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Musical sobre Fafá de Belém é auto popular sobre brasilidade amazônica, do tamanho certo para o sorriso da artista


Em ‘Fafá de Belém – O musical’, Lucinha Lins interpreta a cantora na atualidade, com os cabelos platinados e a energia mais reflexiva da maturidade
Nil Caniné / Divulgação
♫ CRÍTICA DE MUSICAL DE TEATRO
Título: Fafá de Belém – O musical
Direção geral e idealização: Jô Santana
Direção artística: Gustavo Gasparani
Texto: Gustavo Gasparani e Eduardo Rieche
Cotação: ★ ★ ★ ★ 1/2
♬ A importância de Fafá de Belém na cena cultural do Brasil transcende a atuação da cantora paraense no campo musical. Projetada a partir de abril de 1975, com a veiculação do samba de roda “Filho da Bahia” (Walter Queiroz) na trilha sonora da novela “Gabriela” (TV Globo), Fafá teve participação destacada na cena política nacional da década de 1980 e, nos últimos anos, tem alcançado visibilidade social, alinhada com as pautas identitárias que defendem a valorização do povo e da cultura amazônica.
Em cartaz no Rio de Janeiro (RJ) de quinta-feira a domingo, em temporada que se estenderá até 8 de março no Teatro Riachuelo, o musical sobre a vida da artista dá conta de expor as várias facetas de Fafá. “Fafá de Belém – O musical” é auto popular sobre fé e brasilidade amazônica.
Trata-se do melhor espetáculo da série musical idealizada pelo produtor teatral Jô Santana, também creditado como diretor geral na ficha técnica. No posto de diretor artístico e de autor do texto, em escrita dividida com Eduardo Rieche, Gustavo Gasparani orquestrou musical fluente, brasileiro e colorido que captura o espectador ao longo de dois atos que, somados aos 15 minutos do intervalo de praxe em espetáculos do gênero, roçam três (agradáveis) horas.
Pecado de todos os musicais sobre as vidas e obras de personalidades vivas, a ausência de visão crítica sobre a trajetória de Fafá de Belém jamais empana o brilho do espetáculo, escrito sob o estrito ponto de vista da artista.
A boa premissa do texto é a filmagem de documentário sobre a vida de Fafá. A produção do filme é o pretexto cênico para que, através de conversas da artista com a diretora Yara Marques (personagem da cantora Naieme) e de filmagens de momentos emblemáticos da vida pessoal e da trajetória pública da artista, o musical repise os principais passos da caminhada de Fafá de Belém, partindo da Amazônia em rota que termina no mesmo ponto de partida, passando pela exposição da fé do povo paraense no Círio de Nazaré em cena em que se ouve o canto comovente de “Nossa Senhora” (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1993).
Helga Nemetik esbanja vitalidade e voz em cena ao interpretar Fafá de Belém nos anos 1970 e 1980
Nil Caniné / Divulgação
Para contar essa saga amazônica, três atrizes interpretam Maria de Fátima Palha de Figueiredo ao longo dos quase 70 anos de vida (a serem comemorados em 9 de agosto). Neta de Fafá, Laura Saab tem presença graciosa em cena ao personificar a Fafá moleca da infância e adolescência. Dona de farto material vocal, Helga Nemetik interpreta a Fafá brejeira da década de 1970 e a Fafá mais plural dos anos 1980, já liberta do estereótipo da cantora regional e sensual. Cantora e atriz, Lucinha Lins é a Fafá da maturidade, a Fafá dos dias de hoje e dos cabelos platinados.
Tanto Helga Nemetik quanto Lucinha Lins oferecem interpretações convincentes sem que uma atriz anule a força da outra em cena. Lucinha Lins tem a energia da Fafá de hoje, ainda intensa, mas menos impulsiva e mais reflexiva. Bem caracterizada como Fafá, Lucinha consegue imprimir o tom de voz da artista e reproduz com precisão a gargalhada característica da artista.
Helga Nemetik ainda precisa burilar a gargalhada (um tanto artificial com a atriz), mas injeta alegria e vitalidade em cena desde que aparece rodopiando ao som do canto do já mencionado samba de roda “Filho da Bahia”, irradiando a luz de Fafá em início de carreira conduzida pelo produtor Roberto Santana, visto no musical como um guardião atento da menina ingênua que veio de Belém (BA) para o Rio de Janeiro (RJ) tentar a sorte na música, até então cantada somente nos saraus da família e em apresentações de conjuntos da cidade natal.
Gustavo Gasparani merece aplausos entusiásticos como dramaturgo e diretor. Além de inventiva, rendeu bela imagem cênica a ideia de personificar o saxofonista Raul Mascarenhas – pai da única filha de Fafá, Mariana – como o boto que, reza a lenda amazônica, se transforma em homem sedutor, vestido de branco e com chapéu. É quando Helga canta lindamente “Que me venha esse homem” (David Tygel sobre poema de Bruna Lombardi, 1979).
O mesmo pode ser dito sobre a opção de Gasparani por fazer o público ouvir as canções mais populares da discografia de Fafá, como “Memórias” (Leonardo, 1986) e “Bandoleiro” (César Augusto e Fafá de Belém, 1995), nas vozes de transformistas de seios fartos – ilustração do fato de Fafá ser cantora adorada pela comunidade LGBTQIA+.
O musical enfatiza a adesão total de Fafá à campanha de 1984 pelas eleições diretas para presidente do Brasil
Nil Caniné / Divulgação
Em momento mais denso, “Fafá de Belém – O musical” põe em cena o engajamento da artista na campanha pelas Diretas Já que tomou o Brasil em 1984. É quando o público ouve “Menestrel das Alagoas” (Milton Nascimento e Fernando Brant, 1983) na interpretação certeira de Helga.
O total envolvimento de Fafá naquele momento político do Brasil irritou gente poderosa que detonou série de fake news sobre a artista. Uma dessas pessoas, o jornalista Zózimo Barrozo do Amaral (1941 – 1997) – então poderoso colunista do “Jornal do Brasil” – é citado nominalmente no texto como o maestro de campanha negativa que gerou atribulações para Fafá, tirando inclusive a paz da vida familiar da artista.
Em contrapartida, o texto omite o nome de Roberto Menescal – na época no posto de diretor artístico da gravadora Philips – como o executivo que aconselhou Fafá a voltar para Belém (PA) no início dos anos 1980, pouco antes de a cantora estourar em 1982 com a gravação de “Bilhete” (Ivan Lins e Vitor Martins, 1980), canção dolorida sobre separação, ouvida na voz de Lucinha Lins.
A propósito, as personificações em cena de Menescal, Max Pierre (outro executivo da indústria fonográfica com quem Fafá travou embate na década de 1980) e do DJ Zé Pedro (articulador do álbum que trouxe a cantora de volta ao mercado fonográfico em 2015 após ausência de dez anos) resultam fakes para quem conhece essas pessoas na vida real.
São meros detalhes de musical arrematado com o canto coletivo da toada amazônica “Vermelho” (Chico da Silva, 1996), fecho contagiante desse grande espetáculo produzido do tamanho certo para o sorriso de Fafá de Belém.
Neta da cantora, Laura Saab personifica a Fafá moleca da infância e adolescência no musical em cartaz até 8 de março no Rio de Janeiro
Nil Caniné / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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‘A Nobreza do Amor’: nova novela das seis terá batalhas e romance; veja o que esperar


A próxima novela das seis da TV Globo, “A Nobreza do Amor”, traz em uma fábula afrobrasileira que mistura aventura, romance e humor em uma superprodução que se passa nos anos 1920. A trama conecta dois universos fictícios, o reino africano de Batanga e a cidade nordestina de Barro Preto, para contar uma história que une amor, disputa de poder e busca por justiça.
A princesa Alika (Duda Santos) e Tonho (Ronald Sotto) de ‘A Nobreza do Amor’
Globo/Estevam Avellar
Na novela, a princesa Alika, interpretada por Duda Santos, foge para o Brasil depois que seu pai, o rei Cayman II (Welket Bungué), sofre um golpe organizado por Jendal (Lázaro Ramos). Refugiada com a mãe, a rainha Niara (Erika Januza), ela assume uma nova identidade ao chegar ao Nordeste. Do outro lado do oceano, Jendal se torna obcecado em capturar Alika, prometida a ele como esposa, e vê na volta da princesa a chance de consolidar seu controle sobre Batanga.
Bastidores da novela ‘A Nobreza do Amor’
Estevam Avellar/Globo
O romance entre Alika e Tonho, um trabalhador de engenho vivido por Ronald Sotto, move a narrativa enquanto os dois enfrentam desafios pessoais e se envolvem em conflitos que atravessam os dois continentes. A novela marca a estreia de Lázaro Ramos como vilão e apresenta cenários grandiosos e uma estética inspirada em referências africanas.
Escrita por Duca Rachid, Júlio Fischer e Elísio Lopes Júnior, “A Nobreza do Amor” tem estreia prevista para o dia 16 de março.
📺 O que se sabe até o momento de “A Nobreza do Amor” ❤️
Onde é ambientada a novela?
Dois lugares fictícios: o reino africano de Batanga e a cidade nordestina de Barro Preto, no interior do Rio Grande do Norte.
Quem são os protagonistas?
Os protagonistas são Alika, interpretada por Duda Santos, e Tonho, vivido por Ronald Sotto.
Bastidores da novela ‘A Nobreza do Amor’
Estevam Avellar/Globo
Quem é o vilão?
O vilão é Jendal, interpretado por Lázaro Ramos. Ele é o primeiro-ministro de Batanga e dá um golpe para usurpar o trono.
Por que a princesa Alika foge para o Brasil?
Ela foge depois que seu pai, o rei Cayman II, sofre um golpe de Estado liderado por Jendal, que também condena a família real à morte.
Qual é a missão de Alika?
Ela quer encontrar maneiras de recuperar o trono de Batanga e libertar o reino da tirania de Jendal.
Por que Jendal quer capturar Alika?
Porque Alika foi prometida a ele como esposa e, para Jendal, a captura dela representa a consolidação de seu poder sobre Batanga.
Onde foram gravadas as cenas da novela?
As gravações aconteceram no Rio de Janeiro, incluindo a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, e no Rio Grande do Norte, em cidades como Areia Branca, Mossoró, Guamaré, Macau, Parnamirim, Tibau do Sul e Natal.
Quando estreia ‘A Nobreza do Amor’ ?
A novela está prevista para estrear em 16 de março.
Bastidores da novela ‘A Nobreza do Amor’
Estevam Avellar/Globo

Fonte: G1 Entretenimento

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Hitmaker de Ariana, ex-‘iCarly’ E ‘Backyardigans’ tem seis indicações ao Grammy; conheça Leon Thomas


Hitmaker de Ariana e ex-‘iCarly’ tem seis indicações ao Grammy; conheça Leon Thomas
Uma das histórias mais curiosas e improváveis do Grammy 2026 é a de Leon Thomas. Já imaginou um ex-dublador de desenho se tornar compositor de grandes estrelas do pop? Anos depois, ele disputa em seis categorias da maior premiação da música do mundo.
Ator, produtor, compositor e cantor, Leon Thomas construiu sua carreira longe dos holofotes antes de chegar ao centro da conversa.
Trabalhou com Ariana Grande, Drake e SZA, venceu um Grammy como produtor e, agora, aparece como um dos artistas mais indicados da edição de 2026, graças ao álbum “Mutt”.
Ele concorre, entre outras categorias, a Álbum do Ano e Artista Revelação, na premiação que acontece neste domingo (1°).
Leon Thomas
Redes Sociais / divulgação
Leon faz parte de uma geração de atores infantojuvenis que marcou a televisão nos anos 2010. Ao lado de nomes como Ariana Grande e Miranda Cosgrove, ele ajudou a moldar a era de ouro da Nickelodeon. Foi um período que revelou artistas relevantes e influenciou uma geração que hoje domina redes sociais e cultura pop.
Da Broadway à televisão
Leon George Thomas III nasceu e cresceu em Nova York, em uma família ligada ao jazz. Começou a carreira ainda criança, aos 10 anos, interpretando Simba na versão da Broadway de “O Rei Leão”.
Pouco depois, entrou no universo da Nickelodeon ao dublar Tyrone no desenho “Backyardigans”. E ele seguiu crescendo na emissora: participou de episódios de “iCarly” até o papel fixo em “Brilhante Victoria”, quando contracenou com Ariana Grande. Parceria que, mais tarde, se estenderia para a música.
Leon Thomas segura um teclado no meio do elenco da série ‘Brilhante Victória’
Divulgação
Thomas também fez aparições em séries e filmes como “Insecure”, “Fear the Walking Dead” e o filme “Detroit”. Paralelamente à atuação, ele começou a se envolver diretamente com música. Ainda em Brilhante Victoria, participou da trilha sonora da série e deu seus primeiros passos como compositor, contribuindo para faixas do álbum “Yours Truly”, disco de estreia de Ariana Grande.
O produtor das divas e dos rappers
Ao lado do produtor Khris Riddick-Tynes, Leon formou o duo The Rascals. A dupla assinou produções importantes nos anos 2010, em projetos como “Stoney”, de Post Malone, e “Love, Marriage & Divorce”, parceria de Toni Braxton com Babyface.
Enquanto produzia para outros artistas, Thomas investia na própria carreira. Lançou mixtapes no SoundCloud, até estrear oficialmente em 2018 com o EP “Genesis”. Ainda como parte do The Rascals, coescreveu músicas para “Positions”, de Ariana Grande, e “Certified Lover Boy”, de Drake.
Em 2022, assinou com a lendária gravadora Motown e com a EZMNY, selo do rapper Ty Dolla $ign. Por lá, lançou seu álbum de estreia, “Electric Dusk” (2023).
Capa do álbum “Mutt” de Leon Thomas
Redes Sociais / divulgação
Em 2024, lançou “Mutt”, disco que marcou sua consolidação como artista solo. O álbum rendeu seis indicações ao Grammy 2026. Ele é o artista de R&B mais indicado da edição:
Álbum do Ano (“Mutt”)
Melhor Álbum de R&B (“Mutt”)
Melhor Performance de R&B (“Mutt” – Tiny Desk)
Melhor Performance Tradicional de R&B (“Vibes Don’t Lie”)
Melhor Canção de R&B (“Yes It Is”)
Artista Revelação
O reconhecimento vem na sequência de outro marco importante: em 2025, Leon venceu seu primeiro Grammy pela coautoria e produção da faixa “Snooze”, de SZA, premiada como Melhor Canção de R&B.
No fim do ano passado, ele também lançou o EP “Pholks”, com sete faixas e uma sonoridade mais próxima do rock.
Um crescimento sem atalhos
Leon Thomas é um caso raro de artista que começou muito cedo na indústria e evitou tanto a ascensão meteórica quanto o apagamento precoce. Em vez disso, construiu sua trajetória passo a passo, dos palcos da Broadway as produções de pop e rap, até chegar a maior premiação da indústria da música.
No Grammy 2026, ele disputa o prêmio de Álbum do Ano com nomes como Bad Bunny, Kendrick Lamar, Lady Gaga e Tyler, The Creator. Já na categoria Artista Revelação, aparece ao lado de alguns dos nomes mais comentados do ano como Olivia Dean e Katseye.

Fonte: G1 Entretenimento

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Nilton Cesar, artista morto aos 86 anos, foi discípulo de Orlando Dias no canto de repertório que espelhava a alma sentimental do povo brasileiro


Nilton Cesar (1939 – 1986) morre aos 86 anos em São Paulo
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♫ OBITUÁRIO
♬ Nilton Guimarães (27 de junho de 1939 – 28 de janeiro de 2026), nome de batismo do cantor mineiro conhecido como Nilton Cesar, morreu na manhã de ontem, aos 86 anos, em São Paulo (SP), cidade onde o corpo do artista foi velado e cremado no mesmo dia do falecimento. A causa da morte não foi revelada pela família.
Nilton Cesar foi um cantor que deu voz a músicas sentimentais caracterizadas como ‘bregas’ pelas elites culturais. Mineiro de Ituiutaba (MG), o artista jamais deixou de cantar, mas a voz de Nilton sempre esteve mais identificada com os anos 1960 e 1970, décadas em que vários cantores aderiram a um repertório extremamente popular e romântico, no rastro do cancioneiro pueril da Jovem Guarda.
A bem da verdade, Nilton Cesar debutou na carreira antes da Jovem Guarda, no início da década de 1960, quando já transitava entre as cidades de Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), epicentros do mercado fonográfico brasileiro. O cantor pegou o fim da era do rádio e logo começou a gravar discos pelas gravadoras RGE e (sobretudo) Continental, companhias fonográficas nacionais que abrigavam artistas bem populares.
Voz de boleros e sambas-canção, Nilton Cesar chegou a ficar conhecido como o Príncipe das baladas. O cantor seguiu a linha de antecessores como o pernambucano Orlando Dias (1923 – 2001), intérprete influente no universo do brega romântico. Nilton, aliás, pôs os pés na profissão de cantor imitando o estilo de Orlando em programas de calouros, nos quais normalmente sagrava-se vencedor.
Já profissional, Nilton emplacou o primeiro sucesso em 1964 com a gravação da guarânia “Choro por gostar de alguém”. Seguiu-se mais um sucesso, “Casa vazia”, que consolidou a trajetória do jovem cantor. O primeiro álbum marcante da carreira do artista, “Nilton Cesar com alma e coração”, foi lançado em 1965. Com este LP, o cantor emplacou o sucesso “Professor apaixonado”.
Quatro anos depois, em 1969, Nilton Cesar conseguiu estourar mais uma música, “Férias na Índia”. Em 1971, a gravação da música “A namorada que eu sonhei” rendeu mais um hit para este cantor cujo repertório refletiu a alma apaixonada do sentimental povo do Brasil, país de muitos reis e príncipes na dinastia da música romântica.

Fonte: G1 Entretenimento

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Renato Góes relembra momento ‘enrolado’ em sucuri do Pantanal após encontrar cobra dentro de casa no RJ


Renato Góes e Thaila Ayala compartilharam nas redes sociais o resgate de uma cobra
O ator Renato Góes relembrou nas redes sociais o momento em que ficou “enrolado” com uma sucuri, durante as gravações do remake da novela Pantanal, gravado em Aquidauana. A brincadeira foi compartilhada nesta quinta-feira (29) após uma cobra entrar na casa dele no Rio de Janeiro (RJ).
Na terça-feira (27), Renato e Thaila Ayala compartilharam nas redes sociais o momento em que chegaram na casa deles após as férias e encontraram a cobra gigante. O casal acionou o Corpo de Bombeiros, que recolheu o animal. Veja o vídeo acima.
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Na postagem, o ator brincou “Gostaram de mim no Pantanal e vieram atrás no RJ”.
Renato Góes relembra época do Pantanal, em Mato Grosso do Sul
Redes sociais
Durante as gravações em Mato Grosso do Sul, o protagonista, que viveu José Leôncio na primeira fase, foi surpreendido ao encontrar uma sucuri fazendo a digestão.
Na época, o ator postou a foto da sucuri digerindo um animal e brincou na legenda: “Minha vizinha tá de barriga cheia 🍀✨🐍”.
O clique foi compartilhado nas redes sociais do ator.
Renato Góes/Redes sociais
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Avistamentos de sucuris em MS
Sucuri gigante é flagrada embaixo d’água por empresário em MS
Em setembro de 2021, o empresário Juca Yagarapé ficou “cara a cara” com uma sucuri gigante em uma expedição subaquática por um rio de águas cristalinas, em Bonito (MS), a 278 km de Campo Grande. ASSISTA AO VÍDEO ACIMA.
Um dia antes do registro, o empresário encontrou um sucuri digerindo um animal, boiando no rio, também na região de Bonito. Veja vídeo abaixo.
O empresário explicou ao g1 que a hipótese da sucuri estar digerindo uma capivara foi levantada por causa do tamanho da presa, que estava ao longo do corpo da serpente.
No dia 9 de julho, o produtor rural e pescador amador Roney Dronov se deparou com outra sucuri gigante tomando sol, dessa vez em uma árvore, no leito do Rio Dourados, também em Mato Grosso do Sul.
Dronov, de 35 anos, contou ao g1 que estava acompanhado do pai durante a pescaria, e para ele, a sensação de ver a sucuri gigante foi “única”. Assista ao vídeo abaixo.
Sucuri gigante é flagrada ‘posando’ para vídeo de pescador, em rio de MS
Veja vídeos de Mato Grosso do Sul

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Melania’: documentário que custou US$ 75 milhões à Amazon deve arrecadar US$ 5 milhões na estreia


Assista ao trailer de ‘Melania’
O documentário “Melania”, sobre a primeira-dama americana, tornou-se o centro de uma intensa polêmica financeira e política nos Estados Unidos por causa do investimento de US$ 75 milhões feito pela Amazon MGM Studios.
O valor inclui cerca de US$ 40 milhões pelo licenciamento da obra e outros US$ 35 milhões em uma agressiva campanha de marketing, de acordo com o jornal “New York Times”, e é considerado muito superior a outros exemplares do gênero.
O filme, que estreia em cinemas ao redor do mundo nesta sexta-feira (30), acompanha a trajetória de Melania Trump nos 20 dias que antecederam a posse de Donald Trump em sua presidência. As projeções para a arrecadação deste primeiro fim-de-semana nos EUA vão de US$ 1 milhão a US$ 5 milhões.
O projeto marca o retorno do diretor Brett Ratner, que não lançava um longa-metragem desde 2017, após ter sido alvo de múltiplas acusações de má conduta sexual, as quais ele nega veementemente.
Analistas da indústria e críticos questionam os motivos por trás de um gasto tão elevado, sugerindo que a Amazon pode estar tentando angariar favores com o governo Trump.
O apresentador de talk show Jimmy Kimmel, que já foi tirado do ar após pressão do presidente, chegou a descrever o filme como um “suborno de US$ 75 milhões”.
“Este tem que ser o documentário mais caro já feito que não envolve o licenciamento de música”, afirmou ao jornal o executivo Ted Hope, que trabalhou na Amazon entre 2015 e 2020 e que foi fundamental no começo da divisão cinematográfica da empresa.
“Como pode não ser comparado com uma compra de favores ou um suborno explícito?”
Segundo o jornal “Guardian”, Melania Trump recebeu pessoalmente cerca de US$ 30 milhões do pagamento inicial feito pela gigante de tecnologia. Além disso, o fato de a primeira-dama ter exercido controle editorial sobre o conteúdo levantou críticas sobre a integridade artística e o valor jornalístico do documentário.
Tradicionalmente, documentários sobre figuras públicas são lançados diretamente em plataformas de streaming ou possuem circuitos de exibição muito restritos.
O documentário “RBG”, produzido pela CNN americana sobre a juíza da Suprema Corte americana Ruth Bader Ginsburg, foi realizado por US$ 1 milhão. Já a campanha de marketing, que rendeu ao filme duas indicações ao Oscar, custou cerca de US$ 3 milhões.
A obra foi lançada em 34 cinemas nos Estados Unidos e depois chegou a 432 telas ao longo de muitas semanas, o que o “NYT” chama de “um lançamento normal, até robusto, para um documentário”.
Melania Trump em cena do documentário ‘Melania’
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A estratégia de lançamento de “Melania” tem proporções maiores, com o filme chegando a cerca de 1.500 a 3.300 salas de cinema globalmente.
Apesar do esforço promocional, as projeções de bilheteria são conservadoras. Para que o projeto seja considerado um sucesso financeiro nos cinemas, ele precisaria superar recordes históricos da categoria.
Donald Trump tem utilizado sua rede social, Truth Social, para promover o documentário como algo imperdível, alegando que os ingressos estão esgotando rapidamente. No entanto, dados de vendas antecipadas mostram um cenário misto, com baixa procura em cidades como Nova York e Londres.
Enquanto em redutos conservadores como o Texas a procura é maior, o filme enfrenta resistência em outros mercados. A Amazon também realizou uma exibição privada na Casa Branca para convidados VIP e CEOs de grandes empresas, ao mesmo tempo em que optou por não realizar sessões prévias para a crítica especializada.
A campanha de marketing incluiu inserções publicitárias de alto custo durante jogos da NFL e uma forte presença na Fox News, emissora onde a própria Melania concedeu entrevista para reforçar a importância da experiência cinematográfica da obra.
No cenário internacional, o filme já enfrenta obstáculos diplomáticos. O documentário foi retirado de cartaz na África do Sul pelo distribuidor local, decisão que ocorre em meio a tensões crescentes entre Donald Trump e o governo sul-africano após declarações polêmicas do presidente dos EUA sobre o país.
Internamente, funcionários da divisão de entretenimento da Amazon expressaram desconforto com o projeto. Relatos sugerem que a aquisição foi uma decisão direta da liderança da empresa e que os empregados foram instruídos de que não poderiam se recusar a trabalhar no filme por motivos políticos.
O investimento em “Melania” representa uma mudança de rumo para a Amazon, que anteriormente era conhecida por distribuir documentários de viés progressista adquiridos por valores significativamente menores, como obras sobre James Baldwin e Stacey Abrams.
Nas bilheterias, o documentário terá uma concorrência acirrada de filmes de ficção, como o suspense de terror “Socorro!”, de Sam Raimi. Estrelado por Rachel McAdams, o longa de ficção deve liderar o ranking do fim de semana com arrecadação estimada em US$ 14 milhões.
Para Melania Trump, o projeto serve como o lançamento de sua nova empresa de produção, a Muse, sinalizando seu desejo de estabelecer uma carreira independente como produtora e figura midiática, para além do papel de esposa do presidente.

Fonte: G1 Entretenimento

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Fãs de BTS deixam de dormir em fila em frente a loja em SP após orientação de bilheteria; barracas foram desmontadas


Fãs do BTS já acampam na Zona Sul de SP por ingressos de show
Fãs do BTS que acampavam em frente a uma bilheteria que fica em um shopping na Zona Sul de São Paulo foram orientadas a não dormir mais no local após funcionários alegarem riscos à segurança, reclamações de moradores e comerciantes e a possibilidade de acionamento da polícia.
Segundo o g1 apurou, após negociação, ficou acordado que as fãs podem permanecer na frente do shopping durante o dia, porém sem montar as barracas. Ainda não há data para o início das vendas nem confirmação do local do evento.
Em nota, a Ticketmaster disse que a equipe de bilheteria do shopping não chegou a nenhum acordo nem emitiu instruções sobre o acampamento. Contudo, afirmou que “a orientação compartilhada foi uma recomendação geral para que os fãs evitem acampar, pois atualmente não há informações confirmadas sobre eventos disponíveis”.
“Não temos conhecimento de nenhuma orientação que possa ter sido fornecida separadamente por segurança local ou pessoal terceirizado, pois essas interações não envolveriam nossa equipe de bilheteria”, ressaltou a empresa.
O grupo de k-pop BTS anunciou em 13 de janeiro que fará três shows em São Paulo nos dias 28, 30 e 31 de outubro. A turnê marca a reunião do grupo após os sete membros serem liberados do serviço militar.
E mesmo sem a data oficial de início das vendas nem a definição do local da apresentação, fãs montaram acampamento na frente do shopping em 4 de janeiro à espera de informações sobre a comercialização das entradas.
No momento em que o g1 visitou o acampamento, em 13 de janeiro, só havia mulheres na fila e eram 25 barracas.
“Sou fã desde 2016, mas é a primeira vez que estou acampando. A gente já sabia que ia ser uma loucura e, por isso, viemos para cá hoje. Temos um processo de revezamento para não cansar ninguém e todo mundo poder ir para casa, trabalho, estudar”, afirmou Júlia Siqueira Alves, de 20 anos.
Aline Alcântara Carvalho afirmou que acampava pela segunda vez. “Em 2019 foi um momento incrível, valeu a pena, e agora estou novamente. Ser fã é muito difícil quando nossos artistas estão tão longes. A gente quer comprar álbum, ver shows. Vale muito a pena e estamos juntos. Vivemos momentos de alegria. Vale a pena esperar para comprar o ingresso.”
“O site é muito concorrido, então decidimos vir aqui. A gente larga esposo, vai dando um jeitinho para ficar aqui e conseguir o tão sonhado ingresso”, complementou Jéssica dos Santos, de 34 anos.
Sem data de venda, fãs do BTS já acampam na Zona Sul de SP por ingressos de show
Paola Patriarca/g1
Amanda Quirino, de 36 anos, e a filha, Sophia, de 18, estavam entre as fãs que decidiram se instalar em frente ao shopping para tentar garantir os ingressos do show.
No local, elas explicaram que as barracas funcionavam como pontos de organização: cada uma reúne cerca de 30 pessoas, que se revezam ao longo do dia para manter a fila ativa até a abertura oficial das vendas.
“A gente sabia que ia ter a turnê, mas ainda não era certeza. Quando teve o anúncio, já pensamos: temos que ir para lá agora. Vou ficar aqui até sair com meu ingresso. Por mais que tenha o perrengue, mas estar aqui te passa a segurança que você sabe que vai conseguir seu ingresso”, acredita Sophia.
Que emendou: “Online não é certeza, pode acontecer de derrubar o site ou não conseguir finalizar a compra, como ocorreu comigo em 2019. Então, desta vez eu decidi vir aqui. Para a gente, vale muito a pena e não tem nada mais gratificante que pegar o ingresso”, afirmou Sophia.
A mãe concorda. “Temos aqui filas de barraca. Toda barraca tem uma administradora e aí a gente se organiza. Tem participante que fica de manhã, outra de tarde, à noite. Tem participante que é do Rio de Janeiro, que ajuda financeiramente, e assim vamos até anunciarem a data da venda do ingresso. Estou aqui para apoiar minha filha e que ela garanta.”
A professora Cecília Stephanie ressaltou que decidiu acampar para garantir a realização do sonho de ir ao show do BTS. “Quero garantir meu ingresso mais do que ninguém. Eles ficaram muitos anos sem vir para cá. Quero realizar esse sonho agora e tudo que eu puder eu vou fazer.”
Vanessa Aparecida Reys Marchetti, de 50 anos, é enfermeira e também estava no acampamento. “Sou fã desde 2020 e é uma expectativa muito grande conseguir o ingresso.”
“Quero muito e vamos conseguir. Estou muito confiante”, ressaltou Rozineide de Souza Chimicoviati, de 58 anos, que também é fã de BTS desde 2020.
Sem data de venda, fãs do BTS já acampam na Zona Sul de SP por ingressos de show
Paola Patriarca/g1
Shows no Brasil
RM, Suga, VO, Jimin e Jungkook foram liberados do serviço obrigatório das Forças Armadas sul-coreanas, em junho de 2025.
“Para todos os fãs que nos esperaram, quero dizer que sou muito, muito grato. Por favor, esperem só mais um pouco e nós voltaremos com uma apresentação muito legal”, disse V diante dos fãs e da mídia, na época.
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Dois outros companheiros de banda, Jin e J-Hope, foram dispensados do serviço militar anteriormente e têm se apresentado em shows solo e em programas de variedades.
BTS no Grammy 2022
Amy Sussman / Getty Images via AFP
O BTS, ícone do K-pop reconhecido mundialmente, não lança um projeto em grupo desde 2022. Seus integrantes já conversavam sobre a reunião.
“Depois de buscar nossos próprios negócios, agora estamos voltando a nos reunir, e eu adoro isso para nós”, disse J-Hope em 2024.
Além da turnê, o grupo também já havia anunciado a chegada de um novo álbum. O lançamento será o primeiro desde “Proof”, álbum de 2022, mas ainda não se sabe muito sobre o novo disco.
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BTS de volta? Cantores são liberados do Exército e fãs estão ansiosos com retorno do grupo
BTS anuncia datas de turnê mundial após hiato de 4 anos
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Fonte: G1 Entretenimento

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Cineasta Silvio Da-Rin, ex-secretário de Lula, morre aos 77 anos


Silvio Da-Rin
Reprodução/FGV
O cineasta, documentarista e gestor cultural Silvio Da-Rin morreu aos 77 anos, na madrugada desta quinta-feira (29), no Rio de Janeiro.
De acordo com familiares, ele estava internado havia um longo período. A causa da morte não foi informada.
O cineasta foi secretário do Audiovisual no governo Lula entre 2007 e 2010, quando Gilberto Gil era ministro da Cultura. Em nota, o ministério (MinC) manifestou “profundo pesar”.
“Intelectual comprometido com o pensamento crítico e com a preservação da memória audiovisual brasileira, ele deixa um legado imensurável para cinema nacional e para as políticas públicas voltadas ao setor”, diz a nota.
Carioca, nascido em 1949, Silvio Da-Rin construiu uma trajetória marcada pela defesa do cinema brasileiro e pelo uso do documentário como instrumento de reflexão sobre a história política e social do país.
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Ao longo da carreira, atuou como diretor, técnico de som e formulador de políticas públicas para o setor audiovisual.
Antes de se firmar como diretor, Da-Rin teve atuação extensa nos bastidores do cinema nacional. Como técnico de som, participou de cerca de 150 produções, incluindo títulos importantes da retomada do cinema brasileiro, como “Pequeno Dicionário Amoroso”, “Villa-Lobos, Uma Vida de Paixão” e “Quase Dois Irmãos”.
Na direção, estreou em 1980 com o curta “Fênix”, que reuniu depoimentos de artistas e intelectuais sobre a repressão durante a ditadura militar.
Em seguida, realizou obras como “O Príncipe do Fogo”, premiado no Festival de Gramado, e “Igreja da Libertação”.
O reconhecimento mais amplo veio com o documentário “Hércules 56” (2006), que reconstitui o sequestro do embaixador americano Charles Burke Elbrick, em 1969, episódio marcante da resistência ao regime militar.
Em 2012, lançou o documentário “Paralelo 10”, que retratou as dificuldades enfrentadas pelos índios nativos na Amazônia.
Silvio Da-rin percorreu a floresta em busca de tribos isoladas da Amazônia.
Divulgação
Atuação em políticas públicas
Além da produção cinematográfica, Silvio Da-Rin teve papel relevante na formulação de políticas públicas para o audiovisual. Como secretário do Ministério da Cultura, participou da implementação de programas voltados ao fortalecimento da produção independente e à ampliação do conteúdo brasileiro na televisão.
Da-Rin também presidiu a Federação de Cineclubes e integrou a Associação Brasileira de Documentaristas. Na área acadêmica, deixou como referência o livro Espelho partido – tradição e renovação do documentário cinematográfico, derivado de sua pesquisa de mestrado na UFRJ.
O velório está previsto para sexta-feira (30), às 16h, no Cemitério São Francisco de Paula, no bairro do Catumbi, no Centro do Rio.
Repercussão
Em nota, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) manifestou pesar pelo falecimento do cineasta. Da-Rin foi Gerente Executivo de Articulação Internacional e Licenciamento da EBC entre 2010 e 2012, com contribuição ativa para o fortalecimento da comunicação pública.
Veja a íntegra da nota do Ministério da Cultura:
“O Ministério da Cultura (MinC) manifesta profundo pesar pelo falecimento do cineasta, documentarista e gestor público Silvio Da-Rin, aos 77 anos, nesta quinta-feira (29). Intelectual comprometido com o pensamento crítico e com a preservação da memória audiovisual brasileira, ele deixa um legado imensurável para cinema nacional e para as políticas públicas voltadas ao setor.
Carioca, Silvio Da-Rin construiu uma trajetória marcada pela dedicação ao documentário como ferramenta de reflexão sobre a história, a política e a sociedade brasileira. Iniciou sua carreira como técnico de som e integrou equipes de aproximadamente 150 produções audiovisuais, consolidando-se como um profissional de referência nos bastidores e na criação cinematográfica. Como diretor, assinou obras fundamentais do documentário brasileiro, muitas delas reconhecidas e premiadas no Brasil e no exterior.
Entre seus trabalhos mais emblemáticos está o longa-metragem Hércules 56 (2006), que revisita o sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em 1969, episódio central da resistência à ditadura civil-militar e que resultou na libertação de 16 presos políticos brasileiros. O filme tornou-se referência ao articular cinema, memória e política, reafirmando o compromisso de Da-Rin com a construção de uma narrativa crítica sobre o país.
Além de sua atuação como realizador, o cineasta teve papel fundamental na formação e no pensamento sobre o documentário. Em 2004, publicou o livro Espelho Partido – tradição e renovação do documentário cinematográfico, a partir de sua dissertação de mestrado na Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), obra considerada leitura essencial para pesquisadores, estudantes e profissionais do audiovisual.
Da-Rin também se destacou na esfera institucional. Participou ativamente da Associação Brasileira de Documentaristas (ABD) e, entre 2007 e 2010, esteve à frente da Secretaria do Audiovisual do MinC, período em que contribuiu de forma decisiva para o fortalecimento das políticas públicas do setor, o incentivo à produção independente e a valorização do cinema brasileiro em sua diversidade estética e regional.
Neste momento de luto, o Ministério da Cultura se solidariza com os familiares, amigos, colegas de trabalho e com toda a comunidade audiovisual brasileira, reconhecendo em Silvio Da-Rin um pensador e um cineasta comprometido com a ampliação do olhar do Brasil sobre si mesmo.”
A Riofilme postou em suas redes sociais uma nota de pesar:
“O cinema brasileiro perdeu hoje um cineasta que fez do documentário uma lente para se refletir e entender o Brasil. O carioca Silvio Da-Rin fez do cinema documental um lugar de memória e pensamento sobre o país, com todas as suas riquezas e complexidades, em uma cinematografia profundamente política e integrada às questões profundas que permeiam a história e a sociedade brasileira.
Da-Rin começou como técnico de som e assinou seu nome nos créditos de cerca de 150 filmes. Como diretor realizou obras que se destacam no documentário brasileiro, muitas delas premiadas internacionalmente. O longa-metragem “Hércules 56”, de 2006, distribuído pela RioFilme é um dos destaques de sua trajetória. O filme fala sobre o sequestro do embaixador norte-americano Charles Elbrick, em 1969. Uma ação política liderada por organizações da esquerda, como resistência à ditadura, que proporcionou a liberdade de 16 presos políticos brasileiros, que partiram para o exílio a bordo do avião da FAB Hércules 56.
Em 2004, Silvio Da-Rin publicou sua dissertação de mestrado na Escola de Comunicação da UFRJ no livro: “Espelho partido – tradição e renovação do documentário cinematográfico”, uma obra referencial para quem estuda o cinema documental brasileiro. O cineasta teve também uma participação ativa na construção das políticas públicas para o audiovisual brasileiro, na Associação Brasileira de Documentaristas – ABD e quando, em 2007, assumiu o comando da Secretaria do Audiovisual, cargo que ocupou até 2010.
Todo o nosso afeto aos familiares e amigos de Silvio Da-Rin nesta despedida.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Beatles: Veja as primeiras imagens dos filmes sobre a banda que devem lançar em 2028


Paul Mescal interpretará Paul McCartney nos filmes sobre os Beatles
Reprodução
Foram reveladas as primeiras imagens da saga cinematográfica “The Beatles – A Four-Film Cinematic Event”, nesta quinta-feira (29). As fotos foram divulgadas nas redes sociais, pelo Instituto de Artes Cênicas de Liverpool, cofundado por Paul McCartney. Veja as imagens abaixo.
Sob direção de Sam Mendes, o projeto consiste em quatro filmes sobre a banda. Cada um dos longas vai narrar a trajetória dos Beatles sob ponto de vista de um dos seus integrantes. A previsão é que todas as produções cheguem aos cinemas simultaneamente, em 2028.
Paul Mescal, Harris Dickinson, Joseph Quinn e Barry Keoghan nas primeiras imagens dos filmes dos Beatles
Reprodução/Instagram/lipaliverpool
Intérpretes dos Beatles
Os atores Harris Dickinson, Paul Mescal, Joseph Quinn e Barry Keoghan interpretarão John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr, respectivamente.
O filme biográfico dividido em quatro partes – cada uma para um integrante do quarteto -, será intitulado “The Beatles – A Four-Film Cinematic Event”. Na convenção Cinemacon, o cineasta declarou que a produção será a “primeira experiência cinematográfica que poderá ser maratonada”.
‘A música dos Beatles parece continuar para sempre’, diz Ringo Starr
“Não estamos fazendo apenas um filme sobre os Beatles — estamos fazendo quatro”, disse Mendes. “Talvez esta seja uma chance de entendê-los um pouco mais profundamente.”
Todos os filmes estão previstos para ser lançados em abril de 2028, mas não está claro se os quatro sairão ao mesmo tempo ou ao longo do mês.
Elenco de filmes dos Beatles: Harris Dickinson (John Lennon), Paul Mescal (Paul McCartney), Barry Keoghan (Ringo Starr) e Joseph Quinn (George Harrison)
Reprodução/Sony Pictures
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Fonte: G1 Entretenimento

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Dupla Antônio Carlos & Jocafi amplia o cancioneiro autoral com a edição em abril de álbum feito nos Estados Unidos


A dupla Antônio Carlos & Jocafi lança em abril um álbum gravado em Los Angeles com os produtores norte-americanos Adrian Younge e Ali Shaheed Muhammad
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♫ NOTÍCIA
♬ Dupla baiana que esteve em evidencia na década de 1970 com som pautado pelo samba e por incursões pela africanidade do Candomblé, Antônio Carlos & Jocafi voltaram a ganhar visibilidade nos correntes anos 2020 por conta da conexão com a banda BaianaSystem.
Foi essa ligação com a banda conterrânea que fez com que Antônio Carlos & Jocafi estejam em vias de lançar em 3 de abril, inclusive nos formatos de LP e CD, um álbum com cancioneiro autoral inédito, gravado pelos artistas nos Estados Unidos com os produtores norte-americanos Adrian Younge e Ali Shaheed Muhammad, criadores da série Jazz Is Dead.
Gravado no Linear Labs Studios em Los Angeles (Califórnia, EUA), o álbum “Antonio Carlos & Jocafi – Jazz Is Dead 26” é fruto da sintonia imediata entre a dupla de Salvador (BA) e os dois produtores, aos quais os artistas brasileiros foram apresentados por Beto Barreto, integrante da BaianaSystem.
A afinidade foi tamanha que Antonio Carlos & Jocafi começaram a compor músicas como “Rala-bucho” (faixa apresentada em 6 de janeiro como primeiro single do álbum) e “Tá com medo por quê?”, esta lançada na terça-feira, 27 de janeiro, como segunda amostra do álbum “Antonio Carlos & Jocafi JID026”.
Ambas as composições têm autoria creditada à dupla e a Adrian Younge e Ali Shaheed Muhammad. “Essa música foi escrita depois que conhecemos o Adrian. Conversamos muito sobre o racismo nos Estados Unidos, e essa canção ‘Tá com medo por quê?’ é uma forma de lutar contra isso”, caracteriza Antônio Carlos.
“Amigo Adrian”, “Bacaxá”, “Canarin da Alemanha”, “Loca pasión”, “Menina do Tororó”, “Nunca mais” e “Quixodó” são as outras sete músicas que compõem o repertório autoral de “Antonio Carlos & Jocafi – Jazz Is Dead 26”, álbum gravado com os toques de músicos como o percussionista Gibi dos Santos e o baterista Marcelo Bucater Checchia, além do próprio Adrian Younge (piano Fender Rhodes, órgão Hammond B3, saxofone, flauta, cítara, guitarra e marimba, entre outros instrumentos).
Capa do álbum ‘Antonio Carlos & Jocafi – Jazz Is Dead 26’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento