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Brad Arnold, vocalista do 3 Doors Down, morre aos 47 anos


Brad Arnold, vocalista do 3 Doors Down, comentou diagnóstico de câncer
Reprodução/Instagram
O músico americano Brad Arnold, líder e fundador da banda de rock 3 Doors Down, morreu neste sábado (7), aos 47 anos. Ele enfrentava um câncer renal em estágio avançado, que havia se espalhado para os pulmões.
A morte foi confirmada pelo próprio grupo em um comunicado publicado nas redes sociais. Segundo a banda, Arnold morreu de forma tranquila, ao lado da esposa, Jennifer, e de familiares próximos.
Na nota, o grupo destacou não apenas a trajetória artística do cantor, mas também sua personalidade.
“Ele foi um marido dedicado, e sua gentileza, senso de humor e generosidade tocaram todos que tiveram a sorte de conhecê-lo”, diz o texto. A família agradeceu as manifestações de apoio e pediu respeito à privacidade neste momento.
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Arnold havia revelado publicamente o diagnóstico de carcinoma renal de células claras (ccRCC) no ano passado. Em maio, ele anunciou o cancelamento da turnê do 3 Doors Down por causa do tratamento. Na época, afirmou que não tinha medo da doença.
Fundada em 1996, a banda surgiu da parceria entre Brad Arnold, Matt Roberts e Todd Harrell. O grupo ganhou projeção internacional com “Kryptonite”, música composta por Arnold ainda na adolescência e que alcançou a terceira posição na Billboard Hot 100.
O primeiro álbum, “The Better Life”, lançado em 2000, vendeu mais de 7 milhões de cópias e figurou entre os discos mais vendidos daquele ano.
No Brasil, o 3 Doors Down ficou especialmente conhecido no início dos anos 2000 com a música “Here Without You”, que integrou a trilha sonora da novela “Malhação”, da TV Globo.
Com uma carreira marcada por sucessos no rock mainstream, Brad Arnold deixa um legado que atravessou gerações de fãs. Segundo a banda, ele “será profundamente lembrado”.
3 Doors Down
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Bad Bunny no Super Bowl: como empacotador de humilde cidade porto-riquenha virou fenômeno global


Ronald Alexander Ávila-Claudio e Equipe de Jornalismo Visual
BBC
“Você consegue imaginar um coelho mau? Não. Por pior que seja, você vai querer abraçá-lo. Eu me considero assim.”
Em 2016, Bad Bunny contava em um podcast a origem do seu nome artístico.
Uma foto de infância, vestido de coelho, olhando para a câmera com um sorriso travesso. Daí surgiu o nome Bad Bunny (“coelho mau”, em inglês).
Mas, na época, ele era pouco conhecido.
Dez anos depois, com sua mais recente produção, o disco Debí Tirar Más Fotos, Bad Bunny fez história ao ser o primeiro artista a ganhar o prêmio Grammy de melhor álbum com um disco totalmente em espanhol.
Com 31 anos, ele irá cantar neste domingo (8) no show de intervalo do Super Bowl, a final da liga de futebol americano, o evento esportivo mais importante dos Estados Unidos, para mais de 120 milhões de espectadores.
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Quando era adolescente, no quarto de casa em Vega Baja, uma humilde cidade litorânea no norte de Porto Rico, Benito Antonio Martínez Ocasio subia músicas de trap na plataforma SoundCloud, mas o mundo do estrelato parecia distante.
Ele trabalhava como empacotador em um supermercado e não tinha conexões na indústria. Seu pai era motorista de caminhão, e sua mãe, professora.
“Não conheço ninguém no mundo da música”, dizia ele. “Não é possível que eu saia para comprar um pincho [comida de rua] e me encontre com Daddy Yankee.”
O Super Bowl é um dos eventos midiáticos mais importantes dos Estados Unidos.
Getty Images
Mas ele não precisou de um encontro tão fortuito com o rei do reggaeton. No ano passado, a revista The New Yorker o considerou a “maior estrela do pop” e o jornal The New York Times afirmou que ele “reinventou o panorama da música em espanhol”.
Bad Bunny foi o artista mais ouvido do mundo no Spotify em 2020, 2021, 2022 e 2025, superando estrelas como Drake e Taylor Swift.
Dados Spotify
BBC
Em 2024, seu disco Un Verano Sin Ti foi reconhecido como o álbum mais reproduzido na história da plataforma. Foram mais de 15 bilhões de reproduções, segundo o Guinness Records.
Para Leila Cobo, uma das diretoras de conteúdo da revista musical Billboard, Benito redefiniu a relação entre os artistas latinos e a indústria global. Ele impregnou o gênero urbano com um novo som, graças às suas inesperadas misturas de ritmos urbanos e gêneros autóctones da América Latina.
Durante este processo, ele se tornou uma figura política, que desafia a hipermasculinidade da indústria musical latina e defende a independência da sua ilha, um território dos Estados Unidos sem poder de soberania.
Dados Spotify
BBC
Música nova, mas antiga
Em janeiro de 2025, Bad Bunny compareceu ao set do programa Popcast, do New York Times, para conversar sobre seu disco recém-lançado, DtMF.
Ele tentou falar em inglês, mas acabou falando uma mistura de inglês e espanhol.
A população de Porto Rico tem cidadania americana, mas apenas 22% consideram que falam inglês “muito bem”, segundo dados do Censo dos Estados Unidos.
“Sempre soube que poderia ser grande sendo porto-riquenho, com minha música, minha gíria e minha cultura”, declarou ele.
A cada canção, ele “desenha um mapa de Porto Rico e do Caribe”, segundo explica à BBC News Mundo (o serviço em espanhol da BBC) o professor Albert Laguna, que ministra um curso sobre Bad Bunny na Universidade Yale, uma das mais prestigiadas nos Estados Unidos.

Os versos levam do sexo explícito (Safaera) até o romântico (Baile Inolvidable). Mas eles também denunciam os constantes cortes de eletricidade de uma ilha com um sistema energético obsoleto (El Apagón) e a gentrificação (Lo que le Pasó a Hawái).
“Seus álbuns trazem uma sensação nova, vibrante e inclusiva”, segundo o repórter de música da BBC Mark Savage. “E cantar em espanhol oferece a ele uma autenticidade que seria perdida se ele buscasse sucessos pop em outro idioma.”
“Seu rico tom de barítono transmite desprezo, desamor, ira ou êxtase, com uma clareza tão vívida que não resta nenhuma dúvida sobre sua intenção”, prossegue Savage.
Bad Bunny mantém forte conexão com sua cultura porto-riquenha
Getty Images
Para os porto-riquenhos, preservar o espanhol, historicamente, é um símbolo de resistência frente à substituição da sua cultura pela americana.
Ao anunciar que cantaria no Super Bowl, em outubro, ele avisou às pessoas que não falam espanhol que teriam “quatro meses para aprender” o idioma.
Política além do perreo
Aquele jovem que, nas suas primeiras canções, se preocupava mais com as mulheres ou com o dinheiro, teve um despertar político ao longo dos anos.
Este desenvolvimento se reflete não apenas na sua música, repleta de símbolos nacionais porto-riquenhos, mas também nas suas ações.

Bad Bunny foi um dos rostos observados nos históricos protestos de 2019 em Porto Rico. E usou suas redes sociais para apoiar políticos independentistas para o governo da ilha.
Ele também criticou as batidas contra imigrantes do governo Donald Trump. Na última cerimônia de entrega do prêmio Grammy, ele lançou a mensagem “Fora ICE”, a sigla em inglês do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos.
Anteriormente, em 2025, ele se negou a incluir os Estados Unidos na sua turnê, por receio de que o ICE a usasse para deter imigrantes.
Este ativismo também lhe rendeu críticas, especialmente de setores da direita americana.
Donald Trump criticou a escolha de Bad Bunny para cantar no Super Bowl.
Getty Images
Ao tomar conhecimento da escolha de Bad Bunny para o Super Bowl, Trump afirmou não saber quem é o cantor. O presidente americano declarou que, para ele, era “absolutamente ridícula” sua escolha para o show.
É difícil avaliar se os esforços de Bad Bunny trazem impacto real para a política dos Estados Unidos em relação a Porto Rico, comenta à BBC News Mundo o sociólogo porto-riquenho Luis J. Cintrón, especialista em meios de comunicação e cultura latino-americana.
O que se sabe ao certo é que o artista deu visibilidade à ilha, que costuma ficar de fora da agenda da imprensa dos Estados Unidos. E, sem ter soberania nem relações bilaterais com outros países, Porto Rico depende da sua cultura para chegar ao mundo.
“Sem deixar de ser capitalista, ele se transformou em um símbolo de resistência” e “embaixador da cultura e da identidade porto-riquenha”, segundo Cintrón.
Gênero, feminismo e moda
Desde o início da carreira, Bad Bunny surpreendeu com o uso de cores vibrantes, estampas arriscadas e esmalte de unhas. Era uma estética contrastante com o determinado pelo gênero urbano.
E esta política do corpo logo influenciou sua música.
Músicas como Yo Perreo Sola reivindicam o direito da mulher a desfrutar do seu corpo sem companhia. E, em Andrea, Bad Bunny deu voz à violência enfrentada pelas mulheres no seu dia a dia.
Ele alimentou esta fama com ações como beijar um homem durante uma apresentação e denunciar em rede nacional de televisão o assassinato de uma mulher trans.
Mas alguns estudiosos afirmam que o cantor se contradiz constantemente.
A socióloga Silvia Díaz Fernández, especialista em meios de comunicação da Universidade de Coventry, no Reino Unido, alerta que as mensagens feministas de algumas das canções contrastam com outras, nas quais persistem ideias misóginas e hipersexualização.
Fernández defende, no site de notícias acadêmicas The Conversation, que o artista flerta com estéticas andróginas, mas, no fundo, preserva o sexismo.
Ainda assim, Bad Bunny se transformou em um ícone da moda, capaz de dominar as passarelas do Met Gala de Nova York, nos Estados Unidos, e vestir modelos de estilistas exclusivos.
Nas suas aparições mais recentes, ele integrou símbolos do nacionalismo porto-riquenho, como a pava, um chapéu típico dos camponeses da ilha durante a colonização espanhola.
Local e global
O grande impacto de Bad Bunny foi ter convertido o local e regional em um fenômeno de interesse global, segundo Leila Cobo, da Billboard.
O porto-riquenho se afastou dos ritmos normalmente sintetizados do reggaeton para incorporar instrumentos reais e acústicos, além de suas menções e homenagens à cultura caribenha e de Porto Rico.
Em suas produções, Bad Bunny mistura o reggaeton e o trap com ritmos como salsa, merengue, mambo, bossa nova e plena, um gênero tipicamente porto-riquenho.
Suas letras também estão repletas de referências aos artistas que ele admira, desde o reggaeton de Daddy Yankee até o orgulho afro-caribenho do cantor e compositor Ismael Rivera (1931-1987).
Com sua apresentação no Super Bowl, Bad Bunny entra para um seleto grupo de latinos que atuaram como artistas centrais do show do intervalo, ao lado da colombiana Shakira e da cubana Gloria Estefan. Mas ele será o primeiro a ter gravado, até agora, todos os seus álbuns em espanhol.
Seu show chega em um momento de grandes tensões devido à questão migratória nos Estados Unidos, frente a um público em Santa Clara, Califórnia, que não necessariamente entenderá a letra das suas canções.
Mas Bad Bunny já fez turnês mundiais com recordes de renda, conquistou dezenas de prêmios, atingiu feitos inéditos e conquistou um público massivo sem precisar que todas as pessoas entendessem espanhol.
Só por isso, ele já tem seu lugar reservado na história da indústria musical.

Fonte: G1 Entretenimento

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Rebecca quer brincar o Carnaval com o ‘batidão’ dos funks do EP ‘Rebeccagem’


Rebecca canta cinco músicas inéditas no EP ‘Rebeccagem’
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Revelada como passista da escola de samba Salgueiro, antes de se lançar como cantora no universo do funk carioca na segunda metade dos anos 2010, Rebeca Alves Lourical quer fazer o público brincar o Carnaval ao som do batidão.
Apresentada de início com MC Rebecca, mas já há alguns anos assinando somente Rebecca na discografia formada somente por singles e EPs, a cantora e compositora carioca lança o segundo EP, “Rebeccagem”, enquanto segue em estúdio finalizando o primeiro álbum, de acordo com comunicado da Sony Music.
Disponível desde ontem, 6 de fevereiro, com cinco músicas inéditas, o EP “Rebeccagem” é apresentado pela gravadora como um disco que mostra Rebecca indo “do deboche à sensualidade, da provocação à entrega”.
O repertório do EP é composto pelas faixas “Amostra grátis” (TH41, Blue, Messas, Dona Nyna, Bruna Souza e Santinho), “Balinha” (TH41, Blue, Messas e Dona Nyna), “Broxa” (Rebecca, Alexandra de Farias, Felipe Pinheiro Lourenço e Gustavo Lima) e “Só no amor” (TH41, Blue, Messas e Dona Nyna), além da música-título “Rebeccagem” (Gioli, Felipe Pinheiro Lourenço, Honorato GB, Gustavo Lima, Patrick Martins e Luís Felipe da Silva).
Capa do EP ‘Rebeccagem’, de Rebecca
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Romero Ferro segue o passo e a cartilha do frevo em música inédita, Pra gente ser um só’, gravada com Elba Ramalho


Romero Ferro e Elba Ramalho lançam o single ‘Pra gente ser um só’ na segunda-feira, 9 de fevereiro, Dia do Frevo
Divulgação
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: Pra gente ser um só
Artistas: Romero Ferro e Elba Ramalho
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ Em 2016, Romero Ferro deu início a um movimento intitulado Frevália e criado com a ambição de revitalizar o frevo como um gênero musical pop e contemporâneo por excelência, com validade além do Carnaval.
A rigor, o artista jamais alterou o status desse elétrico ritmo que anima os foliões de Pernambuco, sobretudo em Olinda (PE) e no Recife (PE), epicentros do Carnaval do estado. Contudo, o pretenso movimento – que completa dez anos em 2026 – gerou há dois anos o bom álbum “Frevália” (2024), título gregário da discografia de Ferro, artista nascido há quase 35 anos (em abril de 1991) em Garanhuns (PE), terra de Dominguinhos (1941 – 2013).
Para celebrar a primeira década de Frevália, Ferro lança o single “Pra gente ser um só” na segunda-feira, 9 de fevereiro, data em que Pernambuco comemora o Dia do Frevo (o Dia Nacional do Frevo é celebrado em 14 de setembro).
“Pra gente ser um só” é o primeiro single do cantor desde “Carnaval do desejo” (2025), faixa apresentada há um ano como amostra inicial de um anunciado álbum, “Ouro”, em tese quase pronto na época, mas ainda não efetivamente lançado.
Na composição e gravação de “Pra gente ser um só”, Romero Ferro segue o passo e a cartilha do frevo. A música inédita foi feita por Ferro em parceria com Juliano Holanda, um dos compositores mais profícuos da atual geração pernambucana. Já a gravação, feita com produção musical de Luccas Maia, junta Romero com Elba Ramalho, intérprete habituada a cantar frevos com a energia exigida pelo gênero.
O feat funciona e, sim, a música “Pra gente ser um só” é boa. Talvez a composição não resista além da folia de 2026, mas tem cacife para animar os Carnavais, inclusive pela quentura do arranjo dos metais orquestrados pelo saxofonista e maestro Parrô Melo. O toque das guitarras de Juliano Holanda dá turbinada no frevo sem anular a proeminência dos metais.
O resultado é um registro vibrante que jamais perde o pique ao longo dos três minutos da gravação e faz da música “Pra gente ser um só” uma boa candidata para animar uma festa em que, no calor da multidão, todo mundo parece mesmo um só folião.
Capa do single ‘Pra gente ser um só’, de Romero Ferro & Elba Ramalho
Design de Pássara 3000

Fonte: G1 Entretenimento

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Show de Bad Bunny já é o mais político da história do Super Bowl, mesmo se não tiver manifestações


Após protestos contra o ICE no Grammy, expectativa se volta para show de Bad Bunny no Super Bowl
Bad Bunny está no topo do mundo. Ele é o artista mais ouvido do planeta, acaba de ganhar o Grammy de álbum do ano e, neste domingo (8), comanda o cobiçado intervalo do Super Bowl, evento de maior audiência da TV americana.
O show terá transmissão ao vivo na GE TV e no Multishow, a partir das 22h, com reexibição na TV Globo após o “BBB”.
Tudo indica que esse show vai causar muita discussão. Não que ele precise fazer muito pra isso: será um artista porto-riquenho, que canta em espanhol e já se posicionou contra o Trump, ocupando o palco do evento mais midiático e americano da atualidade. Tudo isso em um período muito tenso por lá.
Antes mesmo de acontecer, a apresentação de Bad Bunny já repercutiu significativamente em relação aos últimos anos. E enfureceu Trump e seus apoiadores, alguns até organizando uma “programação paralela” em protesto.
Neste domingo, o intervalo pode bater recordes de audiência. Podemos estar diante do show mais politicamente carregado da história do Super Bowl — mesmo que o cantor não faça nenhuma manifestação. Entenda:
Artista já se posiciona na carreira e no álbum
Não é segredo que Bad Bunny tem um lado político atrelado ao seu trabalho. Há anos, as músicas e o posicionamento público do cantor falam por ele.
Isso ficou claro em 2019, quando o músico abandonou uma turnê para se juntar a uma onda de protestos contra o governador Rosselló, em Porto Rico. Na época, ele se juntou aos conterrâneos Residente, iLe e Ricky Martin, se tornando uma das celebridades porto-riquenhas mais ativas politicamente.
Além disso, Bad Bunny nunca abriu mão de sua identidade latina para emplacar nos Estados Unidos, um privilégio que Shakira ou Ricky Martin não puderam ter.
As músicas do cantor são inerentemente latino-americanas: seguem a linha do reggaeton e trap latino, com letras em espanhol, além de citações musicais que vão de “Garota de Ipanema” a clássicos porto-riquenhos.
Bad Bunny coloca a bandeira de Porto Rico na Estátua da Liberdade no clipe de ‘Nuevayol’
Reprodução/YouTube
Essa aposta ficou maior com o disco “Debí Tirar Más Fotos”, que defende a história e a cultura de Porto Rico. Lançado no dia 5 de janeiro de 2025, semanas antes da posse de Trump, o álbum fala sobre identidade latina, gentrificação e imperialismo americano na ilha. Em muitos casos, os temas mais políticos são disfarçados sob batidas dançantes.
Um destaque é o clipe de “Nuevayol”. Nele, imigrantes param para ouvir o rádio, com uma voz que soa como a de Trump.
“Cometi um erro. Quero pedir desculpas aos imigrantes na América. Estou nos Estados Unidos. Sei que a América é o continente inteiro. Quero dizer que este país não é nada sem os imigrantes. Este país não é nada sem mexicanos, dominicanos, porto-riquenhos, colombianos, venezuelanos, cubanos…”, diz a voz que imita Trump.
Vale dizer que o Super Bowl será o único show da turnê atual de Bad Bunny nos EUA. O músico não incluiu nenhuma outra data no território estadunidense, dizendo que tinha medo de que seus fãs fossem alvo de operações do ICE.
Como Bad Bunny usou seu novo disco para defender a história e a cultura de Porto Rico
Tensões políticas no auge
O show do intervalo do Super Bowl é um dos eventos musicais mais assistidos do mundo, atraindo mais de 100 milhões de telespectadores somente nos Estados Unidos.
Historicamente, é um entretenimento “inofensivo”, projetado para manter o público ligado e garantir o faturamento publicitário nesse evento de altíssima audiência da TV americana.
Não é exatamente um evento isento de polêmicas, claro. Na verdade, um pouquinho de controvérsia (como mostrar o dedo do meio ao vivo, como fez M.I.A. em 2012) nunca fez mal para a divulgação do negócio.
Mas de manifestação mesmo, o máximo que o Super Bowl viu foi em 2016 — quando Beyoncé, vestida como os Panteras Negras, divulgou uma música inédita sobre negritude. Mas ela era só a convidada da atração principal, que era o Coldplay. Ou em 2025, quando um dançarino de Kendrick Lamar mostrou uma bandeira da Palestina e do Sudão de forma abrupta. Ele foi preso.
Beyonce em apresentação de ‘Formation’ no Super Bowl em 2016
Matt Slocum/AP
Mas desta vez, os Estados Unidos vivem um momento de grande inquietação em seu próprio território e é inevitável que isso transborde para o evento. O Super Bowl se dará em meio à onda de manifestações contra o ICE, após mortes causadas pela agência de imigração no Minnesota.
Na época do anúncio de Bad Bunny, a Secretária de Segurança Interna dos Estados Unidos Kristi Noem chegou a dizer que o ICE estaria “em todo o lugar” durante o Super Bowl.
Mas nos últimos dias, a chefe de segurança da NFL, Cathy Lanier, afirmou que os agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos não terão qualquer participação no evento.
De toda forma, o clima segue bastante tenso por lá. E em um momento em que ações anti-imigração são a pauta da vez, um artista porta-voz da comunidade latina subirá ao palco.
Nesse contexto, quase tudo que ele fizer (ou não fizer) vai acabar gerando discussão. Aliás, em parte, é isso que a NFL quer: audiência, conversa, e mais publicidade.
Como deve ser o show?
Apesar de todos os fatores, pode ser que Bad Bunny não faça grandes manifestações na apresentação deste domingo (8). Ele já se posicionou ao vencer o Grammy na última semana, quando aproveitou para defender imigrantes e pedir “fora ICE” em seu discurso.
Bad Bunny se emociona ao vencer Grammy de álbum do ano por ‘Debí Tirar Más Fotos’
Chris Pizzello/Invision/AP
Nesta semana, o comissário da NFL Roger Goodell minimizou as polêmicas em torno do show. Ele disse que espera que a apresentação sirva para “unir pessoas” em vez de debates políticos. A declaração de Bad Bunny sobre o show foi na mesma linha.
“Vai ser divertido, vai ser uma festa. Vai ser fácil, e as pessoas só precisam se preocupar em dançar”, adiantou o cantor em entrevista à Apple Music nesta quinta (5).
Trata-se de um evento extremamente coreografado, com questões contratuais acordadas com grandes instituições. É besteira acreditar que a NFL permitiria que o show saísse muito do script ou causasse demais.
Tudo indica que o lema do show será de união e exaltação da cultura latino-americana. No contexto atual, isso já indica um posicionamento. E talvez o máximo que um show desse calibre pode ter.

Fonte: G1 Entretenimento

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Fred Smith, baixista da banda Television, morre aos 77 anos


A banda de rock Television com Richard Lloyd, Tom Verlaine, Billy Ficca e Fred Smith.
Reprodução/Redes sociais
Fred Smith, baixista da banda de rock Television, morreu aos 77 anos na última quinta-feira (5). A morte foi confirmada pelo grupo nas redes sociais nesta sexta-feira (6).
A causa não foi divulgada, mas a banda informou que o músico enfrentava uma doença havia alguns anos.
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Nascido em 1948, Fred Smith foi um músico influente na formação do rock alternativo e da cena punk rock de Nova York. Ele iniciou a carreira como baixista da banda Angel and the Snake, grupo que mais tarde se tornaria o Blondie.
Em 1975, deixou o grupo e passou a integrar o Television, substituindo Richard Hell. Ele permaneceu como integrante fixo até a separação da banda, em 1978.
Com o Television, participou dos álbuns Marquee Moon (1977) e Adventure (1978), considerados marcos do rock nova-iorquino.
Após o fim da banda, colaborou em discos solo de Tom Verlaine, vocalista falecido em 2023, e Richard Lloyd, além de trabalhos com artistas como Roches, Willie Nile, Peregrins e Revelons.
Smith voltou a integrar o Television na reunião do grupo, em 1992, ano em que foi lançado o terceiro álbum da banda, homônimo. Ele também participou de apresentações ao longo dos anos 2000.
Em uma homenagem publicada nas redes sociais, o músico e ex-guitarrista da banda Jimmy Rip descreveu Smith como um amigo próximo e parceiro de estrada por mais de quatro décadas.
Segundo ele, o baixista era conhecido pelo estilo discreto e preciso, com linhas melódicas que valorizavam as canções sem excessos.
“Fred Smith, o lendário baixista do Television, de Tom Verlaine e de muitos outros artistas, não foi apenas meu companheiro de banda por 46 anos — ele foi meu verdadeiro amigo. Era um ótimo parceiro de estrada e exatamente o tipo de pessoa que você queria por perto quando a vida na turnê ficava cansativa”, escreveu.
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Rip afirmou que Smith enfrentou uma doença nos últimos anos, mas manteve planos para o futuro. “Ele lutou muito contra a doença e continuava pensando em novos projetos.
“Tínhamos grandes planos de tocar as músicas de Tom ao vivo este ano, mas não foi possível. Felizmente, conseguimos nos despedir. ‘Eu te amo’ foram as últimas palavras que trocamos.”
A banda Television veio ao Brasil em 2013, quando se apresentou no festival Abril Pro Rock, em Olinda (PE), com repertório baseado nos clássicos dos anos 1970, como “Marquee Moon”.
Fred Smith integrou o Television entre 1975 e 1978
Reprodução/Redes Sociais

Fonte: G1 Entretenimento

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Banda Detonautas esboça uma virada pop em álbum programado para março e produzido por Pablo Bispo e Ruxell


A banda Detonautas mixa rock, pop e batidas eletrônicas no repertório inédito e autoral de álbum previsto para março
Pedro Hansen / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Desde o segundo semestre de 2025, a banda carioca Detonautas prepara guinada estética na trajetória fonográfica com a intenção de se conectar com o som e os ritmos do momento. Essa virada pop será consolidada em março com a edição do primeiro álbum do grupo desde “Detonautas 20 anos – Acústico” (2023).
Nesse álbum, a banda aposta em mix contemporâneo de rock, pop e batidas eletrônicas. Para tal, o quinteto se conectou aos produtores musicais Pablo Bispo e Ruxell, nomes por trás de hits e discos de estrelas como Iza, Pabllo Vittar e Gloria Groove.
A parceria já rendeu dois singles, “Potinho de veneno” (2025) – lançado em 31 de outubro – e “Vampira”, este gravado com participação do carnavalesco e comentarista Milton Cunha e lançado nesta sexta-feira, 6 de fevereiro.
Ambas as músicas são assinadas pelos integrantes da banda Detonautas com Pablo Bispo e Ruxell, produtores do álbum previsto para março.

Fonte: G1 Entretenimento

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Cantor da novela ‘Coração acelerado’, João Raul soa real em ‘Chama o Mozão’, EP que expõe o erotismo sertanejo na cadência do arrocha


Capa do EP ‘Chama o Mozão’, de João Raul
Divulgação
♫ CRÍTICA DE EP
Título: Chama o Mozão
Artista: João Raul
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ Cantor fictício criado para “Coração acelerado”, novela ambientada no universo sertanejo de Goiânia (GO) e exibida pela Globo no horário das 19h, João Raul já tem discografia própria, assinada pelo personagem, mas gravada na voz de Filipe Bragança, ator goiano que interpreta o astro sertanejo na trama criada e escrita por Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento.
Três meses após a edição do single “Fora do compasso” (2025), gravado por João Raul com a dupla Maiara & Maraisa e lançado em 28 de outubro, o cantor sertanejo da ficção tem o primeiro EP posto em rotação nos aplicativos de áudio a partir desta sexta-feira, 6 de fevereiro.
Com título que alude ao epíteto de João Raul na novela, Mozão do Brasil, o EP “Chama o Mozão” apresenta cinco músicas inéditas selecionadas dentre as dezenas de músicas feitas pelo time de compositores arregimentados para criar a trilha sonora original da novela.
As cinco músicas do EP “Chama o Mozão” – “Garrei nessa fada”, “Queria ser o batom”, “Senta no banco de couro”, “Babei na tela” e “Vem suar com seu Mozão” – expõem com fidelidade a energia da música sertaneja dos correntes anos 2020. É uma música sertaneja focada na sensualidade e pautada na cadência dançante de gêneros musicais como o arrocha, ritmo dominante no EP de João Raul.
As cinco composições do EP “Chama o Mozão” foram formatadas em estúdio pelos produtores musicais Daniel Musy e Samuel Deolli e gravadas com a voz de Filipe Bragança, ator que, por também ser cantor e músico (toca piano e violão), interpreta João Raul com precisão.
O canto de João Raul no EP “Chama o Mozão” está em perfeita sintonia com as músicas e com o tom conquistador do personagem, um pegador no início da trama de “Coração acelerado”, antes de ser fisgado pela cantora Agrado Garcia (Isadora Cruz). E, justiça seja feita,. as músicas são boas e, em alguns casos, bem acima da média do repertório sertanejo dos correntes anos 2000.
Dentre as músicas do EP, cabe destacar, em especial, “Garrei nessa fada” (Flavinho do Kadet, Greg Neto, Fabio Junior, Jonas Mateus, Kaue Segundêro, Normani Pelegrini e Samuel Deolli), “Queria ser o batom” (Fabio Junior. Gabriel Lorenzo, Mateus Candotti, Samuel Deolli, Suheldo Lima e Waléria Leão) e “Senta no banco de couro” (Fabio Junior. Gabriel Lorenzo, Mateus Candotti, Samuel Deolli, Suheldo Lima e Waléria Leão).
Já ouvidas na novela, essas três composições fluem com naturalidade e grudam que nem chiclete, sendo que “Senta no banco de couro” soa praticamente como um hino dos homens cafajestes do universo sertanejo.
A linguagem do repertório de João Raul é atual, com letras que versam sobre sensualidade em contexto virtual, caso dos versos de “Babei na tela” (Fabio Junior, Normani Pelegrini, Samuel Deolli, Suheldo Lima, Thauane Fontinelli, Vinni Miranda e William Daniel), música ainda inédita na trama da novela. “Foi no sobe e desce dela que eu quase babei na tela”, canta João Raul.
Quinta e última música do EP, o arrocha “Vem suar com seu Mozão” reitera o erotismo entranhado em todas as músicas. “Vem, vem vem, vem / Pro arrocha do Mozão / Provar meu beijo bom”, convida João Raul.
O charme do disco é que, com o talento vocal de Filipe Bragança (ótimo nas falas inseridas no meio das músicas,, como “Isso é João Raul, Bebê!” e “Ô Bebê, eu queria deslizar nessa sua boca”, esta em “Queria ser o batom”), a certeira produção musical de Daniel Musy e a aderência das três primeiras músicas, o EP “Chama o Mozão” deixa a impressão que o astro sertanejo da novela “Coração acelerado” João Raul é um cantor de verdade.
João Raul é o cantor sertanejo interpretado pelo ator Filipe Bragança na novela ‘Coração acelerado’
Manoella Mello / TV Globo

Fonte: G1 Entretenimento

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DJ Young Slade, filho do rapper Lil Jon, morre aos 27 anos


Lil Jon e seu filho, DJ Young Slade
Reprodução/Instagram/yoitsslade
A polícia encontrou o corpo do DJ Young Slade, filho do rapper Lil Jon, em um lago próximo à sua casa, nos Estados Unidos, nesta sexta-feira (6). Ele tinha 27 anos.
O rapaz, cujo nome verdadeiro é Nathan Smith, estava desaparecido desde a terça-feira (3), quando foi visto pela última vez ao sair correndo de sua casa.

Fonte: G1 Entretenimento

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Guitarras de Kurt Cobain, Beatles e outras lendas da música serão leiloadas nos EUA


Guitarras raras usadas por George Harrison e John Lennon, incluindo protótipo Vox Kensington, Gibson SG, Rickenbacker 1996 e Gretsch 6120, foram exibidas em prévia da coleção Jim Irsay em Los Angeles.
VALERIE MACON / AFP
A guitarra utilizada por Kurt Cobain no famoso hino do grunge “Smells like teen spirit” será leiloada nos Estados Unidos no próximo mês. A Fender Mustang do vocalista do Nirvana, de 1966, faz parte de um tesouro de instrumentos e recordações musicais do colecionador Jim Irsay.
O lote também inclui o bumbo com o logotipo estampado que anunciou a chegada dos Beatles aos Estados Unidos, quando os ‘Fab Four’ se apresentaram no “The Ed Sullivan Show” em 9 de fevereiro de 1964, programa assistido por 73 milhões de pessoas.
A coleção inclui guitarras de músicos que definiram o século XX, incluindo David Gilmour, do Pink Floyd, e Jerry Garcia, do Grateful Dead, assim como Eric Clapton, John Coltrane e Johnny Cash.
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Mas, no centro deste acervo, estão os manuscritos do sucesso dos Beatles “Hey Jude”, além de guitarras tocadas por John Lennon, Paul McCartney e George Harrison.
“É justo dizer que esta coleção de instrumentos dos Beatles… é a coleção a mais importante reunida por alguém que não foi membro da banda”, disse à AFP em Beverly Hills Amelia Walker, diretora em Londres de Coleções Privadas e Icônicas da casa de leilões Christie’s.
“Em sua coleção há cinco guitarras dos Beatles, bem como o primeiro kit de bateria Ludwig de Ringo Starr e o piano de John Lennon, no qual compôs várias canções de Sgt. Pepper’s”, explicou.
Guitarras de Kurt Cobain, Beatles e outras lendas da música serão leiloadas nos EUA
VALERIE MACON / AFP
A Christie’s estima que a bateria alcance cerca de 2 milhões de dólares (10,5 milhões de reais, na cotação atual), enquanto as guitarras podem ser vendidas por aproximadamente 1 milhão de dólares (5,2 milhões de reais) no leilão em Nova York.
Talvez o objeto mais caro da coleção seja a guitarra de Cobain, que especialistas avaliam em até 5 milhões de dólares (26,3 milhões de reais).
“É uma guitarra talismânica para a minha geração… que viveu o grunge (…)(Smells Like Teen Spirit) foi o hino dessa geração”, disse Walker.

Fonte: G1 Entretenimento