na minha cabeça até hoje e até agora eu estou no detox de Lolla, de processar o que foi aquele dia”, diz.
O artista, de 27 anos, estreou no festival com o novo álbum, ‘Pirata’, e revela qe estava preparado para encontrar uma multidão ou uma plateia esvaziada. Ficou surpreso ao ver um “mar de gente” para assisti-lo.
“Prestes a entrar no palco eu estava preparado para tudo, para ter dez pessoas ali na frente ou para ter 50 mil. Sempre que vou entrar no palco tenho essa mentalidade porque eu preciso entregar o show da mesma forma. E quando eu virei para subir na plataforma para entrar e começar o show e vi aquele mar de gente, sei lá quantas pessoas, 80 mil, foi bem impactante, foi o momento que me chocou”, afirma.
A turnê de Jão chega a Ribeirão Preto (SP) neste sábado (9) e no domingo (10), no Centro de Eventos Ribeirão Shopping. Os ingressos estão esgotados, e o cantor tem expectativas positivas.
“É uma galera muito calorosa e sempre que a gente vai é ingresso esgotado, galera cantando tudo, sempre aquela loucura e eu amo. É o jeito que eu mais gosto de cantar, na loucura, com a galera pulando. Vai ser incrível”, diz.
LEIA TAMBÉM
Jão faz show com coros gigantes e homenagem a Cazuza no Lolla
Ídolo do ‘pop sofrência’, Jão chega ao Lolla no auge
Jão no 2º dia de Lollapalooza
Fábio Tito/g1
Melhor show do festival
Se para Jão o show que apresentou no Lollapalooza é algo ainda difícil de processar, para quem acompanhou o desempenho do artista no palco a sensação de êxtase parece ser bem parecida.
Na enquete promovida pelo g1, João ficou 35,9% dos votos. Apesar de não levar muito a sério a ideia de ter ‘vencido’ a cantora americana Miley Cyrus na votação, ele destaca sua paixão pelos palcos e a sensação de se apresentar diante aos fãs.
“Não quero achar que meu show foi melhor que a Miley Cyrus, mas dei o meu melhor, eu gosto muito de fazer show e foi uma catarse assim, porque o que aconteceu ali no dia, eu senti a energia na hora. Eu senti que estava sendo especial e acho que quem estava lá também sentiu isso”, diz.
Jão – 35,9%
Pabllo Vitar – 31%
Marina – 7,8%
Miley Cyrus – 6,5%
Alessia Cara – 3%
Multidão acompanha o show de Jão no palco ônix do Lollapalooza 2022
Fábio Tito/g1
Show libertário
Natural de Américo Brasiliense (SP), o cantor diz que se apresentar em Ribeirão Preto traz sempre uma sensação de proximidade com suas raízes. É que como a cidade fica próxima de onde nasceu, familiares e amigos do artista aproveitam a ocasião para se reencontrar.
“Cantar em Ribeirão sempre é muito mágico, porque reúne muitas pessoas. Eu sou de uma cidadezinha muito perto, então sempre reúne muitas pessoas da minha família que não têm a oportunidade de ver um show em São Paulo ou em outra cidade”, diz.
Além de faixas do novo álbum, Jão promete agitar o público com um passeio entre as principais faixas de discos anteriores. Segundo ele, a turnê apresenta aos fãs um estilo de música mais solto, com letras profundas e libertárias.
“Pirata é um disco muito mais solto, despretensioso. Eu idealizei ele assim, quis que ele fosse assim, porque eu estava me sentindo muito confortável, muito bem, e no momento eu queria dizer coisas com uma carga mais libertária. Então eu acho que é um disco muito libertário e o show tem essa carga também, é uma celebração”, afirma.

Jão se apresenta na turnê ‘Pirata’ em Ribeirão Preto (SP)
Divulgação
Veja mais notícias da região em g1 Ribeirão Preto e Franca
VÍDEOS: Tudo sobre Ribeirão Preto, Franca e região

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Juliette e Duda Beat preparam versão inédita de ‘Meu jeito de amar’


Parceria deve ser gravada em estúdio nos próximos meses e foi confirmada em entrevista ao O Globo. Juliette e Duda Beat já cantaram juntas outra vez — no documentário ‘Você nunca esteve sozinha’, que conta a história da paraibana
Globoplay/Reprodução
A cantora pernambucana Duda Beat confirmou nesta sexta-feira (8) a tão pedida parceria com a paraibana Juliette. A informação foi dada ao Globo e as duas devem preparar uma versão inédita de “Meu jeito de amar”, cantada pela ex-BBB quando ela fez parte do reality show.
LEIA TAMBÉM:
Juliette espera abrir espaços para artistas paraibanos
A parceria deve ser gravada em estúdio nos próximos meses e segundo Duda Beat, tudo começou com os fãs pedindo e marcando as duas artistas em postagens, para que elas gravassem uma versão da música juntas.
Na sexta-feira (8), Juliette subiu no palco com a pernambucana pela primeira vez, em uma participação especial em um show de Duda Beat que aconteceu no Vivo Rio, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Juliette e Duda Beat se apresentam juntas em show no Rio de Janeiro
Juntas elas cantaram “Diferença Mara”, música de Juliette, e “Meu jeito de amar” de Duda Beat.
“Pra mim, é uma alegria estar com Juliette, que é minha amiga. Ela é uma pessoa do bem, super alegre, amorosa, e a gente se parece muito. Somos duas bichinhas muito carinhosas e com muito amor pra dar”, disse Duda Beat ao Globo.
A cantora disse ainda que convidou Juliette para a apresentação após assistir a vídeos da amiga cantando suas músicas em sua turnê de estreia, “Caminho”.
“Pensei: poxa, será que a Ju estará no Rio na data do show? Tê-la comigo no palco vai ser maravilhoso”, afirma.
Duda Beat no Vivo Rio, nesta sexta-feira (8)
Duda Beat/Divulgação/Redes sociais
Após estrear no Rio de Janeiro, com casa de shows lotada, a turnê “Caminho” chegou na Paraíba no último sábado, 2 de abril.
Na apresentação, que teve mais de uma hora de duração, a paraibana trouxe, além das músicas de seu EP, repertório diversificado, com sucessos de nomes como Marília Mendonça, Chico César, Caetano Veloso e Gilberto Gil. A plateia também diversa contou com pessoas de diferentes idades e localidades, além de influenciadores como Vyni, do BBB 22, e Ivan Baron.
A artista se prepara agora para se apresentar em Vitória, no Espírito Santo, na noite do dia 30 de abril.
Nesta sexta-feira (8), ela chamou os fãs nas redes sociais para ir para o baile da Duda Beat: “Já ensaiei e agora estou me arrumando, pq daqui a pouco tem participação no show da goxxxxtosa”, escreveu no Twitter.
Initial plugin text
Vídeos mais assistidos do g1 Paraíba

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Influenciadoras russas destroem bolsas Chanel em protesto contra marca


Empresa francesa interrompeu as vendas na Rússia por causa das sanções contra a guerra na Ucrânia. A marca também não vende para quem for usar itens em território russo. Influenciadoras russas cortam bolsas Chanel em protesto
Influeciadoras da Rússia gravaram vídeos em que aparecem cortando bolsas da Chanel. Os registros foram feitos como protesto à marca que interrompeu a operação na Rússia e suspendeu a venda dos produtos às pessoas que pretendem usá-los dentro da Rússia.
O movimento começou com as apresentadoras Marina Ermoshkina e Victoria Bonya, com 301 mil e 9,3 milhões de seguidores no Instagram respectivamente, e a DJ Katya Guseva, com 587 mil seguidores na rede.
Na publicação, Marina diz que, a partir de agora, os russos que comprarem os produtos da marca fora da Rússia teriam de assinar um documento garantindo que não seria usado dentro do país.
A Chanel confirmou ao site da BBC que está cumprindo com as sanções da União Europeia, que proíbe a venda de itens de luxo com valores superiores a 300 euros (cerca de R$ 1.550) para a Rússia, assim como a venda de produtos para indivíduos que pretendem usá-los em território russo. A
Victoria, Marina e Katya, influenciadoras russas
Reprodução/Instagram
Ainda de acordo com o comunicado enviado à rede britânica, a marca incluiu um procedimento para “pedir aos clientes para os quais não conhecemos a residência principal que confirmem que os itens que estão comprando não serão usados ​​na Rússia.”
Marina aparece cortando uma bolsa preta da marca com uma tesoura grande de jardinagem. No texto, ela ainda diz que “nem uma única bolsa, nem uma única coisa vale meu amor pela minha pátria, não vale meu respeito por mim mesma. Sou contra a russofobia, sou contra uma marca que apoia a russofobia.”
Victoria também corta sua bolsa Chanel preta em um registro. “Se a Casa Chanel não respeita seus clientes, por que nós deveríamos respeitar a Casa Chanel?”, afirma.
Já Katya diz que sempre sonhou em ter uma bolsa da marca e conseguiu o item no ano passado. “Depois que soube da política da marca em relação aos russos, decidi retirar essas bolsas do meu dia a dia até que a situação mude e apoiar o desafio da Marina Ermoshkina!”
A marca completa a nota à BBC dizendo que tem trabalhado para melhoras essa abordagem e pede desculpas pelo mal-entendido. “Acolher todos os nossos clientes, independentemente de onde eles venham, é uma prioridade para a Chanel”, diz o comunicado.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Declarações polêmicas em autobiografias: atritos em família, abusos sexuais e outras revelações

Jennette McCurdy anunciou que o título de seu livro será ‘Eu estou feliz que minha mãe morreu’. O Semana Pop relembra outras declarações polêmicas de famosos em suas biografias. Semana Pop mostra as autobiografias polemicas dos famosos
Esta semana, a atriz Jennette McCurdy, a Sam Puckett na série “iCarly”, chamou a atenção ao revelar o título que escolheu para sua autobiografia: “I’m glad my mom died” (“Eu estou feliz que minha mãe morreu”).
“Foi importante para mim explorar o abuso emocional e psicológico que sofri durante meu tempo como jovem artista”, explicou a atriz sobre a escolha.
Jennette não é a única famosa a fazer declarações polêmicas em sua biografia. E o Semana Pop relembra outras estrelas que usaram as páginas de seus livros de memórias para fazer revelações e desabafos sobre suas histórias de vida. Assista ao vídeo acima.
Veja todas as edições do programa
O Semana Pop vai ao ar toda semana, com o resumo do tema que está bombando no mundo do entretenimento. Pode ser sobre música, cinema, games, internet ou só a treta da semana mesmo.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Manuela Rodrigues dá ‘Grito’ em EP que a repõe em movimento na música após paralisia facial


Além de cantar e assinar as composições, artista baiana se apresenta como pianista no disco. ♪ Certo dia, Manuela Rodrigues se percebeu sem movimento em parte do rosto e sem poder fechar os olhos – paralisia que a impediu momentaneamente de cantar. Vítima da Paralisia de Bell, a cantora e compositora baiana superou o problema, mas pôs e eternizou no papel a sensação de se ver sem parte do movimento facial.
É disso que fala a música-título do EP Grito, quarto título da discografia dessa artista que debutou no mercado fonográfico há 19 anos com o álbum Rotas (2003), ao qual se seguiram dois expressivos discos, Uma outra qualquer por aí (2011) e Se a canção mudasse tudo (2016).
“Se a parada paralisa / E pausa… / Pensa… / Passa, paciência, impotência tensa / Pede trégua a vida”, canta a artista, jogando com as palavras e rimas na música que intitula e abre Grito, EP gravado com produção musical orquestrada pela própria Manuela Rodrigues e posto no mundo nesta sexta-feira, 8 de abril, com distribuição da Tratore e com capa e encarte criados por Don Guto a partir de fotos de Sara Regis.
Capa do EP ‘Grito’, de Manuela Rodrigues
Sara Regis com arte de Don Guto
Com cinco músicas autorais, o disco Grito repõe a artista em movimento na música. A começar pelo fato de que, na gravação das cinco composições do EP, a cantora e compositora se apresenta como instrumentista, tocando o piano de todas as faixas em interação com os músicos Alexandre Vieira (baixo) e Marcos Santos (bateria).
O trio assina os arranjos do disco, mas fora da pauta habitualmente seguida por formações de piano, baixo e bateria. Os arranjos preparam a cama para a cantora dar voz às letras fortes de músicas compostas em 2018.
Nessa safra autoral, Manuela Rodrigues exorciza fantasmas em Pra afugentar o medo, encara o semelhante em Olhe para a cara das pessoas e despista amantes voláteis em Siga na pista. Completa o disco um registro de voz e piano da Marcha do renascimento (2016), música do álbum anterior Se a canção mudasse tudo.
“Máscara e medo no fundo é normal / Cresce e que o mundo não te faça mal / Chora esse choro profundo / E desperta no peito o seu carnaval / … / Tem vida corrente querendo passar”, canta Manuela Rodrigues, dando voz a versos que adquiriram sentido adicional após a pandemia e após a paralisia facial que, afinal, impulsionou esse quarto movimento da artista no mundo do disco.
Manuela Rodrigues lança o EP ‘Grito’ nesta sexta-feira, 8 de abril
Sara Regis / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

‘Estou reaprendendo a beber’, diz Zeca Pagodinho na volta aos palcos pós-pandemia


Sambista ficou quase dois anos sem se apresentar no Rio por causa da Covid. Em entrevista à TV Globo, falou sobre a família, a vida depois da pandemia e a paixão pelos palcos. Zeca Pagodinho volta aos palcos do Rio
Reprodução/TV Globo
Depois de quase dois anos longe dos palcos do Rio por causa da Covid, o cantor Zeca Pagodinho se reencontrou com os fãs. Em uma conversa exclusiva com o repórter Chico Regueira, ele falou de família, da vida pós-pandemia e da paixão pelos palcos.
Questionado sobre o que tem reaprendido nesse intervalo, disse: “Estou reaprendendo a beber, tomar a minha cervejinha com os amigos, bater um papo” (assista abaixo à entrevista completa).
Zeca Pagodinho volta aos palcos depois de 2 anos
O sambista disse que voltar a cantar foi difícil. “Muito tempo parado”.
Em agosto do ano passado, Zeca teve Covid e chegou a ser internado com sintomas leves da doença. No hospital, disse que fez amigos.
“Passei a Covid cantando no hospital, as enfermeiras não queriam nem que eu viesse embora. Aonde eu for, faço amigos”.
Sobre o carnaval em abril, brincou:
“Eu tô pensando em ir na Avenida de cavalo porque vai cair no Dia de São Jorge”.
O sambista disse ainda que tem várias composições inéditas.
“Tenho três cadernos dentro do cofre. (…) Letras que ninguém musicou, músicas que eu já gravei, músicas que já foram feitas e eu não lembro a música, uma doideira”.
Os planos daqui para frente são passar mais tempo com a família.
“Quero curtir meus netos, passear, viajar com a minha família. Já trabalhei muito nesse muito, nossa senhora. Agora preciso trabalhar pra mim um pouco. Fazer as minhas festas, que eu parei de fazer”.

Fonte: G1 Entretenimento