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‘O Agente Secreto’ é eleito melhor filme do ano pela ‘The Hollywood Reporter’


“O Agente Secreto” recebe três indicações ao Globo de Ouro
“O Agente Secreto” foi eleito o melhor filme de 2025 pela revista “The Hollywood Reporter”. A publicação destaca o trabalho de Wagner Moura, ressaltando que o ator “está em sua melhor forma” como Armando no longa de Kleber Mendonça Filho.
“Permeado por generosas doses de humor absurdo, reflexões inquietantes sobre história e memória, correntes emocionais intensas, cores vibrantes e um profundo amor pelo cinema, este é uma obra-prima sui generis”, destacou a revista.
Filme O Agente Secreto é estrelado por Wagner Moura
Victor Jucá/Divulgação
Veja a lista completa do top 10 escolhidos pelos críticos da “The Hollywood Reporter”:
“O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho
“Uma Batalha Após a Outra”, de Paul Thomas Anderson
“Sirat”, de Oliver Laxe
“Peter Hujar’s Day”, de Ira Sachs
“Marty Supreme”, de Josh Safdie
“Valor Sentimental”, de Joachim Trier
“Pecadores”, de Ryan Coogler
“Sonhos de Trem”, de Clint Bentley
“The Mastermind”, de Kelly Reichardt
“Frankenstein”, de Guillermo del Toro
Globo de Ouro 2026
“O agente secreto” foi indicado nas categorias de Melhor Filme de Drama e Melhor Filme de Língua Não-Inglesa no Globo de Ouro 2026. A lista com todos os indicados ao prêmio foi divulgada na segunda-feira (8).
Na categoria de Melhor Filme de Drama, ele concorre com: “Frankenstein”, “Hamnet – A Vida Antes de Hamlet”, “Foi Apenas um Acidente”, “Valor Sentimental” e “Pecadores”.
Já na categoria de Melhor Filme de Língua Não-Inglesa, os indicados são: “Foi Apenas um Acidente” (França), “No Other Choice” (Coreia do Sul), “Valor Sentimental” (Noruega), “Sirāt” (Espanha) e “A Voz de Hind Rajab” (Tunísia).
No ano passado, “Ainda estou aqui” foi indicado na premiação na categoria de Melhor Filme de Língua Não-Inglesa, mas não levou. O prêmio ficou para o francês “Emilia Perez”.
LISTA COMPLETA: Os indicados ao Globo de Ouro 2026
Protagonista do longa, Wagner Moura também foi indicado na categoria de Melhor Ator. Nela, Wagner concorre com: Joel Edgerton, “Train Dreams”, Oscar Isaac, “Frankenstein”, Dwayne Johnson, “The Smashing Machine”, Michael B. Jordan, “Sinners” e Jeremy Allen White, “Springsteen: Deliver Me From Nowhere”.
Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura durante a filmagem de ‘O agente secreto’
Laura Castor/Divulgação
‘O agente secreto’
“O agente secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, também é o representante brasileiro para tentar uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2026.
Ambientado nos anos 1970, o filme conta a história de um professor universitário, interpretado por Wagner Moura, que volta para o Recife para reencontrar o filho caçula, apesar do risco que corre em plena ditadura militar.
O longa é a grande esperança de uma segunda estatueta do Oscar seguida para o país. Desde o lançamento, o filme vem sendo premiado em diversos festivais.

Fonte: G1 Entretenimento

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Em momento de consolidação, Jota.Pê é o convidado de Iza no single ‘Eu e você’


Jota.Pê faz feat com Iza em ‘Eu e você’, single que a cantora lança às 21h de hoje, 11 de dezembro
Divulgação
♫ ANÁLISE
♬ Projeto que reúne João Gomes, Jota.Pê e Mestrinho em disco e show, Dominguinho ajudou a projetar João Gomes fora do universo do piseiro e contribuiu para que o cantor se tornasse a sensação da música brasileira.
Além de João Gomes, Dominguinho – eleito o “Álbum do ano” de acordo com o Prêmio Multishow 2025 – também ajudou a expandir a voz e a imagem de Jota.Pê, cantor, compositor e violonista paulista que vive momento de ascensão no universo pop brasileiro desde o lançamento do segundo álbum solo, Se meu peito fosse o mundo (2024), em março do ano passado.
Não é por acaso que Jota.Pê é o convidado de Iza em Eu e você, single inédito que a cantora lança às 21h de hoje, 11 de dezembro.
Após a ascensão de 2024, Jota.Pê viveu momento de consolidação ao longo de 2025. Não é por acaso que o artista foi laureado com o Prêmio Potências em novembro e, em 3 de dezembro, foi um dos convidados da gravação do álbum audiovisual de Gabriel O Pensador em show acústico apresentado pelo rapper na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Enfim, se saiu vitorioso de 2024, Jota.Pê vai terminar 2025 com a imagem cada vez mais popularizada em um mercado musical cada vez mais estruturado em nichos.
Tão caprichoso quanto volátil, esse mercado exige que o artista jovem saia do próprio quadrado para circular em outros segmentos. E é isso que tem feito Jota.Pê com a voz aveludada que vem conquistando público, críticos e os colegas do meio musical. 2026 promete…

Fonte: G1 Entretenimento

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Disney investirá US$ 1 bilhão na OpenAI e licenciará mais de 200 personagens para IA de vídeos


Foto de 5 de dezembro de 2019 mostra o logo da Disney na Time Square, em Nova York, nos Estados Unidos
Nick Pfosi/Reuters
A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (11) que receberá um investimento de US$ 1 bilhão da Disney, em um acordo que envolve o licenciamento de personagens para utilização no Sora, a plataforma de vídeos curtos gerados por IA da dona do ChatGPT.
Com a parceria, que tem duração de três anos, o Sora poderá gerar vídeos sociais curtos, a partir do comando de usuários, com mais de 200 personagens da Disney, Marvel, Pixar e Star Wars.
Isso inclui figurinos, adereços, veículos e cenários icônicos, segundo as empresas.
Segundo a Disney e a OpenAI, a parceria reunirá “dois líderes em criatividade e inovação para liberar novas possibilidades de narrativa imaginativa”.
Veja os vídeos que estão em alta no g1:
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Fonte: G1 Entretenimento

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Uma noite estrelada e feliz com ‘sabor de quintal’ para laurear Zeca Pagodinho com o Prêmio UBC pela obra autoral


Zeca Pagodinho (à esquerda) é celebrado por Gilberto Gil na entrega do Prêmio UBC 2025 com direito a dueto no samba ‘Deixa a vida me levar’
Mauro Ferreira / g1
♫ CRÔNICA
♬ Reservado em meio à multidão que se aglomerava nas mesas e nos salões da Casa UBC, Zeca Pagodinho foi a estrela maior de uma noite feliz em que muitas outras estrelas da música brasileira se reuniram para celebrar o compositor carioca pelo conjunto da obra.
Em festa descontraída com “sabor de quintal”, como conceituou logo na abertura o mestre de cerimônias Júlio de Sá, Pagodinho foi laureado com o nono Prêmio UBC, recebendo o troféu das mãos de Marcelo Castello Branco e Fernanda Takai, CEO e diretora da União Brasileira de Compositores, respectivamente.
Na plateia, com mesas e cadeiras dispostas como se a Casa UBC fosse um dos muitos botequins frequentados por Zeca, o sentimento era único: saudar o sambista, querido em todo o meio musical e amado por todo o Brasil.
“Você não tem hater”, disse o apresentador Júlio de Sá para o homenageado, sentado com o neto Noah na mesa em frente ao centro do palco. O comentário arrancou risos da plateia também estrelada na festa realizada na noite de ontem, 10 de dezembro, na sede da UBC na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Em uma das mesas da frente, estava ninguém menos do que Gilberto Gil. Com a gratidão de ter recebido o primeiro Prêmio UBC das mãos de Zeca Pagodinho, em cerimônia realizada em 2017, Gil abriu o roteiro musical da noite cantando Deixa a vida me levar (Serginho Meriti e Eri do Cais, 2002) com o próprio Zeca.
Na sequência, Nego Álvaro cantou Chico não vai na corimba (Zeca Pagodinho e Dudu Nobre, 1998) – com a intimidade de quem frequenta as melhores rodas e quintais do samba carioca – e chamou ao palco Karinah, intérprete de Ai, que saudade do meu amor (1993), samba de Zeca com Arlindo Cruz (1958 – 2025), parceiro e amigo de Zeca desde os primórdios.
Vanessa da Mata reitera o momento luminoso como cantora no dueto com João Gomes no partido alto ‘Bagaço da laranja’
Mauro Ferreira / g1
A dupla também assina outro samba revivido no roteiro, Bagaço da laranja (1985), partido alto defendido por Vanessa da Mata – em momento luminoso como cantora – com João Gomes, o queridinho da música brasileira neste ano de 2025.
Em dueto com Zélia Duncan, Mariene de Castro pôs molho baiano em Brincadeira tem hora (1986), iguaria da parceria de Zeca com Beto Sem Braço (1940 – 1993).
A maioria dos números musicais promoveu encontros entre artistas de universos distintos. Com o toque reluzente do bandolim de Hamilton de Holanda, Moacyr Luz cantou Não sou mais disso (1996), parceria de Zeca com Jorge Aragão. Da mesma parceria, mas com a adesão de Sombrinha, Mutirão de amor (1983) foi feito por Roberta Sá (que já costuma cantar o samba em shows) com Wilson Simoninha, um dos diretores da UBC.
Já Teresa Cristina deu visibilidade a Lente de contato (1990) – lírico e pouco conhecido samba da parceria de Zeca Pagodinho com Jorge Simas e Wanderson Martins – com Rildo Hora na gaita. A pedido de Rildo, que alegou não estar ouvindo a própria gaita, o número foi repetido e, de fato, o som da gaita do artista resultou mais cintilante no imprevisto bis.
Mariene de Castro (à esquerda) e Zélia Duncan cantam ‘Brincadeira tem hora’
Mauro Ferreira / g1
“Não tô ouvindo a minha gaita”, gracejou Zeca Baleiro, dois números depois, antes de cantar Judia de mim (1986), samba da parceria de Zeca com o bamba Wilson Moreira (1936 – 2018). Antes de Baleiro, o trio Gilsons mostrou vivacidade no canto do partido alto Vou botar teu nome na macumba (Dudu Nobre e Zeca Pagodinho, 1995) em número feito com o rapper BK. O trio brilhou.
Representante do funk paulista, MC Hariel pegou a ponte aérea para se juntar ao carioca Xande de Pilares em outro partido alto, Faixa amarela (Zeca Pagodinho, Jessé Pai, Luis Carlos e Beto Gago, 1997).
No fim, com parte dos convidados novamente no palco, Zeca Pagodinho puxou Camarão que dorme a onda leva (Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz e Beto sem Braço, 1983), samba com o qual foi apresentado ao Brasil há 42 anos em álbum de Beth Carvalho (1946 – 2019), representada no palco pela filha, Luana Carvalho. O neto Noah também cantou alguns versos do samba, para orgulho do avô.
Encerrada a festa oficial, a cantoria continuou noite adentro na sede da UBC com a informalidade de um papo de botequim, ambiente preferido do premiado Jessé Gomes da Silva Filho, o popular (sem hater) Zeca Pagodinho.
Parte do elenco se reúne no fim da cerimônia do Prêmio UBC 2025 para cantar ‘Camarão que dorme a onda leva’ com Zeca Pagodinho
Mauro Ferreira / g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Zé Felipe diz que sabe ler após momento viral no Prêmio Multishow: ‘Não sou mestre, mas um pouquinho eu sei’


Zé Felipe diz que sabe ler ‘um pouquinho’ após cena viral no Prêmio Multishow 2025
Reprodução/Instagram
Zé Felipe falou sobre o momento do Prêmio Multishow, na última terça (9), em que ele se atrapalhou para anunciar o vencedor. No palco com a apresentadora Kenya Sade, o cantor teve dificuldade para ler o nome de quem levaria Melhor Álbum. O vencedor era “Dominguinho”, de João Gomes, Jota.pê e Mestrinho.
Com isso, o momento viralizou nas redes sociais, com comentários de que o cantor não saberia ler. Então, Zé Felipe postou um vídeo no Instagram para se explicar.
Usuários do X dizem que Zé Felipe não sabe ler após momento confuso no Prêmio Multishow
Reprodução/X
“Fui anunciar a categoria, junto com a Kenya, álbum do ano. Tava escrito ‘Dominguinho’. Eu falei: ‘É o cantor ou é o álbum?’. Fiquei na dúvida. Então, deixei ela falar”.
“Mas eu sei ler. Não sou um mestre da leitura não, mas um pouquinho eu sei”, brincou.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Beyoncé será uma das anfitriãs do Met Gala 2026


Confira os melhores looks do Met Gala 2025
A cantora Beyoncé será uma das anfitriãs da festa de gala anual do Museu Metropolitano de Nova York (Met Gala), anunciou a instituição nesta quarta-feira (10). Nicole Kidman, Venus Williams e Anna Wintour também serão coanfitriãs do evento que acontece no dia 4 de maio.
Esta é a primeira vez desde 2016 que Beyoncé subirá as escadarias deste evento conhecido pela presença de celebridades com figurinos extravagantes assinados por grandes estilistas.
O casal Jay-Z e Beyoncé no ‘Met Gala’, baile de luxo no Museu de Arte Metropolitan, de Nova York.
Dimitrios Kambouris/France Presse
A cantora, de 44 anos, concluiu meses atrás sua “Cowboy Carter Tour”, título de seu último disco, coroado como o álbum do ano no Grammy. Seus fãs e especialistas antecipam um novo projeto em 2026.
Anthony Vaccarello, diretor artístico da Saint Laurent, a atriz Zoe Kravitz, as cantoras Sabrina Carpenter, Doja Cat e a francesa Yseult também estarão presentes na cerimônia.
O evento tem como objetivo financiar o “Costume Institute” do Met, que para a ocasião inaugura uma exposição intitulada “Costume Art”, que questiona o lugar do vestuário ao longo da história da arte.

Fonte: G1 Entretenimento

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A melhor comédia romântica de 2025 nasceu de um ménage. E é bem menos leve do que parece


‘Entre Nós – Uma Dose Extra de Amor’: veja o trailer
Neste finalzinho de ano, acabou de estrear no Brasill aquela que, na minha opinião, é a grande comédia romântica de 2025. O título em português “Entre Nós – Uma Dose Extra de Amor” dá um tom que passa longe do filme, bem menos convencional e meloso do que a tradução anuncia.
O filme sobre as consequências pouco divertidas de um “ménage à trois” pega alguns dos clichês clássicos da comédia romântica e traz para esta história desenvolvida a partir de uma noite de sexo entre três pessoas solteiras de cerca de 30 anos.
Estão lá obviedades como triângulo amoroso, idas e vindas do casal central, reviravoltas, melhor amigo gay engraçado e outros personagens que você rapidamente entende o perfil. Mas cada lugar-comum está a serviço de algo maior: uma dramédia romântica extremamente bem construída, sem atalhos fáceis ou moralismo. Há uma história que mergulha em temas como desejo, insegurança, ciúme, maturidade emocional e parentalidade.
A fórmula ganhou elogios do jornal “The Guardian” (“uma comédia romântica que é uma raridade, porque entrega em todos os níveis”) e da revista “Variety” (“genuinamente intrigante e extremamente encantadora”).
Qual a história de ‘Entre nós’?
Zoey Deutch, Jonah Hauer-King e Ruby Cruz no filme ‘Entre Nós – Uma Dose Extra de Amor’ (2025)
Divulgação/Vertical
“The Threesome”, o título original bem mais seco e conveniente, acompanha Connor (Jonah Hauer-King, de “A Pequena Sereia”), perdido num relacionamento sem rótulos com Olivia (Zoey Deutch, de “Zumbilândia 2” e “Influencer de Mentira”). A relação ganha novas camadas quando aparece Jenny (Ruby Cruz, de “Willow”).
Ela completa um trisal que parece a realização de uma fantasia moderna e sem consequências. Mas elas existem. E são muitas. O que começa como uma noite impulsiva e leve se estende para uma experiência cheia de acordos caóticos e impactos muito concretos na vida adulta.
Chad Hartigan, diretor nascido no Chipre e criado nos Estados Unidos, não é muito conhecido. Cria do cinema independente americano, já tinha experimentado histórias menos óbvias, como “Morris From America”, sobre um adolescente americano vivendo na Alemanha.
A primeira vez do roteirista
Zoey Deutch, Jonah Hauer-King e Ruby Cruz no filme ‘Entre Nós – Uma Dose Extra de Amor’ (2025)
Divulgação/Vertical
O roteiro marca a estreia de Ethan Ogilby em longas: antes disso, trabalhou em produções menos autorais na Netflix e assinou mais de 150 episódios de “Os Simpsons”. Foi no desenho que ele desenvolveu seu timing de humor seco, usado em situações desconfortáveis de diálogos rápidos.
Falar do lado menos glamouroso de um ménage não é novidade, é claro. “Love”, do franco-argentino Gaspar Noé, já explorou como a fantasia pode se esvaziar quando confrontada com a vida real. Séries como “Eu tu e ela” e filmes como “Newness” também investigaram os limites, o ego e a frustração dentro de relações menos convencionais.
Mas a dose extra de sagacidade de “Entre Nós” não está nesta ideia mais óbvia de falar de não monogamia e derivados: está em como o filme constrói uma comédia romântica inteira a partir desse ponto de partida.
Sem muito esforço, “The Threesome” permite que o espectador se coloque na pele do trisal e compreenda (dividido entre o desconforto, a empatia e a surpresa) as motivações, os medos e até as pequenas alegrias que movem cada uma das três pessoas envolvidas.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Emicida Racional VL 2’: rapper se inspira em Racionais MC’s para buscar novos caminhos


Em seu novo álbum, Emicida entrega um dos trabalhos mais pessoais da carreira, refletindo sobre a morte da mãe, Dona Jacira, reflexões sobre família e homenagem ao Racionais Mc’s.
O resultado é um disco que amplia o repertório do artista e mostra como ele continua relevante num gênero que muda rápido. Mas, que pode ser difícil de ser compreendido para um público menos acostumado com as complexidades de uma letra de rap.
Quando foi anunciado “Emicida Racional VoL.2: Mesmas Cores e Mesmos Valores”, uma dúvida surgiu: qual Emicida viria aí?
O rapper da primeira combativo da primeira mixtape, o artista expandiu seus temas em discos como focados em negritude e raízes históricas, ou o qual chegou ao auge popular com “AmarElo” em 2020?
Com mais de 20 anos de carreira, Emicida virou professor convidado na Universidade de Coimbra, presença frequente em programas de opinião e figura pública articulando debates sobre sociedade e experiência pessoal.
Mas o Emicida de 2025 decidiu voltar às origens, ao MC das batalhas, oriundo da Zona Norte de São Paulo, que rimava em qualquer lugar.
Antes de “Emicida Racional VL.2: Mesmas Cores e Mesmos Valores”, ele lançou “VL.3: As Aventuras de LRX e DJ Relíquia, ao lado de DJ Nyack”.
Capa do EP ‘Emicida Racional VL. 3: As aventuras de Dj Relíquia e LRX’
Créditos: Redes sociais/Cecropia
O projeto revisitava bases clássicas dos Racionais MC’s e intercalava versos históricos da carreira de Emicida. Era ousado e preparava terreno para algo maior.
O mote dessa trilogia parte de um verso: “Quando os caminhos se confundem, é necessário voltar ao começo.” E, para Emicida, o começo tem nome: Racionais MC’s.
Esse retorno tem dimensões pessoais e artísticas. No lado íntimo, funciona como processo de reencontro após anos turbulentos: o fim da parceria com o irmão Evandro Fióti na gravadora Laboratório Fantasma e a morte da mãe, Dona Jacira, em meio ao conflito familiar.
No campo musical, Emicida revisita valores que, segundo ele, o rap atual parece ter esquecido.
Ao longo do álbum, ele disseca a discografia dos Racionais, dos samples às rimas, das narrativas às simbologias. “Tem coisa que só um fã é capaz de fazer”, afirmou em entrevista a Pedro Bial. É um trabalho de amor e também de incentivo para o público explorar a música em camadas mais profundas, para além de legendas e trechos virais.
O disco não é apenas uma releitura de “Cores e Valores” (2014); é um espelho entre passado e presente. Interpola trechos, dialoga com estruturas, mas se dedica sobretudo a refletir sobre a vida atual de Emicida. Isso pode confundir ouvintes desavisados, que talvez esperem apenas um remix do trabalho dos Racionais.
Capa do disco ‘Cores & Valores’ do grupo Racionais Mc’s
Créditos: Redes sociais/Divulgação
A abertura traz uma colagem de cinco minutos com áudios de Dona Jacira: dúvidas cotidianas, pensamentos soltos, comentários sobre escrita. A faixa termina com dois minutos de choro de Emicida, um registro cru de luto.
Faixas instrumentais como “O que noiz faz com essa dor” e “A coisa mais esperançosa e mais dilacerante são a mesma” contam histórias sem palavras, conectando instrumentais de Racionais, Sandra de Sá, Tim Maia e da própria discografia de Emicida para construir uma linha histórica da música preta brasileira.
“A mesma praça”, com Rashid e Projota, que revisita a confusão que marcou a Virada Cultural de 2007 e proibiu shows de rap no centro de São Paulo por anos, é uma releitura de “A praça” dos Racionais, sob a perspectiva do público. Já “Preto Zica” ganha roupagem de samba e participação das filhas de Emicida.
Uma das imagens centrais do disco são as curvas de Lissajous — formas matemáticas que expressam a relação entre ondas de diferentes frequências. Aqui, simbolizam o entrelace entre o artista e seus ídolos.
A capa, fotografada por Walter Firmo, mostra um estúdio bagunçado diante de uma mata, com uma poltrona que remete à terapia. Segundo o rapper, o projeto é um filho das madrugadas e reflexões sem fim.
Capa do disco ‘Emicida Racional VL.2: Mesmas Cores & Mesmos valores’
Créditos: Walter Firmo/Cecropia
Não é um disco simples: os longos áudios caseiros, a estrutura irregular (algumas faixas duram 1min50, outras 5, outras 10), a quase total ausência de refrões e a densidade de referências podem afastar ouvintes habituados a formatos mais “palatáveis”.
Mas essa complexidade é intencional. O álbum é pensado para ser investigado, um convite a mergulhar no rap com o fervor de um pesquisador, especialmente em faixas como “Finado Neguinho Memo”. Então, separe o seu dicionário e boa sorte.
No contexto político atual, em que parte da sociedade tenta associar música urbana ao crime, o disco funciona também como protesto, denunciando a violência do Estado e defendendo a legitimidade cultural do hip-hop.
No fim, “Emicida Racional VL.2 – Mesmas Cores e Mesmos Valores”, não é feito para quem conheceu Emicida pelo “AmarElo”. É uma carta de amor ao rap, aos Racionais e à própria história. Um trabalho para fãs — especialmente os mais nerds do rap — e, dentro dessa proposta, cumpre seu papel com precisão.

Fonte: G1 Entretenimento

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g1 Ouviu #323 – Ajuliacosta fala sobre apelido de ‘CDF do rap’: ‘Você tem que estudar o que está ouvindo’


Ajuliacosta esteve no g1 Ouviu, em 4 de dezembro, e falou sobre a crescente participação feminina no cenário do rap. A cantora, compositora e estilista citou a importância de as mulheres não “terem esquecido do cunho social dentro da escrita do rap”.
“A mulher preta é base da pirâmide social. A gente precisa falar, gritar. O dinheiro não pode cegar nossos olhos do que está acontecendo de verdade”, afirmou.
Durante o programa, ela ainda contou como foi seu início na música. “Sempre senti que a escrita era algo pra mim. Desde muito nova, eu gostava de escrever, escutava muito rádio. E tentava fazer música em cima de música, experimentando coisas.” E disse que, nessa época, decidiu que queria ter uma banda. “Eu via o RBD e falava: gente, é isso. Eu não tinha tanto conhecimento musical de estilo que eu queria seguir. Eu gostava do que eu ouvia na rádio e na TV. Mas eu gostava de escrever”, contou.
Ajuliacosta ainda falou sobre o apelido que ganhou de Karol Conká de “CDF do rap” por querer entencer toda a cena. “Me preocupei em saber tudo. O quanto as mulheres impactaram a cena, as referências das minhas referências. Viver o rap foi natural pra mim. Fui pra rua, vivi a rua. Essas vivencias de pichação, roda de rima, foram muito importantes pra mim. O rap tem função musical e social. Você tem que estudar o que está ouvindo.”
‘O problema ainda é o público’, diz Ajuliacosta sobre ser mulher no rap
Ajuliacosta ainda falou sobre sua parceria com Ludmilla e Duquesa na faixa “Energy”. “O produtor da Ludmilla entrou em contato. E fiquei muito feliz. Toda mulher negra ama Ludmilla. Pra mim, foi um prestígio. E senti que meu trabalho está chegando a pessoas que gosto e admiro.”
Outro ponto abordado durante o programa foi sobre o clipe “O que a Julia vai ser?”, no qual Ajuliacosta aparece com um copo rosa e que foi apontado como uma referência ao depoimento de Virginia Fonseca na CPI.
“A gente tem que pensar e repensar como vai falar as coisas. Mas eu não acho que desrespeitei alguém de alguma forma. E eu acho que a arte tem que gerar debate”, afirmou a cantora.
“Eu preciso trazer uma coisa real que acontece na sociedade. Para as pessoas entenderem. Essa música, de fato, estou criticando… como posso dizer, esse trabalho? Esse ato de divulgar jogo de aposta. Vejo muito documentário de gente que perde muito com isso. Inclusive a vida. Para que ganhar dinheiro em cima de desgraça do outro?”, questionou.
Você pode ouvir o g1 Ouviu no g1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o g1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.
Ajuliacosta no g1 ouviu
Rafael Peixoto/g1
Ajuliacosta no g1 ouviu
Rafael Peixoto/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Wenne Alton Davis, atriz que participou de ‘Marvelous Mrs. Maisel’, morre ao ser atropelada aos 60 anos


Wenne Alton Davis e Rachel Brosnahan em cena de ‘The Marvelous Mrs. Maisel’
Divulgação
Wenne Alton Davis, atriz que teve uma pequena participação na série ‘The marvelous mrs. Maisel’, morreu aos 60 anos ao ser atropelada por um carro nesta segunda-feira (8), em Nova York, segundo o jornal “New York Times”.
De acordo com a polícia, a morte foi declarada no hospital.
Davis se mudou à cidade quando tinha cerca de 20 anos em busca de uma carreira como comediante de stand-up, mas logo dedicou suas atenções à atuação, segundo seu agente, Jamie Harris.
Ao longo dos anos, ela teve uma série de participações menores na TV e no cinema, como na comédia “Girls5eva” no filme “Shame” (2011).
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Fonte: G1 Entretenimento