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Lollapalooza 2022 vai exigir uso de máscaras e comprovante de vacina com ao menos duas doses


Festival é nos dias 25, 26 e 27 de março, no Autódromo de Interlagos, em SP. Pabllo Vittar, Alok, Emicida, Gloria Groove, Fresno, Machine Gun Kelly, Alan Walker e Phoebe Bridgers tocam. O Lollapalooza 2022 vai exigir para entrada no Autódromo de Interlagos o uso de máscara e o comprovante de vacinação contra a Covid, com ao menos duas doses. A organização do festival divulgou um comunicado sobre as medidas sanitárias nesta quinta-feira (17).
O uso de máscaras será obrigatório dentro do autódromo, e a retirada só será permitida para o consumo de alimentos e bebidas. Veja o comunicado completo mais abaixo.
Foo Fighters, Strokes, Miley Cyrus, A$AP Rocky, Martin Garrix, Pabllo Vittar e Emicida são as principais atrações do Lollapalooza 2022.
Lollapalooza 2022: confira as principais atrações do festival
O festival acontece nos dias 25, 26 e 27 de março de 2022, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo (veja line-up no vídeo acima).
Os ingressos comprados para a nona edição, antes marcada para abril de 2020, continuam válidos. O festival foi remarcado três vezes por conta da Covid-19. Desde 2012, ele acontece em São Paulo em março ou abril.
INGRESSOS: como comprar e como trocar
SAUDADES? Relembre como foi o Lolla 2019
Leia o comunicado sobre as medidas sanitárias:
“A segurança dos fãs, dos artistas e do staff é a principal prioridade do Lollapalooza Brasil, por isso o festival tem uma equipe 100% dedicada em estabelecer os cuidados e em colocar em prática os protocolos necessários. Já é sabido que para acessar o Lollapalooza Brasil, o público precisará apresentar o comprovante de vacinação (físico ou virtual) com, no mínimo, duas doses da vacina contra a Covid-19. Também será obrigatório o uso de máscara dentro do Autódromo de Interlagos, sendo que a retirada só será permitida para o consumo de alimentos e de bebidas. Vale lembrar que o Lollapalooza Brasil está em contato constante com os órgãos oficiais de saúde e de segurança pública e seguirá as recomendações vigentes no momento de sua realização.”
Veja as principais atrações e o line-up completo mais abaixo:
Headliners: Foo Fighters, Strokes, Miley Cyrus, A$AP Rocky, Martin Garrix, Emicida, Pabllo Vittar
Cantoras do indie e pop em ascensão: Doja Cat, Phoebe Bridgers, Marina, Alessia Cara, Remi Wolf, Khelani
Trap e só rap mesmo: A$AP Rocky, Matuê, Jack Harlow, Djonga, Rashid, 070 Shake
Emo ou pop punk: Alexisonfire, Machine Gun Kellly, A Day to Remember, Fresno, jxdn
Super DJs: Alok, Alesso, Alan Walker, Chris Lake, Jetlag, Cat Dealers, Deorro, DJ Marky
Psicodelias: Black Pumas, King Gizzard & the Lizard Wizard, Caribou
Velharias roqueiras: Detonautas, Jane’s Addiction
Novo pop brasileiro: Gloria Groove, Silva, Jão, MC Tha, Jup do Bairro, Lagum, Edgar
Foo Fighters, Miley Cyrus e Strokes são atrações principais do Lollapalooza 2022
Divulgação
Programação completa do Lollapalooza Brasil 2022
25 de março, sexta-feira
The Strokes
Doja Cat
Machine Gun Kelly
Alan Walker
Chris Lake
Jack Harlow
LP
Marina
Turnstile
Caribou
The Wombats
Pabllo Vittar
Ashnikko
Matuê
070 Shake
Jetlag
VINNE
jxdn
Beowülf
Detonautas
Edgar
Meca
Barja
26 de março, sábado
Miley Cyrus
A$AP Rocky
A Day To Remember
Alok
Alexisonfire
Alessia Cara
Deorro
Emicida
King Gizzard & the Lizard Wizard
Remi Wolf
Silva
Jão
Boombox Cartel
Chemical Surf
Terno Rei
DJ Marky
Victor Lou
Clarice Falcão
Jup do Bairro
MC Tha
Ashibah
Fatnotronic
WC no Beat and Kevin o Chris + Haikaiss + PK + Felp 22 + MC TH + Hyperanhas
Lamparina
27 de março, domingo
Foo Fighters
Martin Garrix
Alesso
Jane’s Addiction
Black Pumas
Kaytranada
Phoebe Bridgers
Idles
Kehlani
Goldfish
Gloria Groove
Djonga
Cat Dealers
Rashid
Fresno
Evokings
Planta & Raiz
Lagum
Fancying
MALIFOO
menores atos
FractaLL x Rocksted
Marina Sena
Cartaz com o line-up do Lollapalooza 2022
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Maiara e Maraísa cancelam turnê ‘Festival das Patroas’, anunciada um mês antes da morte de Marília Mendonça


Assessoria da dupla confirmou o cancelamento das apresentações que as irmãs e informou: ‘Ainda há muito a se resolver sobre tudo que envolve Marília Mendonça’. Marília Mendonça e Maiara e Maraísa vestiram peças de Vitor Zerbinato na live das Patroas
Reprodução/YouTube
Maiara e Maraísa cancelaram oficialmente a turnê “Festival das Patroas”, que fariam ao lado da cantora Marília Mendonça. A informação foi confirmada ao g1 pela assessoria da dupla sertaneja.
Anunciada em outubro de 2021, o destino da turnê “Patroas” ficou indefinido desde a morte prematura de Marília, em novembro.
A primeira apresentação da turnê aconteceria em março de 2022, em Belo Horizonte, passando em seguida por Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.
“A Tour Festival Patroas, programada para iniciar, em março será cancelada. Ainda há muito a se resolver sobre tudo que envolve Marília Mendonça. Maiara & Maraísa por sua vez, ainda nutrem o desejo de um dia poderem realizar o sonho que construíram com a amiga”, informou a assessoria da dupla.
“Todas as pessoas que haviam adquirido seus ingressos para os shows que ocorreriam em Belo Horizonte, em 19 de março de 2022; no Rio de Janeiro, em 02 de abril de 2022; em São Paulo, dia 09 de abril de 2022; e em Brasília, em 28 de maio de 2022, serão reembolsadas do valor dos ingressos.”
Responsável por reembolsar o valor dos ingressos, a Live Nation Brasil também emitiu um comunicado sobre o cancelamento da turnê:
“A Live Nation Brasil e a Workshow vêm a público informar que o ‘Festival das Patroas’ está cancelado. Todas as pessoas que haviam adquirido seus ingressos para os shows que ocorreriam em Belo Horizonte, em 19 de março de 2022; no Rio de Janeiro, em 02 de abril de 2022; em São Paulo, dia 09 de abril de 2022; e em Brasília, em 28 de maio de 2022, serão reembolsadas do valor dos ingressos.”
História de amizade
Durante o lançamento da turnê, um mês antes de sua morte, Marília afirmou que o trio iria contar no palco a história de amizade entre elas e incentivar o apoio entre mulheres.
“Já conquistamos bastante coisa, mas o foco agora, o principal é mostrar a amizade”, afirmou Marília na época. “E como você pode estar ao lado de uma mulher, ou abaixo, acima de uma mulher, e mesmo assim você estar junto com ela o tempo todo.”
Vídeo: Relembre como foi o lançamento da turnê “Patroas”, um mês antes da morte de Marília Mendonça:
Marília Mendonça e Maiara e Maraisa levam projeto “As Patroas” para a estrada

Fonte: G1 Entretenimento

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Socorro Lira põe música na poesia de Ruth Guimarães no álbum ‘Noturno’


♪ Décimo quarto álbum da discografia de Socorro Lira, Noturno chega ao mundo neste mês de fevereiro de 2022 com músicas compostas pela artista paraibana – nascida em 1974 na cidade de Brejo da Cruz (PB) – a partir de poemas inéditos da escritora paulista Ruth Guimarães (13 de junho de 1920 – 21 de maio de 2014), primeira mulher negra a obter visibilidade nacional e reconhecimento no meio literário brasileiro.
Gravado ao vivo, com arranjos da contrabaixista Clara Bastos, integrante de banda que inclui Álvaro Couto no acordeom e André Rass na percussão, além de Giovani Matarazo no violão, o álbum Noturno – A poesia de Ruth Guimarães na música de Socorro Lira é o segundo dos dez títulos previstos no projeto fonográfico AvivaVoz.
No disco, Socorro Lira dá voz, cantando ou recitando, a Cinzas de prata, Sopre o vento, Soneto, Tenho os olhos molhados, Itinerário, Por que vais, Sentir-me, Sete chaves, Noturno e Ruth e Cesária na morna. A capa do álbum Noturno expõe aquarela criada pela artista plástica Bernardita Uhart.
Capa do álbum ‘Noturno –- A poesia de Ruth Guimarães na poesia de Socorro Lira’
Arte de Bernardita Uhart

Fonte: G1 Entretenimento

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Exposição em Paris mostra trabalhos visuais do autor de ‘O Pequeno Príncipe’


Habilidades de Antoine de Saint-Exupéry como ilustrador ficam claras na mostra. Francês escreveu um dos livros mais traduzidos do mundo. Exposição em Paris mostra trabalhos visuais do autor de ‘O Pequeno Príncipe’
Reuters/Benoit Tessier
Uma exposição de Paris está mostrando os manuscritos da obra “O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry pela primeira vez em sua terra natal, a França, ao lado de dezenas de gravuras que mostram os talentos do autor como ilustrador.
O manuscrito em língua francesa de “Le Petit Prince”, um dos livros mais amplamente traduzidos do mundo, é pertence à Biblioteca e Museu Morgan em Nova York, onde Saint-Exupery escreveu o livro em 1942. 
A mostra também inclui aquarelas e desenhos, assim como fotos e trechos de correspondências que mostram que Saint-Exupéry foi um artista gráfico sagaz, com um gosto especial por traços simples. 
“É tocante ver como Saint-Exupéry precisava desenhar para se expressar. Ele é conhecido como escritor e aviador, mas aqui também o descobrimos como ilustrador”, diz Anne Monier Vanryb, curadora do Museu de Artes Decorativas de Paris. 
Exposição em Paris mostra qe Antoine de Saint-Exupery, além de grande escritor, era excelente ilustrador
Reuters/Benoit Tessier
A exposição mostra rascunhos do pequeno príncipe com um cachorro, um periquito, e um caramujo, ao invés da personagem raposa da história, além dos desenhos originais dos personagens do livro. 
As cartas à sua mãe mostram Saint-Exupéry pedindo sua opinião sobre os desenhos, e expressando dúvidas sobre se eles seriam bons o bastante.
“Saint-Exupéry estava muito orgulhoso do fato de que a folha de rosto do livro especificava que as ilustrações eram do autor, já que sentia que era um feito ter conseguido ilustrar a obra ele mesmo”, diz Monier Vanryb. 

Fonte: G1 Entretenimento

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The Blonds fecha Semana de Moda de Nova York com desfile cintilante


Dupla de estilistas descreveu marca como extremamente exagerada, brilhante e perigosa. The Blonds fecha Semana de Moda de Nova York com desfile cintilante
Reuters/Caitlin Ochs
A dupla de estilistas The Blonds encerrou a Semana de Moda de Nova York na quarta-feira (16) com um desfile cintilante com roupas costuradas à mão cobertas de cristais, saltos brilhantes e joias.
A marca, que o codesigner Phillipe Blond descreveu como extremamente exagerada, brilhante e perigosa, encontrou inspiração em vampiros e Matrix para sua coleção outono 2022.
“Nós temos esse techno romântico, uma espécie de vibe Grace Jones”, disse Blond.
The Blonds encerrou Semana de Moda de Nova York com transparências
Reuters/Caitlin Ochs
A linha foi preenchida com uma estampa personalizada criada a partir de uma foto de um espartilho cravejado dos arquivos da marca.
Havia enfeites de cristal e peças bordadas nos vestidos, calças e macacões, e acessórios divertidos, incluindo luvas de dedo.
Phillipe e David Blond são conhecidos por criar momentos divertidos em seus desfiles. Nesta temporada, a coreógrafa Parris Goebel se apresentou na passarela, chicoteando uma longa trança ao redor dela.
Christian Louboutin forneceu os sapatos para o desfile.
VÍDEO: Veja tendências para 2022
Gótico, pérolas, goblincore: Semana Pop explica essas e outras tendências da moda em 2022

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Uncharted – Fora do mapa’ é ‘Indiana Jones’ genérico com heróis carismáticos; g1 já viu


Filme que estreia nesta quinta-feira (17) escapa da maldição de adaptações de games graças ao humor de Tom Holland e Mark Wahlberg, mas não passa da diversão básica. Nem todo filme precisa revolucionar o gênero. No caso de adaptações cinematográficas de games, muitas vezes basta superar a famigerada maldição, que estabelece que exemplares do tipo (quase) nunca são bem-sucedidos. Graças a uma dupla de protagonistas extremamente carismática, “Uncharted – Fora do mapa” escapa por pouco da triste tradição, mas também está longe de ser memorável.
A produção, que estreia nesta quinta-feira (17) nos cinemas brasileiros, se salva com os belos toques de humor oferecidos por Tom Holland (“Homem-Aranha: Sem volta para casa”) e o comicamente subestimado Mark Wahlberg (“Transformers: O Último Cavaleiro”) e as belas (e obrigatórias) cenas de ação.
Mas a história de caçadores de artefatos históricos com traições e reviravoltas, que até faz bem mirar na franquia “Indiana Jones”, não consegue passar o genérico, sem qualquer grande momento original. Pelo menos está mais para o divertido “A lenda do tesouro perdido” (2004) do que para o sonolento “Tomb Raider: A origem” (2018).
‘Uncharted: Fora do Mapa’ ganha primeiro trailer; ASSISTA
‘Uncharted’: A origem
Apostando na criação de uma nova franquia nos cinemas, “Fora do mapa” serve na verdade como uma história de origem dos personagens tão conhecidos na série de games.
A ideia é arriscada, mas, ao mesmo tempo em que apresenta uma narrativa pouco conhecida para os fãs dos jogos, pode conseguir atrair um novo público.
No filme, o protagonista de “Uncharted”, Nathan Drake (Holland), ainda é apenas um jovem órfão que sobrevive com pequenos roubos até ser recrutado por um caçador de tesouros experiente (Wahlberg).
Enquanto tenta descobrir se seu novo parceiro é digno de confiança e procura por um grande carregamento de ouro espanhol da época das grandes navegações, ele busca também pistas sobre o paradeiro de seu irmão.
Sophia Ali, Mark Wahlberg e Tom Holland em cena de ‘Uncharted – Fora do mapa’
Divulgação
Amigos para sempre
A história em si é pouco inspirada, mas serve bem como desculpa para grandes sequências de ação que, por mais que obrigatórias no gênero, são pelo menos muito bem construídas e montadas em cenários dos mais variados e belos.
Mesmo assim, são os carismas de Holland e Wahlberg os responsáveis por garantir que a adaptação se torne verdadeiramente divertida, ao ponto de poder almejar de fato um futuro como franquia nos cinemas – algo deixado claro pelo estúdio na cena pós-créditos.
Ao longo de todo o filme, “Uncharted” nunca supera aquela velha sensação de “já vi isso antes”, mas pelo menos arranca algumas risadas sinceras do público. Poderia ser melhor, mas, como inúmeras adaptações sem alma de games já mostraram nas últimas décadas (atenção, “Assassin’s Creed”), também poderia ser infinitamente pior.
Tom Holland e Mark Wahlberg em cena de ‘Uncharted: Fora do mapa’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Marina Sena diz que segundo álbum já está pronto


Cantora mineira virou sensação do ano passado com lançamento de ‘De Primeira’ e hit ‘Por Supuesto’. Ela canta no Lollapalooza no domingo (27). Marina Sena no clipe de ‘Cabelo’
Divulgação/Fernando Tomaz
Marina Sena afirmou, no podcast “Um Milkshake Chamado Wanda”, que o segundo álbum já está gravado.
A cantora mineira virou sensação pop com álbum de estreia “De Primeira” e com o sucesso do hit “Por Supuesto” no ano passado.
Ela canta no Lollapalooza no domingo (27), mesmo dia de Gloria Groove, Foo Fighters e Martin Garrix.
LINE-UP: Veja quem vai tocar no Lolla 2022
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“Eu já estava com vontade de lançar esse primeiro disco, porque eu já tava com vontade de lançar outro. Não aguento mais”, afirmou a cantora na entrevista.
“Eu já tenho um disco pronto, produzido né? Só falta finalizar”.
Questionada sobre os caminhos do segundo álbum, a cantora deu algumas pistas.
“A sonoridade muda um pouco, não a essência, mas o que você usa para comunicar com a sua geração, com o que está rolando. Tem menos violão, por exemplo, é um pouco além do que fui nesse disco, em termos de pop”.
“Continua pop, mas com outros elementos que são diferentes do “De Primeira”, finaliza.
Conheça a história de Marina Sena no podcast g1 ouviu:

Fonte: G1 Entretenimento

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Álbum que consagrou Daniela Mercury em 1992 é dissecado em livro que aponta o branqueamento da axé music


O jornalista Luciano Matos mostra como o sucesso fenomenal do disco ‘O canto da cidade’, há 30 anos, fez o mercado priorizar a música da Bahia mais pop e distanciada da matriz negra e política dos blocos afros. Capa do livro ‘O canto da cidade – Da matriz afro-baiana à axé music de Daniela Mercury’, de Luciano Matos
Divulgação
Resenha de livro (e-book)
Título: O canto da cidade – Da matriz afro-baiana à axé music de Daniela Mercury
Autor: Luciano Matos
Edição: Edições Sesc
Cotação: * * * * *
♪ Somente quem viveu no Brasil em 1992 pode dimensionar a explosão nacional de Daniela Mercury a partir do lançamento, em 20 de setembro daquele ano, do segundo álbum da artista baiana, O canto da cidade, gravado com produção musical de Liminha e editado pela gravadora Sony Music.
Quarto título da Coleção Discos da Música Brasileira, organizada pelo jornalista Lauro Lisboa Garcia para o Sesc de São Paulo, o livro O canto da cidade – Da matriz afro-baiana à axé music de Daniela Mercury investiga a criação e o fenômeno cultural e midiático provocado por esse álbum que, há 30 anos, catapultou a cantora e compositora soteropolitana ao estrelato.
Jornalista e produtor cultural baiano também nascido em Salvador (BA), o autor Luciano Matos apresenta consistente trabalho de reportagem que, além de historiar a trajetória da artista e de dissecar o processo de gravação do disco O canto da cidade, expõe as influências e as consequências do sucesso avassalador do álbum, apontando sobretudo o movimento de branqueamento da axé music, rótulo mercadológico dado à festiva música afro-pop-baiana produzida a partir dos anos 1980 na Bahia preta, precisamente em Salvador (BA), originalmente com base e ênfase no som percussivo dos blocos afro.
Reflexo do racismo entranhado na sociedade brasileira, esse movimento tirou o protagonismo das cantoras negras e dos próprios blocos afros – como o Ilê Aiyê, Olodum (matriz do samba-reggae) e Muzenza – cujos repertórios iniciais ajudaram a projetar vozes como a de Margareth Menezes.
Todos os nomes entrevistados por Luciano Matos para o livro – músicos, compositores, produtores musicais, executivos da indústria fonográfica e empresários – são unânimes em destacar o engajamento real de Daniela Mercury na causa do povo negro da Bahia e a valorização sincera dos blocos afros pela artista.
Ainda assim, à revelia da cantora, o estouro do álbum O canto da cidade fez as gravadoras correrem atrás de outras cantoras e bandas que, diluindo a matriz negra da axé music, tornaram o gênero mais rentável e palatável para um público branco que consumiu avidamente músicas e discos que investiam nas levadas contagiantes do axé, mas com letras mais triviais, genéricas, escritas sem o compromisso com as questões políticas e sociais negras que norteavam a produção dos repertórios matriciais dos blocos afros.
Ao analisar brevemente as discografias de Ara Ketu e Olodum, Matos ressalta que estes grupos também adotaram sonoridade mais pop nos anos 1990, sobretudo quando a axé music se tornou o ritmo do momento, a reboque dos milhões de álbuns (ao vivo) vendidos por artistas como Netinho e Banda Eva, que, não por acaso, debutou em disco com a voz de Ivete Sangalo em 1993, um ano após o disco consagrador de Daniela.
Os efeitos musicais e mercadológicos do álbum O canto da cidade são expostos por Luciano Matos nos dois capítulos finais do livro, Embranquecimento da axé music e A influência.
Antes, o autor apresenta narrativa – entrecortada por trechos da entrevista concedida pela própria Daniela Mercury ao autor – que parte do histórico show feito pela cantora no vão do Masp da cidade de São Paulo (SP), no inicio da tarde de 5 de junho de 1992, para contar a história do disco.
Ao lembrar que Daniela parou literalmente o trânsito da Avenida Paulista em show que teve que ser interrompido para garantir a integridade da estrutura arquitetônica do Museu de Arte de São Paulo e sobretudo a segurança da multidão que pulava alucinadamente ao som do repertório da artista, Luciano Matos esclarece que, ao contrário do que normalmente se afirma, Daniela já tinha assinado contrato com a gravadora Sony Music antes da apresentação paulistana de efeito catártico.
Capa do disco ‘O canto da cidade’, de Daniela Mercury, com o fundo branco exigido por um ‘santo’ fake
Marcelo Faustini
Ao descortinar os bastidores do estúdio baiano WR e do estúdio carioca Nas Nuvens, onde o álbum foi gravado em julho de 1992 sob a batuta do produtor musical Liminha, o autor consegue prender o leitor por encadear informações que traçam bom painel de como se faz um disco sob o olhar controlador de diretores de gravadoras multinacionais.
Fica claro no livro que o então presidente da Sony Music, Roberto Augusto, queria um som mais pop, menos percussivo, menos soteropolitano, menos afro.
Contudo, a sintonia entre Daniela, o diretor artístico Marcos Kilzer (avalista do som e das intenções da cantora), o habilidoso empresário da artista – Jorge Sampaio, peça fundamental no tabuleiro da baiana que culminou com o xeque-mate dado pelo álbum e o show O canto da cidade no mercado – e o produtor musical Liminha contornaram a resistência inicial do presidente da companhia fonográfica, da gravação até a feitura da capa do disco.
A propósito, o fundo branco que suavizou a imagem da capa – originalmente mais poluída – somente foi aceito por Roberto Augusto com o argumento fake de que era exigência do “santo”.
Artista que alia o canto à arte da dança, Daniela Mercury alinhavou o repertório já com o pensamento nos movimentos que faria no palco ao longo do show que arrastou multidões pelo Brasil entre 1992 e 1993.
A propósito, o livro destaca bem a postura assertiva da artista no estúdio ao longo do processo de formatação das 12 músicas do álbum O canto da cidade. Sem delegar todos os poderes ao produtor musical Liminha (exaltado no livro pelo apurado conhecimento técnico da engrenagem dos estúdios), a cantora se mostrou incansável na busca por timbres e arranjos que dessem ao disco um sotaque pop e universal mas que, ao mesmo tempo, mantivessem a força percussiva do som da Bahia.
Nesse campo percussivo, a contribuição do percussionista argentino Ramiro Musotto (1963 – 2009) – nome a partir de então recorrente na discografia de Daniela – é ressaltada como fundamental para que o álbum O canto da cidade mantivesse o calor da música percussiva de Salvador, sobretudo na formatação de O mais belo dos belos, medley que agregou habilmente dois sambas-reggaes em tributo ao bloco afro-baiano Ilê Aiyê, A verdade do Ilê (Guiguio) e O charme da liberdade (Valter Farias e Adailton Poesia).
No detalhista faixa-a-faixa que ocupa o quinto dos oito capítulos do livro, Luciano Matos mostra como a mudança na letra da música-título O canto da cidade – composição que tinha sido oferecida (em vão) pelo autor Tote Gira ao cantor Durval Lelys antes de chegar a Daniela através do empresário Jorginho Sampaio – acabou se ajustando a ideia de disco som mais pop e universal.
Daniela reescreveu parte dos versos da segunda estrofe e da ponte – suprimindo palavras e expressões como “tom da pele”, “Pelô” , “Salvador” e “tambor” – para deixar a música com tom menos local. Todas as mudanças foram feitas com o devido consentimento de Tote Gira.
Página do livro que mostra a letra original e a letra modificada da música ‘O canto da cidade’
Reprodução
Em depoimento para o livro, que reproduz a letra original e a letra modificada na página 144, o compositor se revela sem ressentimento ao refletir de forma mais crítica sobre o consentimento dado há 30 anos. “Para mim, foi um processo de embranquecimento da canção. Na época, não havia ainda um despertar meu em relação a isso, mas tudo bem, ainda sou da linguagem ‘é melhor comer caviar junto do que merda sozinho’. Sou uma pessoa aberta, acho que a música é livre, tem que ser aberta mesmo, qualquer coisa que venha acrescentar”, avalia Tote Gira.
Se não houve embate com o compositor, houve queda de braço com a gravadora. A diretoria da Sony Music queria que o primeiro single promocional do álbum fosse Rosa negra, música de Jorge Xaréu, compositor do Muzenza, bloco afro surgido em 1982, em Salvador (BA), para celebrar a memória e o reggae de Bob Marley (1945 – 1981).
Daniela Mercury bateu o pé que a então chamada “música de trabalho” deveria ser a faixa-título O canto da cidade, lançada na rádios do nordeste do Brasil por insistência da cantora.
O resto é uma consequência que Luciano Matos expõe com maestria na narrativa em O canto da cidade – Da matriz afro-baiana à axé music de Daniela Mercury, livro fundamental para quem se interessa não somente pela cantora e pela música da Bahia, mas também pela engrenagem pop que produz – mesmo sem expectativa ou de forma inicialmente inconsciente – fenômenos culturais e midiáticos que acabam mudando o curso da história.

Fonte: G1 Entretenimento

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Michael Kors celebra volta da vida noturna de NY com coleção Outono/Inverno


‘O casaco que você veste é realmente o seu show de moda nas ruas’, disse Kors. Modelo apresenta criação do estilista Michael Kors durante Semana de Moda de Nova York
Reuters/Caitlin Ochs
O estilista Michael Kors transformou sua inspiração na noite de Nova York em realidade em seu desfile nas passarelas da Semana da Moda de Nova York nesta terça-feira (15).
Ao dominar a casa de espetáculos Terminal 5, Kors, de 62 anos, afirmou que sua coleção Outono/Inverno 2022 é inspirada na retomada das atividades noturnas e diurnas após a quarentena.
A fila de peças estava cheia de casacos de impacto combinados com peças provocativas na parte debaixo.
“Para mim, tem a ver com esse tipo de esconde e revela”, disse Kors. “Então vamos ver hoje à noite uma série de casacos e jaquetas impactantes, pois eu acredito que, em uma cidade, esse pode ser o seu cartão de visitas.”
Kors descreveu os casacos como “de alta octanagem” apresentando tons que vão do laranja brilhante ao rosa elétrico, e casacos de tricô de lã até os casacos chocolate de pele falsa de crocodilo.
Michael Kors posa no final do desfile de sua marca na Semana de Moda de Nova York
Reuters/Caitlin Ochs
“O casaco que você veste é realmente o seu show de moda nas ruas”, disse Kors. “Então quando você chega, seja na casa de alguém para jantar, ou em um restaurante, aí vem a revelação”, disse.
Miguel, artista americano vencedor do Grammy, ficou responsável pela trilha sonora para o espetáculo, apresentando sucessos seus como “Pineapple Skies”, e o clássico “Raspberry Beret”, de Prince.
VÍDEO: Veja tendências para 2022
Gótico, pérolas, goblincore: Semana Pop explica essas e outras tendências da moda em 2022

Fonte: G1 Entretenimento

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Manuscrito de ‘O Pequeno Príncipe’ é exposto na França pela primeira vez


Museu de Artes Decorativas de Paris abre mostra dedicada a Antoine de Saint-Exupéry. Exibição sobre obra “O Pequeno Príncipe” no Museu de Artes Decorativas em Paris
REUTERS/Benoit Tessier
A França exibirá, pela primeira vez, o manuscrito de “O Pequeno Príncipe”, em uma mostra dedicada a seu criador, Antoine de Saint-Exupéry, a partir de quinta-feira (17) no Museu de Artes Decorativas de Paris.
A exposição “Encontro com o Pequeno Príncipe”, que estará aberta até 26 de junho, é formada por diversos objetos do escritor e aviador.
O conto foi escrito em 1942 nos Estados Unidos, em Nova York e em Asharoken, uma cidade costeira de Long Island (nordeste).
Quando, em abril de 1943, Saint-Exupéry deixou os Estados Unidos para combater as tropas nazistas, deu o manuscrito à sua companheira, a jornalista Sylvia Hamilton, que o vendeu à Morgan Library & Museum de Nova York 25 anos depois.
Esse museu emprestou algumas das folhas mais importantes desse tesouro literário, incluindo as aquarelas originais, pintadas pelo próprio Saint-Exupéry, que representam o asteroide do Pequeno Príncipe – que é a capa do livro – e outra na qual o Pequeno Príncipe aparece com seu longo casaco vermelho.
A mostra capta toda a profundidade da inspiração que levou a esta obra-prima, desde a infância de Saint-Exupéry e uma carta escrita para aquela que mais tarde seria sua esposa, Consuelo, em 1930, na qual ele menciona “um menino que descobriu um tesouro” e “tornou-se melancólico”, até os esboços em que moldou o herói.
O aviador, desaparecido durante uma missão no mar Mediterrâneo em julho de 1944, não viveu para ver o sucesso planetário de sua obra.
Mas, no fim de sua vida, na qual o livro havia sido editado apenas nos Estados Unidos, em inglês e francês, “a personagem e o autor acabaram se confundindo”, explicou a curadora da exposição, Anne Monier-Vanryb.

Fonte: G1 Entretenimento