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Anitta se harmoniza com Larissa na ‘Equilibrium tour’, show em que põe fé tanto no clima zen quanto no batidão


Anitta faz o público ficar devoto do show da ‘Equilibrium tour’ em apresentação no Caminho Niemeyer, em Niterói (RJ)
Reprodução / X Anitta
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Equilibrium tour
Artista: Anitta
Data e local: 22 de agosto de 2026 no Caminho Niemeyer (Niterói, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★ 1/2
♬ O crítico assistiu ao show da Equilibrium tour através da transmissão ao vivo feita pela plataforma Globoplay e pelo canal Multishow.
♬ Não foi à toa que Anitta mencionou o nome de batismo, Larissa, no palco armado no Caminho Niemeyer para a apresentação do show da “Equilibrium tour” em Niterói (RJ) – cidade vizinha do Rio de Janeiro (RJ), terra natal da artista – no início da noite de ontem, sábado, 22 de agosto.
É que, tanto no álbum (lançado em dois fartos volumes) como no show “Equilibrium”, Anitta procura se harmonizar com os anseios espirituais de Larissa.
Apresentada em cinco cidades do Brasil ao longo deste mês de agosto, a turnê “Equilibrium” irmana os repertórios dos dois volumes do álbum com estética inicialmente zen. Contudo, a Anitta dos bailes se impõe no quarto e último ato do show, com funks aliciantes como “Você já sabe”, “Choka choka”, “Meia noite” (com a Pomba Gira baixando poderosa no baile) e “Okê”. Este último, um arrebatador funkão de inspiração indígena, foi cantado duas vezes, na sequência, a pedido do público.
Contudo, até que a roda se abrisse no canto alucinado de “Okê”, o público seguiu com fervor o caminho espiritual de Anitta em trilha pavimentada no primeiro ato com temas de inspiração afro-brasileira. Sim, o público pôs fé nessa Anitta / Larissa mais espiritualizada, como evidenciaram as imagens veiculadas pelo Globoplay e pelo canal Multishow na transmissão ao vivo da apresentação fluminense do show.
Foi significativo ver e ouvir Anitta cantar o ijexá “É d’Oxum” (Gerônimo Santana e Vevé Calazans, 1985) – uma das joias de maior quilate do cancioneiro afro-baiano – e reafirmar a força de músicas do próprio repertório, como “Bemba” e “Ogum me rodeia” (esta com a reprodução dos versos recitados por Maria Bethânia no álbum), composições que comungam desta fé na Bahia, nos orixás e nos santos.
E por falar em santidade, o refrão da música forrozeira “Eu não sou santa” é capaz de converter até ateus. O R&B romântico “Caso de amor”, gravado por Anitta com o trio Os Garotin no primeiro volume do álbum “Equilibrium”, também resultou aliciante, mostrando o alto poder de sedução da maior parte do repertório amealhado por Anitta para os dois volumes do álbum.
Com bailarinos, ritmistas e projeções de imagens, Anitta faz de “Equilibrium” um show ritualístico que procura atrair almas e olhos entre ijexás, reggaes, sambas e funks. Um show de cores vivas, que se equilibra entre o amarelo e o vermelho, mas com espaço para os tons plácidos de “Azul” (1982), a canção de Djavan que Anitta verteu para o espanhol em tradução quase literal.
Em clima zen ou na pressão do funk que fez da Girl from Rio uma referência planetária do batidão carioca, ou mesmo equilibrando a fé sagrada com o desejo profano no segundo e terceiro atos, Anitta consegue fazer o público ficar devoto de um show nascido dos anseios pessoais de Larissa.

Fonte: G1 Entretenimento

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Kleiton, Kledir e Vitor Ramil se afinam, em trio, no belo relicário de emoções e tradições afetivas do show dos irmãos


Kledir (à esquerda), Vitor (ao centro) e Kleiton Ramil se afinam no primeiro show dos irmãos gaúchos em trio
Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio
♫ CRÍTICA DE SHOW
Título: Kleiton, Kledir & Vitor Ramil
Artista: Kleiton Ramil, Kledir Ramil e Vitor Ramil
Data e local: 22 de agosto de 2026 na casa Vivo Rio (Rio de Janeiro, RJ)
Cotação: ★ ★ ★ ★ 1/2
♬ Em cena desde 2025, o show “Kleiton, Kledir & Vitor Ramil” chegou à cidade do Rio de Janeiro (RJ) na noite de ontem, sábado, 22 de agosto, semanas antes de ser perpetuado em álbum audiovisual captado em 21 de março, em Porto Alegre (RS), e previsto para ser lançado entre fim de setembro e início de outubro pela gravadora Biscoito Fino. Kleiton, Kledir e Vitor são os expoentes da família Ramil. dinastia gaúcha cujas ramificações musicais já abrangem filhos e sobrinhos que levam adiante a tradição sonora do clã de Pelotas (RS).
Pais, filhos, tios e sobrinhos já se reuniram no palco no show “Casa Ramil” (2018), estreado há oito anos. Contudo, o show “Kleiton, Kledir & Vitor Ramil” tem o próprio poder de sedução por juntar no mesmo palco somente os três irmãos mais famosos.
Como dupla, Kleiton & Kledir ganharam projeção a partir de 1979 e, durante a primeira metade da década de 1980, os irmãos se tornaram os popstars da família, fazendo um som pop nutrido de referências da música gaúcha, mas sem qualquer ranço folclórico, o que seduziu o público de todo o Brasil e até cantoras da MPB como Simone.
Vitor Ramil canta no show ‘Joquim’, versão de música lançada há 50 anos por Bob Dylan
Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio
Longe demais das capitais e das exigências do mercado, Vitor – o irmão caçula – pavimentou trajetória quase marginal, sendo cultuado em nichos da MPB pela criação de um universo particular que gira em torno da fictícia Satolep – anagrama de Pelotas (RS), berço da família – com um mais cool, poético, situado dentro da estética do frio, com direito a milongas, ou melhor, ramilongas.
O charme e sedução do show “Kleiton, Kledir & Vitor Ramil” residem na interação entre o som mais extrovertido da dupla Kleiton & Kledir e a música mais interiorizada de Vitor Ramil. Todos cantam juntos o tempo todo, ainda em que determinados números, o solo seja de um ou de outro, caso de “Joquim”, quase um solo de Vitor, autor dessa versão em português de “Joey” (1976), caudalosa composição de Bob Dylan e Jacques Levy (1935 – 2004) lançada pelo bardo norte-americano no álbum “Desire” (1976).
Cantar a saga trágica de “Joquim” no bis – com Kleiton e Kledir fazendo coro com Vitor no refrão – foi número corajoso em que os irmãos encararam a plateia de frente antes de darem ao público o que ele queria, “Deu pra ti” (Kledir Ramil e Kleiton Ramil, 1981),hit da dupla Kleiton & Kledir que espanta qualquer baixo astral e soa infalível no arremate de shows.
Ainda assim, parte do público saiu frustrada da casa Vivo Rio porque o show acabou sem que “Maria Fumaça” (Kledir Ramil e Kleiton Ramil, 1979), primeira música da dupla, fosse reposta nos trilhos com o apito que atiça a nostalgia dos seguidores de Kleiton & Kledir.
Não, a dupla não teve a preocupação de apresentar um completo greatest hits. “Tô que tô” (Kleiton Ramil e Kledir Ramil, 1982), por exemplo, foi música ignorada.
Kleiton puxa o canto de ‘Vira virou’ (1980), música que compôs sozinho, quase ao fim do show
Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio
Ainda assim, com sucessos como “Fonte da saudade” (Kledir Ramil, 1980) e “Nem pensar” (Kleiton Ramil e Kledir Ramil, 1983), o conciso e coeso roteiro do show “Kleiton, Kledir & Vitor Ramil” compilou, ao longo 17 músicas, o suprassumo do cancioneiro dos irmãos com arranjos em que as vozes harmonizaram com as cordas dos violões, das guitarras e do violino, este tocado por Kleiton em alguns números, como em “Grama verde” (André Gomes e Vitor Ramil, 1986) e como no tema instrumental “Couvert artístico” (Kleiton Ramil, 1981), alocado na abertura do roteiro, como manda a tradição dos shows da dupla Kleiton & Kledir.
Como Kledir e Vitor tiraram sarro um do outro ao longo da apresentação, arrancando risos da plateia, Kleiton pareceu mais discreto em cena, mas nunca apagado, e quando ele puxou o canto de “Vira virou” (1980), tema de lavra própria com ares portugueses, o show teve um momento de ápice.
Como dito, a interação entre os mundos diferentes dos irmãos sobressaiu em cena como a matéria-prima que justifica a reunião do trio no palco. Foi bonito ver Vitor harmonizar a voz com o canto dos irmãos em “Canção da meia-noite” (Zé Flávio, 1975), música do grupo Almôndegas, integrado por Kleiton & Kledir antes de formar dupla, quando Vitor ainda era guri adolescente.
Kledir Ramil entra com Kleiton no universo musical do irmão caçula Vitor Ramil
Ricardo Nunes / Divulgação Vivo Rio
Da mesma forma, foi bonito ver Kleiton & Kledir aceitarem o convite de Vitor para sair pelo mundo na delirante poética de “Loucos de cara” (1987), uma das maiores – em todos os sentidos – composições de Vitor, lançada pelo autor no álbum “Tango” (1987) e abordada dois anos depois, de forma primorosa, pela cantora gaúcha Lúcia Helena em álbum de 1989, em gravação épica feita com Kleiton.
Duas músicas, “Roda de chimarrão” (Kleiton Ramil e Kledir Ramil, 1984) e “Deixando o pago” (Vitor Ramil sobre poema de João da Cunha Vargas, 1997), uniram os irmãos em torno de afetivas memórias familiares típicas de clãs gaúchos, com fotos da família Ramil expostas no telão. Aliás, as projeções de imagens embelezaram o show e emolduraram o cenário, em sintonia com a luz de Marcelo Linhares.
Como muitos garotos, Kleiton e Kledir também amaram os Beatles e foram seguidos por Vitor, anos depois, nessa paixão alimentada no roteiro com a abordagem da canção “You’ve got to hide your love away” (John Lennon e Paul McCartney, 1965).
Enfim, em essência, o show “Kleiton, Kledir & Vitor Ramil” pode ser resumido como relicário de paixões, lembranças, emoções e tradições afetivas de três irmãos que se afinam entre as diferenças.
Kleiton (à esquerda), Vitor (ao centro) e Kleiton Ramil agradecem o público que encheu a casa Vivo Rio na noite de ontem, 22 de agosto
Mauro Ferreira / g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Banda Mensageiros de Aruanda amplia visibilidade com a propagação de ‘Sou de Nanã’ na trilha da novela ‘Por você’


Formada em Lajeado (RS), cidade do Rio Grande do Sul (SP), a banda Mensageiros de Aruanda tem discografia centrada nos pontos de umbanda
Reprodução / Instagram Banda Mensageiros de Aruanda
♫ PRIMEIRA PESSOA DO SINGULAR
♬ Assistindo aos primeiros capítulos da novela “Por você”, estreada pela TV Globo em 17 de agosto no horário das 19h, fui instantaneamente seduzido por uma das músicas da trilha sonora da trama ambientada na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
Reconheci na gravação o refrão de “Cordeiro de Nanã” (Mateus Aleluia e Dadinho, 1977) – o grande sucesso da banda baiana Os Tincoãs – e, pesquisando, descobri que a música em questão se chama “Sou de Nanã” e que ecoa na trilha sonora da novela “Por você” na gravação feita pela Banda Mensageiros de Aruanda e lançada em 2019, há sete anos.
A gravação integra o segundo volume da série de álbuns “Na harmonia da umbanda”, coleção que totaliza (por ora) seis volumes lançados entre 2019 e 2023.
Esse segundo volume se chama “Na gira de pretos velhos” e abre justamente com “Sou de Nanã”, tema que se alimenta do refrão da música dos Tincoãs, mas apresenta uma letra escrita por Marcelo Araújo Gonzales – conhecido nos terreiros como Pai Marcelo d’Oxalá – a partir de um ponto tradicional da umbanda. Quem canta “Sou de Nanã” é Eduardo Silva, ogã, mestre da banda e também produtor do fonograma.
Mensageiros de Aruanda é banda que canta pontos de umbanda e se origina do Templo Escola de Umbanda (Teuma), situado em Lajeado (RS), cidade natal do coletivo gaúcho.
É curioso que “Sou de Nanã” nem fazia parte da lista de músicas da trilha sonora de “Por você” divulgada antes da novela, mas é o tema que mais tem sobressaído na trilha da trama, ampliando a visibilidade dessa banda formada longe demais das capitais.
Na segunda parte da gravação, a levada de “Sou de Nanã” evoca a cadência do reggae, facilitando a absorção da música por públicos e noveleiros de todos os credos.

Fonte: G1 Entretenimento

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Cantora country chama atenção após se apresentar em ‘bolas brilhantes’; entenda


Kacey Musgraves se apresenta em adereço inusitado no palco
Reprodução/X
A cantora americana Kacey Musgraves chamou a atenção após se apresentar em grandes “bolas de discoteca brilhantes” durante o show da turnê “Middle of Nowhere” nesta sexta-feira (21).
O adereço do palco é uma sátira das “truck nuts”, acessórios comumente usados em picapes no sul dos EUA, sobretudo nos anos 2000. Os acessórios simulam um saco escrotal e eram colocados na parte de trás dos veículos, como uma piada e afirmação de masculinidade.
Hoje, alguns estados americanos não permitem a utilização das “truck nuts” porque consideram que se trata de uma imagem obscena e ofensiva. Em outros, o acessório é considerado uma distração para outros motoristas e, portanto, poderia causar problemas de segurança no trânsito.
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VEJA VÍDEO: Kacey Musgraves, estrela do country, reage ao som de Lauana Prado e Ana Castela
Kacey Musgraves, estrela do country, reage ao som de Lauana Prado e Ana Castela

Fonte: G1 Entretenimento

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‘Chico 2.0’ acerta ao tirar Chico Buarque do nicho da MPB para levar a obra do artista para as quebradas urbanas


Chico Buarque tem dez músicas recriadas por rappers, trappers e funkeiros no álbum ‘Chico 2.0’
Francisco Proner / Divulgação
♫ CRÍTICA DE ÁLBUM
Título: Chico 2.0
Artistas: Bela Maria, Budah, Dexter, Don L, Grag Queen, Julia Mestre, MC Cabelinho, MC Livinho, Maurício Fazz, Tasha & Tracie, TZ da Coronel, Vandal e Xênia França
Cotação: ★ ★ ★ 1/2
♬ Haverá ouvidos fechados e narizes torcidos para a proposta de “Chico. 2.0”, álbum em que rappers, trappers e funkeiros trazem o cancioneiro de Chico Buarque para a linguagem da música urbana contemporânea, ou seja, a música das ruas e das quebradas do século XXI.
Mas o fato é que, sim, “Chico. 2.0” cumpre o prometido e acerta ao tirar a obra do compositor carioca do nicho da MPB – um vasto escaninho, diante das dimensões continentais do Brasil, mas ainda assim um nicho que tem dificultado a absorção do cancioneiro dos gigantes da MPB (como Chico, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Milton Nascimento) pela maior parte das gerações do século XXI.
Aí reside o mérito de “Chico. 2.0”, álbum formatado com produção musical de Alê Siqueira e Felipe Poeta em (re)construção feita sob a direção artística de Celso Athayde (fundador da Central Única das Favelas – CUFA), Fábio Almeida e Preto Zezé (presidente da CUFA).
“Chico. 2.0” não é para quem ouve Chico Buarque na voz do autor ou em gravações de intérpretes da MPB como Maria Bethânia e MPB4, pois as comparações serão inevitáveis e injustas. O álbum é para o jovem que ouve rap, trap, funk e R&B e que, com “Chico. 2.0”, vai se deparar com um punhado de músicas magistrais que abrem um portal para quem quiser conhecer mais a fundo da obra de Chico a partir dos registros dessas músicas nas vozes de Bela Maria, Budah, Dexter, Don L, Grag Queen, Julia Mestre, MC Cabelinho, MC Livinho, Maurício Fazz, TZ da Coronel, Vandal e Xênia França.
O resultado é interessante, porque muitas das 10 músicas desse primeiro volume – o segundo está previsto para outubro, com outras dez músicas e outro elenco – já nasceram com atmosfera sombria que se conecta com o universo do trap e do rap. Talvez por isso “Deus lhe pague” preserve o impacto de 1971 nas vozes da dupla Tasha & Tracie – em gravação feita com o coro da Família Ébano – e “Cálice” (Chico Buarque e Gilberto Gil, 1973) mantenha a força imperativa no registro que une MC Cabelinho e Xênia França.
Da mesma forma, o angustiado estado mental do eu-lírico de “Construção” (1971) – música que simbolizou a maturidade precoce de compositor que já surgiu grande na música brasileira em 1964 – é traduzido pelo canto de Dexter, Maurício Fazz e MC Livinho com beats que distanciam a releitura do arranjo referencial criado pelo maestro tropicalista Rogério Duprat (1932 – 2006) para a gravação original.
Contribui para o êxito do projeto “Chico. 2.0”, o fato de as músicas e letras terem sido preservadas na íntegra. As reconstruções são feitas sobre as bases originais.
Samba da parceria de Chico com Francis Hime, “Pivete” (1978) ganha a cadência funkeada de MC Livinho sem deixar de ser samba na ponte área que liga o compositor carioca ao funk paulista. A escalação de Grag Queen para o canto de “Geni e o Zepelim” (1978) cumpre a função social de dar voz à tribo marginalizada das drags e trans.
Destaque na cena de R&B, a cantora pernambucana Bela Maria segue a cadência do samba-choro “Meu caro amigo” (Chico Buarque e Francis Hime, 1976) em gravação com menor teor de novidade. Outro samba, “Olê, olá” (1966), ganha beats e a voz de Xênia França.
Já “João e Maria” (Sivuca, 1947, com letra posterior de Chico Buarque, 1977) tem preservada a delicadeza lúdica e melódica em gravação que se alimenta do contraste entre o canto doce de Julia Mestre e a voz grave do rapper TZ da Coronel.
Por fim, cantora que transita entre o rap e o R&B, Budah arremata bem “Chico. 2.0” ao fazer “Roda viva” (1967) girar no fraseado da artista. “Roda viva”, a propósito, é uma daquelas músicas contundentes do compositor que deixam a sensação de que, se tivesse Chico Buarque tivesse nascido no século XXI, ele provavelmente seria um trapper…
Capa do álbum ‘Chico 2.0’
Arte de Iann Thomas

Fonte: G1 Entretenimento

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‘GTA 6’: Justiça autoriza empresa a intimar Microsoft e Discord sobre vazamentos


Assista ao trailer de ‘GTA 6’
A Take-Two Interactive, dona da Rockstar Games, obteve autorização da Justiça dos EUA nesta sexta (21) para intimar a Microsoft e o Discord a fornecer informações sobre o vazamento de imagens do “Grand Theft Auto 6” (GTA 6).
Segundo a AFP, dois juízes federais de Nova York autorizaram os pedidos. As empresas terão até 4 de setembro para responder às solicitações.
O pedido ocorreu depois que um grupo de hackers, chamado CyberLeek, divulgou nesta semana diversos vídeos que seriam do gameplay de “GTA 6”. Os vídeos foram publicados em vários sites, removidos e voltaram a aparecer em novos endereços na internet.
O jogo está previsto para chegar aos consoles PlayStation 5 e Xbox Series S/X em 19 de novembro.
Pedido de intimação
De acordo com a AFP, para obter as ordens judiciais, a americana Take-Two afirmou à Justiça que os vídeos publicados online reproduzem material sobre o qual detém os direitos autorais, algo que não havia confirmado publicamente.
A Take-Two exige receber informações para identificar três contas suspeitas de estar por trás do vazamento, assim como os dados de todos os membros de três fóruns virtuais onde o material circulou.
Segundo a intimação direcionada à Microsoft, parte do conteúdo vazado foi postada na plataforma de desenvolvedores GitHub, que pertence à empresa. Já o pedido enviado ao Discord aponta que o material teria sido compartilhado em um servidor da plataforma, por meio de diferentes contas de usuários.
Imagem de divulgação de GTA VI.
Reprodução/Rockstar Games
A conta Cyberleek critica a Rockstar por vender uma versão do jogo com conteúdo adicional por um preço mais caro e por oferecer o título apenas para download digital, e não em formato físico.
Rockstar e Take-Two não se pronunciaram sobre os vazamentos, que continuaram nesta sexta-feira com um novo vídeo que mostrava um personagem do jogo roubando um carro esportivo.
O lançamento de “GTA 6” é um dos mais aguardados da indústria dos games. Os fãs aguardam há mais de 13 anos por seu lançamento, depois que “GTA 5” se tornou o segundo jogo mais vendido da história.
Jogo será lançado em novembro
Originalmente anunciado para o segundo semestre de 2025, o lançamento de “GTA 6” será no dia 19 de novembro de 2026. O jogo será lançado para PlayStation 5 e Xbox Series X e S.
“Jason e Lucia sempre souberam que as probabilidades estavam contra eles. Mas quando um golpe fácil dá errado, eles se veem no lado mais sombrio do lugar mais ensolarado da América, no meio de uma conspiração criminosa que se estende por todo o estado de Leônida — forçados a depender um do outro mais do que nunca se quiserem sair vivos dessa”, diz a sinopse.
Capa oficial de Grand Theft Auto VI
Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Michael Wright, ator de ‘Oz’ e ‘O Exército Inútil’, morre aos 70 anos


Michael Wright interpretou Omar White em ‘Oz’
Reprodução/HBO
O ator Michael Wright, da série “Oz” e de filmes como “O Exército Inútil” e “Inferno Branco”, morreu aos 70 anos.
Segundo uma declaração enviada pela família ao TMZ, o ator sofreu insuficiência cardíaca por complicações da doença neurológica degenerativa de Marchiafava-Bignami.
Nascido em Nova York, nos Estados Unidos, Wright atuou em mais de 50 filmes e séries ao longo de sua carreira. Ele ficou conhecido por seus papéis em filmes de ação, como “Um Diretor Contra Todos” e “Leão Branco, o Lutador Sem Lei”, e por interpretar Omar White na série “Oz”, da HBO.
Agora no g1

Fonte: G1 Entretenimento

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Anaïs Sylla canta com Jota.Pê e verte João Donato e Gilberto Gil para o francês na rota intercontinental do álbum ‘Exil’


Anaïs Sylla canta com Anelis Assumpção, Jota.Pê e Tiganá Santana no primeiro álbum, ‘Exil’
Renato Nascimento / Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ Cantora e compositora francesa de ascendência senegalesa que se radicou no Brasil, país onde veio para fazer mestrado em História, Anaïs Sylla cruza línguas e territórios na rota intercontinental delineada ao longo das nove músicas do primeiro álbum da artista, “Exil”, no mundo desde ontem, 21 de agosto.
Entre músicas cantadas em francês e em português, Sylla dimensiona o exílio em país inicialmente estranho como um território poético em que é possível amalgamar diversas tradições e referências musicais.
No álbum “Exil”, a artista faz feat com Anelis Assumpção em “Minha irmã” (Anaïs Sylla), se conecta com Jota.Pê – parceiro e convidado de Anaïs Sylla na música “Rêver” (Anaïs Sylla, Caê Rolfsen & Jotapê), lançada como single em 23 de julho – e faz dueto com Tiganá Santana em “Je chanterai pour toi” ( Boubacar Traoré).
Com Tó Brandileone, a cantora rebobina música autoral, “De bouche a bouche” (Anaïs Sylla), apresentada em 2018, há oito anos, no primeiro EP de Anaïs Sylla, gravado com produção musical de Tó.
Outro destaque do repertório do álbum “Exil” é a versão em francês de “Lugar comum” (1974), parceria de João Donato (1934 – 2023) com Gilberto Gil. “Endroit commun” é o título da versão escrita em francês por Sylla com Caê Rolfsen, também parceiro da artista em “La mer” (2021), música lançada há cinco anos pela artista em single avulso.
Anaïs Sylla abre parceria com Jota.Pê em ‘Rêver’, música cantada pelos artistas no álbum ‘Exil’
Renato Nascimento / Divulgação
Capa de ‘Exil’, primeiro álbum de Anaïs Sylla, cantora e compositora francesa radicada no Brasil
Renato Nascimento / Divulgação

Fonte: G1 Entretenimento

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Meghan Markle enfrenta retorno ao Reino Unido marcado por tensões do passado


A duquesa de Sussex, Meghan Markle, em evento na Abadia de Westminster, no Reino Unido, em novembro de 2019
Matt Dunham/AP/Arquivo
Com o anúncio da volta do príncipe Harry ao Reino Unido, Meghan Markle, sua mulher, deve esperar um difícil retorno ao país, onde a duquesa de Sussex foi submetida a um intenso escrutínio da imprensa e nunca chegou a se sentir integrada à família real.
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Em entrevistas reveladoras e documentários, a ex-atriz americana de 45 anos nunca escondeu as dificuldades que enfrentou para se adaptar ao novo status após seu casamento de conto de fadas com o príncipe Harry, em 2018.
“Acho que há mais dúvidas sobre como ela vai se readaptar à vida no Reino Unido do que sobre Harry”, resume Ed Owens, especialista em realeza.
Muito ligado às suas organizações beneficentes e desejoso de aproximar os filhos de sua família paterna, Harry enfrenta um desafio menor ao retornar ao seu país, enquanto para Meghan a equação é mais complexa.
Príncipe ‘furioso’ e residência privada: o que se sabe sobre a volta de Harry e Meghan
Segundo informações da imprensa britânica, Meghan negocia para atuar em “Magnatas do Crime”, uma série da Netflix criada por Guy Ritchie e gravada no Reino Unido.
A série, cuja segunda temporada estreia no início de setembro, conta a história de um duque que se torna um barão da droga.
Por outro lado, especialistas consideram que Meghan deve se dedicar principalmente à família — e especialmente aos filhos Archie, de 7 anos, e Lilibet, de 5, que estudarão no Reino Unido — e apoiar Harry em seu trabalho como patrono de organizações beneficentes.
Impopular no Reino Unido
Nos Estados Unidos, suas perspectivas pareciam ter se esgotado após o fim de seu contrato com a Netflix para o programa “With Love, Meghan”, embora no fim de 2025 ela tenha feito uma breve aparição em um filme que ainda não estreou.
No Reino Unido, ela continua muito impopular. Segundo o último levantamento da YouGov, instituto britânico de pesquisas de opinião, publicado em julho, 61% dos britânicos não gostam dela.
E os tabloides, contra os quais o casal apresentou vários processos, podem não facilitar seu retorno.
Após a rumorosa mudança para os Estados Unidos em 2020, Harry e Meghan denunciaram os métodos dessa poderosa imprensa, que examina cada gesto da família real e persegue seus integrantes e pessoas próximas.
“Não importava o quanto eu tentasse. Se eu me comportasse bem, fizesse o que fizesse, eles sempre encontravam uma maneira de me destruir”, contou Meghan em 2022, em seu documentário para a Netflix.
Meghan Markle e o príncipe Harry
Dylan Martinez/Reuters
A imprensa, no entanto, havia inicialmente recebido bem sua entrada na família real, considerando-a uma lufada de ar fresco em uma instituição com tradições centenárias.
Mas ela rapidamente despertou a hostilidade dos tabloides, que a acusaram de ser caprichosa e de rejeitar as obrigações associadas aos privilégios de sua nova posição.
Desde sua saída, Meghan se distanciou do Reino Unido e só retornou em poucas ocasiões, como em junho de 2022, para o Jubileu da rainha Elizabeth II, e posteriormente para seu funeral, em setembro daquele mesmo ano.
Visita ao rei Charles
Em julho deste ano, Meghan e o príncipe Harry, acompanhados dos dois filhos, visitaram na Inglaterra o rei Charles III e sua esposa, Camilla, em um gesto interpretado como sinal de uma tentativa de reconciliação.
Mas seu retorno pode trazer novamente ao primeiro plano “os conflitos e questões que originalmente provocaram sua saída”, como as acusações de racismo ou as preocupações relacionadas à sua segurança, afirmou Nathalie Weidhase, professora da Universidade de Surrey especializada em cultura das celebridades e monarquia britânica.
A isso se somam as tensões familiares agravadas pela publicação, em 2023, da autobiografia de Harry, “O Que Sobra”.
Nela, Harry acusou, entre outras coisas, William e sua esposa, Kate, de terem preconceitos contra Meghan, o que dificultou sua integração à família real.
A entrevista concedida à apresentadora americana Oprah Winfrey em 2021 também causou comoção no Reino Unido. Nela, Meghan acusou um integrante da família real de racismo.
O especialista Ed Owens, no entanto, não espera uma nova guerra aberta.
Harry e Meghan buscam “estabilidade para sua família” e “não estão voltando para criar problemas para a realeza”, considera.

Fonte: G1 Entretenimento

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Guitarristas Nelson Faria e Sandro Haick tocam Dominguinhos, João Bosco e Tom Jobim no álbum ‘Talking standards’


Nelson Faria (à esquerda) e Sandro Haick tocam 14 temas nos dois volumes do álbum ‘Talking standards’
Divulgação
♫ NOTÍCIA
♬ O mineiro Nelson Faria e o paulistano Sandro Haick unem forças e guitarras no álbum duplo “Talking standards”, gravado em três dias em estúdio na Itália – com a liberdade permitida pelo jazz, fio condutor das 14 faixas – e disponível nos aplicativos de áudio a partir de hoje, sábado, 22 de agosto.
Com edições nos formatos físicos de LP e CD previstas para setembro, o álbum “Talking standards” é dividido em dois volumes, cada um com sete músicas, totalizando 14 composições selecionadas pelos artistas de um total de 40 títulos.
A admiração entre os guitarristas é recíproca, mas “Talking standards” é o primeiro álbum que Faria e Haick gravam e assinam juntos. A aproximação aconteceu em 2025 quando Nelson Faria fez show em evento comercial com banda que incluía Nelson Haick, multi-instrumentista, no baixo.
Estreitados os laços musicais, veio a ideia do álbum conjunto, bancado pelo selo italiano Bobo Records. Se o primeiro volume do álbum “Talking standards” é dedicado aos temas internacionais, como “Round midnight” (Thelonious Monk, 1943) e “Stella by starlight” (Victor Young e Ned Washington, 1944), o volume dois traz somente músicas brasileiras em seleção que prioriza temas dos compositores Antonio Carlos Jobim (1927 – 1994), Dominguinhos (1941 – 2013) e João Bosco.
Faria e Haick tocam “Desafinado” (Antonio Carlos Jobim e Newton Mendonça, 1959), “Insensatez” (Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes, 1961), “Tarde” (Milton Nascimento e Márcio Borges, 1969), “Incompatibilidade de gênios” (Joõa Bosco e Aldir Blanc, 1976), “Papel machê” (João Bosco e José Carlos Capinan, 1984), “De volta pro aconchego” (Dominguinhos e Nando Cordel, 1985) e “Princesinha no choro” (Dominguinhos, 1995).

Fonte: G1 Entretenimento