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Yayoi Kusama, artista plástica japonesa de fama mundial, morre aos 97 anos


Yayoi Kusama em foto de novembro de 2013
Andrew Toth/Getty Images North America/Getty Images via AFP/Arquivo
A artista vanguardista japonesa Yayoi Kusama, que transformou alucinações em arte e ficou conhecida por suas pinturas obsessivas cobertas de bolinhas e motivos de abóboras, morreu aos 97 anos.
O comunicado publicado em seu site oficial informou que ela faleceu em 14 de agosto, mas não divulgou a causa da morte.
Frustrada com o caráter sufocante da sociedade japonesa, Kusama partiu para Nova York aos 27 anos, onde rapidamente conquistou notoriedade com suas pinturas, inspiradas em alucinações de luzes piscantes, pontos e flores que via desde a infância.
Ela também escreveu, participou de manifestações contra a guerra durante a década de 1960 e, segundo relatos, influenciou artistas como Andy Warhol.
Kusama, que falava abertamente sobre suas lutas com a saúde mental, dizia que Nova York lhe causou neuroses. Por volta de 1977, poucos anos após retornar ao Japão, ela se internou voluntariamente em um hospital psiquiátrico e viveu no local por décadas, sendo levada todas as manhãs de carro até seu ateliê nas proximidades.
“Ainda tenho alucinações até hoje”, disse Kusama em 2017.
“Bolinhas saem voando para todo lado — no meu vestido, no chão, nas coisas que estou carregando, por toda a casa, no teto. E eu as pinto.”

Fonte: G1 Entretenimento

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Busy Philipps, de ‘As Branquelas’, revela duas cirurgias após descobrir tumor no cérebro: ‘Grata por estar viva’


Busy Philipps, atriz de ‘As Branquelas
Reprodução
A atriz Busy Philipps, conhecida pelo filme “As Branquelas” (2004), revelou que passou por duas cirurgias após descobrir um tumor no cérebro. A notícia foi dada em entrevista à revista “People”.
A descoberta do tumor aconteceu em fevereiro, após uma ressonância magnética de corpo inteiro. Segundo a atriz, a ideia de realizar o exame surgiu após ela ver uma postagem no Instagram.
“Sou grata por estar viva. Não sabia por que queria fazer esse exame, só fiz.”
Agora no g1
O diagnóstico do tumor de grau 2, em uma escala que vai até 4, aconteceu enquanto a atriz negociava a participação em um longa.
Em 2 de março, ela realizou a primeira operação, que durou cerca de cinco horas.
“Enquanto eu estava ao telefone com o médico, mandei uma mensagem para o meu marido: ‘Meu Deus, tenho um tumor no cérebro!'”.
Porém, em 27 de abril, ela precisou realizar uma segunda cirurgia por conta de uma infecção e para remover um pequeno pino de titânio colocado no crânio.
“Felizmente, conseguimos detectar o problema cedo, então não era uma infecção profunda”, resumiu.

Fonte: G1 Entretenimento

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Autêntico, Ney Matogrosso rejeita o marketing da despedida ao anunciar a turnê ’85 anos de ousadia’ para 2027


Ney Matogrosso estreia a turnê ’85 anos de ousadia’ em 30 de janeiro no Nubank Parque, em São Paulo (RJ)
David LaChapelle / Divulgação
♫ ANÁLISE
♬ Ainda em cena com o show “Bloco na rua”, estreado em 2019, Ney Matogrosso emenda o espetáculo atual com turnê inédita, intitulada “85 anos de ousadia” e prevista para percorrer arenas e estádios do Brasil com dez apresentações ao longo de 2027. O nome da turnê alude ao fato de o cantor ter completado 85 anos de vida em 1º de agosto, em plena atividade, lotando shows pelo Brasil e com planos de gravar álbum com o repertório da cantora Angela Ro Ro (1949 – 2025), falecida no ano passado, aos 75 anos.
Contudo, o cantor já deixa evidente que inexistem planos de encerrar com o próximo show a carreira iniciada em 1973 com vocalista do grupo Secos & Molhados. “Não estou me despedindo”, avisa Ney, autêntico como sempre, rejeitando o marketing da última grande turnê pelo Brasil, recorrente na promoção de excursões de artistas já octogenários.
O que impressiona positivamente em Ney Matogrosso é a simplicidade. Todo um aparato midiático foi criado para anunciar a turnê à imprensa no início da noite de hoje, 26 de agosto, mas o cantor permaneceu sem afetação, sem pose de popstar e sem mania de grandeza durante a entrevista coletiva. Ao contrário. Ney ficou o todo tempo na dele, sem querer impressionar, deixando que os outros falassem mais por ele, e dele, do que ele próprio.
Pelo cronograma inicial, serão dez shows da turnê “85 anos de ousadia”, mas, por ora, foram anunciadas somente cinco datas. A estreia nacional da turnê “85 anos de ousadia” está agendada para 30 de janeiro, no estádio Nubank Parque, em São Paulo. Já a derradeira apresentação do show acontece no estádio Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), em 18 de dezembro.
Entre a estreia e o último show, Ney subirá ao palco da Arena da Baixada, em Curitiba (RJ) em 3 de abril; da casa Classic Hall em Olinda (PE) em 17 de abril e na Esplanada do Mineirão, em Belo Horizonte (MG), em 1º de maio.
Promovida com imagens inéditas do fotógrafo norte-americano David LaChapelle, feitas em ensaio no Jardim Botânico de São Paulo, a turnê “85 anos de ousadia” mostrará Ney em cena com dez figurinos inéditos – um para cada apresentação do show – e alusivos a figurinos marcantes na trajetória do cantor nos palcos. O figurino do primeiro show remeterá ao do espetáculo “Bandido” (1976), segundo show solo de Ney, estreado há 50 anos.
Ney Matogrosso em imagem do ensaio feito pelo cantor com o fotógrafo David LaChapelle para promover a turnê ’85 anos de ousadia’
David LaChapelle / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Astro de ‘Harry Potter’, Rupert Grint voltará ao papel de Ron Weasley na Broadway


Rupert Grint acena para as câmeras
Reuters
Rupert Grint, ator que interpretou o personagem Ron Weasley na franquia “Harry Potter”, viverá o mesmo papel na Broadway a partir de 2027. A informação é do jornal “The New York Times”.
Grint fará parte do elenco da peça “Harry Potter e a Criança Amaldiçoada”, que está em cartaz na Broadway desde 2018.
A história se passa 19 anos após a ação principal do último livro e tem como tema central a geração de bruxos seguinte à retratada nas telonas.
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“Mal posso esperar para reencontrá-lo nesta fase da vida”, disse Grint em comunicado. “Há algo tão cíclico e especial em voltar a vestir a pele de Ron agora, quando ambos somos pais; de alguma forma, é algo muito familiar e totalmente novo ao mesmo tempo.”
Escrita por Jack Thorne e dirigida por John Tiffany, a peça ganhou seis prêmios Tony, incluindo o de Melhor Peça.
Segundo o jornal norte-americano, a produção já arrecadou US$ 532 milhões (R$ 2,7 bilhões, na cotação atual), mais do que qualquer outra peça não musical na história da Broadway.

Fonte: G1 Entretenimento

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Ney Matogrosso anuncia nova turnê com 10 shows pelo Brasil; veja datas e locais


O cantor Ney Matogrosso
Divulgação
Ney Matogrosso anunciou nesta quarta-feira (26) uma série de dez shows pelo Brasil. A turnê recebeu o nome de “85 Anos de Ousadia”.
A primeira apresentação será no dia 30 de janeiro de 2027 no Nubank Parque, em São Paulo (SP). Na sequência, o cantor passará por: Curitiba (PR), Recife (PE), Belo Horizonte (MG) e Rio de Janeiro (RJ). As cinco datas restantes ainda serão anunciadas.
“A idade e o tempo de carreira não impactam em nada. Eu continuo na estrada, gosto de ter gente na minha frente e de dançar. Vou recriar figurinos clássicos que remetem à minha trajetória, mas todos com ares inéditos”, diz Ney, em comunicado enviado à imprensa.
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Os ingressos para a turnê começam a ser vendidos nesta quinta-feira (27) e sexta-feira (28), primeiro para clientes Private e Itaú Personnalité e, depois, para os demais clientes do Itaú Unibanco. A venda geral terá início na próxima segunda-feira (31).
“Ney Matogrosso – 85 Anos de Ousadia”: veja datas e locais da turnê
São Paulo – 30/01/27 – Nubank Parque
Curitiba – 03/04/27 – Arena da Baixada
Recife – 17/04/27 – Classic Hall
Belo Horizonte – 01/05/27 – Esplanada do Mineirão
Rio de Janeiro – 18/12/27 – Maracanã
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Fonte: G1 Entretenimento

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Tim Curry gravou últimas cenas de filme de terror antes de morrer; saiba detalhes


Tim Curry na 10ª edição da Costume Designers Guild Awards, na Califórnia, em 2008
REUTERS/Phil McCarten/Arquivo
Tim Curry terminou de gravar seu último filme pouco antes de morrer nesta quarta-feira (26), aos 80 anos. A causa não foi informada, mas ele sofria de problemas de saúde desde 2012, em decorrência de um AVC severo.
Em junho deste ano, foi anunciado que o ator estaria no elenco da sequência de terror “STREAM 2: Sudden Death”.
Segundo o site TMZ, o diretor do longa, Michael Leavy, confirmou que Tim terminou de gravar suas últimas cenas.
“Ele deixou uma marca extraordinária em todos nós, tanto pessoal quanto profissionalmente. É muito significativo saber que o público ainda terá a oportunidade de celebrar o trabalho de Tim nesse papel”, disse Michael ao site.
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Nascido em 1946, em Grappenhall, na Inglaterra, Curry descobriu sua paixão pela atuação desde novo, nos tempos em que participava de um coral. Sua estreia profissional aconteceu em 1968, no musical “Hair”, em Londres.
Foi nos bastidores dessa produção que Curry conheceu o compositor Richard O’Brien, parceria que mudaria sua trajetória: O’Brien escreveu o papel do ousado e sedutor Dr. Frank-N-Furter pensando especificamente nele para a peça “The Rocky Horror Show”, encenada pela primeira vez em 1973.
O sucesso nos palcos o levou ao cinema em 1975, quando reprisou o papel na adaptação cinematográfica. O longa se tornou um clássico cult, coestrelado por Susan Sarandon e Patricia Quinn.
Versátil, carismático e magnético, Curry construiu uma carreira vasta a partir daí, quase sempre associada a vilões de humor ácido, como o assustador Palhaço Pennywise na minissérie “It” (1990), o Lorde das Trevas em “Legend” (1985) e o gerente de hotel esnobe em “Esqueceram de Mim 2”. Também emprestou sua voz marcante a diversas animações e produções de audiolivros.

Fonte: G1 Entretenimento

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Héloa convida à dança com Luedji Luna e o rapper angolano Liu Kid no single que anunciará em setembro o álbum ‘Árida’


Héloa (ao centro) se une a Luedji Luna (à esquerda) e a Liu Kid em ‘Dança N’kisi dança’, single programado para 9 de setembro
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Artista sergipana de origem afro-indígena, Héloa retoma a carreira fonográfica iniciada há uma década com o álbum “Eu”, editado em 2016. Quatro anos após o álbum “yIDé”, lançado em abril de 2022, a cantora e compositora se prepara para apresentar o quarto álbum de estúdio, “Árida”, neste segundo semestre de 2026.
“Árida” é álbum gravado sob direção musical da própria Héloa em parceria com Yuri Queiroga, também produtor musical. O single que anunciará a chegada do álbum “Árida” ao mundo, “Dança N’kisi dança”, tem lançamento programado para 9 de setembro.
Em “Dança N’kisi dança”, Héloa se une à cantora baiana Luedji Luna e ao rapper angolano Liu Kid em gravação com alta carga de espiritualidade. A composição é assinada por Héloa em parceria com Liu Kid.
N’kisi é a denominação das divindades cultuadas no Candomblé Angola. Já a música “Dança N’kisi dança” é convite à celebração coletiva no movimento da dança.
“Evocar o N’kisi é trazer para a música a força dessa herança angolana presente no Candomblé brasileiro e celebrar uma ancestralidade que permanece viva na relação com a natureza, na espiritualidade, na música, na dança e no corpo”, interpreta a artista.
Capa do single ‘Dança N’kisi dança’, de Héloa com Luedji Luna e Liu Kid
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Sempre vou amá-la’: Miley Cyrus publica mensagem para madrinha Dolly Parton


Dolly Parton e Miley Cyrus cantam “Jolene” durante a 61ª edição do Grammy Awards, em Los Angeles, em 10 de fevereiro de 2019
Matt Sayles/Invision/AP/Arquivo
Miley Cyrus publicou nesta quarta-feira (26) uma homenagem à cantora Dolly Parton, que morreu na terça-feira (25), aos 80 anos. Madrinha de Miley, Dolly mantinha uma relação próxima com a artista que ia além das parcerias profissionais.
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Na mensagem, Miley afirmou que a sensação de perder a “tia Dolly” era difícil demais para ser compartilhada e disse que os momentos mais especiais entre as duas permaneceriam privados.
Morre aos 80 anos a cantora americana Dolly Parton, rainha da música ‘country’
A cantora também relembrou uma das últimas conversas que teve com Dolly, sobre “música e metamorfose”, e disse acreditar que a madrinha gostaria que ela transformasse o luto em uma canção e seguisse em frente.
“Tenho um anjo ao meu lado. Sempre tive”, escreveu Miley.
Ao encerrar a homenagem, Miley afirmou que sempre amará Dolly e continuará tentando deixá-la orgulhosa. Ela também lamentou a perda para familiares, amigos e fãs da cantora: “Estamos juntos nessa perda e vamos enxergá-la em todas as coisas mais bonitas”.
Leia a íntegra:
“A sensação de perder minha tia Dolly vai além do que parece certo compartilhar. Nossos momentos mais sagrados foram privados e continuarão assim — nos bastidores, por trás do glamour e guardados entre nossos corações.
O que eu SEI é que Dolly gostaria que eu sentisse tudo isso, escrevesse uma música sobre isso e depois seguisse em frente, sendo forte. Tenho um anjo ao meu lado. Sempre tive. Uma das nossas últimas conversas foi sobre música e metamorfose.
Eu sempre vou amá-la e querer deixá-la orgulhosa. Meu coração se parte pelo mundo, pela família dela e pelos amigos que sentirão profundamente a sua falta. Estamos juntos nessa perda e vamos enxergá-la em todas as coisas mais bonitas”.
Lenda da música country
Lenda da música country, a cantora e atriz Dolly Parton morreu nesta terça (25), aos 80 anos. A informação foi confirmada pela família em um vídeo nas redes sociais.
“Esse anúncio em vídeo é algo que Dolly me pediu há anos, antes que eu tivesse absorvido totalmente como uma realidade no futuro”, disse Bryan Seaver, sobrinho e chefe da segurança da cantora.
Dolly enfrentava problemas de saúde desde a morte do marido, Carl Dean, que morreu em março de 2025. Ela cancelou uma residência de shows em maio deste ano. Em entrevista à revista “People”, publicada no dia 21, ela disse que “não prestou atenção [aos próprios problemas]” enquanto cuidava do marido.
“Mas ainda estou trabalhando e há muitas coisas que eu ainda quero conquistar”, acrescentou.
Conhecida pela voz marcante, pelas perucas loiras e por seus figurinos extravagantes, Dolly construiu um império no entretenimento a partir de suas origens humildes no estado americano do Tennessee.
Com mais de 3 mil músicas em seu catálogo, a artista se consolidou como um ícone da cultura pop e expandiu sua atuação para além da música country, transitando pelo pop, bluegrass e pela era disco.
Sua trajetória na música e no cinema se tornou parte do cânone da cultura americana. Ao longo de sua carreira, Dolly compôs sucessos atemporais que se tornaram clássicos, regravados por artistas do calibre de Beyoncé e Tina Turner. São dela músicas como “Jolene”, “9 to 5” e “Coat of Many Colors”.
Também foi Dolly quem escreveu e lançou a balada romântica “I Will Always Love You”, posteriormente gravada por Whitney Houston para o filme “O Guarda-Costas”.
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Fonte: G1 Entretenimento

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Romero Ferro dilui Cazuza no piseiro, rejeita culpa religiosa com Catto, sofre com Luiz Lins e normaliza os desejos entre joias e bijuterias do álbum ‘Ouro’


Romero Ferro canta com Àttooxxá e Ylana em ‘Ouro’, álbum que lançará amanhã, quinta-feira, 27 de agosto, com repertório basicamente autoral
Gabriel Mesgo / Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Ouro
Artista: Romero Ferro
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Quando lançou o frevo “Carnaval do desejo” em fevereiro do ano passado, às vésperas do Carnaval de 2025, Romero Ferro revelou que aprontava o álbum “Ouro”, fecho de trilogia iniciada há dez anos com o disco “Arsênico” (2016) e desenvolvida após três anos com o álbum “Ferro” (2019).
Um ano e meio depois de “Carnaval do desejo”, o cantor e compositor pernambucano enfim apresenta “Ouro” e – já na foto feita por Gabriel Mesgo para a capa do álbum que aporta amanhã, 27 de agosto, nos aplicativos de áudio – Romero sinaliza que “Ouro” está enterrado nas raízes do artista, nascido em Garanhuns (PE), no coração do agreste pernambucano.
Com essas raízes filtradas por antenas que captam os sons do mundo contemporâneo, o álbum “Ouro” reveste com beats gêneros musicais como brega, brega-funk, coco, maracatu, forró, baião e rock.
“Meio do caminho” traça a rota biográfica desse menino do mato que cresceu ouvindo o conterrâneo Dominguinhos (1941 – 2013) – evocado na faixa com sample intencionalmente distorcido de gravação de “Isso aqui tá bom demais” (1985) – e, no meio do percurso, beijou outro menino e encontrou a própria turma.
A rota sonora e existencial do álbum parte da música-título “Ouro” – gravada com o grupo Coco Raízes de Arcoverde – e inclui feats de Romero Ferro com Àttooxxá (cujo batidão encorpa “ExFinge”) e Luiz Lins, cantor e compositor pernambucano com quem o artista se une e se afina na sofrência de “Covardia”.
Ainda na seara romântica, a canção “Da eternidade ao fim” versa harmonicamente sobre um amor em paz, como tema de filme-clichê da Sessão da Tarde, como entrega a letra. Já “Safofo” põe a pimenta do desejo na fofura do amor com som típico dos bares e clubes do Nordeste do Brasil onde brega, brega-funk e piseiro convivem em harmonia.
Essa pimenta arde mais em “Amor proibido”, música de alto teor erótico, recorrente no repertório de um artista da comunidade LGBTQIA+ que sempre brincou o Carnaval do desejo sem culpa. O prazer carnal também é o mote de “Racional (Tu tu)”, tema de pegada popular.
Já trazer Cazuza (1958 – 1990) para o universo do piseiro resultou na diluição da contundência da letra escrita pelo poeta para o rock “O tempo não para” (Arnaldo Brandão e Cazuza, 1988), faixa em que o álbum “Ouro” perde alguns quilates.
Entre joias e bijuterias, equacionadas em álbum cujo repertório autoral balança, Romero Ferro divide com a conterrânea pernambucana Ylana o canto de “O preço que a alma aguenta” – música sobre a resiliência diante das perdas e danos sofridos no caminho da vida – e celebra a existência no canto efusivo de “Mistério da mistura”, convite à festa da vida vivida na rua.
No fecho da rota de “Ouro”, o álbum ganha energia roqueira em “Deus me livre desse céu”, tema em que Romero Ferro e Catto rejeitam a culpa religiosa imposta por credos e seitas nas almas de meninos do mato e da cidade que, em algum ponto do caminho, põem fé no próprio amor e desejo. É quando Romero Ferro normaliza os desejos que o álbum “Ouro” mais brilha.
Capa do álbum ‘Ouro’, de Romero Ferro
Gabriel Mesgo com design de RozProduz / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Tim Curry, de ‘Rocky Horror Picture Show’ e ‘Esqueceram de Mim 2’, morre aos 80 anos


Tim Curry em “Rocky Horror”
Divulgação
O ator Tim Curry, de “Rocky Horror Picture Show”, “It: Uma Obra Prima do Medo” e “Esqueceram de Mim”, morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. A informação é do TMZ.
O ator sofria de problemas de saúde por consequência de um grave AVC em 2012.
Nascido em 1946, em Grappenhall, na Inglaterra, Curry se descobriu apaixonado pela atuação desde novo, nos tempos em que participou de um coral. Sua estreia profissional aconteceu em 1968, no musical “Hair”, em Londres.
Foi nos bastidores dessa produção que Curry conheceu o compositor Richard O’Brien, parceria que mudaria sua trajetória: O’Brien escreveu o papel do ousado e sedutor Dr. Frank-N-Furter pensando especificamente nele para a peça “The Rocky Horror Show”, encenada pela primeira vez em 1973.
O sucesso nos palcos o levou ao cinema em 1975, quando reprisou o papel no filme. O longa se tornou um clássico cult, com Susan Sarandon e Patricia Quinn.
A partir daí, Curry construiu uma carreira vasta e versátil, quase sempre associada a vilões carismáticos e de humor ácido, como o assustador Palhaço Pennywise na minissérie “It” (1990), o Lorde das Trevas em “Legend” (1985) e o gerente de hotel esnobe em “Esqueceram de Mim 2”. Também emprestou sua voz marcante a diversas animações e produções de audiolivro.
Curry nunca deixou a música e o teatro musical de lado, atuando na Broadway em peças como “Amadeus”. Ao longo de sua carreira, recebeu três indicações ao Tony Award e duas ao Laurence Olivier Award e integrou a Royal Shakespeare Company.
Em 2012, Tim Curry sofreu um grave acidente vascular cerebral que afetou sua mobilidade, mas isso não o impediu de continuar trabalhando como dublador em produções de animação e videogames nos anos seguintes.
Com mais de cinco décadas de carreira e centenas de créditos, ele se firmou como um dos grandes nomes do teatro e do cinema britânicos, símbolo de versatilidade entre o humor, o terror e o drama.

Fonte: G1 Entretenimento