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Em fase zen, Anitta reflete sobre arrogância e ‘desequilíbrio’ na carreira: ‘Saúde pediu socorro’


Anitta grava meditações guiadas e reflete sobre ‘desequilíbrio’ na carreira
Quem acompanha Anitta sabe que ela está mais “zen”. Agora, a cantora empresta a sua voz para uma série de meditações guiadas para o livro “Musculatura da Alma”, da cosmoterapeuta Max Tovar. Lançada em novembro, a publicação acompanha um QR Code para ouvir os áudios da artista.
“Seja bem-vindo à sua jornada de fortalecimento interior. Juntos, vamos explorar o poder do esforço consciente e o desapego do que limita o seu caminho”, diz a cantora em um dos áudios.
É dela, também, o prefácio do livro. Nele, Anitta (aliás, Larissa, que é quem assina o texto) diz que vem repensando algumas atitudes na vida. Ela diz que aprendeu a lidar com arrogância, julgamentos e que “todos somos igualmente especiais no mundo”.
“Eu, que antes era obcecada por resultados, querendo saber logo o que há do outro lado, agora levo a vida com mais calma. (…) Me vi na armadilha da arrogância de quem apenas começava um caminho, mas me acreditava superior”.
É uma baita mudança para quem costuma usar a voz para letras sexuais — e ficou conhecida por sua ambição e personalidade forte. Por isso, preocupou alguns fãs, já que Anitta, a cantora, ficou mais ausente no quesito de lançamentos em 2025.
Mas ao g1, em entrevista por e-mail, ela garante que a “funkstar” não foi deixada de lado — e que esse trabalho “não é artístico”. Veja o que Anitta disse sobre esse projeto “zen”:
Anitta grava meditações guiadas para o livro ‘Musculatura da Alma’, de Max Tovar
Divulgação
g1 – Como você concilia a Anitta funkstar e a “zen”? As duas coexistem, ou uma tem que dar lugar à outra?
Anitta: Eu venho aprendendo a equilibrar tudo cada vez melhor. Agora, estou falando mais sobre espiritualidade e o poder que encontramos no autoconhecimento por meio das meditações que narrei para o livro. Daqui a pouco tem EP de carnaval saindo e vou viajar pelo país com os “Ensaios”, um projeto que adoro!
Inclusive, para dar conta da maratona de shows, eu recorro aos meus mantras e às próprias meditações, além da preparação física, claro. Tudo o que faço hoje tem um grau maior de presença e consciência.
g1 – Alguns fãs estranharam o anúncio dessas meditações guiadas, como se fosse um rumo de carreira totalmente diferente. O que você pensa sobre isso?
Anitta: Os meus fãs são maravilhosos e super preocupados comigo. Mas as meditações são feitas pela Larissa. Não é um trabalho artístico. Existe um outro lado meu que se interessa em buscar e conhecer mais sobre mim mesma.
g1 – Você é conhecida por ser muito estratégica e inteligente com a sua carreira e tem muita coisa da vida da Larissa que você escolhe não compartilhar. Então, por que você quis trazer a relação com a Max e com a espiritualidade para a sua imagem pública também? Como foi esse processo de decisão?
Anitta: A minha jornada de autoconhecimento tem sido extremamente transformadora, principalmente em relação ao processo de amadurecimento. Hoje, eu me sinto confortável e segura para mostrar esses dois lados.
Max Tovar e Anitta produzem série de meditações guiadas para o livro ‘Musculatura da Alma’, da cosmoterapeuta
Divulgação
A minha intenção com “Musculatura da Alma” foi tentar fazer com que os aprendizados que eu tive pudessem chegar a mais pessoas. Claro que requer tempo e dedicação, mas vale muito a pena. Não quero dizer que a minha vida agora é um paraíso. Não é isso. Os dias difíceis existem, mas são encarados de outra forma, com mais leveza e generosidade.
g1 – No prefácio, você fala muito do tema de arrogância e julgamento. Por que esses temas ressoaram tanto com você?
Anitta: Acho que vem muito de um momento em que a minha carreira era tudo que importava. Era como se não existisse mais nada. E por conta disso, eu me sobrecarreguei, me desequilibrei e a minha saúde pediu socorro.
Quando a gente vive dessa maneira, se torna muito difícil enxergar o que realmente importa. Tudo é urgente, tudo é para ontem, tudo é alguma coisa. Isso te prende em certos jeitos de fazer as coisas que você nem percebe. A gente começa a entrar em um ciclo de frustração, raiva e culpa que não faz bem a nós mesmos e a quem está ao nosso redor.
g1 – Você teve algum aprendizado técnico, sobre voz e gravação, ao gravar as meditações guiadas? Algo que queira levar para a música?
Anitta: Esse processo de narração das meditações para o livro me mostrou ainda mais o poder de concentração e força que elas têm. Eu meio que já sabia, porque sou adepta há alguns anos e fazem parte da minha rotina, mas, dessa vez, mexeu comigo em outro lugar. Eu definitivamente vou levar esse aprendizado para a minha vida.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Foi apenas um acidente’ estica a corda da tensão com leveza para fazer o filme do ano; g1 já viu


Assista ao trailer de ‘Foi apenas um acidente’
Não é todo mundo que consegue usar de leveza e humor para retratar uma história tão dura e tão pessoal como o premiado cineasta iraniano Jafar Panahi faz em “Foi apenas um acidente”.
Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, em maio, o filme é provavelmente o melhor de 2025 com alguma folga, inspirado nos próprios dias de cárcere do diretor.
Perseguido e censurado pelo regime de seu país por expor os absurdos do autoritarismo, Panahi foi condenado mais uma vez a um ano de prisão por “propaganda” contra o governo do Irã nesta segunda-feira (10).
Pode ter sido apenas um acidente, mas a mistura de thriller angustiante com comédia quase pastelona estreia menos de quatro dias depois, nesta quinta-feira (14), nos cinemas brasileiros – como um dos principais concorrentes do nacional “O agente secreto” na categoria internacional do Oscar.
Se tudo isso não for suficiente para motivar a compra do ingresso, vale um último aviso. “Foi apenas um acidente” tem um dos finais mais poderosos dos últimos anos, daqueles em que cada nova interpretação gera arrepios ainda mais profundos.
Mohamad Ali Elyasmehr, Majid Panahi e Hadis Pakbaten em cena de ‘Foi apenas um acidente’
Divulgação
Cavalo de Tróia
No roteiro de Panahi, um grupo de antigos prisioneiros do regime iraniano se junta para descobrir se um desconhecido é, afinal, o agente que os torturou no passado – e, principalmente, o que fazer com ele.
Para gravá-lo sem autorização do Estado – motivo também pelo qual “Foi apenas um acidente” é o selecionado da França para o Oscar –, o diretor armou um esquema de guerrilha, no qual acompanhava seus atores com uma equipe enxuta e ágil para evitar fiscalização e policiais.
Já a inspiração para a trama saiu dos quase sete meses em que esteve preso – ele foi liberado em fevereiro de 2023, após dar início a uma greve de fome e se tornar símbolo da repressão a artistas que criticam o poder no país, mas já falou mais de uma vez que ainda ouve as vozes de seus captores.
Daria até para entender que um filme do tipo saísse sisudo ou até maçante. Mas o cineasta esconde sua suposta reflexão sob pesadas camadas dos personagens mais carismáticos do planeta.
Cada novo integrante adiciona mundos inteiros escondidos dentro de si – o que, por sua vez, cria novas dinâmicas que impossibilitam qualquer tipo de previsão sobre os rumos da trama.
O diretor credita muito da comédia vista pelo Ocidente no filme a diferenças culturais, mas é inegável que a humanidade de seus protagonistas e a inocência como encaram o absurdo de sua situação criam possibilidades quase infinitas de humor.
Mariam Afshari, Mohamad Ali Elyasmehr, Majid Panahi, Hadis Pakbaten e Vahid Mobasseri em cena de ‘Foi apenas um acidente’
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A virada
A graça da superfície, no entanto, fica sempre assombrada meio que lá no fundo por uma tensão constante. Mais do que apenas a incerteza sobre o destino do investigado, há também a sombra constante de uma provável intervenção das autoridades.
Por isso, não dá para chamar o inevitável confronto final de uma grande surpresa, mas a forma como Panahi o enquadra, sob a luz vermelha dos faróis traseiros da van (ela em si uma grande personagem da trama), faz da sequência das mais perturbadoras dos últimos anos.
Ela só consegue ser superada mesmo pelos últimos 3 minutos do filme, que prometem acompanhar o público por dias. As duas cenas, em contraste, provam o poder que as palavras podem ter nas mãos de um grande roteirista – e o efeito devastador do silêncio.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Rock in Rio 2026: Maroon 5, Demi Lovato e Jamiroquai são anunciados como atrações


Novidades no line-up do Rock in Rio
A organização do Rock in Rio anunciou mais cinco atrações de sua próxima edição, marcada para os dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro de 2026, no Rio de Janeiro (RJ). O anúncio ocorreu na noite desta terça-feira (2).
No dia 12, a banda americana Maroon 5 será a grande headliner do Palco Mundo. A data também terá shows da cantora Demi Lovato (Palco Mundo), do grupo britânico Mumford & Sons (Palco Sunset) e do João Gomes ao lado da Orquestra Brasileira (Palco Sunset).
Já a banda britânica Jamiroquai se apresenta no dia 11 como última atração do Sunset.
Além dos nomes revelados nesta terça, o festival terá shows de Elton John (dia 11), Stray Kids (dia 7) e Gilberto Gil (dia 11) — as atrações já tinham sido confirmadas anteriormente.
Maroon 5, Demi Lovato e Jamiroquai
Fabio Tito/g1/Reprodução /Globoplay /Flavio Moraes /g1
Ingressos
O chamado Rock in Rio Card é um ingresso de entrada antecipada que dá acesso a um único dia do festival — a escolha da data será feita posteriormente.
Nesta edição, cada Rock in Rio Card custa:
R$ 795 (inteira)
R$ 397,50 (meia-entrada)
R$ 675,75 (somente para com cartões de créditos emitidos pelo Itaú Unibanco Holding S.A)
A venda geral dos ingressos começa no dia 9 de dezembro, às 19h. Antes disso, membros do Rock in Rio Club têm acesso à pré-venda, disponível a partir do dia 4, também às 19h.
Sem cobrança de taxa de serviço, as vendas são realizadas exclusivamente pelo site da Ticketmaster Brasil. O pagamento pode ser feito com cartão de crédito ou pix.
Clientes de cartões de créditos emitidos pelo Itaú Unibanco Holding S.A. têm 15% de desconto na compra de ingressos (não cumulativos com a meia-entrada) e poderão parcelar a compra em até 8x sem juros. Nos demais casos, o pagamento pode ser feito em até 6x sem juros — com exceção para cartões internacionais sem parcelamento.

Fonte: G1 Entretenimento

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João Gomes coroa ano consagrador com participação no especial de Natal que Roberto Carlos grava em Gramado


João Gomes (à esquerda) é um dos convidados do especial ‘Noite feliz’, de Roberto Carlos
Reprodução / Instagram Roberto Carlos
♫ ANÁLISE
♬ João Gomes sairá consagrado de 2025. Sem tirar o pé do piseiro, o jovem cantor e compositor pernambucano adentrou outros territórios da música brasileira.
Celebrado pela crítica, querido pelo público e requisitado em universos musicais às vezes inalcançáveis por astros que tem como público-alvo o chamado povão, João Gomes coroa esse ano vitorioso com participação no especial de Natal que Roberto Carlos gravará em show programado para 12 de dezembro, no Serra Park, em Gramado (RJ), para ser exibido pela TV Globo em 23 de dezembro.
Roberto começou a ensaiar ontem, 1º de dezembro, para a gravação do especial anual, tradição na TV Globo desde 1974. E o primeiro convidado dos ensaios foi justamente João Gomes, como revelou foto do encontro dos cantores, postada nas redes sociais de Roberto.
A propósito, João Gomes ter sido convidado por Roberto Carlos para se juntar a um time que inclui Fafá de Belém, Jorge Ben Jor, Sophie Charlotte – com quem o Rei regravou recentemente a canção Proposta (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1973) para a trilha sonora da novela Três Graças – já é em si um sinal do evidente crescimento do nome do astro do piseiro na música brasileira. Afinal, Roberto Carlos sempre fica atento aos nomes que se destacam na música ao longo do ano para chamá-los para o programa natalino.
O especial de Natal de Roberto Carlos neste ano de 2025 se chama Noite feliz e está sendo orquestrado com produção de Maiana Timoner e Rodrigo Tápias, direção geral de Angélica Campos e direção de gênero de Joana Thimoteo.

Fonte: G1 Entretenimento

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Livros sobre Gilberto Gil, Francisco Mignone, Fernanda Abreu, Paulinho Nogueira e personalidades do samba ampliam bibliografia musical brasileira


Capas dos livros ‘Álbum’, ‘A parte do anjo’, ‘Banda larga cordel’, ‘Paulinho Nogueira simplesmente’, ‘Da lata 30 anos’ e ‘Eu sou do samba’
Reproduções / Montagem g1
♫ NOTÍCIA
♬ Se os discos já não são mais opções de presentes de fim de ano, uma vez que o mercado fonográfico opera essencialmente em modo digital, os livros ainda resistem como presentes atrativos para quem prefere o mundo físico e, na hora da leitura, ainda faz questão de manusear e virar página por página de um livro. Ao longo de 2025, a bibliografia musical brasileira foi ampliada com vários títulos.
O Blog do Mauro Ferreira lista a seguir seis livros sobre música brasileira lançados neste segundo semestre de 2025:
Capa do livro ‘Banda larga cordel’, de Gabriel Mardotti
Divulgação
♪ Banda larga cordel ➜ Cultura e tecnologias na trajetória de Gilberto Gil – Gabriel Marotti
♬ Arte e ciência muitas vezes se afinaram no cancioneiro de Gilberto Gil, compositor sempre antenado com a evolução do mundo eletrônico. No livro publicado pela editora Letra e Voz, o pesquisador e músico Gabriel Marotti analisa a abordagem da tecnologia na obra do autor de músicas como Lunik 9 (1967) e Pela internet 2 (2018). O título do livro Banda larga cordel reproduz o nome da composição lançada por Gil em 2008. Estruturada em três partes, a narrativa é consistente.
Capa do livro ‘Paulinho Nogueira ➜ Simplesmente’, de Marcos Martins & Vitor Nuzzi
Divulgação
♪ Paulinho Nogueira ➜ Simplesmente – Marcos Martins & Vitor Nuzzi
♬ O livro é ensaio biográfico, tão sucinto quanto bem escrito, sobre a vida e obra de Paulo Artur Mendes Pupo Nogueira (1927 – 2003), o extraordinário violonista e compositor imortalizado com o nome artístico de Paulinho Nogueira. Batizado com o nome da música que deu título ao álbum lançado pelo artista em 1974, o livro Paulinho Nogueira ➜ Simplesmente reconstitui a trajetória do violonista desde os primeiros anos em Campinas (SP). Inclui a discografia completa do artista.
Capa do livro ‘A parte do anjo ➜ Autocrítica de um cinquentenário’, de Francisco Mignone
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♪ A parte do anjo ➜ Autocrítica de um cinquentenário – Francisco Mignone
♬ Em 1947, quando fez 50 anos, o compositor de música erudita Francisco Mignone (1897 – 1986) publicou breve estudo crítico e biográfico da própria obra, com textos adicionais de nomes como Mário de Andrade (1983 – 1945) e o musicólogo Luiz Heitor Corrêa de Azevedo (1905 – 1992). É esse livro que volta ao catálogo, após 78 anos, em segunda edição que contextualiza o legado de Mignone em prefácios inéditos dos maestros André Cardoso e Roberto Duarte.
Capa do livro ‘Eu sou do samba’, de José Leonídio
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♪ Eu sou do samba – José Leonídio
♬ Através de contos e crônicas, o livro procura retratar o universo do Carnaval carioca através de personagens dos subúrbios e comunidades da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Mestres-salas, porta-bandeiras, rainhas de bateria, compositores e passistas povoam a narrativa afetuosa de José Leonídio, escritor que contribuiu com as letras de alguns enredos da escola de samba Em Cima da Hora.
Capa do livro ‘Da lata 30 anos’, de Fernanda Abreu
Divulgação
♪ Da lata 30 anos – Fernanda Abreu
♬ Parte do projeto multimídia orquestrado por Fernanda Abreu para revitalizar o álbum Da lata (1995), título emblemático da discografia da artista carioca, o livro detalha o processo de criação do álbum e do show através de textos escritos originalmente em 1995 e de inéditos textos revisionistas feitos, 30 anos depois, por nomes como a cantora Letrux e os jornalistas Silvio Essinger e Claudia Assef. A extensa seção Memorabilia inclui reproduções de capas de revistas estrangeiras, flyers, folders e imagens de LPs e CDs raros. A exposição das fotos promocionais do álbum e da turnê faz com que Da lata 30 anos seja em essência um livro de arte.
Capa do livro Álbum’, de Leo Aversa
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♪ Álbum – Leo Aversa
♬ Fotógrafo que assina o material promocional dos discos de grandes artistas da música brasileira, além de fotos feitas para reportagens do jornal carioca O Globo, Aversa compila imagens em Álbum, livro de arte que mostra que a produção fotográfica jornalística cotidiana pode ter caráter artístico. Álbum é um livro de fotos. Mas há eventuais textos do autor, hábil cronista, como o texto em que Aversa narra o jogo de cintura para extrair um sorriso de Chico Buarque, artista geralmente refratário às câmeras dos fotógrafos.

Fonte: G1 Entretenimento

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Condenado à prisão, diretor iraniano vence prêmio da crítica de Nova York


O diretor Jafar Panahi, vencedor da Palma de Ouro pelo filme “A Simples Accident”, posa no palco com membros da equipe e sua filha Solmaz Panah durante a cerimônia de encerramento do 78º Festival de Cinema de Cannes
Manon Cruz/ Reuters
Um dia após ser condenado à prisão, o cineasta iraniano Jafar Panahi levou o prêmio de Melhor Diretor, pelo filme “Foi Apenas Um Acidente”, no New York Film Critics Circle Awards (NYFCC, prêmio do Círculo de Críticos de Nova York). O anúncio foi feito nesta terça (2) pela organização nas redes sociais.
A condenação inclui uma proibição de viajar durante dois anos. A defesa diz que entrará com recurso. Panahi, que já foi preso duas vezes, venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano pelo filme.
Entenda o caso
A Justiça iraniana condenou o cineasta Jafar Panahi a um ano de prisão, por “atividades de propaganda” contra o Estado. A informação foi divulgada pelo advogado do diretor à AFP, Mostafa Nili, nesta segunda-feira (1º).
O filme fala sobre um torturador do governo iraniano que cai nas mãos de seus antigos prisioneiros. A filmagem foi realizada de forma clandestina, e a polícia chegou a interrompê-la, antes que fosse concluída às pressas algumas semanas depois.
Assista ao trailer de ‘Foi apenas um acidente’
O diretor, de 65 anos, realizou recentemente uma série de viagens internacionais para promover o longa. Nos Estados Unidos, disse estar “muito contente” pelo sucesso do filme, que tenta uma indicação ao Oscar 2026, tendo a França como seu representante.
Mesmo censurado e detido ao longo dos anos, pelo menos desde que se transformou de um renomado diretor de histórias infantis a um autor combativo de filmes com temas sociais, Panahi mantém o otimismo.
“Se eu não fosse um otimista, não conseguiria fazer esse filme. Porque se você sempre pensa que nada vale a pena, que nunca vai mudar nada, por que faria qualquer coisa? É preciso criar esperança para você mesmo para poder trabalhar”, afirmou ele em uma entrevista ao g1.

Fonte: G1 Entretenimento

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Wagner Moura e ‘O Agente Secreto’ vencem prêmios de organização de críticos de Nova York

Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura comentam campanha para Oscar de ‘O agente secreto’
“O Agente Secreto” e Wagner Moura levaram os prêmios de Melhor Filme Internacional e Melhor Ator pelo New York Film Critics Circle Awards (NYFCC, prêmio do Círculo de Críticos de Nova York). O anúncio foi feito nesta terça (2) pela organização nas redes sociais.
A organização reúne críticos de cinema de publicações sediadas em Nova York e é considerada uma das mais prestigiadas da indústria. Os vencedores do NYFCC nem sempre coincidem com os vencedores do Oscar, mas por ser uma das primeiras premiações da temporada, acabam atraindo atenção para os escolhidos.
Essa é a segunda vitória de Kleber Mendonça Filho nesta categoria, já que “Bacurau” levou em 2020. Os últimos filmes a vencer Melhor Filme Internacional foram “Tudo Que Imaginamos Como Luz” (2024) e “Anatomia de Uma Queda” (2023). O último também levou o Oscar nessa categoria.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ajuliacosta é entrevistada no g1 Ouviu ao vivo desta quinta-feira (4)


Ajuliacosta é entrevistada no g1 Ouviu ao vivo desta quinta-feira (4) Artista é a convidada do podcast de música do g1, com transmissão ao vivo no g1, no YouTube e no TikTok.

Fonte: G1 Entretenimento

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Casa Branca usa música de Sabrina Carpenter em vídeo de imigrantes sendo presos; entenda


Música de Sabrina Carpenter é usada em vídeo da Casa Branca
Reprodução/Instagram/TikTok
A Casa Branca publicou um vídeo nesta segunda (1º), nas redes sociais, usando a música “Juno”, de Sabrina Carpenter. O vídeo mostra agentes do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) correndo atrás de imigrantes e os algemando.
A escolha da faixa de Carpenter não foi à toa. Na turnê “Short and Sweet”, a cantora usou essa música para brincar de “prender” alguém da plateia (muitas vezes, uma celebridade, como Anne Hathaway e Nicole Kidman) por ser “sexy demais”. Então, ela jogava um par de algemas de plumas rosa ao “preso”.
Já no vídeo, a música é usada para mostrar prisões de verdade, em uma edição que acompanha o ritmo da canção.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
“Vamos tentar algumas posições ousadas. Você já tentou essa aqui?”, diz a música enquanto o vídeo mostra, repetidamente, imigrantes sendo algemados.
Até esta terça (2), a cantora ainda não se manifestou sobre o vídeo.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Após hit nº1, cantora de ‘Guerreiras do K-Pop’ grava em MG e torce por Oscar: ‘Vamos manifestar’


Audrey Nuna, cantora de ‘Guerreiras do Kpop’, fala sobre sucesso do filme
Audrey Nuna produz suas próprias músicas há alguns anos, mas nada poderia tê-la preparado para 2025. A cantora e rapper coreano-americana, hoje com 26 anos, vinha crescendo aos poucos, marcando um lugar na indústria. E desde 2020, aparecia no meu Spotify com algumas de suas músicas descoladas, com jeitão de “artista promessa”.
Mas ninguém poderia prever que ela estaria na música mais ouvida no mundo deste ano.
No filme “Guerreiras do K-Pop” (“K-Pop Demon Hunters”), ela dá voz (nas músicas) à personagem Mira, do girl group fictício HUNTR/X. O filme foi lançado em junho e foi um sucesso estrondoso, inesperado para todos os envolvidos: a essa altura, já é o filme mais assistido da história da Netflix. Dele, sete músicas entraram para o top 20 global do Spotify.
“É difícil não sentir a presença do filme em vários lugares do mundo”, contou a cantora ao g1.
Mira, Rumi e Zoey são as HUNTR/X em ‘Guerreiras do K-pop’
Divulgação
Uma delas é “Golden”, que está há 17 semanas no topo das paradas globais da Billboard. A música rendeu um disco de platina às cantoras do HUNTR/X (Audrey Nuna, Ejae e Rei Ami), e nem o novo disco de Taylor Swift conseguiu desbancá-las.
“Golden” ainda foi indicada a quatro Grammys, incluindo Canção do Ano — e se você perguntar especialistas internacionais de cinema, verá que há chances sérias de um Oscar de Melhor Canção Original. “Isso seria bem legal. Vamos manifestar”, brinca Audrey.
Na esteira desse turbilhão, Audrey Nuna passou semanas no Brasil e conversou com o g1. Ela falou da importância de “Guerreiras do K-Pop”, se emocionou com as conquistas recentes e revelou possíveis colaborações com Vitória Falcão (Anavitória), Mestrinho e Amaro Freitas. Veja abaixo:
Participação no filme
Audrey é de Nova Jersey e se lançou na música oficialmente em 2020. Desde então, ela foi conhecendo pessoas do show business e recebeu propostas para participar de vários projetos. Mas “Guerreiras do K-Pop”, em especial, a tocou de um jeito diferente.
“O filme fala de três garotas coreanas que não sentem que pertencem a lugar nenhum e precisam aprender a aceitar quem são por completo. E eu pensei: ‘isso é a minha vida também, sabe?’. É uma história que eu nunca vi sendo explorada nesse contexto cultural, ainda mais sendo um filme de animação. Então, fiquei imediatamente muito apaixonada pelo conceito e pela mensagem”.
Para ela, a representação de pessoas coreanas na cultura pop ainda é emocionante. Na infância, Audrey não estava acostumada a ver pessoas como ela: imigrantes coreano-americanos (“ou imigrantes de modo geral”) que crescem em um país que é seu lar, mas, ao mesmo tempo, têm uma cultura totalmente diferente em casa. “Tipo Hannah Montana”, brinca.
Audrey Nuna em foto do álbum ‘Trench’, de 2024
Divulgação
Foi ao ver gente como ela no filme “Minari” (2021), por exemplo, que Audrey sentiu uma emoção e uma identificação diferentes. Agora, ela é parte de um projeto que pode fazer o mesmo por outros imigrantes de origem coreana.
“Aconteceu a mesma coisa com ‘K-pop Demon Hunters’. Quando assisti na estreia, cinco minutos depois eu já estava chorando vendo um kimbap (comida típica coreana) animado. Então, é incrível fazer parte disso. E, além disso, ver esse tipo de progresso, como uma coreano-americana… ou como uma pessoa coreana, ponto… é muito tocante para mim.”
Recepção no mundo — e de vovôs coreanos
“Guerreiras do K-Pop” não ressoou só com a cantora. Semanas após o lançamento, Audrey começou a ver que esse filme seria um sucesso a nível global, muito diferente do que ela estava acostumada.
“Eu tinha viajado para Seul para fazer o Pentaport Festival, que é bem famoso. E lembro de sair de uma estação de metrô e ver um vovô coreano fazendo uma performance na rua com ‘Golden’. Isso bate diferente, porque avós coreanos são difíceis de impressionar. Foi muito, muito legal”.
Agora, enquanto conduz a carreira solo, ela se reúne de tempos em tempos com Ejae e Rei Ami para algumas apresentações e entrevistas como HUNTR/X. Audrey não sabe dizer se elas farão muitos projetos como um trio, mas diz que uma turnê “seria muito divertida”. Vale dizer que a continuação de “Kpop Demon Hunters” foi oficialmente confirmada, com lançamento previsto para 2029.
Rei Ami, Ejae e Audrey Nuna se apresentam como HUNTR/X no Jimmy Fallon
Reprodução/YouTube/NBC
“Estamos curtindo muito nos conhecermos melhor, vendo o impacto do filme no mundo e como ele une comunidades. Eu amo aquelas garotas, e seria muito legal ver formas de trabalharmos juntas no futuro. Mas, por enquanto, estamos vivendo um dia de cada vez. Temos o Grammy chegando, fizemos SNL, Jimmy Fallon… Estou curtindo conhecer as duas de forma mais pessoal”.
Música solo e parcerias brasileiras
O som de Audrey no trabalho solo, com o EP “A Liquid Breakfast” (2021) e o álbum “Trench” (2024), é uma mescla descolada de R&B, pop e rap. Ela diz que é uma “música forte, mas muito suave” ao mesmo tempo.
“Acho que minha música fala muito da minha infância — desse equilíbrio entre dois mundos, levar kimbap dentro de uma lancheira da Barbie, essa mistura cultural. Meu cérebro se sente confortável quando existe fusão, dualidade”.
“Minha música é muito forte, mas muito suave. Acho que é bonita, mas também áspera. Existe esse equilíbrio de sabores, sabe? Tipo comer sorvete com batata frita. Ou pão de queijo com doce de leite.”
Audrey Nuna em visita à Globo São Paulo, para entrevista no g1
Dora Guerra/g1
Foi para trabalhar em suas músicas, solo, que ela veio ao Brasil em novembro. Ela aproveita o bom timing da carreira, e diz que pretende fazer “as melhores músicas de sua vida”. A cantora passou semanas em Belo Horizonte, Minas Gerais, para gravar no belíssimo estúdio Sonastério.
Com a ajuda de sua empresária brasileiro-coreana, Audrey aproveitou para desbravar a nossa música. “Ela tem uma ‘old soul’. Curtiu Joyce Moreno, João Gilberto, Arthur Verocai e Milton Nascimento”, conta Paula, empresária da cantora.
Com quem Audrey encontrou por aqui, então? Ela cita vários nomes: o pianista Amaro Freitas, os músicos Paulo Novaes, Marcelo Dai e Erica Silva, e diz que “trabalhou em algo” com o sanfoneiro Mestrinho. Audrey também “manda um beijo” para Vitória Falcão, do Anavitória e, perguntada se vem aí um feat com a cantora brasileira, responde com uma risadinha.
“Os músicos daqui me inspiram muito. As pessoas também. Há muito ‘coração’ [em português] nos músicos, na música. Você sente a alma das pessoas quando fala com elas aqui”.
A artista diz que, por aqui, passeou bastante (“Cadê meu CPF?”, brincou). Foi ao Inhotim, à Pinacoteca, tomou um gelato de pistache em São Paulo. E achou inspiração até ao olhar para as ruas.
“Viajar sempre me inspira a encontrar partes diferentes de mim. E eu também adoro os carros daqui. Fiat Strada e Fiat Toro. Amo. Muito fofos (risos)”.

Fonte: G1 Entretenimento