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Boi da Macuca expande o repertório do frevo em álbum com efervescentes arranjos do maestro Henrique Albino


Detalhe da capa do álbum ‘Frevo Macuca’, do coletivo pernambucano Boi da Macuca
Reprodução
♫ OPINIÃO SOBRE ÁLBUM
Título: Frevo Macuca
Artistas: Boi da Macuca & Henrique Albino com Almério, Buhr, Flaira Ferro, Isaar, Isadora Melo, Jéssica Caitano, Jorge Du Peixe, Juba Valença, Juliana Linhares, Lenine, Mãe Beth de Oxum, Siba, Silvério Pessoa, Surama Ramos, Tiné, Urêa e Zé Manoel
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ É tempo de frevo, meu bem, e o Boi da Macuca manda avisar que o frevo está vivo ainda lá, não somente nas ruas e ladeiras de Olinda (PE), mas em todo o agreste do estado de Pernambuco.
A prova de vida está nas 12 músicas inéditas compostas para o álbum Frevo Macuca, previsto para cair no mundo na quinta-feira, 11 de dezembro, nas vozes de um time de intérpretes que inclui Almério, Juliana Linhares, Lenine, Jorge Du Peixe, Siba, Silvério Pessoa e Zé Manoel, entre outros nomes de projeção local.
Coletivo fundado em 1989 no Sítio Macuca, situado na zona rural do município de Correntes (PE), o Boi Macuca é folguedo que ganhou status de entidade cultural, tendo sido reconhecido em 2024 como patrimônio de Pernambuco. É com essa distinção que o grupo apresenta o álbum Frevo Macuca, disco idealizado por Rudá Rocha e gravado com arranjos efervescentes do maestro Henrique Albino, nome recorrente na atual geração do frevo.
Produtor musical do álbum, Albino orquestrou arranjos calcados na sonoridade tradicional das orquestras de frevo de rua, somente com sopros e percussões, sem o uso de instrumentos harmônicos como cordas e teclados.
É com esse aparato instrumental de Henrique Albino (saxofones alto, tenor e barítono), Rudá Rocha (surdo, zabumba e triângulo), Fabinho Costa (trompetes), Jorge Neto (trompetes), Thomas Barros (trombones tenor, baixo e contrabaixo), Neris Rodrigues (trombones), Alex Santana (tuba), André Ragall (caixa clara), Gilú Amaral (pandeiro e mineiro) e Mamão do Pandeiro (pandeiro) que Lenine gravou o frevo Joga tudo na folia (Henrique Albino).
Joga tudo na folia é destaque do repertório inédito do álbum ao lado de Vedado no boi (Maviael Fonseca Tenório e Rudá Rocha), frevo ouvido na voz de Juliana Linhares, cantora potiguar que simboliza personificação mais contemporânea de Elba Ramalho.
Joga tudo na folia e Vedado no boi são frevos valorizados pela ebulição dos arranjos de Henrique Albino. O clima é de celebração contínua. “E viajei por todas as cores, por todos sabores / Que pude provar / Eu viajei pelas esquinas / Das sete colinas. me joguei no mar”, canta Siba, ecoando a sintaxe poética de Alceu Valença em Frevo sucesso (Tiné e China).
“Por onde passo / Trago a força dos que amaram viver / Por que meu passo vem do passo de outros passos / Como ser braço de outros braços neste abraço”, ressalta Flaira Frevo do passo veloz do frevo Avante gentileza, parceria da artista com Henrique Albino.
Sim, o álbum Frevo Macuca pede passagem para o Boi com reverência a antecessores foliões como Alceu, o referencial Capiba (1904 – 1997) e Carlos Fernando (1937 – 2013), entre outros compositores que contribuíram para a revitalização contínua do frevo ao longo de mais de um século de existência.
Na folia do Frevo Macuca, Axé de fala (Henrique Albino, Zé Manoel e Mãe Beth de Oxum) representa a ancestralidade das religiões de matriz afro-brasileira no Carnaval. Fala de Mãe Beth de Oxum arremata o frevo interpretado por Zé Manoel e Surama Ramos.
Ao longo de Frevo Macuca, o coletivo apresenta temas autorreferentes, casos de Um beijo no Boi Macuca (PC Silva), frevo cantado por Almério na abertura do lado B do LP (o álbum já foi formatado para ser editado com o som do vinil).
Se Um beijo no Boi Macuca é expansivo, Regresso do Boi Macuca (Henrique Albino, Emerson William do Nascimento Araújo e Rudá Rocha) – tema cantado por Silvério Pessoa com Isadora Melo – revolve as cinzas do Carnaval com lirismo, mas sem melancolia.
“Na dança do Boi / O tempo não finda / O sonho renasce / Nas ruas de Olinda”, rimam Almério e Isadora, cientes de que o tempo do frevo sempre se renova, meu bem.
Capa do álbum ‘Frevo Macuca’, do grupo Boi Macuca com o maestro Henrique Albino
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Após críticas de Sabrina Carpenter, Casa Branca posta vídeo da cantora com fala alterada


Casa Branca usa música de Sabrina Carpenter em vídeo e cantora responde: ‘Repugnante’
Após críticas de Sabrina Carpenter, o governo Trump voltou a postar conteúdos envolvendo a cantora. Nesta sexta (5), a Casa Branca publicou um vídeo sobre imigrantes em situação irregular sendo presos e, desta vez, foram usadas imagens de Sabrina com a fala alterada.
O vídeo usa um trecho da cantora no “Saturday Night Live”, em que ela brinca com o comediante latino Marcello Hernández: “Acho que vou ter que te prender por ser muito sexy”. No entanto, no post da Casa Branca, outra voz substitui a fala de Sabrina, que passa a dizer “vou ter que te prender por ser muito ilegal”.
“Se você é um criminoso ilegal, você SERÁ preso e deportado”, diz a legenda.
O novo post vem dias após Sabrina pedir para nunca ser envolvida em publicações da Casa Branca, “em prol dessa agenda desumana”. Até este sábado (6), a cantora não se manifestou sobre o uso de sua imagem no novo vídeo.
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Casa Branca usou música de Sabrina e cantora condenou uso
Na última segunda (1º), o governo Trump postou um vídeo nas redes sociais, usando uma música da cantora. O vídeo mostra agentes do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) correndo atrás de imigrantes e os algemando.
“Este vídeo é maligno e repugnante. Nunca me envolvam, nem a minha música, em prol da sua agenda desumana”, respondeu a cantora.
Música de Sabrina Carpenter é usada em vídeo de prisão de imigrantes
Reprodução/Instagram/TikTok
➡️ O ICE é a agência designada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para deter imigrantes em situação irregular em todo o país. A atuação dos agentes de imigração tem gerado revolta e protestos. Críticos alegam que os agentes fazem uso excessivo de força e repressão violenta, além de aprisionar cidadãos americanos.

Fonte: G1 Entretenimento

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Netflix compra Warner: Entenda reações da indústria ao acordo de mais de US$ 70 bilhões


Netflix fecha acordo para compra da Warner Bros. Discovery por US$ 72 bilhões
O anúncio do acordo de compra da Warner Bros. Discovery pela Netflix, em um negócio avaliado em mais de US$ 70 bilhões nesta sexta-feira (5), precipitou uma onda imediata de reações em Hollywood e em órgãos reguladores.
Antes mesmo da notícia, a aquisição já enfrentava críticas de sindicatos, rivais, cineastas e políticos nos Estados Unidos e na Europa — pelo menos desde que os rumores de que a plataforma de streaming levava a sério uma oferta por um dos estúdios mais tradicionais dos Estados Unidos se intensificaram.
Grupos trabalhistas afirmam que a consolidação ameaça empregos e salários, enquanto concorrentes alertam para o risco de um domínio inédito no streaming. Cineastas e exibidores dizem temer um impacto direto nas salas de cinema.
A operação também deve passar por um processo regulatório longo e conturbado, com alerta de autoridades dos dois partidos americanos sobre possíveis efeitos anticompetitivos.
Especialistas, porém, estão divididos: parte vê riscos logísticos e de destruição de valor; outros consideram que a aquisição pode levar a Netflix a um novo patamar, ao incorporar um dos maiores catálogos do mercado.
Veja abaixo as principais reações ao acordo:
Netflix e Warner Bros.
Reuters
A indústria
Houve forte oposição de cineastas proeminentes, preocupados com o futuro da experiência de ir ao cinema.
James Cameron: O criador de “Avatar” e “Titanic” classificou a aquisição da Warner Bros. pela Netflix como um “desastre” em entrevista ao podcast The Town. Ele criticou a postura do co-CEO da Netflix, Ted Sarandos, que anteriormente considerou a exibição teatral uma “ideia obsoleta”. O diretor chamou a promessa da Netflix de continuar os lançamentos cinematográficos de “isca para otário”, ao menos se envolver apenas exibições limitadas para se qualificar ao Oscar.
Kleber Mendonça Filho: O diretor do representante brasileiro ao Oscar 2026, “O agente secreto”, defendeu no Twitter (X) a experiência cinematográfica depois da notícia. “O streaming é uma nova e espetacular forma de ver filmes, mas o streaming não pode ter o poder de acabar com a cultura da sala de cinema. São os cinemas que constroem o caráter e a história de um filme”, escreveu o cineasta.
Produtores: Produtores de Hollywood mandaram um e-mail ao Congresso contra a aquisição, temendo que a plataforma “seguraria uma forca ao redor do mercado cinematográfico”. De acordo com a revista “Variety”, o lobby foi organizado por nomes importantes da indústria.
Exibidores de cinema: O Unic, um grupo que representa exibidores cinematográficos europeus, afirmou que o acordo “representa um risco duplo”, segundo a revista “Hollywood Reporter”, com menos filmes produzidos e menos ainda lançados nos cinemas.
Grupos trabalhistas
Os sindicatos de Hollywood manifestaram forte oposição, temendo o impacto da consolidação na remuneração e nas oportunidades de emprego.
Sindicato dos Roteiristas da América (WGA, na sigla em inglês): Declarou que a fusão “deve ser bloqueada”. A organização argumentou que a aquisição eliminaria empregos, reduziria salários, pioraria as condições de trabalho para todos os trabalhadores do entretenimento, aumentaria os preços para os consumidores e diminuiria o volume e a diversidade de conteúdo.
Sindicato dos Diretores da América (DGA, na sigla em inglês): Expressou “preocupações significativas”. A DGA defendeu que uma indústria vibrante e competitiva é crucial para proteger as carreiras e os direitos criativos dos diretores e suas equipes.
Sindicato dos Produtores da América (PGA, na sigla em inglês): Afirmou que os produtores estão “certamente preocupados” com a mudança de mãos de um dos estúdios mais históricos da indústria. O PGA exigiu que a transação promova oportunidades para trabalhadores e artistas e a escolha para os consumidores.
Governo e órgãos reguladores
A aquisição está sujeita a uma longa batalha regulatória devido a preocupações antitruste.
Governo dos EUA: Um alto funcionário disse à emissora americana CNBC que a administração Trump vê o acordo proposto de US$ 72 bilhões com “forte ceticismo”.
Senador Mike Lee, presidente da subcomissão de Antitruste do Comitê Judiciário (Partido Republicano): declarou que o acordo “levantaria sérias questões sobre competição. Talvez mais do que qualquer outra transação que eu vi em cerca de uma década”.
Senadora Elizabeth Warren (Partido Democrata): Chamou o acordo de um “pesadelo antimonopólio”, alertando que a combinação criaria uma gigante de mídia com controle de quase metade do mercado de streaming, resultando em preços de assinatura mais altos e menos opções para os consumidores, além de colocar em risco os trabalhadores americanos.
Reguladores da União Europeia: Especialistas em concorrência na UE consideram improvável que o acordo seja bloqueado, segundo o site Deadline. No entanto, esperam que o negócio desencadeie investigações que levam tempo e que possa resultar na imposição de condições, como a exigência de que a Netflix honre contratos de licenciamento existentes ou até mesmo a venda da plataforma de streaming da Warner, a HBO Max.
Concorrência
A Paramount, que até essa sexta era considerada favorita para conseguir a aquisição, criticou fortemente o acordo, destacando as implicações negativas para a concorrência e a distribuição cinematográfica.
Advogados do estúdio, recém comprado por David Ellison, alertaram em uma carta enviada à Warner nesta quinta-feira (4) que a aquisição “consolidará e estenderá o domínio global da Netflix” de uma forma não permitida pelas leis de concorrência.
A Paramount calculou que a nova empresa teria 43% de participação entre os assinantes globais de plataformas de streaming, o que a tornaria “presumivelmente ilegal sob a lei dos EUA”.
Especialistas
Os analistas tiveram visões divididas sobre o valor e os riscos logísticos, segundo o Deadline. O analista de Mídia e Telecomunicação da Enders Analysis, François Godard, apontou o risco de que o acordo possa destruir valor da nova empresa, assim como aconteceu com a fusão anterior da Warner e da Discovery, e questionou se a HBO sobreviveria sob a Netflix.
Já Guy Bisson, diretor executivo da Ampere Analysis, considerou o acordo “grande notícia, mas não inesperada”. Ele argumentou que a transação faz sentido, elevando a Netflix ao próximo nível e fornecendo um conjunto de Propriedades Intelectuais (IP) que levaria décadas para construir.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Eternidade’: Comédia romântica com triângulo amoroso no Além diverte até os céticos, dizem atores


Não é preciso acreditar em amor eterno para curtir ‘Eternidade’
Não é preciso acreditar na vida após a morte para curtir o filme “Eternidade”, comédia romântica que coloca Miles Teller (“Whiplash”) e Elizabeth Olsen (a Feiticeira Escarlate, dos filmes da Marvel) em um triângulo amoroso no Além.
Pelo menos é que diz a dupla de protagonistas do filme em cartaz no Brasil desde quinta-feira (4).
“Não acredito em qualquer tipo de vida após a morte e eu curti o roteiro”, diz Olsen, em entrevista ao g1.
“Acho que, mais do que qualquer outra coisa, estamos nesse mundo do entretenimento. E eu acho que é um filme muito divertido, e é para isso que serve o humor. Para que você não fique existencial demais”, completa Teller.
A produção independente tomou forma a partir de um roteiro que entrou para a Black List, lista informal de melhores histórias não adaptadas por estúdios de Hollywood.
Nela, os atores interpretam um casal de velhinhos que morrem pouco tempo depois um do outro. Ao chegarem ao Além, percebem que voltaram a ter a aparência que tinham nos momentos mais felizes de suas vidas – o que explica a escalação da dupla de menos de 40 anos de idade.
Lá, eles também descobrem que têm tempo para escolher onde vão passar o resto da eternidade um com o outro.
Elizabeth Olsen, Miles Teller e Callum Turner em cena de ‘Eternidade’
Divulgação
O romance dá espaço para a comédia com o aparecimento do personagem de Callum Turner (“Animais Fantásticos: Os segredos de Dumbledore”), primeiro marido dela, um bonitão que morreu na guerra e que passou as últimas décadas com a esperança de viver – após a morte – a vida não puderam ter juntos.
Para a atriz, o dilema da protagonista faz parte da velha discussão sobre escolhas do passado e o que as pessoas fariam se pudessem revisitá-las.
“Acho que é difícil tomar decisões. Acho que pode ser sufocante e que não é fácil saber se você tomou a decisão certa”, afirma Olsen.
“Os ‘se’s ou os caminhos não viajados são famosos por serem discutidos na poesia ou na literatura por muitos anos. Acho que isso é algo que nos permite imaginar e fantasiar uma vida além daquela que escolhemos.”
Teste real
Os atores concordam que eternidade é muito tempo, mas ambos prefeririam passá-la com alguém.
“Acho que estou fazendo um belo teste agora, porque eu estou com a Keleigh por cerca de 13 anos”, brinca Teller sobre sua mulher.
“Quando eu não estou gravando um filme, eu realmente estou com ela do momento em que eu acordo ao momento em que vou para a cama. Então, tudo bem até agora.”
Já Olsen pode não acreditar no pós-vida, mas concorda. “Eu curto minha própria companhia, mas prefiro estar com outras pessoas. Então, eu acho que preferiria passar a eternidade com outras pessoas do que sozinha.”
Miles Teller e Elizabeth Olsen em cena de ‘Eternidade’
Divulgação
A grande viagem
“Eternidade” chega aos cinemas poucos meses depois de outro romance que também esteve na Black List e que também é estrelado por uma dupla de astros – mas espera ir melhor nas bilheterias que “A grande viagem da sua vida”.
Com Margot Robbie e Colin Farrell e uma história de um casal de desconhecidos que revisita momentos marcantes de suas vidas enquanto reluta em se apaixonar, o filme arrecadou apenas US$ 22 milhões ao redor do mundo, em setembro.
O que não impede os elogios do diretor e corroteirista de “Eternidade”, David Freyne.
“Acho que há muito apetite por aí por coisas que são visualmente criativas, da maneira que ‘A grande viagem da sua vida’ é e como, com sorte, nosso filme é. Até mesmo coisas como ‘Pecadores'”, afirma o cineasta irlandês.
“Acho que os públicos estão ansiosos por esse tipo de alegria que esses filmes podem provocar e que não tivemos muitos nesses últimos anos.”
Callum Turner e Elizabeth Olsen em cena de ‘Eternidade’
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Frank Gehry, ícone da arquitetura mundial, morre aos 96 anos


Frank Gehry comparece à inauguração de prédio projetado por ele em Los Angeles, em 2019
Mike Blake/Reuters
Frank Gehry, cujas criações ousadas e espirituosas de torres inclinadas e placas onduladas de metal curvado, como o Museu Guggenheim em Bilbao, na Espanha, o transformaram em uma superstar no mundo da arquitetura, morreu na sexta-feira. Ele tinha 96 anos.
Meaghan Lloyd, chefe de equipe de Gehry, confirmou sua morte em um e-mail à agência de notícias Reuters, escrevendo que Gehry morreu “no começo desta manhã em sua casa em Santa Monica após uma doença respiratória recente”.
As criações mais memoráveis e rebeldes de Gehry muitas vezes pareciam ter desabado recentemente de uma forma artística ou estar no processo de fazê-lo. Elas eram aclamadas como obras de genialidade ou criticadas como bagunças autoindulgentes.
Suas obras eram tão fantasiosas que às vezes nem ele tinha certeza do que havia criado, como foi o caso do museu de Bilbao.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
“Sabe, eu fui lá pouco antes da inauguração, olhei para aquilo e disse: ‘Meu Deus, o que eu fiz com essas pessoas?'”, Gehry disse à revista “Vanity Fair”. “Levou alguns anos para eu começar a gostar dele, na verdade.”
Em 2010, um painel de especialistas reunido pela “Vanity Fair” citou o museu de Bilbao como a obra de arquitetura mais importante desde 1980. O eminente arquiteto Philip Johnson o chamou de “o maior edifício do nosso tempo” e Gehry de “o maior arquiteto que temos”. Ainda assim, Gehry se encolhia quando era chamado de “starchitect”.
Obras notáveis
Em março de 2015, o campus do Facebook em Menlo Park, Califórnia, inaugurou uma expansão maciça projetada por Gehry, que recebeu instruções para não ser ousado demais para que a instalação ainda se encaixasse em seu entorno.
Gehry também inaugurou o museu Fondation Louis Vuitton, em Paris, em 2014.
Frank Gehry caminha à frente do seu icônico Walt Disney Concert Hall, em Los Angeles, em 2019
Mike Blake/Reuters
O bilionário francês Bernard Arnault prestou homenagem a Gehry após sua morte.
“Frank Gehry — que tinha um talento incomparável para moldar formas, franzir o vidro como se fosse tela, fazê-lo dançar como uma silhueta — permanecerá por muito tempo como uma fonte viva de inspiração para a Louis Vuitton, assim como para todas as Maisons do grupo LVMH”, disse ele em um comunicado.
Outros edifícios notáveis de Gehry incluíam a Walt Disney Concert Hall em Los Angeles, a Dancing House em Praga, o Experience Music Project em Seattle e a torre residencial 8 Spruce em Nova York.
Críticos de Gehry o acusavam de ignorar a função em favor da forma. Seu Disney Center foi atacado por vários críticos como “uma pilha de louças quebradas”, “um biscoito da sorte enlouquecido”, “lixo desconstrutivista” e “uma cesta de lixo esvaziada”.
Gehry tentava ignorar as críticas e disse à “New Yorker” em 2007: “Você meio que diz: ‘Pelo menos estão olhando'”.
Mas ele nem sempre foi tão tranquilo. Enquanto estava na Espanha, em outubro de 2014, para receber um prêmio, Gehry foi questionado sobre críticas de que seu trabalho era chamativo demais. Ele levantou o dedo médio e disse: “Neste mundo em que vivemos, 98% de tudo o que é construído e projetado hoje é pura merda. Não há senso de design, nenhum respeito pela humanidade ou por qualquer outra coisa. São prédios malditos e só”.
Nascido em Toronto
Gehry nasceu Frank Owen Goldberg em 28 de fevereiro de 1929, em Toronto, filho de judeus poloneses. Ele já projetava edifícios e cidades em miniatura com pedaços de madeira quando criança.
“É isso que eu lembrava, anos depois, quando estava lutando para descobrir o que queria fazer da vida”, ele disse à revista “New Yorker” em 1977. “Isso me fez pensar em arquitetura. Também me deu a ideia de que um adulto podia brincar.”
Depois de se formar na Universidade do Sul da Califórnia, Gehry passou por um período inquieto. Trabalhou em alguns escritórios de arquitetura de Los Angeles, iniciou estudos na Escola de Design de Harvard, mas abandonou sem concluir o curso, serviu por um ano no Exército dos EUA e se mudou para Paris por um ano.
Quando voltou para Los Angeles, em 1962, havia mudado seu sobrenome para Gehry a pedido da esposa, como forma de evitar o antissemitismo.
Ganhador do prêmio Pritzker
Seu projeto de destaque foi, em 1978, a reconstrução de sua própria casa em Santa Monica — transformando uma casa colonial holandesa rosa em algo fantasioso com materiais comuns como cercas de arame, alumínio corrugado e compensado sem acabamento.
Em meados dos anos 1980, Gehry estava atraindo atenção internacional com edifícios revestidos de aço inoxidável ou alumínio que pareciam dobrar e oscilar, subvertendo as convenções da arquitetura.
Em 1989, Gehry ganhou o Prêmio Pritzker, o mais prestigioso de sua profissão. Mas ele realmente alcançou outro patamar com o Museu Guggenheim em Bilbao, concluído em 1997 usando software de computador que permitiu construir formas cada vez mais excêntricas.
Gehry, que foi casado duas vezes e teve quatro filhos, também projetou móveis, joias, relógios, uma garrafa para uma destilaria de vodca e um chapéu para a cantora Lady Gaga que parecia uma massa alta e amassada de tecido prateado.

Fonte: G1 Entretenimento

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Sem a eletricidade da folia, o single de Carlinhos Brown com Simone ganha impulso pelo grande arranjo polifônico


Carlinhos Brown e Simone lançam hoje, 5 de dezembro, o inédito single ‘Primeiro amor primeiro’
Dodô Villar / Divulgação
♫ OPINIÃO SOBRE SINGLE
Título: Primeiro amor primeiro
Artistas: Carlinhos Brown e Simone
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ O exuberante arranjo polifônico criado por Carlinhos Brown para a gravação de Primeiro amor primeiro – com direito a cordas orquestradas pelo maestro Jaques Morelenbaum – impulsiona a música inédita composta por Brown e gravada pelo artista baiano com a conterrânea Simone.
O arranjo é tão imponente que o canto dos intérpretes por vezes soa abafado pela profusão de sons extraídos dos sopros, violino, violinos, guitarra (um solo de Jaguar Andrade), percussões e teclados da gravação formatada com produção musical assinada por Brown com Thiago Pugas.
Música de tom caloroso, Primeiro amor primeiro soa quase épica na gravação apresentada em single editado pelo selo de Brown, Candyall Music, nesta sexta-feira, 5 de dezembro. Mas não se insinua como um dos hits do Carnaval de 2026, como quer fazer crer o texto de apresentação do single, porque falta a eletricidade dos sucessos foliões.
De todo modo, a grandiosidade do arranjo valoriza a composição já apresentada por Carlinhos na edição do Sarau du Brown em 23 de novembro. Mesmo sem cacife para animar uma folia efervescente como o Carnaval da Bahia, Primeiro amor primeiro é música que fica na cabeça. Em bom português, tem tudo para durar mais do que um efêmero amor de Carnaval.
Capa do single ‘Primeiro amor primeiro’, de Carlinhos Brown e Simone
Dodô Villar

Fonte: G1 Entretenimento

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Wagner Moura é indicado em duas categorias no Critics Choice Awards


‘O agente secreto’: Wagner Moura fala sobre campanha para o Oscar e carreira dos palcos a Cannes
Fantástico
Wagner Moura foi indicado a dois prêmios no Critics Choice Awards 2026. Ele concorre por seu papel em “O Agente Secreto”, e como Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada por “Ladrões de Drogas”. A cerimônia acontece no dia 4 de janeiro de 2026.
Na categoria Melhor Ator, Wagner concorre com Timothée Chalamet (“Marty Supreme”), Leonardo DiCaprio (“Uma Batalha Após a Outra”), Michael B. Jordan (“Pecadores”) e Ethan Hawke (“Blue Moon”).
Já na categoria Melhor Ator Coadjuvante em Série Limitada, os outros indicados são Owen Cooper (“Adolescência”), Nick Offerman (“Death by Lightning”), Michael Peña (“All Her Fault”), Ashley Walters (“Adolescência”) e Ramy Youssef (“Mountainhead”).
Além dele, o filme de Kleber Mendonça Filho foi indicado a Melhor Filme Internacional. “O Agente Secreto” concorre com “Foi apenas um acidente”, “A Garota canhota”, “No other choice”, “Sirat” e “Belén”.
Wagner Moura reforça torcida por ‘O Agente Secreto’ no Oscar

Fonte: G1 Entretenimento

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Chitãozinho & Xororó trazem ‘Foi Deus quem fez você’ para o sertão, em single com Vanessa da Mata, sem alcançar a beleza do registro original de Amelinha


Chitãozinho & Xororó se unem a Vanessa da Mata na lembrança de ‘Foi Deus quem fez você’, canção apresentada por Amelinha em festival de 1980
Divulgação
♫ OPINIÃO SOBRE SINGLE
Título: Foi Deus quem fez você
Artistas: Chitãozinho & Xororó com Vanessa da Mata
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Amelinha já era cantora famosa, tendo inclusive lançado Frevo mulher (Zé Ramalho, 1979) com sucesso em todo o Brasil, quando subiu ao palco do ginásio carioca Maracanãzinho em 23 de agosto de 1980 para defender a canção Foi Deus quem fez você na finalíssima do MPB-80, festival produzido e promovido pela TV Globo.
Bela e lírica canção de autoria de Luiz Ramalho (1931 – 1981), compositor paraibano que morreria no ano seguinte, aos 50 anos, Foi Deus quem fez você ficou com o segundo lugar na competição, mas se tornou a música campeã na preferência popular. O sucesso foi resultado tanto do encanto da composição quanto da interpretação de Amelinha.
Daí que, para quem assistiu ao festival de 1980, fica impossível ouvir Foi Deus quem fez você com Chitãozinho & Xororó e Vanessa da Mata – em gravação lançada em single nesta sexta-feira, 5 de dezembro – sem confrontar a abordagem da dupla e da cantora com o registro original de Amelinha.
Com as vozes anasaladas e as violas da produção musical orquestrada por Xororó com Cláudio Paladini, a dupla traz a canção para o sertão. Cantora e compositora nascida no interior, Vanessa da Mata se ambienta bem nesse universo rural.
Contudo, paira no ar a sombra gigante da gravação lapidar de Amelinha. Tanto que a canção Foi Deus quem fez você mereceu poucos registros relevantes ao longo desses 45 anos. Trovador de tons sentimentais, o cantor Altemar Dutra (1940 – 1983) regravou a canção no mesmo ano do festival MPB-80 para o álbum Especialmente para você (1980).
Muitos anos depois, houve abordagens de Margareth Menezes em 2008 e de Rita Benneditto com a guitarra de Jaime Além em bonita gravação de 2022 que tangenciou a excelência do registro de Amelinha, insuperável no canto dessa canção de beleza atemporal.
A iniciativa de Chitãozinho e Xororó com Vanessa da Mata é louvável, até porque pode fazer com que mais gente redescubra a canção. Ainda assim, Foi Deus quem fez você parece ser música destinada a ser perpetuada na voz de Amelinha, cuja doçura do canto se afinou com o lirismo dessa composição em que Luiz Ramalho exaltou o poder divino da criação sem fazer panfleto de religião.
Capa do single ‘Foi Deus quem fez você’, de Chitãozinho & Xororó com Vanessa da Mata
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Os títulos e franquias da Warner que podem passar a ser da Netflix


Netflix anuncia acordo de compra da Warner Bros. Discovery.
Reprodução/Instagram
Nesta sexta-feira (5), foi anunciado um acordo de venda da Warner Bros. Discovery para a Netflix. Com isso, franquias, séries e filmes como “Harry Potter”, “Game of Thrones”, “The Big Bang Theory”, “Família Sopranos”, “O Mágico de Oz” e todo o universo de super-herois da DC, podem passar a ser da Netflix em breve.
Além disso, a Warner Bros. Discovery é proprietária de canais de televisão tradicionais como CNN e TNT. A operação dará à Netflix acesso a um dos catálogos mais valiosos da indústria.
Veja alguns títulos e franquias da Warner que podem passar a ser da Netflix após o acordo:
O mundo mágico
Rupert Grint, Emma Watson e Daniel Radcliffe estrelaram os filmes de Harry Potter
Alamy
Os oito principais filmes da saga do bruxo Harry Potter e as obras derivadas da saga, como Animais Fantásticos.
Universo DC
As obras de todo o universo de super-herois da DC, como Batman, Superman e Mulher-Maravilha, incluindo futuros projetos do estúdio.
A estreia da semana é ‘Superman’
Warner Bros./Divulgação
Séries de prestígio da HBO
Séries prestigiadas e premiadas da HBO, como “Família Sopranos”, “Game of Thrones”, “A casa do dragão”, “The Last of Us”, “Succession”, “The White Lotus” e “Euphoria”.
Cena de Game of Thrones
Reprodução/HBO
As obras de J. R. R. Tolkien
As adaptações das obras de de J. R. R. Tolkien, como as trilogias de “O Senhor dos Anéis” e “O Hobbit”.
Elijah Wood na saga ‘O Senhor dos Anéis’
Divulgação
Clássicos da comédia
Séries clássicas de comédia produzidas pela Warner Channel, como “The Big Bang Theory”, “Friends” e “Ted Lasso”.
Elenco de ‘Friends’
Divulgação
Clássicos do cinema
Filmes que marcaram história no cinema, como “Casablanca”, “Cidadão Kane”, “O Mágico de Oz” e “Matrix”.
Cena de Matrix
Divulgação
Séries de animações
Animações de canais como Cartoon Network, Adult Swim e Looney Tunes.
Imagem do novo Looney Tunes
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Johnny Hooker oscila entre o cabaré e o Carnaval na passionalidade brega de álbum autoral imerso na América Latina


Capa do álbum ‘Viver e morrer de amor na América Latina’, de Johnny Hooker
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♫ OPINIÃO SOBRE ÁLBUM
Título: Viver e morrer de amor na América Latina
Artista: Johnny Hooker
Cotação: ★ ★ ★
♬ A audição do álbum Viver e morrer de amor na América Latina – lançado por Johnny Hooker nesta sexta-feira, 5 de dezembro – soa como anticlímax para quem escutou o single homônimo gravado pelo artista com Ney Matogrosso e apresentado na sexta-feira passada, 28 de novembro, como primeira amostra do álbum.
Tão aliciante quanto fatalista, a música-título Viver e morrer de amor na América Latina é a faixa mais inspirada da atual safra de inéditas autorais do cantor e compositor pernambucano projetado há dez anos com o álbum Eu vou fazer uma macumba pra te amarrar, maldito! (2015). Aliás, a faixa-título se impôs de imediato como uma das melhores músicas da obra autoral de Hooker.
Feita a ressalva, o álbum Viver e morrer de amor na América Latina traz Hooker oscilante e imerso na passionalidade do universo brega que pauta a discografia do artista. Nesse universo, o brega O mundo me espera traduz as intenções de álbum em que Hooker faz da vida um cabaré entre as quedas e voltas por cima do vaivém afetivo.
Na rota do apanha-cai-levanta amoroso, tudo começa em samba de contornos tradicionais. Querem me ver humilhada mostra o artista com o canto habitualmente esganiçado na volta por cima após surras virtuais.
Já Nunca vai passar cai (mal) na cadência da música da América Latina para expor cicatrizes surgidas nos combates do amor enquanto Saudades, Elder tenta emular a forma das baladas apaixonadas e sofridas que sempre fizeram a trilha das FMs quando essas emissoras ditavam o gosto popular.
Fora do trilho autoral, há a música A vida é assim (2003), sucesso do repertório do cantor e compositor recifense Conde Só Brega, nome artístico de Ivanildo Marques da Silva.
“Ás vezes faço uma boa / Mas também faço algumas ruins / Porque meu bem / Ninguém é perfeito / E a vida é assim”, rima Hooker, versando sobre a vida amorosa em letra que também se ajustaria à safra do álbum Viver e morrer de amor na América Latina.
Canção levada em trilho folk pelos violões de João Inácio, Quando eu me for surpreende (positivamente) ao quebrar o clima passional do álbum no tom reflexivo de versos sobre a finitude. Mantendo aberta a cortina do passado, Hooker revolve memórias roqueiras da juventude vivida na década de 1980 nos versos de 2 punks neon, música que abarca elementos de There is no if… (2000), tema da banda inglesa The Cure.
Da atmosfera roqueira de neon, o álbum pula para a efervescência foliã do frevo Eu quero ver pegar fogo, gravado por Hooker com Daniela Mercury, presença emblemática em música que prega a liberdade afetiva. “Eu quero ver pegar fogo / Eu quero ver como é que é / Todo mundo na rua dançando pulando / Homem com homem, mulher com mulher”, incendeia o refrão da faixa (bem) produzida por Hooker com Helder Aragão.
No mesmo clima folião, mas com balanço caribenho, A vida é um Carnaval mantém o pique no arremate do álbum em faixa também produzida por Hooker com Aragão. Trata-se de versão em português (traduzida pelo próprio Hooker) da salsa La vida es un Carnaval (Victor Daniel, 1998), propagada em escala mundial pela cantora cubana Celia Cruz (1925 – 2003), cujo centenário de nascimento foi celebrado em outubro.
Rainha das cirandas de Pernambuco, Lia de Itamaracá adere à folia de Johnny Hooker na faixa final desse álbum em que o cantor oscila entre o cabaré e o Carnaval com a passionalidade latina que caracteriza a alma e a obra do artista.

Fonte: G1 Entretenimento