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Molejo, postura, tapinha no peito? Professores das famosas ensinam o essencial para sambar no carnaval


Aprenda a sambar com os professores das famosas
Será que samba no pé é para todo mundo? Qualquer pessoa pode aprender a sambar? Molejo, postura, tapinha no peito… Afinal, o que é essencial para desfilar na avenida no carnaval?
O g1 convocou os coreógrafos e professores Victor Allonzo, Marcus Prado e Mary Prado para ensinar o passo a passo do samba no Centro Cultura São Paulo. Os irmãos já deram aulas para estrelas como Sabrina Sato, Mileide Mihaile, Erika Januza, Lexa, Rafa Kalimann, Thaila Ayala e muitas outras.
Além de mostrar o que fazer com os pés, braços e quadril (assista no vídeo acima), eles também tiram algumas dúvidas sobre o tempo de aprendizado e a importância de alguns gestos na avenida. Leia a seguir:
Todo mundo pode sambar?
Os coreógrafos e professores Victor Allonzo, Mary Prado e Marcus Prado ensinam a sambar
Rafael Peixoto/g1
“Todo mundo pode sambar”, garante Mary Prado, diretora da ala de passistas da Camisa 12.
A dança traz a autoafirmação pessoal de quem realmente gosta de dançar, de se sentir bem. E a dança faz isso, independentemente do seu tipo físico, da sua etnia, classe social. A dança ela atrai todos os povos, todas as culturas e ela agrega. Então todo mundo pode dançar, sim. Se um dia alguém disser que não, não acredite.”
Quanto tempo a pessoa leva para aprender a sambar?
“O samba no pé está dentro do nosso corpo. Então, cada aluno tem o seu tempo, cada pessoa tem a sua limitação. Nós temos que respeitar isso como professores. O mais importante é cada pessoa se sentir bem dentro do seu próprio tempo”, afirma Mary.
Princípios básicos
“O samba é uma dança solo, É você por você mesmo”, explica Victor Allonzo, passista de ouro da Águia de Ouro.
“Nós trabalhamos o corpo inteiro, braços, pernas, quadris, joelhos, pés. O movimento começa do pé juntamente com os braços. Existe uma conexão: ao mesmo tempo em que você troca a perna, você troca o braço. Dessa forma, você consegue ter um acompanhamento da bossa do ritmo sem se perder e com maestria, mostrando a elegância do bom samba no pé.”
O samba de carnaval de avenida mudou?
Nos últimos anos, tem viralizado muitos vídeos com rainhas acompanhando a bossa da bateria e fazendo coreografias ao longo do percurso.
Para Mary Prado, apesar de o samba de carnaval de avenida ter mudado ao longo dos anos, essa junção não é exatamente nova.
“Viraliza porque a internet traz muito essa ideia da visibilidade, mas para quem já desfila há muitos anos, não é novidade. Aqui em São Paulo isso sempre aconteceu. As mulheres sempre foram muito ligadas ao que a bateria estava fazendo, porque a bateria é o coração da escola de samba.”
“Mas não dá para ser só isso, tem que ser bem equilibrado. Porque às vezes fica mais as dancinhas que viralizam do que o samba. Tem que equilibrar para ficar harmonioso para todo mundo.”
Mary Prado e Victor Allonzo ensinam a sambar
Rafael Peixoto/g1
Samba de bloco, de roda e de avenida. Existe diferença?
“Nos bloquinhos, como são mais marchinhas, muitas vezes você acaba não conseguindo sambar em si. Você mais se diverte, pula, brinca”, comenta Marcus Prado, passista de ouro da Águia de Ouro.
“No samba de roda e de carnaval, a diferença vai no andamento. Você vai numa roda de samba, é um samba, é um pagode, então é tudo mais tranquilo. Tem um momento de dar uma acelerada, obviamente, mas o carnaval é o tempo inteiro lá em cima”, explica ele.
Marcus também cita a importância da preparação física para entrar na avenida, já que, ali, não é só saber sambar.
“Você tem que controlar a respiração, porque muitas vezes acontece de você se entregar demais. E aí, se você não controla sua respiração, começa a ficar com dores, com dificuldade para respirar. E você tem que sorrir, tem que cantar.”
“Para as mulheres ainda é pior. Tem o salto, tem uma cabeça [da fantasia] um pouco mais apertada, um biquíni. São muitos fatores que podem atrapalhar se você não estiver 100% preparado.”
Tapinha no peito é essencial?
Professor Carlinhos Salgueiro sinaliza tapinha no peito para Virgínia Fonseca durante ensaio da Grande Rio
Reprodução/Instagram
Recentemente, viralizou um vídeo do professor de Virgínia Fonseca apontando para que ela colocasse a mão no peito durante um ensaio da Grande Rio, escola na qual ela estreia como Rainha de Bateria.
Marcus explica que o tapinha no peito pode ser por causa do enredo, mas também, por respeito à escola e à bateria.
“Você tem um exército atrás de você. Então, ela precisa mesmo reverenciar essas pessoas com muito amor e respeito. O gesto da mão no peito, no coração, é no sentido de amar e respeitar, estou aqui de corpo e alma”, cita.
Até por isso, Marcus também defende a importância de as rainhas entenderem detalhes como este no carnaval, se dedicando aos ensaios e à escola o ano inteiro, não somente às vésperas do desfile.
“Por isso, nós, como professores, lutamos muito para que as rainhas sempre sejam aquelas que se dedicam bastante. Não só que nasçam no samba, que eu acho que não é uma regra. Posso chegar amanhã, mas desde que eu treine um ano inteiro para, no ano que vem, estar representando totalmente. Que seja de coração.”
Mary Prado e Marcus Prado ensinam a sambar
Rafael Peixoto/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Trump detona show de Bad Bunny no Super Bowl: ‘Afronta à grandeza da América’


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a apresentação de Bad Bunny no Super Bowl em suas redes sociais, na noite deste domingo (8). Sem citar o nome do artista, o republicano chamou o show de “bagunça”.
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“Absolutamente terrível, um dos piores de todos os tempos! Não faz sentido nenhum, é uma afronta à grandeza da América e não representa nossos padrões de sucesso, criatividade ou excelência”, disse na postagem.
“Ninguém entende uma palavra do que esse cara está dizendo, e a dança é repugnante”, continuou. “Esse “show” é um tapa na cara do nosso país, que está estabelecendo novos padrões e recordes todos os dias”.
Trump detona show de Bad Bunny
Reprodução/Truth Social
Bad Bunny se apresentou no evento que simboliza a grande final da liga de futebol americano dos EUA. Um dos programas com a maior audiência da TV norte-americana. Esse ano, o jogo e o show foram realizados no Levi’s Stadium, na Califórnia, com a disputa entre New England Patriots e Seattle Seahawks.
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Show de Bad Bunny já é o mais político da história do Super Bowl, mesmo se não tiver manifestações
Antes mesmo de acontecer, a apresentação de já havia repercutido significativamente em relação aos últimos anos. E enfureceu Trump e seus apoiadores, alguns até organizando uma “programação paralela” em protesto.
Posicionamento de Bad Bunny
Bad Bunny com a bandeira de Porto Rico
Foto/AP Photo/Mark J. Terrill
Não é segredo que Bad Bunny tem um lado político atrelado ao seu trabalho. Há anos, as músicas e o posicionamento público do cantor falam por ele.
Isso ficou claro em 2019, quando o músico abandonou uma turnê para se juntar a uma onda de protestos contra o governador Rosselló, em Porto Rico. Na época, ele se juntou aos conterrâneos Residente, iLe e Ricky Martin, se tornando uma das celebridades porto-riquenhas mais ativas politicamente.
Além disso, Bad Bunny nunca abriu mão de sua identidade latina para emplacar nos Estados Unidos, um privilégio que Shakira ou Ricky Martin não puderam ter.
As músicas do cantor são inerentemente latino-americanas: seguem a linha do reggaeton e trap latino, com letras em espanhol, além de citações musicais que vão de “Garota de Ipanema” a clássicos porto-riquenhos.
Tensões políticas no auge
O show do intervalo do Super Bowl é um dos eventos musicais mais assistidos do mundo, atraindo mais de 100 milhões de telespectadores somente nos Estados Unidos.
Historicamente, é um entretenimento “inofensivo”, projetado para manter o público ligado e garantir o faturamento publicitário nesse evento de altíssima audiência da TV americana.
Não é exatamente um evento isento de polêmicas, claro. Na verdade, um pouquinho de controvérsia (como mostrar o dedo do meio ao vivo, como fez M.I.A. em 2012) nunca fez mal para a divulgação do negócio.
Mas de manifestação mesmo, o máximo que o Super Bowl viu foi em 2016 — quando Beyoncé, vestida como os Panteras Negras, divulgou uma música inédita sobre negritude. Mas ela era só a convidada da atração principal, que era o Coldplay. Ou em 2025, quando um dançarino de Kendrick Lamar mostrou uma bandeira da Palestina e do Sudão de forma abrupta. Ele foi preso.
Mas desta vez, os Estados Unidos vivem um momento de grande inquietação em seu próprio território e é inevitável que isso transborde para o evento. O Super Bowl se dará em meio à onda de manifestações contra o ICE, após mortes causadas pela agência de imigração no Minnesota.
Na época do anúncio de Bad Bunny, a Secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos Kristi Noem chegou a dizer que o ICE estaria “em todo o lugar” durante o Super Bowl.
Mas nos últimos dias, a chefe de segurança da NFL, Cathy Lanier, afirmou que os agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos não terão qualquer participação no evento.
De toda forma, o clima segue bastante tenso por lá. E em um momento em que ações anti-imigração são a pauta da vez, um artista porta-voz da comunidade latina subirá ao palco.

Fonte: G1 Entretenimento

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FOTOS: Bad Bunny se apresenta no intervalo do Super Bowl


O cantor Bad Bunny se apresentou no intervalo do Super Bowl, neste domingo (8).
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O evento, que simboliza a grande final da liga de futebol americano dos Estados Unidos, é realizado no Levi’s Stadium, na Califórnia, com a disputa entre New England Patriots e Seattle Seahawks.
Apresentação contou com a participação de Lady Gaga e Ricky Martin.
Veja fotos da apresentação do cantor:
Bad Bunny se apresenta durante o show do intervalo
REUTERS/Carlos Barria
Bad Bunny no intervalo do Super Bowl
Mike Blake/Reuters
Bad Bunny no intervalo do Super Bowl
Carlos Barria/Reuters
Bad Bunny se apresenta no intervalo do Super Bowl
Carlos Barria/Reuters
Bad Bunny se joga para ser agarrado por dançarinos durante show no Super Bowl
Carlos Barria/Reuters
Bad Bunny dança com criança em apresentação no Super Bowl
Carlos Barria/Reuters
Bad Bunny se joga para ser agarrado por dançarinos durante show no Super Bowl
Carlos Barria/Reuters
Bad Bunny cumprimenta Lady Gaga, que fez participação em show do cantor no Super Bowl
Carlos Barria/g1
Ricky Martin se apresenta no show do intervalo do Super Bowl LX entre o Seattle Seahawks e o New England Patriots no Levi’s Stadium
Mark J. Rebilas-Imagn Images
Como Bad Bunny usou seu novo disco para defender a história e a cultura de Porto Rico

Fonte: G1 Entretenimento

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Anitta se equilibra entre funk, samba e reggae em álbum trilíngue que trará Luedji Luna, Rincon Sapiência e King


Anitta anuncia o oitavo álbum de estúdio da artista, ‘Equilibrium’
Reprodução / Facebook Anitta
♫ NOTÍCIA
♬ Assim que cumprir a agenda do Carnaval 2026, Anitta ficará focada na promoção do oitavo álbum de estúdio da artista. “Equilibrium” é o nome desse álbum trilíngue em que a cantora e compositora carioca transitará por gêneros musicais como funk, samba e reggae.
Por ora sem feats internacionais, o álbum “Equilibrium” terá participações da cantora Luedji Luna e dos rappers Rincon Sapiência e King na primeira parte do disco, cantada em português – com alguns temas de sotaque afro-brasileiro no repertório inédito – e prevista para ser lançada neste primeiro semestre de 2026.
No segundo semestre, Anitta apresentará a segunda parte do álbum “Equilibrium”, com músicas em inglês e em espanhol, voltadas para o mercado pop internacional.

Fonte: G1 Entretenimento

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Bad Bunny no Super Bowl 2026: que horas, onde assistir e como deve ser o show


Como Bad Bunny usou seu novo disco para defender a história e a cultura de Porto Rico
Neste domingo (8), Bad Bunny comanda o cobiçado intervalo do Super Bowl, evento de maior audiência da TV americana.
O evento será no Levi’s Stadium, na Califórnia, com a disputa entre New England Patriots e Seattle Seahawks. Veja tudo que você precisa saber sobre o show:
Show em meio a tensões políticas
Bad Bunny chega ao Super Bowl no auge de sua carreira: o músico foi o mais ouvido no mundo em 2025 e acaba de levar o Grammy de álbum do ano pelo disco “Debí Tirar Más Fotos”.
Mas por outro lado, esse show acontece em um momento de grande tensão nos EUA. E nesse contexto, será um artista porto-riquenho, que canta em espanhol e já se posicionou contra o Trump, ocupando o palco do evento mais midiático e americano da atualidade.
Show já é o mais político da história do Super Bowl, mesmo se não tiver manifestações
Antes mesmo de acontecer, a apresentação de Bad Bunny já repercutiu significativamente em relação aos últimos anos. E enfureceu Trump e seus apoiadores, alguns até organizando uma “programação paralela” em protesto.
Mas ao que tudo indica, o show seguirá o lema de união e exaltação da cultura latino-americana. Com as tensões políticas no auge, o artista não parece querer que as coisas fiquem caóticas.
“Vai ser divertido, vai ser uma festa. Vai ser fácil, e as pessoas só precisam se preocupar em dançar”, adiantou o cantor em entrevista à Apple Music nesta quinta (5).
Bad Bunny fará show de intervalo no Super Bowl 2026
AP Photo/Eduardo Verdugo
Nesta semana, o comissário da NFL Roger Goodell minimizou polêmicas. Ele disse que espera que o show de domingo sirva para “unir pessoas” em vez de debates políticos.
Como deve ser o show
“Debí Tirar Más Fotos” é um álbum centrado na cultura porto-riquenha, com canções dançantes como “Nuevayol” e “Baile Inolvidable”. Inclusive, o show deve ser todo em espanhol.
É difícil prever o que Bad Bunny vai incluir nos 12 a 14 minutos de show (geralmente, artistas fazem um medley da carreira). Mas a expectativa é que o artista mescle o repertório do disco atual com seus sucessos mais antigos na linha do reggaeton e dembow, como “Dákiti” e “El Apagón”. Também dá para esperar hits como “I Like It”, com Cardi B e J Balvin.
Se levar convidados, deve chamar conterrâneos, como Chuwi e Jhayco, ou até outros grandes artistas latinos, como J Balvin e Karol G. Os colombianos já negaram que aparecerão no show, mas se fossem, dificilmente contariam antes da hora.
Que horas é o show do intervalo e onde assistir?
A partida começa às 20h30, no horário de Brasília. O show está previsto para começar entre 22h e 22h30, dependendo do andamento da partida.
A apresentação terá transmissão ao vivo na GE TV e no Multishow, a partir das 22h, com reexibição na TV Globo após o “BBB”.
O Green Day se apresentará na cerimônia de abertura do jogo. Charlie Puth, Brandi Carlile e Coco Jones também cantarão antes da partida.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ná Ozzetti dá voz a quatro músicas do irmão, Marco Ozzetti, em EP indicado para os crentes na ‘salvação’ da poesia


Ná Ozzetti lança em 25 de fevereiro o EP ‘Música na poesia – Canções de Marco Ozzetti e Simone Bacelar’
Vange Milliet / Divulgação
♫ CRÍTICA DE EP
Título: Música na poesia – Canções de Marco Ozzetti e Simone Bacelar
Artista: Ná Ozzetti
Cotação: ★ ★ ★
♬ “Para os desamparados nas sombras do mundo / Para os que tombam / Para os que se erguem / Para os crentes na salvação da poesia”, enumera Ná Ozzeti, sobre levada rítmica bem marcada pela percussão de Thata Ozzetti, ao dar voz aos versos de “As bençãos de Oxalá”.
A gravação da composição inédita abre o EP “Música na poesia – Canções de Marco Ozzetti e Simone Bacelar”, próximo lançamento fonográfico de Ná Ozzetti, cantora de voz cristalina projetada no início dos anos 1980 como vocalista do grupo Rumo, um dos expoentes da Vanguarda Paulista que movimentou a música indie de São Paulo naquela década.
No EP, programado para ser lançado em 25 de fevereiro com capa que expõe arte de André Salerno, Ná opta por divisões mais tradicionais no canto de quatro músicas inéditas compostas pelo irmão, Marco Ozzetti,. a partir de versos da poeta baiana Simone Bacelar.
A poesia de Bacelar gerou a música de Marco, o que justifica o título “Música na poesia” do EP gravado no estúdio paulistano 185 com produção musical de Dante Ozzetti e colaborações de Marco e Ná na formatação das faixas.
Iniciada em 2022, a parceria surgiu quando Marco Ozzetti – então decidido a se dedicar à arte de compor canções – se deparou e se identificou com poema de Simone Bacelar nas redes sociais. Nasceu dessa afinidade a canção “Lugar algum”, terceira das quatro faixas do EP.
O repertório do disco “Música na poesia – Canções de Marco Ozzetti e Simone Bacelar” também inclui “Sou estações” e “Dividi com você”, samba gravado com o toque da cuíca de Luanda Ozzetti, em participação que reforça o caráter familiar do EP.
Como as letras-poemas se impõem sobre as quatro melodias, o disco soa mais indicado para os que creem na salvação da poesia sobre todas as coisas. Até porque, no caso, a poesia salva o EP…
Capa do EP ‘Música na poesia – Canções de Marco Ozzetti e Simone Bacelar’, de Ná Ozzetti
Arte de André Salerno

Fonte: G1 Entretenimento

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Primeira gravação (com letra) da toada ‘Tristezas do Jeca’, obra-prima da sofrência sertaneja, completa 100 anos


Capa do single de 78 rotações por minuto de 1926 com a primeira gravação com letra de ‘Tristezas do Jeca’, toada do compositor Angelino de Oliveira (1888 – 1964)
Reprodução
♫ MEMÓRIA
♬ A primeira gravação com letra de um dos maiores standards do cancioneiro sertanejo completa 100 anos em 2026. Foi em 1926 que o cantor e violonista carioca Patrício Teixeira (1893 – 1972) entrou no estúdio da gravadora Odeon, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), para gravar a toada caipira “Tristezas do Jeca”, lançada naquele mesmo ano de 1926 pela companhia fonográfica em single de 78 rotações fabricado pela Casa Edison.
A música não era inédita em 1926. Já tinha merecido há dois anos um registro fonográfico instrumental feito pela Orquestra Brasil América e editado pela mesma gravadora Odeon em single de 1924. Contudo, coube a Patrício Teixeira a primazia de gravar e lançar em disco os versos melancólicos da sofrida toada composta em 1918 pelo violonista e compositor Angelino de Oliveira (1888 – 1964).
Paulista de Itaporanga (SP), Angelino de Oliveira apresentou “Tristezas do Jeca” naquele ano de 1918 em evento realizado por clube de Botucatu (SP), cidade para onde Angelino se mudara com a família aos seis anos de idade. A toada chegou a circular naquela região do interior paulista.
No entanto, foi somente a partir da primeira gravação com letra, feita por Patrício Teixeira em 1926, que “Tristezas do Jeca” começou a se impor como uma das mais belas e tristes modas do universo sertanejo. Isso numa época em que nem havia ainda um mercado propriamente dito de música sertaneja. Esse mercado somente começaria a ser desbravado pelo escritor e folclorista paulista Cornélio Pires (1884 – 1958) a partir de 1929 com a gravação e comercialização de temas caipiras.
A rigor, a repercussão de “Tristezas do Jeca” foi moderada com a gravação de Patrício Teixeira, talvez porque a interpretação do cantor não exprimiu a melancolia entranhada em versos como “Nestes versos tão singelos / Minha bela, meu amor / Pra você quero contar / O meu sofrer e a minha dor / Eu sou como o sabiá / Quando canta, é só tristeza / Desde o galho onde ele está / Nesta viola , canto e gemo de verdade / Cada toada representa uma saudade”.
A sofrência do Jeca saltaria mais aos ouvidos no canto de Paraguassu (1894 – 1976) na primeira gravação realmente popular de “Tristezas do Jeca”, feita em 1937 por esse cantor e violonista paulista com Seu Grupo Verde e Amarelo.
Ainda assim, “Tristezas do Jeca” teria que esperar mais dez anos para fazer todo o sentido no canto anasalado de Tonico & Tinoco em gravação feita em 1947 pela dupla paulista com acompanhamento do acordeonista Mário Zan (1920 – 2006) e do cantor, compositor e violeiro Miguel Lopes Rodrigues (1917 – 1974), o Piraci.
Desde então, a toada “Tristezas do Jeca” nunca mais saiu da memória afetiva sertaneja do Brasil, figurando em qualquer antologia com as mais lindas canções do gênero pela fina sintonia entre letra e melodia.
Com o tempo, a composição perdeu o ‘s’ do título. Foi muitas vezes creditada como “Tristeza do Jeca” que a toada foi alcançando sucessivas gerações em gravações como as de Inezita Barroso (1925 – 2015), Sérgio Reis, Luiz Gonzaga (1912 – 1989), Ney Matogrosso (no álbum “Pescador de pérolas”, de 1987), Almir Sater (no álbum “Rasta bonito”, de 1989), Pena Branca & Xavantinho, Zezé Di Camargo & Luciano, Chitãozinho & Xororó e Maria Bethânia, que terçou vozes com o irmão Caetano Veloso e com Zezé Di Camargo em expressiva gravação feita para a trilha sonora do filme “2 filhos de Francisco”.
Intérprete sempre sagaz, Bethânia deu plenitude aos versos doídos que chegaram ao disco há longos 100 anos.
O cantor Patrício Teixeira (1893 – 1972) foi o primeiro a gravar em disco, em 1926, a letra da toada ‘Tristezas do Jeca’
Reprodução / Arquivo Nirez

Fonte: G1 Entretenimento

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Brad Arnold, vocalista do 3 Doors Down, morre aos 47 anos


Brad Arnold, vocalista do 3 Doors Down, comentou diagnóstico de câncer
Reprodução/Instagram
O músico americano Brad Arnold, líder e fundador da banda de rock 3 Doors Down, morreu neste sábado (7), aos 47 anos. Ele enfrentava um câncer renal em estágio avançado, que havia se espalhado para os pulmões.
A morte foi confirmada pelo próprio grupo em um comunicado publicado nas redes sociais. Segundo a banda, Arnold morreu de forma tranquila, ao lado da esposa, Jennifer, e de familiares próximos.
Na nota, o grupo destacou não apenas a trajetória artística do cantor, mas também sua personalidade.
“Ele foi um marido dedicado, e sua gentileza, senso de humor e generosidade tocaram todos que tiveram a sorte de conhecê-lo”, diz o texto. A família agradeceu as manifestações de apoio e pediu respeito à privacidade neste momento.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Arnold havia revelado publicamente o diagnóstico de carcinoma renal de células claras (ccRCC) no ano passado. Em maio, ele anunciou o cancelamento da turnê do 3 Doors Down por causa do tratamento. Na época, afirmou que não tinha medo da doença.
Fundada em 1996, a banda surgiu da parceria entre Brad Arnold, Matt Roberts e Todd Harrell. O grupo ganhou projeção internacional com “Kryptonite”, música composta por Arnold ainda na adolescência e que alcançou a terceira posição na Billboard Hot 100.
O primeiro álbum, “The Better Life”, lançado em 2000, vendeu mais de 7 milhões de cópias e figurou entre os discos mais vendidos daquele ano.
No Brasil, o 3 Doors Down ficou especialmente conhecido no início dos anos 2000 com a música “Here Without You”, que integrou a trilha sonora da novela “Malhação”, da TV Globo.
Com uma carreira marcada por sucessos no rock mainstream, Brad Arnold deixa um legado que atravessou gerações de fãs. Segundo a banda, ele “será profundamente lembrado”.
3 Doors Down
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Bad Bunny no Super Bowl: como empacotador de humilde cidade porto-riquenha virou fenômeno global


Ronald Alexander Ávila-Claudio e Equipe de Jornalismo Visual
BBC
“Você consegue imaginar um coelho mau? Não. Por pior que seja, você vai querer abraçá-lo. Eu me considero assim.”
Em 2016, Bad Bunny contava em um podcast a origem do seu nome artístico.
Uma foto de infância, vestido de coelho, olhando para a câmera com um sorriso travesso. Daí surgiu o nome Bad Bunny (“coelho mau”, em inglês).
Mas, na época, ele era pouco conhecido.
Dez anos depois, com sua mais recente produção, o disco Debí Tirar Más Fotos, Bad Bunny fez história ao ser o primeiro artista a ganhar o prêmio Grammy de melhor álbum com um disco totalmente em espanhol.
Com 31 anos, ele irá cantar neste domingo (8) no show de intervalo do Super Bowl, a final da liga de futebol americano, o evento esportivo mais importante dos Estados Unidos, para mais de 120 milhões de espectadores.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Quando era adolescente, no quarto de casa em Vega Baja, uma humilde cidade litorânea no norte de Porto Rico, Benito Antonio Martínez Ocasio subia músicas de trap na plataforma SoundCloud, mas o mundo do estrelato parecia distante.
Ele trabalhava como empacotador em um supermercado e não tinha conexões na indústria. Seu pai era motorista de caminhão, e sua mãe, professora.
“Não conheço ninguém no mundo da música”, dizia ele. “Não é possível que eu saia para comprar um pincho [comida de rua] e me encontre com Daddy Yankee.”
O Super Bowl é um dos eventos midiáticos mais importantes dos Estados Unidos.
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Mas ele não precisou de um encontro tão fortuito com o rei do reggaeton. No ano passado, a revista The New Yorker o considerou a “maior estrela do pop” e o jornal The New York Times afirmou que ele “reinventou o panorama da música em espanhol”.
Bad Bunny foi o artista mais ouvido do mundo no Spotify em 2020, 2021, 2022 e 2025, superando estrelas como Drake e Taylor Swift.
Dados Spotify
BBC
Em 2024, seu disco Un Verano Sin Ti foi reconhecido como o álbum mais reproduzido na história da plataforma. Foram mais de 15 bilhões de reproduções, segundo o Guinness Records.
Para Leila Cobo, uma das diretoras de conteúdo da revista musical Billboard, Benito redefiniu a relação entre os artistas latinos e a indústria global. Ele impregnou o gênero urbano com um novo som, graças às suas inesperadas misturas de ritmos urbanos e gêneros autóctones da América Latina.
Durante este processo, ele se tornou uma figura política, que desafia a hipermasculinidade da indústria musical latina e defende a independência da sua ilha, um território dos Estados Unidos sem poder de soberania.
Dados Spotify
BBC
Música nova, mas antiga
Em janeiro de 2025, Bad Bunny compareceu ao set do programa Popcast, do New York Times, para conversar sobre seu disco recém-lançado, DtMF.
Ele tentou falar em inglês, mas acabou falando uma mistura de inglês e espanhol.
A população de Porto Rico tem cidadania americana, mas apenas 22% consideram que falam inglês “muito bem”, segundo dados do Censo dos Estados Unidos.
“Sempre soube que poderia ser grande sendo porto-riquenho, com minha música, minha gíria e minha cultura”, declarou ele.
A cada canção, ele “desenha um mapa de Porto Rico e do Caribe”, segundo explica à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) o professor Albert Laguna, que ministra um curso sobre Bad Bunny na Universidade Yale, uma das mais prestigiadas nos Estados Unidos.

Os versos levam do sexo explícito (Safaera) até o romântico (Baile Inolvidable). Mas eles também denunciam os constantes cortes de eletricidade de uma ilha com um sistema energético obsoleto (El Apagón) e a gentrificação (Lo que le Pasó a Hawái).
“Seus álbuns trazem uma sensação nova, vibrante e inclusiva”, segundo o repórter de música da BBC Mark Savage. “E cantar em espanhol oferece a ele uma autenticidade que seria perdida se ele buscasse sucessos pop em outro idioma.”
“Seu rico tom de barítono transmite desprezo, desamor, ira ou êxtase, com uma clareza tão vívida que não resta nenhuma dúvida sobre sua intenção”, prossegue Savage.
Bad Bunny mantém forte conexão com sua cultura porto-riquenha
Getty Images
Para os porto-riquenhos, preservar o espanhol, historicamente, é um símbolo de resistência frente à substituição da sua cultura pela americana.
Ao anunciar que cantaria no Super Bowl, em outubro, ele avisou às pessoas que não falam espanhol que teriam “quatro meses para aprender” o idioma.
Política além do perreo
Aquele jovem que, nas suas primeiras canções, se preocupava mais com as mulheres ou com o dinheiro, teve um despertar político ao longo dos anos.
Este desenvolvimento se reflete não apenas na sua música, repleta de símbolos nacionais porto-riquenhos, mas também nas suas ações.

Bad Bunny foi um dos rostos observados nos históricos protestos de 2019 em Porto Rico. E usou suas redes sociais para apoiar políticos independentistas para o governo da ilha.
Ele também criticou as batidas contra imigrantes do governo Donald Trump. Na última cerimônia de entrega do prêmio Grammy, ele lançou a mensagem “Fora ICE”, a sigla em inglês do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos.
Anteriormente, em 2025, ele se negou a incluir os Estados Unidos na sua turnê, por receio de que o ICE a usasse para deter imigrantes.
Este ativismo também lhe rendeu críticas, especialmente de setores da direita americana.
Donald Trump criticou a escolha de Bad Bunny para cantar no Super Bowl.
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Ao tomar conhecimento da escolha de Bad Bunny para o Super Bowl, Trump afirmou não saber quem é o cantor. O presidente americano declarou que, para ele, era “absolutamente ridícula” sua escolha para o show.
É difícil avaliar se os esforços de Bad Bunny trazem impacto real para a política dos Estados Unidos em relação a Porto Rico, comenta à BBC News Mundo o sociólogo porto-riquenho Luis J. Cintrón, especialista em meios de comunicação e cultura latino-americana.
O que se sabe ao certo é que o artista deu visibilidade à ilha, que costuma ficar de fora da agenda da imprensa dos Estados Unidos. E, sem ter soberania nem relações bilaterais com outros países, Porto Rico depende da sua cultura para chegar ao mundo.
“Sem deixar de ser capitalista, ele se transformou em um símbolo de resistência” e “embaixador da cultura e da identidade porto-riquenha”, segundo Cintrón.
Gênero, feminismo e moda
Desde o início da carreira, Bad Bunny surpreendeu com o uso de cores vibrantes, estampas arriscadas e esmalte de unhas. Era uma estética contrastante com o determinado pelo gênero urbano.
E esta política do corpo logo influenciou sua música.
Músicas como Yo Perreo Sola reivindicam o direito da mulher a desfrutar do seu corpo sem companhia. E, em Andrea, Bad Bunny deu voz à violência enfrentada pelas mulheres no seu dia a dia.
Ele alimentou esta fama com ações como beijar um homem durante uma apresentação e denunciar em rede nacional de televisão o assassinato de uma mulher trans.
Mas alguns estudiosos afirmam que o cantor se contradiz constantemente.
A socióloga Silvia Díaz Fernández, especialista em meios de comunicação da Universidade de Coventry, no Reino Unido, alerta que as mensagens feministas de algumas das canções contrastam com outras, nas quais persistem ideias misóginas e hipersexualização.
Fernández defende, no site de notícias acadêmicas The Conversation, que o artista flerta com estéticas andróginas, mas, no fundo, preserva o sexismo.
Ainda assim, Bad Bunny se transformou em um ícone da moda, capaz de dominar as passarelas do Met Gala de Nova York, nos Estados Unidos, e vestir modelos de estilistas exclusivos.
Nas suas aparições mais recentes, ele integrou símbolos do nacionalismo porto-riquenho, como a pava, um chapéu típico dos camponeses da ilha durante a colonização espanhola.
Local e global
O grande impacto de Bad Bunny foi ter convertido o local e regional em um fenômeno de interesse global, segundo Leila Cobo, da Billboard.
O porto-riquenho se afastou dos ritmos normalmente sintetizados do reggaeton para incorporar instrumentos reais e acústicos, além de suas menções e homenagens à cultura caribenha e de Porto Rico.
Em suas produções, Bad Bunny mistura o reggaeton e o trap com ritmos como salsa, merengue, mambo, bossa nova e plena, um gênero tipicamente porto-riquenho.
Suas letras também estão repletas de referências aos artistas que ele admira, desde o reggaeton de Daddy Yankee até o orgulho afro-caribenho do cantor e compositor Ismael Rivera (1931-1987).
Com sua apresentação no Super Bowl, Bad Bunny entra para um seleto grupo de latinos que atuaram como artistas centrais do show do intervalo, ao lado da colombiana Shakira e da cubana Gloria Estefan. Mas ele será o primeiro a ter gravado, até agora, todos os seus álbuns em espanhol.
Seu show chega em um momento de grandes tensões devido à questão migratória nos Estados Unidos, frente a um público em Santa Clara, Califórnia, que não necessariamente entenderá a letra das suas canções.
Mas Bad Bunny já fez turnês mundiais com recordes de renda, conquistou dezenas de prêmios, atingiu feitos inéditos e conquistou um público massivo sem precisar que todas as pessoas entendessem espanhol.
Só por isso, ele já tem seu lugar reservado na história da indústria musical.

Fonte: G1 Entretenimento

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Rebecca quer brincar o Carnaval com o ‘batidão’ dos funks do EP ‘Rebeccagem’


Rebecca canta cinco músicas inéditas no EP ‘Rebeccagem’
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Revelada como passista da escola de samba Salgueiro, antes de se lançar como cantora no universo do funk carioca na segunda metade dos anos 2010, Rebeca Alves Lourical quer fazer o público brincar o Carnaval ao som do batidão.
Apresentada de início com MC Rebecca, mas já há alguns anos assinando somente Rebecca na discografia formada somente por singles e EPs, a cantora e compositora carioca lança o segundo EP, “Rebeccagem”, enquanto segue em estúdio finalizando o primeiro álbum, de acordo com comunicado da Sony Music.
Disponível desde ontem, 6 de fevereiro, com cinco músicas inéditas, o EP “Rebeccagem” é apresentado pela gravadora como um disco que mostra Rebecca indo “do deboche à sensualidade, da provocação à entrega”.
O repertório do EP é composto pelas faixas “Amostra grátis” (TH41, Blue, Messas, Dona Nyna, Bruna Souza e Santinho), “Balinha” (TH41, Blue, Messas e Dona Nyna), “Broxa” (Rebecca, Alexandra de Farias, Felipe Pinheiro Lourenço e Gustavo Lima) e “Só no amor” (TH41, Blue, Messas e Dona Nyna), além da música-título “Rebeccagem” (Gioli, Felipe Pinheiro Lourenço, Honorato GB, Gustavo Lima, Patrick Martins e Luís Felipe da Silva).
Capa do EP ‘Rebeccagem’, de Rebecca
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento