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Olhar de Jade Picon para abraço de Arthur Aguiar e Paulo André no ‘BBB22’ vira inspiração para mangá


‘Juro que foi assim que eu vi na hora’, escreveu cartunista Israel Guedes ao compartilhar desenho. Olhar de Jade Picon para abraço de Arthur Aguiar e Paulo André no ‘BBB22’ vira inspiração para mangá
Reprodução/Twitter/Israel Guedes
O olhar de Jade Picon para o abraço de Paulo André, seu affair no “BBB22”, em Arthur Aguiar após o resultado do paredão desta terça-feira (15), virou inspiração para a arte de Israel Guedes, o Izu.
O cartunista transformou o momento em mangá e compartilhou o resultado nas redes sociais.
“Juro que foi assim que eu vi na hora”, escreveu Izu ao mostrar o resultado no Twitter.
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O registro gráfico foi feito com base na imagem registrada logo após a saída de Bárbara do reality show. A participante recebeu 86,02% dos votos no Paredão contra Natália e Arthur, que havia sido indicado pela segunda vez para a berlinda por Jade.
Mesmo rodeada das amigas, Jade ficou atenta ao abraço de seu affair em Arthur, que é seu grande rival no jogo. E a cena logo virou meme nas redes.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Brasileiro ‘Manhã de Domingo’, de Bruno Ribeiro, leva Urso de Prata no Festival de Berlim


Equipe do longa realizou campanha para financiamento coletivo para poder pagar custos de viagem para o festival. Longa ‘Alcarràs’ foi o grande vencedor da Berlinale 2022. Bruno Ribeiro, roteirita e diretor do curta “Manhã de Domingo”, no Festival de Berlim
Reprodução/Instagram
O brasileiro “Manhã de Domingo”, de Bruno Ribeiro, venceu o prêmio Urso de Prata de Melhor Curta-metragem do Júri Internacional na 72ª edição do Festival de Berlim. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (16), dia de encerramento do festival.
Segundo o júri internacional, “o filme se movimenta da ansiedade de uma performance musical para a experiência de aceitar um momento de perda. O drama vem de momentos sutis vivenciados pela protagonista, tanto na realidade quanto em suas lembranças imaginárias. Com um domínio extraordinário sobre a imagem cinematográfica, Bruno Ribeiro pinta o retrato de um artista que enfrenta a perda enquanto luta entre o medo e o desejo de vencer.”
Bruno Ribeiro, que é roteirita e diretor do filme, esteve presente na premiação junto a Laís Diel (produtora executiva) e Raquel Paixão (atriz). Mas antes do embarque, o trio divulgou um financiamento coletivo para poder arrecadar recursos para a viagem.
Em seu discurso na premiação, Bruno dedicou o prêmio para sua mãe, que faleceu durante a pandemia. “Ela foi a mulher que me deu todo apoio em meu sonho de fazer cinema.”
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Antes da estreia do filme no Berlinale, Bruno falou sobre sua ansiedade em ver o curta sendo exibido no festival.
“‘Tenho nem roupa pra isso’ enfim chegou pra mim. Meu novo filme, ‘Manhã de Domingo’, fará sua estreia internacional na competição oficial de curtas-metragens da 72ª edição do Festival de Berlim. Eu tento manter a pose, mas por dentro o Bruno adolescente que matava aula pra pegar sessão de R$ 5 no cinema e que ficava escrevendo roteiros pra filmar com os amigos tá vibrando alucinado.”
“Agradeço à equipe que sonhou junto comigo e, em especial, à minha mãe, que por um daqueles infortúnios da vida não pode estar aqui agora pra celebrar comigo. Ela sempre incentivou meus sonhos, por mais deslocados da realidade que eles fossem. Talvez ela já tivesse entendido (ela sempre foi muito esperta) que quando não permitimos o sonho invadir a realidade, a vida fica chata pra caralho.”
Leia também: Festival de Cinema de Berlim volta às sessões presenciais com menos política e mais amor
72ª Berlinale
A 72ª Berlinale, que este ano voltou a ser presencial após uma edição on-line no ano passado, foi dominada pelas mulheres.
O Urso de Ouro ao melhor filme do Festival Internacional de Cinema de Berlim 2022 foi para o espanhol “Alcarràs”. Dirigido por Carla Simón, o longa-metragem retrata a última colheita de uma família de agricultores catalães.
Segundo a agência AFP, “Alcarrás” foi rodado com atores amadores, todos agricultores da região onde a história se passa, na província de Lérida. Esta é a segunda vez que Simón, de 35 anos, é premiada na Berlinale.
Simón ganhou em 2017 o prêmio de melhor primeiro filme em Berlim com “Verão 1993”, novamente rodado em um ambiente rural, com tons autobiográficos.

Fonte: G1 Entretenimento

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Cafeteria oferece expresso, comidinhas e… carinho nos gatinhos. Febre no Japão, os “Gato Cafés” começam a se espalhar pelo Brasil


Podcast ‘Bichos na Escuta’ conheceu a história e clientes de estabelecimento no Rio, que conquista pelo chamego dos seus frequentadores de quatro patas. Poderia ser uma cafeteria como qualquer outra: decoração moderna, poltronas confortáveis, cheirinho aconchegante de café fresco… Mas um tipo de estabelecimento que é febre no Japão foi importado para quem tem uma segunda – ou primeira – paixão junto do café: gatos! O “cat café” é um tipo de cafeteria que já existe no Brasil, oferecendo muito mais do que as bebidas quentes e comidinhas: tem o carinho nos bichanos e muitas histórias divertidas de quem ama esses felinos! Ouça o podcast completo no player acima.
“Cat Café” é uma cafeteria que abriga felinos
Reprodução/Instagram Gato Café
Uma dessas histórias é da Paula. Ela é frequentadora do Cat Café, que fica em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro. Nos intervalos do trabalho, ela vai até o local para tomar um cafezinho e afagar os bichinhos – não necessariamente nessa ordem.
Você não pode pegar os gatos no colo, porque isso pode estressar eles. Mas se o gato subir no seu colo por vontade própria, aí não tem problema nenhum. E quando isso acontece, aí sei que vou passar um bom tempo lá, porque não vou embora até ele sair!
A veterinária Rita Ericson, consultora do podcast Bichos na Escuta, conta que a relação dos gatos com os humanos varia muito de acordo com a personalidade de cada indivíduo. Considerando gatos mais ariscos ou desconfiados, a interação com humanos à distância pode ser mais confortável, enquanto eles preferem brincar simulando a caça, com brinquedos, ou se aconchegar em poltronas e almofadas.
“Contanto que o gato tenha a libertade de não interagir, se não quiser, é uma maravilha”, acrescenta Rita.
Loja da Gato Café em Botafogo, Zona Sul do Rio de Janeiro
Reprodução/Instagram Gato Café
Ouça outros episódios de ‘Bichos na Escuta’:
PRIMEIROS SOCORROS: o que fazer em caso de acidente com animais
ADESTRAMENTO DE GATOS: aprenda truques e dicas práticas
VOZES DE PET: conheça os dubladores que fazem sucesso nas redes sociais
LUTO: como lidar com a morte de um pet
VIAGEM DE AVIÃO: ouça dicas de como transportá-lo
ALIMENTAÇÃO NATURAL OU RAÇÃO: descubra as vantagens de cada tipo de comida
GATOS OU CACHORROS: entenda vantagens e diferenças de cada pet
CHAMA OS CACHORROS: descubra os bastidores dos pets de Ana Maria Braga
ADOÇÃO NA PANDEMIA: ouça dicas em novo podcast para apaixonados por pets
PETS EM CONDOMÍNIO: quais as regras para boa convivência
A visita ao Gato Café, apesar de parecer um programa tranquilo, já se transformou em algumas aventuras para Paula. Se ao entrar na cafeteria ela imaginou que só iria relaxar com uns gatinhos, ela já chegou a presenciar um pedido de casamento no local, sair de lá com uma tatuagem e até mesmo ver seus amigos felinos irem embora da cafeteria… Mas por um bom motivo! Todos os animais abrigados no Cat Café estão disponíveis para adoção. Ela própria só não levou um porque já tem gatos. Aliás, alguns gatos: George, Paul, Bara, Amy, Whitney e Tina. Pegou as referências? Todos batizados em homenagem a grandes músicos, cantores e cantoras!
A dona do estabelecimento, Giovana, conta que resolveu importar a ideia do Japão, após uma viagem ao país. Ela largou toda sua carreira como arquiteta para se dedicar ao gatos e cafés. E, pelo andar do negócio, não vai largar os dois tão cedo: Cat Café já inaugurou uma segunda loja no Rio, na Barra da Tijuca.
“Foi em 2019, quando parei pra fazer carinho em um gatinho de estacionamento. Ele virou a barriga pra cima, depois ficou me seguindo. Pensei que aquilo era um sinal,” revela Giovana.
Os gatos do Gato Café estão todos disponíveis para adoção
Reprodução/Instagram Gato Café
Na loja original em Botafogo, além dos expressos, coados e da gataria há também aulas de ioga. O que tudo isso tem a ver? Gatos, é claro. Praticado possivelmente desde sempre, mas com registros recentes que indicam meados dos anos 2000 como o surgimento do “Cat Yoga” no Japão, a modalidade da meditação com gatos também se espalhou do mundo após sair da Terra do Sol Nascente – um lugar com amor distinto pelos gatos.
No Gato Café, é possível praticar “Cat Yoga”
Reprodução/Instagram Gato Café
OUÇA AGORA O EPISÓDIO COMPLETO:
O podcast ‘Bichos Na Escuta’ está disponível no G1, no Globoplay, no Deezer, no Spotify, no Google Podcasts, no Apple Podcasts, na Amazon Music ou no seu aplicativo favorito. Siga, assine e curta o ‘Bichos na Escuta’ na sua plataforma preferida. Toda quinta-feira tem episódio novo.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Licorice pizza’ não vai ganhar o Oscar de melhor filme e o azar é do Oscar; g1 já viu


Filme sobre paixão adolescente é o mais leve e acessível da obra de Paul Thomas Anderson, um dos melhores cineastas de sua geração, mas tem poucas chances de vencer na categoria principal. Entre todos os indicados ao Oscar 2022 de melhor filme já lançados no Brasil, “Licorice pizza” só não é melhor – objetivamente – que “Ataque dos cães”. Mesmo assim, a premiação ganharia muito mais ao escolher a produção dirigida por Paul Thomas Anderson (“Trama fantasma”), que chega aos cinemas nesta quinta-feira (17).
Primeiro, e mais importante, pois se trata da história mais leve, pop e acessível entre aquelas criadas por um dos melhores cineastas de todos os tempos – PTA nunca errou, mas sua obra flutua mais entre absurdos cômicos densos (“Magnólia”) e dramas carregados (“Sangue Negro”).
Segundo pois ajudaria a reparar o grave erro da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, ao esquecer das merecidas indicações aos dois protagonistas, Cooper Hoffman (filho de Philip Seymour Hoffman) e Alana Haim (do trio de irmãs cantoras Haim).
Em sua estreia em longas-metragens, a jovem dupla forma um dos casais mais adoráveis dos últimos anos e, com um carisma sem tamanho, deve deixar o público com rosto dolorido após sorrir ao longo das duas horas e 13 minutos de duração do filme.
Assista ao Trailer de “Licorice Pizza”
Insegurança sedutora
Com roteiro assinado pelo diretor, “Licorice pizza” é daqueles filmes quase sem enredo, mais interessado nos personagens e em suas relações do que em grandes desenvolvimentos dramáticos.
A ideia pode até surpreender quem acompanha a carreira do cineasta, indicado outras vezes ao Oscar por cinco filmes diferentes.
Esqueça as obsessões dos personagens marcantes de Daniel Day-Lewis ou as tramas interligadas de “Magnólia” (1999) ou “Boogie Nights” (1997).
Dessa vez, PTA quer apenas mostrar uma fotografia colorida de uma paixão naquela época em que tudo parece possível e perdido ao mesmo tempo.
Passada nos arredores da Hollywood dos anos 1970, a história acompanha a relação de um garoto de 15 anos – a mistura perfeita entre adolescente empreendedor inventivo com trambiqueiro malandro – e uma jovem dez anos mais velha e um tanto perdida na vida.
Falando assim, dá para entender quem achar que ele é centro do enredo, mas é Alana (por acaso, a cantora empresta o nome à personagem, assim como suas irmãs, que interpretam, você adivinhou, as irmãs da protagonista) quem carrega a trama.
Bradley Cooper, Cooper Hoffman e Alana Haim em cena de ‘Licorice pizza’
Divulgação
Sempre em busca de seu próximo negócio, com graus variados de sucesso (ele vai de ator mirim a dono de uma loja de colchões de água), o garoto tem pouco tempo para incertezas.
Tamanha confiança, o principal motivo para manter a moça ao redor de alguém tão mais novo, também afasta um pouco o olhar do diretor/roteirista e até do público, ironicamente.
Nas mãos de PTA, as inseguranças de Alana, em contraste com seu magnetismo, dão ao filme seu grande charme.
Acompanhar as idas e vindas da dupla, com todas as suas apostas, prepotências e enganos semi-inocentes é um prazer quase inexplicável, que deve aquecer até os corações mais duros com sentimentos de nostalgia – nos quais ter vivido nos anos 1970 é mero detalhe.
Seann Penn e Alana Haim em cena de ‘Licorice pizza’
Divulgação
Chances pelo Oscar
Aos 18 anos, Hoffman mostra que herdou o carisma sem limites do pai, que morreu em 2014. Sem ele, o jovem Gary facilmente soaria arrogante ou até forçado, mas graças ao ator se torna alguém real.
Uma indicação ao Oscar não seria um absurdo, mas dá para entender sua ausência com tantos atores de primeiro escalão na categoria.
Por outro lado, entre as atrizes a disputa também é intensa, com nomes como Olivia Colman e Nicole Kidman, mas Alana merecia demais estar ali – muito mais do que a “esnobada” Lady Gaga.
Em um ano sem tantas grandes produções brigando pelos prêmios principais, “Licorice pizza” poderia sonhar com mais do que suas três indicações (filme, direção e roteiro original).
Infelizmente, quando a cerimônia terminar, são grandes as chances de que PTA saia mais uma vez de mãos abanando. Azar do Oscar. Um dos maiores cineastas de sua geração há muito não precisa desse tipo de aprovação.

Fonte: G1 Entretenimento

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Sandra Brecheret lembra como era ser uma criança no meio dos modernistas

Filha do artista Victor Brecheret, um dos dois escultores que participaram da Semana de Arte Moderna, era afilhada de Menotti del Picchia e ouviu as histórias sobre a Semana de 22 na sala de jantar. VÍDEO faz parte de série de entrevistas com herdeiros dos modernistas. Sandra Brecheret: criança entre modernistas
Sandra Brecheret, herdeira de Victor Brecheret, conta histórias que ouviu ou presenciou dos modernistas que frequentaram a casa dela até a morte do pai, em 1955. Ela lembra que Victor Brecheret tinha um ateliê em casa, cantarolava enquanto esculpia e, naquela época, dizia que o Brasil era o país do futuro. Veja a entrevista no vídeo acima.
Essa entrevista para a GloboNews é a primeira de uma série de conversas publicadas pelo g1 com os herdeiros de artistas da Semana de Arte Moderna, que completa 100 anos.
“Ele tinha muito orgulho de fazer parte deste circuito de gente que estava trabalhando, que estava se amando, que estava se odiando, que estava vivendo, mas que era brasileiro”, conta Sandra.
Victor Brecheret era artista desde criança. Nasceu Vittorio, em uma família pobre na cidade de Farnese, na Itália. Perdeu a mãe quando era criança e foi abrigado pelo tio, Enrico Nanni, que se mudou para o Brasil. O italianinho tinha dez anos quando chegou a São Paulo.
Oito anos depois, em 1912, Brecheret seguia o que estava escrito no seu destino: começou a estudar desenho, modelagem e entalhe em madeira no Liceu de Artes e Ofícios.
No ano seguinte, foi para Roma estudar arte, onde ficou até 1919. Na Europa, foi influenciado pela estética dos pós-impressionistas.
Quando voltou a São Paulo, aos 25 anos, impregnado de ideias de vanguarda, seu ateliê no Palácio das Artes começou a chamar a atenção de um grupo de artistas que estava querendo revolucionar a arte brasileira: Di Cavalcanti, Helios Seelinger, Menotti del Picchia, Mário de Andrade e Oswald de Andrade
“Alguém, não me lembro quem, se foi Mário de Andrade ou se foi Menotti, chamou a atenção: ‘Olha tem um escultor bamba lá no Palácio das Indústrias, vamos visitá-lo.’ E foram todos. Um por um”, conta a herdeira de Brecheret.
Os primeiros contatos entre o escultor ítalo-brasileiro e os jovens vanguardistas foram em janeiro de 1920, época em que Mário de Andrade se apaixonou pela escultura “Cabeça de Cristo”, algumas vezes chamada de “Cristo de Trancinhas”.
O escritor chegou a fazer empréstimos para comprar a obra de Brecheret, que hoje faz parte do seu acervo no Instituto de Estudos Brasileiros, IEB/USP. A ousadia da escultura inspirou Mário de Andrade a fazer uma das obras mais conhecidos do Modernismo: Paulicéia Desvairada.
Em 1921, Victor Brecheret volta para a Europa. Ganha uma bolsa de estudos em Paris. Mas, antes, os vanguardistas escolheram 13 esculturas que fariam parte da exposição no saguão do Theatro Municipal.
“Deixou 13 obras que foram consideradas por Menotti e Mário de Andrade, e outros, o estopim da semana de arte moderna”, diz a filha do escultor.
Sandra Brecheret nasceu 24 anos depois da Semana de Arte Moderna e hoje é presidente da Fundação Escultor Victor Brecheret, em São Paulo. Nas lembranças de infância, surgem os jantares que a mãe dava para os Modernistas e as histórias do padrinho, Menotti del Picchia. E, ainda, algo peculiar sobre a Tarsila do Amaral.
“Nós fomos visitá-la depois que ela perdeu a filha e a neta. Eu me lembro de uma característica muito interessante: a casa, era uma casa antiga cercada de flores, que chamam Dama da Noite. Eu não posso sentir esse cheiro, esse perfume que eu me lembro dela. Eu era pequenininha”, revela Sandra Brecheret.
Depois da Semana de 22, Victor Brecheret se tornou um escultor consagrado.
Em 1950, foi convidado para a Bienal de Veneza. No ano seguinte, recebeu o primeiro Prêmio de Escultura na 1ª Bienal de São Paulo.
O curioso é que a sua obra mais extraordinária leva quase uma vida para ser concluída. O “Monumento às Bandeiras”, em São Paulo, começou a ser desenhada em 1920 e foi finalizado em 1953.
A gigantesca escultura é composta por 240 blocos de granito − com cerca de 50 toneladas cada − tem 12 metros de altura, 50 metros de extensão e 15 metros de largura.
“O Monumento às Bandeiras é uma consequência até filosófica dele. É uma consequência de que ele achava extraordinário – ele mesmo falava essa palavra – extraordinário que num país tão grande pudessem conviver todos juntos, dentro de conflitos e tudo, mas que fosse um país que caminhava pra frente”, conclui Sandra Brecheret.

Fonte: G1 Entretenimento

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Artista iraniano cria esculturas de lã para retratar fragilidade da vida


Salman Khoshroo, baseado em Londres, também faz obras com materiais como espuma e silicone. As esculturas de lã de Khoshroo
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Salman Khoshroo, artista iraniano baseado em Londres, usou a pandemia como inspiração para criar esculturas.
Usando lá como material, Khoshroo faz retratos com o intuito de destacar a fragilidade da vida.
Tecer vários rostos serviram como alento na pandemia e o ajudou a superar sua experiência ao contrair a Covid-19. Um dos projetos de Salman Khoshroo foi um autorretrato.
Salman Khoshroo é conhecido por experimentar vários tipos de materiais em suas obras. Entre eles, além da lã, estão tinta a óleo, silicone e espuma.
Salman Khoshroo, artista iraniano, cria esculturas de lã para retratar fragilidade da vida
Reprodução/Instagram
Salman Khoshroo, artista iraniano, cria esculturas de lã para retratar fragilidade da vida. Na foto, artista posa com seu autorretrato
Reprodução/Instagram
Salman Khoshroo, artista iraniano, cria esculturas de lã para retratar fragilidade da vida. Na foto, artista posa com seu autorretrato
Reprodução/Instagram

Fonte: G1 Entretenimento

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Bala Desejo surge como grande novidade da MPB ao celebrar carnavais passados e futuros


Quarteto formado por músicos cariocas entrega disco orquestrado com frescor de gente jovem, cheio de referências dos anos 70 para “dançar, brilhar e pular”. Um frescor que remete aos anos 70, um álbum orquestrado em tempos que refrões de 15 segundos resumem o sucesso de uma música, uma grande celebração de carnaval. Todas as definições soam como pouco para descrever o quarteto carioca Bala Desejo.
A banda formada por Dora Morelenbaum, Julia Mestre, Lucas Nunes e Zé Ibarra lança o “lado b” do álbum estreia, “Sim Sim Sim”, nesta quarta (16), já com o destaque de grande acontecimento da música brasileira neste início de 2022.
Amigos desde os 11 anos e cantores com carreiras solo em andamento, eles se reuniram, de início, para fazer um show no Coala Festival em 2021.
Antes, eram vistos informalmente nas famosas lives de Teresa Cristina até surgir o convite do festival paulistano.
Com o adiamento do evento, sobrou tempo e surgiu a proposta: por que não fazer um álbum?
Dora e Julia têm carreiras solo, e Zé e Lucas tocam juntos na banda Dônica desde 2015. O último também coproduziu o álbum “Meu Coco”, de Caetano Veloso.
Com a provocação na cabeça, eles foram para o sítio de Julia, em Minas Gerais, com o objetivo de trabalhar nas canções que compõem o álbum de estreia.
Músicas do álbum de estreia de Bala Desejo foram escritas em uma imersão do grupo carioca
Divulgação/LucasVaz
É “Baile de Máscaras (Recarnaval)” que abre os trabalhos e dá o tom festivo percorrido pelo grupo em boa parte das 14 faixas.
A euforia surge como contraponto e desejo de dias melhores diante dos exaustivos de pandemia.
“O que que está urgente aqui? O que ninguém está tendo?”, lembra de se questionar Zé Ibarra. “Sim Sim Sim” é para cima, para dançar, para brilhar, para pular”.
“Na própria imersão, a gente entendeu a redescoberta do corpo, a dança como algo necessário, fundamental para chegar em um outro lugar. A gente entrou nisso e tudo começou a fluir, a fazer sentido”, continua o músico, que já dividiu palco com Milton Nascimento e gravou com Gal Costa.
Toda essa festividade não é traço recorrente na carreira individual dos artistas, que se dedicavam a canções mais introspectivas antes da formação da banda.
No entanto, as “músicas de sarjeta”, para usar um termo citado na entrevista, aparecem nas bonitas “Nesse Sofá” e “Muito Só”.
“É um disco feito na pandemia, então também não tem como ser só ‘sim'”, define Ibarra.
Álbum orquestrado como nos anos 70
Bala Desejo é formado por Zé Ibarra, Júlia Mestre, Dora Morelenbaum e Lucas Nunes
Divulgação
Ter a presença dos instrumentos de metais e um som de orquestrado eram premissas na cabeça dos artistas altamente influenciados por “toda a música brasileira”.
“Já era uma ideia minha, depois nossa, de remeter a alguma coisa, talvez, dos anos 70, mas de uma forma mais atual. Foi com a galera dentro do estúdio tocando ao vivo que isso ficou verdadeiro”, explica Lucas Nunes.
Eles são acompanhados pela banda-base formada por Alberto Continentino (baixo), Daniel Conceição (percussão e bateria), Marcelo Costa (percussão) e Thomas Harres (bateria e percussão).
“Quando a Maria Gadú ouviu o álbum, ela disse que a gente tinha feito um disco de arranjo. Essa é uma das coisas que mais me dá prazer me música, e tenho certeza que para Dora, Lucas e Júlia também”, diz Ibarra.
“A música brasileira produziu fonogramas inacreditáveis de Gil, Caetano, Chico, músicas de arranjo que uniam música pop, no sentido que comunica, somado a inventividades mil, com maestrias, com genialidades musicais ali por cima”
“O Bala Desejo é a gente olhando para trás, mas fazendo algo para frente, incorporando essa delícia de fazer uma música que venha cheia de coisas e gostosuras para as pessoas ouvirem e cantarem os sopros, os baixos… para ficar colorido”.
Quando tudo vira referência
Bala Desejo
Divulgação/Lucas Vaz
Os quatros cantores vêm de famílias que pulsam música desde sempre, o que facilita tanto as conexões profissionais como o repertório vasto e naturalmente intuitivo.
Zé, Lucas e Dora citam quase 30 artistas que são importantes para eles, e que, de alguma forma, aparecem nas faixas.
A lista vai de Villa Lobos, passando por todos os grandes cantores da MPB, até ABBA, Beatles, Pink Floyd e Led Zeppelin.
“Cada um quis, sem ser proposital, colocar essas referências todas. Está na forma como a gente compõe, pensa, produz”, explica Dora, filha de Paula e Jacques Morelembaum, um dos maiores violoncelistas e arranjadores do país.
Ponto que é reforçado por Ibarra: “Não tem pesquisa de referência nenhuma para o disco. É o que a gente ouve, é o que a gente gosta”.
Segundo o grupo, soar parecido com algo que já foi feito anteriormente não era uma preocupação, porque o contexto é diferente.
“Estamos vivendo uma pandemia, com temas que dialogam com isso, [com músicas escritas] por jovens de 25 anos vivendo em 2022. Por si só, isso já é uma coisa completamente diferente”, diz Ibarra.
“O que poderia ser chamado de cópia da nossa parte é chamado de homenagem. A gente não teve nenhum problema em botar uma música que é super Rita Lee ou Novos Baianos, porque é isso… Se assim nos for designado essa posição privilegiada de dar prosseguimento a alguma coisa [na MPB ], então que seja reverenciando e fazendo coisas novas”, continua.
Coesos e inspirados, eles chegam ao mercado renovando a MPB e com a trilha sonora que nos permite sonhar com uma vida mais feliz e calorosa, ainda mais necessária depois de tempos tão difíceis.

Fonte: G1 Entretenimento

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Gloria Groove diz que álbum une estilo ‘funkeira de escola pública’ e ‘roqueira de porta de shopping’


Em “Lady Leste”, cantora fugiu de estética ‘higienizada’ e incluiu letras explícitas e som ‘sujo’: ‘É um lembrete de que eu continuo sendo uma figura de uma contracultura’. Leia entrevista ao g1. Gloria Groove
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Gloria Groove não está “montada” quando fala ao g1 sobre seu segundo álbum, o novo “Lady Leste”. Mesmo sem peruca nem maquiagem, a empolgação da cantora e drag-queen para explicar a criação do álbum faz as imagens pularem a cada frase.
A ideia era unir a estética da “mandraka (estilo de funkeira) de escola pública” e a “roqueira de porta de shopping”. “Eu falei: ‘vou ser essa boneca Bratz roqueira-funkeira'”, explica.
O grande show de estreia da nova era de Gloria Groove será no festival Lollapalooza. Clique para ver a programação completa.
O nome junta duas experiências: como “lady” e como cria da Zona Leste de São Paulo. Gloria conta como recuperou até o jeito de falar com sotaque paulistano da ZL – que tinha aprendido a “limpar” nos trabalhos que fez em dublagem de TV.
Ela explica todas as ecléticas parcerias do álbum: com os MCs Hariel e Tchelinho, o grupo de pagode Sorriso Maroto, a dupla de rappers Tasha e Tracie e as cantoras Marina Sena e Priscilla Alcântara.
As letras da artista que, quando criança, cantou na nova versão da turma do Balão Mágico, têm vários trechos “proibidos para menores”. “A presença do explícito dentro de Lady Leste é um lembrete amigável de que eu continuo sendo uma figura de uma contracultura”, ela diz. Leia a conversa abaixo:
g1 – SP está cheia de MCs que adotam suas origens como nomes, tipo o Menor da VG, o Neguinho do Kaxeta e o próprio MC Daleste. Para você, quando surgiu a figura “Lady Leste”?
Gloria Groove – Lady Leste é uma brincadeira que começou no início do ano passado com esse insight de pensar o que seria o meu “vulgo”. Puxa a referência de algumas “ladys” que eu sou fã, tipo a Lady Gaga, a Tatá Werneck, que é a Lady Night. E carrega o lugar de onde eu vim, a Zona Leste de São Paulo.
O “lady” também fala sobre como o feminino é uma coisa que ajuda a expressar quem eu sou, o Daniel também. Ajuda a expressar a minha alma. Então esse nome para mim é um vulgo que vai valer por muito tempo, não é só uma era musical.
Capa do álbum ‘Lady Leste’, de Gloria Groove
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g1 – E quando passou do vulgo para virar um álbum?
Gloria Groove – Quando eu pensei em Lady Leste, já sabia que era fortíssimo candidato a ser nome das pirações que eu estava escrevendo. A primeira música foi “Bonequinha”. Foi a primeira faixa onde invoquei a Lady Leste.
Ela marca minha reconexão com o pop da pista. Eu vim da fase r&b de ‘Affair’ (EP de 2020), com uma estética bem mais limpa. Eu estava tentando me reconectar com uma Gloria que eu sempre fui, de festa, antes de a pandemia começar.
Decidi que minha inspiração direta seriam as minhas primas e as meninas que sempre estudaram comigo.
E que eu ia unir essa estética completamente “mandraka” (estilo de funkeira estilosa) da escola pública, com essa coisa roqueira que eu via no rolê da porta do shopping. Sabe o rolê dos góticos?
Minha vivência na Zona Leste traçou um paralelo entre o funk e o rock. Eu via funkeiros e roqueiros todo dia, o dia inteiro, vivendo na Zona Leste. Quando eu lembrei da sacada da Lady Leste, eu falei: é isso.
A estética dela é essa: meio funk, meio rock. Daí nasceu a brincadeira com a “Bonequinha”, que é um funk pop, mas que traz aquela guitarra pesadona. Desde o começo eu falei: mano, quero que a guitarra tenha aquele timbre do Slash fazendo um solo, para chamar atenção mesmo.
“Bonequinha” tem, em uma música, tudo que o álbum leva. Tem o funk do começo, o rock do final, o trap do meio. Eu falei: ‘vou ser essa boneca Bratz roqueira-funkeira’. Então ela veio dessa vontade de ter uma música-tema para meu novo momento de autoconfiança.
g1 – Nessa parte do disco sua voz parece muito autêntica, não só no timbre de funkeira, mas também nas letras. Como foi a criação?
Gloria Groove – Elas são a apresentação da Lady Leste e dessa energia mais noturna, mais asfalto, mais suja, pronunciando todos os os Rs de paulista. Fui recapitulando o jeito que eu vi os amigos e meus primos falando a vida inteira, o jeito que eu vi a galera da escola conversando
Apesar de eu sempre ter me comunicado assim também, como o meu trabalho era ser dublador [Gloria já participou de programas como “Digimon” e “Power Rangers], eu tinha que limpar ao máximo todos esses cacoetes.
Foi importante assumir esse jeito de falar. Eu estava tentando propor quem eu seria, brincando de ser realmente a Mc Daleste.
Não é à toa a homenagem ao próprio MC Daleste (na música “Vermelho”, que tem versos tirados de “Quem é essa menina de vermelho”, do funkeiro que morreu em 2013). Ele se chamava Daniel, como eu. Ele é o Daniel da Penha e eu sou o Daniel da Vila Formosa.
Então eu tenho muito orgulho dessa porção do álbum. Por mais divertida e festiva que ela pareça, tem muito coração e muita identificação pessoal e familiar ali.
Gloria Groove
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g1 – Vamos falar sobre as várias parcerias do disco. Ainda nessa primeira parte ‘funkeira’, tem o MC Hariel em ‘SFM’.
Gloria Groove – Eu sinto que eu e o Hariel somos artistas que representam a evolução do se tornou o funk paulista, de onde ele pode chegar. O Hariel está lançando um DVD sinistro e é um artista gigantesco. Eu sou uma artista da Zona Leste que também canta funk feito em São Paulo, que conversa com outros lugares e entra em outros ambientes.
A gente já tinha feito contato algumas vezes para se parabenizar, de admiração mesmo. Quando eu chamei para o álbum, ele foi super receptivo, e esperou a gente estar junto para escrever esse verso.
Uma curiosidade é que no estúdio também estava o Criolo. Ele foi não só me cumprimentar como ficou na sessão com a gente lá. O verso do Hariel foi escrito com a supervisão minha e do Criolo, sabe? Não teve sessão mais abençoada.
Eu olhei e pensei: “O que está acontecendo com a minha vida? Eu tô trocando figurinha sobre uma lírica que vai estar dentro do meu álbum com o Hariel e com o Criolo.”
g1 – O pagode (na faixa “Tua indecisão”, com o Sorriso Maroto) não é um estilo tão em alta nas paradas, mas dá para entender como ele se encaixa no disco que evoca a rua da Zona Leste.
Gloria Groove – Vale ressaltar que eu estou ouvindo pagode literalmente desde o útero. Eu sou filho de uma backing vocal do Raça Negra e nasci em 95.
O Raça Negra fazia muito show, e minha mãe fez muito show grávida, então eu já ouvi muito “dididiê” diretamente do útero. Eu nasci dentro desse rolê.
“Tua indecisão” nasceu de uma brincadeira que a gente estava fazendo no momento de descontração do álbum. A estrutura nasceu em 15 minutos. E aí na mesma semana eu mostrei a música para o Bruno Cardoso (vocalista do Sorriso Maroto). Ele foi, ouviu e topou na mesma hora.
g1 – Já ‘Eu sobrevivi’, com a Priscila Alcântara, tem muita guitarra, mas lembra muito essa conexão do rock de arena com o gospel, de onde ela veio.
Gloria Groove – Mas a sacada da Priscilla Alcântara veio depois. “Eu sobrevivi” nasceu dessa forma: eu tinha escutado uma música do Arctic Monkeys (canta o riff de “Do you wanna know”). Isso ficou na minha cabeça e nasceu a frase “se ainda quiser”. Fiquei cantando durante meses sem a música existir.
Quando comecei a puxar essa estética rock and roll de estádio, eu queria fazer tipo uma “Halo” da Beyoncé, uma música emocionante, de final de show. É uma coisa explosiva com uma carta de amor para os fãs pós-pandemia.
A sacada da Priscila veio depois, e eu pensei: meu Deus é perfeito, porque a presença da Priscila na música pop é justamente sobre essa sensação divina, esperançosa.
A gente se conhece desde que a gente tem oito, nove anos de idade. A gente participou do mesmo concurso no SBT, o “Código fama”, que ela venceu. Ela teve sua fase gospel a vida inteira, eu tive minha fase gospel também, e a gente foi se reencontrar agora como artistas pop.
Gloria Groove
Divulgação
g1 – O encontro com a Marina Sena (em “Apenas um neném”) foi já durante a loucura do estouro dela no ano passado?
Gloria Groove – Marina Sena foi uma das grandes amizades que eu fiz em 2021. Eu já era fã dela desde o projeto Rosa Neon. Eu já achava uma voz incrível e nem imaginava que ela estava guardando.
Quando veio o álbum “De primeira”, aí eu realmente caí de quatro pela Marina Sena. Porque toda a estética que ela propõe é dela, não se parece com o pop que eu faço, que a Luisa Sonza faz ou que a Anitta faz. É exclusivamente Marina Sena.
A Marina é ela o tempo todo. Para uma artista como eu, que vive artisticamente uma construção, que não é Gloria Groove o tempo todo, é muito fascinante ver uma artista como ela, que não para de ser a Marina Sena.
Eu tinha essa frase “não fala assim comigo, eu sou apenas um neném” no meu bloco de notas. E aí os meninos sacaram: vamos fazer um arrocha disso, meio humorístico. Fez todo o sentido com a vibe dela.
g1 – Já com a Tasha e Tracie (“Pisando fofo”) parece que foi algo que fluiu fácil, pela conexão de vocês três com o rap.
Gloria Groove – Essa música teve uma versão de um minuto e 42 segundos durante um tempão. Eu deixei a música lá só com refrão e meu primeiro verso, esperando a parceria. Aí a gente estava viciada em ouvir Tasha e Tracie. Eu conheci as meninas e falei: gente, eu acho que é isso, porque além de tudo são duas pessoas que vão trazer uma energia Lady Leste, e foi muito certeiro.
Elas conversam com todos esses universos do hip hop e do funk, e transitam tanto que é quase como se elas fossem um pedacinho da própria alma da Lady Leste ali no meio.
g1 – Faltou a parceria com o Tchelinho em “Fogo no barraco”. Tem uma letra bem “proibida para menores”. Hoje que você tem um acesso grande ao mainstream, a TV, rádio, você tenta medir isso?
Gloria Groove – Essa preocupação para mim foi se subvertendo com o tempo. Primeiro eu tinha a preocupação de ser “nichada”, uma artista drag queen que cantava hip hop e trap falando de uma vivência muito específica.
Depois foi o “Bumbum de ouro”, que renovou a estética para conseguir falar com mais gente.
E para chegar nesse novo momento agora com “Lady Leste”, eu vejo a necessidade de voltar um pouco para as origens, para evitar esse esse processo de “embonecação” do trabalho.
Eu tenho uma conexão muito grande com as crianças. Parece que elas me enxergam muito melhor do que os adultos. Elas entendem a minha brisa porque não têm essa camada da maldade.
Eu percebi que não importa o quão puta, explícita ou bruxa eu estou sendo, para as crianças tudo continua sendo uma grande brincadeira.
A presença do explícito dentro de Lady Leste é um lembrete amigável de que eu continuo sendo uma figura de uma contracultura. Mesmo tendo rompido muitas barreiras e atingido o mainstream, é um lembrete de que eu não esqueci de onde vim. Eu não abri mão das minhas ideias.
É um jeito de determinar esse espaço, de falar: opa, peraí, não vou ficar me tolhendo ou me podando para me comunicar.
Mas é preciso “papai e mamãe” saberem como esse trabalho deve ser consumido. Tem que saber onde a responsabilidade é minha e onde começa a responsabilidade do outro. Porque eu nunca parei para dizer o contrário.
Continuo sendo uma drag queen brasileira falando sobre a minha vivência. Então não dá para esperar que isso seja muito higienizado. Não seria nem interessante para a gente como cultura. Existe uma importância grande na sujeira que Lady Leste traz consigo.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Ouriço-cacheiro é resgatado em quintal de casa no bairro de Mussurunga, em Salvador


Caso aconteceu na noite desta quarta-feira (16). Animal foi levado por equipes do Grupo Especial de Proteção Ambiental (Gepa). Ouriço-cacheiro é resgatado em quintal de casa no bairro de Mussurunga, em Salvador
Joselito Santos/TV Bahia
Um ouriço-cacheiro foi resgatado na noite desta quarta-feira (16), no quintal de uma casa, no bairro de Mussurunga 2, em Salvador.
Os moradores do imóvel perceberam a presença do animal, que estava no galho de uma árvore, por volta das 21h30. O resgate foi feito por equipes do Grupo Especial de Proteção Ambiental (Gepa), cerca de uma hora depois.
Os donos do imóvel disse que o animal estava quieto na árvore e não atacou as pessoas. Os funcionários do GEPA afirmaram que ele aparentemente não tinha ferimentos, mas iam fazer análise após o resgate.
Ouriço-cacheiro é resgatado em quintal de casa no bairro de Mussurunga, em Salvador
Joselito Santos/TV Bahia
Ouriço-cacheiro é resgatado em quintal de casa no bairro de Mussurunga, em Salvador
Joselito Santos/TV Bahia
Ouriço-cacheiro
O ouriço-cacheiro é uma espécie que costuma se abrigar em árvores. Por isso, o animal tem características adaptativas que permitem que ele suba em estruturas altas, como um poste de energia.
Os ouriços escalam objetos altos como forma de escapar dos predadores. Outra defesa que o organismo da espécie apresenta são os pelos modificados em formato de espinhos.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Lucas & Orelha aderem ao pagode em disco gravado com participações de Belo, Marvvila, Mr. Dan e Vitinho


♪ Sete anos após terem ganhado projeção nacional como dupla de funk melody na segunda temporada do programa Superstar, exibida em 2015 pela TV Globo, Lucas & Orelha transitam pelo pagode de cepa pop – sem abandonar inteiramente o acento R&B característico dos artistas – em álbum ao vivo audiovisual que os artistas começam a apresentar na sexta-feira, 18 de fevereiro, com a edição do EP Faz parte. A música-título Faz parte é parceria de Umberto Tavares com Jefferson Junior.
Com 34 músicas distribuídas em 19 faixas, o disco integral junta os baianos Lucas Arcanjo e Rick Orelha com vozes do pagode – Belo, Chininha, Marvvila, Mr. Dan, Turma do Pagode e Vitinho – em gravação de show com produção musical orquestrada por Umberto Tavares para a gravadora Mousik.
Entre mashups com sucessos da dupla e de grupos como Os Travessos e Sorriso Maroto, Lucas & Orelha enfatizam a adesão ao pagode, cantando Pouco a pouco (Lucas Arcanjo e Rick Orelha) com Belo, dividindo Uber (Lipe Santos) com a Turma do Pagode, expiando Saudade aqui bateu (Lucas Arcanjo, Rick Orelha, Maike e Xande) com o cantor Chininha, apresentando Desculpa qualquer coisa (Umberto Tavares, Jefferson Junior e TS Box) com Vitinho, interpretando É sempre assim (Lucas Arcanjo, Rick Orelha e Jefferson Junior) com Mr. Dan e formando trio com Marvvila no canto de Não me fale (Lucas Arcanjo).

Fonte: G1 Entretenimento