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De astro do rap a agente ilegal da China nos EUA: entenda sentença de Pras, ex-Fugees, a 14 anos de prisão


Prakazrel “Pras” Michel, ex-Fugees, com seu advogado de, David Kenner, à direita, chega ao tribunal federal em 3 de abril de 2023, em Washington.
AP/Andrew Harnik, arquivo
Pras Michel, ex-integrante do grupo Fugees, foi condenado a 14 anos de prisão nesta quinta-feira (20), em um tribunal federal de Washington, nos Estados Unidos.
Ele se envolveu em um esquema de lobby ilegal para beneficiar interesses estrangeiros, incluindo o governo chinês e um empresário da Malásia.
🎵🤑 Segundo a sentença, o ex-colega de Lauryn Hill e Wyclef Jean nos Fugees usou sua fama e conexões para atuar como agente de interesses estrangeiros sem registrar sua atuação, o que é ilegal nos EUA. Ele recebeu milhões de dólares para influenciar decisões políticas e proteger pessoas investigadas nos Estados Unidos.
Ele tentou defender ilegalmente dois interesses nos EUA, do governo Obama à gestão Trump:
Um dos principais beneficiados foi o empresário malaio Jho Low, acusado de desviar bilhões de dólares do fundo público da Malásia. Pras recebeu recursos para fazer doações ilegais à campanha de Barack Obama em 2012 e para tentar influenciar autoridades americanas a interromper investigações contra Low.
Além disso, Pras também atuou em favor do governo chinês, buscando pressionar os EUA para extraditar um dissidente chinês protegido nos Estados Unidos. Essa atividade aumentou seus ganhos ilegais e sua exposição criminal.
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Embora nunca tenha ocupado cargo público, Pras Michel usou seu status e contatos para abrir portas no governo americano e atuar como intermediário de interesses externos, movimentando cerca de 100 milhões de dólares de forma clandestina, segundo a Justiça.
Ele foi condenado por 10 acusações, incluindo conspiração, fraude e atuação não registrada como agente estrangeiro. A Justiça classificou sua conduta como traição por agir contra os interesses dos EUA.
Além da pena de prisão, Pras terá que cumprir três anos de liberdade condicional após o fim da pena. A condenação reforça a vigilância americana contra influências ilegais na política nacional.
Pras (à esquerda) na capa do álbum ‘The Score’, de 1996, ao lado de Lauryn Hill e Wyclef Jean
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Baco Exu do Blues tenta se renovar no desalinho existencial e sonoro que gera o reflexivo (e dispersivo) álbum ‘Hasos’


Capa do álbum ‘Hasos’, de Baco Exu do Blues
Obra de Brendon Reis
♫ OPINIÃO SOBRE ÁLBUM
Título: Hasos
Artista: Baco Exu do Blues
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Quinto álbum de estúdio de Baco Exu do Blues, Hasos pode não atingir a coesão de Esú (2017) e Bluesman (2018), títulos referenciais da discografia do rapper baiano, mas mostra Diogo Álvaro Ferreira Moncorvo em evolução, ainda que errática, tentando virar o disco em meio a diversidade sonora e ao desalinho existencial que geraram Hasos.
“Eu sempre fui tratado como um galo de briga. Eu tive que estudar a arte da guerra. Eu conheço todos os guerreiros… Eu era um aniquilador, eu nasci pra isso. E agora que esses dias passaram, estou vazio. Eu não sou ninguém. Eu estou trabalhando na arte da humildade. Você acredita em mim?”, questiona Baco, na voz do ator Fabrício Boliveira, no interlúdio, Galo de briga, que abre o álbum Hasos.
À beira dos 30 anos, a serem festejados em 11 de janeiro, Baco Exu do Blues sempre expôs fragilidades e inquietações e, ao se mostrar vulnerável, contribuiu para demolir a crença (exportada pelo hip hop dos EUA) de que rappers são marrentos, à prova de balas e desilusões.
Em Hasos, álbum que já cativa de antemão pela capa criada com obra do artista plástico baiano Brendon Reis, o rapper se desnuda em quatro interlúdios e 14 músicas que totalizam 18 faixas formatadas com produção musical de Marcelo Delamare, Marcos Maurício, Dactes e JLZ.
Single lançado em 6 de novembro com a música Que eu sofra – tema tristonho e interiorizado, gravado por Baco com os vocais em falsete de Zeca Veloso – já sinalizara a tentativa do artista de mudar o disco.
De fato, a mistura de soul, jazz e música afro-baiana ouvida nas duas melhores músicas do álbum, Gladiadores de areia e Caravaggio com colar de Gandhy, já justificam a existência de Hasos. Contudo, ao investir no processo de autoconhecimento, Baco também peca por excesso, por uma falta de filtro, evidenciada em faixas como Romance latino, música em que o cantor se une ao rapper conterrâneo Teto.
Ainda assim, há em Hasos uma centelha da renovação que inexistia no último álbum de Baco, QVVJFA – Quantas vezes você já foi amado? (2022), disco de fôlego, mas de menor impacto no confronto com os dois primeiros álbuns do rapper.
No R&B Garçom da ausência, Baco curte a sofrência ao lado da cantora Mirella Costa. “Falta coragem para ficar sozinho”, reflete Baco no tom melancólico da faixa. Música de baixa energia, Fugindo do espelho justifica o texto enviado à mídia – e reproduzido por parte da imprensa musical – de que Hasos é álbum de caráter terapêutico em que Baco senta no divã na presença do ouvinte.
O interlúdio que dá nome ao álbum, Hasos, justifica o marketing ao exibir conversa entre analista e paciente. “Doutor, às vezes, a gente precisa ser pior do que o mal”, dispara Baco ao fim da conversa, em frase de efeito que reverbera na faixa Pior que o mal, gravada por Baco com Joyce Alane.
“Chore até passar / Mantenha o axé”, receita o rapper em Deu meia noite, faixa sombria embasada pelo baticum afro-brasileiro. Em Mar de guerra, faixa que traz a voz de Sued Niunes, Baco cita o antecessor conterrâneo Dorival Caymmi (1914 – 2008) – “É doce morrer no mar” – na busca pelo sol da Bahia natal. “Nem todo mar é calmo”, advertem os cantores na faixa de instrumental encorpado.
Não há calmaria em Hasos. Raiva da morte põe a fé e a finitude no divã em faixa iniciada com vozes e sons do sertão nordestino. Pequeno príncipe reitera a sensação de que Hasos é álbum criado com certa dispersão, ainda que amarrado pelo fio conceitual da vulnerabilidade.
Contudo, Assassinos de saudade devolve a beleza a Hasos ao promover interseção entre o rap e a MPB em gravação de crescente grandiosidade que junta Baco com a cantora Vanessa da Mata. Na sequência, Sertão sem flor evolui suave na cadência de xote em feat do rapper com o cantor pernambucano Yvyson.
No arremate de Hasos, álbum em rotação desde 18 de novembro em edição do selo 999 distribuída via Sony Music, Baco Exu do Blues se junta com Carol Biazin na gravação de Um pouco, selando a impressão de que o rapper de fato procurou se renovar, mas às vezes se perdeu no caos que rege o dispersivo álbum.
Baco Exu do Blues alinha 14 músicas e quatro interlúdios nas 18 faixas do quinto álbum do rapper, ‘Hasos’
Roncca / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Edição rara de HQ do Superman é leiloada por US$ 9,12 milhões e se torna o quadrinho mais caro do mundo


Uma cópia de Superman nº 1, edição inaugural do quadrinho do super-herói publicada em 1939, foi vendida por US$ 9,12 milhões (cerca de R$ 50 milhões) nesta quinta-feira (20), em um leilão realizado pela Heritage Auctions. O valor estabeleceu um novo recorde mundial, tornando o exemplar o quadrinho mais caro já leiloado.
Segundo a casa de leilões, a revista foi descoberta por três irmãos enquanto eles limpavam o sótão da casa da mãe, na Califórnia (EUA), em 2024. O exemplar ficou escondido por décadas dentro de uma caixa de papelão, protegido apenas por pilhas de jornais antigos.
Em entrevista ao The Hollywood Reporter, os irmãos contaram que a mãe deles sempre dizia ter edições raras de quadrinhos, mas nunca soube onde estavam. Foi apenas após a morte dela que eles decidiram vasculhar a casa — e acabaram fazendo a descoberta histórica.
A cópia de Superman nº 1 de 1939 detém o recorde de quadrinho mais caro do mundo após ser vendida por US$ 9,12 milhões na quinta-feira.
Heritage Auctions
“Não foi como se tivéssemos dito: ‘Vamos procurar aquela revista em quadrinhos’. Foi mais como: ‘Vamos pegar aquela caçamba de lixo e enchê-la’”, contou um dos irmãos à revista.
A edição foi avaliada com nota 9,0 pela Certified Guaranty Company (CGC), empresa especializada na autenticação e classificação de itens de colecionador. O valor de um quadrinho é determinado por uma combinação de fatores como estado de conservação, raridade e conteúdo.
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Quadro de Frida Kahlo é vendido por US$ 54 milhões, bate recorde da artista e vira obra de arte mais cara pintada por uma mulher
Mexicana vence o Miss Universo após polêmica envolvendo insulto de organizador do concurso

Fonte: G1 Entretenimento

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Quadro de Frida Kahlo é vendido por US$ 54 milhões, bate recorde da artista e vira obra de arte mais cara pintada por uma mulher

A icônica pintura da artista mexicana Frida Kahlo “El sueño (La cama)” foi vendida por US$ 54,7 milhões em um leilão da Sotheby’s, estabelecendo um novo recorde de leilão para a artista e tornando-se a obra mais cara de uma artista mulher já vendida em leilão.
A venda ocorreu na noite de quinta-feira (20)
Pintada em 1940, durante um período de intensa turbulência pessoal e transformação artística, “El sueño (La cama)” está, segundo a Sotheby’s, entre os autorretratos mais carregados de psicologia e simbolismo do catálogo de obras de Kahlo.
Na pintura, Kahlo retrata a si mesma dormindo em uma cama de madeira em estilo colonial, envolta em um cobertor dourado bordado com trepadeiras e folhas. Acima dela, repousa um esqueleto em tamanho real envolto em fios de dinamite, coroado com um buquê vibrante e aninhado sobre almofadas.
O preço final é mais de 1.000 vezes superior ao valor que a pintura alcançou quando foi colocada à venda pela última vez em 1980, por US$ 51.000.

Fonte: G1 Entretenimento

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Mexicana vence o Miss Universo após polêmica envolvendo ‘bronca’ de organizador do concurso


Fatima Bosch, do México, reage ao ser coroada Miss Universo 2025
REUTERS/Chalinee Thirasupa
A mexicana Fátima Bosch foi coroada Miss Universo 2025 nesta sexta-feira (21), em uma cerimônia realizada em Bangkok, na Tailândia. A brasileira Maria Gabriela Lacerda chegou ao Top 30.
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A vitória marca a superação de um episódio polêmico envolvendo Bosch e um dos organizadores do evento. No início de novembro, ela foi insultada pelo executivo tailandês Nawat Itsaragrisil, responsável pela organização do concurso neste ano.
Durante uma transmissão ao vivo em 4 de novembro, Nawat chamou a Miss México de “estúpida” por, segundo ele, não publicar conteúdo suficiente sobre a Tailândia em suas redes sociais.
No vídeo, ele também aparece pedindo a intervenção da equipe de segurança. Constrangida, Bosch deixou o local acompanhada pela Miss Iraque.
Candidatas de vários países se levantaram em solidariedade à mexicana, mas foram interrompidas quando Nawat ordenou que “quem quisesse continuar” se sentasse. A gravação viralizou na internet.
“O que o diretor fez foi desrespeitoso: ele me chamou de estúpida”, disse Bosch a jornalistas após o incidente. “O mundo precisa ver isso porque somos mulheres empoderadas e esta é uma plataforma para a nossa voz.”
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O caso teve ampla repercussão e chegou até a presidente do México, Claudia Sheinbaum, que elogiou Bosch por enfrentar a situação.
“Em eventos públicos, as mulheres ficam mais bonitas quando levantam suas vozes e participam”, afirmou. “Eu a elogio porque ela vivenciou essa agressão e, com muita dignidade, disse: ‘Eu não concordo'”.
A Organização Miss Universo condenou publicamente o comportamento de Nawat.
“Não permitirei que os valores de respeito e dignidade para com as mulheres sejam violados”, disse o presidente do concurso, Raúl Rocha, durante o evento. Ele afirmou ainda que o papel de Nawat seria “limitado”.
“Infelizmente, Nawat se esqueceu do verdadeiro significado de ser um anfitrião genuíno”, acrescentou, acusando-o de “agressão pública” e afirmando que seu papel no concurso será limitado.
Mais tarde, o executivo apareceu em uma coletiva de imprensa de smoking, chorando e dizendo ter sido “traído”. Mesmo assim, participou da cerimônia de abertura do concurso, onde pediu desculpas.
“Sou humano”, afirmou. “A pressão é imensa.”
Fátima Bosch é coroada Miss Universo 2025
REUTERS/Chalinee Thirasupa
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Fonte: G1 Entretenimento

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Rappers L7nnon e Sant dissipam a treta de 2023 e unem vozes e forças no flow fluente do single ‘É preciso coragem’


L7nnon e Sant pregam união no single colaborativo ‘É preciso coragem’, gravado com beat de LeodoKick
Divulgação
♫ OPINIÃO SOBRE SINGLE
Título: É preciso coragem
Artistas: L7nnon e Sant
Cotação: ★ ★ ★ ★
♬ “Treta vende mais do que essa música”, sentencia L7nnon em verso de É preciso coragem, single gravado pelo rapper carioca com Sant, outra voz do hip hop do Rio de Janeiro.
Em rotação desde a noite de terça-feira, 18 de novembro, o single É preciso coragem une os supostos rivais Lennon dos Santos Barbosa Frassetti e Sant’Clair Araújo Alves de Souza, de 31 e 30 anos, respectivamente, em faixa que sela a paz entre os artistas.
Discussão em rede social, em 16 de março de 2023, alimentou na mídia e nos bastidores do hip hop um sentimento de rivalidade entre L7nnon e Sant que se dissipa por completo nesse single colaborativo gravado com a adesão do DJ e beatmaker LeodoKick e editado via HHR Records simultaneamente com clipe filmado sob direção de Rodrigo Siqueira.
Um coro meio sacro e um clima meio celestial abrem e fecham o single em que os rappers cariocas se harmonizam, pregando união e resiliência. “Doença vale mais do que o remédio”, dispara L7nnon em outro verso-petardo do single que, na segunda metade, é dominado pelo flow fluente de Sant. “Deus é o real MC, somos intermediários”, prega Sant em outro verso de É preciso coragem.
Ora meio sacro, ora meio sombrio, o single É preciso coragem está à altura das gravações habituais de L7nnon – rapper projetado como ator neste ano de 2025 por dar voz e corpo ao ex-presidiário Ryan na trama da novela Dona de mim (Globo) – e Sant.
Tomara que essa música vigorosa venda e renda mais assunto do que a treta já diluída na poeira da estrada…
Capa do single ‘É preciso coragem’, de L7nnon e Sant
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Gary ‘Mani’ Mounfield, ex-baixista do The Stone Roses, morre aos 63 anos


O músico Gary “Mani” Mounfield, do The Stone Roses, em show realizado na Inglaterra, em 19 de agosto de 2012
Ryan Phillips/PA via AP
Morreu aos 63 anos o inglês Gary “Mani” Mounfield, ex-baixista das bandas The Stone Roses e Primal Scream. A notícia foi confirmada pela família do artista em um post no Facebook, nesta quinta-feira (20). A causa da morte não foi relevada.
“É com o coração pesado que informo que meu irmão faleceu”, postou Greg Mounfield, irmão do músico.
O baixista começou sua carreira nos anos 80 e foi um dos fundadores do The Stone Roses. O grupo é um dos pioneiros do chamado Madchester, movimento que vai do indie rock à música psicodélica.
Dona de faixas como “Fools Gold”, “I Am The Resurrection” e “Waterfall”, a banda ficou em atividade durante dois períodos: primeiro, entre os anos de 1983 e 1996 e, depois, de 2011 a 2017. Mani esteve em ambos momentos.
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Entre 1996 e 2011, ele também integrou o Primal Scream, grupo de indie e garage rock com faixas como “Country Girl” e “Movin’ on Up”.
Liam Gallagher, cantor do Oasis, escreveu no X que está “choque e absolutamente devastado” pela morte de Mani, a quem ele chamou de “herói”.
Tim Burges, do Charlatans, também fez um post: “Publiquei essa foto há uma semana, no aniversário do Mani. Ela sempre me traz um sorriso — e isso era exatamente o que acontecia com ele”.
Mani também recebeu homenagens de músicos como Ian Brown (do Stone Roses), e Rowetta (do Happy Monday).
O artista deixa dois filhos — os gêmeos Gene Clark e George Christopher, de 12 anos.

Fonte: G1 Entretenimento

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Show de Kanye West em SP é cancelado após polêmicas com Nunes e MP


‘Ninguém que faz apologia ao nazismo vai cantar em SP’, diz Nunes sobre show de Kenye West
O show do rapper americano Kanye West — conhecido como “Ye” — foi oficialmente cancelado nesta quinta-feira (20) após manifestação do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e até um inquérito instaurado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP).
O anúncio do cancelamento do show, que estava previsto para ocorrer em 29 de novembro, foi feito pela Holding Entretenimento & Networking, produtora responsável pela organização, em uma rede social.
A apresentação ocorreria inicialmente no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul, mas a empresa responsável pela organização do evento afirmou que teria que remanejar o local após a proibição de Nunes.
Segundo o prefeito, a capital não autoriza nenhuma atividade em equipamentos públicos envolvendo artistas que façam apologia ao nazismo.
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“Em equipamento público da prefeitura, ninguém que faça apologia ao nazismo vai tocar ou cantar nem uma palavra. Nós não aceitamos e vamos fazer tudo o que for necessário para que a gente não permita que ninguém que faça apologia ao nazismo tenha qualquer tipo de atividade na cidade de São Paulo”, disse Nunes.
Kanye West é alvo de críticas desde 2022, quando repetiu declarações antissemitas, elogiou Adolf Hitler em entrevistas e foi banido temporariamente de plataformas digitais. As falas resultaram em rompimentos comerciais de grandes marcas com o artista.
“Fizemos todos os esforços para garantir a realização do evento, mesmo com o cachê do artista, taxas para uso do autódromo e demais despesas necessárias já estarem pagas, infelizmente, a autorização de uso do Autódromo de Interlagos foi revogada, unilateralmente, pela administração pública, escapando completamente da nossa esfera de atuação”, diz trecho do comunicado.
A produtora afirmou ainda que, além do rompimento do contrato para uso do espaço, ficou evidente nas últimas semanas que o clima político do município não permitiria a realização do espetáculo.
“Não tivemos outra alternativa. Respeitamos muito os poderes constituídos, mas não concordamos com essa atitude, uma vez que um show dessa magnitude proporciona acesso à cultura, ao entretenimento e fomenta a economia da cidade.”
Nas redes sociais da “Urban Movement”, nome do evento que receberia o artista, a empresa disse ainda que o reembolso para quem comprou ingresso “será garantido para aqueles que não optarem por aguardar uma nova data”.
“Garantimos que todos os valores pagos pelos fãs serão devolvidos integralmente, de forma segura, organizada e transparente. Para isso, em até 24 horas, todos os clientes receberão por e-mail e/ou WhatsApp cadastrados no ato da compra as instruções detalhadas sobre a política de reembolso.”
Kanye West discursa em vídeo de campanha à presidência dos EUA
Reprodução/Twitter/kanyewest
Inquérito do MP
Na semana passada, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) abriu um inquérito civil para impedir que o rapper americano Kanye West promova discurso de ódio, cante músicas ou utilize símbolos ligados ao nazismo durante o show que estava previsto para ocorrer em 29 de novembro.
Segundo a investigação conduzida pela Promotoria de Justiça de Direitos Humanos, o MP considera que há “alta probabilidade de futura discriminação que pode ser bastante disseminada, causando dano social e moral coletivo”.
A portaria foi assinada em 13 de outubro pela promotora Ana Beatriz Pereira de Souza Frontini, que determinou a notificação dos produtores do evento para impedirem qualquer manifestação de cunho antissemita — ou seja, preconceito ou ódio contra o povo judeu.
A promotora afirma que, embora o direito à liberdade de expressão seja garantido pela Constituição, ele “não é absoluto” e deve ser exercido dentro de limites legais e éticos.
“O discurso discriminatório contra judeus excede os limites da liberdade de expressão”, escreveu.
“No caso em apreço, a música ‘Heil Hitler’, o uso de camisetas ostentando a suástica ou qualquer outro símbolo nazista, dirigido ao grande público, em mídias sociais, ou qualquer outro veículo de comunicação, será sim, tipificado como crimes resultantes de preconceito de raça, de cor, etnia, religião ou procedência nacional.”
O trabalho alvo do MP foi lançado em maio deste ano após uma série de postagens antissemitas do rapper e causou grande controvérsia por elogiar o líder nazista Adolf Hitler (leia mais abaixo).
No documento, a Promotoria determinou ainda que a Polícia Militar mantivesse uma equipe de prontidão durante o show para prender o artista e os produtores em flagrante caso ele cometesse o crime de apologia ao nazismo.
Além disso, os responsáveis pelo evento poderiam responder a uma ação civil pública por danos morais coletivos, com indenização proporcional ao valor da promoção do espetáculo.
Segundo o MP, foram notificados o empresário Guilherme Cavalcante e o agente Jean Fabrício Ramos, conhecido como Fabulouz Fabz, identificados como responsáveis pela produção do evento “Urban Movement Festival 2025”.
Ricardo Nunes (MDB) discursa na Alesp após recebe colar das mãos da deputada Carla Morando, esposa do secretário municipal Orlando Morando.
Divulgação/Alesp
Kanye West comparece ao julgamento de Diddy
AP Photo/Michael R. Sisak

Fonte: G1 Entretenimento

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Isabella Taviani encarna ‘the lady in red’ ao estrear no Rio o show ‘Confissões de amor’ nos tons fortes das paixões


Isabella Taviani estreia no Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro (RJ), o show ‘Confissões de amor’
Rodrigo Goffredo
♫ PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR
♬ Enquanto assistia na noite de ontem, 19 de novembro, à estreia do show Confissões de amor, de Isabella Taviani, refleti e concluí que fui apressado ao associar essa cantora, compositora e instrumentista carioca a Ana Carolina quando Taviani começou a ganhar projeção em 2003.
Ambas são artistas que ardem na fogueira das paixões em cancioneiros autorais impulsivos, intensos, confessionais. Mas as semelhanças param aí. Cada uma delineou a própria assinatura ao longo destes vinte e poucos anos.
Ontem, diante da plateia ardorosa e igualmente apaixonada que lotou o Teatro Riachuelo, no centro do Rio de Janeiro (RJ), Isabella Taviani encadeou 20 músicas em roteiro que somente se desviou do trilho autoral quando a artista deu voz à canção (They long to be) Close to you (Burt Bacharach e Hal David, 1963), projetada em 1970 nas vozes da dupla norte-americana The Carpenters, cujo repertório foi abordado pela cantora no único álbum de intérprete da discografia, Carpenters avenue (2016).
O show fluiu bem. Até porque o séquito da artista sorveu cada verso passional de Estrategista (2012), para citar somente um exemplo de número em que a cantora vestida com elegante figurino vermelho – the lady in red, como brincou a própria Taviani, em alusão ao título da homônima canção lançada em 1986 pelo artista irlandês Chris de Burgh – entrou nos tons passionais do repertório que amealhou em 22 anos de carreira fonográfica.
As cinco músicas do recente EP Confissões de amor (2025), lançado em 16 de setembro, costuraram com um texto o roteiro autoral aberto com O farol (2003). Ouvida na sequência, Pare (2024), parceria de Taviani com Bia Ferreira, foi uma das poucas surpresas de roteiro talhado para satisfazer o fã-clube da artista.
Ciente da cumplicidade da plateia, Taviani fez o jogo de cena e afagou os egos deste público seguidor enquanto desfiou sucessos como Digitais (2003), Último grão (2005), Diga sim pra mim (2007) – canção que entrou no universo do forró desde que foi regravada em 2008 pela banda Desejo de menina – e De qualquer maneira (2003), a inevitável canção conhecida pelo séquito da artista como Peixinho e tradicionalmente alocada no arremate do bis nas apresentações de Taviani.
Vindos da plateia, gritos de “linda”, “perfeita” e “maravilhosa” foram ouvidos ao longo da apresentação. O que somente me fez perceber, ao fim do show, que a voz de Isabella Taviani é a de uma pessoa vitoriosa que entendeu o que público dela quer e oferece exatamente o que se espera dela no EP e show Confissões de amor após um álbum mais ambicioso, A máquina do tempo (2020), em que tentou inventar moda.
Isabella Taviani encadeia 20 músicas no roteiro essencialmente autoral do show ‘Confissões de amor’
Rodrigo Goffredo

Fonte: G1 Entretenimento

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Kevin Spacey diz estar endividado e sem casa após acusações de abuso sexual: ‘Pouco entrou, tudo saiu’


Kevin Spacey durante sua chegada ao tribunal nesta quarta-feira (26)
AP Photo/Alberto Pezzali
Kevin Spacey afirmou estar sem casa por causa da crise financeira que enfrenta desde que foi acusado de abuso sexual.
Em entrevista ao jornal britânico” The Telegraph”, o ator disse que vive de forma provisória, hospedando-se em hotéis e imóveis alugados por aplicativos.
“Estou vivendo em hotéis, em Airbnbs. Vou para onde o trabalho está. Literalmente não tenho casa”, declarou na entrevista publicada na quarta-feira (19).
Spacey contou que sua residência em Baltimore, nos Estados Unidos, foi leiloada recentemente e que seus gastos nos últimos sete anos foram “astronômicos”. “Muito pouco entrou, tudo saiu”, disse.
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O ator foi acusado de agressão sexual por diversos homens desde 2017.
As acusações, que surgiram no contexto do movimento #MeToo, interromperam a carreira do ator, que naquele momento estava no auge, elogiado especialmente pelo seu papel na série “House of Cards”.
Ele foi absolvido em um processo civil movido pelo ator Anthony Rapp e inocentado em um julgamento em Londres, em 2023, no qual quatro homens alegavam ter sido vítimas entre 2001 e 2013.
Mesmo com a absolvição, Spacey afirma que as acusações arruinaram sua carreira e suas finanças.

Fonte: G1 Entretenimento