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Incêndios florestais na Grécia causam mortes e forçam fuga de moradores

Incêndios florestais se alastraram sem controle em várias partes da Grécia nesta segunda-feira (23), destruindo casas, interrompendo o serviço em grandes vias de transporte e obrigando as pessoas a fugirem para se salvar. Ao menos 20 pessoas morreram.
Incêndio sobre o Parthenon, em Atenas (Foto: Reuters/Alkis Konstantinidis) Incêndio sobre o Parthenon, em Atenas (Foto: Reuters/Alkis Konstantinidis)

Os serviços de emergência gregos disseram que 25 pessoas ficaram feridas nos incêndios florestais. Pelo menos seis pessoas ficaram gravemente feridas, afirmou uma autoridade do Centro Nacional de Serviços Médicos de Emergência à TV estatal.

Um fotógrafo da France Presse encontrou três corpos carbonizados debaixo de um carro perto de Rafina, 40 km a leste de Atenas. Duas pessoas morreram antes de serem transferidas a hospitais, anunciou a TV pública Ert, citando os serviços de emergência da capital, Ekav.
Bombeiros, soldados e moradores carregam mangueira para combater incêndio na cidade de Rafina, perto de Atenas, na Grécia, na segunda-feira (23) (Foto: Reuters/Costas Baltas) Bombeiros, soldados e moradores carregam mangueira para combater incêndio na cidade de Rafina, perto de Atenas, na Grécia, na segunda-feira (23) (Foto: Reuters/Costas Baltas)

As autoridades gregas exortaram os moradores de uma região litorânea próxima de Atenas a abandonarem seus lares enquanto um incêndio florestal ardia com fúria, fechando uma das vias expressas mais movimentadas do país, detendo conexões ferroviárias e lançando colunas de fumaça sobre a capital.
Homem com cachorro empurra bote durante evacuação de área atingida por incêndio na Grécia (Foto: Reuters/Alkis Konstantinidis) Homem com cachorro empurra bote durante evacuação de área atingida por incêndio na Grécia (Foto: Reuters/Alkis Konstantinidis)

No final da tarde um grande incêndio também irrompeu no norte e no leste de Atenas.

Um prefeito local disse ter visto ao menos 100 casas e 200 carros consumidos pelas chamas.
Helicóptero dos bombeiros sobrevoa incêndio florestal na cidade de Rafina, perto de Atenas, na Grécia, na segunda-feira (23) (Foto: Reuters/Costas Baltas) Helicóptero dos bombeiros sobrevoa incêndio florestal na cidade de Rafina, perto de Atenas, na Grécia, na segunda-feira (23) (Foto: Reuters/Costas Baltas)

Inverno seco e verão quente

Incêndios florestais não são incomuns na Grécia, mas o país teve um inverno considerado seco no início deste ano. Com as altas temperaturas no verão, houve condições ideais para o fogo se alastrar.

Dezenas de pessoas morreram quando incêndios florestais devastaram o sul grego em 2007.

“Faremos tudo que é humanamente possível para controlá-lo”, disse o primeiro-ministro Alexis Tsipras durante uma visita oficial à Bósnia – mas deu a entender que tantos incêndios ao mesmo tempo precisam ser melhor analisados.
Moradores tentam extinguir chamas de incêndio florestal que ameaçam igreja na cidade de Rafina, perto de Atenas, na Grécia, na segunda-feira (23) (Foto: Reuters/Costas Baltas) Moradores tentam extinguir chamas de incêndio florestal que ameaçam igreja na cidade de Rafina, perto de Atenas, na Grécia, na segunda-feira (23) (Foto: Reuters/Costas Baltas)

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Seul acena com possível reunião entre Trump, Kim e Moon, em NY

Seul não descarta que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e os líderes das duas Coreias, Kim Jong-un (norte) e Moon Jae-in (sul), realizem uma cúpula trilateral em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU, prevista para setembro, afirmou a ministra das Relações Exteriores sul-coreana, Kang Kyung-hwa.

“É difícil fazer uma previsão, mas não podemos descartar (a cúpula trilateral)”, disse Kang, em declarações divulgadas nesta quinta-feira (19) pela agência de notícias “Yonhap”, durante um encontro com jornalistas realizado em Londres, onde está de viagem.

Suas palavras chegam como resposta às especulações sobre um possível encontro entre os três chefes de Estado em Nova York, dentro do atual diálogo iniciado este ano para a desnuclearização da península coreana.

As declarações da chanceler sul-coreana também coincidem com uma aparente convocação de diplomatas pelo regime norte-coreano para realizar uma reunião em Pyongyang nos próximos dias, segundo disseram à “Yonhap” fontes ligadas ao assunto, que dizem desconhecer, por enquanto, o motivo ou conteúdo do encontro.

Kang Kyung-hwa afirmou que as duas Coreias, tecnicamente ainda em guerra, tentam emitir uma declaração de paz antes do final do ano, embora acrescente que “é difícil prever exatamente quando (será assinada)”.

A chanceler também quis minimizar a importância das últimas palavras de Trump, que pareceu se referir na última terça-feira a uma mudança de estratégia em Washington ao dizer que “não há pressa” a respeito da desnuclearização norte-coreana.

“A desnuclearização completa é a meta compartilhada e imperturbável da Coreia do Sul, Estados Unidos e da comunidade internacional. Mesmo que leve tempo, temos que alcançá-la definitivamente”, disse Trump.

A Coreia do Norte assinou este ano declarações com Seul e Washington, em que as partes se comprometem em abrir uma nova fase de relações, além de trabalhar para a desnuclearização total da península coreana.

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Crise na Venezuela leva engenheiros a transformar lixo plástico em peças de carro

Dois jovens engenheiros descobriram uma oportunidade em meio ao colapso econômico da Venezuela –e dentro de um depósito de lixo repleto de equipamentos eletrônicos quebrados.

Eles estão derretendo o lixo plástico e colocando-o em impressoras 3D para fabricar itens sofisticados como peças automotivas, que estão se tornando cada vez mais difíceis de obter no país porque os controles cambiais restringem a importação de materiais básicos.

Albermar Dominguez e John Naizzir só produzem 1 quilo de filamento plástico por dia, mas pretendem transformar o decadente setor manufatureiro Venezuela, tornando-o mais barato para as empresas que dependem de importações caras.

É um sinal de como uma crise nunca vista incentivou alguns jovens a inovar depois de cinco anos de uma contração econômica causada por políticas econômicas fracassadas e uma queda brusca nos preços globais do petróleo.
“As pessoas não acreditam que uma tecnologia esteja sendo desenvolvido no país”, disse Dominguez, de 26 anos.

Muitos de seus ex-colegas da Universidade Simón Bolívar, em Caracas, já deixaram a Venezuela, juntando-se a um êxodo de mais de 1 milhão de pessoas em fuga da escassez generalizada de alimentos e remédios. A inflação anual chegou perto dos 50 mil por cento, e Caracas é uma das cidades mais perigosas do mundo.

Dominguez disse que visitou os Estados Unidos para aprender com pessoas da indústria de impressão 3D depois de se interessar pela reciclagem de lixo.

Depois ele voltou para a Venezuela, e juntamente com Naizzir, de 27 anos, começou a revirar o depósito de lixo da universidade, recolhendo carcaças de computadores e impressoras velhas. Mais tarde, sua empresa, a Nedraki, fechou um acordo com uma usina de reciclagem na cidade de Valência para ter acesso a mais material.

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Israel adota lei que o define como ‘Estado-nação do povo judeu’

O Parlamento israelense adotou nesta quinta-feira (19) um projeto de lei que define Israel como um “Estado-nação do povo judeu”, e que provocou acusações de racismo contra a minoria árabe.

Adotado por 62 votos contra 55, o texto estipula, entre outras coisas, que o hebraico se torna a única língua oficial de Israel, eliminando o árabe, e afirma que “os assentamentos judeus são de interesse nacional”.

Proclama também que Jerusalém é a capital de Israel, excluindo a parte oriental da cidade anexada.O texto define “o Estado de Israel como o Estado nacional do povo judeu, onde se aplica seu direito natural, cultural, religioso, histórico, assim como seu direito de autodeterminação”.

O artigo mais controvertido – que mencionava a possibilidade de criar localidades exclusivamente reservadas para os judeus, o que excluía os cidadãos árabes israelenses – foi alvo de uma emenda.

Os árabes israelenses são descendentes dos palestinos que ficaram em suas terras depois da criação de Israel em 1948. Representam 17,5% da população do país, majoritariamente judia, e dizem ser vítimas de discriminação.

A emenda afirma que o “Estado considera o desenvolvimento das colônias judaicas de interesse nacional e que o Estado adotará as medidas necessárias para promover, avançar e servir a este interesse”.

Desde a criação de Israel, em 1948, não se havia votado qualquer lei sobre línguas oficiais. O hebraico e o árabe eram consideradas línguas quase oficiais, utilizadas em todos os documentos do Estado.

Esta versão suscitou severas críticas, especialmente do presidente Reuven Rivlin, do procurador-geral, Avishai Mandelblit, e da delegação da União Europeia em Israel em razão de seu caráter discriminatório.

O novo texto entra na categoria de lei fundamental da Constituição de Israel.

O premiê Benjamin Netanyahu comemorou o resultado: “é um momento decisivo na história do Estado de Israel, que inscreve no mármore nossa língua, nosso hino e nossa bandeira”.

Mas o novo artigo, mais impreciso, recebeu fortes críticas da oposição. O deputado árabe Ayman Odeh falou na tribuna sobre “a morte de nossa democracia”.

Outro deputado árabe, Yussef Jabareen, afirmou que esta lei incentiva “não apenas a discriminação como também o racismo e perpetua o estatuto de inferioridade dos árabes em Israel”.

Já o deputado do Likud – o partido de Netanyahu -, Avi Dichter disse aos deputados árabes: “Vocês não estavam aqui antes de nós e não estarão aqui depois de nós. Aprovamos esta lei fundamental para impedir a mínima vontade, ou tentativa, de transformar o Estado de Israel em uma nação para todos seus cidadãos”.

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Adolescentes são mordidos, e ataque de tubarão é investigado em Nova York Comente

O estado de Nova York investiga se dois adolescentes foram atacados por tubarões em praias de Long Island, nos Estados Unidos.

Segundo a CNN, uma das vítimas, Lola Pollina de 12 anos, afirmou ter visto uma barbatana na água na praia de Fire Island. “Quando cheguei na areia minha perna estava sangrando”, conta a adolescente. Os ferimentos foram leves e ela conseguiu caminhar pela praia com ajuda dos socorristas, que a levaram a um hospital local para atendimento. Apesar do susto, a menina disse que não vai deixar de frequentar o local. “Eu provavelmente vou entrar na água de novo, mas tomarei mais cuidado.”

Mais tarde no mesmo dia, um garoto de 13 anos foi mordido enquanto praticava body board na praia de Atlantique. Ele saiu do mar e foi socorrido por um salva-vidas, que tratou o que pareciam ser pequenos furos na perna, e foi levado para o hospital. Um dos furos continha um dente, que foi extraído e enviado para analisar sua origem. Os ferimentos não foram graves.

“O setor responsável por questões marinhas da polícia do condado de Suffolk está aguardando a identificação do dente pelo Departamento de Conservação Ambiental do estado de Nova York. Não está confirmado o incidente como um ataque de tubarão”, afirmou Rogers em comunicado.

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Vídeo mostra momento da prisão de chefe de facção no Paraguai

Um vídeo divulgado pela Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai mostra a captura de Eduardo Aparecido de Almeida, um dos chefes do PCC, facção que atua dentro e fora dos presídios. Ele é conhecido como Pisca.

Nas imagens, é possível ver os policiais invadindo a casa de Pisca em Assunção, no Paraguai, onde vivia com nome falso. Na residência, havia uma piscina e uma mesa de sinuca.
Traficante Pisca deve ser transferido para presídio federal após ser preso no Paraguai

Traficante Pisca deve ser transferido para presídio federal após ser preso no Paraguai

O vídeo mostra que Pisca tentou fugir, subiu no telhado da casa, até ser flagrado por policiais. Na sequência, ele desce do telhado, quebra algumas telhas e machuca a mão (veja acima).

A Polícia Federal investigou, identificou e apontou o local onde ele morava, e a prisão foi feita por policiais paraguaios. Nesta quinta-feira (19), Pisca foi levado a Foz de Iguaçu, no Paraná, e deve ser transferido a um presídio federal.

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Francesas relatam agressões sexuais durante comemorações da Copa

“Vamos lembrar apenas do positivo deste dia, esquecendo dos caras que tentaram me beijar à força.” Mensagens como essas lotaram as redes sociais francesas no último domingo (15), acompanhadas da hashtag #MeTooFoot, fazendo referência ao movimento de denúncias de assédios e agressões sexuais que chacoalhou o mundo inteiro no ano passado.

São dezenas de depoimentos chocantes de beijos e toques forçados e relatos de mulheres que tentavam a todo o custo se desvencilhar de torcedores abusivos. A maioria dos casos teve como palco a avenida Champs-Elysées, no centro de Paris, onde foi registrada a maior concentração de pessoas após a façanha da seleção francesa.

“Um homem bêbado passa a mão na minha bunda e tenta me beijar à força”, conta uma jovem francesa no Twitter. “Eu o empurro e ele agarra meu pescoço, dizendo: ‘é a festa da vitória, o que você espera?'”.

Outras agressões foram registradas em diversos pontos da capital francesa, como a avenida Grands Boulevards, onde uma garota relata que ficou com medo de ser estuprada por um homem, enquanto as pessoas ao redor riam da situação. “Ele colocou a língua na minha boca e, enquanto eu me debatia, ele apertou meus seios e colocou a mão entre as minhas pernas”, publicou a jovem.

As histórias, no entanto, vêm de toda a França, como a de uma garota na fan zone de Lyon. “Tentei sair do meio da multidão porque não aguentava mais e em todo o trajeto levei tapas na bunda”, escreve.

Na mesma fan zone, uma jovem descreve: “um homem me segurou e bateu na minha bunda, dizendo: no próximo gol, ela será minha”.

As agressões também foram registradas nos bares onde muita gente se reuniu para assistir à partida final da Copa. Uma internauta relata no Twitter que, assistia à partida em um pub, e ao comemorar o terceiro gol da França, um homem aproveitou para tocar seu sexo. “Fiquei horrorizada e paralisada durante um longo momento”, relembra.

Outra garota diz que no banheiro de um bar, se deparou com um homem nu. “Obrigada a todos os trogloditas que aproveitaram para passar a mão em mim na multidão e também àquele que se despiu diante de mim no banheiro de um bar e me convidou para fazer o mesmo”, escreve.

Assédio de rua é crime

O assédio sexual de rua é crime punido com multa que varia de € 90 a € 750 (R$ 386 a R$ 3.224), dependendo do caso. Segundo a legislação, podem ser punidos desde gestos e declarações inconvenientes até assobios. Já a agressão sexual é crime passível de cinco anos de prisão e de € 75 mil de multa (R$ 322 mil).

Entrevistado pela rádio Europe 1, o chefe da polícia de Paris, Michel Delpuech, fez um apelo nesta quarta-feira (18) para que as mulheres não apenas publiquem os relatos nas redes sociais, mas registrem os casos nas delegacias. “Podemos investigar essas denúncias e, claro, responsabilizar os agressores que forem identificados”, declarou.

Mas muitas mulheres alegam que não fizeram boletim de ocorrência porque acreditam que a polícia nunca vai encontrar os assediadores, sendo impossível identificá-los.

No Twitter, o secretariado de Estado encarregado da igualdade entre homens e mulheres também reiterou o pedido da polícia e publicou que toda a agressão sexual deve ser punida

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Entrevista na Tailândia revela que fome e medo assombraram os 12 meninos durante dias presos em caverna

Os 12 meninos e o técnico do time “Javalis Selvagens” falaram nesta quarta-feira (18) sobre o medo, a fome e a alegria de encontrar os mergulhadores britânicos durante as duas semanas em que ficaram presos na caverna Tham Luang, na Tailândia. Eles também contaram que tentaram escavar para achar uma saída.

Na primeira aparição pública, o grupo relatou como sobreviveu ao resgate dramático que mobilizou mais de mil pessoas na província de Chiang Rai. Os meninos, que têm entre 11 e 16 anos, e o técnico, de 25 anos, também fizeram uma homenagem ao mergulhador Saman Kunan, que morreu durante os esforços de resgate.
Meninos resgatados na Tailândia dizem que evitavam pensar em comida

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Fome

Diferentemente do que tinha sido divulgado, eles não levaram comida para a cavidade subterrânea. Ekkapol Chantawong, o técnico, contou que depois de dois dias isolados começaram a sentir mudanças no corpo, já que não comiam nada.

“Bebíamos a água que caía das pedras”, disse Pornchai Khamluan, de 15 anos.

Técnico dos ‘Javalis Selvagens’, Ekapol Chantawong, fala à imprensa nesta quarta-feira (18) após ele e jovens receberam alta do hospital (Foto: Soe Zeya Tun/Reuters) Técnico dos ‘Javalis Selvagens’, Ekapol Chantawong, fala à imprensa nesta quarta-feira (18) após ele e jovens receberam alta do hospital (Foto: Soe Zeya Tun/Reuters)

Técnico dos ‘Javalis Selvagens’, Ekapol Chantawong, fala à imprensa nesta quarta-feira (18) após ele e jovens receberam alta do hospital (Foto: Soe Zeya Tun/Reuters)

O mais novo do grupo contou que não tinha força física e que tentava não pensar em comida para não sentir mais fome do que já sentia. Segundo os médicos, os garotos perderam em média 2 kg no período em que ficaram presos e recuperaram no hospital uma média de 3 kg cada um.

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Obama alerta para autoritarismo e ‘democracias dissimuladas’ em discurso na África do Sul

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama alertou, em discurso nesta terça-feira (17), para o crescimento de uma “política de valentões” pelo mundo. “A política de valentões ascendeu, de repente. As eleições e democracias dissimuladas são mantidas nas suas formas, mas aqueles que estão no poder desmantelam as instituições ou normas que dão significado à democracia”, disse.

“A política do medo, do ressentimento e dos cortes dos gastos começou a aparecer. E esse tipo de política vem crescendo. Cresce em um ritmo que teria sido inimaginável há apenas poucos anos”, afirmou Obama.

Parte da imprensa norte-americana interpretou a mensagem como uma indireta ao governo de Donald Trump. O atual presidente dos Estados Unidos se encontrou na segunda-feira (16) com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. No entanto, em nenhum momento Obama se referiu ao seu sucessor explicitamente.

Porém, em uma crítica mais contundente, Obama falou sobre o controle de fronteiras, sobre o qual Trump adota uma política mais dura do que o antecessor:

“Não é errado insistir que as fronteiras nacionais importam (…), mas isso não pode ser uma desculpa para as políticas de imigração baseadas na raça”, disse ele.

Obama está em Johanesburgo, maior cidade da África do Sul, para as homenagens dos 100 anos de Nelson Mandela, ex-presidente sul-africano morto em 2013.

Depois de passar 27 anos nas prisões do regime racista branco, Mandela tornou-se em 1994 o primeiro presidente eleito democraticamente na África do Sul, um cargo que ocupou até 1999.

Mandela e Obama se viram uma única vez, em 2005, em Washington, mas se admiravam mutuamente, afirmou a agência France Presse.

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Após críticas, Trump diz que aceita conclusão da Inteligência americana sobre ingerência russa

Após ser criticado por apoiar Vladimir Putin, o presidente americano, Donald Trump, disse nesta terça-feira (17) a repórteres no Salão Oval na Casa Branca que aceita a conclusão da Inteligência americana de que houve ingerência da Rússia nas últimas eleições nos Estados Unidos, mas que o resultado final não foi influenciado.

A declaração é dada um dia depois de Trump respaldar a afirmação do presidente russo, Vladimir Putin, de que a Rússia não interferiu nas últimas eleições americanas. Os dois líderes se reuniram nesta segunda em Helsinque, na Finlândia. A postura de Trump foi criticada em análises da imprensa americana e por políticos democratas e republicanos, entre eles alguns de seus principais apoiadores, como o presidente da Câmara, Paul Ryan.

Trump disse nesta terça que tem total fé e dá total apoio às agências americanas de inteligência.

“Tenho fé e dou total apoio às agências americanas de inteligência”, disse Trump. “Aceito as conclusões de que houve ingerência da Rússia nas eleições. Não houve conluio”, acrescentou.

O presidente também afirmou que precisava esclarecer uma frase dita em Helsinque. Trump disse que cometeu um erro com as palavras na entrevista conjunta com Putin. Segundo ele, na realidade, quis dizer que não viu razões por que não teria sido a Rússia que interferiu nas eleições americanas de 2016.

Segundo Trump, ele quis dizer “why Russia wouldn’t interfere” (porque a Rússia não iria interferir) e disse “why Russia would interfere” (porque a Rússia iria interferir), mudando assim o significado da frase e eliminando seu sentido negativo.
Encontro entre Trump e Putin repercute mal nos Estados Unidos

Encontro entre Trump e Putin repercute