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Viviane Araújo participa de ‘Três Graças’ ao lado de Belo; relembre relacionamento


Os tuiteiros de ‘Três Graças’: como o elenco transforma X em extensão da novela
Vai ao ar nesta segunda-feira (19) o início da participação de Viviane Araújo em “Três Graças”. A atriz interpreta Consuelo, uma manicure que foi o amor do passado de Misael, personagem vivido pelo cantor Belo.
Na cena, Consuelo aparece no ferro-velho de Joaquim (Marcos Palmeira) à procura do ex-namorado, que reencontrou quando ele viajou ao Rio de Janeiro e visitou o cemitério onde ficam os túmulos dos pais. O reencontro de Misael e Consuelo é marcado por trocas de farpas e ressentimentos.
Os tuiteiros de ‘Três Graças’: como o elenco está transformando X em extensão da novela
Consuelo aparece no ferro-velho para ajudar Misael
Globo
Romance marcado por exposição
O relacionamento de Belo e Viviane Araújo durou quase uma década e foi amplamente acompanhado pela mídia. Eles começaram a namorar em 1998, quando o cantor se interessou pela atriz após vê-la em uma revista. Seis meses depois, passaram a morar juntos.
Belo e Viviane no ‘Planeta Xuxa’, em 2000
Globo
No auge da relação, Belo chegou a pedir Viviane em casamento durante a participação no “Planeta Xuxa”, em 2000. “Por tudo que nós passamos juntos, você quer casar comigo?”, perguntou o cantor na ocasião. Como prova de amor, eles chegaram a fazer tatuagens com o nome um do outro.
A partir de 2002, o relacionamento passou por um período de instabilidade, agravado pela prisão de Belo sob acusação de ass ociação ao tráfico. Mesmo com o cantor detido, Viviane permaneceu ao lado dele: fazia visitas frequentes ao presídio e manifestava apoio publicamente.
“Todos os dias, a gente acordava cinco e meia da manhã, atravessávamos o Rio de Janeiro inteiro para chegar ao centro”, relembra o produtor musical Stenio Madeira, em depoimento à série documental “Belo: Perto Demais da Luz”, produção original do Globoplay.
Viviane visitando Belo na prisão
Globoplay
O fim da relação, em 2007, foi marcado por rumores de infidelidade e pela rápida confirmação de um novo relacionamento de Belo com Gracyanne Barbosa, algo que ambos negaram ter sido a causa da separação.
As tatuagens foram apagadas, e novos relacionamentos entraram na história do ex-casal. Atualmente, Belo namora a influencer Rayane Figliuzzi. Já Viviane Araújo é casada com o empresário Guilherme Militão desde 2021, com quem tem um filho, Joaquim, de 3 anos.
Belo e Viviane
Globoplay

Fonte: G1 Entretenimento

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Céu é entrevistada no g1 Ouviu ao vivo desta quarta-feira (21)


Céu é entrevistada no g1 Ouviu ao vivo desta quarta-feira (21) Cantora é a convidada do podcast de música do g1, com transmissão ao vivo no g1, no YouTube e no TikTok.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ao vivo, Teresa Cristina canta Zeca Pagodinho com calor em show com a alta temperatura do verão carioca


Em show no Circo Voador, Teresa Cristina vai além do repertório do álbum ‘Jessé – As canções de Zeca Pagodinho’
Patrícia Burlamaqui / Reprodução Instagram Teresa Cristina
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Jessé – As canções de Zeca Pagodinho
Artista: Teresa Cristina
Data e local: 17 de janeiro de 2026 no Circo Voador (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★ 1/2
♬ Casa de público sempre caloroso, o Circo Voador esteve especialmente quente na noite de sábado, 17 de janeiro. Às altas temperaturas do verão carioca de 2026, somou-se a chama acendida por Teresa Cristina ao dar voz ao repertório autoral de Zeca Pagodinho no show de lançamento do álbum “Jessé”, disponibilizado no mesmo dia do show.
Ao vivo, Teresa cantou Zeca com muito mais calor e foi além dos 12 sambas do disco em roteiro que, no bis, abriu espaço para três sambas incendiários – “Seu balancê” (Toninho Geraes e Paulinho Rezende, 1998), “Samba pras moças” (Roque Ferreira e Grazielle, 1995) e “Verdade” (Nelson Rufino e Carlinhos Santana, 1996) – em que o cantor carioca deixou a marca de intérprete bamba.
Teresa Cristina também já tem uma marca como intérprete, delineada desde o fim da década de 1990, quando a cantora foi descoberta cantando em bar da Lapa, bairro boêmio da zona central da cidade do Rio de Janeiro (RJ) que também abriga o Circo Voador.
Sob a lona mais pop do Rio, Teresa fez show coeso em que, às perolas mais raras recolhidas para o álbum gravado com produção musical de Pretinho da Serrinha, foram adicionados outros sambas menos conhecidos – caso de “Se tivesse dó” (Zeca Pagodinho e Nelson Rufino, 1988) – e sucessos como o partido alto “Dor de amor” (Arlindo Cruz, Acyr Marques e Zeca Pagodinho, 1986) e “Se eu for falar de tristeza” (Zeca Pagodinho e Beto Gago, 1986), samba lançado no primeiro álbum solo de Zeca Pagodinho, disco blockbuster que completa 40 anos em 2026 como espécie de greatest hits precoce do compositor criado nas rodas do subúrbio carioca.
Teresa Cristina pode não ter a voz mais potente do samba, mas veste-se muito bem com a boa voz que tem. Poucas cantoras cantam samba tão bem quanto essa carioca fã de rock pesado. É questão de jeito, de alma, de entendimento da poesia e da cadência do samba.
Sob a direção musical da violonista Samara Líbano, habilidosa no toque das sete cordas, Teresa Cristina cantou Zeca Pagodinho como se estivesse à frente de roda de samba armada no palco do Circo Voador com percussionistas afiados.
Foi impossível resistir à cadência bonita de sambas como “Ai, que saudade do meu amor!” (1993), uma das dezenas de parcerias do compositor com Arlindo Cruz (1958 – 2025), amigo de Zeca desde os primórdios das trajetórias de ambos. Dessa parceria, Teresa também se permitiu incluir no show um samba de cadência bem mais lenta, “Termina aqui” (1987), composto por Arlindo e Zeca com Alcino Correia (1948 – 2010), o Ratinho.
Mesmo que um ou outro samba tenha amornado o show, caso sobretudo do menos inspirado “Lente de contato” (Jorge Simas, Wanderson Martins e Zeca Pagodinho, 1990), a apresentação de “Jessé” no Circo Voador transcorreu quase sempre com a alta temperatura dessa casa em que o público geralmente é entusiasmado.
Com o toque de músicos como o cavaquinhista João Callado, parceiro de Teresa desde o início da caminhada da cantora, a roda comandada por Teresa Cristina no Circo Voador resultou animada, contagiante.
E, justiça seja feita, a cantora jamais fez concessões. Incluiu alguns sucessos inevitáveis, sobretudo no fim do roteiro, mas também deu voz a sambas já meio esquecidos, caso do dolente “Quando te vi chorando”, mais uma parceria de Zeca com Arlindo Cruz, esta gravada por Zeca com a irmã, Ircéa, no primeiro e único álbum da artista, “Feito Diadema”, lançado em 1987 no rastro da explosão de Zeca no ano anterior.
No fim do show, antes do bis, a cantora encadeou quatro infalíveis partidos altos – “Bagaço da laranja” (Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho, 1985), “Camarão que dorme a onda leva” (Arlindo Cruz, Beto Sem Braço e Zeca Pagodinho, 1983), “SPC” (Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho, 1986) e “Brincadeira tem hora” (Beto Sem Braço e Zeca Pagodinho, 1986) – que esquentaram ainda mais a temperatura de show quente como o verão carioca de 2026.
Teresa Cristina mistura sucessos e sambas menos conhecidos da obra autoral de Zeca Pagodinho em show no Circo Voador
Patrícia Burlamaqui / Reprodução Instagram Teresa Cristina

Fonte: G1 Entretenimento

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Lauana Prado anuncia gravidez


Lauana Prado anuncia gravidez
Reprodução/Instagram
A cantora Lauana Prado anunciou a gravidez em uma publicação no Instagram na noite deste domingo (19).
“Há algumas semanas, a minha vida ganhou um novo sentido. O amor sempre foi a força que me trouxe até aqui. Eu canto, luto, trabalho e resisto todos os dias pra entregar o meu melhor em tudo que faço. A vida me ensinou que nem todo sonho vem pronto… e que, às vezes, a gente precisa construir o nosso. Com coragem, fé e muita verdade. Eu construí o meu assim: do meu jeito, no meu tempo e com meu coração inteiro. Há algumas semanas, a minha vida ganhou um novo sentido. Hoje eu quero dividir com vocês um capítulo muito especial. Eu celebro meu maior projeto, minha maior bênção e a melhor promessa que Deus já cumpriu na minha vida. Ser mãe sempre esteve nos meus planos, e daqui pra frente seremos dois corações batendo em um só. Pra quem esperou tanto você chegar, mais um pouco não é nada… nosso amor é coisa rara”, comemorou.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Gilsons celebram o passado e apontam o futuro nas primeiras duas excelentes faixas do segundo álbum de estúdio


Capa do Eu vejo luz em maior proporção do que eu vejo a escuridão – Minha flor / Bem me quer’, do grupo Gilsons
Divulgação
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: Eu vejo luz em maior proporção do que eu vejo a escuridão – Minha flor / Bem me quer
Artista: Gilsons
Cotação: ★ ★ ★ ★ ★
♬ Amostra dupla inicial do segundo álbum de estúdio dos Gilsons, “Eu vejo luz em maior proporção do que eu vejo a escuridão”, previsto para fevereiro, o single “Minha flor / Bem me quer” chega amanhã, 19 de janeiro, e resulta primoroso. Ambas as músicas são ótimas e surgem embaladas em arranjos tão refinados quanto elegantes.
Nas duas gravações formatadas com produção musical de José Gil, o trio aponta o futuro ao mesmo tempo em que celebra o passado do grupo carioca formado em 2018 por Francisco Gil, João Gil e José Gil.
Composição inédita de Arnaldo Antunes, escrita em parceria com João Gil, “Minha flor” é canção que abre uma possibilidade de futuro para os Gilsons ao se insinuar em clima de câmara na introdução da gravação adornada com os violoncelos de Daniel da Silva e Moreno Veloso, além dos violões tocados por João Gil e Tom Veloso.
“Minha flor” desabrocha lírica, quase em feitio de oração. O encontro das vozes dos Gilsons com as vozes de Caetano Veloso, Moreno Veloso e Tom Veloso carrega simbolismo por reunir as famílias Gil e Veloso.
Já “Bem me quer”, composição de Narcizinho Santos em parceria com Jocimar Lopes Cunha, soa como celebração do passado recente do jovem grupo. Até porque Narcizinho, que divide o canto da faixa com os Gilsons, é vocalista do grupo baiano Olodum, de cujo repertório o trio já reciclou “Varias queixas” (Germano Meneghel, Afro Jhow e Narcizinho, 2012) em gravação que marcou a entrada do trio em cena em 2018.
Ouvida já abertura da gravação de “Bem me quer”, a percussão de Kainã do Jeje remete ao baticum afro-brasileiro da música de Salvador (BA). A combinação de tambores e beats (gerados pelas programações pilotadas por José Gil) soa azeitada, na medida, sem pesar a mão da eletrônica.
Sedutor, o single “Minha flor / Bem me quer” apresenta duas faixas de sonoridades diferentes e, curiosamente, formatadas em estúdio com ficha técnica similar. O trompetista Diogo Gomes, por exemplo, figura nas duas faixas, assinando os arranjos de sopros de ambos os fonogramas.
Enfim, o trio sinaliza com esse lançamento duplo um segundo álbum de estúdio ainda mais interessante do que o primeiro, “Pra gente acordar” (2022), lançado há quatro anos com sucesso que resultou em turnê pelo Brasil e pelo exterior, sempre com casas cheias. A expectativa agora está ainda mais alta.

Fonte: G1 Entretenimento

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Pedro desiste do BBB 26


Pedro desiste do BBB26
TV Globo
O participante pedro desistiu do Big Brother Brasil 26 neste domingo (18). O brother apertou o botão de desistência, logo após o objeto ficar verde.
Pedro parou em frente ao botão e ficou pensando antes de apertar. Poucos segundos depois, a sirene começou a soar pela casa e ele entrou no confessionário.
Os outros participantes estavam na sala e presenciaram a desistência. Babu chegou a ajudar Pedro, que não conseguia abrir a porta para acessar o botão.
Ex-integrante da Casa de Vidro da região Sul, Pedro foi escolhido por votação popular para integrar a casa mais vigiada do Brasil.
Henri Castelli fala pela 1º vez sobre crises convulsivas sofridas na casa do BBB
VEJA MAIS
Veja o momento da desistência do brother
Assista ao vivo no Globoplay

Fonte: G1 Entretenimento

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Teresa Cristina pisa com firmeza no terreno autoral de Zeca Pagodinho, sem reinventar a roda, no álbum ‘Jessé’


Capa do álbum ‘Jessé – As canções de Zeca Pagodinho’, de ´Teresa Cristina
Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Jessé – As canções de Zeca Pagodinho
Artista: Teresa Cristina
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ É com o canto a capella dos versos “Eu sou verso e sou reverso / Sou partícula do universo / Sou prazer, também sou dor / Eu sou causa, sou efeito / Eu sou torto e sou direito / Enfim, eu sou como eu sou” que Teresa Cristina abre o álbum em que dá voz a doze sambas de autoria de Zeca Pagodinho, bamba nem sempre reverenciado como compositor na medida do talento para fazer música e/ou letra.
Ouvidos na abertura do álbum “Jessé – As canções de Zeca Pagodinho”, os versos do partido alto “Pisa como eu pisei” (Aluísio Machado, Beto Sem Braço e Zeca Pagodinho, 1988) soam como carta de princípios de cantora que não prima pela técnica vocal exemplar, mas é uma cantora de verdade, daquelas que põem a alma na voz e que entendem o sentido e o sentimento dos versos que canta.
Também (boa) compositora, Teresa Cristina é profunda conhecedora da produção autoral dos bambas dos nobres quintais cariocas. Até por isso Teresa pisa com firmeza no terreno autoral de Zeca Pagodinho, se desviando dos sucessos do bamba para jogar luz sobre sambas tornados obscuros na poeira do tempo.
Gravado com produção musical de Pretinho da Serrinha, o álbum “Jessé – As canções de Zeca Pagodinho” foi lançado ontem, 17 de janeiro, com capa que traduz em signos e símbolos a natureza do cancioneiro e da alma de Jessé Gomes da Silva Filho, nome de batismo de Zeca.
O filtro de barro em cima da mesa da sala sinaliza que o disco está enraizado no subúrbio carioca enquanto a imagem de São Jorge / Ogum remete à devoção de Pagodinho. Já o figurino azul e branco evoca a Portela, escola de samba da devoção do compositor e da intérprete.
E, não por acaso, Teresa Cristina sabe realçar o DNA melódico e poético da velha guarda portelense que rege a criação de “Falsa alegria” (1992), parceria de Zeca com Monarco (1933 – 2021), lançada no álbum “Um dos poetas do samba” (1992), título de fase menos conhecida da discografia de Zeca.
Desse período de menor visibilidade na obra fonográfica do artista, Teresa também põe “Lente de contato” (Jorge Simas, Wanderson Martins e Zeca Pagodinho, 1990) em evidência neste álbum que se alinha com os songbooks já presentes na discografia dessa intérprete que já dedicou discos inteiros aos cancioneiros de Cartola (1908 – 1980), Noel Rosa (1910 – 1937) e Paulinho da Viola, além de ter feito show centrados nas obras de Candeia (1935 – 1978) e Zé Ketti (1921 – 1999).
Enfim, Teresa Cristina sabe onde pisa quando canta um samba como “Vem pra ser meu refrão” (1989), parceria de Zeca com Arlindo Cruz (1958 – 2025) até então gravada somente pelo cantor Reinaldo (1954 – 2019). Zeca tampouco gravou “Voo de paz” (1986), samba para o qual Zeca escreveu letra lírica em versos afinados com o espírito da bela melodia, típica do parceiro Jorge Aragão. Teresa alça voo alto na faixa porque é cantora talhada para dar voz à tristeza que balança.
Jorge Aragão também é o parceiro de Zeca em “Testemunha ocular” (1987) e em “Mutirão de amor” (1983), grande samba (este composto pela dupla com a adesão de Sombrinha) apresentado por Alcione no álbum “Almas & corações” (1983).
Não, Teresa Cristina não reinventa à roda nas dez faixas do álbum “Jessé – As canções de Zeca Pagodinho”. Os sambas são cantados com a base tradicional do gênero. Decisão acertada, até porque o foco do songbook é evidenciar as melodias e letras de Zeca Pagodinho.
O álbum reúne doze sambas em dez faixas porque tem dois medleys. Um junta os temperos dos partidos altos “Jiló com pimenta” (Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho, 1983) e “Já mandei botar dendê” (Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho e Maurição, 1995). Essas duas iguarias foram condimentadas por Zeca com o parceiro e amigo de fé Arlindo Cruz, com quem Jessé também fez “Meu poeta” (2011), samba mais dolente e lírico, também assinado por Junior Dom e gravado por Arlindo no álbum “Batuques e romances” (2011).
A décima faixa do álbum ainda será lançada futuramente. Trata-se de música inédita de Zeca com Beto Sem Braço (1940 – 1993), “Na pedreira de Xangô”, samba de batuque evocativo dos tambores do Candomblé.
O samba inédito é unido no álbum “Jessé”, em medley costurado pelo link da fé religiosa, com “São José de Madureira” (Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho, 1984), samba lançado por Beth Carvalho (1946 – 2019), cantora antenada que apresentou Zeca Pagodinho ao Brasil no álbum “Suor no rosto” (1983).
Ganhou projeção ali um bamba, partideiro dos bons, intérprete afiado, mas também bom compositor de sambas que ganham luz no álbum “Jessé – As canções de Zeca Pagodinho” na voz também antenada de Teresa Cristina, cantora que sabe pisar no chão que a consagrou a partir de 1998.

Fonte: G1 Entretenimento

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Maria Bethânia grava o show dos 60 anos de carreira, no fim da turnê no Rio, com cortes no roteiro audacioso


Maria Bethânia no primeiro dos dois dias de gravação do show ’60 anos de carreira’ na casa Vivo Rio, no Rio de Janeiro
Rodrigo Goffredo
♫ PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR
♬ Voltei pela segunda vez ao show idealizado por Maria Bethânia para celebrar os 60 anos de carreira da intérprete. Nem preciso de justificativa ou pretexto para rever um espetáculo de Bethânia, cantora que acompanho com fervor desde a década de 1970, anos antes de pensar em dedicar minha vida profissional ao jornalismo musical.
Sempre vi os shows da cantora mais de uma vez. Mas, sim, ontem, sábado, 17 de janeiro, havia um motivo adicional para ir à casa Vivo Rio para assistir novamente ao show “60 anos de carreira”. É que ontem foi o primeiro dos dois dias do registro audiovisual que eternizará de forma oficial o espetáculo que estreou em 6 de setembro de 2025 na mesma casa de shows do Rio de Janeiro (RJ) onde a curta turnê chega em tese ao fim.
Hoje, domingo, 18 de janeiro, Bethânia encerra a turnê e conclui a gravação ao vivo com a captação da apresentação feita com a plateia na pista (o show de ontem foi com o público acomodado em mesas).
Estive presente na estreia nacional da turnê e, desde então, venho acompanhando as mutações sofridas pelo show. Como é quase praxe na trajetória de Bethânia nos palcos, a cantora começou a cortar músicas do audacioso roteiro, construído sem a preocupação de alinhar hits para fisgar a plateia.
A isca de Bethânia no palco é, e sempre foi, o canto intenso, teatral, majestoso, que se agiganta no calor da cena. Basta confrontar a recém-lançada gravação de estúdio do samba “Vera Cruz” (2025) com a abordagem ao vivo do grande samba de Xande de Pilares e Paulo César Feital para constatar que é no palco que o canto de Bethânia soa mais pleno de sentidos.
Por isso mesmo, lamentei alguns cortes. “Mar e lua” (1980) foi a primeira música a sair do roteiro original, mas, no caso, foi trocada por outra canção de Chico Buarque, “Olhos nos olhos” (1976). “Mar e lua” se afinava mais com o roteiro, mas entendo a importância de “Olhos nos olhos” na carreira de Bethânia. Afinal, foi com a gravação dessa música, cuja letra expõe mulher altiva que dá a volta por cima após ser abandonada pelo parceiro, que Bethânia rompeu a barreira das emissoras de rádio AM há 50 anos e se tornou uma cantora popular, de massa, com a gravação de “Olhos nos olhos” feita para o álbum “Pássaro proibido” (1976).
“Olhos nos olhos” é número batido nos shows de Bethânia. Ainda assim, na apresentação de ontem, a música foi a mais aplaudida, gerando efeito quase catártico. Em bom português, com exceção dos críticos e dos espectadores mais informados e antenados com a construção do roteiro, o público certamente aprova a troca de “Mar e lua” por “Olhos nos olhos”, raro sucesso em roteiro quase sem hits.
Em contrapartida, as supressões de “Gás neon” (Gonzaguinha, 1974) e “Eu mais ela” (Chico César, 2025) são ausências que já vinham sendo sentidas desde as últimas apresentações do show “60 anos de carreira” em São Paulo (SP) e Salvador (BA). Nenhuma música entrou no lugar delas.
Contribuição de Chico César para o show, no qual Bethânia solta a voz com sonoridade potente e renovada, “Eu mais ela” era uma das cinco músicas inéditas do roteiro. Lamento especialmente que a boa música de Chico César fique sem registro ao vivo oficial e torço para que ganhe gravação de estúdio, a exemplo de “Vera Cruz”, para que não se perca na história de Bethânia.
Ontem, mais uma música, “Sete trovas” (Consuelo de Paula, Etel Frota e Rubens Nogueira, 2004), foi limada do roteiro. Faz parte dos shows de Maria Bethânia…
Enfim, cabe ressaltar que a voz da cantora estava tinindo no primeiro dia da gravação ao vivo do show “60 anos de carreira”. A intérprete não estava no piloto automático. De todo modo, a apresentação de 17 de janeiro transcorreu sem um brilho especial, sem a chama que ardeu na primeira temporada da turnê na casa Vivo Rio. Hoje, com o público na pista, a temperatura do show deverá ser mais alta.
Maria Bethânia grava o show sem músicas como ‘Eu mais ela’, ‘Gás neon’ e ‘Sete trovas’, presentes no roteiro original
Rodrigo Goffredo

Fonte: G1 Entretenimento

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Simplicidade de Marília Mendonça é o trunfo do inédito single póstumo ‘Você me fez odiar o Carnaval’


Capa do single ‘Você me fez odiar o Carnaval’, de Marília Mendonça
Divulgação
♫ CRÍTICA DE SINGLE
Título: Você me fez odiar o Carnaval
Artista: Marília Mendonça
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Foi com discurso direto – escrito sem firulas ou tentativas de mostrar erudição para as elites culturais – que Marília Mendonça (22 de julho de 1995 – 5 de novembro de 2021) abriu alas femininas no universo sertanejo, se impondo como a compositora mais importante do gênero no século XXI.
Marilia dava um recado que o povo entendia e assimilava de imediato, sobretudo o público feminino, então sem real referência de escrita de mulher para mulher na música sertaneja. Essa simplicidade eficiente é o mote e o trunfo de “Você me fez odiar o Carnaval”, o mais novo single póstumo da cantora e compositora goiana que impulsionou a partir de 2014 o movimento conhecido como feminejo.
A música inédita entrou em rotação na quinta-feira, 15 de janeiro, e foi finalizada sem recursos de IA a partir de voz-guia posta pela cantora em outubro de 2021, um mês antes de morrer de forma trágica e precoce em acidente de avião, aos 26 anos. A gravação integra os chamados “manuscritos” da artista.
Composição de Marília em parceria com Dom Vittor, João Gustavo Dias e Matheus Tutz, “Você me fez odiar o Carnaval” tem letra que flagra a artista curtindo a sofrência em plena folia.
Formatada com produção musical de Júnior Campi e Elvis Tcherr, a gravação mistura brega, com sertanejo – evidenciado na levada do irresistível refrão criado com os versos “Você me fez odiar o Carnaval / Vou sair? Nem a pau / Brasil feliz, e eu mal” – e axé music, ritmo de base percussiva, evocado quando a cantora repete os versos “O seu abadá ainda é o meu pijama / Só que, esse ano, eu nem vou sair da cama / Essa hora a gente estaria em Salvador / No mesmo lugar que você me deixou / Oh uou uou, oh uou uou”.
O single “Você me fez odiar o Carnaval” dura dois minutos e 39 segundos, tempo suficiente para que o ouvinte tenha mais um bom exemplo da habilidade de Marília Mendonça para fazer e cantar uma música simples com potencial para conquistar todos os que desfilam no “bloco dos que perderam o amor da vida”.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Mixturada’ foliã de Carlinhos Brown é reciclada com batidas do DJ Deeplick no linear álbum ‘EletroCarnaBrown’


Capa do álbum ‘EletroCarnaBrown’, de Carlinhos Brown
Arte de Deeplick
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: EletroCarnaBrown
Artista: Carlinhos Brown
Cotação: ★ ★ ★
♬ Há 22 anos, Daniela Mercury reuniu DJs e produtores musicais associados ao universo da música de pista em álbum, “Carnaval eletrônico” (2004), que arrastou multidões atrás dos trios elétricos com o hit “Maimbê Dandá”, gravado pela artista com Carlinhos Brown, parceiro de Mateus Aleluia nesse tema explosivo.
O álbum “Carnaval eletrônico” alongou movimento pioneiro feito por Daniela no Carnaval de 2000, ano em que a cantora desfilou com trio eletrônico pelas ruas e avenidas de Salvador (BA). Nem todo mundo foi atrás do trio eletrônico, mas a artista baiana seguiu em frente, firme. “EletroCarnaBrown” – álbum lançado ontem, 16 de janeiro, por Carlinhos Brown – vai atrás do trio eletrônico posto na rua há 26 anos por Daniela Mercury.
“EletroCarnaBrown” amplia a parceria do cantor, compositor e ritmista baiano com o DJ e produtor musical paulista Fernando Leite, conhecido nas pistas e estúdios como Deeplick.
A bem da verdade, nada é novidade. Brown já explorou essa vertente eletrônica da folia em vários discos, caso do recente “EletroTribalistas” (2022), álbum também feito com o mesmo Deeplick. Em “EletroCarnaBrown”, o tribalista recicla hits autorais como “Magalenha” (1992) com mix de tambores (percutidos pelo próprio Brown) e batidas criadas por Deeplick com bateria eletrônica e sintetizadores.
Em “Muito obrigado, axé” (2009), uma das grandes músicas de Brown, a cadência do ijexá é preservada na mistura de baticum e beats. Faixa apresentada em dezembro, em feat de Brown com Simone, “Primeiro amor primeiro” (2025) ressurge remixada e menos épica em “EletroCarnaBrown” com a adição dos beats de Deeplick, cuja intervenção dilui a força do exuberante arranjo polifônico da gravação do single (as cordas orquestradas por Jaques Morelenbaum perdem um pouco do brilho no remix).
A outra novidade da safra de Brown para o Carnaval de 2026 é “Buena vibración”, música cantada em espanhol, com forte latinidade, em gravação que ecoa os tempos em que Brown tentou a sorte no mercado latino de música hispânica, na primeira metade dos anos 2000, se apresentando como Carlito Marrón.
Nem tudo funciona bem na pista do álbum “EletroCarnaBrown”, cuja capa expõe arte vivaz criada pelo próprio Deeplick. A melódica canção de amor “Tantinho” (2010) pede mais um lounge do que um fervo folião. Já “Maria Caipirinha” (2003), música assentada sobre o samba da Bahia desde a gravação original, já pede rua, calor, se ajustando naturalmente à temperatura linear do álbum “EletroCarnaBrown”.
Contudo, é inegável que, calcada na força hipnótica dos tambores, sobressalentes no remix de “Lá vai ela” (2012), a mixturada brasileira de Carlinhos Brown às vezes cai bem na pista.

Fonte: G1 Entretenimento