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Paramount x Netflix: o que acontece após nova oferta pela Warner Bros. Discovery


Foto de arquivo: a torre de água dos estúdios Warner Bros. em Burbank, na Califórnia, EUA, em 18 de novembro de 2025.
Reuters/Mike Blake
A Paramount apresentou uma “oferta hostil” para comprar a Warner Bros. Discovery nesta segunda-feira (8), oferecendo US$ 108 bilhões na tentativa de adquirir a gigante do entretenimento. A oferta é maior que a da Netflix, que anunciou a aquisição por US$ 72 bilhões e, portanto, pode atrapalhar o acordo.
“Os acionistas da WBD merecem a oportunidade de considerar nossa oferta superior em dinheiro por suas ações da empresa inteira”, afirmou o CEO da Paramount, David Ellison.
Ao contrário da Netflix, a Paramount pretende comprar a Warner Bros. Discovery integralmente, incluindo os canais de TV a cabo da companhia (CNN e TNT). A empresa oferece comprar a Warner por 30 dólares por ação, em comparação com a Netflix, que apresentou uma oferta de 28 dólares por ação.
🔎 Uma oferta hostil é uma tentativa de aquisição em que uma empresa tenta comprar outra sem o apoio da diretoria ou do conselho da empresa que está sendo alvo. Em vez de negociar “amigavelmente” com os executivos, quem faz a oferta vai direto aos acionistas, normalmente oferecendo um valor atrativo pelas ações para tentar assumir o controle.
Netflix fecha acordo para compra da Warner Bros. Discovery por US$ 72 bilhões
O que acontece agora?
O desfecho depende de acionistas e reguladores, com a Paramount apostando que o valor oferecido pode furar o acordo. “Os acionistas da WBD merecem a oportunidade de considerar nossa oferta superior em dinheiro por suas ações da empresa inteira”, disse Ellison em um comunicado.
“Nossa oferta pública, que tem os mesmos termos que apresentamos ao Conselho de Administração da Warner Bros. Discovery em particular, oferece um valor superior e um caminho mais seguro e rápido para a conclusão do negócio. Acreditamos que o Conselho de Administração da WBD está buscando uma proposta inferior.”
A oferta pública de aquisição da Paramount tem previsão de expirar no dia 8 de janeiro de 2026, a menos que seja prorrogada.
Além do dinheiro, a principal questão é que qualquer acordo terá que passar pelas entidades reguladoras do governo dos EUA. Segundo a Reuters, a aquisição pela Netflix provavelmente enfrentará forte “escrutínio antitruste”.
Por isso, a Paramount argumenta que, com a empresa, essa aquisição teria mais chances de ser aprovada. O estúdio afirma que a junção da Netflix com a Warner uniria o 1º e o 3º streaming mais usados no mundo (Netflix e HBO Max, respectivamente) — o que prejudicaria a livre concorrência.
Já o co-CEO da Netflix afirma que, segundo a Nielsen (empresa de medição de audiência televisiva), a plataforma detém 8% do tempo total de uso da TV, um pouco abaixo dos 8,2% da Paramount. Segundo essa métrica, a Netflix ocupa a 6ª posição no ranking.
Caso a Paramount saia vencedora do acordo, a Warner terá que pagar à Netflix uma multa rescisória de US$ 2,8 bilhões. Se seguir com a Netflix, a empresa de streaming pagará US$ 5,8 bilhões à WBD caso o acordo sofra reprovação regulatória.​
Guerra de lances
Paramount, Netflix e Comcast passaram semanas em uma guerra de lances pela aquisição da empresa.
A Paramount tem apresentado várias ofertas desde setembro, mas essas propostas sofreram rejeições dentro da Warner. Desta vez, a Paramount apresentou sua oferta diretamente aos acionistas da WBD e ao seu Conselho de Administração.
Segundo o Deadline, o CEO da Paramount, David Ellison, declarou que o estúdio resultante da fusão com a Warner lançaria mais de 30 filmes por ano nos cinemas.
A questão da distribuição nos cinemas é um receio da indústria, especialmente no caso da Netflix. Vale dizer que o co-CEO da empresa, Ted Sarandos, disse que manterá o “compromisso com os cinemas”, mas que espera “ajustar” o período de exibição para atender à demanda do consumidor por conteúdo.
A Paramount continua sendo um dos principais de Hollywood, mas seu desempenho nas bilheterias tem sido irregular, com vitórias ocasionais em franquias. O estúdio enviou uma carta à Warner Bros, questionando o processo de venda e alegando que a empresa abandonou um processo de licitação justo e predeterminou a Netflix como vencedora.

Fonte: G1 Entretenimento

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Kleber Mendonça Filho e elenco de ‘O agente secreto’ celebram indicações ao Globo de Ouro 2026


Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura comentam campanha para Oscar de ‘O agente secreto’
O diretor Kleber Mendonça Filho e o elenco de “O agente secreto” celebrarem as indicações do filme ao Globo de Ouro 2026. O longa foi indicado nas categorias de Melhor Filme de Drama e Melhor Filme de Língua Não-Inglesa. Wagner Mora também concorre como Melhor Ator. O anúncio dos indicados foi feito na manhã desta segunda-feira (8).
“Obrigado pelas mensagens todas. O celular parece árvore de Natal. Num aeroporto”, escreveu Kleber no X.
Alice Carvalho também comentou: “Infelizmente vamos ter que estar cometendo um Globo de Ouro 2026”, escreveu Alice, que no filme interpreta Fátima Nascimento.
Thomás Aquino, intérprete de Valdemar, também celebrou: “Que fantástico”. A atriz Isabél Zuaa repostou uma mensagem que cita a frase “O Brasil que eu quero” ao falar sobre as indicações.
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Indicações de “O agente secreto” e Wagner Moura
“O agente secreto” foi indicado nas categorias de Melhor Filme de Drama e Melhor Filme de Língua Não-Inglesa no Globo de Ouro 2026.
Na categoria de Melhor Filme de Drama, ele concorre com:
“Frankenstein”
“Hamnet – A Vida Antes de Hamlet”
“Foi Apenas um Acidente”
“Valor Sentimental”
“Pecadores”
Na categoria de Melhor Filme de Língua Não-Inglesa, eçe concorre com:
“Foi Apenas um Acidente” (França)
“No Other Choice” (Coreia do sul)
“Sentimental Value” (Noruega)
“Sirāt” (Espanha)
“A Voz de Hind Rajab” (Tunisia)
Globo de Ouro: ‘O agente secreto’ é indicado nas categorias de Melhor Filme de Drama e Melhor Filme de Língua Não-Inglesa
LISTA COMPLETA: Os indicados ao Globo de Ouro 2026
Protagonista do longa, Wagner Moura também foi indicado na categoria de Melhor Ator. Nela, Wagner concorre com:
Joel Edgerton, “Train Dreams”
Oscar Isaac, “Frankenstein”
Dwayne Johnson, “The Smashing Machine”
Michael B. Jordan, “Sinners”
Jeremy Allen White, Springsteen: “Deliver Me From Nowhere”
‘O agente secreto’
Estrelado por Wagner Moura, “O agente secreto” é o representante brasileiro para tentar uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2026.
Ambientado nos anos 1970, o filme dirigido por Kleber Mendonça Filho conta a história de um professor universitário, interpretado por Wagner Moura, que volta para o Recife para reencontrar o filho caçula, apesar do risco que corre em plena ditadura militar.
Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura durante a filmagem de ‘O agente secreto’
Laura Castor/Divulgação
O longa é a grande esperança de uma segunda estatueta do Oscar seguida para o país. Desde o lançamento, o filme vem sendo premiado em diversos festivais.
Outros prêmios de ‘O agente secreto’
Neste domingo (7), o filme ficou em 2º lugar em Melhor Filme no prêmio de críticos de Los Angeles. Para especialistas, o feito indica que o filme tem chances de levar uma indicação ao Oscar de Melhor Filme. Nas previsões do Oscar da revista “Variety”, o brasileiro figura entre os possíveis indicados.
Ítalo Martins, Robério Diógenes, Wagner Moura e Igor de Araújo em cena de ‘O agente secreto’
Divulgação
Na semana passada, “O agente secreto” levou o prêmio de Melhor Filme Internacional pelo New York Film Critics Circle Awards (NYFCC, prêmio do Círculo de Críticos de Nova York).
Wagner Moura também venceu como Melhor Ator na premiação. Em maio, o filme levou o Prêmio da Crítica no Festival de Cannes.
TUDO SOBRE ‘O AGENTE SECRETO’:
G1 JÁ VIU: ‘O agente secreto’ debate relação do Brasil com a própria história
ENTREVISTA AO G1: Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura falam de campanha
FANTÁSTICO: Wagner Moura relembra carreira dos palcos a Cannes
TÂNIA MARIA: Por que artesã de 78 anos é um dos destaques do filme
CURIOSIDADE: A inusitada origem do orelhão, ‘estrela’ em ‘O Agente Secreto’
BILHETERIAS: Filme estreou na liderança com 273 mil pessoas nos cinemas

Fonte: G1 Entretenimento

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Após anúncio da Netflix, Paramount oferece US$ 108 bilhões pela Warner Bros. Discovery

Netflix fecha acordo para compra da Warner Bros. Discovery por US$ 72 bilhões
A Paramount apresentou uma “oferta hostil” para comprar a Warner Bros. Discovery nesta segunda-feira (8), oferecendo US$ 108 bilhões na tentativa de adquirir a gigante do entretenimento. A oferta é maior que a da Netflix, que anunciou a aquisição por US$ 72 bilhões, e portanto pode atrapalhar o acordo.
🔎 Uma oferta hostil é uma tentativa de aquisição em que uma empresa tenta comprar outra sem o apoio da diretoria ou do conselho da empresa que está sendo alvo. Em vez de negociar “amigavelmente” com os executivos, quem faz a oferta vai direto aos acionistas, normalmente oferecendo um valor atrativo pelas ações para tentar assumir o controle.
Paramount, Netflix e Comcast passaram semanas em uma guerra de lances pela aquisição da empresa. Segundo a Reuters, a oferta vitoriosa da Netflix, avaliada em US$ 82,7 bilhões (incluindo dívidas e com uma multa rescisória de US$ 5,8 bilhões) provavelmente enfrentará forte “escrutínio antitruste”.
A Paramount tem apresentado várias ofertas desde setembro, mas essas propostas sofreram rejeições. Agora, a empresa oferece comprar a Warner por 30 dólares por ação, em comparação com a Netflix, que apresentou uma oferta de 28 dólares por ação.
O estúdio continua sendo um dos principais de Hollywood, mas seu desempenho nas bilheterias tem sido irregular, com vitórias ocasionais em franquias. A Paramount enviou uma carta à Warner Bros, questionando o processo de venda e alegando que a empresa abandonou um processo de licitação justo e predeterminou a Netflix como vencedora.

Fonte: G1 Entretenimento

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Paramount faz oferta hostil de US$ 108,4 bilhões pela Warner Bros Discovery


A Paramount Skydance lançou nesta segunda-feira uma oferta hostil no valor de US$108,4 bilhões pela Warner Bros Discovery, interferindo no acordo com a Netflix em um último esforço para criar uma potência de mídia que desafiaria o domínio da gigante do streaming.
Na sexta-feira, a gigante do streaming saiu vitoriosa de uma guerra de lances que durou semanas com a Paramount e a Comcast, garantindo um acordo de capital de US$72 bilhões para a TV, os estúdios de cinema e os ativos de streaming da Warner Bros Discovery.
A oferta, que vale US$82,7 bilhões, incluindo dívidas, e vem com uma multa por rescisão de US$5,8 bilhões da Netflix, provavelmente enfrentará um forte escrutínio dos órgãos de defesa da concorrência.
A Paramount apresentou várias ofertas a partir de setembro para criar uma potência do entretenimento capaz de desafiar a Netflix e gigantes da tecnologia, como a Apple, que se expandiram para a mídia, mas todas elas foram rejeitadas.
Ela se ofereceu para comprar toda a empresa por US$30 por ação, em comparação com a oferta de quase US$28 por ação da Netflix.
A Paramount continua sendo um dos principais estúdios de Hollywood, mas seu histórico de bilheteria tem sido irregular, com vitórias ocasionais em franquias compensadas por períodos em que sua lista de filmes ficou atrás da Disney, Universal e Warner Bros em participação de mercado nos Estados Unidos.
Ela enviou uma carta à Warner Bros, questionando o processo de venda e alegando que a empresa abandonou um processo de licitação justo e predeterminou a Netflix como vencedora.
Logotipo da Warner Bros. no Festival Internacional de Criatividade Cannes Lions em Cannes
REUTERS/Eric Gaillard/Foto de Arquivo

Fonte: G1 Entretenimento

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Wagner Moura é indicado ao Globo de Ouro 2026


Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura comentam campanha para Oscar de ‘O agente secreto’
Wagner Moura foi indicado ao Globo de Ouro 2026 na categoria melhor ator de filme (drama) por “Agente Secreto”. O anúncio aconteceu na manhã desta segunda-feira (8).
Veja os concorrentes de Wagner Moura nessa categoria:
Joel Edgerton, “Train Dreams”
Oscar Isaac, “Frankenstein”
Dwayne Johnson, “The Smashing Machine”
Michael B. Jordan, “Sinners”
Jeremy Allen White, Springsteen: “Deliver Me From Nowhere”
Filme O Agente Secreto é estrelado por Wagner Moura
Victor Jucá/Divulgação
“O agente secreto” também foi indicado nas categorias de Melhor Filme de Drama e Melhor Filme de Língua Não-Inglesa.
Ambientado nos anos 1970, “O agente secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, conta a história de um professor universitário, interpretado por Wagner Moura, que volta para o Recife para reencontrar o filho caçula, apesar do risco que corre em plena ditadura militar.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘O agente secreto’ é indicado ao Globo de Ouro 2026


Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura comentam campanha para Oscar de ‘O agente secreto’
“O agente secreto” foi indicado na categoria de Melhor Filme de Língua Não-Inglesa no Globo de Ouro 2026. A lista com todos os indicados ao prêmio foi divulgada na manhã desta segunda-feira (8).
O longa concorre com:
“It Was Just An Accident” (França)
“No Other Choice” (Coreia do sul)
“Sentimental Value” (Noruega)
“Sirāt” (Espanha)
“A Voz de Hind Rajab” (Tunisia)
No ano passado, “Ainda estou aqui” foi indicado na mesma categoria, mas não levou. O prêmio ficou para o francês “Emilia Perez”.
VEJA LISTA COMPLETA DE INDICADOS AO GLOBO DE OURO 2026
Estrelado por Wagner Moura, “O agente secreto” é o representante brasileiro para tentar uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2026.
Ambientado nos anos 1970, o filme dirigido por Kleber Mendonça Filho conta a história de um professor universitário, interpretado por Wagner Moura, que volta para o Recife para reencontrar o filho caçula, apesar do risco que corre em plena ditadura militar.
O longa é a grande esperança de uma segunda estatueta do Oscar seguida para o país. Desde o lançamento, o filme vem sendo premiado em diversos festivais.
Neste domingo (7), o filme ficou em 2º lugar em Melhor Filme no prêmio de críticos de Los Angeles. Para especialistas, o feito indica que o filme tem chances de levar uma indicação ao Oscar de Melhor Filme. Nas previsões do Oscar da revista “Variety”, o brasileiro figura entre os possíveis indicados.
Na semana passada, “O agente secreto” levou o prêmio de Melhor Filme Internacional pelo New York Film Critics Circle Awards (NYFCC, prêmio do Círculo de Críticos de Nova York). Wagner Moura também venceu como Melhor Ator na premiação. Em maio, o filme levou o Prêmio da Crítica no Festival de Cannes.
Leia mais:
‘O agente secreto’ debate relação do Brasil com a própria história recente com humor e charme
‘O agente secreto’ inicia campanha ao Oscar com Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura: ‘Acho do c…’
Filme O Agente Secreto é estrelado por Wagner Moura
Victor Jucá/Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Globo de Ouro 2026 anuncia indicados; veja lista


Preparativos para o Globo de Ouro 2025
Jordan Strauss/Invision/AP
O Globo de Ouro 2026 anuncia seus indicados nesta segunda-feira (8). A 83ª edição do evento acontece no dia 11 de janeiro e será apresentada por Nikki Glaser. A cerimônia premia os melhores do cinema e da TV.
‘O Agente Secreto’ é indicado a Melhor Filme em Língua Não-Inglesa
Essa matéria está sendo atualizada em tempo real.
Veja a lista de categorias anunciadas:
Melhor roteiro em filme
Paul Thomas Anderson, “Uma Batalha Após a Outra”
Ronald Bronstein & Josh Safdie, “Marty Supreme”
Ryan Coogler, “Sinners”
Jafar Panahi, “Foi Apenas um Acidente”
Eskil Vogt & Joachim Trier, “Valor Sentimental”
Chloé Zhao & Maggie O’Farrell, “Hamnet”
Melhor filme em língua não-inglesa
“O Agente Secreto”
“Um Valor Sentimental”
“Foi Apenas um Acidente”
“No Other Choice”
“Sirat”
“A Voz de Hind Rajab”
Assista ao trailer de ‘O Agente Secreto’
Melhor música para filme
“Dream as One”, “Avatar, Fire and Ash”
“Golden”, “K-Pop Demon Hunters”
“I Lied to You”, “Sinners”
“No Place Like Home”, “Wicked: For Good”
“The Girl In The Bubble”, “Wicked: For Good”
“Train Dreams”, “Train Dreams”
Melhor ator coadjuvante em filme
Benicio del Toro, “Uma Batalha Após a Outra”
Jacob Elordi, “Frankenstein”
Paul Mescal, “Hamnet”
Sean Penn, “Uma Batalha Após a Outra”
Adam Sandler, “Jay Kelly”
Stellan Skarsgard, “Um Valor Sentimental”
Melhor ator em TV – drama
Kathy Bates, “Matlock”
Britt Lower, “Severance”
Helen Mirren, “MobLand”
Bella Ramsey, “The Last of Us”
Keri Russell, “The Diplomat”
Rhea Seehorn, “Pluribus”
Melhor ator em TV – musical ou comédia
Adam Brody, “Ninguém Quer”
Steve Martin, “Only Murders in the Building”
Glen Powell, “Chad Powers”
Seth Rogen, “O Estúdio”
Martin Short, “Only Murders in the Building”
Jeremy Allen White, “The Bear”
Melhor ator coadjuvante em TV
Owen Cooper, “Adolescence”
Billy Crudup, “The Morning Show”
Walton Goggins, “The White Lotus”
Jason Isaacs, “The White Lotus”
Tramell Tillman, “Severance”
Ashley Walters, “Adolescence”
Melhor atriz coadjuvante em TV
Carrie Coon, “The White Lotus”
Erin Doherty, “Adolescence”
Hannah Einbinder, “Hacks”
Catherine O’Hara, “The Studio”
Parker Posey, “The White Lotus”
Aimee Lou Wood, “The White Lotus”
Melhor série limitada, antologia ou filme de TV
“Adolescência”
“All Her Fault”
“The Beast In Me”
“Black Mirror”
“Dying for sex”
“The Girlfriend”
Melhor ator em série de televisão dramática
Sterling K. Brown, “Paradise”
Diego Luna, “Andor”
Gary Oldman, “Slow Horses”
Mark Ruffalo, “Task: Unidade Especial”
Adam Scott, “Severance”
Noah Wyle, “The Pitt”

Fonte: G1 Entretenimento

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‘O Agente Secreto’ fica em 2º lugar em Melhor Filme no prêmio de críticos de Los Angeles


Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura durante a filmagem de ‘O agente secreto’
Laura Castor/Divulgação
“O Agente Secreto” ficou em segundo lugar na categoria de Melhor Filme no prêmio da Associação de Críticos de Los Angeles (Los Angeles Film Critics Association), perdendo para “Uma Batalha Após a Outra”. O anúncio dos vencedores foi feito neste domingo (7).
Para especialistas, o feito indica que o filme tem chances de levar uma indicação ao Oscar de Melhor Filme. Nas previsões do Oscar da revista “Variety”, o brasileiro figura entre os possíveis indicados.
O filme de Kleber Mendonça Filho também levou o prêmio de Melhor Filme em Língua Não-Inglesa. Já Wagner Moura empatou com Timothée Chalamet (“Marty Supreme”) no segundo lugar em Melhor Atuação. No prêmio de Los Angeles, essa categoria não é dividida entre ator e atriz.
Maju Coutinho entrevista Wagner Moura, estrela do filme ‘O Agente Secreto’

Fonte: G1 Entretenimento

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Alaíde Costa festeja 90 anos em cena, com coerência e integridade artística, e ainda em tempo de reparação histórica


Alaíde Costa festeja os 90 anos no palco do Teatro Rival Petrobras, em show apresentado no Rio de Janeiro (RJ) na noite de 5 de dezembro
Rodrigo Goffredo
♫ OPINIÃO SOBRE SHOW
Título: Tudo que o tempo me deixou
Artista: Alaíde Costa com o pianista Gilson Peranzzetta
Data e local: 5 de dezembro de 2025 no Teatro Rival Petrobras (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ Alaíde Costa chega hoje aos 90 anos em cena e em tempo de reparação histórica iniciada há três anos a partir da edição do álbum O que meus calos dizem sobre mim (2022). Mesmo assim, ainda paira no ar a sensação de que o Brasil deve muito a essa cantora carioca nascida em 8 de dezembro de 1935 com o nome de Alaíde Costa Silveira Mondin Gomide.
Do contrário, os ingressos logo teriam se esgotado para o show com que a artista celebrou os 90 anos na cidade natal do Rio de Janeiro (RJ), reapresentando no Teatro Rival Petrobras na noite de sexta-feira, 5 de dezembro, o show Tudo que o tempo me deixou com o pianista Gilson Peranzzetta.
Do contrário, a imprensa musical estaria saudando a cantora com mais ênfase pelos 90 anos e pelas sete décadas de disco. Sim, Alaíde Costa iniciou a carreira fonográfica com single editado em 1956. Em 2026, ano em que a cantora gravará o terceiro disco da trilogia idealizada por Marcus Preto com Emicida, a data será redonda.
Para além das efemérides, o que vale comemorar é a coerência e a integridade de Alaíde Costa na condução da carreira. De 1956 a 2025, o canto da artista permaneceu imaculado, imune aos vícios do mercado, às músicas de baixo quilate melódico, harmônico e poético. Alaíde Costa não facilita e é isso que a torna uma artista ainda mais fascinante.
No show com Gilson Peranzzetta, a cantora rebobinou o repertório do álbum Tudo que o tempo me deixou, lançado em 2005 pela gravadora Lua Music, com o requinte de se apresentar com o mesmo visual da capa do disco. Longe de abarcar sucessos, esse repertório é povoado por músicas requintadas de difícil absorção popular, casos de Ana Luiza (Antonio Carlos Jobim, 1973), Estranha saudade (Cristovão Bastos e Hermínio Bello de Carvalho, 1995) e Meu sonho (2025), parceria de Alaíde com o igualmente íntegro Johnny Alf (1929 – 2010).
Essa é Alaíde Costa, cantora para poucos que, desde os anos 2000, conta com o suporte do produtor e empresário Thiago Marques Luiz para seguir em cena soltando a voz para esse público pequeno e antenado que a acolhe e a aplaude nos shows.
Na plateia do Teatro Rival, esse público se deleitou com interpretações lapidares, feitas com alma e voz, de Minha Nossa Senhora (Fátima Guedes, 1995), Solidão (Dolores Duran, 1958) e Voz de mulher (Sueli Costa e Abel Silva, 1984) – pontos altos de apresentação marcada pelo entra-e-sai de convidados.
Alaíde protagonizou duetos com gente que comunga dos mesmo ideais artísticos e que paga preço por isso. Gente como o cantor Vidal Assis – com quem a cantora interpretou Eu te amo (Antonio Carlos Jobim e Chico Buarque, 1980) com certa insegurança lendo a letra da canção – e o pianista Antonio Adolfo, com quem Alaíde refez o dueto no reflexivo e magoado samba-canção Errei, sim (Ataulfo Alves), feat eternizado no álbum Uma estrela para Dalva (2025), lançado em maio.
Os encontros com as cantoras Áurea Martins e Eliana Pittman em Eu e a brisa (Johnny Alf, 1967) e no samba Me deixa em paz (Monsueto Menezes e Aírton Amorim, 1952), respectivamente, ratificaram a ideologia musical de Alaíde Costa, cujos calos adquiridos na longa estrada dizem muito sobre a artista.
Chegar aos 90 anos em cena, com total integridade artística, é algo raro para uma cantora, no Brasil e em qualquer país do mundo. Alaíde Costa cruza hoje essa fronteira com dignidade que merece ser aplaudida de pé.
Alaide Costa refaz o show ‘Tudo que o tempo me deixou’ com o pianista Gilson Peranzzetta no Teatro Rival Petrobras
Rodrigo Goffredo

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Feliz em ver pessoas torcendo por artista como se torce por jogador de futebol’, diz Denise Fraga


Antes de fazer uma viagem sem data de volta, Ana Catarina (Denise Fraga) decide reencontrar pessoas que lhe deram alguns livros ao longo da vida e escreveram dedicatórias neles. Com essa premissa, o filme “Livros Restantes” resgata e encerra histórias vividas pela personagem, que vai iniciar uma nova jornada de vida em outro país.
O filme, que tem estreia nacional prevista para 11 de dezembro e traz a literatura como um lugar de memória, também levanta o desejo de revisitar amigos e conversas, sejam elas confortáveis ou não.
Ao g1, Denise Fraga revelou com quem gostaria de ter um reencontro para uma dessas conversas, se fosse possível.
“Se eu tivesse que encontrar de novo alguém com que eu não falei, e que eu teria coragem de perguntar coisas hoje, seria meu pai. Depois que ele morreu, fiquei pensando muitas coisas sobre ele. Queria, hoje, ter uma conversa franca com ele, sabe? De entender coisas dele, mais do que eu tentei entender na época”, afirmou a atriz.
Denise Fraga em “Livros Restantes”
Divulgação
Ela ainda relembrou a cerimônia de homenagens que incentivou durante o velório de sua mãe, no início de 2025. Na ocasião, os presentes se reuniram para relembrar histórias com e sobre Wilma Fraga.
Com roteiro de Marcia Paraiso, “Livros Restantes” é uma coprodução Brasil–Portugal. No país europeu, Denise aproveitou para ser uma “outra Denise”, uma outra pessoa que ninguém reconhece — assim como propõe sua personagem logo no início da obra.
“Ninguém sabia exatamente onde eu estava. Tem uma um fascínio qualquer nesse seu ponto isolado transitando no mundo”, analisou a atriz.
Denise, que também está em cartaz com o filme “Sonhar com Leões”, ainda deu dicas de leituras e celebrou o atual cenário do cinema nacional:
“Fiquei feliz quando eu vi as pessoas torcendo por uma artista como se torce por jogador de futebol.”
Veja trechos da entrevista com Denise Fraga ao g1:
g1 – Logo no início do filme, sua personagem cita que está indo para um lugar onde ninguém a conhece, onde poderá ter uma identidade secreta. Você já teve essa vontade de ir para algum lugar onde ninguém te reconhecesse, ter uma vida nova, uma identidade secreta?
Denise Fraga – Eu acho que todo mundo tem um pouco essa vontade de pensar o que seria se não tivesse sido. Esses múltiplos ‘eus’ que a gente pode ser, eu acho que todo mundo tem. Eu já tive.
É que eu gosto muito da minha vida. Então eu fico mais assim… Mas de vez em quando, dá vontade de tentar entender o que é que seria você se não fosse você. Essas múltiplas possibilidades de Denise.
Eu acho que também eu tenho um caso de amor com a minha profissão muito grande, com o meu ofício. Encontrei na vida uma coisa que eu adoro fazer, consegui pagar minhas contas com isso. E isso é realmente uma receita de felicidade, porque eu adoro fazer o que eu faço quase que obcecadamente.
Então eu nunca quis não ser atriz ou ser diferente disso. Mas muitas vezes você fica pensando principalmente por ser atriz, nessas outras vidas que você poderia viver não só na profissão, como a gente já vive um pouco emprestado.
Eu fui para Portugal, fiz dois filmes lá, e tive uma espécie de outra Denise. Até quando o roteiro da Ana chegou para mim, eu falei: “Que maluco chegar nessa hora que eu tô aqui, nesse apartamento em Portugal, morando sozinha”. Ninguém sabia exatamente onde eu estava. Tem uma um fascínio qualquer nesse seu ponto isolado transitando no mundo.
Denise Fraga em “Livros Restantes”
Divulgação
g1 – O filme, além de falar sobre essa mudança na vida, mostra a importância de se falar as coisas, do desabafo. Você é como a atual Ana Catarina, que expõe os sentimentos? Ou você engole muito sapo?
Denise – Eu acho que a gente vai envelhecendo, e a gente vai ficando com mais coragem, né? Pelo menos comigo e umas amigas com quem eu divido coisas.
Eu era muito tímida, inacreditavelmente. Hoje, eu falar que eu era tímida parece um “tipo”, porque eu sou muito tagarela. Acho que a própria profissão me deu segurança de falar.
Sempre pensei muito, tive muita conversa interna. Mas eu era muito calada na infância, adolescência, até no início da carreira. Eu me lembro que uma vez um ator do Grupo Tapa me perguntou assim: “Você é calada mesmo ou você tá pensando um monte de coisa que você não fala?”.
A maioria dos calados está pensando em muita coisa que não fala. A gente não para de pensar. Hoje eu sou uma tagarela. Mas eu acho que eu aprendi a falar com afeto sobre coisas que eu não falava.
Eu faço terapia e fiz muitas horas da minha vida. Eu acho que fazer terapia devia ser um direito de todos. Então eu acho que eu aprendi, sim, a falar com mais afeto, ser mais assertiva.
A Ana Catarina está fazendo meio que um inventário de si. Ela resolve fazer esses encontros, e até algumas pessoas rejeitam essa conversa. As pessoas não querem conversar. É muito louco. As pessoas tão topando uma cegueira, até com medo de tocar em assuntos.
Eu gosto muito de fazer sessão comentada, no teatro a gente faz com regularidade. Você se irmana ali com a plateia nos pontos de conexão que aquela obra pode ter te trazido. E eu acho que o teatro, o cinema, a literatura, são muito terapêuticos. Eu acredito na evolução humana através da arte.
g1 – No filme, sua personagem revisita pessoas que fizeram parte da história dela. Você, Denise, gostaria de revisitar alguém? Voltar a falar com alguém que você não vê mais ou até que já partiu, para que pudesse conversar e entender algo que ficou lá atrás?
Denise – Ai, a gente falando de terapia, e ela vai arrumar o divã agora, né? (risos) Mas que boa pergunta.
A Márcia Paraíso é muito incrível. Olha o roteiro que ela escreveu. Olha que premissa maravilhosa. E aí eu fiquei pensando, por que que a gente não faz isso?
A gente deixa isso para aquela hora que todo mundo se encontra no velório de alguém e todo mundo fica falando daquela pessoa. E vira aquele mosaico coletivo.
Inclusive, eu acho que é uma coisa que a gente devia aprender a cerimonializar nos velórios. Eu fiz isso no enterro da minha mãe. E eu me lembro que até meu irmão olhou para mim assim: “Você vai mesmo fazer isso?”. Mas ele mesmo começou a falar. Depois, a minha prima falou, eu falei dela. Acho que a gente cerimonializa pouco a vida, a gente faz pouco rituais criativos da própria vida. E deixa isso pro velório, quando acontece, ou um discurso de aniversário.
Eu acho que se eu tivesse que encontrar de novo alguém que eu não falei, que eu teria coragem de perguntar coisas hoje, seria meu pai.
Porque, depois que meu pai se separou da minha mãe, entendi muito mais dele. E depois que ele morreu, eu fiquei pensando muitas coisas sobre ele. E também terapia e tudo mais… Mas eu queria hoje ter uma conversa franca com ele, sabe? De entender coisas dele, mais do que eu tentei entender na época.
g1 – Depois de ver o filme, estava lendo o release e, lá, cita que o “Livros Restantes” mostra uma mulher de 50 anos que deixa de ser vista pela sociedade. Em algum momento da sua vida, você sentiu isso? Seja na falta de oportunidade profissional, seja nos olhares, nas ruas e até de respeito?
Denise – Eu nunca senti isso. Assim, na verdade, eu não me sinto velha. Isso é um perigo até…
Eu não me sinto velha, é muito louco, porque eu tenho 61 anos e eu tenho uma juventude comigo.
Denise Fraga em “Livros Restantes”
Divulgação
Eu vejo que eu tô velha quando eu vejo que meu filho tá meio gordo, fumando. Agora graças a Deus não fuma mais, mas quando você tem um filho que engordou e fuma, você fala assim: “Eu tô velha”.
Mas eu acho que eu senti talvez isso na maternidade. Hoje é uma geração muito diferente nessa coisa de escutar o pai como sábio.
Uma hora, tudo o que a gente fala, nossos filhos começam a questionar muito. É natural. Eu também fazia isso com a minha mãe, mas talvez eu não deixasse a minha mãe perceber tanto que a opinião dela não me interessava mais.
Mas isso é uma coisa recorrente que as pessoas falam. Eu acho até que isso tá mudando muito. Inclusive, uma coisa que a gente tem o costume de fala é: “Ah, é raro, é ter um protagonista 50 mais”. É.
Quando você vai ficando mais velha, você vai fazer a mãe, você vai fazer depois a avó. Você não é mais o herói da história, o personagem protagonista. E alguma coisa aconteceu, que, esse ano, é o segundo filme que eu lanço em que sou protagonista. E estou com convite para o ano que vem de três filmes para ser protagonista.
As pessoas me perguntam se isso é uma coisa dos diretores querendo afirmar o protagonismo feminino. É também. Mas eu acho que as mulheres estão mais protagonistas da vida, das suas vidas, e isso acaba no cinema.
Hoje uma mulher de 60, ela tá aí cuidando da vida, até mudando, recomeçando a vida, morando sozinha, saindo, indo para balada.
g1 – A gente está acompanhando as conquistas de “Ainda estou aqui”, de “Agente Secreto”… Como que você está vendo esse cenário atual de filmes nacionais?
Denise – É, muito bonito, né? Eu fiquei tão feliz esse ano quando eu vi as pessoas torcendo por uma artista, a Nanda, Fernanda Torres, e pelo Waltinho, Walter Sales, como se torce por jogador de futebol. Que coisa maravilhosa.
E eu sinto que tem um duplo valor no que aconteceu com “Ainda Estou Aqui”, porque não era um filme qualquer. Era um filme que conta a história que o Brasil não contou para si mesmo e que nos foi sequestrada. Tiraram de nós essa possibilidade na escola, e a gente teve que saber por nós mesmos o que é que tinha acontecido na ditadura militar no Brasil.
O cinema é o maior veículo de uma nação. Os Estados Unidos perceberam isso muito cedo e fizeram do seu cinema a sua arma de poder no mundo.
Todo mundo está de olho no Brasil agora. O Brasil está para o mundo. Eu acho muito impressionante o talento que a gente tem para o cinema. Em como é uma potência, que todas as vezes que tentaram abafar e aplacar, assim que ele é de novo incentivado — e ele precisa ser incentivado –, ele floresce.
E por que que precisa ser incentivado? Eu falo para todo mundo para ver “Livros Restantes” na primeira semana, porque a gente não tem dinheiro pro lançamento, como [os filmes americanos] têm.
O blockbuster entra nas salas, e a gente vai ficando com a sobra. Temos a cota de tela agora que foi conseguida a duras penas.
Mas eu clamo para as pessoas: coloque a cota de tela de cinema nacional em você. Veja Quantos filmes nacionais você viu no mês. Se você gosta de ao cinema. Prioriza um.
Denise Fraga em “Livros Restantes”
Divulgação
g1 – Aproveitando o tema do filme, o que você está lendo atualmente?
Denise Fraga – Eu tô lendo a Annie Ernaux, porque a Annie Ernaux é um vício. Eu tô até com raiva dela. (risos) Porque ela escreve aquela escrita seca, né? Eu tô lendo um livro muito bonito dela, que é “O uso da foto”. É um livro em que ela teve um caso amoroso. Eles fotografavam as roupas pelo chão e combinaram depois de escrever, cada um, o que foi para eles aquela noite. É muito bonito.
Eu fico atualmente entre leituras que eu chamo de funcionais, que são leituras que ajudam a gente a viver nesse mundo caótico.
A gente ler Sidarta Ribeiro, Krenak, “A queda do céu”, do Kopenawa, a gente precisa urgentemente tentar entender por outra ótica, para a gente conseguir viver nesse caos e quase barbárie que o mundo anda.
E eu acho que você também tem que alternar e ler poesia. Ter o código poético em dia. Então, a Wisława Szymborska é uma poetisa que eu tô muito ligada ultimamente. Sempre Drummond me ensina. Tem que ler Valter Hugo Mãe, Mia Couto, Conceição Evaristo, Djamila Ribeiro.
Põe lá meia horinha antes de dormir, se obrigue a ler quatro páginas que seja, antes de cair no sono, sai do celular.
Separa 15 minutos por dia, que seja, para você conseguir se nutrir e ter palavras para as suas angústias, porque senão você fica muito sozinho.

Fonte: G1 Entretenimento