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‘Chorinho bom hein’: nasce Rosamaria, filha da ex-BBB Key Alves com Bruno Rosa


Key Alves com a filha Rosamaria
reprodução/Instagram
Rosamaria, primeira filha da ex-BBB e jogadora de vôlei Key Alves com Bruno Rosa, nasceu na última sexta-feira (26) em um hospital de São Paulo (SP), após a comemoração do Natal em Maresias (SP).
O parto ocorreu por volta das 21h, por cesariana, e o bebê nasceu com 2,9 quilos e 48 centímetros. A primeira foto, com a bebê enrolada em uma manta e no colo da mãe, foi divulgada por Key Alves às 22h27.
“Gente, tô doidinha pra mostrar pra vocês, ela é tão lindaaaaa. Parece uma boneca! Tão delicada o nariz, a boca, tudo”, disse a ex-BBB em uma rede social.
Entre o fim da noite de sexta-feira e a manhã deste sábado, Key Alves compartilhou os primeiros momentos de Rosamaria com a família, enquanto recebiam orientações da equipe médica.
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Família vê Rosamaria pela primeira vez
reprodução/Instagram
“Obrigada senhor meu Deus por ter essa família linda ao meu lado e esse companheiro. Ele foi forte demais comigo nessa noite e seremos fortes pela Rosamaria para o resto das nossas vidas”, disse Key.
O primeiro café da manhã de Key Alves foi leve, com uvas verdes, laranja em gomos, kiwi e mamão, além de suco e café. Em seguida, a ex-BBB publicou um vídeo em que recebe as orientações sobre as primeiras vacinas: hepatite B e BCG.
Rosamaria, primeira filha de Key Alves e Bruno Rosa

Fonte: G1 Entretenimento

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Retrospectiva 2025 – Show apoteótico no Rio coroa o ano consagrador de ‘Dominguinho’, projeto regido pelo afeto


Jota.Pê (à esquerda), João Gomes (ao centro) e Mestrinho dividem o palco da Brava Arena Jockey na última apresentação de ‘Dominguinho’ em 2025
Rodrigo Goffredo
♫ RETROSPECTIVA 2025
♬ João Gomes foi quem mais circulou pelos diversos segmentos da música brasileira ao longo de 2025. Projeto que conectou o artista pernambucano com o cantor paulista Jota.Pê e o sanfoneiro sergipano Mestrinho, Dominguinho contribuiu decisivamente para ampliar o alcance do canto de Gomes além do universo do piseiro.
Dominguinho nasceu de álbum acústico – gravado no Centro Histórico de Olinda (PE) e lançado em 18 de abril – que gerou show que percorreu o Brasil com casas lotadas. A turnê teve a rota de 2025 encerrada na noite de ontem, 26 de dezembro, com a última das três apresentações do trio na Brava Arena Jockey, no Rio de Janeiro (RJ).
Caloroso e receptivo, o público que lotou as duas pistas e os camarotes fez impressionante coro com os artistas em músicas como Beija-flor (Jota.Pê, 2015) e o xote Eu só quero um xodó (Dominguinhos e Anastácia, 1973).
No álbum Dominguinho, o trio canta repertório que inclui Flor de flamboyant (Estrela da manhã) – sucesso de Kara Veia, nome do cantor e vaqueiro Edvaldo José de Lima (1973 – 2004), morto aos 31 anos – e Pontes indestrutíveis (2007), reggae do repertório da banda Charlie Brown Jr.
Jota.Pê conta como nasceu o projeto ‘Dominguinho’ no g1 Ouviu ao vivo
No show, João Gomes, Jota.Pê e Mestrinho extrapolam o repertório do disco e, não raro, recebem convidados. A temporada na Brava Arena Jockey começou com a imprevista entrada em cena de Marisa Monte no show de 20 de dezembro. Na derradeira apresentação, ontem, foi Maria Gadú quem dividiu com os cantores o palco adornado com telão de LED que projeta imagens que dão a impressão de que o trio está cantando ao ar livre em rua de Olinda (PE).
Gadú cantou Desde que o samba (Caetano Veloso, 1993) e Asa Branca (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1947), toada que simboliza o Nordeste entranhado na gênese do repertório do disco e show Dominguinho.
A rigor, o trio nem precisaria de convidados para manter o público fisgado por um cancioneiro composto com a afetividade que rege o encontro de João Gomes, Jota.Pê e Mestrinho. O show é longo (a apresentação de ontem durou duas horas e meia), mas o público não arreda pé.
Houve momentos para brilhos individuais. Jota.Pê foi merecidamente ovacionado ao apresentar a canção autoral Ouro marrom (2023), joia de sensibilidade em que o artista expõe a relação com a negritude e se posiciona em relação ao racismo estrutural, enfatizando o orgulho de ser preto.
Solos à parte, a razão do sucesso de Dominguinho parece estar justamente no coletivo. É da união entre João Gomes, Jota.Pê e Mestrinho que nasceu o poder de sedução desse show afetuoso que arrastou multidões ao longo do ano e se tornou um dos projetos musicais mais bem-sucedidos de 2025.

Fonte: G1 Entretenimento

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Do Oscar a Lady Gaga no Rio: os grandes marcos da cultura em 2025


Do cinema brasileiro aos artefatos do Egito Antigo, 2025 trouxe diversos frutos aos amantes da arte e da cultura. No Brasil, o ano ficará marcado na memória pelo primeiro Oscar levado para casa, depois de uma campanha intensa que contagiou multidões.
A nível internacional, também alguns dos escritores mais amados do público voltaram às livrarias, matando a ansiedade dos fãs, ou estrearam no formato dos romances.
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Houve também perdas, com pelo menos dois museus tendo valiosas obras de arte roubadas. E de emocionadas despedidas provocadas pela morte de grandes nomes conhecidos entre os brasileiros ou no mundo todo.
Relembre uma seleção de acontecimentos que marcaram a cultura neste ano.
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“Ainda Estou Aqui”
“Ainda Estou Aqui”, Walter Salles, levou primeiro Oscar para o cinema brasileiro
Jordan Strauss/Invision/AP/dpa via DW
Situado na ditadura militar brasileira, Ainda Estou Aqui ganhou Oscar de melhor filme internacional em março, um feito inédito para o país. O Brasil havia sido indicado cinco vezes, incluindo a edição de 2025.
A obra concorreu com o dinamarquês A Garota da Agulha, o francês Emilia Pérez, o alemão A Semente do Fruto Sagrado e a obra da Letônia Flow, que venceu por melhor filme de animação.
Também indicado a melhor filme, Ainda Estou Aqui não levou o prêmio, considerado o principal do Oscar. Nem Fernanda Torres, a protagonista do longa, ficou com a estatueta de melhor atriz.
Mais do cinema brasileiro
“O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, se destacou internacionalmente falar sobre etarismo numa produção com cara brasileira
Guillermo Garza / Desvia via DW
Outras produções brasileiras brilharam mundo afora. Dentre elas, destacou-se O Último Azul, filme brasileiro dirigido por Gabriel Mascaro, que conquistou em fevereiro o Urso de Prata do Grande Prêmio do Júri no Festival de Berlim, a segundo maior honraria do evento.
Já o Urso de Ouro, maior prêmio da competição, foi vencido pelo filme norueguês Drommer, de Dag Johan Haugerud. O festival destacou a diversidade do cinema nacional, com 13 produções brasileiras.
Em novembro, foi a vez de O Agente Secreto conquistar as telas, com estreia simultânea em Brasil, Alemanha e Portugal. O filme já foi indicado ao Globo de Ouro 2026, além de ser a aposta do Brasil no próximo Oscar.
Pré-lançamento de O Agente Secreto em Berlim, em outubro, teve direito a passistas de frevo
Martin Diepold/Port au Prince via DW
Lady Gaga no Rio
Show de Lady Gaga foi marco para brasileiros e também na carreira da cantora
Pablo Porciuncula/AFP/Getty Images via DW
Depois da excitação com Ainda Estou Aqui, o Brasil se mobilizou com um histórico show de Lady Gaga na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
Mais de 2 milhões de pessoas assistiram à cantora, segundo a prefeitura carioca. Foi o maior público da carreira de Lady Gaga, com a presença de pessoas de todas as partes do Brasil.
“Sinto-me sortuda, orgulhosa e profundamente grata. Nesta noite, nós estamos fazendo história”, disse a cantora. Os brasileiros esperavam pelos últimos oito anos por uma apresentação sua, depois que ela teve que cancelar sua participação no Rock in Rio de 2017 por problemas de saúde.
Academia Brasileira de Letras
Pela primeira vez em seus 128 anos, a Academia Brasileira de Letras incluiu uma mulher negra entre seus imortais. Ana Maria Gonçalves, autora do romance histórico Um defeito de cor, passou a ocupar uma cadeira na instituição fundada em 1897.
Ana Maria Gonçalves rompeu barreiras ao se tornar imortal da Academia Brasileira de Letras
Tânia Rêgo/Agência Brasil via DW
No seu discurso de celebração, ela agradeceu à sua ancestralidade, “fonte inesgotável de conforto, fé, paciência e sabedoria.” A escritora disputou a posição com outros 11 intelectuais, tendo obtido 30 de 31 votos.
Também roteirista e dramaturga, a agora imortal levanta debates raciais pelas suas obras. Ela ocupa a cadeira de número 33, antes pertencente ao filólogo Evanildo Bechara.
A volta de gigantes
Após vários anos desde sua última obra, o popular escritor britânico Ken Follett voltou em setembro às livrarias com Círculo dos Dias. O romance épico, ambientado há 4,5 mil anos, gira em torno do enigmático caso de Stonehenge, sobre vidas humanas por trás da construção do icônico monumento neolítico localizado no sul da Inglaterra.
Poucos dias depois, Dan Brown também retornou às livrarias com O Segredo Final. A nova entrega de sua saga mais famosa, protagonizada por Robert Langdon, coloca o especialista em simbologia em uma trama repleta de enigmas e reviravoltas na cidade de Praga.
Roubos a museus
Num dos episódios mais sombrios da sua história, o Museu do Louvre foi assaltado em plena luz do dia. Em 19 de outubro, ladrões encapuzados roubaram oito peças que pertenceram à Coroa francesa, com valor estimado em 88 milhões de euros (cerca de R$ 582 milhões).
Roubo cinematográfico do Louvre gerou crise de imagem para o museu
Florian Poitout/ABACA/picture alliance via DW
O caso colocou a segurança do museu sob forte questionamento, gerando uma crise de imagem. Os itens roubados continuam desaparecidos.
Depois, em dezembro, dois homens roubaram treze obras de arte na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. Foram alvo do crime oito gravuras do artista francês Henri Matisse e cinco do pintor brasileiro Candido Portinari.
As gravuras faziam parte de uma exposição iniciada em outubro deste ano e voltada à arte modernista das décadas de 1940 e 1950, uma parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM).
A Polícia Civil iniciou no mesmo dia as investigações, tendo divulgado o retrato dos dois suspeitos pelo mais recente assalto às instituições culturais de São Paulo. Três suspeitos já foram presos.
Grande Museu do Egito
Após vinte anos de obras e inúmeros atrasos, o Grande Museu Egípcio abriu suas portas em 2025. Trata-se de um enorme complexo de 500 mil metros quadrados que exibe mais de 100 mil peças. Por elas, contam-se 7 mil anos de história, desde o Egito pré-dinástico até o período greco-romano.
Aguardado há décadas, Grande Museu do Egito reúne vasta coleção em arquitetura suntuosa
Stefanie Schenker/Foto, Stefani/picture alliance via DW
O grande destaque da exposição permanente é a coleção completa do faraó Tutancâmon, que inclui mais de 5 mil artefatos recuperados de sua tumba que serão expostos pela primeira vez, além de sua lendária máscara funerária de ouro.
Outro item da coleção é o barco funerário de 42 metros de comprimento e mais de 4 mil anos do faraó Quéops, também conhecido como barco de Khufu, a maior e mais antiga embarcação de madeira encontrada no Egito.
Recordes nos leilões
O Retrato de Elisabeth Lederer, do pintor Gustav Klimt, foi leiloado em Nova York por 236 milhões de dólares (aproximadamente R$ 1,3 trilhão), tornando-se a mais cara obra de arte moderna.
A peça havia sido confiscada pelos nazistas antes de ser recuperada pela família da protagonista, que era cliente do pintor, e finalmente adquirida pelo filho da empresária Estée Lauder na década de 1980.
Já o autorretrato surrealista El Sueño (La cama), da pintora mexicana Frida Kahlo, tornou-se em novembro a obra mais cara de autoria de uma mulher. O quadro foi leiloado por 54,7 milhões de dólares na casa Sotheby’s de Nova York.
Quadro de Frida Kahlo fez história no mundo dos leilões em 2025
Nancy Kaszerman/ZUMA/IMAGO via DW
Kahlo superou assim a americana Georgia O’Keeffe, cuja obra Jimson Weed/White Flower No 1 havia sido vendida em 2014 por 44,4 milhões de dólares.
Despedidas
O ano que se fecha em breve foi de despedidas que tocaram no coração dos brasileiros.
Em 20 de julho, o país perdeu a cantora Preta Gil. Aos 50 anos, ela lutava contra um câncer no intestino ao longo dos dois anos anteriores. A sua morte foi recebida com grande comoção do público e da classe artística.
Morte de Preta Gil gerou comoção ao redor do Brasil em 2025
Leandro Chemalle/TheNEWS2/ZUMA/picture alliance via DW
Morreu também em maio o fotógrafo Sebastião Salgado, conhecido mundialmente por décadas de trabalho sensível em contextos altamente desafiadores.
Outros nomes da cultura brasileira que morreram neste ano incluem Angela Roro, Arlindo Cruz, Bira Presidente, Cacá Diegues, Francisco Cuoco, Hermeto Pascoal, Lô Borges, Luís Fernando Veríssimo e Nana Caymmi, entre outros.
Fora do país, o mundo perdeu, dentre vários nomes mais, o cineasta David Lynch, os atores Udo Kier, Diane Keaton e Robert Redford e o cantor e compositor Ozzy Osbourne.
“Ainda Estou Aqui” ganhou Oscar de melhor filme internacional
Capital Pictures/IMAGO via DW

Fonte: G1 Entretenimento

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Felca: tímido e recluso, conheça o jovem por trás do fenômeno


Felca: conheça o jovem por trás do fenômeno
Natural de Londrina (PR), Felipe, conhecido como Felca e responsável pelo fenômeno da “adultização”, foi um dos destaques do Globo Repórter desta sexta-feira (26), dedicado a personalidades que fizeram a diferença em 2025. Veja no vídeo acima.
Ansiedade social na infância
Sandra Annenberg visitou Felca no apartamento onde ele está vivendo em São Paulo. A entrevista revelou que por trás do humor inteligente que conquistou milhões de seguidores, existe um jovem tímido, marcado pela ansiedade social na infância.
“Eu venho de um lugar de ansiedade social onde eu era uma pessoa muito calada, muito quieta, na minha infância, eu não falava nada. Não conversava com as pessoas, eu era um cara meio recluso. Então, colocar as minhas opiniões, falar o que eu penso, colocar minha personalidade, meu humor, acho que foi daí que eu concebi um nome para me comunicar com o mundo lá fora”, relata o produtor de conteúdo.
Felca fala sobre ansiedade social na infância
Reprodução/TV Globo
Vídeo viral e impacto
Ele começou na internet fazendo rir, mas neste ano se tornou protagonista de uma discussão muito séria no país: a exploração de crianças e adolescentes nas redes sociais. Tudo começou com um vídeo de quase 50 minutos, fruto de um ano de trabalho e sete meses de pesquisa. Nele, Felca expôs como algoritmos podem ser manipulados para entregar conteúdo infantil a perfis suspeitos.
“Quando eu comecei a pesquisar, aquela coisa estranha era só um iceberg que eu só via a camada superior, mas tinha uma camada de gelo imensa para dentro da terra e eu coloquei toda no vídeo”, disse em entrevista.
O impacto foi imediato: quase 30 milhões de visualizações, debates em todo o país e, três semanas depois, o Congresso aprovou uma lei para proteger menores nas plataformas digitais, com multas que podem chegar a R$ 50 milhões.
“Eu não imaginava que isso viraria lei. É um pouco difícil de cair a ficha. Fiz só um vídeo, mas espero que seja um efeito dominó para outras mudanças positivas”, afirma.
Felca fala sobre vídeo viral: ‘não imaginava’
Reprodução/TV Globo
Criação fora das redes
Por trás da coragem, há uma história de valores sólidos. Felca cresceu longe das redes sociais — decisão dos pais que ele só entendeu depois.
“Eu fui ter minha primeira rede social de contato direto, de poder conversar com as pessoas a partir de uns 16 anos. Então, minha adolescência foi toda fora das redes sociais. Achava que era paranoia, mas hoje vejo que era responsabilidade”.
Ele também afirmou acreditar ser resultado de uma família amorosa.
“Tudo que sei sobre empatia aprendi com minha mãe, e sobre honestidade, com meu pai”, conta.
Felca fala sobre criação
Reprodução/TV Globo
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Fonte: G1 Entretenimento

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Morre no Rio o trombonista Zé da Velha, ás do choro e discípulo de Pixinguinha


O trombonista sergipano Zé da Velha (1941 – 2025) morre no Rio de Janeiro, aos 84 anos, em decorrência de infecção bacteriana
Reprodução / Facebook Zé da Velha & Silvério Pontes
♫ OBITUÁRIO
♬ O trombonista Zé da Velha podia se gabar de ter tocado com ases do choro como o seminal Pixinguinha (1897 – 1973), o referencial Jacob do Bandolim (1918 – 1969) e o notável Waldir Azevedo (1923 – 1980), para citar somente três exemplos de mestres do gênero.
Já músicos mais jovens, como o trompetista fluminense Silvério Pontes, com quem Zé formou afinada dupla em 1986, podem se orgulhar de ter tocado com José Alberto Rodrigues Matos (1º de junho de 1941 – 26 de dezembro de 2025), nome artístico de Zé da Velha, trombonista sergipano nascido em Aracaju (SE) e falecido na última sexta-feira do ano, aos 84 anos, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em decorrência de infecção bacteriana.
Zé da Velha se tornou, ele próprio, um ás do choro, um mestre. “Hoje me despeço do meu pai musical. […} Foi com o mestre Zé da Velha que comecei a entender o que era tocar com a alma e o coração, servindo à música. Zé da Velha me ensinou a tocar Choro, mas, principalmente, me ensinou a ser. A respeitar a música, a tradição, o silêncio entre as notas. A tocar com o coração arrepiado”, lembrou Silvério Pontes em texto emocionado publicado em rede social.
José Alberto virou Zé da Velha Guarda nos anos 1950 quando tocava no conjunto Velha Guarda ao lado de Donga (1889 – 1974) e do supracitado Pixinguinha. Depois, o nome artístico foi abreviado para Zé da Velha. E assim fica imortalizado este trombonista tido como um elo entre a velha guarda do choro e os músicos jovens que cultuam o gênero.
A carreira do músico abarcou cerca de 60 anos. A partir dos anos 1970, a trajetória do trombonista inclui passagens pelo Conjunto Sambalândia, pela Orquestra Gentil Guedes e pelos grupos Chapéu de Palha e Suvaco de Cobra.
Na década de 1990, Zé iniciou a discografia da dupla que formara com Silvério Pontes. O primeiro dos seis álbuns do duo, Só gafieira (1995), foi lançado há 30 anos. A este disco, aclamado no nicho da música instrumental,. seguiram-se os álbuns Tudo dança (1998), Ele & eu (2000), Samba instrumental (2003), Só Pixinguinha (2006) e Ouro e prata (2012).
Ágil e hábil nos improvisos, a dupla era conhecida como “a menor big band do mundo”, título, aliás, da biografia publicada em 2016 com o percurso de Zé da Velha e Silvério Pontes no circuito da música instrumental do Brasil.
Trombonista de técnica assombrosa, Zé da Velha estava fora dos palcos e estúdios há sete anos, por problemas de saúde, agravados neste ano de 2025 com duas pneumonias.
A morte de Zé da Velha engrossa a lista de artistas singulares, insubstituíveis, que saíram de cena ao longo deste ano, provocando perdas irreversíveis na música brasileira.

Fonte: G1 Entretenimento

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Retrospectiva 2025 – Dez álbuns brasileiros que soaram afinados


Capas de álbuns de artistas brasileiros que se destacaram na produção fonográfica de 2025
Reprodução / Montagem g1
♫ RETROSPECTIVA 2025
♬ Diante do fato de que milhares de álbuns, EPs e singles são lançados a cada semana nos aplicativos de áudio, qualquer relação de melhores discos do ano tende a ser limitada, além de subjetiva pela própria natureza de listas do gênero. O limite é o raio de visão – ou seria de audição? – de quem elabora a lista.
Traduzindo: ninguém ouviu todos os álbuns lançados ao longo dos 365 dias de 2025. Logo, qualquer relação de grandes discos do ano é, além de parcial, incompleta.
Feita a ressalva, o Blog do Mauro Ferreira elege dez álbuns de artistas brasileiros que sobressaíram em 2025 pela excelência, sobressaindo na produção fonográfica nacional Ausências serão sentidas. Presenças poderão ser questionadas. Afinal, os discos foram escolhidos de acordo com o gosto e os critérios do colunista e crítico musical do g1. E gosto sempre é passível de discussão. Provocar discussão sobre Arte, aliás, é uma das funções da crítica exercida com independência, idoneidade e respeito ao artista.
♪ Eis, listados em ordem cronológica de lançamento, dez álbuns brasileiros que, na visão do Blog do Mauro Ferreira, merecem ser lembrados na retrospectiva musical de 2025:
Capa do álbum ‘Diamantes, lágrimas e rostos para esquecer’, de BK
Bruna Sussekind
♫ Diamantes, lágrimas e rostos para esquecer – BK
♬ Três após se agigantar com Icarus (2022), o rapper carioca alçou outro voo alto ao se conectar com a MPB no álbum lançado em 28 de janeiro. A coesão dos beats (criativos), feats (com nomes com Luedji Luna) e samples (de gravações de Djavan e Milton Nascimento) saltou aos ouvidos e reafirmou a identidade de BK ao longo do álbum Diamantes, lágrimas e rostos para esquecer.
Capa do álbum ‘Quanto mais eu como, mais fome eu sinto’, de Djonga
Coniiin / Divulgação
♫ Quanto mais eu como, mais fome eu sinto – Djonga
♬ O rapper mineiro já não é a novidade no universo do hip hop, mas mostrou que continua com fôlego e fome de bola na potente jornada reflexiva de álbum que trouxe a voz de Milton Nascimento no rap Demoro a dormir. Saciada a fome e a sede de fama, Djonga expressa angústias, conquistas, dúvidas, expectativas e frustrações em versos inquietos, sustentados pelos beats e arranjos criados por Coyote Beatz e Rapaz do Dread. Lançado em 13 de março, Quanto mais eu como, mais fome eu sinto é álbum à altura do histórico fonográfico de Djonga.
Capa do álbum ‘Nem lágrima nem dor’, de Eliana Pittman
Samuca Kim com projeto gráfico de Leandro Arraes e direção de arte de Paulo Henrique Moura
♫ Nem lágrima nem dor – Eliana Pittman
♬ Em 20 de março, cinco meses antes de festejar 80 anos em 14 de agosto, a cantora carioca bateu asas e alçou um dos voos mais arrojados da discografia iniciada na década de 1960. No álbum Nem lágrima nem dor, Eliana Pittman cantou o repertório de Jorge Aragão com o frescor dos arranjos e da produção musical de Rodrigo Campos. A fricção das cordas e do arsenal percussivo de Rodrigo Campos com os sopros tocados e orquestrados por Thiago França renovou o repertório do compositor carioca. Empresário de Eliana, Thiago Marques Luiz driblou as tensões da produção (executiva) e bancou o disco de forma independente.
Capa do álbum ‘Uma estrela para Dalva’, de Alaíde Costa
Murilo Alvesso com arte de Leandro Arraes
♫ Uma estrela para Dalva – Alaíde Costa
♬ Entre o segundo e o terceiro título da trilogia idealizada por Emicida e Marcus Preto (o último está previsto para 2026), a cantora prestou tributo a Dalva de Oliveira (1917 – 1972), diva da era do rádio. No álbum Uma estrela para Dalva, lançado em 9 de maio, Alaíde Costa afinou o canto, já habituado a melodias tristes, com as dores de amores de repertório pautado pelas mágoas dos sambas-canção do Brasil pré-Bossa Nova. Cada faixa apresentou duo da cantora com instrumentistas do naipe de Antonio Adolfo, Guinga e Amaro Freitas. Herdeira dos dramas de Dalva, Maria Bethânia se juntou a Alaíde no canto de Ave Maria no morro (Herivelto Martins, 1942).
Capa do álbum ‘Caro vapor II – Qual a forma de pagamento?’, de Don L
Divulgação
♫ Caro vapor II – Qual a forma de pagamento? – Don L
♬ Disparado em 16 de junho, o álbum Caro vapor II – Qual a forma de pagamento? foi um dos petardos mais certeiros do hip hop brasileiro em 2025. Don L é o nome artístico de Gabriel Linhares Rocha, rapper nascido em Brasília (DF) e criado em Fortaleza (CE). O artista injetou sangue novo no rap nativo com batidas envolventes e mistura brasileira em que baião, bossa nova, Dorival Caymmi (1914 – 2008), Itamar Assumpção (1949 – 2003), samba e Neptunes se amalgamaram com funk, R&B e rap sem perder o sabor tropical sul-americano. Um grande álbum, raio X do Brasil de 2025.
Capa do álbum ‘Quinhão’, de Mosquito
Pintura de Márcia Falcão
♫ Quinhão – Mosquito
♬ O pagode marcou presença forte no mercado de shows e nas playlists de 2025. Mas nenhum nome do gênero alcançou a altitude do partido de Mosquito no segundo álbum do bamba carioca. Em Qimhão, álbum lançado em 17 de julho, o hábil partideiro se confirmou grande na roda do samba enraizado nas tradições dos quintais e terreiros do Rio de Janeiro. Herdeiro direto da linhagem de Zeca Pagodinho e, sob prisma histórico mais amplo, descendente da dinastia carioca aberta na década de 1930 por Noel Rosa (1910 – 1937), Mosquito contou em Qinhão com a excelência dos arranjos e da produção musical de Pretinho da Serrinha.
Capa do álbum ‘Rock doido’, de Gaby Amarantos
Divulgação
♫ Rock doido – Gaby Amarantos
♬ A artista paraense fez a festa neste álbum que soou como o set de um DJ em aparelhagem de Belém (PF). Foi, aliás, na periferia da capital do Pará que Gaby Amarantos gravou Rock doido, álbum lançado em 29 de agosto. A energia vibrante da maioria das 22 músicas, condensadas em 37 minutos, eletrizou os ouvintes deste disco em que a cantora celebra a cultura festiva do tecnobrega. Rock doido é disco de alta voltagem rítmica que confirma a força da música do Norte e, em especial, o talento de Gaby Amarantos.
Capa do álbum ‘Novo testamento’, da rapper Ajuliacosta
Matheus Aguiar
♫ Novo testamento – Ajuliacosta
♬ As minas também estão no poder no hip hop brasileiro. A rapper paulista Ajuliacosta hasteou a bandeira da liberdade feminina em Novo testamento, álbum lançado em 15 de setembro. O álbum firmou a voz altiva da rapper vencedora do Bet Awards 2025 na categoria Melhor artista internacional. Ajuliacosta propôs em Novo testamento uma outra ordem mundial em que mulheres jamais se deixam oprimir pelo machismo e nunca baixam a cabeça e a voz diante do império masculino. Tudo com alta dose de crítica e com sonoridade que mixa vertente clássica do rap, como o boombap do fim dos anos 1980, com a contemporaneidade do trap.
Capa do álbum ‘Eita’, de Lenine
Linogravura de Luiza Morgado
♫ Eita – Lenine
♬ Há dez anos em lançar álbum com músicas inéditas gravadas em estúdio, o artista pernambucano reapareceu na melhor das formas com Eita, álbum lançado em 28 de novembro. Gravado com produção musical de Bruno Giorgi, Eita costurou afetos em celebração da família e do Nordeste. Maria Bethânia emoldurou Foto de família com a nobreza do canto transcendental. Maria Gadú contribuiu para legitimar o engajamento do abrasivo maracatu O rumo do fogo. Repertório, arranjos e produção musical irretocáveis fizeram de Eita um dos grandes álbuns de 2025.
Capa do álbum ‘Bicudos dois’, de Alfredo Del-Penho e Pedro Paulo Malta
Isabela Espíndola
♫ Bicudos dois – Alfredo Del-Penho e Pedro Paulo Malta
♬ Chegou em 11 de dezembro Bicudos dois, último grande álbum de 2025 (salvo algum lançamento arquitetado sem aviso prévio para os últimos cinco dias do ano). Reavivando as tradições do canto em dupla, em voga na música brasileira desde os anos 1930, Alfredo Del-Penho e Pedro Paulo Malta pescaram pérolas raras no álbum que, após 21 anos, deu sequência ao disco Dois bicudos (2004). Bicudos dois é disco que se agigantou pela afinidade entre os cantores, pela surpreendente e extraordinária seleção de repertório – dominado por relíquias do baú da música brasileira dos anos 1930, 1940 e 1950 – e pelos arranjos, a maioria do diretor musical Paulo Aragão.

Fonte: G1 Entretenimento

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Perry Bamonte, guitarrista e tecladista do The Cure, morre aos 65 anos


Perry Bamonte, guitarrista do The Cure
Divulgação/Facebook da banda
Perry Bamonte, guitarrista e tecladista do The Cure, morreu aos 65 anos “após uma doença recente em casa, durante o Natal”, segundo publicação da banda nesta sexta-feira (26).
“Quieto, intenso, intuitivo, confiável e imensamente criativo, ‘Teddy’ era uma parte vital e de coração quente da história do The Cure”, afirma o comunicado.

Fonte: G1 Entretenimento

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Estrelas da MPB cantaram em iorubá para reverenciar Mãe Carmen, líder do Terreiro do Gantois, no álbum ‘Obatalá’


Alcione posa com Mãe Carmen (1926 – 2025) na época da gravação do álbum ‘Obatalá’
André Sant’ana / Divulgação
♫ MEMÓRIA
♬ A MPB acordou triste. A morte da ialorixá Mãe Carmen de Oxaguian na madrugada desta sexta-feira, 26 de dezembro, em Salvador (BA), aos 98 anos, enluta estrelas da MPB como Maria Bethânia, cantora que já publicou sucinta nota de pesar nas redes sociais. “Profunda reverência”, sintetizou Bethânia ao saber da morte da Carmen.
Filha caçula e seguidora de Maria Escolástica da Conceição Nazaré (1894 – 1986), a ialorixá conhecida como Mãe Menininha, Carmen Oliveira da Silva (1926 – 2015) era desde 1997 a liderança espiritual do mítico Terreiro do Gantois, nome popular da casa Ilé Ìyá Omi Àṣẹ Ìyámase, dedicada ao culto do Candomblé desde 1849.
A devoção de ícones da música brasileira ao Gantois e à Mãe Carmen está eternizada no álbum Obatalá – Uma homenagem à Mãe Carmen, lançado em 2019 com elenco estelar que incluiu Alcione, Carlinhos Brown, Daniela Mercury, Gal Costa (1945 – 2022), Gilberto Gil, Ivete Sangalo, Jorge Ben Jor, Lazzo Matumbi, Márcia Short, Margareth Menezes, Marisa Monte, Mateus Aleluia, Nelson Rufino e Zeca Pagodinho, além do grupo Ofá, presente em todas as 17 faixas do tributo fonográfico.
Sob a direção musical de Iuri Passos e Yomar Asogbá, essa constelação deu voz a cânticos que, em maioria, saudavam orixás na língua iorubá. Orquestrada por Iuri Passos com Alê Siqueira, a produção musical do álbum Obatalá deu apropriada ênfase aos toques dos atabaques – sobressalentes na saudação ao orixá Xangô feita por Gilberto Gil – sem se restringir à hipnótica base percussiva dos tambores.
Acordes de piano e harpa pautaram a saudação ao orixá Oduduwa, destaque do álbum pela beleza do tema afro em si e pela potência da voz de Margareth Menezes na faixa que uniu a cantora à conterrânea Márcia Short.
E por falar em voz, a presença de Alcione enobreceu a saudação a Oxossi. A Marrom cantou Ô odé komo rodé, um dos temas mais populares do repertório de Obatalá por já estar entranhado no repertório musical do Brasil. A gravação deste tema trouxe fala de Mãe Carmen, cuja voz foi ouvida ao longo no disco em mensagens de luz e paz.
Na reverência ao orixá Oxagiayan, feita por Ivete Sangalo com texto recitado pela voz ancestral de Mateus Aleluia, os tambores do terreiro embasaram a faixa harmonizada com bandolim, piano e violoncelo.
Os encontros entre as estrelas da música brasileira também valorizaram o disco. Feita para saudar Oxum, a faixa de Gilberto Gil com Marisa Monte – que não gravavam juntos desde 1996 – embelezou o disco. Aliás, Gil teve presença recorrente no disco. Além da reverência a Oxum com Marisa Monte, o cantor também saudou Oxalá com Jorge Ben Jor e cantou a música Carmen com a voz matricial de Gal Costa. Carmen é canção de Luiz Ariston e Beto Pellegrino, tendo sido composta em português.
Sempre evocando a força dos tambores, o álbum Obatalá terminou em samba. Bonito samba à moda da Bahia, A força do Gantois foi cantado pelo compositor Nelson Rufino com Zeca Pagodinho.
Pela presença de tantas estrelas da música brasileira e pela magia do universo musical afro-brasileiro, a homenagem fonográfica à Mãe Carmen no álbum Obatalá se eterniza e se renova, nesta sexta-feira de Oxalá, como atestado do aglutinador poder espiritual da ialorixá que ora se encanta.
Capa do disco ‘Obatalá – Uma homenagem à Mãe Carmen’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Chico César grava disco de voz e violão no início de 2026 enquanto celebra em show os 30 anos do álbum ‘Cuscuz clã’


Chico César volta ao formato de voz e violão em álbum que será gravado no início de 2026
José de Holanda / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Foi com álbum gravado ao vivo em show de voz e violão que Chico César deixou de ser mais um na multidão de cantores, compositores e músicos que buscavam visibilidade no mundo da música. Lançado em 1995, o disco Aos vivos apresentou as gravações originais de Mama África e À primeira vista, músicas que atravessariam gerações.
Decorridos 30 anos, o artista paraibano se prepara para gravar outro álbum de voz e violão. A gravação está agendada para o início de 2026, ano em que Chico também celebrará os 30 anos do álbum posterior ao seminal Aos vivos, Cuscuz clã (1996), em show agendado para 24 de janeiro no Circo Voador (RJ) no Rio de Janeiro (RJ).
Cuscuz clã foi o álbum que consolidou a carreira do cantor no rastro do sucesso feito pelo disco antecessor Aos vivos. Carreira, aliás, que vai muito bem. Chico César sairá de 2025 com nada menos do que 101 shows realizados em 53 cidades de quatro países – marca recorde na trajetória do artista nos palcos.

Fonte: G1 Entretenimento

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Corpo da atriz Teuda Bara será velado nesta sexta-feira no Palácio das Artes, no Centro de BH


Atriz Teuda Bara morre aos 84 anos
O corpo da atriz Teuda Bara, ícone do teatro mineiro e uma das fundadoras do Grupo Galpão, será velado nesta sexta-feira (26), a partir das 10h, no Palácio das Artes, no Centro de Belo Horizonte. A cerimônia será aberta, e são esperados amigos, familiares e fãs.
Teuda morreu na tarde desta quinta-feira de Natal (25), aos 84 anos, no Hospital Madre Teresa, em Belo Horizonte. Ela estava internada desde 14 de dezembro devido a uma fratura na perna causada por uma queda em casa.
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A morte foi provocada septicemia com falência múltipla dos órgãos, quando uma infecção generalizada se espalha pelo sangue e atinge várias partes do corpo.
Homenagens
A atriz recebeu homenagens de artistas, amigos, familiares e do poder público. “Uma pessoa que atravessou gerações, participou de movimentos artísticos, culturais, políticos, sociais. Uma pessoa de uma importância, uma companheira da melhor qualidade”, disse a atriz Lydia Del Picchia, também do Grupo Galpão.
“Teuda, voz do teatro mineiro, no Brasil e no mundo, estava para o Grupo Galpão, como Milton Nascimento está para o Clube da Esquina”, afirmou o Palácio das Artes em nota.
Morre Teuda Bara, fundadora do Grupo Galpão de teatro
Inovação no teatro e fundação do Galpão
A atriz, que também atuou no cinema e na TV, tinha o humor debochado e a gargalhada solta como seus traços mais marcantes. Filha de um bombeiro trombonista e uma enfermeira cantora e parodista, Teusa Bara figura como um dos grandes nomes do teatro brasileiro.
Sem ter tido formação teatral formal, trabalhou com nomes como Zé Celso Martinez e Eid Ribeiro, inovou no teatro experimental, ajudou a fundar o Grupo Galpão na década de 1980 e subiu em palcos de todo o Brasil e pelo mundo.
‘Voz do teatro mineiro’, ‘atravessou gerações’: veja repercussão
“A partida de Teuda representa uma perda imensurável para o Grupo Galpão, o teatro brasileiro e todos que tiveram o privilégio de conviver com ela”, afirmou a companhia em publicação nas redes sociais.
Teuda Bara, uma das fundadoras do Grupo Galpão
Matheus Lustosa
Trabalhos no teatro, TV e cinema
Teuda Bara esteve no palco até os últimos dias de sua vida. Em 13 e 14 de dezembro, ela apresentaria a peça “Doida” no teatro de bolso do Sesc Palladium, na capital mineira. A segunda noite, no entanto, não pôde ser apresentada devido à internação da atriz.
O espetáculo, que completava 10 anos de sua estreia, retrata o espírito de Minas e é livremente inspirado no conto de Carlos Drummond de Andrade.
Consagrada no teatro, Teuda participou da novela da TV Globo “Meu Pedacinho de Chão” (2014), escrita por Benedito Ruy Barbosa e com direção-geral de Luiz Fernando Carvalho e Carlos Araújo, e da série de comédia “A Vila” (2017), com Paulo Gustavo. Também teve atuações no cinema (leia mais abaixo).
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Luiza Palhares
Atuação com Zé Celso e ex-aluna da UFMG
Aos 30 anos, quando cursava ciências sociais na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), fez teatro-jornal com o Diretório Acadêmico Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas.
Abandonou o curso superior três anos depois para começar a trabalhar com o diretor Eid Ribeiro, antes de se mudar para São Paulo para trabalhar com o diretor José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso.
No cinema, Teuda Bara atuou em filmes como “O Palhaço”, de Selton Mello, “La Playa D.C” (produção franco-colombiana), de Juan Andrés Arango, e “As Duas Irenes”, de Fábio Meira (representante brasileiro no Festival de Berlim em 2017). Ela também fez parte do elenco de “Órfãs da Rainha”, de Elza Cataldo.
No início dos anos 2000, Teuda viveu entre Montreal, no Canadá, e Las Vegas, nos Estados Unidos. Ela saiu do país a convite do renomado diretor Robert Lepage para participar do espetáculo “K.Á.”, do Cirque Du Soleil.
De volta ao Brasil em 2007, retomou sua carreira pelos palcos e ruas brasileiros, ao lado do Galpão. Em 2015, estreou a peça “Doida”, produção independente que ela própria encabeçou, e na qual dividia a cena com o filho caçula, Admar Fernandes. O espetáculo foi o último a ser apresentado pela atriz, no palco do teatro de bolso do Sesc Palladium.
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Fonte: G1 Entretenimento