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Após hit nº1, cantora de ‘Guerreiras do K-Pop’ grava em MG e torce por Oscar: ‘Vamos manifestar’


Audrey Nuna, cantora de ‘Guerreiras do Kpop’, fala sobre sucesso do filme
Audrey Nuna produz suas próprias músicas há alguns anos, mas nada poderia tê-la preparado para 2025. A cantora e rapper coreano-americana, hoje com 26 anos, vinha crescendo aos poucos, marcando um lugar na indústria. E desde 2020, aparecia no meu Spotify com algumas de suas músicas descoladas, com jeitão de “artista promessa”.
Mas ninguém poderia prever que ela estaria na música mais ouvida no mundo deste ano.
No filme “Guerreiras do K-Pop” (“K-Pop Demon Hunters”), ela dá voz (nas músicas) à personagem Mira, do girl group fictício HUNTR/X. O filme foi lançado em junho e foi um sucesso estrondoso, inesperado para todos os envolvidos: a essa altura, já é o filme mais assistido da história da Netflix. Dele, sete músicas entraram para o top 20 global do Spotify.
“É difícil não sentir a presença do filme em vários lugares do mundo”, contou a cantora ao g1.
Mira, Rumi e Zoey são as HUNTR/X em ‘Guerreiras do K-pop’
Divulgação
Uma delas é “Golden”, que está há 17 semanas no topo das paradas globais da Billboard. A música rendeu um disco de platina às cantoras do HUNTR/X (Audrey Nuna, Ejae e Rei Ami), e nem o novo disco de Taylor Swift conseguiu desbancá-las.
“Golden” ainda foi indicada a quatro Grammys, incluindo Canção do Ano — e se você perguntar especialistas internacionais de cinema, verá que há chances sérias de um Oscar de Melhor Canção Original. “Isso seria bem legal. Vamos manifestar”, brinca Audrey.
Na esteira desse turbilhão, Audrey Nuna passou semanas no Brasil e conversou com o g1. Ela falou da importância de “Guerreiras do K-Pop”, se emocionou com as conquistas recentes e revelou possíveis colaborações com Vitória Falcão (Anavitória), Mestrinho e Amaro Freitas. Veja abaixo:
Participação no filme
Audrey é de Nova Jersey e se lançou na música oficialmente em 2020. Desde então, ela foi conhecendo pessoas do show business e recebeu propostas para participar de vários projetos. Mas “Guerreiras do K-Pop”, em especial, a tocou de um jeito diferente.
“O filme fala de três garotas coreanas que não sentem que pertencem a lugar nenhum e precisam aprender a aceitar quem são por completo. E eu pensei: ‘isso é a minha vida também, sabe?’. É uma história que eu nunca vi sendo explorada nesse contexto cultural, ainda mais sendo um filme de animação. Então, fiquei imediatamente muito apaixonada pelo conceito e pela mensagem”.
Para ela, a representação de pessoas coreanas na cultura pop ainda é emocionante. Na infância, Audrey não estava acostumada a ver pessoas como ela: imigrantes coreano-americanos (“ou imigrantes de modo geral”) que crescem em um país que é seu lar, mas, ao mesmo tempo, têm uma cultura totalmente diferente em casa. “Tipo Hannah Montana”, brinca.
Audrey Nuna em foto do álbum ‘Trench’, de 2024
Divulgação
Foi ao ver gente como ela no filme “Minari” (2021), por exemplo, que Audrey sentiu uma emoção e uma identificação diferentes. Agora, ela é parte de um projeto que pode fazer o mesmo por outros imigrantes de origem coreana.
“Aconteceu a mesma coisa com ‘K-pop Demon Hunters’. Quando assisti na estreia, cinco minutos depois eu já estava chorando vendo um kimbap (comida típica coreana) animado. Então, é incrível fazer parte disso. E, além disso, ver esse tipo de progresso, como uma coreano-americana… ou como uma pessoa coreana, ponto… é muito tocante para mim.”
Recepção no mundo — e de vovôs coreanos
“Guerreiras do K-Pop” não ressoou só com a cantora. Semanas após o lançamento, Audrey começou a ver que esse filme seria um sucesso a nível global, muito diferente do que ela estava acostumada.
“Eu tinha viajado para Seul para fazer o Pentaport Festival, que é bem famoso. E lembro de sair de uma estação de metrô e ver um vovô coreano fazendo uma performance na rua com ‘Golden’. Isso bate diferente, porque avós coreanos são difíceis de impressionar. Foi muito, muito legal”.
Agora, enquanto conduz a carreira solo, ela se reúne de tempos em tempos com Ejae e Rei Ami para algumas apresentações e entrevistas como HUNTR/X. Audrey não sabe dizer se elas farão muitos projetos como um trio, mas diz que uma turnê “seria muito divertida”. Vale dizer que a continuação de “Kpop Demon Hunters” foi oficialmente confirmada, com lançamento previsto para 2029.
Rei Ami, Ejae e Audrey Nuna se apresentam como HUNTR/X no Jimmy Fallon
Reprodução/YouTube/NBC
“Estamos curtindo muito nos conhecermos melhor, vendo o impacto do filme no mundo e como ele une comunidades. Eu amo aquelas garotas, e seria muito legal ver formas de trabalharmos juntas no futuro. Mas, por enquanto, estamos vivendo um dia de cada vez. Temos o Grammy chegando, fizemos SNL, Jimmy Fallon… Estou curtindo conhecer as duas de forma mais pessoal”.
Música solo e parcerias brasileiras
O som de Audrey no trabalho solo, com o EP “A Liquid Breakfast” (2021) e o álbum “Trench” (2024), é uma mescla descolada de R&B, pop e rap. Ela diz que é uma “música forte, mas muito suave” ao mesmo tempo.
“Acho que minha música fala muito da minha infância — desse equilíbrio entre dois mundos, levar kimbap dentro de uma lancheira da Barbie, essa mistura cultural. Meu cérebro se sente confortável quando existe fusão, dualidade”.
“Minha música é muito forte, mas muito suave. Acho que é bonita, mas também áspera. Existe esse equilíbrio de sabores, sabe? Tipo comer sorvete com batata frita. Ou pão de queijo com doce de leite.”
Audrey Nuna em visita à Globo São Paulo, para entrevista no g1
Dora Guerra/g1
Foi para trabalhar em suas músicas, solo, que ela veio ao Brasil em novembro. Ela aproveita o bom timing da carreira, e diz que pretende fazer “as melhores músicas de sua vida”. A cantora passou semanas em Belo Horizonte, Minas Gerais, para gravar no belíssimo estúdio Sonastério.
Com a ajuda de sua empresária brasileiro-coreana, Audrey aproveitou para desbravar a nossa música. “Ela tem uma ‘old soul’. Curtiu Joyce Moreno, João Gilberto, Arthur Verocai e Milton Nascimento”, conta Paula, empresária da cantora.
Com quem Audrey encontrou por aqui, então? Ela cita vários nomes: o pianista Amaro Freitas, os músicos Paulo Novaes, Marcelo Dai e Erica Silva, e diz que “trabalhou em algo” com o sanfoneiro Mestrinho. Audrey também “manda um beijo” para Vitória Falcão, do Anavitória e, perguntada se vem aí um feat com a cantora brasileira, responde com uma risadinha.
“Os músicos daqui me inspiram muito. As pessoas também. Há muito ‘coração’ [em português] nos músicos, na música. Você sente a alma das pessoas quando fala com elas aqui”.
A artista diz que, por aqui, passeou bastante (“Cadê meu CPF?”, brincou). Foi ao Inhotim, à Pinacoteca, tomou um gelato de pistache em São Paulo. E achou inspiração até ao olhar para as ruas.
“Viajar sempre me inspira a encontrar partes diferentes de mim. E eu também adoro os carros daqui. Fiat Strada e Fiat Toro. Amo. Muito fofos (risos)”.

Fonte: G1 Entretenimento

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Lia de Itamaracá se junta a Daúde e lança álbum com músicas de Emicida, Céu e Russo Passapusso


Lia de Itamaracá e Daúde lançam disco com músicas de Emicida, Céu e mais 
“Se existe, a gente passa a borracha”, diz Lia de Itamaracá ao comentar a desvalorização que a ciranda e o coco de roda ainda enfrentam em parte do Brasil.
Aos 81 anos, a pernambucana se une a baiana Daúde, de 64, no álbum “Pelos olhos do mar”. Lançado na semana passada, o disco traz releituras e músicas inéditas — compostas por artistas como Emicida, Céu, Russo Passapusso e Karina Buhr.
Os compositores escreveram as letras com base apenas no que conhecem das cantoras, explica Daúde — sentada ao lado de Lia durante a entrevista da dupla ao g1. A ideia era deixar a imaginação fluir “sem ficar ligado nisso de que o mercado tem que ser assim ou assado. Ou que isso engaja mais do que aquilo. Foi pura intuição e emoção mesmo”.
Em “Santo Antônio da Boa Fortuna”, por exemplo, Emicida entrelaçou preces e contemplações. Lia e Daúde cantam ali sobre águas de Amaralina, riso de cajuína, confetes e o caminho da luz — tudo embalado por uma delicada melodia que soa como reza.
Lia de Itamaracá (à esquerda) e Daúde lançam o álbum ‘Pelos olhos do mar – Lia & Daúde ✧ Daúde & Lia’
Ravaneli Mesquita / Divulgação
Já Céu e Russo Passapusso escreveram “Florestania”, que tem uma letra para aplaudir a natureza e o legado dos povos originários. Com batidas dançantes, a canção tem influências que vão do samba ao jazz. O álbum traz ainda referências da ciranda, coco de roda, bolero e maracatu.
“Para nós, é muito orgânico estar cantando esses ritmos pretos”, diz Daúde. A cantora ficou conhecida em 1997, após lançar um feat com Carlinhos Brown: “Pata Pata”, releitura de uma faixa da sul-africana Miriam Makeba.
“Desde que vi Daúde, falei ‘meu Deus, essa daí vai comigo’”, afirma Lia. As duas se conhecem desde os anos 90, e vira e mexe uma participa do show da outra. Só agora, porém, lançam um álbum juntas.
As Negras
Com dez faixas, o disco abre com “As Negras”, música lançada por Chico César em 2019. Na nova versão, a letra soa como uma alusão às próprias cantoras, que levam a “Pelos olhos do mar” um misto de espiritualidade, negritude e olhar feminino.
Daúde conta que, a princípio, “As Negras” não estaria no disco. “A gente pediu uma música para o Chico, e ele disse ‘olha, até posso compor uma inédita com muito prazer, mas tenho uma aqui que é perfeita para esse álbum’. Quando ouvi, falei ‘caramba, que coisa linda, não tem erro'”.
“O caminho do negro é sempre muito tortuoso, né? Então, sempre que a gente puder celebrar é importante, porque a vitória também existe”, diz Daúde, enfatizando o motivo de sua empolgação por lançar um trabalho com Lia.
Lia de Itamaracá (à esquerda) e Daúde lançam o álbum ‘Pelos olhos do mar’ em 27 de novembro
Ravaneli Mesquita / Divulgação
Na a Ilha de Itamaracá
Cirandeira mais famosa do Brasil, Lia descreve sua trajetória como um caminho de resistência e enaltece os mestres de ciranda e coco de roda — pessoas que dominam os saberes dessas culturas e as passam de geração para geração.
“Já morreram alguns, mas ainda tem os filhos, netos desse povo todo”, diz Lia. No disco, mestres como Dona Celia, Dona Selma do Coco e Baracho ganham homenagens em “Pout-pourri de Cocos” e “Se Meu Amor Não Chegar nesse São João”.
Entre as releituras do álbum, está “A galeria do amor”, canção lançada por Agnaldo Timóteo (em 1976) como implícita referência à Galeria Alaska, antigo point de homens gays no Rio de Janeiro. A nova versão traz Daúde em um solo vocal.
Já o solo de Lia vem no bolero “Quem é?”, releitura do hit de Maurilio Lopes e Silvinho. “Sempre cantei essa nas festas de padroeira, em Itamaracá. Ouvia muito em postos de rádio”, conta a artista.
Ao falar sobre sua relação atual com a música, Lia afirma que compõe de frente para o mar. “Escrevo com um pedaço de pau, na areia”, diz ela. “A onda vem, apaga. E eu volto a acender.”
Após se apresentarem em São Paulo na última semana, as cantoras planejam agora uma turnê pelo Nordeste em 2026.
Capa do álbum ‘Pelos olhos do mar – Lia & Daúde ✧ Daúde & Lia’, de Lia de Itamaracá e Daúde
Pintura de Manuela Cavas com arte gráfica de Alexandre Calderero

Fonte: G1 Entretenimento

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Roberta Sá dá voz a Dora Morelenbaum, a Marina Iris e a Rosa Passos no álbum audiovisual ‘Tudo que cantei sou’


Roberta Sá lança em 12 de dezembro o álbum audiovisual ‘Tudo que cantei sou’
Flora Negri / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Show idealizado por Roberta Sá para celebrar os 20 anos de carreira que ganhou impulso em 2005 com a edição do primeiro álbum da artista, Braseiro, Tudo que cantei sou gera registro audiovisual captado sem plateia na Casa de Francisca, em São Paulo (SP).
O álbum Tudo que cantei sou desembarca nos aplicativos de áudio e também no YouTube em 12 de dezembro, com 14 músicas do roteiro essencialmente retrospectivo do show.
Contudo, o repertório inclui três músicas inéditas na discografia de Roberta. Coincidentemente, duas são bem recentes. Uma é o samba Virada, composto por Marina Iris em parceria com Manu da Cuíca e gravado por Marina com Péricles em single editado em 2021.
A outra música é Essa confusão, parceria de Dora Morelenbaum com Zé Ibarra, composta em 2021, lançada por Dora no primeiro álbum solo da artista, Pique (2024), mas já presente desde 2023 nos roteiros de alguns shows da banda Bala Desejo.
Música também nunca gravada por Roberta, mas já cantada pela artista em shows anteriores, o bolero Juras (Rosa Passos e Fernando Oliveira, 1993) também está na seleção do álbum Tudo que cantei sou em gravação que embute citação do samba Saudade louca (Arlindo Cruz, Acyr Marques e Franco, 1989).
Além dessas três joias inéditas na obra fonográfica da cantora, Roberta Sá rebobina onze músicas da discografia em seleção que abarca Olho de boi (Rodrigo Maranhão, 2005), o samba Eu sambo mesmo (Janet Almeida, 1946), o ijexá Água doce (Roque Ferreira, 2010), o samba-canção Não posso esconder o que o amor me faz (Cezar Mendes e José Carlos Capinan, 2015), a balada Pavilhão de espelhos (Lula Queiroga, 2012), a canção Casa pré-fabricada (Marcelo Camelo, 2001) e o xote Fogo de palha (2019), parceria de Gilberto Gil com Roberta Sá.
O álbum Tudo que cantei sou será lançado no mercado fonográfico em edição independente da própria Roberta Sá, com distribuição da gravadora Deck.
Capa do álbum ‘Tudo que cantei sou’, de Roberta Sá
Flora Negri

Fonte: G1 Entretenimento

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Irã condena Jafar Panahi, cineasta que venceu Palma de Ouro por ‘Foi apenas um acidente’


O diretor Jafar Panahi, vencedor da Palma de Ouro pelo filme “A Simples Accident”, posa no palco com membros da equipe e sua filha Solmaz Panah durante a cerimônia de encerramento do 78º Festival de Cinema de Cannes
Manon Cruz/ Reuters
A Justiça iraniana condenou o cineasta Jafar Panahi a um ano de prisão, por “atividades de propaganda” contra o Estado. A informação foi divulgada pelo advogado do diretor à AFP, Mostafa Nili, nesta segunda-feira (1º).
A condenação inclui uma proibição de viajar durante dois anos. A defesa diz que entrará com recurso.
Panahi, que já foi preso duas vezes, venceu a Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano, pelo filme “Foi Apenas Um Acidente”.
O filme fala sobre um torturador do governo iraniano que cai nas mãos de seus antigos prisioneiros. A filmagem foi realizada de forma clandestina, e a polícia chegou a interrompê-la, antes que fosse concluída às pressas algumas semanas depois.
Assista ao trailer de ‘Foi apenas um acidente’
O diretor, de 65 anos, realizou recentemente uma série de viagens internacionais para promover o longa. Nos Estados Unidos, disse estar “muito contente” pelo sucesso do filme, que tenta uma indicação ao Oscar 2026, tendo a França como seu representante.
Mesmo censurado e detido ao longo dos anos, pelo menos desde que se transformou de um renomado diretor de histórias infantis a um autor combativo de filmes com temas sociais, Panahi mantém o otimismo.
“Se eu não fosse um otimista, não conseguiria fazer esse filme. Porque se você sempre pensa que nada vale a pena, que nunca vai mudar nada, por que faria qualquer coisa? É preciso criar esperança para você mesmo para poder trabalhar”, afirmou ele em uma entrevista ao g1.

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Guerreiros do Sol’ vence o prêmio Rose d’Or Awards na categoria de melhor telenovela


Thomás Aquino fala do cangaço de ‘Guerreiros do Sol’
Produção dos Estúdios Globo e do Globoplay, “Guerreiros do Sol” ganhou o prêmio Rose d’Or Awards 2025, na categoria Melhor Telenovela — a premiação internacional é dedicada a conteúdos audiovisuais. O anúncio da vitória aconteceu em uma cerimônia nesta segunda-feira (1º) em Londres, na Inglaterra.
Os autores George Moura e Sergio Goldenberg e a produtora Juliana Castro representaram a Globo na cerimônia. “Nem no maior dos meus delírios, eu poderia imaginar que uma história em torno do Sertão do Nordeste, região de minha origem, poderia me levar a Europa para receber um prêmio de tamanha importância, em uma cerimônia em Londres”, afirmou Moura.
“Receber o Rose D’or de melhor novela com ‘Guerreiros do Sol’ é uma alegria imensa e uma constatação, que as histórias do mundo do cangaço têm uma universalidade, pois tratam dos desejos e conflitos genuinamente humanos.”
A novela disputava o prêmio com outras cinco produções estrangeiras: a alemã “Crystal Wall”; a britânica “EastEnders”; a turca “Eshref Ruya”; a belga “Life Happens”; e a espanhola “Valle Salvaje”.
“’Guerreiros’ é uma novela bem brasileira, nascida da nossa história. Por isso, é uma alegria saber que ela tocou o público estrangeiro. Num ambiente tão competitivo como o que a gente vive hoje, é importantíssimo ter um streaming e uma TV brasileira fortes do nosso lado. Muito feliz com esse prêmio, que também é do país. Viva os artistas brasileiros e viva todos os brasileiros”, disse Goldenberg.
“É um prêmio muito importante para todos os profissionais que se dedicaram, se emocionaram e doaram seus gigantescos talentos. Gratidão ao elenco incrível e incansável. Gratidão ao povo nordestino que nos recebeu de braços abertos e ao sertão que nos deu o que tinha de mais belo”, comemorou o diretor artístico Rogério Gomes.
José Luiz Villamarim, diretor de dramaturgia dos Estúdios Globo, afirmou: “A conquista desse prêmio reafirma a força da dramaturgia brasileira e a relevância da Globo no cenário global do entretenimento. Guerreiros é mais que uma novela, é um símbolo da nossa capacidade de transformar histórias locais em narrativas universais, que emocionam e conectam pessoas em diferentes culturas. Seguiremos investindo em qualidade e inovação para levar o melhor da nossa produção para o mundo”.
“É um orgulho ver nosso trabalho sendo reconhecido em premiações tão importantes Conquistamos o primeiro Oscar para o Brasil, vencemos no Emmy Internacional e agora ganhamos o Rose d’Or com ‘Guerreiros do Sol’. Cada conquista reforça nossa visão de investir em histórias originais que consolidam o Globoplay como referência em conteúdo de qualidade”, celebrou Tatiana Costa, diretora de conteúdo de produtos digitais da Globo.
Alexandre Nero e Thomas Aquino em ‘Guerreiros do Sol’
Reprodução
Guerreiros do Sol
“Guerreiros do Sol” é uma ficção inspirada em histórias reais. Ambientada no sertão nordestino, a trama narra disputas de poder entre cangaceiros e coronéis durante as décadas de 1920 e 1930. São cenas de um Brasil que, mesmo um século depois, mantém brutais injustiças, disse o protagonista Thomás Aquino ao g1.
Na novela, o ator faz o papel de Josué — seu “primeiro grande protagonista”, como ele gosta de pontuar. O personagem é inspirado em Lampião, o mais famoso dos cangaceiros. Figura controversa, Lampião é popularmente visto como símbolo da resistência nordestina e, ao mesmo tempo, bandido cruel. Uma dualidade que também está em Josué.
A história se desenvolve a partir da paixão de Josué por Rosa (Isadora Cruz), mulher também desejada pelo coronel Elói (José de Abreu) — ela é inspirada em Maria Bonita, esposa de Lampião. Para se livrar do concorrente, Elói arruína a família do Josué, e ele decide responder com vingança, entrando para o cangaço, no bando liderado por Miguel Ignácio (Alexandre Nero).

Fonte: G1 Entretenimento

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Brigitte Bardot se pronuncia a respeito de seu estado de saúde


Brigitte Bardot
AFP
A estrela do cinema francês e ativista dos direitos dos animais Brigitte Bardot divulgou um comunicado para tranquilizar os fãs a respeito sobre seu estado de saúde.
“Em resposta à disseminação de informações falsas nos últimos dias, a sra Brigitte Bardot gostaria de lembrar a todos que está se recuperando, que gostaria que as pessoas respeitassem sua privacidade e convida todos a se acalmarem”, diz a nota.
Isso ocorreu após relatos recentes da mídia de que Bardot, de 91 anos, foi novamente hospitalizada em Toulon, no sul da França, no mês passado, após um período anterior no hospital, em outubro, para uma cirurgia que seu escritório descreveu na época como pequena.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
“A sra Bardot deseja tranquilizar aqueles que estão genuinamente preocupados com ela. Ela lhes envia esta mensagem: “Envio meu amor para todos vocês.”
Bardot ficou mundialmente famosa nas décadas de 50 e 60 por suas atuações em filmes como “E Deus Criou a Mulher”. Como cantora, ela também lançou vários discos durante esse período.
Ela parou de atuar nos anos 70, mudou-se permanentemente para a cidade de Saint-Tropez, na Riviera Francesa, e se dedicou à causa do bem-estar animal por meio de uma fundação em seu nome.

Fonte: G1 Entretenimento

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Gilberto Gil vai cair no samba de Zeca Pagodinho em prêmio que celebra obra do intérprete de ‘Deixa a vida me levar’


Zeca Pagodinho (à esquerda) é o homenageado do 9º Prêmio UBC em cerimônia que terá Gilberto Gil no elenco do show do evento
Reprodução / Facebook Gilberto Gil
♫ NOTÍCIA
♬ Em 2017, quando Gilberto Gil foi laureado com o primeiro Prêmio UBC, criado pela União Brasileira de Compositores naquele ano para celebrar as obras dos grandes criadores da música do Brasil, foi das mãos de Zeca Pagodinho que o artista baiano recebeu o troféu da instituição que tem Marcelo Castello Branco como CEO e diretor executivo.
Decorridos oito anos, quem receberá o Prêmio UBC é o próprio Zeca Pagodinho em cerimônia programada para 10 de dezembro na Casa UBC, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Retribuindo o carinho de Zeca em 2017, Gilberto Gil confirmou presença no time de intérpretes convidados para cantar músicas do repertório do compositor carioca no show que está sendo orquestrado sob direção artística de Max Pierre e Victor Kelly.
Caberá a Gil interpretar o samba Deixa a vida me levar (Serginho Meriti e Eri do Cais, 2002), um dos maiores sucessos de Zeca Pagodinho.
O elenco do show também contará com João Gomes e Vanessa da Mata, escalados para dueto no partido alto Bagaço da laranja (1985), parceria de Zeca com o amigo de fé e samba Arlindo Cruz (1958 – 2025).
O Prêmio UBC homenageia Zeca Pagodinho na nona edição. Nas oito edições anteriores, os laureados foram Gilberto Gil, Erasmo Carlos (1941 – 2022), Milton Nascimento, Herbert Vianna, Djavan, Alceu Valença, Caetano Veloso e a dupla Rita Lee (1947 – 2023) & Roberto de Carvalho.

Fonte: G1 Entretenimento

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Alceu Valença explica sucesso de suas músicas ‘de pai para filho’: ‘Estavam no inconsciente’


‘Cantor desconhecido’? Alceu Valença diz que nunca se achou astro da MPB
Mesmo com décadas de carreira e vários sucessos, Alceu Valença “nunca pensou” no momento em que se tornou um astro da MPB.
“Nunca pensei nisso não. Eu sigo minha carreira. Claro que é bom ser reconhecido, mas quando eu entro no palco, eu estou no palco”, disse.
O músico foi entrevistado ao vivo no g1 Ouviu, o podcast e videocast de música do g1, nesta segunda-feira (1º). A conversa fica disponível em vídeo e podcast no g1, no YouTube, no TikTok e nas plataformas de áudio.
Em 2026, o cantor entrará em turnê para celebrar seus 80 anos. O artista pernambucano vai levar a “80 Girassóis” para dez capitais brasileiras, entoando seus grandes hits como “Pelas ruas que Andei”, “Belle de Jour”, “Anunciação”, “Tropicana”, “Como Dois Animais”, “Coração Bobo”, entre tantos outros.
“É um show com repertório de todas as épocas da minha carreira e tem uma narrativa cinematográfica”.
Música ‘de pai para filho’
De pai para filho: Alceu Valença explica sucesso de ‘Anunciação’
Alceu falou sobre seus sucessos, que passaram de geração pra geração. Para ele, as plataformas de streaming ajudaram os mais jovens a redescobrir suas músicas.
“Com o passar do tempo, as gravadoras perderam um pouco o poder. Quando chegam as plataformas, algumas músicas que estavam no inconsciente do pai, da mãe… começam a ficar para o filho. E novas gerações começam a cantar”.
Sobre “Anunciação”, ele contou que saiu tocando flauta pelas ruas de Olinda. “Eu não pensava que estava compondo nada. Uma doidice minha mesmo”.
“Peguei um papel de pão, fui pra sala e escrevi aquela música na hora. Não sabia o que ia acontecer. Eu não faço nada pensando o que vai acontecer”.
Esse e outros sucessos ganharam remixes e covers, mas o músico também revelou que não costuma ouvir as versões das músicas dele em outros ritmos.
Alceu Valença é entrevistado no g1 ouviu desta segunda (1°)
Kaique Mattos/g1
‘Querem botar tudo numa caixinha’
Valença falou sobre a sua trajetória, muito influenciada pela vida em Pernambuco. “Eu adquiri toda essa cultura do carnaval de maneira natural por causa da rua onde eu morava no Recife, por onde passavam vários blocos carnavalescos. Aquilo entrou na minha cabeça.”
O músico relembrou uma época em que foi comparado a Bob Dylan, cujo repertório ele mal conhecia. “Querem botar tudo numa caixinha”, disse.
“A minha influência é brasileira. Eu faço o Brasil. O Brasil não é só o Brasil, mas eu faço com coisas muito mais antigas, que estão no HD da minha memória. A minha cultura africana, que veio pra cá de uma maneira, a minha cultura ameríndia, dos povos originários, e a minha cultura ibérica”.
Para ele, a música nordestina hoje pode ser nacional sem que o artista precise se deslocar. “Antigamente, você tinha um Nordeste que era regional porque os veículos de divulgação estavam no Sudeste. Os artistas precisavam ir para o Rio de Janeiro para trabalhar. Hoje existem estúdios e plataformas em tudo que é canto”.
Sobre O Grande Encontro, parceria com Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho, o músico negou qualquer conflito entre eles. Ele disse que a saída de Zé foi “sem brigas”, mas não garante um reencontro dos quatro. “Não sou produtor”, brincou.
Na conversa, ele disse que há uma “turma bacana” da nova geração do forró, mas não é fã de alguns músicos novos. “Tem coisa que parece que você está no meio da boate. Eu não gosto muito não”.
Alceu Valença dá entrevista ao g1 Ouviu
Kaique Mattos/g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Gabriel Leone enfim se assume cantor em 2026 com álbum em que interpreta Djavan, Guinga, Ivan Lins e João Bosco


Gabriel Leone no estúdio de São Paulo (SP) em que gravou o álbum ‘Minhas lágrimas’
Reprodução / Instagram Gabriel Leone
♫ ANÁLISE
♬ Após tantas conexões com a música brasileira ao longo da carreira como ator, soa natural que o carioca Gabriel Leone Coutinho Miranda Frota se assuma oficialmente cantor e inicie enfim, aos 32 anos, carreira fonográfica sem associação com personagem de série, novela ou filme.
Um ano após dividir o estúdio com o grupo Boca Livre no single Benefício (2024), Leone se prepara para lançar o primeiro álbum em 2026. Um disco de intérprete já em fase de mixagem e masterização. Um álbum de MPB gravado em estúdio da cidade de São Paulo (SP) com produção musical de Marcus Preto e Tó Brandileone.
O álbum se chama Minhas lágrimas – título tomado emprestado do nome da música de Caetano Veloso lançada pelo autor no álbum Cê (2006) – e tem 10 faixas, já tendo sido idealizado para ser lançado no formato físico de LP após a edição digital.
O repertório gravita em torno das obras de ícones da MPB, com ênfase nos chamados lados B. De Djavan, por exemplo, Gabriel Leone aborda a pouco lembrada Segredo, balada de acento blues apresentada pelo compositor no álbum Meu lado (1986).
De Guinga, a música escolhida foi o Bolero de Satã, parceria do compositor com Paulo César Pinheiro propagada por Elis Regina (1945 – 1982) em dueto com Cauby Peixoto (1931 – 2016) em gravação de 1979, mas lançada na voz de José Milton em disco de 1976, mesmo ano em que Guilherme Arantes apresentou no primeiro álbum solo a música Antes da chuva chegar, pérola pescada no baú para o disco de Leone.
Da parceria fundamental de Ivan Lins com Vitor Martins, Gabriel Leone escolheu Choro das águas (1977). De Paulo Vanzolini (1924 – 2013), o artista selecionou Cara limpa (1974), samba de versos resignados que expõem a melancolia entranhada no repertório do álbum sintomaticamente intitulado Minhas lágrimas.
Nesse tom de resignação com a sofrência na lida da vida, Gabriel Leone também regravou Assim sem mais (João Bosco, Antonio Cícero e Waly Salomão) – música lançada por João Bosco no álbum Zona de fronteira (1991) – e Êta nóis (Luhli e Lucina, 1984), faixa que junta Leone com Ney Matogrosso, intérprete original da composição.
Também figura no repertório do álbum Minhas lágrimas uma música do compositor mineiro Celso Adolfo, Nós dois, apresentada pelo cantor Tadeu Franco no álbum Cativante (1983).
Inusitada, a seleção do repertório do álbum Minhas lágrimas sinaliza que o ator e (agora oficialmente) cantor tem grande conhecimento da história e do acervo da música brasileira, território no qual Gabriel Leone já pisara como ator em gravações feitas para as trilhas sonoras de filmes e séries como Os dias eram assim (2017), Minha fama de mau (2019), Além da lenda (2022) e Meu álbum de amores (2022).
Neste filme de Rafael Gomes, cuja trilha sonora foi composta por Arnaldo Antunes e Odair José, o ator deu voz e vida a Odilon Ricardo, cantor associado à música dita cafona.
Em Minhas lágrimas, álbum que será lançado pela gravadora Som Livre, Gabriel Leone escancara a preferência por compositores da música rotulada como MPB em opção estética que indica que o cantor debutante está mais preocupado com resultados artísticos do que comerciais.

Fonte: G1 Entretenimento

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Lenine personifica no magnífico álbum ‘Eita’ um ‘leão do Norte’ na melhor das formas, à espera de tempo iluminado


Lenine apresenta 11 músicas inéditas no repertório inteiramente autoral do álbum ‘Eita’
Gilda Midani / Divulgação
♫ OPINIÃO SOBRE ÁLBUM
Título: Eita
Artista: Lenine
Cotação: ★ ★ ★ ★ ★
♬ Se Lenine fingia ter paciência em 1999, agoniado com o giro cada vez mais veloz do mundo, o artista prega a fé no inesperado em 2025 com a crença de que um tempo mais iluminado vai chegar.
A caminho dos 67 anos, a serem festejados em 2 de fevereiro, o cantor acende o fogo da esperança nos versos da canção Confia em mim (Lenine e Dudu Falcão), primeira das 11 músicas inéditas que compõem o repertório inteiramente autoral de Eita, álbum lançado pelo artista na sexta-feira, 28 de novembro, com capa que expõe gravura inédita da artista visual Luiza Morgado.
Há dez anos sem lançar disco de músicas inéditas, o cantor, compositor e instrumentista volta revigorado, reeditando o alto nível do álbum anterior de estúdio, Carbono (2015), apresentado há uma década.
Gravado com produção musical de Bruno Giorgi, sob direção artística de Lenine, o álbum Eita gravita com excelência em torno da galáxia musical desbravada por Lenine há 32 anos, inicialmente em álbum com o percussionista Marcos Suzano, o decisivo Olho de peixe (1993), e depois em discografia solo iniciada há 28 anos com o álbum O dia em que faremos contato (1997), marco consolidador da identidade e do universo musical do artista nascido no Recife (PE) em 1959 e residente no Rio de Janeiro (RJ) desde 1979.
Está tudo lá em Eita, sobretudo o violão de toque percussivo e cheio de suingue, como atesta a música-título Eita, gravada com o piano sincopado do conterrâneo Vitor Araújo. Detalhe: recorrente na letra,. a interjeição-título é ouvida na faixa nas vozes de ilustres nordestinos como a maranhense Alcione, o alagoano Djavan, a baiana Ivete Sangalo e o pernambucano Luiz Inácio Lula da Silva.
Sim, Lenine saiu do Recife, mas o Recife continua entranhado na alma do artista. Eita é álbum enraizado na potente musicalidade da nação nordestina. Há muito da região na timbragem da gravação desse repertório coeso e na sintaxe de músicas como a apaixonada canção Meu xamêgo, dedicada à companheira de vida Anna Barroso.
Belo é o Recife em chamas na pisada do maracatu O rumo do fogo (Lenine e Lula Queiroga), facho de esperança na virada de rota da política ambientalista do Brasil. Ativista da causa indígena, Maria Gadú se junta a esse canto de fé dedicado aos ativistas e líderes indígenas Ailton Krenak e Davi Kopenawa.
Já Foto de família, parceria de Lenine com o filho João Cavalcanti, é flash memorialista de brasa nostálgica amainada pelo lirismo da canção adornada com cordas e adensada com o canto profundo de Maria Bethânia. Boi Xambá faz festejo e fanfarra com as percussões e as vozes do grupo Bongar.
Na sequência do álbum Eita, Lenine segue a toada com Malassombro, tendo Siba como parceiro e convidado desta faixa em que rabecas (do próprio Siba) e violas evocam a aridez dos cantadores do sertão nordestino, aos quais Lenine dedica a faixa. Parceria de Lenine com Gabriel Ventura, Beira se equilibra pelas veredas desse sertão na timbragem áspera da faixa coproduzida e mixada por Ventura (voz, guitarras e teclados).
No baque de Deita e dorme, parceria de Lenine com Arnaldo Antunes, poeta musical de contornos concretistas, o álbum Eita explicita o fato de que, na obra de Lenine, a forma como a música ganha vida em estúdio é tão importante quanto a composição em si. Tanto que os melhores registros desse cancioneiro são os feitos pelo próprio Lenine, ainda que o compositor tenha sido bem gravado pela leoa paraibana Elba Ramalho, voz que propagou a obra do artista antes de Lenine se firmar no mercado.
A sanfona de Mestrinho sublinha a ambiência nordestina de Aos domingos – faixa dedicada por Lenine ao pai, José Geraldo, falecido em julho de 2015 aos 93 anos – e reforça a conexão do álbum Eita com terra natal de Lenine, parido do ventre de Daisy Pimentel, a mãe (falecida em janeiro de 2017, aos 91 anos), a quem o artista dedica à supracitada canção Foto de família.
No fim do disco, as sanfonas do mesmo Mestrinho fazem o baile seguir em clima de arrasta-pé em Motivo, música de Lenine com Carlos Posada gravada com o arsenal forrozeiro de Durval (zabumba, triângulo e coquinho).
Enfim, o álbum Eita mostra Lenine na melhor das formas, apresentado repertório inédito pautado pela coesão e valorizado pelos arranjos de virtuoses como Carlos Malta, Henrique Albino e Martin Fondse.
Nono álbum de estúdio da discografia coerente de Lenine, artista com raízes fincadas na música de Pernambuco e antenas ligadas nos sons do mundo, Eita flagra o leão do Norte ainda indomado, à espreita da vida e à beira do abismo de um mundo tenso, mas um leão já serenado e confiante, à espera da chegada de tempo iluminado.
Capa do álbum ‘Eita’, de Lenine
Linogravura de Luiza Morgado
Lenine canta com Maria Bethânia, Maria Gadú e Siba no álbum ‘Eita’
Gilda Midani / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento