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Começa venda do Rock in Rio card; cada ingresso vale para um único dia do festival


Novidades no line-up do Rock in Rio
A venda geral de ingressos para o Rock in Rio 2026 começou nesta terça-feira (9), às 19h. A próxima edição do festival acontece nos dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro, no Rio de Janeiro (RJ). Entre os shows confirmados, estão os de Elton John, Maroon 5 e Stray Kids.
O chamado Rock in Rio Card é um ingresso de entrada antecipada que dá acesso a um único dia do festival — a escolha da data será feita posteriormente.
Nesta edição, cada Rock in Rio Card custa:
R$ 795 (inteira)
R$ 397,50 (meia-entrada)
R$ 675,75 (somente para com cartões de créditos emitidos pelo Itaú Unibanco Holding S.A)
Sem cobrança de taxa de serviço, as vendas são realizadas exclusivamente pelo site da Ticketmaster Brasil. O pagamento pode ser feito com cartão de crédito ou pix.
Clientes de cartões de créditos emitidos pelo Itaú Unibanco Holding S.A. têm 15% de desconto na compra de ingressos (não cumulativos com a meia-entrada) e poderão parcelar a compra em até 8x sem juros. Nos demais casos, o pagamento pode ser feito em até 6x sem juros — com exceção para cartões internacionais sem parcelamento.
O lineup
Maroon 5, Demi Lovato e Jamiroquai
Fabio Tito/g1/Reprodução /Globoplay /Flavio Moraes /g1
Ainda não se sabe o lineup completo do festival, mas algumas atrações já foram reveladas. Veja a seguir os nomes já anunciados:
Dia 7
Elton John (Palco Mundo) – headliner
Gilberto Gil (Palco Mundo)
Dia 11
Stray Kids (Palco Mundo) – headliner
Jamiroquai (Sunset)
Dia 12
Maroon 5 (Palco Mundo) – headliner
Demi Lovato (Palco Mundo)
Mumford & Sons (Palco Sunset)
João Gomes ao lado da Orquestra Brasileira (Palco Sunset)

Fonte: G1 Entretenimento

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g1 Ouviu #321 – Gaby Amarantos questiona: ‘Por que a música do Rio é nacional e a do Pará é regional?’


Gaby Amarantos esteve no g1 Ouviu, em 26 de novembro e comemorou o sucesso com seu álbum “Rock Doido”.
A artista comemorou o reconhecimento de seu trabalho e explicou o motivo de ter investido em um clipe de 21 minutos, chamado de filme, em plano-sequência. “Veio de um desejo de tentar traduzir o que é o movimento [rock doido]. E despertar o desejo nas pessoas de estar nessa festa.”
Gaby também falou sobre a relação com o movimento do brega, tecnomelody e mais. “O brega agora está sendo compreendido pela indústria. Eu sou brega e tenho muito orgulho. Esse lugar do brega e da coragem me entender que as críticas fazem parte, mas que elas nunca vão me definir. Hoje dou risada da cara da crítica que quer destruir.
Ela ainda afirmou que, para ela, o rótulo de ‘música regional’ não faz sentido. “Por que a música do Rio é nacional e a do Pará é regional?”, questionou.
‘Por que música de Belém é regional e do Rio é nacional?’, questiona Gaby Amarantos
Gaby ainda comentou que a COP30 “ajudou muito a mostrar a potência desse Brasil. A gente tava sofrendo xenofobia, dizendo que a COP ia ser um fiasco.”
Ela citou artistas como Chris Martin, do Coldplay, que vieram recentemente ao Brasil e se interessam pela cultura nacional. “Ninguém é mais poderoso que o fã brasileiro. Sempre vi isso”.
Você pode ouvir o g1 Ouviu no g1, no Spotify, no Castbox, no Google Podcasts ou no Apple Podcasts. Assine ou siga o g1 Ouviu para ser avisado sempre que tiver novo episódio no ar.
Gaby Amarantos é convidada do g1 ouviu, podcast e videocast do g1
Kaique Mattos/g1
Gaby Amarantos é convidada do g1 ouviu, podcast e videocast do g1
Kaique Mattos/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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O que está por trás da disputa entre Netflix e Paramount pela Warner


Netflix fecha acordo para compra da Warner Bros. Discovery por US$ 72 bilhões
A Paramount Skydance fez uma nova oferta para comprar a Warner Bros Discovery, buscando superar uma oferta da concorrente Netflix para adquirir o estúdio e as plataformas de streaming da empresa. A Warner Bros Discovery é dona, por exemplo, da HBO e de clássicos como Looney Tunes, Friends, Batman e Harry Potter.
A Paramount, apoiada pela bilionária família Ellison, afirmou que está fazendo uma oferta direta aos acionistas de US$ 30 (cerca de R$ 163) por ação para adquirir toda a Warner Bros Discovery, incluindo suas redes tradicionais de televisão. A oferta da Paramount avalia a companhia inteira em US$ 108,4 bilhões (cerca de R$ 588 bilhões).
Segundo o grupo, essa proposta é uma “alternativa superior” à da Netflix, oferecendo mais dinheiro imediato aos acionistas e maior perspectiva de aprovação pelos órgãos reguladores.
A oferta feita pela Netflix, declarada vencedora pela Warner Bros Discovery no dia 05/12, totaliza cerca de US$ 83 bilhões (cerca de R$ 451 bilhões), já considerando dívidas. Mas a oferta da Netflix não inclui a empresa inteira. Se esse acerto for concretizado, a venda seria concluída após uma divisão planejada de outras partes dos negócios da Warner Bros Discovery, incluindo a emissora CNN, que se tornaria uma empresa independente.
A Warner Bros Discovery afirmou que analisará a oferta da Paramount, mas que não mudou sua recomendação até o momento a favor da compra pela Netflix. A resposta deve sair em até dez dias úteis.
A oferta feita pela Paramount é uma tentativa de “aquisição hostil”. Em negociações entre corporações, isso ocorre quando uma empresa tenta comprar outra sem o consentimento da administração da empresa a ser comprada, geralmente oferecendo-se para comprar as ações negociadas na Bolsa dessa empresa-alvo.
Ela difere da “aquisição amigável”, que é mutuamente acordada pelos conselhos de administração e acionistas da empresa compradora e da empresa comprada. A oferta da Netflix está mais próxima desse tipo de aquisição.
As ações da Warner Bros subiram mais de 4% na segunda-feira, enquanto as da Paramount saltaram 9%. As ações da Netflix, no entanto, caíram mais de 3%.
Qualquer que seja a empresa vencedora dessa disputa, a aquisição deve passar por análise de órgãos reguladores de concorrência nos Estados Unidos e na Europa. O processo, que vai analisar sobretudo o impacto sobre os consumidores, deve durar meses.
O presidente dos EUA, Donald Trump, por exemplo, afirmou que “poderia haver um problema” se a compra fora feita pela Netflix, citando preocupações ligadas às regras americanas sobre concorrência devido ao tamanho das empresas.
Por que a Paramount e a Netflix querem a Warner Bros.?
A Warner Bros Discovery, que remonta a cerca de um século, possui um vasto catálogo, que vai de clássicos como Casablanca e Friends, Super-Homem e Harry Potter. Sua divisão HBO é conhecida por séries de prestígio, incluindo The Sopranos (Família Soprano), Sex and the City e Succession.
Mas a tradicional empresa vem sofrendo pressão comercial com a transformação causada pelo streaming online nas indústrias de cinema e TV.
Para a Netflix, a maior empresa de streaming do mercado, com mais de 300 milhões de assinantes ao redor do mundo, a compra da divisão de filmes e streaming reforçaria seu catálogo de filmes e séries e impediria que concorrentes em potencial tentassem adquirir o valioso conteúdo da Warner Bros Discovery.
A Paramount, por outro lado, busca um parceiro que lhe dê a escala necessária para competir com gigantes da indústria como Netflix e Disney.
Uma aquisição complementaria a compra da Paramount feita por John Ellison, que a incorporou recentemente ao seu estúdio de cinema Skydance.
No setor de streaming, os controladores da Paramount buscam adicionar os cerca de 120 milhões de assinantes do HBO Max aos 79 milhões da Paramount.
Analistas afirmam que uma fusão também poderia trazer benefícios para as emissoras tradicionais de TV paga, que enfrentam dificuldades, dando-lhes maior poder de negociação e apresentando oportunidades de redução de custos.
As emissoras tradicionais da Paramount incluem marcas como Nickelodeon, CBS e Comedy Central, enquanto a Warner Bros. traria a CNN, o Food Network e uma variedade de canais esportivos.
Elos com Trump
Menor que a Netflix, a Paramount começou a apresentar ofertas de compra há alguns meses, o que levou a Warner Bros Discovery a abrir formalmente o processo de ofertas que acabou sendo vencido pela Netflix.
Analistas do mercado financeiro afirmam há tempos que uma combinação entre Paramount e Warner Bros Discovery faria sentido, pois daria à empresa compradora escala suficiente para competir com rivais como a Netflix e a Disney.
A Paramount também é vista como uma concorrente forte porque a relação entre Trump e a família Ellison, incluindo Larry Ellison, bilionário da tecnologia e mega doador para o partido de Trump, poderia facilitar a aprovação da operação.
Jared Kushner, genro de Trump, está entre os parceiros financeiros da Paramount no negócio, segundo documentos enviados à SEC (a comissão federal responsável pela regulação do mercado financeiro americano).
Os planos da Paramount, que colocariam CBS e CNN sob a mesma holding — empresa que controla outras companhias sem produzir bens ou serviços diretamente —, também são acompanhados de perto pelo potencial impacto no setor de notícias e pelas ligações da família Ellison com Trump.
O presidente disse, no fim de semana, que esperava participar do processo de aprovação, mas ofereceu poucas certezas sobre sua posição.
No domingo (07/12), ao mencionar possíveis preocupações sobre a fusão da Netflix, elogiou também os executivos do serviço de streaming. Já na segunda-feira (08/12), nas redes sociais, atacou a Paramount por uma entrevista exibida no programa 60 Minutes com a ex-aliada de Trump Marjorie Taylor Greene, representante republicana.
Em entrevista à CNBC, o CEO da Paramount, David Ellison, afirmou ter tido “ótimas conversas” com Trump sobre o negócio, mas destacou que não queria falar em nome do presidente.
“Quem mais precisa desse negócio é a Paramount, não a Netflix”, disse Ben Barringer, chefe de pesquisa em tecnologia da Quilter Cheviot, classificando os ativos da Warner Bros. apenas como “um bônus” para o serviço de streaming.
Em entrevista à CNBC na segunda-feira (08/12), Ellison destacou os benefícios de seu plano para toda a indústria de mídia, argumentando que a aquisição da Warner Bros Discovery pela Netflix daria a uma única empresa poder excessivo sobre atores e outros profissionais do setor.
“É um péssimo negócio para Hollywood”, disse Ellison.
Ellison também afirmou que acreditava que o plano da Warner Bros Discovery de transformar suas redes tradicionais em uma empresa independente poderia levá-las ao fracasso e se provar um erro para os acionistas.
“Creio que [as ações] vão valer muito menos do que as pessoas estão dizendo”, afirmou.
Executivos da Netflix, que falaram em uma conferência de negócios na segunda-feira (08/12), disseram estar confiantes de que a aquisição poderá ser aprovada, lembrando que o plano não inclui cortes significativos.
A Netflix é a maior empresa de streaming do mundo, com mais de 300 milhões de assinantes.
Na segunda-feira (08/12), executivos da Netflix disseram confiar em seus planos de compra da Warner Bros Discovery e classificaram a tentativa de compra pela Paramount como “totalmente esperada”.
Analistas afirmam que o plano da Netflix provavelmente atrairia escrutínio sobre o tamanho do domínio da empresa no setor de streaming, enquanto a proposta da Paramount exigiria revisão do impacto sobre anunciantes e distribuidores de TV locais, devido ao poder de uma empresa combinada sobre redes esportivas e infantis.
Netflix e Warner Bros.
Reuters

Fonte: G1 Entretenimento

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Padre Marcelo Rossi sobe ‘A montanha’ com Roberto Carlos em ‘Amorização 2’


Padre Marcelo Rossi apresenta o primeiro dueto com Roberto Carlos na faixa que abre o segundo volume do álbum ‘Amorização’
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Desde que se lançou como cantor na segunda metade dos anos 1990, alcançando retumbante projeção nacional com o álbum blockbuster Músicas para louvar ao Senhor (1998), padre Marcelo Rossi volta e meia recorreu às canções de amor e fé de Roberto Carlos e Erasmo Carlos (1941 – 2022).
Rossi chegou até a gravar um álbum ao vivo, Paz (2001), com repertório dedicado às canções religiosas da dupla de compositores. Contudo, Rossi nunca havia gravado com Roberto Carlos. O primeiro dueto dos cantores está sendo lançado hoje, 9 de dezembro.
O feat com Roberto Carlos na regravação da canção A montanha (1972) é a isca para fisgar fiéis para o segundo volume do álbum Amorização, editado um ano após o primeiro volume desse projeto fonográfico idealizado por Rossi para celebrar os 30 anos de sacerdócio iniciado em 1994, ano que foi ordenado padre.
A montanha abre o volume dois do álbum Amorização, cujo repertório inclui outra canção de fé de Roberto e Erasmo, Nossa Senhora (1993), gravada por Rossi com Péricles. O coro infantil da Escola de Música da Rocinha também participa do disco, unindo vozes com a do cantor na música O meu lugar é o céu (Dunga).
Contudo, a faixa de Amorização vol. 2 capaz de converter até ateus é o feat do padre Marcelo Rossi com Iza em You raise me up (Rolf Løvland e Brendan Graham, 2002), já previamente apresentado em single editado em 8 de abril.

Fonte: G1 Entretenimento

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Projota é entrevistado no g1 Ouviu ao vivo desta quarta-feira (10)


Projota é entrevistado no g1 Ouviu ao vivo desta quarta-feira (10) Cantor é o convidado do podcast de música do g1, com transmissão ao vivo no g1, no YouTube e no TikTok.

Fonte: G1 Entretenimento

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A vida dupla da ‘rainha da cetamina’, acusada pela morte de ator de ‘Friends’


Novo documentário da BBC analisa a morte do ator Matthew Perry e a mulher que está no centro do caso, Jasveen Sangha
Reprodução/Zanc via BBC
Ela parecia ter tudo: foi uma criança privilegiada, recebeu boa educação e mantinha um vasto círculo de amigos.
Mas Jasveen Sangha guardava um obscuro segredo. E alguns dos seus amigos mais próximos afirmam que ela o ocultava até mesmo deles.
Sangha tem dupla nacionalidade, britânica e americana. Ela fornecia substâncias controladas para pessoas ricas e famosas de Hollywood e administrava um “ponto de venda” de drogas como cocaína, Xanax, comprimidos falsos de Adderall e cetamina.
Seu negócio e a ilusão da sua vida encantada chegaram a um final abrupto quando ela forneceu 50 ampolas de cetamina que acabaram vendidas ao ator da série de TV “Friends” Matthew Perry (1969-2023). Entre elas, estava a dose que causou a morte do astro, dois anos atrás.
Sangha e mais cinco pessoas, incluindo dois médicos, se declararam culpados de delitos relacionados à morte de Perry.
E, em fevereiro, ela será a última acusada a receber sua sentença neste processo, que revelou uma rede clandestina de cetamina em Los Angeles, nos Estados Unidos. Ela pode enfrentar uma pena máxima de 65 anos, em uma prisão federal americana.
Matthew Perry, de 54 anos, foi encontrado morto na sua casa em Los Angeles em 2023, depois de anos de luta contra a depressão e a dependência
Reprodução/BBC
Bill Bodner era o agente especial encarregado do escritório da Administração de Controle de Drogas (DEA, na sigla em inglês) em Los Angeles, no momento da morte de Perry.
Ele declarou à BBC que Sangha era “uma pessoa de alta formação, que decidiu ganhar a vida traficando drogas e usar o dinheiro do narcotráfico para financiar sua personalidade de influenciadora nas redes sociais”.
Bodner afirma que ela dirigia “uma operação de narcotráfico considerável, que atendia a elite de Hollywood”.
Os promotores ressaltaram que Perry tomava quantidades legais e prescritas de cetamina para seu tratamento contra a depressão, até que começou a desejar mais do que os seus médicos permitiam.
Os documentos judiciais relacionados à investigação federal demonstram como isso levou o ator a fazer contato com vários médicos e, por fim, com um distribuidor, que obtinha a droga para Sangha por meio de um intermediário.
O advogado de Sangha, Mark Geragos, declarou que ela assumiu a responsabilidade, mas nega que ela realmente conhecesse Perry. O ator era conhecido por interpretar o personagem Chandler Bing na popular série cômica de TV “Friends” (1994-2004).
“Ela se sente muito mal. Se sente muito mal desde o primeiro dia”, contou Geragos aos jornalistas, quando ela se declarou culpada no processo. “Foi uma experiência horrível.”
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Vida dupla
Semanas antes da morte de Perry, Sangha falou por telefone com seu velho amigo Tony Marquez.
Ele e outras pessoas conversaram com a BBC e a apresentadora Amber Haque para um documentário de TV investigando as circunstâncias em torno da morte de Perry. Foi a primeira vez em que amigos falaram abertamente sobre a mulher que ficou conhecida mundialmente como a “rainha da cetamina”.
Sangha e Marquez se conhecem desde a década de 2010. Ele conta que chegou a conhecer sua família.
Como Sangha, Marquez era frequentador habitual do circuito de festas de Los Angeles. Ele também enfrentou problemas relacionados às drogas com a Justiça e já foi condenado anteriormente por narcotráfico.
Embora eles tivessem uma longa história em comum, Marquez conta que Sangha nunca sinalizou que estaria em problemas sérios.
Mas, há apenas alguns meses, a casa dela em North Hollywood (que os promotores chamaram de “ponto de drogas”) foi invadida pela polícia.
Jash Negandhi estudou com Sangha na Universidade da Califórnia em Irvine, nos Estados Unidos, em 2001. Eles foram amigos por mais de 20 anos.
“Ela estava bem estabelecida no cenário da música dance”, recorda ele. “Ela adorava dançar e se divertir.”
Negandhi conta que ficou surpreso quando soube que sua amiga era traficante de drogas.
“Eu não sabia de nada”, afirma ele. “Absolutamente nada. Ela nunca havia me falado disso.”
A maioria dos amigos de Sangha acreditava que ela não precisasse do dinheiro.
“Ela sempre tinha dinheiro”, relembra Marquez. “Viajava por toda parte em um jato particular, muito antes de que tudo fosse revelado.”
Os avós de Sangha eram multimilionários do comércio de moda no leste de Londres, segundo o jornal The Times.
Sangha é filha do empresário Nilem Singh e da médica Baljeet Singh Chhokar. Ela estava destinada a herdar a fortuna da família.
Sua mãe se casou novamente duas vezes e se mudou para Calabasas, na Califórnia, onde Sangha foi criada. A casa da família em Los Angeles é “bela” e “grande”, segundo Marquez.
“Fazíamos churrascos ou festas na piscina na casa dos pais dela”, ele conta. “Eles são muito atenciosos, muito carinhosos e nos tratavam como se fôssemos seus filhos.”
Sangha passou algum tempo em Londres depois do Ensino Médio e se formou com MBA na Escola Internacional de Negócios Hult de Londres, em 2010.
Em fotos, ela aparece sorrindo docemente para a câmera, com um elegante vestido preto e cabelos castanhos alisados durante uma visita ao jornal Financial Times em 2010.
“Não dava a impressão de ser desonesta”, destaca um antigo colega de classe. Sangha era amistosa, embora um pouco distante.
Ela comparecia às aulas com roupas de grife e gostava de socializar. Não havia boatos de que estivesse envolvida em drogas.
“Se tivesse usado drogas em Hult, provavelmente teríamos ficado sabendo”, afirma o colega.
Sangha voltou a Los Angeles pouco depois de terminar seu MBA.
Sua mãe e o padrasto administravam franquias da rede de lanchonetes KFC na Califórnia. A empresa os processou em 2013, pedindo mais de US$ 50 mil (cerca de R$ 271 mil, pelo câmbio atual), segundo documentos judiciais. Eles foram acusados de não pagar royalties para a empresa pelo uso da marca.
O padrasto de Sangha declarou falência antes da conclusão do caso. Mas, se a família estava atravessando dificuldades financeiras naquele período, ela não revelou para muitas pessoas.
“Não ouvi nada sobre isso”, disse Negandhi.
Sangha parecia querer conquistar o mesmo sucesso empresarial dos pais.
Ela abriu um salão de manicure chamado Stiletto Nail Bar, que durou pouco tempo. E falava com amigos sobre suas ambições, como ser proprietária de uma franquia de restaurantes.
Festas que duravam dias
Mas seu verdadeiro interesse, aparentemente, eram as festas.
Ela tinha um círculo de amigas muito unidas em Los Angeles, chamado de Kitties (“gatinhas”), segundo Marquez. Era um grupo composto principalmente por mulheres que gostavam de organizar festas com a presença de celebridades.
Elas se reuniam frequentemente em Avalon, um teatro histórico no coração de Hollywood, que promove concertos e eventos de música eletrônica. Suas festas duravam até altas horas da madrugada.
Marquez afirma que elas tomavam comprimidos e cetamina. Às vezes, suas festas duravam vários dias, em diferentes partes da Califórnia.
“Nós viajávamos até o lago Havasu, alugávamos uma mansão antiga e levávamos nossos DJs e todos os nossos sistemas de som. E, todas as noites, tínhamos uma festa temática só para nós”, contou Marquez.
O lago Havasu fica na fronteira entre os Estados da Califórnia e do Arizona, a quase 500 km de Los Angeles.
“Nós nos vestíamos elegantemente e fazíamos uma festa de branco, uma festa de trajes brilhantes. Tivemos uma festa de cogumelos.”
Estas festas “sempre incluíam cetamina”, segundo Marquez.
Sangha tinha muitos apelidos nesse grupo de amigos, mas ninguém a conhecia como “rainha da cetamina”.
“Ninguém a chamava assim”, segundo ele.
Jash Negandhi conheceu Sangha na universidade
Reprodução/BBC
O grupo estava preocupado com a contaminação do fornecimento ilegal de drogas com o opioide mortal fentanil. Por isso, eles fizeram esforços extraordinários para obter grandes quantidades de cetamina de alta qualidade.
“Se fôssemos consumir cetamina, queríamos consegui-la da fonte”, conta Marquez.
Os amigos supostamente usavam mensageiros para ir até o México recolher a droga de veterinários e farmácias corruptas no outro lado da fronteira. A cetamina é utilizada para sedação durante cirurgias.
“Não sei dizer se Jasveen fazia isso”, afirma Marquez. “Mas se tínhamos acesso? Se tínhamos gente que fazia? Sim.”
Marquez conta que nunca suspeitou que Sangha fosse traficante de drogas. “Posso dizer que é surpreendente.”
“Conheci essa pessoa por muitos anos. Conheço sua família. Sei como ela atua, sei do que ela é capaz. Sei de onde ela vem. Não consigo acreditar até hoje que isso esteja acontecendo.”
Olhando para trás, Marquez suspeita que Sangha tenha se tornado “dependente” do status social atingido ao ser traficante de drogas para os ricos e famosos.
“Acredito sinceramente que Jasveen era dependente dessa vida de vender drogas para celebridades”, afirma ele. “Ela era dependente desse círculo social e de ser procurada por celebridades que as pessoas viram na televisão a vida inteira.”
Marquez acredita que ela nunca tenha sido “chefe” do tráfico, nem uma grande traficante, e que simplesmente entrou nos negócios porque “adorava consumir cetamina, como todos nós”.
Mas as ações de Sangha sugerem um caráter mais impiedoso.
Sóbria
Os promotores declararam que, em 2019, Sangha vendeu cetamina a um homem chamado Cody McLaury. Ele sofreu overdose e morreu.
Após sua morte, sua irmã enviou uma mensagem de texto para Sangha, dizendo que as drogas que ela havia vendido para seu irmão o haviam matado.
“Naquele momento, qualquer pessoa sensata teria procurado as autoridades e, certamente, qualquer pessoa com um mínimo de coração teria suspendido suas atividades e não continuaria distribuindo cetamina para outras pessoas”, afirma o ex-promotor-geral do Distrito Central da Califórnia, Martin Estrada. Ele apresentou as acusações federais contra Sangha, em agosto de 2024.
“Ela continuou e observamos que, vários anos depois, a continuação da sua conduta resultou na morte de outra pessoa, o sr. Perry”, prossegue ele.
Outro amigo, de um círculo diferente que costumava ir a festas com Sangha na década de 2010, também recorda sua surpresa com a notícia. Ele contou à BBC que conhecia Sangha desde o Ensino Médio e que socializava muito com ela, na mesma época que Marquez.
O amigo não quis ser identificado, para poder falar com franqueza sobre a mulher que ele conheceu e que, agora, “é acusada de ser narcotraficante”.
“Sempre estávamos em festas, quase todas as noites”, relembra ele. “Durante muitos e muitos anos. Ela nunca me ofereceu nada.”
Ele recorda que Sangha levava seu tio Paul Sing com ela para quase toda parte.
“Realmente, não é o comportamento de uma narcotraficante. E não é que ela simplesmente permitia que ele a acompanhasse. Ele estava sempre vestido na moda.”
Paul Sing aparece em fotos de eventos ao lado de Sangha e esteve presente no tribunal para ouvi-la se declarar culpada, no dia 3 de setembro.
Marquez conta que, em algum momento da década de 2020, Sangha esteve em reabilitação.
Nos documentos judiciais apresentados no mês passado, seu advogado Mark Geragos afirmou que ela estava sóbria há 17 meses. E, em seu último contato com Negandhi, eles conversaram sobre o futuro.
“Nós dois já estávamos na casa dos 40 anos e você começa a se autoavaliar quando chega a essa idade”, ele conta. “E começa a pensar: o que queremos fazer agora, que chegamos a esta etapa?”
“Ela estava muito emocionada por ter ficado sóbria por bastante tempo e simplesmente esperava muitas coisas da vida.” Sangha não mencionou que havia sido presa recentemente.
“Eu não tinha ideia de que ela estava passando por tudo isso quando nos falamos”, afirma Negandhi. “Ela não revelou nada disso.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Guilherme Arantes recicla a bossa soul no tom vintage de ‘Libido da alma’, boa amostra do álbum ‘Interdimensional’


Capa do single ‘Libido da alma’, de Guilherme Arantes
Márcia Arantes
♫ OPINIÃO SOBRE SINGLE
Título: Libido da alma
Artista: Guilherme Arantes
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ Fino artesão do pop brasileiro ao longo de 25 anos, em período áureo que foi de 1976 a 1991, Guilherme Arantes volta a esse tempo de fertilidade musical com o single Libido da alma, boa amostra inicial do álbum de músicas inéditas Interdimensional, programado pelo artista paulistano para ser lançado em 15 de janeiro.
Em rotação a partir de hoje, 9 de dezembro, com capa criada pelo próprio Guilherme a partir de foto de Márcia Arantes, o single Libido da alma adianta faixa vintage impregnada de uma bossa soul em voga na discografia de Arantes naquela era de hits produzidos em escala quase industrial.
A música não pega na primeira audição, mas, à medida que ouvinte aciona o play sucessivas vezes, vai ficando cada vez mais nítida a beleza do desenho melódico da música embasada com o arsenal de teclados – um sintetizador Elka Rhapsody de 1974, um órgão Hammond C3, Clavinet D3 Honner com wah wah, um Rhodes Mark V e o recorrente piano Yamaha CP70 – pilotados por Arantes na gravação feita na Espanha, país onde reside há anos esse cantor, compositor e multi-instrumentista paulistano. O toque R&B do baixo de Milton Pellegrin, músico habituado a tocar com Ed Motta, confeita a base.
Orquestrada pelo próprio Guilherme Arantes e valorizada pela hábil mixagem de Sylvia Massy, a produção de Libido da alma consegue imprimir à música uma leveza condizente com a letra, na qual o artista versa sobre desapego com lirismo em sintonia com a percepção maturada dos 72 anos. “Floresce o amor em cada lírio / Dos vales onde eu semear”, canta Arantes no refrão de alma leve.
Com ecos da sintetizada pegada pop black impressa na música brasileira por Lincoln Olivetti (1954 – 2015) e Robson Jorge (1954 – 1992) a partir da virada da década de 1970 para a de 1980, o single Libido da alma reforça a assinatura própria de Guilherme Arantes, sinalizando que o álbum Interdimensional terá tom menos épico e mais pop vintage do que o antecessor A desordem dos templários (2021).
Guilherme Arantes lança o álbum ‘Interdimensional’ em 15 de janeiro
Leo Aversa / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Miss Universo 2025 abandona programa após ser questionada sobre polêmicas do concurso


Mexicana vence Miss Universo após sofrer insulto em concurso
A vencedora do Miss Universo 2025, Fatima Bosch, deixou uma entrevista ao vivo na TV. Bosch participava do programa “Pica y se Extiende”, da Telemundo, mas, após o encerramento do primeiro bloco, ela se recusou a continuar e deixou os estúdios, cancelando todos os demais compromissos, segundo a emissora latina.
Durante a participação, Fátima demonstrou desconforto diante das perguntas sobre as controvérsias envolvendo sua vitória. A mexicana destacou que preferia que a conversa girasse em torno de sua trajetória profissional e das iniciativas sociais que apoia, e não sobre assuntos que, segundo ela, “não têm relação alguma” com sua vida.
Os apresentadores justificaram que as perguntas faziam parte da cobertura de temas atuais e de interesse público, ressaltando que é função deles abordar questões ligadas ao Miss Universo. Entre os tópicos levantados estavam o impasse sobre o passaporte da Miss Costa do Marfim, as acusações criminais contra o empresário mexicano Raúl Rocha Cantú, presidente da organização, e o processo recente por difamação movido contra a própria vencedora.
Durante a transmissão, Fátima negou saber da ação judicial movida pelo empresário tailandês Nawat Itsagrisil, diretor do Miss Universo. “Não tenho conhecimento de nada, e isso é tudo que posso dizer, OK?”, afirmou. No entanto, segundo Carlos Adyan, um dos apresentadores, a declaração contradiz o que ela havia dito nos bastidores, antes do programa começar.
“Fora das câmeras, perguntei a ela sobre este tema do processo e como havia lidado com isso. O que me comentou foi que, basicamente, seu pai já tinha conhecimento e estava se encarregando da situação no âmbito legal. Então sim, ela tem conhecimento de que essa demanda existe, mesmo que não tenha se expressado dessa maneira na entrevista.”
Relembre a seguir fatos que marcaram a edição de 2025:
➡️Presidente do concurso é investigado
O presidente do concurso Miss Universo, o empresário mexicano Raúl Rocha Cantú, está sendo investigado pela FGR (Fiscalía General de la República) por tráfico de drogas, armas e combustível, segundo informações da agência Associated Press. A FGR, equivalente ao Ministério Público no Brasil, é responsável pela investigação.
O processo contra Rocha Cantú ocorre em meio à polêmica da última edição do concurso. Em um comunicado, a FGR informou que, desde novembro de 2024, abriu um inquérito por crime organizado, relacionado ao narcotráfico, roubo de combustível — conhecido localmente como huachicol — e tráfico de armas. O órgão afirmou que estão sendo obtidos dados fundamentais para continuar e aprofundar a investigação contra uma pessoa identificada como Raúl “R”. Um agente federal, que falou sob condição de anonimato, disse à AP que o investigado é Rocha Cantú.
➡️ Renúncia aos títulos
Olivia Yacé, de 27 anos, representante da Costa do Marfim e quinta colocada, anunciou na segunda (24) que renunciou ao título e encerrando qualquer vínculo com o concurso. A miss também abriu mão do título de rainha continental da África e Oceania, devolvendo a faixa.
Em nota, Olivia disse que sua saída tinha a ver com “se manter fiel aos seus valores de respeito, dignidade, excelência e oportunidades igualitárias”. “É esse comprometimento para ser uma influência positiva que guia minha decisão hoje”, escreveu.
Além dela, a Miss Estônia, Brigitta Schaback, 28, comunicou no domingo (23) que deixará o Miss Universo Estônia por não concordar com a conduta de sua diretoria nacional.
Miss Estônia e Miss Costa do Marfim abrem mão de títulos após edição polêmica
Reprodução/Instagram
➡️ Insulto contra a mexicana
A vencedora Fátima Bosch foi insultada pelo executivo tailandês Nawat Itsaragrisil, responsável pela organização do concurso em 2025. Durante uma transmissão ao vivo em 4 de novembro, Nawat chamou a Miss México de “estúpida” por, segundo ele, não publicar conteúdo suficiente sobre a Tailândia em suas redes sociais.
O caso teve ampla repercussão e chegou até a presidente do México, Claudia Sheinbaum, que elogiou Bosch por enfrentar a situação.
“O que o diretor fez foi desrespeitoso: ele me chamou de estúpida”, disse Bosch a jornalistas após o incidente. “O mundo precisa ver isso porque somos mulheres empoderadas e esta é uma plataforma para a nossa voz”
O Miss Universo condenou publicamente o comportamento de Nawat. A vitória de Bosch é vista como uma resposta à polêmica.
➡️ Acusações de voto ilegítimo e desistências no júri
Segundo a agência de notícias RFI, dois membros do júri desistiram de participar do evento nesta semana. O compositor francês Omar Harfouch acusou o concurso de ser manipulado, mencionando um “voto secreto e ilegítimo” que teria ocorrido sem o verdadeiro júri do Miss Universo, segundo publicação no Instagram.
“Miss México é uma vencedora falsa”, diz no post. A organização do concurso negou a acusação.
Já o ex-jogador da seleção francesa de futebol Claude Makélélé anunciou nas redes sociais que deixava o júri por “razões pessoais imprevistas”.
➡️Homenagem para santa brasileira
Durante uma competição preliminar do concurso dedicada a trajes típicos nacionais, a brasileira Gabriela Lacerda desfilou vestida de Nossa Senhora Aparecida, santa considerada a padroeira do Brasil e a quem é devota.
O traje, criado pelo designer Mario Cezar, repercutiu nas redes sociais.
Miss Universo 2025: ‘Obrigada, meu Brasil’, diz Gabriela Lacerda após chegar ao Top 30
➡️ Vestida de salmão
Durante a mesma competição de trajes típicos, a norueguesa Leonora Lysglimt-Rødland utilizou um vestido de salmão para homenagear seu país.
A fantasia viralizou nas redes sociais: quando fechado, forma um salmão gigante, em uma referência ao símbolo nacional da Noruega; aberto, deixa à mostra o interior do animal.
➡️ Queda no palco
A miss Jamaica, Gabrielle Henry, foi hospitalizada após cair acidentalmente fora do palco durante um desfile em traje de gala. Em comunicado, a organização Miss Universo Jamaica informou que Gabrielle foi levada ao Hospital Paolo Rangsit para receber tratamento, mas não sofreu ferimentos graves.
“Gostaria de compartilhar com a família Miss Universo, que está preocupada com a saúde de nossa Miss Universo Jamaica, que à meia-noite, horário de Bangcoc, acabei de deixar o hospital onde ela está sendo tratada. Estive lá com ela e sua família e, felizmente, não há ossos quebrados, e ela está recebendo bons cuidados”, disse o presidente do Miss Universo, Raul Rocha.
➡️ Renúncia na diretoria
Em junho, a ex-diretora executiva e co-proprietária da Organização Miss Universo (MUO), Anne Jakrajutatip, renunciou ao cargo após acusações de falsificação de demonstrações financeiras de sua empresa, a JKN, informou a Reuters.

Fonte: G1 Entretenimento

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Judi Dench defende Harvey Weinstein, condenado por estupro: ‘Já pagou pelo que fez’


Judi Dench na cerimônia do Oscar em 2022
Mike Blake/Reuters
A atriz britânica Judi Dench, vencedora do Oscar, disse que Harvey Weinstein “já pagou pelo que fez”. Em entrevista à revista “Radio Times”, ela falou em “perdão” ao discutir o produtor, condenado por estupro.
“Vi um trecho de vídeo do Harvey andando com duas bengalas e você pensa: ‘Bom…’. Eu conhecia o Harvey, o conhecia bem e trabalhei com ele, e eu não tive nenhuma daquelas experiências, muito felizmente para mim. Imagino que ele já tenha pago pelo que fez. Não sei, para mim é algo pessoal, o perdão.”
Atualmente com 73 anos, Weinstein cumpre uma pena de 16 anos de prisão após condenação em Los Angeles, em 2023, além de uma sentença de 23 anos em Nova York. Em um novo julgamento, ele foi considerado culpado em uma das acusações, absolvido em outra e teve uma terceira acusação anulada.
Harvey Weinstein é novamente condenado em Nova York em outro julgamento por crimes sexuais
Na mesma entrevista, Dench disse que mantém contato com Kevin Spacey, ator acusado de agressão sexual por diversos homens desde 2017. Ele foi absolvido em um processo civil movido pelo ator Anthony Rapp e inocentado em um julgamento em Londres, em 2023, no qual quatro homens alegavam ter sido vítimas entre 2001 e 2013.
Segundo ela, Spacey a apoiou após a morte de seu marido, Michael Williams, em 2001, o que fortaleceu a relação entre eles ao longo dos anos. “Kevin foi inocentado e eu falo com ele, trocamos mensagens”, disse Judi.

Fonte: G1 Entretenimento

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Pausa de Juliette na carreira musical soa natural diante dos (des)caminhos seguidos pela cantora


Juliette anuncia a pausa com o argumento que a música estava virando obrigação
Divulgação
♫ OPINIÃO
♩ A notícia de que Juliette decidiu dar pausa na carreira musical soa natural diante dos (des)caminhos seguidos pela artista na trajetória fonográfica iniciada há quatro anos.
O anúncio do hiato foi feito pela própria Juliette em entrevista ao podcast Bonita de pele, de Jana Rosa, com o argumento de que a música estava virando “obrigação” e que já trazia mais pressão e tristeza do que felicidade. E não surpreende que a artista tenha chegado a essa conclusão após o lançamento do último álbum de Juliette, Risca faca, editado em 17 de abril.
Risca faca é disco sem alma, sem emoções reais, produzido em linha de montagem. Ao seguir o padrão pop do mercado, em movimento iniciado com o primeiro álbum de estúdio, Ciclone (2023), Juliette foi diluindo a identidade artística e se tornando mais uma na multidão pop.
Haverá quem argumente, com certa razão, que Juliette Freire Feitosa nunca a rigor marcou real presença na música brasileira. Contudo, havia alguma verdade quando ela decidiu se lançar como cantora com o EP Juliette, editado em 2021 no embalo da projeção nacional e da popularidade conquistadas pela então advogada com a participação vitoriosa na edição do programa Big Brother Brasil exibida naquele ano pela TV Globo.
Havia naquele EP inicial uma doçura e uma alma no repertório identificado com a origem nordestina da paraibana nascida em 1989 em Campina Grande (PB), ainda que cantar seja mover um dom que Juliette parece não ter.
“Juliette não é cantora, fizeram uma cantora nela. A Juliette é uma pessoa afinada, que sabe cantar, mas não é cantora. […] Afinada, ela sempre foi. Mas ser cantor não é só afinar. É saber usar a respiração na hora certa. E isso ela está aprendendo com o tempo”, disparou Xand Avião em entrevista ao podcast g1 ouviu, quebrando o protocolo da falsa amabilidade entre artistas.
Enfim, talvez Juliette aprenda com o tempo que, se quiser seguir na música, terá que retomar a carreira de cantora com a alma que deixou pelo caminho, parando de seguir fórmulas impostas por empresários e produtores musicais. Até porque o tempo, sempre rei, se encarrega de colocar cada um no devido lugar…

Fonte: G1 Entretenimento