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Stranger Things: as teorias sobre o que pode acontecer no final da série


Sadie Sink e Nell Fisher interpretam Max e Holly, que se refugiam em uma caverna
Netflix
Alerta de spoiler: este texto contém alguns detalhes sobre o que aconteceu na série até agora, mas não revela nada sobre os quatro episódios finais.
Uma ceia de Natal pode estar chegando — ou talvez mais um chocolate (sem os recheados de morango, obrigada) —, mas para os fãs de Stranger Things, outro presente está prestes a ser devorado.
O grande final da série de ficção científica e terror da Netflix, extremamente popular e que também exibe algumas escolhas de moda dos anos 1980 no mínimo questionáveis, está se aproximando.
Os fãs viram os moradores de Hawkins em uma situação de perigo na abertura da quinta temporada, com Demogorgons à solta, ao lado do monstruoso Vecna. Uma batalha final está prestes a começar.
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Quando os episódios chegam à Netflix?
Criadores de Stranger Things e elenco agora adulto [da esquerda para a direita]: Ross Duffer, Gaten Matarazzo, Finn Wolfhard, Charlie Heaton, Jamie Campbell Bower, Joe Keery, Natalia Dyer, Maya Hawke, Matt Duffer e Caleb McLaughlin
Getty Images
Os próximos episódios temporada da série serão lançados em duas etapas.
Mais três episódios serão lançados no dia de Natal, a partir das 22h de Brasília.
E o último episódio, com duração de duas horas e cinco minutos, não está longe e poderá ser assistido no Brasil a partir das 22h do dia 31 de dezembro.
O que aconteceu na abertura da quinta temporada?
Millie Bobby Brown interpreta Eleven, que está sendo perseguida pelos militares por causa de seus poderes sobrenaturais.
Netflix
Hawkins estava sob cerco, com fendas — ou rasgos dimensionais — se abrindo e deixando entrar aterrorizantes Demogorgons do Mundo Invertido, enquanto a cidade permanecia sob quarentena militar.
A caçada a Eleven, interpretada por Millie Bobby Brown, se intensificou. Ela e Hopper (David Harbour) enfrentavam forças malignas em uma base militar no Mundo Invertido. Eles se depararam com uma repugnante parede de carne e encontraram a temível cientista do governo Dra. Kay, vivida pela estrela de O Exterminador do Futuro, Linda Hamilton.
A grande revelação foi Will descobrir que tem poderes sobrenaturais… além disso, algo estranho estava acontecendo em uma caverna com Max, Holly e Vecna, em sua encarnação anterior e perturbadora como Henry Creel.
Ainda há muitas pontas soltas a serem amarradas, e os fãs esperam que o desfecho não os decepcione, depois de finais de séries como Game of Thrones e Lost terem sido divisivos e frustrantes para parte do público.
O produtor executivo de Stranger Things, Shawn Levy, afirmou que o último episódio da série, com duração de longa-metragem, foi cuidadosamente elaborado para sua enorme base global de fãs.
“Eles já tiveram o coração partido por séries que amavam e que falharam com o público no final”, disse ele recentemente à Variety, acrescentando que os criadores da série, os irmãos Duffer, “não quiseram, não querem e se recusam a ser uma dessas séries”.
Qual é a importância da caverna?
Henry Creel apresenta sinais de Vecna no braço esquerdo… mas por que ele não entra na caverna?
Netflix
Todos nós queremos saber por que Henry Kreel, interpretado por Jamie Campbell Bower, parece assustado do lado de fora da caverna onde Max Mayfield e Holly Wheeler se refugiam.
Elas parecem estar presas dentro de uma das primeiras memórias de Henry, com Holly em sua casa de infância e Max na caverna.
Fãs no Reddit e no TikTok têm algumas teorias… mas elas estão relacionadas à peça teatral Stranger Things: The First Shadow, que não vamos estragar aqui.
Já sabemos que Henry matou a mãe e a irmã, deixando o pai ferido levar a culpa. Henry, claro, acabou no Laboratório de Hawkins, onde conheceu Eleven, que o expulsou com seus poderes, transformando-o em Vecna.
Enquanto isso, Holly (interpretada por Nell Fisher), irmã de Mike e Nancy, foi sequestrada por um Demogorgon dentro de casa, onde sua mãe tentou defendê-la em uma batalha sangrenta.
Ainda não se sabe por que Holly agora tem uma fita cassete com uma cópia do sucesso dos anos 80 de Tiffany, I Think We’re Alone Now, dada a ela por Henry, a quem ela chamava de Sr. Whatsit.
O site Tudum, da Netflix, explica que esse nome “vem da personagem Mrs Whatsit, de A Wrinkle in Time, o clássico romance de fantasia científica de 1962 de Madeleine L’Engle”, que Holly estava lendo na quinta temporada.
Max, interpretada por Sadie Sink, continua em coma em Hawkins, depois de quase ser morta por Vecna.
As outras crianças e Joyce Byers (Winona Ryder) estão fazendo o possível para salvar seus amigos e os moradores de Hawkins.
Por que a música parece deter Vecna?
Vecna está obstinado a concluir seu plano grotesco para o Mundo Invertido.
Netflix
Ainda não sabemos… por enquanto.
Joyce Montepiedra especulou no GameRant que isso acontece porque “a música ajuda a redirecionar a atenção da vítima de volta à realidade e para longe dos jogos mentais de Vecna”.
Quando Max parecia à beira da morte, ouvir Running Up That Hill, de Kate Bush, a manteve ancorada na realidade, preservando sua vida.
Também descobrimos, na quarta temporada, que a música Dream A Little Dream Of Me, de Ella Fitzgerald e Louis Armstrong, lançada em 1950, ajudou o pai de Henry Creel, Victor, a escapar das manipulações assassinas do próprio filho.
Nancy Wheeler (Natalia Dyer) e Robin Buckley (Maya Hawke) perceberam, após visitarem Victor em um hospício, que a música pode penetrar a consciência de uma pessoa — e quebrar o controle de Vecna.
Montepiedra também destaca a importância da rádio de Hawkins, que tem um programa apresentado por Robin e Steve Harrington, interpretado por Joe Keery.
“A introdução de uma estação de rádio na quinta temporada é intencional e tem um propósito”, escreve ela.
“Rádios são ideais para alcançar as massas a partir de um único local.”
“E se os personagens principais que assumem o controle da rádio forem justamente aqueles que conhecem a ligação entre a música e a maldição de Vecna, então eles poderão oferecer aos moradores de Hawkins uma proteção constante, disfarçada de entretenimento.”
Qual é a ligação entre Vecna e Will?
Noah Schnapp interpreta Will Byers, que descobre seus poderes na quinta temporada.
Netflix
A série ainda precisa se aprofundar mais nessa trama, e Noah Schnapp disse recentemente à Deadline que isso será explorado.
“Para o Will, começamos a perceber os paralelos entre Will e Vecna”, afirmou.
“Para mim, isso lembrou muito Harry Potter, a ponto de eu voltar e rever os filmes, porque a relação entre Harry Potter e Voldemort parecia muito próxima da de Will e Vecna, explorando esses paralelos e o que eles significam.”
Ele também disse estar satisfeito com a forma como a série termina.
“Sinto-me muito satisfeito e animado com todos os nossos personagens e com a maneira como a série se encerra”, disse.
“Acho que faz um ótimo trabalho ao fechar a história individual de cada um e fazer justiça a todos eles.”
É realmente o fim?
Quando a série chegar ao fim, seria tentador para os irmãos Duffer considerar, em algum momento, uma continuação lucrativa.
Stranger Things entrou no Top 10 da Netflix nos 93 países monitorados pela empresa, segundo a Variety, enquanto a quarta temporada foi a primeira série em língua inglesa a ultrapassar a marca de um bilhão de horas assistidas na plataforma.
Mas, apesar da popularidade, os gêmeos idênticos Matt e Ross Duffer descartaram uma continuação.
“Este é realmente o fim da história de Eleven, Mike, Lucas, Dustin, Steve e de todos esses personagens — e de Hawkins, especificamente”, disse Ross Duffer, segundo o site GamesRadar.
Matt acrescentou: “Não há, de fato, mais nada que valha a pena explorar.”
“O livro está fechado, e o final não teria o mesmo impacto se o deixássemos entreaberto para algum tipo de sequência”, disse.

Fonte: G1 Entretenimento

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Tiê recorre a João Gomes, onipresença bem-vinda na música brasileira em 2025, para reciclar o sucesso ‘A noite’


Tiê regrava com João Gomes o maior sucesso da discografia da cantora
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♫ NOTÍCIA
♬ Nome incontornável em qualquer retrospectiva da música brasileira ao longo de 2025, João Gomes termina o ano com bem-vinda onipresença em todos os segmentos do mercado. Astro associado ao piseiro, o cantor e compositor pernambucano já parece estar em todos os lugares, como sinalizou a elogiada participação no especial de Roberto Carlos, Noite feliz, exibido pela TV Globo na noite de ontem, 23 de dezembro.
Atenta aos sinais de que João Gomes se tornou espécie de namoradinho musical do Brasil, a cantora paulistana Tiê recorreu à doçura do canto grave do artista ao reciclar A noite (2014), o maior sucesso da discografia de Tiê.
Versão em português (escrita por Tiê com Adriano Cintra, André Whoong e Rita Wainer) da canção italiana La notte (Giuseppe Anastasi, 2012), lançada na voz da cantora italiana Arisa, A noite ressurge em tempo de delicadeza em single que apresenta feat inédito de Tiê com João Gomes.
Pontuada pelo toque da sanfona de Toninho Ferragutti, a gravação está em rotação em single lançado em 18 de dezembro. Andre Whoong assina a produção musical do fonograma, além de tocar baixo, bateria e percussão na faixa.
Os músicos Victor Kroner (guitarra) e Marcos Romera (percussão e piano) também tocam nessa gravação de tom suave que, apesar da presença de João Gomes, não reedita o viço do registro original feito por Tiê há onze anos para o álbum Esmeraldas (2014).
Capa do single ‘A noite’, de Tiê com João Gomes
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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João Gomes chora ao se ver cantando com Roberto Carlos em especial de Natal


João Gomes e esposa choram ao assistir à especial de Roberto Carlos
Reprodução/Instagram
João Gomes se emocionou ao lado da esposa ao assistir à própria apresentação com Roberto Carlos no especial de Natal exibido nesta terça-feira (23). O momento foi compartilhado nas redes sociais do cantor.
No vídeo, João aparece abraçado com Ary Mirelle enquanto assiste a um trecho do show em que canta a canção “Fé” ao lado do Rei. Os dois choram ao rever a apresentação.
“Agora as lágrimas vieram, minha princesa. Isso é obra de Deus em nossa vida”, escreveu o cantor na legenda da publicação.
Nos comentários, a esposa respondeu com uma mensagem de carinho: “Deus continue te abençoando, meu amor. Você é merecedor de tudo isso. Obrigada por ter levado meu pai ❤️”.
O Especial de Roberto foi gravado no dia 12 de dezembro em Gramado, no Rio Grande do Sul. Além de João Gomes, participaram como convidados nomes como Jorge Ben Jor e Fafá de Belém.
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João Gomes se emociona ao rever professora

Fonte: G1 Entretenimento

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A curiosa origem do Vovô Índio, personagem criado para substituir Papai Noel no Brasil


Trecho da capa do livro de Christovam de Camargo
Reprodução
Nos anos 1930, uma figura chamava a atenção em jornais brasileiros no período natalino: o Vovô Índio.
Era uma figura que foi alvo de grandes esforços para se popularizar e destronar o Papai Noel nos corações das crianças ávidas por brinquedos.
“Vovô Índio e as crianças” foi chamada de capa do jornal O Globo em 24 de dezembro de 1932, com o registro de que a figura havia sido a responsável pela entrega de presentes em uma escola municipal carioca.
O mesmo jornal, em 28 de novembro, havia publicado um verdadeiro manifesto em defesa do Vovô Índio — sob o título “Vamos fazer um Natal brasileiro?” — e, em 20 de dezembro, uma declaração de guerra ao bom velhinho — “Pela deposição de Papai Noel” era o nome do texto.
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Na capital paulista, os ânimos não eram diferentes. Em 1935, conforme noticiou O Estado de S. Paulo, foi o Vovô Índio quem levou presentes a órfãos paulistanos em ação promovida pela Força Pública — instituição antecessora da atual Polícia Militar.
Nos anos 1930 houve ainda um concurso nacional para escolher a imagem que melhor representasse o personagem. E, em 1939, uma peça infantil em cartaz no Rio promoveu o inusitado encontro do Papai Noel com o Vovó Índio.
Presidente do Brasil de 1930 a 1945 e de 1951 a 1954, Getúlio Vargas (1882-1954) nutria simpatia pela figura, atestam pesquisadores.
Há diversas histórias de que ele pessoalmente tenha se empenhado em transformar o Vovó Índio em símbolo do Natal brasileiro — mas, diante da falta de comprovação documental, se confundem os limites entre o que realmente era engajamento do político populista e o que se tornou causo folclórico.
“Vargas tinha o compromisso de nacionalizar o país, criar um Estado nacional, criar uma estrutura nacional. Nesse esforço, ele reforçou a imagem de Tiradentes, por exemplo. E trouxe a ideia do Vovó Índio, deu apoio para difundi-la”, explica o historiador e sociólogo Wesley Espinosa Santana, professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie.
“Mas não pegou na população.”
Com contornos de lenda e sem constar de jornais da época, mas apenas de histórias publicadas décadas mais tarde sobre o assunto, o mais famoso desses episódios pode ter ocorrido há exatos 90 anos, no Natal de 1931, quando o presidente teria sido anfitrião de um evento natalino para apresentar o Vovô Índio para a criançada em um estádio do Rio.
Segundo esses relatos, a plateia não aprovou a ideia de receber presentes de um homem vestido de tanga e com cocar na cabeça — a preferência recaía sob o internacional Papai Noel.
“A fábula do Vovô Índio dizia que ele era filho de um escravo africano com uma índia. Foi criado por uma família branca e, por influência de seus irmãos, deixou de ser escravo”, explica o jornalista Marcelo Duarte em seus livro O Guia dos Curiosos – Fora de Série.
“O presidente Getúlio Vargas chegou a pensar em transformá-lo em símbolo nacional.”
O historiador e sociólogo Santana vê paralelos entre esse mito e a teoria racial brasileira do antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997). Afinal, assim como povo o brasileiro, o Vovô Índio também seria a mistura das “três raças tristes”.
“O Vovó Índio era o velhinho sábio, filho de preta com índio, criado por uma branca. A ideia de mesclar, colocar o sincretismo cultural e étnico, as três raças tristes brasileiras: o preto porque foi escravizado, o índio porque foi explorado e invadido, o branco porque era obrigado a vir para cá”, reflete o professor.
A origem do mito
Reprodução da capa do livro de Christovam de Camargo
Reprodução
Se as tentativas de fazer o Vovô Índio emplacar no imaginário nacional datam dos anos 1930, não se sabe exatamente a origem do mito.
O que se sabe é que sua versão mais bem-acabada terminou divulgada por obra de simpatizantes do integralismo, movimento nacionalista que ficou conhecido como uma espécie de fascismo brasileiro.
“Houve um grande esforço da intelectualidade nacionalista brasileira, principalmente uma intelectualidade de direita dos anos 1930, no sentido de criar essa fábula do Vovó Índio como contraponto ao Papai Noel”, diz o historiador Leandro Pereira Gonçalves, professor na Universidade Federal de Juiz de Fora e autor de, entre outros, O Fascismo em Camisas Verdes: do Integralismo ao Neointegralismo.
Ele contextualiza, contudo, que se a simbologia nacional era muito importante ao movimento integralista, ele não foi criado pelos integralistas — foi, sim, utilizado por seus militantes.
“O chamado camisa verde acabou se apropriando daquela imagem, daquela simbologia de aversão ao Papai Noel. E isso aparece em jornais e revistas integralistas do período”, explica.
Pesquisador vinculado à Universidade de Estrasburgo, na França, o historiador Philippe Arthur dos Reis lembra que o personagem já aparecia anteriormente no cenário musical e artístico brasileiro.
“O JB de Carvalho, por exemplo, poeta de macumbas, já colocava em perspectiva a ideia do Vovô Índio como defensor da cultura. Ele fazia isso da perspectiva de um músico colocando em evidência a cultura negra e indígena”, afirma.
“Acho que isso vai estar em diálogo com o integralismo e, então, pode ter ocorrido, sim, um processo de apropriação de ideias.”
Autor do livro Fascismo à Brasileira, sobre o movimento integralista, o jornalista Pedro Doria acredita que o personagem seja resultado do caldo nacionalista que reverberava nas primeiras décadas do século 20.
Isso tem a ver com o movimento modernista, cujos expoentes começaram os anos 1920 reafirmando que não havia necessidade de querer ser europeu.
“E começa uma busca pelo que é ser brasileiro. Enquanto [os escritores] Mario [de Andrade] e Oswald [de Andrade] acabam tomando o caminho que ficaria mais famoso, há também o caminho do verde-amarelismo do Menotti [Del Picchia] e do Cassiano Ricardo, mais nacionalismo. É o caminho onde está Plínio Salgado [o fundador da Ação Integralista Brasileira, a AIB]”, contextualiza Doria.
Sociologicamente, o Brasil dos anos 1930 pensava então os conceitos de brasilidade. E aí estão nomes como Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982) e Gilberto Freyre (1900-1987).
“Vem a ideia de que o barato do Brasil é que somos a mistura de três raças”, pontua Doria.
Na São Paulo prestes a comemorar seu quarto centenário de fundação, tomava forma o conceito do bandeirante como herói.
“Mas esse mito é do bandeirante caboclo, filho do português homem com a mulher indígena, herói que fala tupi, era pobre mas bravo e desbravava o Brasil”, descreve o jornalista.
Plínio Salgado (1895-1975) ergueu as bases do integralismo misturando esse contexto a uma inspiração extremista: o fascismo italiano.
“Mas seu fascismo brasileiro é modernista, coloca o caboclo como mito fundador, como homem brasileiro ideal, o cara que se mete no mato sem medo, que é a cara do Brasil”, diz Doria.
O Vovô Índio, assim, passou a ser valorizado dentro dessa narrativa.
“Para os integralistas, o Papai Noel era uma influência ianque. O Vovô Índio representava o caboclo, o cara que estava no mato como o brasileiro, essencialmente brasileiro”, comenta Doria.
“É o resultado da busca que todo fascismo tem pela visão idealizada do que é o seu povo.”
“Ele, assim, se consolidou na AIB e foi adotado por Getúlio [Vargas] porque fazia sentido de acordo com essa visão”, acrescenta.
Emissário de Jesus
A fábula do Vovô Índio foi sacramentada pela lavra do jornalista Christovam de Camargo — que era amigo de Mário de Andrade e, ao que se sabe, não tinha nenhuma ligação com os integralistas. Ele publicou o conto em livro em 1932 e, depois, no jornal Correio da Manhã, no Natal de 1934.
Na história de Camargo, Vovó Índio era um senhor amigo da natureza que trajava penas coloridas e saía distribuindo presentes para os brasileiros. Expulso de sua terra pelo homem branco, morreu — de “puro desgosto” — e foi parar lá nas portas de São Pedro.
Não passou pelo crivo do paraíso, no entanto. Como não tinha sido batizado pela Igreja, o porteiro celestial precisou explica que ele não pode ingressar no céu.
Então apareceu Jesus tentando resolver a situação. Afirmou que em seu aniversário ele próprio tinha o hábito de ir ao Brasil levar mimos para as crianças bem-comportadas e que, se Vovô Índio se convertesse, pronto, ele bem que podia se tornar o emissário dos presentes.
E assim, pela narrativa de Camargo, Vovô Índio se tornou o “bom velhinho” brasileiro.
Anúncio publicado no Jornal O Aço de 1936
Reprodução
Essa narrativa assumiu importância também pela mensagem religiosa.
Gonçalves lembra que, afinal, “o movimento integralista é cristão, tem sob lema ‘Deus, Pátria e Família'”.
“O debate da simbologia natalina realmente presente no integralismo brasileiro não é necessariamente o Vovó Índio, mas a valorização do nascimento de Jesus”, argumenta o historiador.
Ao mesmo tempo, os integralistas sempre ironizavam a figura do Papai Noel, considerando-a incompatível com o Natal de verão brasileiro.
“Mas apesar de todas as tentativas, a imagem do Vovô Índio não deu certo, não foi enraizada. Naqueles anos 1930 o Papai Noel já estava com a imagem consolidada no imaginário ocidental”, acredita Gonçalves.
“O Vovô Índio ficou reservado ao aspecto de uma intelectualidade, da utopia do militante nacionalista em busca de uma alternativa ao capitalismo”, comenta o historiador.
*Este texto foi publicado originalmente em 23 dezembro 2021

Fonte: G1 Entretenimento

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Orquestra Maré do Amanhã, sonho feliz tornado real a partir de pesadelo, tem história inspiradora contada em livro


A Orquestra Maré do Amanhã, criada em 2010, tem os primeiros 15 anos narrados no livro ‘Concerto para um sonho’
Jordan Alves / Reprodução da capa do livro ‘Concerto para um sonho – A história da Orquestra Maré do Amanhã e o poder da música para mudar destinos’
♫ CRÔNICA
♬ Foi da vivência de um pesadelo – trágico e infelizmente real – que se materializou o sonho narrado nas 200 páginas do livro em que a jornalista Hérica Marmo reconstitui a história da Orquestra Maré do Amanhã, criada em 2010 por Carlos Eduardo Prazeres.
Passaporte que carimbou a viagem de jovens para o mundo da música, país sem fronteiras para onde há 15 anos vêm sendo transportadas dezenas de crianças e adolescentes residentes no complexo de favelas que margeiam a Avenida Brasil e a Linha Vermelha na cidade partida do Rio de Janeiro (RJ), a Orquestra Maré do Manhã é uma realidade feliz que inspirou Marmo a escrever o livro Concerto para um sonho.
O sonho nasceu de pesadelo porque a motivação para a criação da orquestra foi o sequestro e assassinato do maestro Armando Prazeres em janeiro de 1999. Nascido em Portugal em agosto de 1934, mas criado no Brasil desde a infância, Armando quase foi padre. Mas optou pela música erudita – estudada no seminário – e acabou fazendo carreira e nome como maestro regente de orquestras e corais, tendo fundado inclusive a sinfônica da Petrobras.
A dor e o luto de saber que o pai foi assassinado com um tiro por um morador da Maré, após um sequestro relâmpago, motivaram Carlos Eduardo Prazeres a uma ação harmoniosa. Em vez da dissonância da revolta, o filho mais velho de Armando Prazeres buscou consolo nos acordes e realizou um sonho que deixaria o pai orgulhoso ao criar orquestra da Maré para transformar as vidas da comunidade carioca.
“Acredito na revolução pela música, pela cultura e pela cidadania. Eu não posso mudar a Maré, mas os jovens, sim. A mudança vai sendo feito à medida que eles revelam novas possibilidades para as gerações seguintes”, reflete Carlos Eduardo Prazeres. “A história da Orquestra do Amanhã não é apenas sobre ensaios e concertos. É sobre vidas que foram tocadas por uma nova possibilidade de existir”, completa Hérica Marmo.
Já contada no documentário Contramaré (2018), dirigido pelo fotógrafo Daniel Marenco, a história do livro Concerto para um sonho – lançamento da editora Máquina de Livros neste mês de dezembro de 2025 – é ilustrada com o caderno de fotos Uma jornada em imagens.
O livro reproduz fotos que eternizam momentos importantes na trajetória da Orquestra Maré do Amanhã. Há imagens do primeiro concerto (realizado em Petrópolis em dezembro de 2010), do desfile da sinfônica juvenil com a escola de samba Beija-flor de Nilópolis no Carnaval de 2016 e das participações da orquestra em shows de cantores como Gilberto Gil, Alcione e Anitta – além, claro, dos dois encontros com o Papa Francisco (1936 – 2025) no Vaticano em 2017 e em 2024.
Na narrativa do livro Concerto para um sonho – A história da Orquestra Maré do Amanhã e o poder da música para mudar destinos, Hérica Marmo relata brevemente casos de jovens que saíram do projeto para buscar outros caminhos profissionais, mas que pediram tempos depois para ser reintegrados à Orquestra Maré do Amanhã. São os casos da violoncelista Vitória Lindolfo e do flautista Cristiano Souza.
É que, mais do que acordes e partituras, a matéria-prima do livro são os sonhos de jovens que vivem processos de transformação pessoal e social através do ingresso e permanência nessa orquestra de sonhos nascida de um pesadelo.
Basta ler na página 79 o depoimento do violonista Pedro Vicente – “A orquestra salvou a minha vida. Minha vida virou para a música enquanto meus amigos de rua continuaram lá. Consigo contar em mais de uma mão quantos já morreram” – para entender que o título Concerto para um sonho está totalmente afinado com a história contada por Hérica Marmo neste livro de 200 páginas inspiradoras.
Capa do livro ‘Concerto para um sonho – A história da Orquestra Maré do Amanhã e o poder da música para mudar destinos’
Jordan Alves com arte de Renata Maneschy

Fonte: G1 Entretenimento

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MC Daniel: Entenda onda de cancelamento de shows do cantor


Show de MC Daniel é cancelado no Réveillon de Fernando de Noronha
MC Daniel teve três shows cancelados neste mês, devido à repercussão da polêmica envolvendo o término de seu namoro com a empresária Lorena Maria, mãe de seu filho Rás, de 10 meses.
O primeiro show do funkeiro a ser cancelado foi o do Réveillon de Fernando de Noronha. O anúncio foi feito neste sábado (21), pela Administração da Ilha, em um post no Instagram. Depois, mais duas apresentações foram canceladas: as que o músico faria no Festival de Verão de Ubatuba, em 3 de janeiro, e na Churrascada Laguna, em 17 de janeiro.
Entenda a seguir a polêmica que motivou os cancelamentos e veja os anúncios na íntegra.
O início da polêmica
MC Daniel e Lorena Maria
Reprodução/Instagram
No dia 12 de dezembro, Lorena Maria fez um post dizendo que havia sido traída pelo MC Daniel e que o cantor tentava manchar sua reputação.
“Aconteceu uma situação que não estou conseguindo segurar. A minha babá foi fazer algumas perguntas sobre os direitos dela pro Daniel, e ele já veio me humilhando, falando que sou mentirosa compulsiva”, afirmou a empresária. “Esse homem não me deixa em paz. Esse homem fala mal de mim pra todo mundo, tenta me queimar com todo mundo, falando coisas absurdas sobre mim pros outros.”
“Ele também está atrapalhando a minha relação com a minha mãe biológica. Já houve algumas brigas, algumas discussões entre ela e a minha irmã, porque ele está indo atrás dela para saber do meu passado”, continuou.
“Você foi ao programa da Tata Werneck e em vários outros programas dizer que nunca traiu ninguém, que não trai. Mas eu vou deixar um print aqui de quando eu estava grávida e você se relacionava sexualmente, pessoalmente, com várias mulheres. Eu tirei o print de um só, porque esse foi o mais pesado. Vou deixar aqui para as pessoas tirarem as próprias conclusões. Quem é o mentiroso compulsivo?”
Ela também disse: “Esse homem me faz um mal muito grande. Eu tenho laudos, e tudo isso vai entrar no processo. Eu não vou deixar passar uma vírgula. A gravidade é tanta que eu tive que expor uma situação da minha intimidade que nunca imaginei expor aqui na internet”.
Chegada dos cancelamentos
Internautas pediram cancelamento do show de MC Daniel em Ubatuba.
Arquivo pessoal
O relato de Lorena viralizou, e Daniel passou a ter shows cancelados.
Em nota, a Administração da Ilha de Fernando de Noronha diz que o cancelamento do show ocorreu após “em razão de repercussões recentes que vão de encontro aos princípios de responsabilidade social […] especialmente por se tratar de um evento que celebra a diversidade, a convivência harmoniosa e o espírito de renovação que marca o Réveillon em Fernando de Noronha”.
Já o anúncio Festival de Verão de Ubatuba não mostrou explicitamente o motivo. No entanto, a prefeita da cidade, Flávia Pascoal (PL), fez uma publicação nas redes sociais em que sugere que a decisão ocorreu em defesa das mulheres.
“Mexeu com uma, mexeu com todas. MC Daniel cancelado”, disse a prefeita Flávia Pascoal em uma publicação no Instagram, na tarde deste domingo (21).
O evento Churrascada Laguna alegou que o show de Daniel “foi cancelado por motivos alheios à organização”.
Reação de Daniel
MC Daniel cancela show em festa de 15 anos em Cuiabá
Reprodução/ redes sociais
Horas após o terceiro cancelamento, o MC Daniel se pronunciou nas redes, postando um vídeo de mais 12 minutos. Nele, o cantor nega ter traído Lorena e rebate outros relatos da empresária.
“Aconteceu um caso que tomou uma proporção muito grande e está afetando minha vida pessoal e profissional”, disse o funkeiro. Segundo ele, as conversas expostas pela ex se tratam de relações que ele teve antes dos dois fecharem o relacionamento.
“Eu não estava namorando a Lorena. Ela sabe disso. Tanto que descobriu essas mensagens em janeiro deste ano e não terminou comigo. Dormi e ela pegou meu celular escondida, porque tinha a senha. Eu não tinha a senha do celular dela”, afirmou o artista.
havia dito que Daniel também negou que tenha atrasado o pagamento da pensão de seu filho ou tenha deixado de pagá-la — em outubro, a empresária havia dito que ele lhe ajudava com “o aluguel da casa” onde mora.
“Se tem uma lei que funciona no Brasil é a de pensão. Se eu não pagasse pensão para o meu filho, eu estaria preso”, disse Daniel no vídeo.
Lorena reage à reação
Nesta terça (23), Lorena falou sobre o vídeo de Daniel e rebateu a versão do cantor. Ela alega que ele não a traiu somente uma vez.
“Não fiquei com raiva porque fui traída, fiquei com nojo da sua cara de pau em se dizer santo. O grande problema foi as armadilhas astutas que você vem fazendo, o abuso psicológico, as humilhações, ameaças de tirar a guarda do meu filho por puro ego”, afirmou a empresária.
A assessoria jurídica de Lorena divulgou uma nota em que mostra ter feito um B.O. contra o cantor, com uma acusação de falsa identidade, difamação, injúria e ameaça.
G1 Ouviu: MC Daniel conta que já foi chamado de feio e pobre

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Valor sentimental’ encontra beleza na humanidade por trás de complicações familiares; g1 já viu


Assista ao trailer de ‘Valor sentimental’
“Valor sentimental” é daqueles filmes raros, que espalham por conta própria inúmeras armadilhas apenas para desviar deles – e que, no processo de evitar um melodrama barato, encontra beleza na humanidade real por trás de complicações familiares.
Ou pode ser que seja o contrário, e que a obra norueguesa que estreia nos cinemas brasileiros nesta quinta-feira (25) de Natal tenha encontrado tal beleza e então evitado o melodrama. É difícil dizer.
Seja como for, é fácil ver como um dos favoritos ao Oscar de melhor filme internacional – e provável concorrente de “O agente secreto” – se apresenta como uma evolução natural do trabalho e da sensibilidade do cineasta dinamarquês Joachim Trier.
No filme, ele se reencontra com a atriz Renate Reinsve para expandir a exploração que fizeram sobre o lado humano de tragédias corriqueiras no incrível “A pior pessoa do mundo” (2022).
Com o trabalho sutil e doído em “Valor sentimental”, a norueguesa se eleva de vez à elite da atuação mundial – apoiada por interpretações impecáveis de um elenco que mistura nomes conhecidos, como Stellan Skarsgård (“Andor”) e Elle Fanning (“Um completo desconhecido”), e revelações, como Inga Ibsdotter Lilleaas.
Stellan Skarsgård e Renate Reinsve em cena de ‘Valor sentimental’
Kasper Tuxen/Divulgação
O roteiro escrito por Trier e Eskil Vogt, parceiro do diretor durante toda a sua carreira, à primeira vista conta a história de um diretor veterano egocêntrico (Skarsgård) que escala uma estrela americana (Fanning) para protagonizar seu novo – e provável último – filme, após sua filha atriz (Reinsve) rejeitar o papel.
Este é o resumo mais sexy e comercial.
Aos poucos, “Valor sentimental” se desdobra no efeito cascata de traumas familiares que definem suas diferentes gerações.
Ao adotar diferentes pontos de vista, a obra destrincha relações e momentos definidores de cada um – e faz com que episódios particulares de seus personagens ressoem particularmente universais.
O mais notável, contudo, é que o faz sem apelar para o melodrama. Graças em especial ao elenco, o filme comove ao mesmo tempo em que sustenta uma leveza surreal.
Renate Reinsve e Inga Ibsdotter Lilleaas em cena de ‘Valor sentimental’
Kasper Tuxen/Divulgação
Cavalo de Tróia
Menos operático do que o indicado ao Oscar “A pior pessoa do mundo”, “Valor sentimental” depende quase que integralmente do peso de suas atuações.
Reinsve já tinha provado possuir um talento único para dar vida a pessoas cheias de defeitos mas profundamente magnéticas no trabalho anterior de Trier, que a lançou para o mundo.
Ao invés de ficar presa, a atriz se apoia no estereótipo para superar um desafio ainda maior – e equilibrar uma balança que conta com Skarsgård do outro lado.
Aos 74 anos, o sueco líder do clã Skarsgård (ele é pai dos também atores Alexander, Bill e Gustaf) tem tudo para ganhar o Oscar em sua primeira indicação – o que, por si só, já é inacreditável.
Um reconhecimento tardio, mas mais que justo para alguém que apresenta excelência há décadas.
No lugar de se apequenar ao lado da dupla, a norueguesa Lilleaas se aproveita.
Stellan Skarsgård e Elle Fanning em cena de ‘Valor sentimental’
Kasper Tuxen/Divulgação
Com calma e frieza, ela se esgueira pelo tamanho dos personagens e das atuações dos companheiros para se esconder em plena vista e se tornar a responsável pela maior pancada da trama – e apresentar a verdadeira história ao público.
Porque se os conflitos de um grande diretor com o próprio ego e com a filha com medo de compromissos é a narrativa mais sexy, ela carrega de forma troiana a relação entre duas irmãs que precisaram contar uma com a outra a vida inteira.
Em especial, com a distância do pai narcisista e com a compreensão do motivo pelo qual ele é como é.
“Valor sentimental” poderia cair pra o sentimentalismo barato de outras obras que desbravam dramas familiares. Meio que de propósito, a obra abraça expectativas do gênero e as usa como plataforma para voar mais longe.
O ano pode não ter sido dos melhores para o cinema americano – mas cada estreia “internacional” mostra que o resto do mundo está mais do que pronto para preencher uma provável lacuna.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1
Inga Ibsdotter Lilleaas e Elle Fanning em cena de ‘Valor sentimental’
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Fonte: G1 Entretenimento

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ENTRETERIMENTO

Por que ‘Heated Rivalry’ é a série mais comentada do fim de ano (mesmo sem estreia no Brasil)?


‘Heated Rivalry’: trailer da série ‘Rivalidade Ardente’
Sabe aquele tipo de fenômeno que nasce no cantinho de uma prateleira de um estilo mais nichado e, de repente, vira um grande hit de fim de ano? Esse é o caso de “Heated Rivalry” (ou “Rivalidade ardente”). Enquanto a série não chega oficialmente por aqui, a quantidade de fãs só aumenta, principalmente com vídeos curtos do casal de protagonistas, jogadores de hóquei rivais.
Criada por Jacob Tierney para o canal canadense Crave, “Heated Rivalry” está disponível no mercado dos Estados Unidos via HBO. A plataforma já confirmou o lançamento no Brasil, em 2026. O livro que deu origem à série chega por aqui em versão traduzida no dia 5 de fevereiro, pelo Alt, selo de literatura jovem da Globo Livros.
Abaixo, o g1 explica por que esta é a série mais comentada deste fim de ano.
Qual a história?
Hudson Williams e Connor Storrie na série ‘Heated Rivalry’
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De um lado, Shane Hollander (Hudson Williams), o jogador revelação canadense tímido e disciplinado. Do outro, Ilya Rozanov (Connor Storrie), o craque russo bad boy, pegador e com pinta de vilão. Em público, eles trocam farpas. Entre quatro paredes, dividem camas de hotel.
“Heated Rivalry” é baseado no segundo livro da série “Game Changer”, da canadense Rachel Reid. O primeiro saiu em 2018 e, ao todo, já foram publicados seis livros.
O sucesso desta primeira temporada abre caminho para o desenvolvimento da história do casal e para spin-offs com tramas que estão nos outros livros da autora.
Quais as cifras mais impressionantes?
No começo de dezembro, o livro chegou ao 1º lugar entre os best-sellers de ficção mais vendidos na Amazon.
Em rankings do Kindle nas últimas semanas, os livros aparecem entre os romances mais vendidos.
Os protagonistas saltaram de cerca de 10 mil seguidores no Instagram, antes da série, para cerca de 750 mil cada um.
Por que tem feito tanto sucesso?
Hudson Williams e Connor Storrie na série ‘Heated Rivalry’
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Aposta em um formato não tão explorado, ao retratar um romance queer em ambiente historicamente hostil. Essa divisão entre performance pública de masculinidade e a intimidade longe das câmeras e ginásios deu certo.
A narrativa vem quase em pílulas, perfeitas para virarem vídeos curtos nas redes. Há mais sexo, toques e tensão sexual do que diálogos ou construção de personagens. São cenas fáceis, que podem ser resumidas em 15 segundos: um conteúdo ideal para “edits” e montagens musicais.
Quem está no elenco?
Hudson Williams como Shane Hollander: O ator canadense de 24 anos, filho de mãe coreana, desenvolveu sua carreira em curtas.
Connor Storrie como Ilya Rozanov: Nascido em 2000, o texano fez pequenos papéis em “Coringa: Delírio a dois” e na série “As pequenas coisas da vida”.
François Arnaud como Scott Hunter: Canadense de 40 anos, atuou em séries como “The Borgias”, “UnReal”, “Yellowjackets” e “Schitt’s Creek”.
Sophie Nélisse como Rose Landry: Protagonista do filme “A Menina que Roubava Livros” e parte do elenco da série “Yellowjackets”.
Robbie G.K. como Kip Grady: Fez parte dos elencos da séries “Muito Esforçado” e “Utopia Falls”.
Christina Chang como mãe de Shane: É a Dra. Audrey Lim em “The Good Doctor” e está no elenco de filmes como “Duro de Matar 4.0” e “28 dias”.
Dylan Walsh como pai de Shane: Foi o Dr. Sean McNamara da série “Nip/Tuck” e o General Sam Lane em “Superman e Lois”.
Como são os livros?
Hudson Williams e Connor Storrie nos bastidores da série ‘Heated Rivalry’; e a capa do livro ‘Rivalidade Ardente’
Reprodução
São sempre histórias com o hóquei em destaque.
Game Changer: Jogador conhece rapaz e vive romance secreto.
Heated Rivalry: Rivais transformam tretas em paixão escondida.
Tough Guy: Jogador reencontra paixão da juventude, um músico pansexual.
Common Goal: Jogador divorciado se envolve com jovem barista politizado.
Role Model: Jogador muda de time e tem romance com social media.
The Long Game: Casal de rivais debate assumir namoro.

Fonte: G1 Entretenimento

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ENTRETERIMENTO

Guitarrista Robertinho de Recife vai da new age ao electro-rock no ar clássico e futurista do álbum ‘Rapsódia de Natal’


Robertinho de Recife lança o álbum ‘Rapsódia de Natal’, gravado pelo guitarrista com o filho Rob Endraus
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♫ NOTÍCIA
♬ Guitarrista virtuoso que transitou por universos tão díspares quanto a música infantil e o heavy metal, Robertinho de Recife – na certidão de nascimento, Carlos Roberto Cavalcanti de Albuquerque – prefere evidenciar o sentimento, em vez da técnica já notória, no toque das 14 músicas dispostas nas 12 faixas do álbum instrumental Rapsódia de Natal.
No disco, lançado neste mês de dezembro de 2025, Robertinho entra com a guitarra e o filho Rob Endraus, com os timbres eletrônicos de sintetizadores. Rob assina a produção musical e a atmosfera eletrônica em que está imerso o álbum Rapsódia de Natal.
Para Robertinho, o álbum natalino carrega simbolismo especial porque chega depois de mais um infarto (o terceiro a que o artista sobreviveu) e porque foi em um dia 25 de dezembro que o músico voltou a tocar – de início somente com dois dedos – após dois anos sem poder exercer o dom de guitarrista por ter sofrido grave acidente que o deixou com a mão cheia de parafusos e placas de titânio.
“Procurei tirar meu ego no estúdio e respeitei as canções. Quis fazer um disco simples. Não tem aquela fritação de guitarrista”, ressalta Robertinho de Recife, nascido em 5 de novembro de 1953 na cidade incorporada ao nome artístico do músico.
Até que nem tão simples assim. O álbum Rapsódia de Natal subverte expectativas em relação às canções. Se Silent night (Franz Gruber e Joseph Mohr, 1818) foi envolvida em ambiência de new age, Santa Claus is comin’ to town (Haven Gillespie e J. Fred Coots, 1934) vira electro-rock com vocais robóticos, à moda do grupo Daft Punk, enquanto White Christmas (Irving Berlin, 1942) reaparece em clima mais solar e tropical, com o toque de slide havaiano, e Rockin’ around the Christmas tree (Johnny Marks, 1958) evoca um rockabilly da década de 1950 sem perder o espírito natalino.
Já Joy to world (Lowell Mason, 1839) combina órgão e beats enquanto What child is this? (Greensleeves) (William Chatterton Dix, 1865) remete a uma balada de banda de heavy metal em dois exemplos de como o álbum Rapsódia de Natal revolve as tradições do cancioneiro natalino com ares futuristas.
Detalhe: Robertinho de Recife gravou a maioria das músicas do álbum com a guitarra Fender 62 que toca desde o tempo em que integrava o conjunto de iê-iê-iê Os Moderatos, grupo em atividade no Recife (PE) dos anos 1960.
É da fricção entre passado e futuro, entre tradição e eletrônica, que Robertinho de Recife e Rob Endraus avivam em Rapsódia de Natal um repertório que vai do hino litúrgico ao rock, passando pelo swing da música norte-americana da primeira metade do século 20. O Natal de pai e filho é eclético.
Capa do álbum ‘Rapsódia de Natal’, de Robertinho de Recife e Rob Endraus
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Russell Brand volta a ser acusado de estupro e violência sexual


O ator e comediante britânico Russell Brand, acusado de estupro e múltiplas acusações de agressão sexual, comparece ao Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres, Grã-Bretanha, em 2 de maio de 2025.
REUTERS/Carlos Jasso
Russell Brand foi novamente acusado de crimes sexuais. Segundo o site britânico da BBC, a notícia foi confirmada pela Polícia Metropolitana de Londres. Uma mulher acusa o artista de estupro, e outra alega ter sido vítima de violência sexual.
As denúncias se referem a casos que teriam ocorrido há 15 anos. O suposto estupro teria acontecido entre o início de fevereiro e março de 2009, enquanto o caso de agressão sexual teria sido registrado entre o final de agosto e dezembro do mesmo ano.
Com as novas queixas, Brand agora responde a um total de sete acusações feitas por seis mulheres diferentes. Anteriormente, ele já havia se declarado inocente de cinco crimes que lhe foram atribuídos — dois estupros, duas agressões sexuais e um atentado ao pudor —, todos envolvendo outras quatro denunciantes.
As investigações contra o comediante ganharam força em setembro de 2023, após uma série de reportagens investigativas publicadas pelos jornais The Sunday Times e The Times, além de um documentário exibido pelo programa Dispatches, do Channel 4.

Fonte: G1 Entretenimento