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Chico César grava disco de voz e violão no início de 2026 enquanto celebra em show os 30 anos do álbum ‘Cuscuz clã’


Chico César volta ao formato de voz e violão em álbum que será gravado no início de 2026
José de Holanda / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Foi com álbum gravado ao vivo em show de voz e violão que Chico César deixou de ser mais um na multidão de cantores, compositores e músicos que buscavam visibilidade no mundo da música. Lançado em 1995, o disco Aos vivos apresentou as gravações originais de Mama África e À primeira vista, músicas que atravessariam gerações.
Decorridos 30 anos, o artista paraibano se prepara para gravar outro álbum de voz e violão. A gravação está agendada para o início de 2026, ano em que Chico também celebrará os 30 anos do álbum posterior ao seminal Aos vivos, Cuscuz clã (1996), em show agendado para 24 de janeiro no Circo Voador (RJ) no Rio de Janeiro (RJ).
Cuscuz clã foi o álbum que consolidou a carreira do cantor no rastro do sucesso feito pelo disco antecessor Aos vivos. Carreira, aliás, que vai muito bem. Chico César sairá de 2025 com nada menos do que 101 shows realizados em 53 cidades de quatro países – marca recorde na trajetória do artista nos palcos.

Fonte: G1 Entretenimento

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Corpo da atriz Teuda Bara será velado nesta sexta-feira no Palácio das Artes, no Centro de BH


Atriz Teuda Bara morre aos 84 anos
O corpo da atriz Teuda Bara, ícone do teatro mineiro e uma das fundadoras do Grupo Galpão, será velado nesta sexta-feira (26), a partir das 10h, no Palácio das Artes, no Centro de Belo Horizonte. A cerimônia será aberta, e são esperados amigos, familiares e fãs.
Teuda morreu na tarde desta quinta-feira de Natal (25), aos 84 anos, no Hospital Madre Teresa, em Belo Horizonte. Ela estava internada desde 14 de dezembro devido a uma fratura na perna causada por uma queda em casa.
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A morte foi provocada septicemia com falência múltipla dos órgãos, quando uma infecção generalizada se espalha pelo sangue e atinge várias partes do corpo.
Homenagens
A atriz recebeu homenagens de artistas, amigos, familiares e do poder público. “Uma pessoa que atravessou gerações, participou de movimentos artísticos, culturais, políticos, sociais. Uma pessoa de uma importância, uma companheira da melhor qualidade”, disse a atriz Lydia Del Picchia, também do Grupo Galpão.
“Teuda, voz do teatro mineiro, no Brasil e no mundo, estava para o Grupo Galpão, como Milton Nascimento está para o Clube da Esquina”, afirmou o Palácio das Artes em nota.
Morre Teuda Bara, fundadora do Grupo Galpão de teatro
Inovação no teatro e fundação do Galpão
A atriz, que também atuou no cinema e na TV, tinha o humor debochado e a gargalhada solta como seus traços mais marcantes. Filha de um bombeiro trombonista e uma enfermeira cantora e parodista, Teusa Bara figura como um dos grandes nomes do teatro brasileiro.
Sem ter tido formação teatral formal, trabalhou com nomes como Zé Celso Martinez e Eid Ribeiro, inovou no teatro experimental, ajudou a fundar o Grupo Galpão na década de 1980 e subiu em palcos de todo o Brasil e pelo mundo.
‘Voz do teatro mineiro’, ‘atravessou gerações’: veja repercussão
“A partida de Teuda representa uma perda imensurável para o Grupo Galpão, o teatro brasileiro e todos que tiveram o privilégio de conviver com ela”, afirmou a companhia em publicação nas redes sociais.
Teuda Bara, uma das fundadoras do Grupo Galpão
Matheus Lustosa
Trabalhos no teatro, TV e cinema
Teuda Bara esteve no palco até os últimos dias de sua vida. Em 13 e 14 de dezembro, ela apresentaria a peça “Doida” no teatro de bolso do Sesc Palladium, na capital mineira. A segunda noite, no entanto, não pôde ser apresentada devido à internação da atriz.
O espetáculo, que completava 10 anos de sua estreia, retrata o espírito de Minas e é livremente inspirado no conto de Carlos Drummond de Andrade.
Consagrada no teatro, Teuda participou da novela da TV Globo “Meu Pedacinho de Chão” (2014), escrita por Benedito Ruy Barbosa e com direção-geral de Luiz Fernando Carvalho e Carlos Araújo, e da série de comédia “A Vila” (2017), com Paulo Gustavo. Também teve atuações no cinema (leia mais abaixo).
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Teuda Bara em cena, em foto de 2024
Luiza Palhares
Atuação com Zé Celso e ex-aluna da UFMG
Aos 30 anos, quando cursava ciências sociais na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), fez teatro-jornal com o Diretório Acadêmico Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas.
Abandonou o curso superior três anos depois para começar a trabalhar com o diretor Eid Ribeiro, antes de se mudar para São Paulo para trabalhar com o diretor José Celso Martinez Corrêa, o Zé Celso.
No cinema, Teuda Bara atuou em filmes como “O Palhaço”, de Selton Mello, “La Playa D.C” (produção franco-colombiana), de Juan Andrés Arango, e “As Duas Irenes”, de Fábio Meira (representante brasileiro no Festival de Berlim em 2017). Ela também fez parte do elenco de “Órfãs da Rainha”, de Elza Cataldo.
No início dos anos 2000, Teuda viveu entre Montreal, no Canadá, e Las Vegas, nos Estados Unidos. Ela saiu do país a convite do renomado diretor Robert Lepage para participar do espetáculo “K.Á.”, do Cirque Du Soleil.
De volta ao Brasil em 2007, retomou sua carreira pelos palcos e ruas brasileiros, ao lado do Galpão. Em 2015, estreou a peça “Doida”, produção independente que ela própria encabeçou, e na qual dividia a cena com o filho caçula, Admar Fernandes. O espetáculo foi o último a ser apresentado pela atriz, no palco do teatro de bolso do Sesc Palladium.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Retrospectiva 2025 – Música brasileira perde artistas singulares, insubstituíveis


Galeria com alguns artistas da música brasileira que faleceram ao longo de 2025
Divulgação / Montagem g1
♫ RETROSPECTIVA 2025
♬ A morte da flautista Odette Ernest Dias (1929 – 2025) na véspera do Natal, 24 de dezembro, engrossou a lista de perdas irreparáveis sofridas pela música brasileira ao longo do ano. No Brasil desde os 23 anos, a instrumentista francesa integrou a Orquestra Sinfônica Brasileira e foi uma das fundadoras do Clube do Choro de Brasília.
A morte da flautista, aos 96 anos, foi mais uma nota desafinada na pauta de 2025. A rigor, todo ano há grandes perdas na música brasileira. A morte é lei natural da vida. Contudo, em 2025, partiram artistas singulares, cujas mortes desmentem a máxima de que ninguém é insubstituível.
Como encontrar outra cantora da dimensão de Nana Caymmi (1941 – 2025), intérprete que saiu de cena em 1º de maio, aos 84 anos? Nana foi cantora cuja voz encharcada de sentimento, vinda das profundezas da alma. Nana foi tão grande que fez o próprio nome sem se escorar no pai gigante, um certo Dorival Caymmi (1914 – 2008).
Todo o sentimento, sobretudo as tristezas que o amor lhe deu, também pulsou na voz rouca de Angela Ro Ro (1949 – 2025), calada em 8 de setembro. A cantora, compositora e pianista morreu aos 75 anos, deixando canções ardentes, geradas na fogueira das paixões. Sim, Ro Ro é insubstituível.
Como substituir Lô Borges (1952 – 2025), criador de melodias e harmonias requintadas que alicerçaram o cancioneiro do Clube da Esquina na década de 1970? Lô partiu aos 73 anos, em 2 de novembro, com a chama da criação ainda viva, a ponto de ter deixado praticamente pronto um álbum com canções inéditas letradas pelo irmão Marcio Borges, poeta fundamental da turma das Geraes.
Não, não haverá um outro Lô Borges. Assim como existiu somente um Jards Macalé (1943 – 2025), anjo torto da MPB que bateu asas em 17 de dezembro, aos 82 anos, deixando obra construída às margens do mainstream, na penumbra reservada aos marginalizados, aos amaldiçoados pelo sistema, aos gênios transgressores.
No samba, o também insubstituível Arlindo Cruz (1958 – 2025) – que já estava fora de cena desde março de 2017, por conta de sequelas de AVC hemorrágico – entristeceu as rodas em 8 de agosto, dia em que morreu aos 66 anos.
Arlindo Cruz foi bamba que tomou partido do samba da melhor qualidade, produzido nos quintais mais nobres do Rio de Janeiro (RJ), nos quais brotou a maestria de Bira Presidente (1937 – 2025) no toque do pandeiro. Um dos fundadores do grupo Fundo de Quintal, Bira morreu em 14 de junho, aos 88 anos.
Pescadora de pérolas do samba da antiga, a cantora Cristina Buarque (1950 – 2025) também deixou legado inestimável ao partir em 20 de abril, aos 74 anos, deixando discos referenciais para um público específico que nunca a viu como “a irmã de Chico Buarque”, mas como a guardiã de tesouro com joias raras do samba.
Não, jamais haverá outra Cristina Buarque. Assim como jamais o mundo conhecerá um músico com a intuição assombrosa, a técnica efervescente e a permanente ebulição criativa de Hermeto Pascoal (1936 – 2025), instrumentista que transcendeu conceitos, gêneros e rótulos ao longo da vida dedicada ao exercício permanente de fazer música e tirar sons de onde menos se espera.
O Bruxo morreu em 13 de setembro aos 89 anos, estando eternizado na galeria dos insubstituíveis ao lado de Preta Gil (1974 – 2025), cantora que deixou rastro de alegria na música do Brasil, mas que fez o país chorar ao morrer aos 50 anos, em 20 de julho, em decorrência de complicações de câncer colorretal.
A precoce saída de cena de Preta Gil evidenciou a força de artista única que, mais do que uma cantora, se tornou uma personalidade por hastear a bandeira da diversidade em um Brasil misógino. Preta Gil presente!
Em 2025, a música do Brasil também perdeu o compositor Antonio Barros (autor de sucessos associados ao universo do forró como Homem com H), o cantor Edy Star, o violonista Félix Junior, a cantora Lilian Knapp, o cantor Lindomar Castilho, a cantora lírica Maria Lúcia Godoy, a cantora Maricenne Costa, o compositor Marquinho PQD, o compositor e produtor Mauro Motta, o letrista Mauro Santa Cecília, o pianista Miguel Proença, a DJ Peppa Oliveira, o guitarrista e produtor Perinho Albuquerque, o guitarrista Rogério Meanda, a cantora Sonia Delfino, o guitarrista Toninho Crespo, o cantor e compositor Vital Farias e o percussionista Zero Awá.
Cada um, de um modo próprio, deixou uma marca na música do Brasil ao sair de cena ao longo do ano. No balanço de perdas e danos da música do brasileira em 2025, o saldo positivo é a eternidade das obras que sobreviverão aos artistas que partiram.

Fonte: G1 Entretenimento

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Diddy tenta soltura imediata da prisão, e defesa do rapper fala em ‘punição excessiva’


Diddy foi considerado inocente de acusações mais graves; entenda o caso
Sean “Diddy” Combs acionou a Justiça dos Estados Unidos com um pedido de soltura imediata, contestando a validade de sua pena de 50 meses de prisão. A solicitação do rapper foi noticiada pela imprensa americana nesta quarta (24).
Segundo o site da revista americana “Variety”, a defesa do artista protocolou um recurso de 84 páginas. O documento alega que a punição aplicada pelo tribunal federal teria sido excessiva e baseada em interpretações que extrapolaram o veredito do júri.
Argumentos da defesa
Advogada de Combs, Alexandra A.E. Shapiro, criticou o juiz Aran Subramanian, afirmando que o magistrado teria atuado como um “décimo terceiro jurado”. Segundo o recurso, o juiz ignorou a decisão final dos jurados ao concluir que o músico teria “coagido e explorado” mulheres para fins sexuais, além de liderar uma conspiração criminosa — acusações das quais ele não foi considerado culpado pelo júri.
O documento ressalta que, para os crimes pelos quais Combs foi condenado, as sentenças costumam ser inferiores a 15 meses, mesmo em situações onde há comprovação de coerção.
16 de setembro – Sean ‘Diddy’ Combs foi preso. Ele é alvo de processos por tráfico sexual e agressão.
Mark Von Holden/Invision/AP
Histórico do caso
A condenação de Diddy ocorreu em julho, quando ele foi considerado culpado de duas acusações de transporte para fins de prostituição. No entanto, o artista foi absolvido de crimes mais graves, como tráfico sexual e extorsão, que poderiam resultar em penas muito mais severas.
Durante a audiência de sentença em outubro, o juiz Subramanian deixou claro que o histórico de violência do rapper influenciou sua decisão, citando especificamente as imagens de 2016 que mostram Combs agredindo sua ex-companheira, Casandra “Cassie” Ventura.
Na ocasião, o magistrado afirmou que a mesma força usada para ferir mulheres deveria ser utilizada para ajudá-las, encorajando Combs a aproveitar sua “segunda chance”.
Liberdade de expressão e situação atual
Além de questionar o tempo de prisão, a defesa tenta agora reverter a condenação utilizando um argumento baseado na Primeira Emenda da Constituição americana.
Os advogados dizem que as interações sexuais e as filmagens realizadas por Combs estariam protegidas pelo direito à liberdade de expressão, uma tese que já havia sido descartada anteriormente pelo tribunal.
Atualmente, Sean Combs cumpre sua pena no Instituto Correcional Federal Fort Dix, em Nova Jersey. Caso o recurso não prospere, sua data de libertação está prevista apenas para maio de 2028.

Fonte: G1 Entretenimento

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Morre mãe de cantor Bruno, da dupla com Marrone, aos 81 anos


Dona Anita ao lado do filho.
Reprodução/Instagram
Morreu na madrugada desta quinta-feira (25), aos 81 anos, Ana Félix de Miranda, conhecida como Dona Anita, mãe do cantor sertanejo Bruno, da dupla Bruno e Marrone. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa do artista (veja nota completa abaixo).
Segundo a equipe, Dona Anita enfrentava problemas de saúde havia algum tempo e morreu em decorrência de Síndrome de Angústia Respiratória Aguda (SARA). De acordo com a nota da equipe, ela já vinha apresentando problemas de saúde.
Em 2020, ela tinha enfrentado covid-19. Na época, Bruno usou as redes sociais para relatar a preocupação com o quadro da mãe e afirmou que a recuperação só foi possível graças ao atendimento médico rápido.
Em nota, a assessoria do cantor manifestou “imenso pesar” pela perda e informou que Dona Anita deixa cinco filhos, 11 netos e dois bisnetos.
Até a última atualização desta reportagem, Bruno não havia se pronunciado pessoalmente. A família informou ainda que não divulgará local e horário do velório ou do sepultamento, por opção de manter a despedida restrita a parentes e amigos próximos.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
LEIA A NOTA NA ÍNTEGRA:
“É com imenso pesar comunicamos o falecimento aos 81 anos de Ana Félix de Miranda, conhecida como Dona Anita, mãe do Bruno, dupla com Marrone.
Há algum tempo enfrentando problemas de saúde, ela veio falecer na madrugada do hoje, 25, de SARA (síndrome de angústia respiratória aguda).
Dona Anita deixa 5 filhos, 11 netos e 2 bisnetos. A família optou por não divulgar local e horário das homenagens finais, para que seja uma despedida íntima.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Mariah Carey ganha processo de plágio envolvendo ‘All I want for Christmas is you’


Mariah Carey e divas paraenses se apresentam em palco flutuante, em Belém
Mariah Carey venceu na justiça um processo movido contra ela por um suposto plágio envolvendo o hit natalino “All I want for Christmas is you”, de 1994. Como parte da vitória, a cantora deve receber ainda uma indenização, segundo o TMZ.
De acordo com a publicação, que teve acesso aos altos do processo, a decisão considera que a ação judicial “não tinha fundamento”. Os autores do processo pediam que Mariah pagasse pelo menos 20 milhões de dólares em danos. No entanto, o juiz rejeitou a ação no começo do ano e, agora, impôs o pagamento de US$ 92.303,20 em indenização à cantora.
Também foram estabelecidas sanções a serem pagas a outros réus do caso, como a Sony Music, a editora Kobalt Publishing e o produtor Walter Afanasieff, pelos gastos em um processo considerado “desnecessário”. Com isso, o valor final da indenização é de quase US$ 110 mil.
Mariah Carey
TV Globo/Reprodução
Confira abaixo o histórico do caso:
Em 2023, Mariah Carey foi processada pelos compositores Andy Stone e Troy Powers, da banda Vince Vance & The Valiants.
A alegação era de que a artista teria plagiado uma música deles de 1989, também chamada “All I want for Christmas is you”.
Os compositores pediam que Mariah pagasse uma indenização de US$ 20 milhões por danos.
A ação foi arquivada pela Justiça em março deste ano, quando a Justiça concluiu que os autores não apresentaram provas suficientes de violação de direitos autorais.
Agora, a nova decisão judicial entende que o caso não tinha fundamento, e determinou que Stone e Powers paguem US$ 92.303,20 de indenização à Mariah.
Nesta semana, Mariah Carey teve outra vitória com a canção de Natal. Ela chegou à 100ª semana de sua carreira no topo da Billboard Hot 100. O marco considera também outros hits da cantora que também ocuparam a 1ª colocação, mas o marco das 100 semanas foi conquistado por “All I want for Christmas is you”, que ocupa o topo das mais ouvidas há 21 semanas consecutivas.

Fonte: G1 Entretenimento

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Pioneiro no Brasil, álbum de Natal de Simone chega aos 30 anos com mais glórias e memes do que antipatias


Simone cria site oficial para conectar ouvintes do álbum ’25 de dezembro’, lançado há 30 anos
Willy Biondani / Divulgação
♫ ANÁLISE
♬ Então é Natal e Simone – cantora nascida em Salvador (BA) em 25 de dezembro de 1949 – faz 76 anos às voltas com ação de marketing que revitaliza o álbum 25 de dezembro, lançado em 1995 e desde então alvo de amores e ódios. Hoje mais amores do que ódios. Sim, o álbum mais vendido da carreira da banda, título pioneiro na então escassa discografia natalina brasileira, chega aos 30 anos com mais glórias do que hate.
Atentas à efeméride, a cantora e a Universal Music – gravadora que encampou em 1999 a Philips / Polygram, companhia fonográfica que editou o álbum 25 de dezembro – se uniram em ação que envolveu a criação de site (www.entaooquevocefez.com.br) para coletar histórias sobre o disco e conectar os ouvintes desse trabalho tão controvertido.
Ainda alvo de memes, o álbum 25 de dezembro tem sido reavaliado nos últimos anos e, sob a benção da perspectiva do tempo, tem tido exaltados os méritos até então ofuscados por preconceitos. Mas o que ninguém conta e Simone tampouco fala em entrevistas é a razão do hate iniciado em 1995.
O que aconteceu é que Marcos Maynard – executivo então no comando da gravadora Polygram e conhecido pelo marketing agressivo com que promove artistas e discos sob sua égide – orquestrou série de ações de marketing e publicidade pautadas pelo excesso para divulgar o álbum de Simone.
Traduzindo em bom português: a gravadora quis empurrar o disco natalino de Simone goela abaixo do povo brasileiro. Em dezembro de 1995, era difícil não se deparar com o álbum de alguma forma, seja ligando o rádio em casa ou andando nas ruas. Se você entrasse em qualquer loja de disco, a música tocada era Então é Natal, faixa eleita para promover o álbum 25 de dezembro.
Então é Natal é versão em português de Cláudio Rabello para Happy Xmas (War is over), pacifista canção natalina composta, gravada e lançada em 1971 por John Lennon (1940 – 1980) e Yoko Ono. A música carregava o espírito de Natal com mensagem de paz e união entre os povos. Como a canção ficou massificada na versão de Simone, começou o hate quando essa palavra ainda nem existia no dicionário do então incipiente mundo digital.
Para piorar a situação, a divulgação ostensiva na mídia dos resultados comerciais do disco contribuiu para a sensação de que o marketing em torno do álbum 25 de dezembro era da mesma dimensão do sucesso do disco. Essa necessidade de afirmação na mídia do sucesso de 25 de dezembro fez com que parte do público e críticos (como este colunista) tivessem certa antipatia e má vontade com o disco naquele momento para escapar do assédio.
É preciso contextualizar para entender que todo esse marketing ostensivo não aconteceu em vão. Havia muita coisa em jogo no lançamento do álbum. Campeã de vendas da CBS nos anos 1980, Simone saiu meio por baixo da gravadora – então já denominada Sony Music – em 1995, ano em que a cantora se transferiu para a PolyGram, acolhida por Maynard.
Era questão de honra para cantora e para o executivo que o álbum se transformasse em um retumbante sucesso de vendas. Nessa fogueira de vaidades, quem ardeu em chamas foi o disco, que ganharia em 1996 uma faixa-bônus, a regravação de Ave Maria (Vicente Paiva e Jayme Redondo, 1950) com o coro das Meninas Cantoras de Petrópolis, música desde então incorporada ao repertório de clássicos natalinos.
Foi preciso que o tempo – eterno senhor da razão – apagasse essa fogueira para que o álbum fosse reavaliado sem paixões e sem a fúria gerada em dezembro de 1995.
Orquestrado com produção musical de Max Pierre e Moogie Canazio a partir de ideia proposta por Simone ao executivo Marcos Maynard (consta que a cantora teve a ideia ao se deparar com diversos álbuns natalinos em loja de discos de Nova York e intuir que discos do gênero poderiam dar certo no Brasil), o álbum 25 de dezembro acertou ao reavivar então esquecida canção de Roberto Carlos e Erasmo Carlos (1941 – 2022), Pensamentos (1982), que se afinava com o espírito de Natal.
Clássico da dupla de compositores sempre presente nos shows de Roberto, o spiritual Jesus Cristo (1970) também ressurgiu no disco de Simone com coro de tom gospel.
A cantora também deu voz standards natalinos como Sino de Belém / Jingle bells (James Pierpont, 1857, em versão em português de Evaldo Ruy, 1941), Natal das crianças (Blecaute, 1955), O velhinho (Otávio Babo Filho, 1954) – cantado por Simone no devido tempo de delicadeza – e Noite feliz (1912), versão em português – escrita pelo frade Pedro Sinzig (1876 – 1952) – da canção austríaca Stille nacht (Franz Gruber e Joseph Mohr, 1818), conhecida em inglês como Silent night.
Versão em português de White Christmas (Irving Berlin, 1942), escrita pelo compositor fluminense Marino Pinto (1916 – 1965), Natal branco (1956) ganhou as cores de arranjo que evocava a era norte-americana das big bands do jazz.
Em contrapartida, resultou desafinada a ideia de reviver a tristonha marcha Boas festas (Assis Valente, 1933) com o baticum do grupo baiano Timbalada. O tom expansivo da gravação diluiu o sentimento da letra, contrariando a natureza melancólica de versos que denunciavam a injustiça social evidenciada no Brasil a cada Natal em que umas crianças têm tudo e outras têm nada.
Que maravilha viver… – versão em português de Claudio Rabello de What a wonderful world (1967), último sucesso do trompetista e cantor Louis Armstrong (1901 – 1971) – completou o repertório deste álbum que, aos 30 anos de vida, já gera mais simpatia do que antipatia. Até porque as ações massificantes para vender o álbum ficaram esquecidas ao longo desses 30 anos. Apagada a fogueira das vaidades, a música sempre sobrevive ao marketing.
Capa do álbum ‘25 de dezembro’, de Simone
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Como os artistas cristãos estão conquistando ouvintes e entrando no mainstream da música pop


Sons de SP, da TV Globo, destaca a conexão entre música e fé
Esta é uma das histórias mais surpreendentes do mundo da música neste ano. Embora o número de reproduções de músicas novas — lançamentos dos últimos 18 meses — tenha diminuído em relação ao ano passado, um gênero está em ascensão: a música cristã e gospel, de acordo com o Relatório Semestral de 2025 da Luminate, empresa de dados e análises do setor.
Jaime Marconette, vice-presidente de insights musicais e relações com a indústria da Luminate, afirmou que a mudança é liderada por artistas como Forrest Frank, Brandon Lake e Elevation Worship , que estão se conectando com uma “base de fãs mais jovem e antenada em streaming”, composta por 60% de mulheres e 30% de millennials.
4ª temporada de Sons de SP: a conexão entre música e fé
De fato, pela primeira vez em 11 anos, duas músicas cristãs contemporâneas — “Your Way’s Better”, de Frank, e “Hard Fought Hallelujah”, de Lake com Jelly Roll — entraram no Top 40 da Billboard Hot 100, colocando-as em competição direta com artistas do mainstream.
🔎 Forrest Frank é cantor, compositor e produtor de pop cristão do Texas (EUA), que ganhou fama como integrante do duo Surfaces e depois se destacou em carreira solo com hits que misturam pop, hip-hop e louvores, rendendo indicação ao Grammy em 2024. Brandon Lake é cantor, compositor e guitarrista cristão americano ligado à música de louvor, com atuação na Seacoast Church, na Carolina do Sul. Jelly Roll, nome artístico de Jason DeFord, é rapper, cantor e compositor dos EUA que combina hip-hop, country e rock em canções de tom autobiográfico.
É também por isso que artistas tradicionalmente seculares como Jelly Roll, Killer Mike e T.I. estão sendo indicados em categorias de música cristã no Grammy de 2026 — as fronteiras estão se tornando cada vez mais tênues.
Um som de música cristã em evolução
“A música cristã é diferente de qualquer outro gênero definido por um componente sonoro. A música cristã é definida por seu componente lírico”, diz Holly Zabka, presidente da Provident Entertainment, uma subsidiária da Sony dedicada à música cristã. “Ela não se limita a uma definição restrita. É um componente lírico que pode agradar a qualquer preferência musical.”
Do ponto de vista de uma gravadora, ela está interessada em artistas que “não precisam se encaixar naquele nicho restrito de livrarias cristãs e rádios cristãs. Pode ser rap, hip-hop, rock, country, e isso atrai um público mais amplo porque é o que eles já ouvem”, diz ela. “Muito poucas pessoas ouvem música isoladamente, focando em apenas um gênero.”
Mas, durante muitos anos, a música cristã contemporânea (CCM) teve a reputação de ser pouco criativa — o que o escritor John Jeremiah Sullivan infamemente chamou de “à prova de excelência” — por sua tendência a imitar e diluir sons populares e contemporâneos para um público religioso.
“Sem dúvida, houve uma melhora na qualidade”, diz Zabka. “Quando toda a música precisa coexistir nessas plataformas de streaming, não podemos ser apenas a alternativa barata. ‘Ah, você gosta da Taylor Swift? Então vai gostar desta versão inferior no gênero cristão.’ Queremos ser a melhor arte.”
“É preciso imitar antes de inovar”, brinca Chris Brown, cantor e líder de louvor da Elevation Worship. “Não existem tantas linhas estilísticas rígidas na música cristã como talvez existissem há 10 anos, ou certamente há 20 ou 30 anos.”
“Houve uma época em que as pessoas idealizavam a música cristã, pensando: ‘OK, vamos ter essa aparência, vamos soar assim’”, diz Lauren Daigle, cantora cristã e pop duas vezes vencedora do Grammy.
Lauren Daigle, cantora cristã e pop duas vezes vencedora do Grammy.
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“Hoje em dia, há muito mais expressão artística. As pessoas são muito expressivas. Elas conseguem compartilhar sua criatividade. E isso também se reflete na diversidade de pessoas representadas.”
Por que a música cristã está fazendo sucesso agora?
Louvores no top 200: como o gospel se tornou onipresente nas paradas do streaming
Zabka afirma que seu gênero musical está vivenciando “um momento especial e… uma tempestade perfeita”. O streaming e a possibilidade de conexão nas redes sociais democratizaram a descoberta musical, diz ela, permitindo que a música cristã contemporânea (CCM) concorra com a música secular. Isso, aliado ao que ela considera “um ressurgimento da fé” entre os jovens, é responsável pelo interesse.
O número de americanos que se identificam como cristãos tem diminuído constantemente há anos, mas essa queda mostra sinais de desaceleração, de acordo com uma pesquisa de 2025 do Pew Research Center. Uma nova geração de influenciadores cristãos, incluindo millennials e a Geração Z, também busca se conectar com os jovens.
“A música cristã também mudou na autenticidade das letras”, acrescenta Zabka, tornando-a mais fácil de se identificar do que as versões anteriores do gênero, que muitas vezes apresentavam uma mensagem simplista de “tudo vai ficar bem, basta seguir Jesus” em 3 minutos e meio.
Agora, ela diz, “as músicas são muito mais autênticas, reais e honestas. ‘A vida é difícil. Términos de relacionamento são difíceis. Coisas ruins acontecem’, e isso proporciona um nível de esperança que outras músicas não oferecem ao ouvinte.”
Daigle destaca que artistas como Lake estão se apresentando em estádios enormes — prova categórica de que os artistas cristãos estão ganhando popularidade.
“Acho que muitas pessoas olham para o mundo e… encontram força nesta música, encontram um senso de vigor nesta música e encontram a verdade nesta música”, diz ela.
Daigle também teoriza que, como “a música cristã aponta para algo mais” — para Deus — em vez de se concentrar em questões individuais ou no ego do artista no palco, ela nivela o campo de atuação entre ouvinte e artista, ao mesmo tempo que dá a ambos um senso de propósito.
“Num mundo que se tornou tão egocêntrico e focado em si mesmo, a liberdade de dizer ‘Uau, eu realmente posso contar com alguém por um tempo’ ou ‘Existe algo que é realmente maior do que eu’”, diz ela. “E o propósito da música cristã, para mim, é trazer esperança às pessoas.”
Brown teoriza que as pessoas se identificam com seu coletivo de música cristã contemporânea (CCM), sediado em Charlotte, Carolina do Norte, devido ao quão fundamentalmente estamos enraizados” em sua igreja local.
“É fácil criar laços porque somos todos pessoas da igreja”, diz ele.
Um momento de transição
Lake, que está indicado a três Grammys em 2026, incluindo “Hard Fought Hallelujah”, acredita que as pessoas estão se conectando com a música cristã agora porque esse é simplesmente o propósito da música religiosa.
“O motivo pelo qual as pessoas estão dando mais atenção a esse tipo de música agora é porque foi para isso que ela foi feita”, diz Lake. “As pessoas estão encontrando nessas músicas — estão encontrando a si mesmas, seu espírito, conectando-se com o espírito de Deus. … Essas músicas não são apenas entretenimento; elas preparam o terreno para um encontro.”
Brandon Lake é cantor, compositor e guitarrista cristão americano ligado à música de louvor, com atuação na Seacoast Church, na Carolina do Sul.
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“Eu adoro todos os tipos de música”, continua ele, “mas se você tem uma música que transmite esse tipo de mensagem, ela é simplesmente eletrizante, sabe? Ela toca em algo mais profundo.”
Ele também acredita que este pode ser o início de um momento de transição, onde mais artistas cristãos serão acolhidos em outros gêneros e espaços convencionais. “Rezo para que seja apenas o começo”, diz ele. “E rezo para que isso se espalhe.”
Jelly Roll concorda.
“Acho que está realmente acontecendo um reavivamento nos Estados Unidos agora, onde as pessoas estão sendo reapresentadas ao Evangelho de uma forma mais acessível. E não parece mais tão moralista e do tipo ‘Vocês vão todos para o inferno’, sabe?”, diz ele.
Jelly Roll, nome artístico de Jason DeFord, é rapper, cantor e compositor dos EUA que combina hip-hop, country e rock em canções de tom autobiográfico.
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“Eu realmente não me importo quando as religiões organizadas apontam o dedo para mim”, continua ele. “Fico feliz em ver a mensagem, o Evangelho, sendo apresentado.”
O ministério de louvor Fhop Music
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‘Anaconda’: Selton Mello não viu nenhum dos outros CINCO filmes – e diz que você também não precisa


Com Selton Mello, ‘Anaconda’ é o 6º filme sobre a cobra gigante
Muita gente pode se surpreender ao descobrir que o novo “Anaconda”, primeiro filme do ator brasileiro Selton Mello (“Ainda estou aqui”) em Hollywood, é o sexto da franquia estrelada pelas cobras gigantes amazônicas.
g1 já viu: Nem humor certeiro de Selton Mello salva ‘Anaconda’
Mas quem não viu os outros cinco – ou um sequer – não precisa se preocupar. O próprio Selton também não assistiu. E avisa que não é necessário ter visto para curtir a homenagem ao original de 1997.
“Eu nunca vi, para ser sincero. Não é meu tipo de filme. Eu nunca fui ao cinema para assistir a ‘Anaconda’. Mas claro que eu vi algumas partes, algumas cenas na TV”, diz o ator em entrevista ao g1.
O novo filme troca o clima de suspense daquele estrelado por Jennifer Lopez e Jon Voight por tons mais cômicos – puxados especialmente por Selton e pelos protagonistas, Jack Black (“Um filme Minecraft”) e Paul Rudd (o Homem-Formiga da Marvel).
“Essa é uma coisa nova. Esqueça aquela outra coisa. É algo novo. São quatro amigos tentando fazer um filme. Eles fizeram ‘Anaconda'”, afirma o brasileiro.
“É sobre amizade. Quer saber? Isso é loucura, mas é um filme muito emocionante, também. É um baita filme de Natal. Não é coincidência (que tenha estreado no Natal).”
Já o diretor do filme, Tom Gormican (“O peso do talento”), jura que viu todos os anteriores:
“Anaconda” (1997);
“Anaconda 2: a caçada pela orquídea sangrenta” (2004);
“Anaconda 3” (2008);
“Anaconda 4” (2009);
“Pânico no lago: Projeto Anaconda” (2015).
“É o que dizem: costuma dar certo na sexta tentativa. O importante, para nós, é que nós amamos o ‘Anaconda’ original, o primeiro”, fala ele.
“Mas era importante para nós, ao fazer esse filme, que é totalmente original e não tem nenhum daqueles personagens, que você possa ver sem ter assistido a nenhum deles.”
Selton Mello, Steve Zahn e Jack Black em cena de ‘Anaconda’
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Brasil de mentirinha
Com a ajuda de seu corroteirista em “O peso do talento” (2022), Kevin Etten, Gormican escreve mais uma história com forte carga de metalinguagem – ou seja, aquelas em que mundos fictício e real se espelham e se confundem.
Black e Rudd interpretam dois amigos de meia-idade com ambições cinematográficas fracassadas cujo filme favorito é o “Anaconda” original. Por isso, vão à Amazônia para gravar por conta própria uma continuação/recomeço da aventura com a cobra gigante.
Para simular a floresta amazônica brasileira, o estúdio – na vida real – escolheu rodar produção na Austrália.
“Muitas vezes, em filmes de grandes estúdios – do qual esse é meu primeiro –, há muitos fatores que não tem nada a ver com você. Então, há preocupações logísticas e de orçamento e coisas que não te dão escolha em termos de local de gravação”, fala o diretor.
“Mas para nós era importante que o filme fosse uma espécie de homenagem ao Brasil e tivesse música brasileira e instrumentalização na trilha sonora. E nós mandamos uma equipe para filmar lá na Amazônia – e escalar alguém como o Selton traz muita autenticidade.”
Jack Black em cena de ‘Anaconda’
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O estado futuro de Selton
Mello dá vida a um criador de sucuris, espécie também conhecida como “anaconda”, que perde o melhor amigo em uma gravação.
“Eu já fiz comédia, drama, tanta coisa. E o que o Tom propôs foi não atuar como comédia. Atuar de verdade”, diz Selton.
“Por exemplo, eu tenho a cobra, o Heitor, como um amigo, como uma pessoa muito querida. Então, eu falo de uma forma assim séria sobre nosso relacionamento, sobre nossa amizade de anos, e isso torna tudo ainda mais engraçado e muito real.”
Quando seu primeiro longa-metragem americano foi anunciado, em janeiro, Selton estava no meio da campanha vitoriosa de “Ainda estou aqui” ao Oscar – que resultou no prêmio inédito para o Brasil, na categoria de melhor filme internacional.
“Isso mexeu com a nossa autoestima, né?”
“Foi muito importante pro mundo ficar ligado no que a gente faz e nos nossos incríveis talentos na frente e atrás das câmeras – e uma autoestima dos brasileiros com o que nós produzimos. E isso é uma coisa muito importante também”, afirma o ator.
Aos 52 anos, o mineiro planeja agora uma participação no filme chileno “La perra”, adaptação do livro da colombiana Pilar Quintana. Depois, ele vai dirigir e estrelar uma adaptação de “O alienista”, de Machado de Assis.
“Para mim, pessoalmente, eu estou vivendo um momento muito parecido com o momento quando eu fiz a transição de ator para diretor, porque naquele momento eu queria experimentar algo novo. Parece que eu sentia que precisava me expressar de uma forma mais ampla”, afirma ele.
“É importante o artista se manter sempre vivo e criativo e excitado com o que ele faz, sabe? E eu estou exatamente nesse estado. É um estado.”
Selton Mello e Fernanda Torres em ‘Ainda Estou Aqui’
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Fonte: G1 Entretenimento

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Stranger Things: as teorias sobre o que pode acontecer no final da série


Sadie Sink e Nell Fisher interpretam Max e Holly, que se refugiam em uma caverna
Netflix
Alerta de spoiler: este texto contém alguns detalhes sobre o que aconteceu na série até agora, mas não revela nada sobre os quatro episódios finais.
Uma ceia de Natal pode estar chegando — ou talvez mais um chocolate (sem os recheados de morango, obrigada) —, mas para os fãs de Stranger Things, outro presente está prestes a ser devorado.
O grande final da série de ficção científica e terror da Netflix, extremamente popular e que também exibe algumas escolhas de moda dos anos 1980 no mínimo questionáveis, está se aproximando.
Os fãs viram os moradores de Hawkins em uma situação de perigo na abertura da quinta temporada, com Demogorgons à solta, ao lado do monstruoso Vecna. Uma batalha final está prestes a começar.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Quando os episódios chegam à Netflix?
Criadores de Stranger Things e elenco agora adulto [da esquerda para a direita]: Ross Duffer, Gaten Matarazzo, Finn Wolfhard, Charlie Heaton, Jamie Campbell Bower, Joe Keery, Natalia Dyer, Maya Hawke, Matt Duffer e Caleb McLaughlin
Getty Images
Os próximos episódios temporada da série serão lançados em duas etapas.
Mais três episódios serão lançados no dia de Natal, a partir das 22h de Brasília.
E o último episódio, com duração de duas horas e cinco minutos, não está longe e poderá ser assistido no Brasil a partir das 22h do dia 31 de dezembro.
O que aconteceu na abertura da quinta temporada?
Millie Bobby Brown interpreta Eleven, que está sendo perseguida pelos militares por causa de seus poderes sobrenaturais.
Netflix
Hawkins estava sob cerco, com fendas — ou rasgos dimensionais — se abrindo e deixando entrar aterrorizantes Demogorgons do Mundo Invertido, enquanto a cidade permanecia sob quarentena militar.
A caçada a Eleven, interpretada por Millie Bobby Brown, se intensificou. Ela e Hopper (David Harbour) enfrentavam forças malignas em uma base militar no Mundo Invertido. Eles se depararam com uma repugnante parede de carne e encontraram a temível cientista do governo Dra. Kay, vivida pela estrela de O Exterminador do Futuro, Linda Hamilton.
A grande revelação foi Will descobrir que tem poderes sobrenaturais… além disso, algo estranho estava acontecendo em uma caverna com Max, Holly e Vecna, em sua encarnação anterior e perturbadora como Henry Creel.
Ainda há muitas pontas soltas a serem amarradas, e os fãs esperam que o desfecho não os decepcione, depois de finais de séries como Game of Thrones e Lost terem sido divisivos e frustrantes para parte do público.
O produtor executivo de Stranger Things, Shawn Levy, afirmou que o último episódio da série, com duração de longa-metragem, foi cuidadosamente elaborado para sua enorme base global de fãs.
“Eles já tiveram o coração partido por séries que amavam e que falharam com o público no final”, disse ele recentemente à Variety, acrescentando que os criadores da série, os irmãos Duffer, “não quiseram, não querem e se recusam a ser uma dessas séries”.
Qual é a importância da caverna?
Henry Creel apresenta sinais de Vecna no braço esquerdo… mas por que ele não entra na caverna?
Netflix
Todos nós queremos saber por que Henry Kreel, interpretado por Jamie Campbell Bower, parece assustado do lado de fora da caverna onde Max Mayfield e Holly Wheeler se refugiam.
Elas parecem estar presas dentro de uma das primeiras memórias de Henry, com Holly em sua casa de infância e Max na caverna.
Fãs no Reddit e no TikTok têm algumas teorias… mas elas estão relacionadas à peça teatral Stranger Things: The First Shadow, que não vamos estragar aqui.
Já sabemos que Henry matou a mãe e a irmã, deixando o pai ferido levar a culpa. Henry, claro, acabou no Laboratório de Hawkins, onde conheceu Eleven, que o expulsou com seus poderes, transformando-o em Vecna.
Enquanto isso, Holly (interpretada por Nell Fisher), irmã de Mike e Nancy, foi sequestrada por um Demogorgon dentro de casa, onde sua mãe tentou defendê-la em uma batalha sangrenta.
Ainda não se sabe por que Holly agora tem uma fita cassete com uma cópia do sucesso dos anos 80 de Tiffany, I Think We’re Alone Now, dada a ela por Henry, a quem ela chamava de Sr. Whatsit.
O site Tudum, da Netflix, explica que esse nome “vem da personagem Mrs Whatsit, de A Wrinkle in Time, o clássico romance de fantasia científica de 1962 de Madeleine L’Engle”, que Holly estava lendo na quinta temporada.
Max, interpretada por Sadie Sink, continua em coma em Hawkins, depois de quase ser morta por Vecna.
As outras crianças e Joyce Byers (Winona Ryder) estão fazendo o possível para salvar seus amigos e os moradores de Hawkins.
Por que a música parece deter Vecna?
Vecna está obstinado a concluir seu plano grotesco para o Mundo Invertido.
Netflix
Ainda não sabemos… por enquanto.
Joyce Montepiedra especulou no GameRant que isso acontece porque “a música ajuda a redirecionar a atenção da vítima de volta à realidade e para longe dos jogos mentais de Vecna”.
Quando Max parecia à beira da morte, ouvir Running Up That Hill, de Kate Bush, a manteve ancorada na realidade, preservando sua vida.
Também descobrimos, na quarta temporada, que a música Dream A Little Dream Of Me, de Ella Fitzgerald e Louis Armstrong, lançada em 1950, ajudou o pai de Henry Creel, Victor, a escapar das manipulações assassinas do próprio filho.
Nancy Wheeler (Natalia Dyer) e Robin Buckley (Maya Hawke) perceberam, após visitarem Victor em um hospício, que a música pode penetrar a consciência de uma pessoa — e quebrar o controle de Vecna.
Montepiedra também destaca a importância da rádio de Hawkins, que tem um programa apresentado por Robin e Steve Harrington, interpretado por Joe Keery.
“A introdução de uma estação de rádio na quinta temporada é intencional e tem um propósito”, escreve ela.
“Rádios são ideais para alcançar as massas a partir de um único local.”
“E se os personagens principais que assumem o controle da rádio forem justamente aqueles que conhecem a ligação entre a música e a maldição de Vecna, então eles poderão oferecer aos moradores de Hawkins uma proteção constante, disfarçada de entretenimento.”
Qual é a ligação entre Vecna e Will?
Noah Schnapp interpreta Will Byers, que descobre seus poderes na quinta temporada.
Netflix
A série ainda precisa se aprofundar mais nessa trama, e Noah Schnapp disse recentemente à Deadline que isso será explorado.
“Para o Will, começamos a perceber os paralelos entre Will e Vecna”, afirmou.
“Para mim, isso lembrou muito Harry Potter, a ponto de eu voltar e rever os filmes, porque a relação entre Harry Potter e Voldemort parecia muito próxima da de Will e Vecna, explorando esses paralelos e o que eles significam.”
Ele também disse estar satisfeito com a forma como a série termina.
“Sinto-me muito satisfeito e animado com todos os nossos personagens e com a maneira como a série se encerra”, disse.
“Acho que faz um ótimo trabalho ao fechar a história individual de cada um e fazer justiça a todos eles.”
É realmente o fim?
Quando a série chegar ao fim, seria tentador para os irmãos Duffer considerar, em algum momento, uma continuação lucrativa.
Stranger Things entrou no Top 10 da Netflix nos 93 países monitorados pela empresa, segundo a Variety, enquanto a quarta temporada foi a primeira série em língua inglesa a ultrapassar a marca de um bilhão de horas assistidas na plataforma.
Mas, apesar da popularidade, os gêmeos idênticos Matt e Ross Duffer descartaram uma continuação.
“Este é realmente o fim da história de Eleven, Mike, Lucas, Dustin, Steve e de todos esses personagens — e de Hawkins, especificamente”, disse Ross Duffer, segundo o site GamesRadar.
Matt acrescentou: “Não há, de fato, mais nada que valha a pena explorar.”
“O livro está fechado, e o final não teria o mesmo impacto se o deixássemos entreaberto para algum tipo de sequência”, disse.

Fonte: G1 Entretenimento