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Alice Caymmi acerta ao propor um outro olhar sobre a obra de Dorival Caymmi em álbum imerso nas águas da latinidade


Alice Caymmi lança o álbum ‘Caymmi’ com releituras de 12 músicas do compositor Dorival Caymmi
Reprodução / Vídeo
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Caymmi
Artista: Alice Caymmi
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ Com a voz grave, tão doce e profunda quanto o mar que ele decantou em canções praieiras, Dorival Caymmi (30 de abril de 1914 – 16 de agosto de 2008) gravou o próprio cancioneiro de forma tão lapidar e definitiva que a única saída para quem quiser abordar a obra do compositor baiano é procurar outra forma.
Filha de Dorival, a cantora Nana Caymmi (1941 – 2025) encontrou o caminho dela com a voz que parecia abarcar todos os sentimentos do mundo e se tornou, ela própria, uma referência no canto desse repertório composto por sambas, boleros e canções praieiras. Neta de Dorival, Alice Caymmi também segue trilho individual em “Caymmi”, álbum que lançou ontem, 30 de abril, dia do 112º aniversário de nascimento do avô da artista.
Com produção musical de Iuri Rio Branco (baixo, bateria, guitarra, percussão e programação), o álbum “Caymmi” está imerso nas águas da latinidade. O som é contemporâneo, mas não focado na produção vigente no mercado latino da atualidade, focado no reggaeton. Alice Caymmi se joga no mar da latinidade vintage, como exemplificam o molho de salsa que tempera “Canção da partida” (1957) e o calypso que desloca a batida do samba “Maracangalha” (1956) para outra latitude.
O álbum “Caymmi” também mergulha em águas jamaicanas. O reggae que banha “Modinha para Gabriela” (1975) – em gravação introduzida na cadência do alujá, ritmo do Candomblé – também rega o samba “O que é que a baiana tem?” (1939), fazendo Alice transitar na ponte Bahia-Jamaica, erguida desde os anos 1980. Sedimentada pela ancestralidade enraizada tanto em Kingston quanto em Salvador (BA), cidade natal de Dorival, essa sólida ponte também ancora o álbum, repleto de sambas como “Dois de fevereiro” (1957), recriado com breve toque de ijexá.
Se “Canto de Obá” (Dorival Caymmi e Jorge Amado, 1972) faz a cantora puxar a rede genealógica da família Caymmi, em tema em que roga a Xangô proteção para o clã, “Acalanto” (1957) perde o sentido primordial de ninar na ambiência mais quente do álbum “Caymmi”. É a única música que parece nada ter ganhado de bom.
Acima de qualquer rótulo ou gênero, “Dora” (1945) reitera a fartura vocal de Alice Caymmi, cantora que descende da linhagem nobre da tia Nana, intérprete que soube dar a devida dramaticidade ao samba-canção “Adeus” (1948), ambientado por Alice em atmosfera de trip-hop. Os agudos da cantora na abordagem abolerada da canção praieira “O bem do mar” (1954) também lembram que trata-se do disco de uma grande cantora.
Com os toques dos músicos Doug Bone (trombone e trompete), Theo Silva (guitarra), além dos beats e efeitos do produtor Iuri Rio Branco, perceptíveis em “Morena do mar” (1967). samba com toque cubano, o álbum “Caymmi” escapou do risco de soar modernoso.
O cancioneiro de Dorival Caymmi é reprocessado com frescor e novas harmonias, mas com total respeito às letras e melodias. O samba “Eu não tenho onde morar” (1960), por exemplo, é revitalizado na cadência de um reggae praieiro com toque de dub, em final sintonia com os versos “Eu não tenho onde morar / É por isso que eu moro na areia”.
Enfim, Alice Caymmi honra a dinastia sem ranços tradicionalistas, acertando ao propor um outro olhar sobre a obra maestra do avô, Dorival, em “Caymmi”, álbum que, por estar ancorado em porto inseguro, cumpre a função de revitalizar o cancioneiro do compositor para novas gerações.
Capa do álbum ‘Caymmi’, de Alice Caymmi
Luqdias / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Estatueta do Oscar desaparecida por ‘Mr. Nobody Against Putin’ é encontrada


Encontrada estatueta do Oscar do diretor de ‘Mr. Nobody Against Putin’
Uma estatueta do Oscar pertencente ao diretor russo que ganhou o prêmio de melhor documentário este ano por “Mr. Nobody Against Putin” foi encontrada após ter desaparecido em um voo de Nova York para a Alemanha, informou a companhia aérea alemã Lufthansa nesta sexta-feira, 30.
Pavel Talankin, o diretor, foi obrigado a despachar o prêmio na bagagem antes de embarcar em um voo do Aeroporto Internacional John F. Kennedy para Frankfurt, de acordo com uma publicação de seu codiretor, David Borenstein, no Instagram.
O cineasta russo Pavel Talankin levanta a estatueta do Oscar ao vencer a premiação na categoria Melhor Documentário com seu filme “Mr. Nobody Against Putin”, em 15 de março de 2026.
John Locher/ AP
Agentes da Administração de Segurança de Transporte (TSA) disseram a Talankin que a estatueta de 3,8 kg representava uma potencial ameaça à segurança, disse Borenstein, acrescentando que o prêmio então desapareceu.
“Podemos confirmar que a estatueta do Oscar foi localizada e está sob nossos cuidados em Frankfurt. Estamos em contato direto com o proprietário para providenciar sua devolução o mais rápido possível”, disse um porta-voz da companhia aérea alemã Lufthansa.
“Lamentamos sinceramente o inconveniente causado e pedimos desculpas ao proprietário. O manuseio cuidadoso e seguro dos pertences de nossos hóspedes é de extrema importância para nós. Uma investigação interna sobre as circunstâncias está em andamento.”
A TSA não respondeu imediatamente a um pedido de comentário enviado por e-mail.
O documentário de Talankin e Borenstein utilizou dois anos de filmagens que Talankin havia gravado em uma escola onde trabalhava na região de Chelyabinsk, na Rússia, para mostrar como os alunos foram expostos a mensagens pró-guerra.
Talankin, de 35 anos, que fugiu da Rússia em 2024, defendeu o filme como um registro para a posteridade, mostrando como “toda uma geração se tornou raivosa e agressiva”
Pavel Talankin venceu o Oscar de melhor documentário com ‘Mr Nobody Against Putin’
Patrick T. Fallon/ AFP/Getty Images

Fonte: G1 Entretenimento

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Autoridades de Londres não vão remover estátua de Banksy instalada perto do The Mall


Autoridades de Londres não vão remover estátua de Banks
As autoridades londrinas disseram na sexta-feira que acolheram bem uma estátua instalada pelo artista de rua Banksy, que retrata um homem cego por uma bandeira que voou em seu rosto, e que não têm planos de removê-la.
A escultura, que ostenta a assinatura de Banksy, foi colocada perto de The Mall, no coração cerimonial de Londres, a partir de um caminhão plataforma, de acordo com um vídeo publicado na quinta-feira na conta do Instagram do artista de rua, conhecido por sua discrição.
A figura de terno, cujo rosto está coberto pela bandeira esvoaçante, tem um pé no ar, sobre a borda do pedestal, sugerindo que está prestes a cair.
A estátua foi vista pela primeira vez na quarta-feira em uma área da capital britânica que abriga palácios reais e clubes de cavalheiros. Ela espelha o estilo de estátuas próximas, incluindo as do Rei Eduardo VII a cavalo, da enfermeira Florence Nightingale e do estadista Sidney Herbert.
Comentaristas no Instagram de Banksy especularam que a obra era sobre “patriotismo cego” e questionaram como ele conseguiu realizar tal façanha no centro do establishment britânico.
CONSELHO TOMA MEDIDAS PARA PROTEGER A ESTÁTUA
O Conselho da Cidade de Westminster afirmou na sexta-feira que não removerá a grande obra, que parece ser feita de resina ou fibra de vidro.
“Acolhemos com satisfação a mais recente escultura de Banksy em Westminster, que representa uma adição marcante à vibrante cena de arte pública da cidade”, disse um porta-voz do conselho em comunicado.
“Embora tenhamos tomado medidas iniciais para proteger a estátua, neste momento ela permanecerá acessível ao público para ser vista e apreciada.”
Uma reportagem da Reuters em março revelou detalhes sobre o modus operandi de Banksy e a verdadeira identidade do artista, que manteve seu nome em segredo absoluto.
Seu advogado, Mark Stephens, pediu à Reuters que não publicasse a reportagem, alegando que identificá-lo interferiria em sua arte e o colocaria em perigo. O artista, cujo nome de batismo é Robin Gunningham, começou a fazer arte de rua em Bristol, no oeste da Inglaterra, na década de 1990 e foi inicialmente tratado como vândalo pelas autoridades.
Agora, ele é considerado um tesouro nacional, com suas obras gerando milhões de dólares em vendas ao longo dos anos.
Os governos locais estão agora muito mais dispostos a proteger sua arte para tentar mantê-la como uma atração, depois que algumas de suas obras foram alvo de vandalismo.
Banksy instala estátua de homem empunhando bandeira no centro de Londres
REUTERS/Jack Taylor

Fonte: G1 Entretenimento

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MC Brinquedo anuncia fim da carreira no funk: ‘Entrego minha vida a Jesus Cristo’


MC Brinquedo anuncia fim da carreira no funk
Redes sociais
O funkeiro MC Brinquedo anunciou, na última quinta-feira (30), o encerramento de sua carreira no funk.
Vinicius Ricardo de Santos Moura revelou ter se convertido ao evangelho e compartilhou uma carta aberta em vídeo para detalhar a decisão.
Como parte do anúncio, o cantor realizou uma “limpa” em seu perfil oficial nas redes sociais: apagou todas as publicações anteriores, removeu a foto de perfil e deixou apenas o vídeo com o depoimento religioso.
‘Vazio da fama’
No vídeo, Vinicius relembrou o início precoce na música e o impacto da exposição pública em sua vida pessoal. Ele destacou que, apesar do sucesso e do reconhecimento, enfrentou dificuldades nos bastidores desconhecidos pelo público.
“Comecei a cantar ainda criança, com o coração cheio de vontade de viver tudo o que o mundo pudesse me oferecer. E ele me ofereceu muito, me deu nome, me deu fama, me deu multidão e também me deu os tropeços”, desabafou o artista.
O agora ex-funkeiro enfatizou que a vida de celebridade mascarava sentimentos de insatisfação.
“Os erros que ninguém vê na foto, as noites que ninguém posta e o vazio que nenhum hit consegue preencher. Por isso hoje, com a maior paz que eu já senti em toda a minha vida, eu venho comunicar publicamente que estou encerrando a minha carreira no funk”.
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Após depressão, MC Brinquedo quer músicas good vibes: ‘Já falei muita m…, quero coisas boas’
Carreira
MC Brinquedo tornou-se um fenômeno do funk paulista ainda na infância, ganhando projeção nacional por volta de 2014.
Conhecido pelo visual de cabelos coloridos, o artista acumulou centenas de milhões de visualizações e tornou-se um dos pilares da GR6 Explode, uma das principais produtoras do gênero no país.
Nos últimos anos, ele vinha focando em letras mais conscientes e colaborações com grandes nomes do trap e do funk.

Fonte: G1 Entretenimento

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Estudante de biologia e vascaína, Shakira carioca verá a xará famosa na Praia de Copacabana


Estudante de biologia e vascaína, Shakira carioca verá a xará famosa em Copacabana
No próximo sábado (2), a estudante de biologia Shakira Fontes terá a oportunidade de ver de perto a cantora que inspirou seu nome. Ao longo de seus 21 anos, ela já viveu momentos em que não gostou de se chamar Shakira — nome escolhido graças à admiração do pai pela estrela colombiana, atração do projeto “Todo Mundo no Rio”. Hoje, no entanto, ela considera incrível carregar o nome da artista.
A jovem conta que a escolha partiu do pai, Elifas, grande fã da cantora no início da carreira.
“Meu pai escolheu o nome porque era muito fã da Shakira na época em que ela estava começando. Ele a achava muito bonita e gostava das músicas”, contou Shakira Fontes ao g1.
Shakira Fontes vai ver a xará célebre pela primeira vez na Praia de Copacabana no próximo sábado (2)
Arquivo pessoal/ Shakira Fontes e Webert Belicio / AgNews
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A decisão foi discutida com a mãe, que acabou concordando. Além da admiração pela cantora, Shakira e o pai também compartilham a paixão pelo Vasco da Gama.
Nem sempre, porém, a relação com o próprio nome foi tranquila. Na infância, Shakira chegou a sofrer bullying por ter um nome diferente do das outras crianças.
“Quando pequena, eu não gostava muito por causa do bullying. Mais tarde, as pessoas pediam para eu cantar. Essas situações eu relevava, porque entendia e até gostava”, destacou a Shakira vascaína e carioca.
Shakira Fontes e o pai, Elifas, compartilham a paixão pelo Vasco da Gama
Shakira Fontes/ Arquivo pessoal
Com o tempo, o nome acabou se tornando um charme a mais.
“Foi algo com que demorei a me acostumar, mas hoje considero uma honra”, afirmou.
Entre as músicas favoritas, Shakira Fontes destaca a parceria da cantora com o grupo Black Eyed Peas em “Girl Like Me”, que rendeu o trecho viral em que a artista canta sobre mulheres latino-americanas, citando suas nacionalidades no refrão “La la latinas”.
Graças ao nome, Shakira estará com o pai próxima ao palco em uma área especial, por meio de uma ação do banco Santander chamada “Todas as Sharás no Rio”.
Shakiras do Brasil
A cantora colombiana Shakira
Getty Images
De acordo com dados do Censo 2022, o Brasil tem 393 pessoas com o nome Shakira escrito exatamente como o da cantora. O estado com o maior número de mulheres chamadas Shakira é São Paulo, com 52 registros.
No estado do Rio de Janeiro, além de Shakira Fontes, outras 26 mulheres têm o mesmo nome da artista colombiana.
Apesar de não ser considerado um nome numeroso pelo IBGE, Shakira ganhou impulso a partir da década de 1990, quando a cantora começou a fazer sucesso no Brasil, e atingiu seu auge nos anos 2000.
“Antes da década de 1990, o nome era muito pouco comum — praticamente irrisório. Nos anos 1990, foram registradas 112 pessoas com esse nome. Já entre 2000 e 2009, o número sobe para 191”, explicou Rodrigo Faria de Almeida Rego, responsável pela pesquisa Nomes do Brasil, do IBGE.
Segundo ele, fatores externos, como a arte e o esporte, influenciam diretamente a escolha dos nomes.
“A cultura pop provavelmente tem um grande impacto na forma como as pessoas nomeiam seus filhos. Isso também acontece com o futebol. Por exemplo, 60% das pessoas chamadas Neymar nasceram na década de 2010. Já no caso de Romário, 64% das pessoas com esse nome no Brasil nasceram entre 1990 e 1999”, completou Rodrigo.
Por que os quadris não mentem: relembre coreografias inesquecíveis de Shakira

Fonte: G1 Entretenimento

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Shakira no Rio: programação com ‘after’ é estratégia para evitar ‘perrengue’ na volta para casa


Show sem perrengue? Especialistas revelam estratégias que podem melhorar megaeventos
Para além de um espetáculo com mega hits, o retorno de Shakira ao Rio de Janeiro neste sábado (2) também será um teste de logística para a cidade.
A organização aposta em uma estratégia comum em festivais, mas nem sempre aplicada em megashows: esticar a programação com atrações após o show principal.
O objetivo é em vez de centenas de milhares de pessoas correrem para o metrô ao mesmo tempo, uma parte considerável do público permanecer no local, permitindo uma dispersão gradual.
A apresentação da cantora colombiana está prevista para terminar à meia-noite. Para conseguir “achatar a curva” da saída, a organização aposta em um “after”, a partir de 0h15, com Papatinho e e Melody.
Confira os horários dos shows:
A cantora colombiana Shakira
Getty Images
17h45 às 18h45: Vintage Culture
19h00 às 20h30: Maz
21h45 às 00h00: Shakira
A partir de 00h15: Papatinho convida MC Melody
Relembre como foi em Lady Gaga
O show de Lady Gaga, no Todo Mundo no Rio, em 3 de maio de 2025, reuniu mais de 2 milhões de pessoas na praia de Copacabana, segundo a Riotur. Foi cheio, bonito, e bem-sucedido em muito sentidos.
Mas para uma fração das pessoas que compareceu ao evento, a dificuldade para ir embora e pegar o transporte público foi um problemão… que quase estragou a experiência.
Tinha como um evento desse tamanho não ser caótico? Depende. Por um lado, até festivais como o Lollapalooza e o Rock in Rio, com lotação bem menor e ambientes mais controlados, enfrentam esse tipo de desafio. Mas por outro, sempre dá pra minimizar o problema.
“Um bom planejamento é aquele que as pessoas realmente não percebem. Você não quer que o transporte ou a segurança sejam a manchete”, conta Kaitlin Coari, especialista em coordenar cidades para sediar grandes eventos.
O g1 ouviu profissionais internacionais que trabalham com megaeventos, como Olimpíadas e grandes shows, e eles explicaram como fazem para minimizar os perrengues do público. Entenda os pontos principais:
Planejamento integrado
Mapeamento de diferentes cenários
Entradas e saídas
Transporte, segurança e sinalização
Infográfico mostra como facilitar o fluxo de pessoas em grandes eventos
Editoria de arte/g1
O g1 queria conversar sobre multidões com três das maiores produtoras brasileiras, mas elas não quiseram dar entrevistas. A Live Nation declarou que a área de movimento de pessoas faz parte do setor de segurança e é um assunto “levado a sério”. A Rock World disse que essa é uma preocupação de seus eventos (Rock in Rio, The Town e Lolla). A 30e não quis falar.
Planejamento integrado
Um evento – de qualquer tamanho – deve ser pensado como uma jornada completa, do trajeto de uma pessoa ao sair de casa, até o local do evento, e depois o caminho de volta. Esse planejamento inclui acesso ao local, entrada, uso do espaço interno e saída.
“Precisa haver um planejamento realmente proativo e um verdadeiro programa de prontidão em torno de diferentes cenários”, explica Kaitlin.
Isso deve começar o quanto antes, o que pode ser de anos a meses dependendo do evento. Lady Gaga já fechou o show em Copacabana? Agora, é preciso reunir as principais entidades responsáveis pela organização. Isso inclui não só a produção do evento, como instituições de segurança, transporte, e até o comércio local. A partir disso, eles levam em consideração as variáveis envolvidas.
Telões do show da Lady Gaga na Praia de Copacabana
Bruna Prado/AP
A especialista aponta que as edições anteriores do evento (ou similares) sempre são levados em conta –mas é preciso trabalhar com tudo que pode mudar em termos de público e comportamento.
“Cada evento é único em muitos aspectos. Seja o local em si ou o tipo de público que comparece, os artistas, os fãs ou de quem quer que seja que os receba. Então, todos esses perfis diferentes precisam ser levados em consideração.”
Com relação ao show de Madonna em Copacabana, por exemplo, os fãs de Gaga tendiam a ser mais jovens; além disso, o público poderiam se sentir mais seguros para comparecer em 2025 dado o sucesso de 2024. Tudo isso influencia.
Diferentes cenários
Como estimar a quantidade de pessoas em um evento gratuito? Os profissionais ouvidos pelo g1 apontam que só há uma solução: prever diferentes cenários. O inglês Brett Little — que trabalha com “movimentação de pessoas”, ou seja, a coordenação do fluxo do público dentro desses eventos — citou o exemplo de corridas olímpicas.
Sem venda de ingressos, a lotação de eventos desse tipo depende até do clima. “Você simplesmente não sabe o que vai acontecer.” Então, é preciso imaginar os cenários e seus respectivos planos.
Multidão em show de Madonna no Rio em 2024; público estimado foi de 1,6 milhão de pessoas
Fernando Maia/Riotur
“Ao atingirmos certos números, sabíamos quais estações de transporte ficariam sobrecarregadas. Havia diferentes planos de transporte em vigor, dependendo de quantas pessoas compareciam. Se ultrapassasse um determinado número, outras medidas seriam acionadas”.
O importante é que nenhum dos envolvidos seja pego desprevenido.
Já em um festival ou megashow que tem venda de ingressos, é mais fácil prever a lotação do evento. Mas é preciso calcular o fluxo de pessoas ao longo do dia e garantir que, caso lote antes do esperado, o evento consiga atender o público.
Entradas e saídas
Se tem muita gente no evento, é claro que vai ter fila. O jeito, então, é garantir que as pessoas fiquem o menos estressadas possível e que a movimentação seja organizada.
Brett conta que há soluções pensadas para cada tipo de aglomeração — você pode, por exemplo, informar o tempo de espera na fila, o que já acontece em parques temáticos. Isso ajuda o público a se organizar e reduz a frustração.
Além disso, ele relata que filas mais longas (tipo zigue-zague) podem ser eficazes. Parece contraditório, mas a maior parte das pessoas prefere andar devagar ao longo de um grande caminho do que ficar paradas em uma pequena fila. “Movimento dá a sensação de progresso”, diz Brett.
Outra solução pode ser alocar outras atrações e “distrações” após o artista principal, como um DJ ou ativação de marca. No caso de eventos como o Lollapalooza, o fato do último show ser do headliner complica a saída dos fãs.
Apresentações como a de Billie Eilish, em 2023, ou de Olivia Rodrigo, em 2025, reuniram cerca de 100 mil pessoas, muitas delas indo embora simultaneamente após a apresentação.
Público durante show no Lollapalooza 2023 em São Paulo
Fábio Tito/g1
“Muitas pessoas só querem sair, muitas pessoas querem ir para casa, e tudo bem. Mas se você tem algumas ativações, você meio que captura as pessoas dessa forma. E também você meio que espalha a saída, espalhando a fila potencialmente”, explica Kaitlin.
O público também pode ser encaminhado para saídas mais longas ou alternativas para reduzir a pressão nos acessos principais. “Então eles têm que andar para chegar lá porque, novamente, isso só desacelera a multidão, desacelera tudo, controla tudo.”
“O que você não quer é que todos que estão dentro do show de repente fiquem do lado de fora da estação e fiquem ali esperando porque ninguém está feliz”.
Transporte, segurança e sinalização
Os profissionais afirmam que informar é essencial: antes (nas redes sociais e em pontos de informação) e durante o evento (com sinalização clara). É preciso também levar em conta o perfil do público e a forma que ele se comunica: em eventos com muitos gringos, como Copa do Mundo, placas com sinais visuais podem ser mais eficazes do que escrever os comandos em inglês.
Kaitlin aponta que é “crítico” ter uma equipe informada e de prontidão em campo, o que inclui ajuda voluntária, funcionários ou seguranças.
Também é papel do organizador apontar a melhor forma de ir embora, e garantir que isso seja bem comunicado. No “Gagacabana”, a Prefeitura sugeriu a estação Siqueira Campos. Não deu muito certo.
Fãs se reúnem antes do show aberto de Lady Gaga na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Daniel RAMALHO / AFP
Para Brett, só faz sentido direcionar o público para uma estação específica caso ela seja de grande porte. “É necessário calcular quanto do público cada estação pode abarcar. Se uma estação só comporta 20% do público, é necessário direcionar os outros 80% para outras opções. Às vezes é mais lógico enviá-las um pouco mais longe”.
Kaitlin reforça que é possível lidar com apenas uma estação, mas isso também requer organização. “Há maneiras de alongar a fila de tal forma que talvez seja um pouco irritante no momento para o cliente. Mas na verdade isso ajuda no estado mental deles, no fluxo e na segurança deles no trem ou ônibus ou qualquer outra coisa, contanto que você mantenha a fila andando”.
“Então, você nunca quer que essas filas parem, porque é aí que as pessoas ficam meio inquietas e começam a ficar um pouco preocupadas com a segurança, meio que empurrando e aglomerando”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Papatinho detalha relação com Shakira e promete remix inédito para apresentação em Copacabana


Papatinho procura conectar com o funk carioca com o pop global nas cinco faixas do EP ‘Baile do Papato vol 2’
Divulgação
O produtor e DJ Papatinho terá a missão de se apresentar logo após o show de Shakira na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, neste sábado (2).
E essa não será a primeira vez que o brasileiro fará uma “parceria” com a estrela colombiana. Autor do remix oficial de “Estoy Aqui”, ele conquistou a atenção de Shakira com os elementos brasileiros.
A relação entre os dois tem um padrinho inusitado: Luciano Huck.
“Quem me conectou com a Shakira foi, na verdade, o Luciano Huck. Ele me ligou querendo fazer alguma coisa com ela para levar ao programa dele e surgiu a possibilidade de eu fazer um remix. Eu fiz, ela amou, mandou várias anotações… era para ser algo menor, mas ela quis lançar e regravou a voz. É um remix ‘oficialzão’.”
Saiba tudo sobre o show de Shakira em Copacabana
O remix, com a voz “atualizada” de Shakira, foi lançado em fevereiro de 2025, com direito a videoclipe gravado no Rio de Janeiro.
Papatinho também tem outro trabalho feito em parceria com Shakira. Desta vez, em um feat com sua parceira de longa data, a brasileira Anitta.
A faixa “Choka Choka”, que integra o álbum mais recente da cantora brasileira, “Equilibrivm”, lançado em abril deste ano, é produzida pelo brasileiro.
Papatinho é um dos principais produtores de rap e funk do país. Ficou conhecido nacionalmente por integrar o coletivo Cone Crew Diretoria nos anos 2010 e, depois, fez trabalhos com os principais nomes do gênero pelo país.
Dialogando com o pop, tem trabalhos com Anitta, Ludmilla e Luísa Sonza.
Show de Shakira deve atrair 2 milhões de fãs em Copacabana
Nos últimos anos, Papatinho vem se dividindo entre a vida no Brasil e em Los Angeles. Com produtores norte-americanos interessados nas produções de funk e outros ritmos periféricos nascidos no país, o brasileiro é amigo de nomes como will.i.am e Timbaland.
“Nos EUA, eu uso um patinete e vou pros estúdios levando minha MPC [bateria eletrônica] na mochila. Eles ficam loucos. O will.i.am pesquisa muito nossa música. Eles até tentam produzir funk lá fora, mas usam “loops” e não sabem manusear muito bem.
O que esperar de Papatinho logo após Shakira
A cantora colombiana Shakira
Getty Images
O DJ fará o “after” de Shakira em parceria com Melody, sua convidada especial para apresentação.
A cantora vive um dos seus melhores momentos da carreira. Seu hit “JETSKI”, com Meno K e Pedro Sampaio, foi uma das músicas do Carnaval.
Mesmo o convite não sendo feito propriamente por Papatinho, ele explica o por que o nome Melody faz total sentido para a apresentação de sábado.
“Eles [produção do show] sugeriram alguns nomes e optamos por alguém que conversasse com a cultura pop, que é o ponto forte do público da Shakira. A Melody é fenômeno da nova geração brasileira. Eu nunca trabalhei com ela, achei maneiro a oportunidade de conhecê-la. Ela tem hits que vão somar muito na multidão em Copacabana.”
Para sua apresentação, o DJ e produtor promete mesclar seus principais sucessos com trabalhos inéditos.
“Eu tenho músicas variadas, de vários gêneros. Mas acho que o grande diferencial vão ser os remixes. Fiz três opções para ‘Estoy Aquí’, tenho remixes de ‘Loba’ e ‘Hips Don’t Lie’ que mandei para a empresária dela recentemente. Vou trazer uma roupagem brasileira para essas músicas que o público da Shakira adora.”
Papatinho se apresenta no Festival da Juventude em Volta Redonda
Foto: Secom/PMVR

Fonte: G1 Entretenimento

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Com Anitta e sucessos de rádio, The Weeknd transforma Morumbis em karaokê; veja como foi o show


The Weeknd durante show em SP
Guilherme Lucio da Rocha/g1
The Weeknd abriu sua sequência de shows no Morumbis nesta quinta-feia (30). E quem veio ao estádio assistiu a uma ótima apresentação de um dos melhores cantores da atualidade.
Durante cerca de 2h30, ele conduziu o público para um tour pelos seus 15 anos de carreira, apresentando músicas do seu álbum mais recente, “Hurry Up Tomorrow”, seus hits mais populares e algumas canções não tão populares, mas divertidas. O setlist contou com quase 40 faixas.
Com uma apresentação extremamente visual e com cara de filme de suspense e terror, The Weeknd conseguiu fazer geral cantar seu R&B de rádio como um karaokê.
Abel (nome de batismo do artista) subiu ao palco precisamente às 21h20 e iniciou o show com uma trinca do seu último trabalho. “Baptized in Fear”, “Open Hearts” e “Wake Me Up” foram um aquecimento para o primeiro grande hit da noite: “Starboy”.
Vídeos em alta no g1
The Weeknd é um dos artistas de maior sucesso nas plataformas de streaming. Como citado anteriormente, seus singles mais ouvidos estão na casa dos bilhões no Spotify. No Brasil, ele está presente além do online. Quem escuta rádio FM já ouviu uma ou outra canção dele.
E a apresentação no Morumbis variou muito entre as canções com as quais que nem todo mundo empolgava (caso de “Lost in Fire”) e hits absolutos (como “Save Your Tears”).
Presença de Anitta e ‘amigo Fim de Semana’
Responsável pelo pré, a cantora brasileira fez uma pá participação express durante a apresentação de The Weeknd. Ela cantou a sua parte no single da dupla, “São Paulo”.
Eles também apresentaram uma música inédita, “Rio”, que diferente de “São Paulo” não apresenta tantos elementos brasileiros. Seu início até soa um pouco como o brazilian phonk que virou alvo de virais no TikTok e Instagram.
A presença de Anitta no palco fez o público cantar “fim de semana! fim de semana”, em referência ao nome artístico da estrela da noite. Em tradução do inglês, “weekend” significa “fim de semana”.
Além beijinhos e corações para galera, ele também um modelo de óculos a Juliet, da Oakley, que ficou famoso em terras brasileiras graças aos funkeiros paulistanos.
Durante as versões encurtadas de “Out of Time” e “I Feel It Coming”, Abel foi para galera. Literalmente. Cantou uma parte da primeira canção com uma mulher da primeira fileira, saiu correndo e cumprimentando os fãs que se estapeavam na grade e agradeceu o carinho do público.
“Eu sinto que estou em casa quando estou em São Paulo”, disse.

Fonte: G1 Entretenimento

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Dá um CPF para ela: as vindas de Shakira ao Brasil


Dá um CPF para ela: as vindas de Shakira ao Brasil
Se a gente pudesse escolher um artista internacional para dar um CPF, Shakira entraria nessa briga. Há cerca de 30 anos, a colombiana é presença constante no país, tanto com turnês quanto apresentações emblemáticas, como a final da Copa do Mundo em 2014.
Antes de sua apresentação na Praia de Copacabana para “Todo Mundo no Rio”, o g1 vai relembrar algumas vindas da cantora ao país.
Em 1996, a cantora fez sua estreia no país com a turnê “Pies Descalzos”. Foram cerca de 40 shows, incluindo cidades fora do eixo Rio-São Paulo. O que chamou a atenção foi um show em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, com ingressos vendidos a R$ 5, durante uma exposição agropecuária.
Card que divulgava o show da cantora na época em Uberlândia
Divulgação
Ela voltou em 2011 com a “Sale El Sol Tour”, com shows em Porto Alegre, São Paulo e Brasília. Mas o destaque ficou mesmo com sua estreia no Rock in Rio no Brasil, com participação especial de Ivete Sangalo cantando “País Tropical”.
A colombiana não conseguiu ficar muito tempo longe do Brasil e retornou em 2014. Dessa vez não foi com nenhuma turnê, mas para o encerramento da Copa do Mundo. Ela dividiu o palco com Ivete Sangalo e Carlinhos Brown, cantando a música “La La La”, tema oficial do evento esportivo. Na época, ela ainda fez uma passagem pelo Fantástico.
Carlinhos Brown e Shakira cantam na festa de encerramento da Copa do Mundo
David Gray/Reuters
Shakira não deixou o Brasil de fora na turnê “El Dorado”, a sexta de sua carreira. Em 2018, ela se apresentou em São Paulo e em Porto Alegre.
Já em 2025, a colombiana voltou com “Las Mujeres Ya No Lloran World Tour”, com shows no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, e no Estádio do Morumbi, em São Paulo.
No dia 2 de maio, Shakira promete fazer uma das maiores apresentações de sua carreira, com megashow gratuito na Praia de Copacabana. Histórico para isso, aliás, não falta.
Shakira abre turnê “Las Mujeres Ya No Lloran” no Rio de Janeiro
Stephanie Rodrigues/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Zeca Pagodinho se confirma querido em todos os segmentos musicais ao fazer feats com Bruno & Marrone e Ivan Lins


Zeca Pagodinho (ao centro) faz feat com a dupla sertaneja Bruno & Marrone no single ‘De tanto eu amar você’
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Se existe um artista querido em todos os segmentos da música brasileira, esse artista é Zeca Pagodinho. Bamba do samba do Rio de Janeiro, o cantor e compositor carioca se confirma uma unanimidade nesta quinta-feira, 30 de abril, com os lançamentos coincidentes de dois singles em que Zeca é o artista convidado de dois expoentes de diferentes universos musicais.
Um dos singles, “De tanto eu amar você”, junta o cantor com a dupla sertaneja Bruno & Marrone na gravação de música inédita. O outro single, “Diplomação”, reúne Zeca com Ivan Lins, um dos maiores compositores da MPB.
“Diplomação” é a segunda amostra do ainda inédito álbum “Sambadouro”, no qual Ivan revisita sambas do cancioneiro autoral com a intenção de aproximá-los do universo dos pagodes das rodas e quintais do subúrbio carioca – território no qual Zeca Pagodinho é rei.
“Diplomação” é samba composto por Ivan Lins em parceria com Celso Viáfora, tendo sido lançado por Viáfora há 25 anos no álbum “Basta um tambor bater” (2001) em gravação feita com as participações do grupo MPB4 e do próprio Ivan.
Embora lançado em 2001, o samba “Diplomação” teve a primeira parte da melodia composta por Ivan em 1975, mas o registro dessa melodia inicial ficou escondido por décadas em fita cassete até o samba ser descoberto e finalizado por Ivan Lins com Celso Viáfora.
Ivan Lins (à esquerda) regrava o samba ‘Diplomação’ (2001) com Zeca Pagodinho para o ainda inédito álbum ‘Sambadouro’
Monica Ramalho / Divulgação Selo Sesc

Fonte: G1 Entretenimento