Categorias
ENTRETERIMENTO

Udo Kier, ator alemão que fez ‘Bacurau’ e ‘O agente secreto’, morre aos 81 anos


Udo Kier
Reprodução
O ator alemão Udo Kier morreu neste domingo (23), aos 81 anos, divulgou a revista americana Variety, que confirmou a informação com o seu parceiro, o artista Delbert McBride.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Jeniffer Nascimento retoma discografia com samba originado de poema que prega a autoestima da mulher preta


Capa do single ‘É preciso ter coragem’, de Jeniffer Nascimento
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ A atriz e cantora paulistana Jeniffer Nascimento aproveita a visibilidade alcançada com a interpretação da cantora Dita – uma das protagonistas da novela Êta mundo melhor! (2025), atual atração da Globo no horário das 18h – e retoma a discografia com o single É preciso ter coragem.
Em rotação desde sexta-feira, 21 de novembro, o single É preciso ter coragem é um samba nascido de um poema, Preta, escrito pela artista na época da pandemia de covid-19 e apresentado pela autora durante o festival Negritudes Globo 2025.
Para transformar o poema Preta em música, Jeniffer se uniu a Arthur Marques e a Mango, com os quais assina o samba É preciso ter coragem. Uma vez finalizada a música, a gravação foi feita em estúdio com produção musical de Izaías Marcelo.
Escritos sob o prisma de uma mulher preta vitoriosa na luta contra o preconceito racial, os versos do poema-samba receitam a autoestima e a confiança em si própria como combustíveis para a libertação e a realização femininas.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Natal de Pabllo Vittar é mais carnal do que espiritual nas cinco músicas do EP de tom nordestino ‘Prazer, Mamãe Noel’


Pabllo Vittar lança EP em que o Natal parece um mero cenário para ambientar músicas já próximas do estilo da artista
Divulgação
♫ OPINIÃO SOBRE EP
Título: Prazer, Mamãe Noel
Artista: Pablo Vittar
Cotação: ★ ★ ★
♬ Em Não se esqueça de nós, última e mais surpreendente faixa do EP natalino de Pabllo Vittar, Prazer, Mamãe Noel, ouve-se balada levada ao piano que mira clima celestial com a orquestração das vozes e o instrumental grandioso (inclusive com guitarras), quase épico.
Após atravessar o ano às voltas com a sofrência, o eu-lírico da letra roga aos céus por um amanhã melhor com um facho de esperança na vida que virá. De todas as cinco músicas do EP da artista, Não se esqueça de nós (Kika Boom, Number Teddie, Pabllo Vittar e Zebu, produtor da faixa) é a única com centelha espiritual.
Em essência, o Natal cantado por Pabllo Vittar em Prazer, Mamãe Noel é mais carnal. Dá para imaginar uma multidão hedonista se esbaldando na pista em que a cantora joga a faixa-título do EP, Prazer, Mamãe Noel, faixa produzida por Filipe Guerra, coautor e intérprete da música ao lado de Pabllo e John W, nome em ascensão na cena eletrônica. O tema é inspirado no standard natalino Jingle bells (James Pierpont, 1857.
Temperados com o duplo sentido da música nordestina, os versos do fluente xote A ceia (Drake do Nordeste, Dupê, Rodrigo Gorky, Guiga, Maffalda, Pablo Bispo e Zebu – “Vem me cuidar, pega pra criar / Me acabo com seus olhos de jabuticaba / Me embriago no seu lábio de licor / Desfrutando teu cacho, seu cabelo encaixa / E os dedos desenham seu corpo de flor / Me dê, me dê, me dê, me dê (a ceia)” – cantados por Pabllo Vittar com o artista baiano Dupê sublinham a sensação que o Natal é quase um pretexto, um mero cenário, para a artista dar voz a um repertório próximo do universo habitual da cantora.
A ceia é faixa produzida por Gorky, Maffalda e Zebu, trio que também deu forma ao arrocha Exatamente igual (Bibi, Gorky, Maffalda, Number Teddie e Zebu) – faixa com toque de forró quer reitera a impressão de que Vittar falar de amor e sofrência no ambiente do Natal em vez de cantar o Natal em si e o significado da festa cristã para a humanidade.
Mal nenhum há nisso. Já era esperado que Pabllo fizesse um disco natalino mais pop, só que, do ponto de vista da produção musical, faltou a energia do batidão tropical da artista nesse repertório enraizado no universo musical nordestino.
A trivial canção romântica Infinito (Arthur Marques, Maffalda, Pabllo Vittar e Zebu), outra faixa produzida pelo trio com o recorrente toque nordestino do EP, sela o sentimento de que o Natal de Mamãe Noel poderia ser mais do que um cenário, uma data, para pôr em pauta as mesmas questões e sofrências de sempre.
Capa do EP ‘Prazer, Mamãe Noel’, de Pabllo Vittar
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Liniker estreia na Tusca com look inspirado no álbum ‘Caju’, sensualiza e emociona público


A madrugada na Tusca foi duplamente simbólica para Liniker. Às 2h deste domingo (23), a artista subiu ao palco pela primeira vez na Taça Universitária de São Carlos (SP) e, também pela primeira vez, após conquistar três categorias no Grammy Latino 2025.
📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram
Como se o momento tivesse sido marcado, a tradicional chuva começou exatamente junto da abertura pirotécnica e envolveu o show em uma atmosfera ainda mais poética.
VEJA GALERIA DE FOTOS DO SHOW DA LINIKER
VEJA AQUI A COBERTURA COMPLETA DA TUSCA
Liniker dedicou as vitórias ao país e às próprias raízes. “A gente acabou de voltar para o Brasil com três vitórias que não são só minhas. São da minha família, dos músicos, orixás”, disse ao público, que respondeu com gritos, aplausos e mãos erguidas.
No último dia 14, a artista de Araraquara (SP) venceu como Melhor Intérprete Urbana em Língua Portuguesa. Além disso, o álbum “Caju” levou o prêmio de Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa e a canção “Veludo Marrom” foi eleita Melhor Canção em Língua Portuguesa.
Liniker na Tusca 2025
Jéssica Campos/ g1
No palco, após o festival pirotécnico de fogos de artifício e luzes, Liniker surgiu com um look verde estampado com a palavra “Caju”, com saia brilhante, reforçando o clima de celebração. O cenário, remetendo ao tema desta edição da Tusca, “o despertar de um novo mundo”, ganhou brilho com fogos, fumaça e luzes refletidas na garoa.
Se a música “Nega dos Olhos Terríveis” já havia hipnotizado a plateia, foi em “Tudo” que a arena virou um só coro, daqueles que dispensam microfone. O sorriso frouxo da cantora mostrava que a emoção também era dela.
Veja a cobertura completa da Tusca no g1:
SWING: Tusca 2025: Seu Jorge é ‘tuscalizado’ e põe público para pular do samba ao rock no segundo dia
FOTOS: Ganhadora de 3 Grammys, Liniker faz show embaixo de chuva na Tusca
GALERIA: Última festa noturna da Tusca 2025; confira as fotos da galera
Voz, presença e performance
No palco da Tusca, Liniker reafirmou por que é considerada uma das maiores intérpretes brasileiras da atualidade. Cantou sem bases pré-gravadas, sustentou notas longas, explorou nuances da voz e dividiu os holofotes com backing vocals potentes, sempre acompanhados prontamente pela plateia.
A cantora dançou, brincou com a água, sensualizou, interagiu com os músicos e o público e reforçou o vínculo com o interior paulista. “Sou 016”, declarou, fazendo os tusqueiros vibrarem ainda mais.
Liniker na Tusca 2025
Jéssica Campos/ g1
Entre faixas como “Baby 95”, sucesso do álbum “Índigo Borboleta Anil”, também premiado com um grammy em 2022, e “Febre”, o show ganhou momentos de intimidade, conduzidos de maneira leve e natural. Já “Pote de Ouro” transformou a arena em pista, com casais abraçados, amigos pulando e celulares iluminando a madrugada.
Os versos de “Veludo Marrom”, melhor canção em língua portuguesa de 2025, criaram um breve estado de suspensão, quase capaz de silenciar o agito de uma das maiores festas universitárias do país.
Liniker deixou o palco no mesmo momento em que a chuva cessou, como se a garoa fizesse parte do seu espetáculo. Na última noite da Taça Universitária em 2025, a cantora gravou seu nome e sua história no imaginário dos tusqueiros. E Liniker, agora com quatro gramofones, transformou a madrugada em espetáculo à altura da ocasião.
BaianaSystem tem performance política e de valorização da cultura
BaianaSystem na Tusca 2025
Jéssica Campos/ g1
Antes de Liniker silenciar a arena, o BaianaSystem sustentou uma hora de pura catarse coletiva, com bate-cabeça, dança e o já tradicional tom político que acompanha o grupo. No palco, símbolos como uma tornozeleira eletrônica, em referência à prisão preventiva de Jair Bolsonaro neste sábado (22), durante a música “Sulamericano”, e a bandeira da Palestina reforçaram o tom contestatório da apresentação.
Na metade do show, depois de algumas rodas de bate-cabeça, o que parecia ser o maior choque da noite virou um baile conduzido por mulheres em celebração à mulher latina. Teve ainda surpresa coletiva com o improvável coro de “Bésame Mucho” e a participação de um Saci-Pererê como forma de reafirmar a cultura e o folclore brasileiro.
BaianaSystem na Tusca 2025
Jéssica Campos/ g1
REVEJA VÍDEOS DA EPTV:
Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Oasis faz parecer que tempo não passou em reencontro no Brasil 16 anos após fim da banda


Liam Gallagher canta em show do Oasis, em São Paulo
Cesar Soto/g1
Qualquer uma das quase 70 mil pessoas que lotaram o estádio Morumbis, em São Paulo neste sábado (22), teria dificuldade em acreditar que fazem 16 anos desde que o Oasis terminou.
O primeiro show da banda de Manchester no Brasil desde 2009, quando os irmãos Noel e Liam Gallagher brigaram de forma aparentemente irreparável e se separaram, foi tão impecável que nem parecia fazer tanto tempo que a dupla não subia junto aos palcos.
Ok, esta não foi a primeira apresentação do grupo desde então – e nem será a última no país, já que eles retornam a um estádio com ingressos também esgotados neste domingo (23).
Mas seria inocência acreditar que tamanho entrosamento e domínio sobre o ritmo das canções escolhidas tenha sido construído apenas nos poucos mais de cinco meses desde o começo da turnê, anunciada em 2024.
A grande diferença foi mesmo a leveza com que irmãos dividiam os holofotes – por mais que Liam tenha mantido o hábito de deixar o palco nas músicas em que Noel assumiu os vocais.
Do lado do público, poucas pessoas se salvaram dos jatos de cerveja e água arremessados ao ar, principalmente no começo das duas primeiras músicas.
Não que muita gente tenha se importado. Ao final das duas horas de apresentação com diversos sucessos, focados em especial nos dois primeiros discos da banda, os espectadores tinham até se aproximado, meio sem nem perceber.
Cartela resenha crítica g1
Arte/g1

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Drik Barbosa retoma discografia após saída da gravadora de Emicida e vai do R&B ao afropop em duas músicas novas


Drik Barbosa apresenta as duas músicas do single em show programado para 14 de dezembro em São Paulo
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Tornado público em março, o rompimento profissional entre os irmãos Emicida e Evandro Fióti – sócios na gravadora Laboratório Fantasma – afetou a trajetória fonográfica de Drik Barbosa. Aposta da empresa gerenciada pelos artistas, por onde vinha lançando singles e EPs nos últimos anos, a rapper paulistana acabou saindo da gravadora após o litígio entre os manos.
Na terça-feira, 25 de novembro, Drik retoma a discografia por vias independentes e lança o projeto fonográfico 2D: Sob medida | Gosto bom. Trata-se de single duplo com duas músicas inéditas.
O lançamento marca o início da parceria fonográfica da rapper com a distribuidora digital ONErpm. “Resolvi lançar um single duplo com duas músicas bem diferentes. Uma, Sob medida, tem pegada de rap com influências do R&B dos anos 2000 e a outra, Gosto bom, é um afropop com R&B. Para mostrar esse projeto ao mundo, criei o nome ‘2D’ para representar essas duas Driks e esses dois moods diferentes para marcar minha volta da melhor forma, reafirmando minha identidade musical”, contextualiza a artista, projetada ao longo dos anos 2010.
Em Sob medida, faixa produzida pela própria Drik Barbosa com Grou, a rapper forma quarteto com Cristal, Stefanie e a irmã mais nova de 16 anos, Mirella, que já havia feito feat com a mana primogênita na gravação de Quem tem joga (2019).
Já Gosto bom – faixa apresentada como “combinação de afropop, R&B e influências latinas em love song sensual” – é música formatada com produção de Nave Beatz.
Em cena com o show Aprendi a me amar, Drik Barbosa cantará ao vivo pela primeira vez as duas músicas inéditas do projeto 2D na apresentação agendada para 14 de dezembro no CityLights em São Paulo.

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Toquinho e Vinicius de Moraes validaram bossa de Ornella Vanoni, cantora italiana morta aos 91 anos, em álbum de 1976


Toquinho (à esquerda), Vinicius de Moraes (1913 – 1980) e Ornella Vanoni (1934 – 2025) na capa do álbum ‘La voglia, la pazzia, l’incoscienza, l’allegria’
Reprodução
♫ MEMÓRIA
♬ A notícia da morte da cantora italiana Ornella Vanoni (22 de setembro de 1934 – 21 de novembro de 2025) – ocorrida ontem por causa de parada cardíaca, em Milão, cidade natal da artista de 91 anos – traz à memória um álbum com músicas brasileiras e clima de bossa nova lançado por Vanoni em 1976 com Toquinho e Vinicius de Moraes (1913 – 1980).
O álbum La voglia, la pazzia, l’ incoscienza, l’ alegria – em português, O desejo, a insanidade, a inconsciência, a alegria – tem repertório dominado por músicas de Vinicius de Moraes, compostas com parceiros como Toquinho – com quem o poeta e cantor formava a dupla Toquinho & Vinicius na década de 1970 – e Baden Powell (1937 – 2000), além, claro, de Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994), o compositor que mais forneceu standards planetários no universo da bossa nova.
As músicas foram vertidas para o italiano pelo letrista Sergio Bardotti (1939 – 2007). Eu sei que vou te amar (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1969), por exemplo, virou Io so che ti amerò na versão cantada pela artista em gravação feita com a adição de poema recitado por Vinicius.
Já o samba-título La voglia la pazzia era versão do samba Se eu quisesse (Toquinho & Vinicius, 1975). Com as vozes de Toquinho e de Vinicius, recorrentes desde a terceira das 14 faixas do álbum, a cantora caiu em sambas como o melancólico Un altro addio / Mais um adeus (Toquinho & Vinicius, 1971) e o lírico e mais animado Samba della rosa / Samba da rosa (Toquinho & Vinicius, 1971).
Fora do cancioneiro de Vinicius, o trio abordou Sinal fechado (Paulinho da Viola, 1969) – intitulada Semaforo rosso na versão em italiano de Bardotti – e a canção napolitana Anema e core (Salve D’Esposito e Tito Manlio, 1950).
O álbum La voglia, la pazzia, l’incoscienza, l’allegria simbolizou em 1976 mais uma incursão de Ornella Vanoni pela música brasileira. Seis anos antes, em 1970, a cantora tinha lançado com sucesso a gravação de L’appuntamento, versão em italiano – esta escrita por Bruno Lauzi – da canção Sentado à beira do caminho (Roberto Carlos e Erasmo Carlos, 1969), lançada no ano anterior na voz de Erasmo Carlos (1941 – 2022).
Capa do álbum ‘La voglia, la pazzia, l’incoscienza, l’allegria’, de Ornella Vanoni (1976), Toquinho e Vinicius de Moraes
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Samba do Trabalhador celebra 20 anos em álbum autoral que gravita em torno do cancioneiro do fundador Moacyr Luz


Moacyr Luz (de pé, com chapéu) posa com os cantores, compositores e músicos da roda Samba do Trabalhador, com os quais gravou o álbum lançado ontem, 21 de novembro
Leo Aversa / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Criada em 2005 por Moacyr Luz para ser armada às segundas-feiras no Clube Renascença, point boêmio da zona norte da partida cidade do Rio de Janeiro (RJ), a roda Samba do Trabalhador chega aos 20 anos com fôlego. A efeméride é celebrada no álbum Moacyr Luz & Samba do Trabalhador – 20 anos, sexto título da discografia do coletivo carioca.
Em rotação desde ontem, 21 de novembro, o álbum junta Moacyr Luz a um time de bambas da roda, formado por Alexandre Marmita (cavaquinho e voz), Daniel Neves (violão de sete cordas), Gabriel Cavalcante (cavaquinho e voz), Júnior de Oliveira (percussão), Leandro Pereira (violão), Mingo Silva (percussão e voz) e Nilson Visual (percussão).
No álbum editado pela gravadora Biscoito Fino, o grupo registra 16 músicas, entre composições inéditas e regravações de sambas de Moacyr Luz, alguns apresentados pelo compositor há 22 anos no referencial álbum Samba da cidade (2003), casos de Tudo que vivi, Vila Isabel, Vinte-e-sete-zero-nove e Mitos cariocas – Lan, parcerias do bamba com Wilson das Neves (1936 – 2010), Martinho da Vila, Nei Lopes e Aldir Blanc (1946 – 2020), respectivamente.
Um dos mais profícuos parceiros de Moacyr Luz até sair de cena há cinco anos, Aldir Blanc também figura na ficha técnica como letrista de Cachaça, árvore e bandeira (1998) e de uma música inédita, Dezesseis, composta por Moacyr a partir dos versos lhe confiados pela viúva do bardo tijucano e ouvida no disco em gravação feita com participação de Marina Iris.
A safra de inéditas do álbum Moacyr Luz & Samba do Trabalhador – 20 anos também inclui Vai clarear (Moacyr Luz, Mingo Silva, Nego Álvaro e Alexandre Marmita) e parcerias de Moacyr Luz com Xande de Pilares (Se babar, babou, gravada com a voz de Alexandre Marmita), Pedro Luís (Água Santa, com feat do próprio Pedro), Sereno (Eu fiz um samba pra Bahia, gravada com a adesão de Joyce Moreno) e Dunga (Todo santo dia, ouvida na voz do próprio Dunga).
O álbum Moacyr Luz & Samba do Trabalhador – 20 anos foi gravado com produção musical e arranjos do violonista Leandro Pereira, sob direção artística de Gabriel Cavalcante.
Capa do álbum ‘Moacyr Luz & Samba do Trabalhador – 20 anos’, de Moacyr Luz e Samba do Trabalhador
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Tusca 2025: Seu Jorge é ‘tuscalizado’ e põe público para pular do samba ao rock no segundo dia


Veja momentos do show de Seu Jorge na Tusca 2025
Seu Jorge foi ‘tuscalizado’ na madrugada deste sábado (22). Esbanjando elegância e simpatia, não escondeu a felicidade de cantar para o público universitário, na Taça Universitária de São Carlos (Tusca). Primeiro a se apresentar na segunda noite, o músico levou ao palco principal um repertório que misturou MPB, R&B, soul, samba e rock e conquistou os tusqueiros logo nos primeiros minutos.
📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram
Com banda completa, o artista entrou com presença de estrela: terno preto retrô, look all black, óculos escuros e passinhos coreografados ao som da introdução instrumental. Abriu o show com “Mina do Condomínio” e recebeu um uníssono imediato, sinal de que o público já estava entregue.
Quebrando o protocolo, Seu Jorge cantou praticamente tudo no gogó, sem apoio de bases pré-gravadas. Entre passos coreografados e sorrisos, interagiu com a plateia pela primeira vez dizendo: “Aqui só tem campeão.”
Veja a cobertura da Tusca no g1 São Carlos:
RESUMÃO: Ana Castela anima Tusca com hits, modão e banho no público; confira como foi o primeiro dia
GALERIA: Tusca entra no 2º dia de festa: veja as fotos da galera que curtiu os shows de Seu Jorge, Kayblack e mais
TUSCA 2025: Detonautas faz show com expectativa de novos públicos; veja FOTOS
Fase disco, passinhos e simpatia
Seu Jorge na Tusca 2025, em São Carlos (SP)
Jéssica Campos/ g1
O show foi dividido em atos. Ao lado de Magary Lord e Peu Meurray, o primeiro deles teve clima “Brasil disco”, com as dançantes “Sábado à Noite” e “Gente Boa Se Atrai”, do álbum “Baile à la Baiana”, lançado em 2025, e que explora a musicalidade baiana.
Bem-humorado, o cantor brincou com objetos arremessados pela plateia e até interagiu com um lencinho vermelho atirado no palco.
A resposta veio em gritos coletivos de “Jorge, eu te amo!”, repetidos mais de uma vez. Antes de cantar a marcante “Carolina”, ele se declarou ao público: “Estou apaixonado, quero ficar aqui a noite toda”.
A banda também brilhou, e fez show a parte com destaque para solos de guitarra, flauta, cavaquinho e momentos instrumentais que fizeram a plateia dançar.
Dos clássicos aos virais
Seu Jorge na Tusca 2025, em São Carlos (SP)
Jéssica Campos/ g1
Com “Shok”, também do novo álbum, Seu Jorge colocou o público para pular em um ritmo que lembrou micareta. Entre uma música e outra, elogiou o público: “A galera do Tusca é tão linda.”
Mesmo sem a MTG de funk que a ressuscitou, o sucesso “Quem Não Quer Sou Eu”, uma das músicas mais ouvidas de 2024, manteve o brilho e gerou coro espontâneo. Em seguida, veio uma sequência com axé, batuque e flauta, até que os primeiros acordes de “Amiga da Minha Mulher” fizeram a arena explodir.
“Salve, Jorge” manteve a energia lá no alto e rendeu mais declarações de amor dos tusqueiros. Quando o show parecia terminar sem “Burguesinha”, a plateia protestou e Jorge fez suspense. Antes, entregou “Felicidade” e “Casinha de Sapê”, com direito a improviso rock e solo de guitarra.
Só então veio o hit. “Burguesinha” encerrou o show em coro, mas ainda não era o fim. Antes de ir embora, o cantor avisou que só deixaria o palco se todo mundo pulasse ao som de “Mas Que Nada”, clássico de Jorge Ben Jor, e a missão foi cumprida.
Intérpretes de LIBRAS roubaram a cena
Intérprete de LIBRAS marcou presença na Tusca 2025, no show de Seu Jorge
A presença de intérpretes de LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais) no palco principal foi uma das novidades desta edição da Tusca. Pela primeira vez, o festival conta com uma equipe fixa atuando diretamente nos shows, garantindo acessibilidade para o público surdo durante toda a programação. A participação chamou atenção já na primeira noite e se consolidou como destaque de 2025.
No show do Seu Jorge, a intérprete Naiara Rodrigues ganhou um momento especial ao lado do seu ídolo, quando ele cantou ao lado dela.
A atriz e tradutora de 35 anos afirma que iniciativas como essa ainda são raras em eventos culturais de grande porte. Para ela, acessibilidade não deve ser vista como bônus, mas como direito. “A gente paga ingresso, está nos eventos, então é nosso direito estar em todos os lugares. Acessibilidade não é algo opcional”, disse.
Confira fotos do segundo dia de festa da Tusca 2025, em São Carlos
Jéssica Campos/ g1
O ator e intérprete Lucas Araújo, 24, reforça que estar no festival é resultado de anos de insistência, projetos e negociação com a organização. Segundo ele, a Tusca assume protagonismo ao incorporar acessibilidade no palco.
“Se estamos aqui hoje, é fruto de três anos de trabalho. Houve avanços, mas precisamos continuar cobrando para que isso se torne prática em todos os eventos”, afirmou.
Outras atrações da noite
Além de Seu Jorge, o segundo dia da Tusca também teve shows de GBR, Kayblack e Missiatto, que completaram a programação do palco principal na madrugada.
REVEJA VÍDEOS DA EPTV:
Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

Fonte: G1 Entretenimento

Categorias
ENTRETERIMENTO

Oasis volta ao Brasil neste sábado; veja tudo o que você precisa saber


Cantor Liam Gallagher durante show do Oasis em Cardiff, em 4 de julho
Scott A Garfitt/Invision/AP
O Oasis finalmente volta ao Brasil neste sábado (22) para o primeiro dos dois shows que realiza em no Morumbis, em São Paulo — mais de 16 anos anos depois da última passagem pelo país e do fim do grupo.
A banda britânica dos irmãos Gallagher também se apresenta no domingo (23) e, como era de se esperar, ambas as datas já estão com ingressos esgotados.
Os portões do Morumbis abrem às 16h neste sábado. Já a apresentação está prevista para começar por volta das 21h.
Depois de tanto tempo separados, muita gente duvidava que Noel e Liam conseguissem evitar suas famosas e homéricas tretas até chegarem mais uma vez ao Brasil, desde o anúncio da reunião em agosto de 2024.
O retorno da dupla aos palcos, em julho, bateu recordes de venda de cervejas no estádio de Wembley, na Inglaterra e, por ora, parece ter gerado poucos atritos.
Oasis, a discografia: g1 coloca os 7 álbuns da banda na ordem (do pior ao melhor)
Veja o que esperar dos shows no Brasil (e um provável setlist):
O que aconteceu com o Oasis?
O Oasis foi fundado em 1991 na cidade de Manchester, na Inglaterra. Desde o disco de estreia, a banda já se destacou como um dos grandes expoentes do rock britânico nos anos 90. Hoje, o Oasis ultrapassa a marca de 75 milhões de discos vendidos.
Marco do movimento chamado “britpop”, o Oasis conquistou fãs em todo o mundo. A banda ficou conhecida pela personalidade “escrachada” dos integrantes e suas músicas emblemáticas, como “Wonderwall”, “Don’t Look Back in Anger” e “Champagne Supernova”.
Mas a tensa relação entre os irmãos Gallagher sempre foi um problema dentro do Oasis. Os dois já tiveram inúmeras trocas de insultos e brigas públicas, e Noel chegou a deixar os colegas em plena turnê pela Europa após uma discussão.
No fim de agosto de 2009, Noel anunciou sua saída definitiva da banda. “É com tristeza e grande alívio que digo que desisto do Oasis esta noite”, escreveu o guitarrista em seu site. “As pessoas podem dizer o que quiserem, mas eu simplesmente não consigo trabalhar com Liam por mais nenhum dia”.
Na época, os integrantes remanescentes do Oasis decidiram continuar trabalhando juntos como o grupo Beady Eye. Eles se separaram em 2014, e Liam seguiu em carreira solo desde então. Já Noel tem a banda High Flying Birds.
Em quase 35 anos de carreira, o Oasis lançou 7 álbuns de estúdio e vendeu mais de 75 milhões de discos em todo o mundo. Sucessos dessa trajetória estarão nos dois shows da banda no Morumbis. Veja o ranking dos discos do grupo.
As tretas de Liam e Noel
“Quando tudo isso acabar, vamos sentar e refletir sobre o que aconteceu”, afirmou Noel em uma entrevista recente ao programa TalkSport. “É ótimo estar de volta em uma banda com o Liam. Eu tinha esquecido o quanto ele é divertido.”
A declaração resume bem a intensidade das idas e vindas entre os irmãos Gallagher, que eram os líderes do Oasis e sempre impactaram a banda com suas (várias) brigas e reconciliações.
Em 1994, por exemplo, eles transformaram áudios de uma discussão violenta que tinham tido em duas faixas chamadas “Wibbling Rivalry”, lançadas pelo Oasis. Além disso, foi justamente a relação entre os irmãos que levou ao fim da banda, em 2009 — após uma treta em que Liam quebrou uma guitarra de Noel.
Desde então, os Gallagher continuaram trocando xingamentos e críticas publicamente, em clima de crescente rivalidade até que, em 2024, anunciaram a turnê nas redes. O post dizia: “As armas se aquietaram. As estrelas se alinharam. A grande espera acabou. Venha testemunhar”.
Irmãos Gallagher, do Oasis, já falaram mal de Blur, Coldplay, Beyoncé, Taylor Swift…
Línguas de chicote
Além de brigarem entre si, os irmãos também são conhecidos pela postura afiada e já distribuíram críticas aos mais diversos nomes da indústria do entretenimento.
Quem é fã de rock britânico provavelmente sabe que existe uma rivalidade histórica entre as bandas Oasis e Blur.
Muitas trocas de farpas entre os integrantes já rolaram. Mas o momento mais pesado da guerra aconteceu em 1995, quando uma música do Blur — “Country House” — disputava o primeiro lugar da parada britânica com uma do Oasis — “Roll With It”.
Na época, Noel Gallagher chegou a dizer numa entrevista a seguinte frase: “Eu odeio Alex e Damon. Espero que eles contraiam Aids e morram”. Alex, no caso, é Alex James, baixista do Blur, e Damon, Damon Alban, vocalista.
Outras duas bandas que os irmãos Gallagher nunca curtiram muito são o Radiohead e o Coldplay. Em uma entrevista em 2008, Liam Gallagher chamou de “chatos” e “feios” os fãs dos dois grupos.
Também em 2008, Noel criticou a escalação do rapper Jay-Z como atração principal do Glastonbury, festival no Reino Unido. Para ele, colocar um artista do hip hop nessa posição era um erro porque o festival precisava manter a “tradição da música com guitarras”.
Sobre Adele, Noel já falou que ela faz “música para vovós”;
Sobre Ed Sheeran, disse que não consegue viver num mundo em que um cantor como ele enche o estádio de Wembley, em Londres (a capacidade é de 80 mil pessoas);
Sobre Harry Styles (e outros cantores que surgiram em programas de TV, como o “The X Factor”), afirmou que o que eles fazem “não tem nada a ver com música”;
E sobre Beyoncé, declarou que “rebolar para ganhar a vida” não pode ser considerado arte.
As inspirações de Noel
Quem for ao Morumbis é melhor se preparar: vai ter dedilhado de piano que parece John Lennon, verso com gostinho de jingle de refrigerante e riffs que flertam com R.E.M. e Velvet Underground.
Noel Gallagher, o principal compositor da banda inglesa, se inspira no que ouve, assume publicamente suas influências. Nas palavras dele, gosta de “pegar emprestado” sons que curte. O resultado é irresistível: hinos roqueiros de estádio melódicos e divertidos. Ao som dessas canções, a plateia quica, bebe e canta não só letras, mas também a parte instrumental.
Na maior parte dos casos, Noel falou com bom humor sobre ter se inspirado na canção parecida. Quando foram processados, tudo foi resolvido com um acordo extrajudicial, em que os valores não foram revelados.
Veja alguns exemplos:

A introdução no piano é quase igual. A melodia vocal não tem nada a ver, mas a balada de Lennon é uma inspiração declarada para o arranjo. Noel disse que a música era seu “momento Imagine”. Ele foi alertado por Liam sobre a semelhança, antes do lançamento, mas disse que não se importava.

O verso inicial “I’m free to be whatever I…” (“How sweet to be an idiot…”) é quase igual. Mas elas têm mais em comum: ritmo, pausas, acordes. Neil Innes, parceiro do Monty Python, processou e aceitou um acordo extrajudicial: “Paguei meu aluguel por algum tempo graças ao Oasis”. Noel nunca negou: “Talvez eu tenha ouvido a música em algum lugar”.
Provável setlist
Desde o reencontro, a banda tem mantido o mesmo setlist de 23 músicas, com pequenas variações em letras e homenagens. Na Argentina, por exemplo, os britânicos homenagearam Diego Maradona (1960-2020), ao mostrá-lo no telão durante “Live forever”.
Com isso, o provável setlist no Brasil deve ser:
‘Hello’
‘Acquiesce’
‘Morning Glory’
‘Some Might Say’
‘Bring It On Down’
‘Cigarettes & Alcohol’
‘Fade Away’
‘Supersonic’
‘Roll With It’
‘Talk Tonight’
‘Half the World Away’
‘Little by Little’
‘D’You Know What I Mean?’
‘Stand by Me’
‘Cast No Shadow’
‘Slide Away’
‘Whatever’
‘Live Forever’
‘Rock ‘n’ Roll Star’
Bis
‘The Masterplan’
‘Don’t Look Back in Anger’
‘Wonderwall’
‘Champagne Supernova’

Fonte: G1 Entretenimento