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Fotógrafo Martin Parr morre aos 73 anos

O fotógrafo britânico Martin Parr, famoso por suas fotos que retratavam com humor o cotidiano de seus compatriotas, morreu no sábado aos 73 anos, anunciou sua fundação neste domingo (7) em um comunicado.
“É com grande tristeza que anunciamos que Martin Parr (1952-2025) faleceu ontem em sua casa em Bristol”, informou a fundação, simultaneamente à Magnum Photos, agência para a qual o fotógrafo trabalhou por muitos anos.
Parr alcançou a fama com uma estética muito reconhecida de primeiros planos, cores saturadas e um toque britânico marcante.
Seus temas preferidos, como o turismo de massa e o consumismo, lhe deram projeção além do mundo dos aficionados pela fotografia.
Sua obra, de caráter quase documental e às vezes tachada de “kitsch”, lhe rendeu tantos admiradores quanto detratores.
Nascido em Surrey em 23 de maio de 1952, foi iniciado na fotografia por seu avô, um apaixonado pelo meio.
Em meados da década de 1980, ficou conhecido com a série “Last Resort”, dedicada aos turistas de classe média em Brighton. Estas imagens marcaram o rumo de seu trabalho posterior, com o uso do flash mesmo em ambientes externos.
Após uma carreira repleta de obstáculos, tornou-se membro da agência Magnum em 1994, apesar da rejeição inicial de Henri Cartier-Bresson. Mais tarde, dirigiu a agência entre 2013 e 2017.Esta notícia está em atualização.

Fonte: G1 Entretenimento

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Livro sobre 85 álbuns brasileiros de 1985 mapeia a trilha sonora do ano em que o Brasil acordou pro dia nascer feliz


Capa do livro ‘1985 – O ano que repaginou a música brasileira’, organizado por Célio Albuquerque
Divulgação
♫ PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR
♬ Percebi que cometi erro quando recebi o livro 1985 – O ano que repaginou a música brasileira e comecei a folhear o terceiro título da trilogia iniciada com o livro 1973 – O ano que reinventou a MPB (2014) e expandida com 1979 – O ano que ressignificou a MPB (2022), calhamaço apelidado de “gigante amarelo” pela grossura e pela cor da capa desse segundo livro.
Sim, cometi erro de avaliação quando o organizador da série, Célio Albuquerque, me revelou que o terceiro título teria como foco o ano fonográfico de 1985. De imediato, contestei a escolha e cheguei a sugerir que o ano abordado fosse qualquer outro dos anos 1980.
Pelo fato de Caetano Veloso, Chico Buarque e Maria Bethânia não terem lançado álbuns de carreira com músicas inéditas naquele ano de 1985, argumentei que o ano não tinha sido bom para a MPB. Pois bastou percorrer as 512 páginas do livro editado pela Garota FM Books para eu me dar conta de que essa impressão estava equivocada – e não somente pelo fato de que Chico Buarque apresentou em discos as trilhas sonoras do musical de teatro O corsário do rei (composta com Edu Lobo) e do filme Malandro.
Ano da redemocratização do Brasil, com o fim oficial da ditadura militar instaurada em 1964, 1985 foi o ano que o Brasil acordou pro dia nascer feliz e isso se refletiu na diversidade da produção fonográfica. Já em janeiro o primeiro e histórico festival Rock in Rio espalhou os ventos da democracia, impulsionando o mercado de pop rock que se abrira no verão de 1982.
Sob o signo da esperança, a MPB, o pop nacional e o samba geraram grandes álbuns. Como foi boa e farta a safra fonográfica brasileira de 1985! O livro documenta essa fartura em textos escritos por artistas, jornalistas e pesquisadores.
De início, Célio Albuquerque me propôs escrever sobre o álbum Cristal, de Simone. Recusei, pois Cristal não figura entre meus álbuns preferidos da Cigarra, embora tenha ouvido muito Você é real na época do lançamento, pois o disco foi promovido nas FMs com essa balada de Piska (1951 – 2011) letrada por Fausto Nilo. Fiz bem em recusar o álbum de Simone, pois o texto sobre Cristal foi parar em ótimas mãos: as de Ana Costa, autora de palavras amorosas e elucidativas sobre o disco e sobre a relação entre as artistas.
Sugeri que a parte que me caberia no latifúndio fonográfico de 1985 fosse Bem-bom, o álbum mais bem-sucedido (sob o prisma comercial) da discografia de Gal Costa (1945 – 2022), cantora que atravessa a minha vida com a mesma intensidade de Bethânia. Sugestão aceita após alguns dias.
Mas o foco desse texto na primeira pessoa do singular não sou eu, mas o livro sobre os 85 discos de 1985 ( e outros 55 lembrados ao fim do livro em seção com verbetes escritos por Carlos Eduardo Lima, Célio Albuquerque e Ricardo Schott).
Houve acerto nas escolhas dos autores e álbuns. Compositora sobressalente nas rodas cariocas de samba, Manu da Cuíca discorre filosoficamente sobre Beth Carvalho (1946 – 2019) a partir do álbum Das bençãos que virão com os novos amanhãs, título menos conhecido da discografia de Beth.
Com a propriedade de quem viveu a mãe de Leci Brandão em musical de teatro, Veronica Bomfim contextualiza o álbum em que Leci apresentou o samba Zé do Caroço.
No geral, os textos dos jornalistas tendem a ser mais… jornalísticos e focados no disco em si. É o caso do texto de Lucas Vieira sobre o álbum Dia dorim noite neon, de Gilberto Gil, e da contextualização precisa feita por Osmar Marrom Martins sobre Mensageiro da alegria, álbum de Gerônimo, artista relevante na cena inicial da axé music – cena que irrompeu em Salvador (BA) justamente no ano de 1985 – e, lamentavelmente, pouco reverenciado fora da Bahia.
Já os artistas tendem a escrever em tom mais pessoal. E, por isso mesmo, é interessante ler as impressões de Guilherme Arantes sobre o álbum em que lançou o hit radiofônico Cheias de charme. Fátima Guedes e Leo Jaime também escrevem sobre os próprios discos, e é sempre bom saber o pensamento de um artista sobre um álbum analisado em perspectiva, 40 anos depois.
Ao falar de Clareando, álbum do pai Francis Hime, Joana Hime faz breve crônica biográfica do maestro com afeto, sem deixar de abordar o disco. Da mesma forma, o relato de Daniel sobre o álbum que lançou em dupla com João Paulo (1960 – 1997) resultou cheio de sentimento de quem vivenciou a história com o amigo já ausente.
Falar de uns e omitir outros seria injustiça que inevitavelmente cometo neste texto íntimo e pessoal. Até porque o livro alinha textos de colegas jornalistas como André Cananéa (autor do texto sobre o disco da conterrânea Elba Ramalho), Augusto Diniz (o álbum de Hermínio Bello de Carvalho), Chris Fuscaldo (o disco de Zé Ramalho), Hugo Sukman (o álbum de Nara Leão com Roberto Menescal), Kamille Viola (o disco de Martinho da Vila), Leandro Souto Maior (o álbum de Lulu Santos), Leonardo Bruno (o pau-de-sebo Raça brasileira), Leonardo Lichote (um álbum menos incensado de Erasmo Carlos), Ricardo Schott (o disco do Ira!) Silvio Essinger (autor do texto sobre o álbum Língua de Trapo) e Zeca Azevedo (o álbum então infalível de Roberto Carlos), entre outros nomes do jornalismo musical.
É com o conjunto dos textos que o livro 1985 – O ano que repaginou a música brasileira forma mosaico bem completo de alentado ano fonográfico.
Felizmente, o organizador Célio Albuquerque ignorou minha percepção equivocada e insistiu na ideia de radiografar a produção fonográfica brasileira de 1985, mapeando a trilha sonora de um Brasil que acordava pro dia nascer feliz com grandes discos e músicas.

Fonte: G1 Entretenimento

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A inusitada origem do orelhão, que virou ‘estrela’ em ‘O Agente Secreto’


Orelhão foi usado em diversas cenas do filme O Agente Secreto para ajudar a recriar o cenário da década de 1970
Divulgação
Um elemento comum a muitos brasileiros ajudou a recriar o cenário da década de 1970 do filme O Agente Secreto — indicado pelo Brasil para concorrer ao Oscar 2026 — e se tornou um dos símbolos da produção. Trata-se do orelhão, o telefone público que por décadas ocupou as ruas do país.
A imagem de Marcelo (interpretado por Wagner Moura) usando um orelhão passou a representar o filme pelo mundo e é hoje marca registrada da produção.
Essa icônica cabine telefônica em formato de ovo, que chegou a ter mais de 50 mil unidades espalhadas pelo país, foi projetada por uma arquiteta que nasceu na China, mas viveu a maior parte da vida no Brasil: Chu Ming Silveira.
Seu design fez tanto sucesso que outros países também decidiram adotá-lo.
Em entrevista ao podcast Witness History, da BBC World Service, Alan Chu, filho de Chu Ming, compartilhou lembranças de sua mãe e de seu legado, que se tornou símbolo do Brasil.
“Eu lembro se sentir orgulho dela, porque ela tinha projetado algo que estava em todo lugar nas ruas, como as cabines de telefone em Londres, que se tornaram um símbolo do país, o mesmo aconteceu no Brasil com os orelhões”, diz Alan, que é arquiteto e mora em Brasília.
“E é muito interessante porque normalmente a gente importa esse tipo de coisa, as ideias, os designs. Mas o orelhão é uma criação nacional, é uma invenção brasileira. É o símbolo da nossa criatividade e design.”
Em 2014, Pelé autografou a cabine de um Orelhão na Avenida Paulista como parte de uma campanha para companhia telefônica
AFP via Getty Images
Da China para o Brasil
Chu Ming Silveira nasceu em uma família rica na cidade de Xangai, na China, em 1941. Seu avô foi ministro do último imperador chinês, Puyi.
“Eles eram considerados uma família nobre e tinham costumes ocidentais, como jogar tênis e dirigir carros”, conta Alan.
Seu pai serviu no exército durante a Guerra Civil Chinesa, mas após a vitória comunista em 1949, Chu, na época com 7 anos, e o resto da família foram forçados a deixar o país.
Inicialmente, a família queria se mudar para os Estados Unidos, mas Alan conta que seu avô era fascinado pela ideia de ter uma fazenda no Brasil.
“Eu soube que meus avós escutaram falar sobre a Amazônia e ficaram interessados. E também tinha a questão da distância, eles queriam viver em algum lugar distante. Mas eu acho que foi mais por causa da Amazônia que eles vieram”.
Depois de três meses viajando em um navio, a família chegou ao Rio de Janeiro. Logo se mudaram para São Paulo, onde se juntaram a uma crescente comunidade chinesa e japonesa no bairro de Pinheiros.
Chu estudou arquitetura na universidade e não demorou para conseguir um emprego na companhia telefônica brasileira.
A origem do Orelhão
Foi durante o período em que Chu trabalhava na companhia telefônica, em 1971, que ela criou um projeto que mudaria para sempre a comunicação no Brasil.
Alan lembra que, naquela época, não havia telefones públicos no Brasil. “Eles ficavam dentro das farmácias ou dos postos de gasolina e não tinha uma cabine para proteger o telefone.”
Antes de Chu aparecer, poucas famílias brasileiras tinham condições de comprar um telefone.
Tentativas anteriores de construir telefones públicos tinham causado problemas enormes. Cabines grandes foram vandalizadas, eram caras de se fazer e tomavam muito espaço.
Então, o trabalho de Chu foi encontrar uma solução barata, resistente a danos e visualmente agradável. E foi assim que surgiu o Orelhão.
“Nós tínhamos um na nossa casa. Era o protótipo, o primeiro. Ele era branco e ficava no nosso jardim”, lembra Alan.
O Brasil chegou a ter mais de 50 mil orelhões espalhados pelas cidades
AFP via Getty Images
Quando foi lançado, a cabine tinha outros nomes como Chu I e Tulipa. Mas foi por Orelhão que o telefone ficou conhecido pelo público.
Ele era leve e bonito visualmente, fornecia abrigo para o calor do Brasil e, mais importante: tinha o formato de um ovo.
“Foi algo inovador nesse sentido, porque era um projeto nacional. Foi projetado para o nosso país, para o nosso clima”, diz Alan.
O formato foi escolhido por causa da qualidade acústica. A ideia do design era que o ruído que entrasse na cabine fosse refletido para um ponto fora dela.
Isso protegia as pessoas do barulho e ajudava a fazer uma ligação sem muito ruído.
O orelhão foi um grande sucesso e mais de 50 mil foram construídos nas principais cidades do Brasil.
O sucesso foi tanto que adaptações do projeto foram instaladas em países ao redor do mundo, incluindo Peru, Colômbia, Paraguai, Angola, Moçambique e até mesmo na China.
Para Alan, o fato de ser algo incomum, chamava atenção das pessoas.
“Acho que há um componente de humor no objeto. É criativo, diferente.”
Reconhecimento
Pouco tempo depois, Chun deixou a companhia telefônica e foi trabalhar no setor imobiliário.
Mas foi só após a sua morte, em 1997, que as pessoas começaram a reconhecer seu trabalho.
E isso se deve, em grande parte, ao marido de Chu, Clóvis, que lançou um site com o nome dela.
“Percebemos que seria importante, no início dessa revolução da informação, organizar tudo isso para que se espalhasse da maneira certa, organizar documentos, fotografias e informações”, afirma Alan.
Em 2017, graças ao trabalho de Clóvis para promover o design de Chu, o Google fez uma homenagem a ela criando um doodle.
Alan diz que se sentiu honrado ao ver o desenho da mãe na página inicial do buscador.
Hoje, os orelhões já não são mais usados no Brasil, devido ao surgimento dos celulares. Mas eles permanecem como um símbolo da criatividade e inovação brasileira.
“Era muito comum para nós, para minha geração, um objeto natural na cidade porque não havia celulares. A gente usava muito. É parte da nossa memória.”
Na história do design brasileiro, Chu Ming tem seu lugar porque o orelhão foi algo muito único e importante.
Além disso, o fato de ser uma mulher à frente desse design, em uma época que eram poucas arquitetas, também é algo relevante para a história.

Fonte: G1 Entretenimento

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Cinco casas de vidro, ‘banco de reservas’, veteranos e outras novidades: tudo o que já se sabe sobre o BBB 26


Tudo o que já se sabe sobre o BBB 26
O Big Brother Brasil 26 já tem data marcada para começar. A nova temporada do reality promete várias novidades sobre a dinâmica do jogo, os grupos de participantes e as interações com o público. Confira, abaixo, tudo o que foi confirmado até agora.
📅 Estreia
O BBB 26 estreia segunda-feira, 12 de janeiro de 2026. A informação foi anunciada, em primeira mão, por Tadeu Schmidt no programa Mais Você nesta quarta-feira (3).
Cinco casas de vidro pelo Brasil
Antes mesmo da estreia, o público terá papel decisivo na formação do elenco. Serão instaladas cinco casas de vidro, uma em cada região do país, com quatro candidatos cada (dois homens e duas mulheres).
A votação no gshow vai definir dois participantes por casa (um homem e uma mulher), formando o grupo Pipoca com 10 integrantes.
Camarotes e Veteranos
Além dos Pipocas, o BBB 26 terá Camarote (famosos convidados) e Veteranos, ex-participantes que voltam ao jogo. Em entrevista à Ana Maria Braga, no Mais Você, Tadeu Schmidt evitou dar spoilers sobre a lista, mas afirmou:
‘É extraordinária. Icônica. Todo mundo vai falar: ‘caramba, vai ser demais ver essa pessoa lá dentro'”.
Laboratório com ‘banco de reservas’
Pela primeira vez na história do Big Brother Brasil o público terá a oportunidade de substituir qualquer jogador da casa. Essa substituição virá de uma espécie de “laboratório” onde um grupo de pessoas confinadas terão a grande chance de entrar na disputa.
Três Big Fones
A edição de 2026 conta ainda com outra novidade: a casa terá três aparelhos de Big Fone, mas apenas um tocará por vez. O público decidirá qual telefone vai tocar e qual mensagem será entregue.
Apresentadores e cobertura multiplataforma
Tadeu Schmidt segue como apresentador do reality. A cobertura da #RedeBBB terá nomes conhecidos:
Thiago Oliveira: conduz os flashes ao longo da programação da TV Globo;
Gil do Vigor e Ceci Ribeiro: apresentam o Bate‑Papo BBB no Gshow e no Globoplay com eliminados;
Rafael Portugal e Rodrigo Sant’Anna: continuam com os quadros de humor, comentando os bastidores e situações da casa.
Ana Clara e Ed Gama: comandam o Big Show no Multishow, com bastidores e interatividade; Ed também participa do Mesacast BBB.
“Big Brother Brasil”
Divulgação/Globo
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Fonte: G1 Entretenimento

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Alaíde Costa festeja com Áurea Martins e Eliana Pittman tudo o que o tempo deixou para as sobreviventes cantoras


Alaíde Costa (à esquerda) e Áurea Martins cantam ‘Eu e a brisa’ no palco do Teatro Rival Petrobras
Rodrigo Goffredo
♫ CRÔNICA
♬ E Alaíde Costa chega aos 90 anos na segunda-feira, 8 de dezembro. As comemorações já começaram. Na noite de ontem, 5 de dezembro, a artista dividiu o palco do Teatro Rival Petrobras com amigos, alguns cantores, outros músicos, em show aberto ao público.
Dois encontros resultaram especialmente emblemáticos ao longo da apresentação no Rio de Janeiro (RJ) do show Tudo que o tempo me deixou, feito por Alaíde com o pianista e arranjador Gilson Peranzzetta para celebrar tanto as nove décadas de vida da artista quanto os 20 anos do álbum homônimo do show.
Trata-se dos encontros de Alaíde Costa com as cantoras Áurea Martins e Eliana Pittman. Ali, no palco carioca do já nonagenário Teatro Rival, essas três cantoras negras nascidas na cidade do Rio de Janeiro (RJ) festejaram a irmandade e a longevidade da vida e do canto sobrevivente às crueldades do mercado da música.
Com Áurea Martins, Alaíde dividiu o canto de Eu e a brisa (1967), uma das obras-primas do cancioneiro do compositor e pianista Johnny Alf (1929 – 2010), artista admirado por ambas as intérpretes. Atualmente com 85 anos, Áurea fez nome na noite carioca e somente conseguiu construir discografia com certa regularidade a partir dos anos 2000. Como o canto de Alaíde Costa, a voz de Áurea Martins prima pelo rigor estilístico.
Com Eliana Pittman, cantora que celebrou 80 anos em agosto, Alaíde caiu no suingue do samba Me deixa em paz (Monsueto Menezes e Aírton Amorim, 1952), redimensionado por Alaíde em antológica gravação feita com Milton Nascimento para o álbum Clube da Esquina (1972), de Milton e Lô Borges (1952 – 2025). Como Eliana Pittman é cantora do jazz, do samba, do balanço, Alaíde Costa usou todo o senso rítmico no número com a colega, sobretudo na parte final.
Enfim, foram dois encontros significativos porque ali, no palco, convergiram histórias, lutas, bossas e vitórias de três excelentes e sobreviventes cantoras que ainda se fazem ouvir nas brechas e nichos do mercado. E que hoje celebram tudo o que o tempo deixou para elas. E esse tudo é muito, é a eternidade.
Alaíde Costa (à esquerda) e Eliana Pittman cantam o samba ‘Me deixa em paz’ no palco do Teatro Rival Petrobras
Rodrigo Goffredo
♩ A resenha completa do show Tudo que o tempo me deixou será publicada na segunda-feira, 8 de dezembro de 2025, dia dos 90 anos de Alaíde Costa.

Fonte: G1 Entretenimento

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Quatro manifestantes são presos após jogarem bolo e creme inglês em vitrine de joias da coroa em Londres


Grupo Take Back Power segura faixa com os dizeres “A democracia desmoronou – Taxem os ricos”
TAKE BACK POWER / AFP
Quatro pessoas foram presas neste sábado (6) após jogarem sobremesas contra uma vitrine que protege as joias da coroa britânica na Torre de Londres (Reino Unido), anunciou a polícia, em uma ação reivindicada por um grupo de desobediência civil.
“Quatro manifestantes foram detidos, suspeitos de danos criminais” na Torre de Londres na manhã deste sábado, indicou.
A polícia acrescentou que a famosa fortaleza foi fechada ao público enquanto são realizadas as investigações.
O grupo Take Back Power (“Retomar o poder”), pouco conhecido pelo público, divulgou um vídeo da ação no X e afirmou que seus militantes lançaram creme inglês e bolo contra a vitrine.
Eles reivindicam, entre outras coisas, a instauração de uma Assembleia Cidadã que poderia “impor impostos às grandes fortunas e reparar a Grã-Bretanha”.
A vitrine protege a coroa imperial, a mais famosa das joias da coroa britânica, adornada com milhares de pedras preciosas, em arminho e veludo púrpura. O monarca a reserva para ocasiões excepcionais.
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A polícia foi chamada ao local pouco antes das 10h00 (7h00 em Brasília) e disse que “duas pessoas deixaram o local” após a ação. Mas quatro pessoas foram detidas e presas, informou.
O vídeo do Take Back Power, que se apresenta como um grupo de desobediência civil não violento, mostra uma militante tirando de sua bolsa um recipiente com torta de maçã e o arremessando contra a vitrine da coroa, enquanto outro militante despejou o conteúdo de um recipiente com creme inglês.
Vestidos com camisetas com o nome do grupo, declararam que “a democracia desabou” e afirmaram que estavam ali para “retomar o poder”.
Seus métodos de ação lembram os de organizações como o Just Stop Oil, cujos militantes lançaram sopa contra Os Girassóis de Van Gogh na National Gallery. Esse grupo ecologista deixou de realizar ações espetaculares em março.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Jota Quest tangencia fronteira do cover em ‘Acenda o farol’, single que anuncia álbum com o repertório de Tim Maia


Capa do single ‘Acenda o farol’, de Jota Quest & Tim Maia
Divulgação
♫ OPINIÃO SOBRE SINGLE
Título: Acenda o farol
Artista: Jota Quest & Tim Maia
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Em setembro, quando anunciou a mudança para a gravadora Universal Music (após três décadas na rival Sony Music) e a assinatura de contrato com o empresário Dody Sirena, a banda Jota Quest revelou no pacote de novidades a gravação de um álbum com músicas inéditas. Pois esse álbum com repertório novo cedeu lugar a um tributo fonográfico a Tim Maia (1942 – 1998).
Previsto para abril, o álbum com regravações do repertório do cantor, compositor e músico carioca – um dos nomes fundamentais na implementação da cena brasileira de soul e funk na virada dos anos 1960 para a década de 1970 – já tem um primeiro single em rotação desde a noite de quinta-feira, 4 de dezembro.
Anunciado em setembro, o single Acenda o farol rebobina a música composta e lançada pelo Síndico em 1978 no álbum Tim Maia Disco Club. Nesse álbum, Tim inseriu o funk no universo da disco music que dominava o Brasil e o mundo ocidental.
Ao reacender o farol com extrema reverência ao homenageado, em gravação feita com produção musical de PJ, baixista e membro fundador do Jota Quest, o quinteto mineiro tangencia a fronteira do cover. Até porque a banda utiliza a voz de Tim Maia, extraída da gravação original da música com a autorização do herdeiro oficial de Tim, Carmelo Maia.
Acenda o farol é a segunda música de Tim gravada pelo Jota Quest. Na versão reciclada do primeiro álbum, J. Quest (1996), Rogério Flausino (voz), Marco Túlio Lara (guitarra), Marcio Buzelin (teclados), PJ (baixo) e Paulinho Fonseca (bateria) revisitaram o funk Dance enquanto é tempo, parceria do artista com Paulo Ricardo (compositor e músico homônimo do cantor do RPM), lançada 20 anos antes no álbum Tim Maia (1976).
Enfim, Tim Maia abriu alas nos anos 1970 por onde o Jota Quest passou na década de 1990. Por mais que um álbum do grupo com músicas de Tim Maia soe como bem orquestrada ação de marketing, há um link sincero entre o cantor e a banda.
Resta torcer para que no vindouro álbum de 2026 – que será antecedido por outros singles antes de ser apresentado na íntegra – o Jota Quest imprima a própria assinatura no repertório de Tim Maia se distanciando do cover tangenciado em Acenda o farol, single cujo poder de sedução reside mais na voz de Tim do que no toque da banda.
Jota Quest programa para abril o lançamento de álbum com regravações de músicas do repertório de Tim Maia (1942 –1998)
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Fonte: G1 Entretenimento

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Katy Perry e Justin Trudeau posam juntos em selfie publicada pela cantora


Katy Perry e Justin Trudeau postam selfie juntos
Reprodução/Instagram
Katy Perry “assumiu” o relacionamento com Justin Trudeau, nas redes sociais, após meses de especulação. Em um carrossel publicado pela cantora neste sábado (6), ela mostrou detalhes da viagem ao Japão com a turnê “Lifetimes” e incluiu uma selfie e vídeos com o ex-primeiro-ministro do Canadá.
Nessa viagem, os dois também encontraram o ex-primeiro-ministro do Japão, Fumio Kishida. “O ex-primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, veio ao Japão com sua parceira, Katy Perry, e almoçou conosco, eu e minha esposa”, escreveu Kishida.
Solteira desde que terminou seu relacionamento de quase 10 anos com Orlando Bloom, Katy Perry esteve em turnê pelo Canadá entre o fim de julho e o início de agosto, quando foi vista com Trudeau pela primeira vez. O ex-primeiro-ministro canadense se separou em 2023 de Sophie, após 18 anos de casamento. Os dois são pais de Xavier, de 17 anos, Ella-Grace, de 16, e Hadrien, de 11.
Em setembro, eles foram fotografados em clima de romance em um iate. Em outubro, o casal foi visto saindo de mãos dadas de um restaurante em Paris.
Katy Perry e Justin Trudeau fazem 1ª aparição pública como casal

Fonte: G1 Entretenimento

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Quem é Oxa, cantora paulista de gênero fluido que está fazendo sucesso no ‘The Voice Alemanha’


Cantora paulista Oxa empolga público e jurados no ‘The Voice Alemanha’
Reprodução/YouTube/Canal do programa
A cantora e dançarina Oxa, de São Paulo, vem chamando a atenção no “The Voice Alemanha”. A cantora voltou ao programa para o “All Stars”, que reúne estrelas de outras temporadas, e tem empolgado o público com suas versões.
Nascida em Taquarituba, no interior do estado de São Paulo, Oxa (cujo nome artístico foi inspirado em “Oxalá”) reside há anos na Europa e ganhou em 2019, ao se apresentar no “The Voice Alemanha”.
Em sua audição às cegas, a cantora conseguiu que os quatro técnicos virassem suas cadeiras. Naquela temporada, a artista chegou às semifinais e viralizou mundialmente com uma versão de “Born This Way”.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Desde então, Oxa, que se identifica como uma pessoa queer de gênero fluido, tem construído uma carreira sólida como cantora e artista de teatro musical na Europa. Além do trabalho solo, integrou elencos de grandes produções como “O Rei Leão”, “Tarzan”, “Kinky Boots”, “West Side Story” e “Moulin Rouge”.
Já nesta temporada do “The Voice”, a artista emocionou jurados com interpretações de “What’s Up”, do 4 Non Blondes, e “Earth Song”, de Michael Jackson. Curiosamente, Oxa participa da peça “MJ the Musical”, vivendo justamente o papel do Rei do Pop.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Boi da Macuca expande o repertório do frevo em álbum com efervescentes arranjos do maestro Henrique Albino


Detalhe da capa do álbum ‘Frevo Macuca’, do coletivo pernambucano Boi da Macuca
Reprodução
♫ OPINIÃO SOBRE ÁLBUM
Título: Frevo Macuca
Artistas: Boi da Macuca & Henrique Albino com Almério, Buhr, Flaira Ferro, Isaar, Isadora Melo, Jéssica Caitano, Jorge Du Peixe, Juba Valença, Juliana Linhares, Lenine, Mãe Beth de Oxum, Siba, Silvério Pessoa, Surama Ramos, Tiné, Urêa e Zé Manoel
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ É tempo de frevo, meu bem, e o Boi da Macuca manda avisar que o frevo está vivo ainda lá, não somente nas ruas e ladeiras de Olinda (PE), mas em todo o agreste do estado de Pernambuco.
A prova de vida está nas 12 músicas inéditas compostas para o álbum Frevo Macuca, previsto para cair no mundo na quinta-feira, 11 de dezembro, nas vozes de um time de intérpretes que inclui Almério, Juliana Linhares, Lenine, Jorge Du Peixe, Siba, Silvério Pessoa e Zé Manoel, entre outros nomes de projeção local.
Coletivo fundado em 1989 no Sítio Macuca, situado na zona rural do município de Correntes (PE), o Boi Macuca é folguedo que ganhou status de entidade cultural, tendo sido reconhecido em 2024 como patrimônio de Pernambuco. É com essa distinção que o grupo apresenta o álbum Frevo Macuca, disco idealizado por Rudá Rocha e gravado com arranjos efervescentes do maestro Henrique Albino, nome recorrente na atual geração do frevo.
Produtor musical do álbum, Albino orquestrou arranjos calcados na sonoridade tradicional das orquestras de frevo de rua, somente com sopros e percussões, sem o uso de instrumentos harmônicos como cordas e teclados.
É com esse aparato instrumental de Henrique Albino (saxofones alto, tenor e barítono), Rudá Rocha (surdo, zabumba e triângulo), Fabinho Costa (trompetes), Jorge Neto (trompetes), Thomas Barros (trombones tenor, baixo e contrabaixo), Neris Rodrigues (trombones), Alex Santana (tuba), André Ragall (caixa clara), Gilú Amaral (pandeiro e mineiro) e Mamão do Pandeiro (pandeiro) que Lenine gravou o frevo Joga tudo na folia (Henrique Albino).
Joga tudo na folia é destaque do repertório inédito do álbum ao lado de Vedado no boi (Maviael Fonseca Tenório e Rudá Rocha), frevo ouvido na voz de Juliana Linhares, cantora potiguar que simboliza personificação mais contemporânea de Elba Ramalho.
Joga tudo na folia e Vedado no boi são frevos valorizados pela ebulição dos arranjos de Henrique Albino. O clima é de celebração contínua. “E viajei por todas as cores, por todos sabores / Que pude provar / Eu viajei pelas esquinas / Das sete colinas. me joguei no mar”, canta Siba, ecoando a sintaxe poética de Alceu Valença em Frevo sucesso (Tiné e China).
“Por onde passo / Trago a força dos que amaram viver / Por que meu passo vem do passo de outros passos / Como ser braço de outros braços neste abraço”, ressalta Flaira Frevo do passo veloz do frevo Avante gentileza, parceria da artista com Henrique Albino.
Sim, o álbum Frevo Macuca pede passagem para o Boi com reverência a antecessores foliões como Alceu, o referencial Capiba (1904 – 1997) e Carlos Fernando (1937 – 2013), entre outros compositores que contribuíram para a revitalização contínua do frevo ao longo de mais de um século de existência.
Na folia do Frevo Macuca, Axé de fala (Henrique Albino, Zé Manoel e Mãe Beth de Oxum) representa a ancestralidade das religiões de matriz afro-brasileira no Carnaval. Fala de Mãe Beth de Oxum arremata o frevo interpretado por Zé Manoel e Surama Ramos.
Ao longo de Frevo Macuca, o coletivo apresenta temas autorreferentes, casos de Um beijo no Boi Macuca (PC Silva), frevo cantado por Almério na abertura do lado B do LP (o álbum já foi formatado para ser editado com o som do vinil).
Se Um beijo no Boi Macuca é expansivo, Regresso do Boi Macuca (Henrique Albino, Emerson William do Nascimento Araújo e Rudá Rocha) – tema cantado por Silvério Pessoa com Isadora Melo – revolve as cinzas do Carnaval com lirismo, mas sem melancolia.
“Na dança do Boi / O tempo não finda / O sonho renasce / Nas ruas de Olinda”, rimam Almério e Isadora, cientes de que o tempo do frevo sempre se renova, meu bem.
Capa do álbum ‘Frevo Macuca’, do grupo Boi Macuca com o maestro Henrique Albino
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Fonte: G1 Entretenimento