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Quem é A$AP Rocky e o que esperar do show no Lollapalooza? Veja vídeo

Relembre a trajetória de A$AP Rocky e saiba o que esperar do setlist antes do show no Lolla. Quem é A$AP Rocky e como será o show no Lollapalooza 2022 Descrição
Talvez os fãs do A$AP Rocky fiquem bravos com essa apresentação, mas vamos lá: o Lollapalooza vai trazer o pai do bebê da Rihanna ao Brasil em 2022. E vai ser legal, se, além da namorada, ele trouxer o álbum “All Smiles”. Ele está devendo esse disco desde 2019. Talvez tenha aprendido com Rihanna a dar aquela enrolada.
CLIQUE ACIMA PARA VER O VÍDEO SOBRE O SHOW DE A$AP ROCKY NO LOLLAPALOOZA
Não é difícil que o maior nome do rap no festival desse ano toque música nova. De qualquer jeito, ele nunca cantou no Brasil, e a gente vai poder conferir o estilo confiante e exagerado dele – tanto visual quanto musical. No sábado todo mundo vai matar a abstinência de Lolla ouvindo, por exemplo, “LSD” hit que está geralmente rolando no meio do setlist dele.
Leia mais: A$AP Rocky: quem é o rapper que espera um filho com Rihanna e vem ao Brasil
Lollapalooza 2022
Foo Fighters, Strokes, Miley Cyrus, A$AP Rocky, Martin Garrix, Pabllo Vittar e Emicida estão entre as principais atrações do Lollapalooza 2022.
O festival acontece nos dias 25, 26 e 27 de março de 2022, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (veja aqui a programação completa).
Os ingressos comprados para a nona edição, antes marcada para abril de 2020, continuam válidos. O festival foi remarcado três vezes por conta da Covid-19. Desde 2012, ele acontece em São Paulo em março ou abril.
VEJA MAIS VÍDEOS DO LOLLAPALOOZA 2022:

Fonte: G1 Entretenimento

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Quem é Jxdn e o que esperar do show no Lollapalooza? Veja vídeo

Relembre a história de Jxdn e saiba o que esperar do setlist antes do show no Lolla. Quem é jxdn e como será o show no Lollapalooza 2022
A essa altura você deve estar ligado no revival do emo e do punk pop. Tem vários cantores novinhos bombados com esse estilo emotivo, e um dos maiores é o Jxdn. Ele tem 21 anos e podia ser filho do Travis Barker. Mas o baterista do Blink 182 é seu parceiro e produtor do primeiro álbum, “Tell me about tomorrow”. É aquele velho pop punk repaginado para a era do trap e do TikTok.
CLIQUE ACIMA PARA VER O VÍDEO SOBRE O SHOW DE JXDN NO LOLLAPALOOZA
O Jxdn cresceu ouvindo emo-rap, uma geração trágica de cantores que morreram cedo e cantavam sobre depressão: Lil Peep, Juice Wrld e XXXTentación. Ele aprendeu a fazer esse som que não esconde os problemas com saúde mental. Claro que o show é intenso. Vai ser na sexta-feira e tem potencial para pegar novinhos e até os veteranos e saudosos do punk pop.
Lollapalooza 2022
Foo Fighters, Strokes, Miley Cyrus, A$AP Rocky, Martin Garrix, Pabllo Vittar e Emicida estão entre as principais atrações do Lollapalooza 2022.
O festival acontece nos dias 25, 26 e 27 de março de 2022, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (veja aqui a programação completa).
Os ingressos comprados para a nona edição, antes marcada para abril de 2020, continuam válidos. O festival foi remarcado três vezes por conta da Covid-19. Desde 2012, ele acontece em São Paulo em março ou abril.
VEJA MAIS VÍDEOS DO LOLLAPALOOZA 2022:

Fonte: G1 Entretenimento

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Ideologia de Martinho da Vila dá liga à mistura de álbum familiar


Aos 84 anos, artista reitera cadências em disco em que reúne filhos, netos e as vozes de Djonga, Teresa Cristina, Xande de Pilares e Zeca Pagodinho entre músicas inéditas e regravações. Capa do álbum ‘Mistura homogênea’, de Martinho da Vila
Divulgação
Resenha de álbum
Título: Mistura homogênea
Artista: Martinho da Vila
Edição: Sony Music
Cotação: * * * 1/2
♪ Assim como o cantor Silvio Caldas (1908 – 1998) anunciou várias vezes a aposentadoria dos palcos, sem de fato sair de cena, Martinho da Vila disse há quatro anos, ao apresentar o disco Bandeira da fé (2018), que pararia de lançar álbuns para editar somente singles.
Desde então, o artista fluminense já encadeou dois álbuns em 2020 – Martinho 8.0 ao vivo – Bandeira da fé: um concerto pop-clássico e o álbum de estúdio Rio: só vendo a vista – e, aos 84 anos, completados em 12 de fevereiro, apresenta Mistura homogênea (2022), em tese o último álbum de discografia iniciada em 1968.
A mistura do disco – gravado com arranjos de Bruno Carvalho, Julio Alecrim, Maíra Freitas, Rafael dos Anjos e Rildo Hora – soará familiar para habituais ouvintes da obra de Martinho, até pela reunião de filhos e netos ao longo das 13 faixas do álbum lançado na noite de quinta-feira, 10 de março, em edição digital da gravadora Sony Music.
Cadências recorrentes no cancioneiro do artista reforçam o D.N.A. do compositor, detectado logo nos primeiros segundos do samba Sim, senhora (2022), feito por Martinho a partir de versos do poeta Geraldo Carneiro e gravado com o filho Tunico da Vila com certa verve sobre a relação de poder entre homem e mulher.
Tais cadências familiares costuram repertório que, entre lampejos da inspiração de outrora, harmoniza músicas inéditas, faixas já lançadas em singles ao longo de 2021 e regravações da obra do artista, caso de Odilê, odilá (1986), parceria com João Bosco revivida por Martinho com os netos Dandara Ventapane e Raoni Ventapane.
A liga da mistura propagada no título no disco vem sobretudo da ideologia desse cantor, compositor e ritmista que sempre levantou a voz – tanto na vida e quanto na música – contra o preconceito racial, a intolerância religiosa e a desigualdade social, bandeiras hasteadas no atual álbum ao lado da bandeira da fé no samba, reverenciado na cadência e nas rimas do partido alto em Vocabulário de um partideiro (2022) com adesões de Xande de Pilares e Zeca Pagodinho.
A prosódia das palavras encadeadas por Martinho na gravação de Vocabulário de um partideiro remete ao universo do rap, território efetivamente pisado pelo sambista na parceria com Djonga em Era de Aquarius (2021), samba-rap que vislumbra mundo feliz sem pandemia e outras mazelas.
Leia também: Martinho da Vila insere poesia e encontro de religiões em álbum: ‘Pensei em juntar todo mundo’
Samba de toque rural evocativo da infância vivida por Martinho da Vila na cidade fluminense de Duas Barras (RJ), Unidos & misturados (2021) – parceria do compositor com Zé Katimba – abre o álbum e sintetiza o conceito do disco, pregando a união em torno do bem comum em gravação que junta Martinho com Teresa Cristina, cantora que se mostra à vontade no laiaraiá de Martinho. Da safra inédita e recente do álbum, Unidos & misturados é a melhor música de Mistura homogênea.
O samba dita o ritmo manemolente de Viva Martina (2022), música em que Martinho perfila Mart’nália, filha mais famosa do artista. Já Vidas negras importam (2021), parceria de Martinho com Noca da Portela, se desvia do terreirão do samba, evoluindo na cadência de xote que, ao discorrer sobre casal inter-racial, defende a igualdade entre seres humanos de todas as cores.
O medley que une a canção angolana Muadiakime (Bonga e Landa) com Semba dos ancestrais (Martinho da Vila e Rosinha de Valença, 1985), cantado por Martinho com a filha Alegria Ferreira, alicerça o elo matricial com a África, também exposto na regravação de Zuela de Oxum (Moacyr Luz e Martinho da Vila, 2003), tema em que o cantor saúda os orixás em feitio de oração, preparando o clima para a faixa seguinte, Oração alegre.
Com fé na convivência harmoniosa entre devotos de todos os credos e sotaques, Martinho professa em Oração alegre a fé na união ecumênica ao convidar o líder muçulmano César Kaab Abdul, o pastor Henrique Vieira e o rabino Nilton Bonder para propagarem mensagens de paz e amor entre as religiões em falas ouvidas sobre o batuque afro-brasileiro do baiano Carlinhos Brown. A faixa emociona.
Djonga e Martinho da Vila cantam parceria no álbum ‘Mistura homogênea’
João Pedro Maia / Divulgação
Egressa da África, a escritora moçambicana Paulina Chiziane se une a Martinho na declamação dos versos que pauta o samba Dois amores (2022), adornado na gravação pelo luminoso toque do bandolim de Hamilton de Holanda. Os dois amores do artista são a música e poesia.
E por falar em poesia, outra declamação introduz Canção de ninar, samba composto por Martinho a partir de versos de Salgado Maranhão.
No fecho do disco, Martinho reúne os oito filhos no desfile (de quase oito minutos) do samba-enredo Canta, canta, minha gente! A Vila é de Martinho! (André Diniz, Dudu Nobre, Evandro Bocão, Leno Dias, Marcelo Valença, Mauro Speranza e Professor Waldimir), com o qual a escola de samba Unidos de Vila Isabel celebrará no Carnaval carioca de 2022, em abril, o legado de Martinho da Vila, compositor fundamental no quesito evolução do samba-enredo.
Martinho é da Vila, mas também do Brasil e da África pela amplitude da obra e da ideologia reiterada em Mistura homogênea, o suposto último álbum do grande artista.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Batman’ permanece forte com bilheteria de US$ 66 milhões nos Estados Unidos


Filme tem a maior bilheteria de 2022 até o momento e só fica atrás de ‘Homem-Aranha: Sem Volta para Casa’ desde o início da pandemia de Covid-19. Robert Pattinson como Batman
Fantástico/ Reprodução
A aventura sombria de super-herói de Robert Pattinson, “Batman”, permaneceu em destaque nas bilheterias nos Estados Unidos novamente. A mesma tendência segue no Brasil.
O filme da Warner Bros. arrecadou US$ 66 milhões de dólares em cerca de 4,4 mil cinemas norte-americanos no segundo fim de semana em cartaz, elevando sua contagem doméstica para robustos US$ 238,5 milhões de dólares.
Após apenas dez dias nos cinemas, “Batman” é o filme de maior bilheteria de 2022, bem como o segundo filme de maior bilheteria desde o início da Covid-19.
Apenas “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, que somou US$ 792 milhões de dólares na América do Norte, arrecadou mais dinheiro nas bilheterias norte-americanas nos últimos dois anos.
Alfred Molina e Tom Holland em cena de ‘Homem-Aranha: Sem volta para casa’
Divulgação
As vendas de ingressos para “Batman” caíram 41% desde sua estreia, uma retenção melhor do que a maioria das grandes apostas dos quadrinhos – seja na pandemia ou não.
Outros lançamentos da era da pandemia, como “Esquadrão Suicida”, “Eternos”, “Viúva Negra” e “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, caíram de 53% a 71%.
Demais adaptações da DC, incluindo “Liga da Justiça”, “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” e “Mulher Maravilha”, caíram entre 43% e 69% após seu primeiro fim de semana de estreia.
Assista ao trailer de ‘The Batman’
Nas bilheterias internacionais, “Batman” arrecadou US$ 66,6 milhões de dólares em 75 mercados estrangeiros, elevando seu total global para expressivos US$ 463,2 milhões de dólares.
Críticas positivas e forte “boca a boca” fizeram com que o público voltasse ao filme dirigido por Matt Reeves, que tem Zoe Kravitz como Mulher-Gato e Paul Dano como Charada.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Batman’ segue no topo da bilheteria nacional; show do BTS aparece em 2º lugar


Quase 1 milhão de pessoas foram aos cinemas ver filme com Robert Pattinson entre quinta (10) e domingo (13). Transmissão da banda sul-coreana teve público de 73,9 mil pessoas. Robert Pattinson em cena de ‘Batman’
Divulgação
“Batman” segue liderando, com folga, a bilheteria nacional na segunda semana em cartaz. O filme foi visto por 960 mil pessoas, gerando uma renda de R$ 960 mil entre quinta (10) a domingo (13).
A transmissão do show “BTS Permission to Dance on Stage – Seoul: Live” levou 73,9 mil pessoas aos cinemas. A renda foi de R$ 3,1 milhões em um formato que tem movimentado os fãs de kpop.
Era uma das primeiras apresentações do grupo pop sul-coreano em dois anos de pandemia.
‘Uncharted – Fora do mapa’ é ‘Indiana Jones’ genérico com heróis carismáticos
‘Batman’ é ótima adaptação do herói, mas história se perde ao longo das 3 horas duração
Nos Estados Unidos e Canadá, o filme com Robert Pattinson como Batman permanece forte com bilheteria de US$66 milhões.
“BTS PERMISSION TO DANCE ON STAGE”
Divulgação/ Bts
“Uncharted – Fora do Mapa”, com Tom Holland, caiu para 3º lugar com renda de R$ 1,9 milhão, seguido por “Coração de Fogo”.
Os dez filmes mais vistos somam R$ 27,8 milhões, número inferior ao da semana anterior (R$ 36,9 milhões).
Confira, abaixo, os dados de bilheteria coletados pela ComScore entre os dias 10 de março a 13 de março:
“Batman” – R$ 20,3 milhões
“BTS Permission to Dance on Stage” – R$ 3,1 milhões
“Uncharted – Fora do Mapa” – R$ 1,9 milhão
“Coração de Fogo” – R$ 735 mil
“Agente das Sombras – R$ 721 mil
“Belfast” – R$ 417 mil
“O Ritual: Presença Maligna” – R$171 mil
“Homem-aranha: Sem Volta para Casa” – R$ 160 mil
“Tô Ryca 2” – R$ 121 mil
“Morte no Nilo” – R$113 mil
Assista ao trailer de ‘The Batman’

Fonte: G1 Entretenimento

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Vincent van Gogh: a história do pintor holandês que produziu quase 900 telas em menos de 10 anos


Entre elas, estão obras-primas da pintura universal, como ‘Os Girassóis’, ‘O Quarto em Arles’ e ‘A Noite Estrelada’, que tornaram o artista mundialmente conhecido e celebrado. Em menos de uma década, Vincent van Gogh pintou 879 telas — 37 autorretratos entre elas
Getty Images via BBC
Em 25 de março de 2021, uma tela de Vincent Van Gogh (1853-1890), Cena de Rua em Montmartre (1887), foi vendida por 14 milhões de euros (cerca de R$ 77,4 milhões), em Paris.
Seis anos antes, outro quadro do pintor, Les Alyscamps (1888), foi leiloado por US$ 66 milhões (R$ 333,9 milhões), em Nova Iorque.
Muito? Nem tanto. O maior valor já pago por uma de suas obras, Retrato do Dr. Gachet (1890), foi US$ 82,5 milhões (R$ 417,4 milhões), em 1990.
Quem arrematou o quadro, uma homenagem ao médico francês Paul Gachet (1828-1909), que cuidou da saúde mental de Van Gogh em seus últimos dias de vida, foi o empresário japonês Ryoei Saito (1916-1996). Para amigos, Saito chegou a confidenciar que, quando morresse, queria ser cremado com a tela.
Extravagâncias à parte, reza a lenda que, durante sua vida, Van Gogh teria conseguido vender uma única tela, A Vinha Encarnada (1888), por módicos 400 francos, para a pintora belga Anna Boch (1848-1936).
“Não sabemos exatamente quantas pinturas Van Gogh vendeu durante a vida. À época, seu trabalho era considerado moderno demais aos olhos dos negociantes de arte”, explica Nienke Bakker, curadora do Museu Van Gogh, em Amsterdã, na Holanda.
‘Retrato do Dr. Gachet’ é o quadro mais caro do pintor já vendido até hoje
Getty Images via BBC
“Quando jovem, ele chegou a trocar algumas de suas telas por um prato de comida ou alguns tubos de tinta.”
A carreira de Van Gogh durou pouco: de dezembro de 1881 a julho de 1890. Em menos de uma década, pintou 879 telas. Só de autorretratos, foram 37.
Na falta de dinheiro para contratar modelos, recorria a um espelho para pintar a si mesmo: fumando cachimbo (1885), com chapéu de palha (1887), diante do cavalete (1888), com a orelha cortada (1889)…
Ou pintava alguns conhecidos que não cobravam cachê para posar, como o carteiro Joseph Roulin, retratado em O Carteiro Joseph Roulin (1888); Julien Tanguy, o dono de uma loja de pintura em Paris, em Retrato de Père Tanguy (1887), ou Marie Ginoux, a dona de um restaurante em Arles, em A Arlesiana (1888).
Em seus últimos anos de vida, trabalhava uma média de 16 horas por dia. Comia mal, dormia pouco, bebia demais.
Quarto de Van Gogh em Arles foi retratado por ele nesta pintura
Getty Images via BBC
Das mais de 800 telas a óleo que produziu, seis estão entre as mais famosas da pintura universal: A Cadeira de Van Gogh com Cachimbo (1888), Os Girassóis (1888), Terraço do Café à Noite (1888), Quarto em Arles (1889), A Noite Estrelada (1889) e A Igreja de Auvers (1890).
“A noite estrelada traz certa transcendência religiosa”, analisa Felipe Martinez, doutor em História da Arte pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
“Antes de ser pintor, Van Gogh tentou carreira como pastor. Não deu certo. Depois do fracasso, nunca mais falou em Deus. Mas, algum tempo depois de pintar esse quadro, explicou para seu irmão Theo que, quando sentia falta de Deus, tentava procurá-lo nas estrelas”.
Amigo de fé, irmão camarada
Se teve algo que Van Gogh gostou de fazer tanto quanto pintar quadros foi escrever cartas. Só para o irmão Theo (1857-1891), quatro anos mais novo, redigiu 652.
A primeira em 29 de setembro de 1872 e a última no dia de sua morte. Todas foram guardadas por Johanna van Gogh-Bonger (1862-1925), cunhada do pintor, e reunidas no livro Cartas a Théo (1914).
Por incontáveis vezes, Theo emprestou dinheiro ao irmão e deu-lhe conselhos em momentos difíceis. Os dois eram tão próximos que, coincidência ou não, Theo morreu apenas seis meses depois de Vincent.
Hoje, estão sepultados, lado a lado, no cemitério de Auvers-sur-Oise, na França.
‘Os Girassóis’ é uma das obras-primas mais conhecidas do artista
Getty Images via BBC
Vincent Willem van Gogh nasceu no dia 30 de março de 1853, no vilarejo holandês de Zundert, quase na fronteira com a Bélgica. Morreu aos 37 anos, em 27 de julho de 1890, em Auvers.
Era o primogênito de seis irmãos: Anne, Elisabeth, Wil (Wilhelmina), Cor e Theo.
Van Gogh não cresceu numa família de artistas. Seu pai, Theodorus, era pastor calvinista. Tampouco foi um menino prodígio. Só descobriu sua vocação aos 27 anos.
Antes disso, trabalhou como negociante de arte, professor de internato e balconista de livraria. Até pregador, igual ao pai, tentou ser.
“Sinto-me atraído pela religião”, disse, certa vez, em carta ao irmão. “O ofício de pintor é belo, mas o de pastor é sagrado.”
Sua vida como missionário, porém, durou pouco. Como não tinha o dom da oratória, foi logo dispensado.
No campo amoroso, Van Gogh foi tão malsucedido quanto no religioso. Colecionou amores não-correspondidos, como Eugénie Loyer, a filha de sua senhoria, e Kee Vos Stricker, uma prima viúva.
Em 1882, conheceu e se apaixonou por Clasina (Sien) Maria Hoornik, uma prostituta alcoólatra. Os dois chegaram a morar juntos por um tempo, mas o relacionamento não vingou.
“Não é possível viver sem amor”, desabafou, noutra ocasião. “Tenho de encontrar uma mulher. Caso contrário, ficarei congelado e me transformarei em pedra.”
Geniais ou geniosos?
Van Gogh morou em diferentes cidades: Bruxelas, Londres, Paris… Na capital francesa, onde viveu por dois anos, fez amizade com outros pós-impressionistas, como Paul Cézanne (1839-1906), Henri de Toulouse-Lautrec (1864-1901) e Paul Gauguin (1848-1903).
Depois de uma temporada em Paris, viajou para Arles, no sul da França, em fevereiro de 1888. Lá, tentou fundar uma comunidade de artistas. Chegou a alugar uma casa, eternizada em A Casa Amarela (1888), como sede da colônia.
“A ideia do pintor holandês era criar uma espécie de cooperativa sob a liderança do francês”, explica Martinez.
“Queria que os pintores pudessem dividir a renda das pinturas vendidas e construir um espaço no qual só teriam que se preocupar com arte”.
O único a aceitar o convite de Van Gogh foi Gauguin e, mesmo assim, por apenas dois meses. Por divergências artísticas e pessoais, logo começaram a brigar.
‘A Noite Estrelada’ foi pintada enquanto Van Gogh estava em um sanatório
NASA/Goddard Space Flight Center Scientific Visualization Studio
“Ambos eram geniais, mas tinham temperamentos antagônicos”, explica a dramaturga Thelma Guedes, autora da peça Van Gogh por Gauguin (2019).
“Excessivamente metódico, Gauguin demorava a pintar seus quadros e procurava sentido para tudo o que pintava. Já Van Gogh pintava com rapidez e entusiasmo impressionantes. Para pintar, era capaz de enfrentar até ventanias.”
Numa dessas brigas, Van Gogh atirou um copo de absinto em Gauguin e tentou agredi-lo com uma navalha. Arrependido do que fez, cortou o lóbulo de sua orelha esquerda e deu de presente a uma prostituta chamada Rachel.
Em seus últimos anos de vida, Van Gogh foi internado em duas instituições psiquiátricas: uma em Arles, entre dezembro de 1888 e maio de 1889; e outra em Saint-Rémy, entre maio de 1889 e maio de 1890, ambas na França. Na maioria das vezes, seu tratamento consistia em banhos gelados duas vezes por semana.
Num dos sanatórios, transformou a cela em ateliê. Foi lá, aliás, que criou uma de suas obras-primas: A Noite Estrelada. A pintura inspirou o cantor Don McLean a compor Vincent, um de seus maiores sucessos, no outono de 1970.
“Estava na varanda da minha casa em Stockbridge, Massachusetts, folheando um livro de pinturas do Van Gogh, quando veio a inspiração. Na mesma hora, larguei o livro e peguei o violão. Compus letra e música em duas horas”, recorda o cantor, de 76 anos.
“A emoção que Van Gogh desperta nas pessoas é poderosa. Isso o torna querido por todos aqueles que apreciam suas telas ou leem suas cartas”.
A razão da loucura
A canção de McLean toca em um assunto delicado: a saúde mental do holandês.
Até hoje, não se sabe ao certo o que Van Gogh tinha. As hipóteses são muitas: de sífilis a epilepsia. Algumas delas, inclusive, já foram refutadas. A mais aceita diz que sofria de um misto de transtornos: bipolar e de personalidade (borderline).
Não bastasse, alguns de seus surtos e delírios teriam sido provocados, segundo estudo recente, por abstinência alcoólica.
Sim, Van Gogh era um bebedor contumaz de absinto — bebida à base de anis e outras ervas — e fora obrigado a parar de beber quando internado. Os cientistas chegaram a tal conclusão depois de analisar centenas de cartas e prontuários médicos.
Em maio de 1890, Van Gogh deixou o sanatório de Saint-Rémy e se mudou para o vilarejo de Auvers-sur-Oise. Dois meses depois, pintou sua última tela: Campo de Trigo com Corvos (1890).
Quando soube que Theo, recém-casado e com filho pequeno, estava em dificuldade financeira, entrou em desespero. Afinal, era o irmão quem lhe mandava dinheiro para comprar quadros, tintas e pincéis.
Revólver que teria sido usado pelo artista para se matar foi leiloado por 162,5 mil euros
Getty Images via BBC

No dia 27 de julho, Van Gogh saiu para passear em um campo próximo ao hotel onde estava e atirou contra si mesmo.
Ao descobrir o que aconteceu, Theo correu para Auvers. Van Gogh levou quase 30 horas para sucumbir ao ferimento à bala. Morreu no dia 29 de julho de 1890, por volta de uma da manhã.
“Gostaria de ir para casa agora”, teriam sido suas últimas palavras.
Como quase tudo relacionado a Van Gogh, o revólver Lefaucheux, calibre 7 mm, supostamente usado no dia do seu suicídio, também foi a leilão, quase 130 anos depois.
Há vários indícios da provável autenticidade da arma: foi encontrada em 1965 no mesmo lugar onde Van Gogh teria tentado tirar a própria vida, o calibre corresponde ao descrito pelo médico que prestou os primeiros socorros e a natureza do ferimento a bala é compatível com a baixa potência da arma. Autêntico ou não, o revólver foi vendido por 162,5 mil euros (R$ 900 mil em valores atuais).
A morte de Van Gogh devastou a saúde de seu irmão. Théo morreu em 25 de janeiro de 1891, aos 33 anos, e foi sepultado em Utrecht.
Foi Johanna van Gogh-Bonger que, em 1905, organizou a primeira exposição de Van Gogh, com 473 de suas telas, em Amsterdã. Dez anos depois, providenciou a exumação do corpo do marido e o sepultou ao lado do cunhado, em Auvers-sur-Oise.
Já o Museu Van Gogh, em Amsterdã, foi fundado, em 1973, por Vincent Willem van Gogh (1890-1978), o filho de Theo e Johanna.
A instituição abriga 200 pinturas e recebe cerca de 2 milhões de visitantes por ano. As demais obras estão espalhadas pelo mundo: no Museu de Orsay, em Paris; no The National Gallery, em Londres; no Museu de Arte Moderna, em Nova Iorque…
Em 2011, os autores da biografia Van Gogh: A Vida (Companhia das Letras), Steven Naifeh e Gregory White Smith (1951-2014), levantaram uma hipótese perturbadora: seu biografado, ao contrário do que se acredita, não teria cometido suicídio. Teria levado um tiro acidental.
Não é só isso. Teria assumido a culpa para proteger os irmãos René e Gaston Secretan que, na hora do disparo, estavam brincando com a arma.
“É mais provável que Van Gogh tenha sido baleado acidentalmente do que atirado em si mesmo”, sustenta Naifeh, historiador de arte na Universidade Princeton, nos Estados Unidos.
“Sempre houve dúvidas em relação à hipótese de suicídio: onde ele conseguiu a arma? Além disso, se pretendia se matar, por que encomendou uma grande quantidade de tinta? Pelo ângulo de entrada da bala, seria difícil para ele puxar o gatilho. Isso sem falar que não havia resíduos de pólvora em suas mãos.”
O homem por trás da lenda
A intensa troca de correspondência entre os irmãos Van Gogh inspirou o escritor americano Irving Stone (1903-1989) a escrever a primeira biografia do pintor, Sede de viver (1934).
O livro, por sua vez, deu origem ao filme homônimo do cineasta italiano Vincente Minnelli (1903-1986).
Em Sede de viver (1956), Van Gogh é interpretado por Kirk Douglas (1916-2020) e Paul Gauguin, por Anthony Quinn (1915-2001).
Van Gogh foi sepultado ao lado do irmão, Theo, no cemitério de Auvers-sur-Oise, na França
Getty Images via BBC
O filme, aliás, perpetua o mito, rejeitado por alguns historiadores, de que, para pintar à noite, Van Gogh colocava velas acesas na aba do seu chapéu ou no topo do cavalete. O pintor, esclarecem, usava lamparina. Simples assim.
A vida de Van Gogh já foi contada e recontada em livros, filmes e quadrinhos. No Brasil, foi citado em letra de música da Legião Urbana (Eduardo e Mônica, de 1986), inspirou conto de Moacyr Scliar (A orelha de Van Gogh, de 1989) e virou peça de teatro de Thelma Guedes (Van Gogh por Gauguin, 2019).
“Sua obra nos fascina, sua vida nos intriga e sua personalidade nos desconcerta”, observa Thelma Guedes.
“Em sua autobiografia, Gauguin narra uma passagem em que, num inverno rigoroso em Paris, Van Gogh, na penúria e com muita fome, teria conseguido vender um quadro por alguns vinténs. Mas, logo à frente, deu todo o dinheiro que tinha acabado de receber para uma mulher que lhe pediu esmola. Era um homem extremamente sensível, humano e generoso.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Guerra na Ucrânia: a corrida para salvar tesouros artísticos do país em meio à invasão russa


Alguns dos bens culturais mais preciosos da Ucrânia estão em cidades agora atacadas pela Rússia. A Ucrânia abriga sete locais que são patrimônio mundial da Unesco, entre eles a Catedral de Santa Sofia, em Kiev
Getty Images via BBC
O vídeo mostrava uma fila ziguezagueando do lado de fora do Museu de Belas Artes de Odessa, na Ucrânia. Era domingo, 20 de fevereiro, e, talvez pela última vez, homens, mulheres e crianças aguardavam para observar os seus tesouros: 10 mil obras de arte do século 16 em diante, incluindo as primeiras pinturas do pioneiro da arte abstrata, o russo Wassily Kandinsky, que morou em Odessa. Apenas quatro dias depois, a Rússia invadiu a Ucrânia.
Agora, como muitas outras cidades em todo o país, Odessa prepara-se para ser atacada. Foi fundada por Catarina, a Grande, no final do século 18, com sua arquitetura do século 19 perfeitamente preservada e bela ópera em estilo neobarroco. A diretora em exercício do museu, Oleksandra Kovalchuk, fugiu para a Bulgária para garantir a segurança do seu filho, de um ano de idade. Mas ela está terrivelmente abalada.
“Sinto-me uma traidora”, afirma ela. “Decepcionei a minha equipe. É claro que me sinto culpada. O Museu de Belas Artes de Odessa tem sido um filho para mim há muitos anos, de forma que foi basicamente uma decisão sobre qual filho eu queria abandonar. Decidi que sou obrigada a cuidar do meu filho pequeno.”
Museu de Belas Artes de Odessa está se preparando para a possibilidade de ser atacado
OFAM via BBC
Na capital ucraniana, Kiev, a diretora de outro museu, Olesia Ostrovska-Liuta, tomou uma decisão diferente, mas igualmente difícil. Ela permaneceu, embora diga que “a situação dos museus e instituições culturais não é diferente dos hospitais, escolas e áreas residenciais”. “Estamos todos sob bombardeio.”
O Arsenal de Mystetskyi é um dos maiores museus de arte da Europa e abriga obras ucranianas de vanguarda e contemporâneas. Protegê-las é sua missão, e Olesia afirma que permanecerá em Kiev “enquanto pudermos proteger nossa instituição”. “Quando não for mais possível, a situação muda.”
“Estamos enfrentando não apenas um ataque à Ucrânia, mas um ataque à nossa cultura”, afirmou ela em uma ligação de vídeo que picotou e travou. Ela está em zona de guerra. Talvez o mais surpreendente é que a ligação tenha sido completada.
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A Ucrânia abriga sete locais de patrimônio mundial da Unesco, braço da ONU, incluindo a Catedral de Santa Sofia em Kiev, com suas maravilhosas cúpulas douradas e o deslumbrante afresco bizantino da Virgem Maria, além do conjunto arquitetônico histórico do centro de Lviv, no oeste do país.
Anna Reid, autora do livro Borderland: a Journey through the History of Ukraine (“Zona de fronteira: uma viagem através da história da Ucrânia”, em tradução livre), afirma que o bombardeio de Lviv, Odessa, Kiev ou Chernihiv, no norte, com suas igrejas medievais, monastérios e sua inigualável coleção de monumentos arquitetônicos seria “uma perda cultural para a Europa comparável com a destruição de Dresden, na Segunda Guerra Mundial”.
Com relação aos museus do país, seus funcionários podem fazer pouco para proteger as construções contra os ataques russos. E, segundo Kovalchuk, os museus “não têm um sistema de combate a incêndios”, devido à falta de investimentos.
“Qualquer museu que começar a pegar fogo”, segundo ela, “será destruído pelo incêndio e perderemos muitos artefatos históricos, belas obras de arte e patrimônio.”
Dois quadros em exibição no Arsenal de Mystetskyi, em Kiev
Mystetskyi Arsenal
Mas existe uma corrida em andamento para proteger os tesouros no interior dos museus e uma compreensão assustadora do alto preço que já está sendo pago.
Relatos em Ivankiv, cidade a noroeste de Kiev, dão conta de que o museu local e suas obras de arte já foram queimados pelas forças russas. No museu havia 25 quadros da consagrada artista popular ucraniana Maria Prymachenko, cujas cores brilhantes e estilo idílico levaram Pablo Picasso a considerá-la um “milagre artístico”.
Os relatos informam que poucas obras de arte se salvaram. Segundo o jornal britânico The Times, um morador entrou correndo no edifício em chamas para resgatar todas as obras que conseguisse. Acredita-se que ele tenha salvado cerca de dez obras de arte grandes do incêndio, embora ainda não se saiba quais foram.
Poucas semanas antes da guerra, segundo o crítico de arte Konstantin Akinsha, nascido em Kiev, o Ministério da Cultura e Política da Informação da Ucrânia publicou orientações de proteção e possível evacuação das coleções dos museus. Akinsha estava desesperado para que as obras de arte fossem evacuadas imediatamente.
“O nosso presidente é um herói, mas [a publicação das orientações] foi em uma época em que ele dizia que não havia motivo para pânico, que não haveria invasão”, afirma ele. “As autoridades evitaram a evacuação das obras de arte, porque temiam criar pânico.”
Tomamos conhecimento de alguns dos esforços sendo realizados agora nos milhares de museus da Ucrânia. Eles incluem tentativas apressadas de criar um inventário digital completo das obras para o caso delas caírem nas mãos dos russos e de mover as peças para locais não revelados e até casos de funcionários dos museus dormindo em barricadas nos porões com as obras de arte mais preciosas ao seu lado.
Esculturas, pinturas e outros patrimônios culturais estão ameaçados em Chernihiv, no norte da Ucrânia
Anna Reid/Arquivo pessoal
Ninguém quer falar em público sobre o que está acontecendo, por medo de alertar os invasores russos ou saqueadores. Mas Kovalchuk contou que “em quase todos os museus, os funcionários estão dormindo, ficando por dias para permanecer perto das obras de arte e poder tomar decisões urgentes. Infelizmente, não posso dizer mais”.
E, com relação ao Museu de Belas Artes de Odessa, ela conta que fez “todo o possível, tudo o que pudemos, para manter a coleção segura”.
Tudo o que Ostrovska-Liuta conta sobre o museu Arsenal de Mystetskyi é que “quando a guerra começou, tínhamos instruções de como agir nessa situação”. “Fizemos nossos planos de segurança e estamos seguindo esses planos. O museu está fechado e protegido.”
Com os russos se aproximando de Kiev, agora pode ser tarde demais para mover alguns dos tesouros menores para fora da cidade (muitos esperam que isso possa ter ocorrido secretamente, pelo menos em alguns casos).
Mas existe pressão para proteger as obras de arte guardadas em lugares que ainda não estão sob ataque. Anna Reid afirma que as cidades que ainda não foram ocupadas e possuem museus com ricas coleções, como Odessa e Lviv, “deverão receber o máximo de ajuda possível para levarmos essas coleções para um local seguro”, seja em abrigos antiaéreos ou mesmo para fora do país.
Já quanto às construções, que naturalmente não podem ser transportadas, a história é outra. “Lviv é como Salzburgo [na Áustria]”, afirma ela. “Odessa é uma cidade do século 19 perfeitamente preservada, famosa por suas belas árvores, suas ruas de paralelepípedos e sua orla marítima. É uma joia que precisa de defesas antiaéreas.”
A diretora em exercício do Museu de Belas Artes de Odessa afirma que se sente uma traidora por fugir para a Bulgária com seu filho de um ano de idade
Ofam
Kiev já está sob ataque. Ostrovska-Liuta conta: “Estamos todos correndo grande perigo vindo do céu. É por isso que há um forte apelo de todos os ucranianos para que seja estabelecida uma zona de exclusão aérea sobre a Ucrânia”.
Claramente, o povo da Ucrânia é a prioridade, e protegê-lo ao máximo possível é fundamental. Mas trata-se de uma nação com orgulho da sua história e um passado recente que viu figuras culturais e obras de arte destruídas pelas antigas administrações soviéticas. O medo é que os russos queiram repetir essa destruição.
Como afirma Kovalchuk: “Acredito que faria sentido para eles destruir obras de arte que demonstrem nosso patrimônio ucraniano, que mostrem que nossa história é diferente, que somos diferentes e não russos. Para essa arte, não haverá lugar na Federação Russa. Ela deixará de existir”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Rolling Stones começam turnê ‘Sixty’ na Europa em junho


Banda de Mick Jagger também celebra, em 2022, os 50 anos de um de seus álbuns icônicos, “Exile on main street”. Mick Jagger, líder dos Rolling Stones, em foto de 2019
Rob Grabowski/Invision/AP
Os lendários Rolling Stones vão começar a turnê europeia em 1º de junho, em Madri, para comemorar o aniversário de 60 anos da banda, com um total de 14 shows no continente.
O estádio madrileno Wanda Metropolitano foi o local escolhido para receber os milhares de fãs no início da turnê “Sixty”, após o sucesso de “No Filter” no segundo semestre de 2021 nos Estados Unidos, com mais de 1 milhão ingressos vendidos.
No total, dez cidades europeias vão receber Mick Jagger, Keith Richards, Ron Woods e companhia. A turnê europeia não terá Charlie Watts, baterista da banda, falecido em 2021. Em seu lugar, estará Steve Jordan, que já tocou com os Stones nos Estados Unidos.
Charlie Watts: a história do fã de jazz que virou estrela mundial do rock com os Rolling Stones
Depois de Madri, a banda vai tocar em Munique. O próximo show será em Liverpool, no estádio Anfield, um show especial, já que os Rollings não tocam há mais de 50 anos na cidade onde os Beatles nasceram.
Amsterdã, Berna, Milão, Londres, Bruxelas, Viena, Lyon, Paris, a cidade alemã de Gelsenkirchen e, finalmente, Estocolmo, em 31 de julho, serão os palcos desta turnê.
Além de comemorarem a longa e bem sucedida carreira, os Rolling também celebram, em 2022, os 50 anos de um de seus álbuns icônicos, “Exile on main street”.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Ataque dos Cães’ vence o Critics Choice Awards

Favorito ao Oscar, filme levou quatro prêmios, como melhor filme e melhor direção. Assista ao trailer de ‘Ataque dos Cães’
A diretora Jane Campion teve um fim de semana perfeito na temporada de prêmios, finalizado com a vitória nas principais categorias dos Critics Choice Awards para seu western “Ataque dos cães”, cada vez mais favorito para vencer o Oscar.
Ao todo foram quatro prêmios: melhor filme, melhor direção, melhor roteiro adaptado e melhor fotografia.
Campion, que já havia conquistado os prestigiosos prêmios do sindicato de diretores de Hollywood no sábado e o britânico BAFTA também no domingo, venceu os Critics Choices nas categorias melhor filme e melhor direção.
“Ataque dos Cães” é o grande favorito para a cerimônia do Oscar, que acontece em 27 de março.
Confira a lista de indicados ao Oscar
Veja as críticas do g1 dos principais filmes indicados
“Estamos muito orgulhosos e muito agradecidos ao Critics Choice Awards por nos escolher. Ainda tenho um pouco de transtorno de estresse pós-traumático pelas críticas do início de minha carreira” disse Campion.
“Agora sou como a avó no movimento das mulheres no cinema. Mas ainda estou aqui”, acrescentou a diretora neozelandesa.
Dirigindo-se a Venus e Serena Williams que estavam no salão, Jane Campion disse: “Serena e Venus, vocês são maravilhosas, porém vocês não jogam contra os caras como eu tenho que jogar”, brincou.
Assista ao trailer de ‘King Richard: Criando Campeãs’
Will Smith levou o prêmio de melhor ator por “King Richard: criando campeãs” e Jessica Chastain levou o prêmio de melhor atriz por “Os olhos de Tammy Faye”.
Nas categorias coadjuvantes, os vencedores foram Troy Kotsur por “No ritmo do coração” e Ariana DeBose por “Amor, sublime amor”.
Nas categorias de televisão, “Succession” venceu como melhor série de drama, “Ted Lasso” na categoria comédia e “Mare of Easttown” triunfou como a melhore minissérie.

Fonte: G1 Entretenimento

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Foo Fighters vem pela 6ª vez ao Brasil: relembre shows com Cássia Eller, Joan Jett e pedidos de casamento


Banda de Dave Grohl é atração do último dia do Lollapalooza, em 27 de março. Fotos, reviews e setlists recapitulam os shows as turnês do Foo Fighters no Brasil. Dave Grohl, do Foo Fighters, no Rock in Rio 3, em 2001, e na edição de 2019
L.C. Leite/Estadão Conteúdo/Arquivo; Marcelo Brandt/G1
O Foo Fighters não foi atração principal em sua primeira visita ao Brasil. No Rock in Rio 2001, eles abriram para o R.E.M. Onze anos e quatro discos depois, a moral era outra. Eles atraíram 75 mil fãs na primeira edição do Lollapalooza, em 2012. Agora, eles retornam ao Lolla com ainda mais moral. Se é que isso é possível.
Abaixo, o g1 recapitula as seis vindas do Foo Fighters. Todas tiveram pelo menos uma coisa em comum: “Everlong” fechou a noite. A relação com o Brasil é intensa e já teve comemoração de aniversário com Cássia Eller, feat com Joan Jett e vários pedidos de casamento.
Foo Fighters: como será o show no Lollapalooza 2022
Agora, resta saber se a tradição de fãs dizendo “Você quer se casar comigo?” vai continuar no domingo de Lollapalooza, no dia 27 de março.
Relembre as outras cinco vindas do Foo Fighters ao Brasil:
Rock in Rio (2001)
Lollapalooza (2012)
Turnê solo (2015)
Turnê com Queens (2018)
Rock in Rio (2019)
2001: Rock in Rio
Dave Grohl abraça Cássia Eller ao lado de Melissa Auf der Maur, namorada do vocalista, no Rock in Rio 2001
Reprodução/TV Globo
A primeira vez foi chorada. Em 2000, o Foo Fighters frustrou os fãs ao desmarcar de última hora o que seria a estreia no país. Eles discordaram da distribuição de ingressos a clientes da empresa patrocinadora. O Rock in Rio de 2001 apagou o trauma. “Estávamos nervosos, achando que as pessoas não sabiam quem éramos”, lembrou Dave ao “Fantástico”. Ele teve uma boa surpresa. Abrindo para o R.E.M., o show de 58 minutos foi uma primeira vez memorável. No aniversário de 32 anos, Grohl ganhou beijo da então namorada, a baixista Melissa Auf der Maur. De quebra, um abraço de uma fã empolgada que “invadiu” o palco: Cássia Eller.
“Breakout”
“My hero”
“Learn to fly”
“Up in arms”
“Big me”
“Stacked actors”
“Next year”
“I’ll stick around”
“Doll”
“See you”
“This is a call”
“Monkey wrench”
“Everlong”
2012: Lollapalooza
Foo Fighters canta com Joan Jett no Lollapalooza 2012
Reprodução/TV Globo
No tempo da apresentação no Lollapalooza em São Paulo, os Fighters poderiam repetir duas vezes o show do Rock in Rio, e ainda fazer um voo entre as duas cidades. Durante mais de duas horas e meia, eles seguraram um público de 75 mil fãs. Pouca gente arredou o pé antes do encerramento especial, que teve duas músicas com Joan Jett, também atração do festival, e o hit “Everlong”. Dave Grohl havia revelado que tinha um cisto na garganta. A voz falhou algumas vezes, mas isso não o impediu de fazer um show enérgico.
“All my life”
“Times like these”
“Rope”
“The Pretender”
“My hero”
“Learn to fly”
“White limo”
“Arlandria”
“Breakout”
“Cold day in the sun”
“Long road to ruin”
“Big me”
“Stacked actors”
“Walk”
“Generator”
“Monkey wrench”
“Hey, Johnny Park!”
“This is a call”
“In the flesh?”
“Best of you”
“Enough space”
“For all the cows”
“Dear rosemary”
“Bad reputation” – com Joan Jett
“I love rock ‘n’ roll” – com Joan Jett
“Everlong”
2015: turnê solo
Foo Fighters toca em Porto Alegre em 2015
Duda Bairros/Time For Fun
Na volta em uma turnê solo, o Foo Fighters tocou 23 músicas para 55 mil fãs, em São Paulo. A banda também passou por Rio, Porto Alegre e Belo Horizonte, em 2015. No Morumbi, Dave chamou um jovem casal ao palco para um pedido de casamento.
“Something From Nothing”
“The Pretender”
“Learn to Fly”
“Breakout”
“Arlandria”
“My Hero”
“Congregation”
“Walk”
“Cold Day in the Sun”
“I’ll Stick Around”
“Monkey Wrench”
“Skin and Bones”
“Wheels”
“Times Like These”
“Detroit Rock City” (versão do Kiss)
“Stay With Me” (Versão do Faces)
“Tie Your Mother Down” (Versão do Queen)
“Under Pressure”
“All My Life”
“These Days”
“Outside”
“Best of You”
“Everlong”
2018: turnê com Queens
Dave Grohl durante show do Foo Fighters em SP em 2018
Fábio Tito/G1
A volta em 2018 repetiu um pouco o que foi visto três anos antes: uma maratona de rock com um pedido de casamento no palco. Uma novidade foi a presença do Queens of the Stone Age na abertura. “O rock and roll está morto?”, perguntou o vocalista e guitarrista, irônico, para a multidão. No meio dos gritos, acrescentou um solo à la Chuck Berry em “The Pretender”.
“Run”
“All My Life”
“Learn to Fly”
“The Pretender”
“The Sky Is a Neighborhood”
“Rope”
“Sunday Rain”
“My Hero”
“These Days”
“Walk”
“Breakout”
“Under My Wheels”
“Another One Bites the Dust / Miss You / Blitzkrieg Bop / Love of My Life”
“Under Pressure”
“Monkey Wrench”
“Times Like These”
“Generator”
“Big Me”
“Best of You”
“Dirty Water”
“This Is a Call”
“Everlong”
2019: Rock in Rio
Foo Fighters durante o último show do palco Mundo no segundo dia de Rock in Rio 2019
Marcelo Brandt/G1
O show no Rock in Rio 2019 durou pouco mais de duas horas. A banda mostrou uma turnê já testada e aprovada por brasileiros. Até o pedido de casamento no palco, presente nas duas vindas anteriores, aconteceu de novo. O momento mais espontâneo foi quando Dave Grohl lembrou que tocou no Hollywood Rock de 1994 com o Nirvana no Brasil, aos 23 anos, na época em que escreveu “Big me”. Ele dedicou essa música ao Weezer, que tocou uma cover de Nirvana (“Lithium”) logo antes. Dave contou que ouviu a versão no camarim e chorou. “Doce Weezer”, ele disse.
“The Pretender”
“Learn to Fly”
“Run”
“The Sky Is a Neighborhood”
“Times Like These”
“Sunday Rain”
“My Hero”
“These Days”
“La Dee Da”
“Walk”
“Under Pressure”
“All My Life”
“Wheels”
“Monkey Wrench”
“Big Me”
“Best of You”
“Everlong”

Fonte: G1 Entretenimento