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Bolsonaro é condenado a pagar R$ 50 mil em danos morais por ofensa a quilombolas

O deputado Jair Bolsonaro foi condenado a pagar R$ 50 mil em danos morais por declarações racistas que fez contra quilombolas em um evento ocorrido em abril deste ano Clube Hebraica no Rio de Janeiro. A decisão é da 26ª Vara Federal do Rio de Janeiro, e responde a ação movida pelo Ministério Público Federal. O MPF tinha pedido indenização de R$ 300 mil.

Durante o evento, Bolsonaro afirmou que as reservas indígenas e quilombolas atrapalham a economia. “Onde tem uma terra indígena, tem uma riqueza embaixo dela. Temos que mudar isso daí”, disse.

Em sua defesa, Bolsonaro afirmou que, enquanto deputado, “estava expondo suas ideologias e críticas acerca da demarcação de terras produtivas e que não eram exploradas”.

Na decisão, a juíza Frana Elizabeth Mendes afirma que não há problema no fato de o deputado expressar sua opinião sobre temas nacionais, mas que, em todo caso, a imunidade parlamentar não se estende a atos que não têm a ver com o mandato, e que, “além disso, ofendam, ridicularizem ou constranjam pessoas, grupos ou comunidades, como se verificou nas manifestações proferidas pelo réu, não só contra os grupos quilombolas”.

“Como parlamentar, membro do Poder Legislativo, e sendo uma pessoa de altíssimo conhecimento público em âmbito nacional, o réu tem o dever de assumir uma postura mais respeitosa com relação aos cidadãos e grupos que representa”, acrescenta a juíza.

Entenda

No evento no Rio, o deputado afirmou que as reservas indígenas e quilombolas atrapalham a economia. “Onde tem uma terra indígena, tem uma riqueza embaixo dela. Temos que mudar isso daí”, afirmou.

“Eu fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem pra procriador ele serve mais. Mais de R$ 1 bilhão por ano é gastado com eles.”

Bolsonaro também fez críticas a refugiados. “Não podemos abrir as portas para todo mundo”, disse. Mas não se mostrou avesso a todos os estrangeiros. “Alguém já viu algum japonês pedindo esmola? É uma raça que tem vergonha na cara!”

A multa será revertida ao Fundo Federal de Defesa dos Direitos Difusos.

Fonte: T1 Notícias

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Fachin nega pedido de Aécio retornar ao mandato antes de decisão do STF

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin negou nesta terça-feira (3) o pedido da defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) para que ele pudesse retornar ao exercício do mandato.

O PSDB e a defesa do senador Aécio Neves (PSDB-MG) recorreram na segunda-feira (2) ao STF contra a decisão da 1ª Turma do tribunal de afastar o senador tucano do exercício do mandato.

O recurso da defesa de Aécio pedia que o afastamento do mandato fosse suspenso até que o Supremo concluísse o julgamento, marcado para a quarta-feira (11) da próxima semana. Os ministros do Supremo decidirão se a Câmara e o Senado têm o poder de revogar decisões judiciais contra parlamentares, como o afastamento do mandato. Já o recurso do PSDB pedia que a decisão da 1ª Turma fosse suspensa e declarada ilegal.

Em sua decisão de hoje, Fachin afirma que o tipo de ação escolhida pela defesa de Aécio, um mandado de segurança, não poderia ser aceita neste momento, pois ainda seria possível apresentar recurso à própria 1ª Turma do STF.

Fachin não chegou a decidir sobre o recurso apresentado pelo PSDB. Nesse processo, o ministro pediu que a AGU (Advocacia-Geral da União) se manifeste sobre o pedido em 72 horas.

Aécio foi afastado do exercício do mandato e proibido de deixar sua casa à noite por decisão da 1° Turma do STF (composta por cinco dos 11 ministros). A decisão estimulou uma crise institucional entre Senado e STF sobre autonomia dos poderes.

O senador foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por suspeita dos crimes de corrupção e obstrução de Justiça após gravações entregues pelos delatores da JBS apontarem que o senador teria negociado o repasse de R$ 2 milhões com a empresa.

A defesa de Aécio diz que não há crime, pois o caso se tratou de um empréstimo pessoal oferecido pelo empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, após ser recusada uma oferta de Aécio para que o empresário comprasse um imóvel da família do senador.

O Senado deve avaliar nesta terça-feira a revogação da decisão da 1ª Turma do STF, antes portanto da sessão marcada pelo STF para o dia 11, quando será julgada a ação sobre se a decisão de afastamento do mandato parlamentar pode ser revogada pelo Senado.

Entenda a polêmica STF x Senado

Por decisão da 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), composta por cinco dos 11 ministros da Corte, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi afastado na semana passada do exercício do mandato e proibido de deixar sua casa à noite.

O senador foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) por suspeita dos crimes de corrupção e obstrução de Justiça após gravações entregues pelos delatores da JBS apontarem que o senador teria negociado o repasse de R$ 2 milhões com a empresa.

“A gente não deve querer acender fósforo”

Ainda sobre a polêmica envolvendo os poderes, Gilmar Mendes afirmou que é preciso ter cautela e não “acender fósforo para descobrir se há gasolina”.

É importante que nós saibamos que estamos vivendo um momento bastante delicado e a gente não deve querer acender fósforo para saber se há gasolina no tanque

Gilmar Mendes

O placar da decisão da 1ª Turma do STF foi 3 a 2. Os ministros Luiz Fux e Luís Roberto Barroso, que votaram a favor das medidas cautelares contra o tucano, afirmam que o artigo 319 do CPP (Código de Processo Penal) permite medidas análogas à prisão, como o recolhimento domiciliar noturno. Rosa Weber acompanhou os colegas. Marco Aurélio e Alexandre de Moraes foram vencidos.

O que diz a Constituição

O afastamento do mandato e a prisão preventiva de parlamentares não são tratados de forma clara pela Constituição.

O que a Constituição diz sobre o tema é que deputados e senadores podem ser presos apenas em casos de flagrante de crime inafiançável. Nesta situação, segundo o artigo 53, o processo judicial deveria ser remetido à Câmara ou ao Senado em 24 horas. A prisão seria confirmada ou revogada pelo voto da maioria dos parlamentares.

Fonte: UOL

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Pela humanização do parto, Luana apresenta projeto de lei contra violência obstétrica

A deputada estadual Luana Ribeiro (PDT), apresentou, na Assembleia Legislativa, um projeto de lei com o objetivo de evitar diversos tipos de violências pelas quais as gestantes e parturientes podem enfrentar. De acordo com a deputada, a Lei deverá propiciar mais informação e proteção às gestantes.

“A Política Nacional de Atenção Obstétrica e Neonatal está ai para isso, e nós precisamos nos esforçarmos e tomar as medidas para garantir a efetiva aplicação, contextualizando os programas governamentais com uma legislação atual”, ressaltou Luana ao Portal T1 Notícias.

A lei obrigará a adoção de medidas de informação e amparo à gestante e parturiente. Dentre elas está a divulgação da Política Nacional de atenção Obstétrica e Neonatal, objetivando conscientizar as gestantes para que conheçam seus direitos.

“Estamos determinados a garantir os direitos das gestantes, bem como cuidando para que precauções sejam tomadas sobre situações que jamais devem acontecer durante esse momento tão importante da vida da mulher. Quanto mais humanizado o parto, mais saudável será a vida do bebê e da própria mãe”, disse a deputada.

Algumas violências obstétricas coibidas na lei

Tratar a gestante ou parturiente de forma agressiva, não empática, grosseira

Recriminar a parturiente por qualquer comportamento

Não ouvir as queixas e dúvidas da mulher internada e em trabalho de parto

Tratar a mulher de forma inferior  tratando-a como incapaz

Fazer a gestante ou parturiente acreditar que precisa de uma cesariana quando esta não se faz necessária

Promover a transferência da internação da gestante ou parturiente sem a devida análise

Impedir que a mulher seja acompanhada por alguém de sua preferência durante todo o trabalho de parto

Deixar de aplicar anestesia na parturiente quando esta assim o requerer

Proceder a episiotomia quando esta não é realmente imprescindível

Manter algemadas as detentas em trabalho de parto

Fazer qualquer procedimento sem, previamente, pedir permissão ou explicar

Após o trabalho de parto, demorar injustificadamente para acomodar a mulher na enfermaria ou quarto

Submeter a mulher e/ou o recém-nascido a procedimentos feitos exclusivamente para ensinar estudantes

Submeter o recém-nascido saudável a aspiração de rotina, injeções ou procedimentos na primeira hora de vida, sem que antes tenha sido colocado em contato pele a pele com a mãe e de ter tido a chance de mamar

Retirar da mulher, depois do parto, direito de ter o recém-nascido ao seu lado em acomodação conjunta e de amamentar em livre demanda, salvo se um deles, ou ambos necessitarem de cuidados especiais

Não informar a mulher, com mais de vinte e cinco anos ou com mais de dois filhos sobre seu direito à realização de ligadura nas trompas e/ou implantação do DIU (Dispositivo IntraUterino) gratuitamente nos hospitais públicos e conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS)

Tratar o pai do recém-nascido como visita e obstar seu livre acesso para acompanhar a parturiente e o recém-nascido a qualquer hora do dia.

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Gaguim que diz que apoia pré-candidatura de Carlesse, mas impõe 2 exigências

O deputado federal Carlos Gaguim (Podemos) declarou apoio à pré-candidatura a governador do presidente da Assembleia, Mauro Carlesse (PHS). Gaguim participou da confraternização que Carlesse realizou em sua fazenda, em Ananás, no Bico do Pagagaio, no sábado, 30. O evento marcou o encerramento das visitas do presidente da AL pela região.

Gaguim, contudo, impôs duas condições a Carlesse. A primeira é que o candidato a vice-governador saía do Bico do Papagaio e, a segunda, que a região tenha dois ou três secretários numa possível gestão.

Além de Gaguim, nove deputados estaduais participaram da confraternização.

Na quinta-feira, 28, a prefeita de Riachinho, Diva Ribeiro de Melo (PR), já havia feito o “lançamento” da pré-candidatura de Carlesse. “O nosso Estado está precisando de sangue novo, e nada mais nada menos do que ele”, afirmou.

Fonte: PortalCT

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Marlon Reis critica abandono de projetos de infraestrutura e fala em “romper tradição da oligarquia” no Estado

Pré-candidato ao governo do Tocantins pelo Rede Sustentabilidade, o advogado Marlon Reis segue cumprindo agenda pelo interior do Estado. No Bico do Papagaio no final de semana, o agora político comentou sobre a falta de indústria na região e criticou o abandono de projetos como o sistema de irrigação de Sampaio e do Ecoporto de Praia Norte. Conhecido por ser um dos idealizadores da Lei Ficha Limpa, o ex-juiz culpou a “oligarquia” e disse que “caciques” não querem o desenvolvimento do Estado por esta garantir a “independência” da população.

Marlon Reis esteve na sexta-feira, 29, em Augustinópolis, onde palestrou para estudantes e educadores da Faculdade do Bico do Papagaio (Fabic). “A indústria gera independência do cidadão e os poderosos e os caciques políticos não querem. Eles só falam e não fazem de propósito porque querem que o povo fique cada vez mais dependente do Estado”, argumentou. O pré-candidato lamentou a falta de investimento na região. “É impressionante. Aqui no Bico do Papagaio, por exemplo, carece de uma empresa, de uma indústria, para trazer o desenvolvimento e a renda aos cidadãos”, acrescentou.

O pré-candidato ainda citou o Ecoporto de Praia Norte e o Projeto de Irrigação Sampaio como “exemplos práticos” de desperdício de dinheiro público. “Estive no Ecoporto de Praia Norte. Primeiro que lá não se deixa entrar ninguém. Está fechado e com uma placa de ‘proibido a entrada’. Absurdo! Já no [projeto] Sampaio a situação é outra calamidade. Um local que poderia, além de atender os agricultores, deveria ter uma agroindústria para que a produção fosse beneficiada, agregando renda aos produtos tocantinenses. Mas o que vemos lá é abandono”, comentou.

“É difícil entender o motivo de projetos grandiosos e importantíssimos começam a ser feitos, param e não são finalizados. É inadmissível”, anotou Marlon Reis, que defende o investimento em tecnologia e planejamento como solução. “É preciso investir em educação, tecnologia e dar condições para que as empresas e as indústrias venham. A educação é fundamental. Por exemplo, temos a Unitins, que precisa cumprir seu papel de indutora da tecnologia no Estado, levando a todas as partes do Tocantins condições para formação de novos profissionais e mecanismos de aprendizado”, disse.

Marlon Reis reforça que o estudo prévio e organização são essenciais para o correto uso do erário. “E o investimento tecnológico, em logística e infraestrutura são primordiais. É preciso um projeto eficaz com estudo de viabilidade, um planejamento sério com começo, meio e fim para que as empresas venham, tenham condições de atuar e ficar. Isso é uma gestão eficaz, que evita desperdício de dinheiro público e gera resultados”, defendeu.

O pré-candidato também realizou uma reunião com moradores do povoado Bela Vista, na noite de sábado, dia 30, em São Miguel do Tocantins. O tom do evento foi de crítica aos políticos do Estado. “A nossa estratégia de conquista de apoio para este movimento é diferente da que a política tradicional usa. Eles usam a maneira vertical, de cima para baixo. Já a nossa busca é feita de forma horizontal, ou seja, de lado a lado, o que é algo revolucionário no Estado do Tocantins”, afirmou.

Marlon Reis cita o baixo número de gestores escolhidos diretamente pelos eleitores para criticar o que chamou de “política tradicional”. “Vamos romper a tradição da oligarquia de um Estado que em praticamente 30 anos de vida só teve três governadores eleitos pelo povo. Outros foram eleitos indiretamente. Diante disso, estamos percorrendo o Estado para que as pessoas conheçam nossas propostas, programas e projetos para o Tocantins”, disse.

Segundo o próprio advogado, o objetivo da pré-candidatura é ocupar o espaço deixado em razão da descrença da desgastada classe política tradicional no país. “Há uma lacuna imensa a ser ocupada. Ouço pelo Tocantins que nas últimas eleições as pessoas, infelizmente, diziam que tinham que escolher o menos pior e não alguém em quem pudessem confiar em virtude das suas ideias e da sua biografia”, concluiu.(Com informações da assessoria)

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Olyntho cria PL para que aprovação de parcelamento do Igeprev passe pela Assembleia

“Cabe à Assembleia Legislativa fiscalizar o uso do dinheiro público”, disse o deputado Olyntho Neto (PSDB), na tarde desta quinta-feira, 28. A fala do deputado refere-se ao parcelamento da dívida do Estado com o Igeprev sem consulta a Assembleia. Ele é autor de Projeto de Lei que pretende barrar a manobra.

O Projeto de Lei de autoria do deputado determina que qualquer parcelamento de débitos do Igeprev tenha que ser autorizado pela Assembleia Legislativa, independente da quantidade de parcelas. O PL tem como base a Constituição Federal que estabelece à União, Estados e Distrito Federal legislar sobre previdência social. “A lei proposta nada mais é que o zelo pela garantia dos direitos previdenciários dos servidores públicos do Estado”, explicou Olyntho.

Olyntho vê com preocupação o montante dos débitos do Instituto. “O Igeprev passa por uma crise de gestão ainda não solucionada e toda ação nesse setor deve ser feita baseada em muito estudo e cautela”, ponderou o deputado.

De acordo com o Olyntho, o Executivo já fez oito parcelamentos de débitos. O mais recente é sobre o valor de quase R$ 250 milhões, da parte patronal, com contribuições previdenciárias, parcelado em 60 vezes. Este seria o oitavo parcelamento de débitos do Igeprev.

Parcelamento da dívida

Em manobra utilizando a Portaria 402 da Previdência Social, o Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins aprovou no último dia 26, o parcelamento da dívida que o Estado contraiu por não repassar, ao Igeprev, de fevereiro a agosto deste ano, a parte patronal de contribuições previdenciárias dos servidores. Foram parcelados R$ 249 milhões. Mais de R$ 239 milhões são referentes à dívida do Poder Executivo e R$ 9 milhões referente a Defensoria Pública Estadual.

Fonte: T1 Noticias

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Locadora de aviões citada por empresário diz que nunca teve contrato com ele, nem com PSB

A empresa JDF Locadora de Aeronaves e Veículos enviou nota à imprensa na tarde desta quarta-feira, 27, em que afirma que “nunca teve nenhuma relação comercial e/ou contratual com o PSB” e “tampouco com o empresário Rodrigo Siqueira Nogueira”, proprietário do avião que levou o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), para Araguaína no final de semana.

Em nota nessa terça-feira, 26, a assessoria jurídica do empresário afirmou que o PSB contratou a aeronave através da JDF Locadora, que tem sede em Brasília.

Porém, na tarde dessa terça-feira, o empresário Rodrigo Siqueira Nogueira enviou outra nota, na qual explica que a JDF Locadora não quis assinar o contrato com o PSB “após a repercussão do caso na imprensa”.

Assim, o empresário disse que o contrato será assinado diretamente entre o partido e o piloto e o fornecedor do combustível.

Por sua vez, a JDF Locadora diz que “buscará medidas legais junto aos Órgãos de Controle e ao Poder Judiciário com a finalidade de demonstrar a veracidade de suas informações, bem como responsabilizar civil e criminalmente aqueles que utilizaram indevidamente seus nome e imagem”.

Também a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) se manifestou e informou que vai averiguar se o episódio feriu normas federais.

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Primeira turma do STF mantém condenação da deputada Professora Dorinha

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira, 26, manter a condenação da deputada Professora Dorinha (DEM), que no ano passado foi considerada culpada por ter comprado livros didáticos sem licitação quando era secretária de Educação do Tocantins, em 2002 e 2004.

Dorinha entrou com embargos de declaração contra sua condenação pelo STF, alegando que a denúncia do Ministério Público havia sido inepta, mas teve o recurso negado por unanimidade. Ela foi condenada a 5 anos e 4 meses de detenção, além de multa.

Os ministros acompanharam o relator, Edson Fachin, para quem os embargos de declaração não podem servir para reformar condenação. O ministro afastou a possibilidade de que houvesse obscuridade, contradição ou omissão no acórdão que condenou a deputada.

Segundo a decisão, caberá à Câmara dos Deputados decidir sobre perda ou não de mandato.

Outro lado
A deputada Dorinha afirmou em nota que a decisão da primeira Turma do STF “diz respeito unicamente aos pressupostos de admissibilidade do recurso de Embargos de Declaração”. “Houve o entendimento de que não era cabível esse tipo de recurso, não adentrando ao mérito da ação penal”, explicou a parlamentar.

Ela disse que a defesa irá aguardar a publicação do acórdão para recorrer por meio de Embargos Infringentes “e suscitar a manifestação do plenário do STF referente ao mérito da ação”. “A defesa reitera que, enquanto Secretária de Educação do Tocantins, Professora Dorinha sempre atuou dentro da legalidade”, ressaltou.

Confira a seguir a íntegra da nota:

“A decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal proferida nesta terça-feira, 26, relacionada ao processo da deputada Professora Dorinha diz respeito unicamente aos pressupostos de admissibilidade do recurso de Embargos de Declaração. Houve o entendimento de que não era cabível esse tipo de recurso, não adentrando ao mérito da ação penal.

Informamos que a defesa irá aguardar a publicação do acórdão para recorrer por meio de Embargos Infringentes e suscitar a manifestação do plenário do STF referente ao mérito da ação.

A defesa reitera que, enquanto Secretária de Educação do Tocantins, Professora Dorinha sempre atuou dentro da legalidade. Tanto que essa situação foi reafirmada pela Justiça Federal do Tocantins, que arquivou o inquérito por entender que as aquisições dos livros didáticos obedeceram ao rito legal. A mesma decisão foi tomada pelo Tribunal de Contas da União por identificar que não houve qualquer irregularidade e entender que os atos foram praticados sob amparo legal e com parecer jurídico”. (Da Redação)

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Tribunal aumenta pena de José Dirceu e absolve Vaccari em processo da Lava Jato

O ex-ministro José Dirceu teve a pena aumentada em quase dez anos, para 30 anos, 9 meses e 10 dias, em um processo da Operação Lava Jato por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A decisão foi tomada nesta terça-feira (26) pela 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre. É a segunda maior pena aplicada a réus da Lava Jato até então.

No mesmo processo, o ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores João Vaccari Neto foi absolvido por insuficiência de provas. Ele é acusado por corrupção passiva e tinha sido condenado, em primeira instância, a 9 anos de prisão.

Na sessão, o relator João Gebran Neto destacou que adotou “a teoria do exame das provas acima de dúvida razoável” sobre o caso de Dirceu. “Embora nestes casos dificilmente haja provas das vantagens indevidas”, disse. Ele acrescentou que as penas severas não são resultado do rigor dos julgadores, mas da grande quantidade de delitos cometidos pelos réus.

Leandro Paulsen, que também é presidente da 8ª Turma, considerou haver prova suficiente, testemunhal e documental, de que os crimes praticados por Dirceu ocorreram.

O desembargador Victor Luiz dos Santos Laus explicou que pediu vista no julgamento que começou em 13 de setembro, devido à alegação da defesa de curto prazo de acesso a algumas provas disponibilizadas durante as alegações finais, sem tempo hábil para análise.

Laus concluiu que a denúncia foi devidamente instruída. “O relatório telemático estava disponível na plataforma virtual para a defesa, não se sustentando a alegação de que o levantamento do sigilo dos autos nas alegações finais teria trazido novas provas”, avaliou.

O que dizem os réus

O advogado de Dirceu, Roberto Podval, disse que aguarda a divulgação dos votos dos desembargadores que atuaram no caso para decidir os próximos passos, e que certamente recorrerá da decisão. Os votos devem ser publicados nos próximos dias.

O advogado de Vaccari, Luiz Flávio Borges D’Urso, afirmou que a Justiça decidiu corretamente, pois a denúncia e a sentença “tiveram por base exclusivamente palavra do delator, sem que houvesse nos autos qualquer prova que pudesse corroborar tal delação.”

Dirceu não vai começar a cumprir a pena imediatamente. O ex-ministro ainda pode recorrer ao próprio TRF4. Só após isso é que o juiz Sérgio Moro poderá, eventualmente, determinar a execução da pena.

Atualmente, o ex-ministro está em liberdade, mas precisa usar tornozeleira eletrônica e não pode deixar o país. Essas medidas foram determinadas por Moro em maio, depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) revogar a prisão preventiva que havia sido determinada pelo juiz em agosto de 2015.

Já Vaccari deve continuar preso no Complexo Médico-Legal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O desembargador Leandro Paulsen, que é revisor do processo, destacou que a decisão não afeta essa medida.

Vaccari responde a quatro ações da Lava Jato na primeira instância. Ele já foi condenado em outros cinco processos. Entre eles estão as duas ações em que foi absolvido no TRF4.

Ele segue preso porque cumpre prisão preventiva referente a uma dessas ações em que foi condenado em primeira instância por intermediar propina do Grupo Keppel Fels e o PT, entre eles os pagamentos dos serviços de João Santana e Monica Moura. Esse caso ainda não foi julgado no TRF4.

Há um pedido de habeas corpus sobre esse processo no STJ, depois de ter sido negado em outras instâncias.

Revisão de outras penas

O TRF4 também aumentou as penas de Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão de Dirceu, e Júlio Cesar Santos, e do ex-assessor Roberto Marques. As penas do ex-diretor da Petrobras Renato Duque e do ex-vice-presidente da Engevix Gerson de Mello Almada, foram mantidas.

Os executivos José Antunes Sobrinho e Cristiano Kok, da Engevix, tiveram a absolvição mantida, e o lobista Fernando Moura, a pena diminuída. O G1 tenta contato com a defesa dos demais citados.

Segundo o tribunal, as penas foram aumentadas porque os desembargadores consideraram que os crimes de uma mesma natureza não podem ser considerados como um só, e sim devem ser somados.

2ª maior pena da Lava Jato

As decisões foram tomadas no processo que investiga um esquema de irregularidades na diretoria de Serviços da Petrobras. O MPF identificou 129 atos de corrupção ativa e 31 atos de corrupção passiva, entre os anos de 2004 e 2011.

Segundo o MPF, empresas terceirizadas contratadas pela Petrobras pagavam uma prestação mensal para Dirceu através de Milton Pascowitch – lobista e um dos delatores da Lava Jato. Para o MPF, o ex-ministro Dirceu enriqueceu dessa forma.

Também foram identificadas, de acordo com o MPF, ilegalidades relacionada à empreiteira Engevix. A empresa, segundo as investigações, pagava propina através de projetos junto à diretoria de Serviços, e também celebrou contratos simulados com a JD Consultoria, empresa de José Dirceu, realizando repasses de mais de R$ 1 milhão por serviços não prestados.

Em maio do ano passado, o juiz Sérgio Moro, condenou o ex-ministro a 23 anos e 3 meses de prisão, maior pena já arbitrada pelo magistrado na operação. O lobista Milton Pascowitch recebeu a mesma pena.

Em junho do mesmo ano, Moro aceitou um pedido da defesa e reduziu a pena de Dirceu para 20 anos e 10 meses. Após um recurso do MPF os desembargadores João Gebran Neto, Leandro Paulsen e Victor Luiz dos Santos Laus, do TRF4, decidiram nesta terça-feira elevar a pena para 30 anos e 9 meses – Gebran chegou a defender que o ex-ministro cumprisse 41 anos e 4 meses de prisão.

Com isso, a pena de Dirceu é a segunda mais alta dentro da Lava Jato até o momento. A primeira foi a aplicada a Renato Duque, de 43 anos, em junho, pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

O ex-ministro foi condenado uma segunda vez por Sérgio Moro, também por corrupção e lavagem de dinheiro, em março deste ano. Nessa sentença, o magistrado definiu uma pena de 11 anos e três meses de reclusão em regime fechado.

Mensalão

Fora do âmbito da Lava Jato, José Dirceu teve mandato de deputado federal cassado, pós ter o seu nome envolvido no processo do Mensalão. Ex-ministro-chefe da Casa Civil, ele foi condenado e chegou a cumprir pena por participar do esquema, mas ela foi perdoada.

Veja como ficaram todas condenações do processo

José Dirceu: corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A pena passou de 20 anos e 10 meses para 30 anos, 9 meses e 10 dias;

João Vaccari Neto: denunciado por corrupção passiva. A pena era de 9 anos, mas o ex-tesoureiro foi absolvido, por maioria, pela 8ª Turma, vencido Gebran por insuficiência de provas;

Renato de Souza Duque: corrupção passiva. A pena foi aumentada de 10 anos para 21 anos e 4 meses;

Gerson de Mello Almada: corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A pena passou de 15 anos e 6 meses para 29 anos e 8 meses de detenção;

Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura: corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A pena passou de 16 anos e 2 meses para 12 anos e 6 meses de reclusão;

Julio Cesar dos Santos: lavagem de dinheiro. A pena passou de 8 anos para 10 anos, 8 meses e 24 dias de detenção;

Roberto Marques: pertinência em organização criminosa. A pena passou de 3 anos e 6 meses para 4 anos e 1 mês;

Fonte: G1

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Joesley Batista e Ricardo Saud, da J&F, recorrem ao STF contra prisão

Os executivos Joesley Batista e Ricardo Saud, do grupo J&F, recorreram nesta terça-feira (26) ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a prisão deles, determinada pelo ministro Luiz Edson Fachin.

Eles foram presos no último dia 10 e, cinco dias depois, a prisão temporária foi convertida para preventiva, que não tem prazo para terminar.

O ministro Fachin mandou prender os dois a pedido da Procuradoria Geral da República, que apontou suspeitas de omissão no acordo de delação dos dois e suspeitas de que teriam tido orientação de um procurador – Marcelo Miller –, que depois deixou a função.

Fachin suspendeu os benefícios de ambos previstos no acordo de delação e atualmente analisa se homologa a rescisão do acordo apresentada pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot.

A defesa dos executivos quer que o ministro revogue a prisão ou leve o recurso para discussão na Segunda Turma do tribunal.

Os advogados afirmam que a prisão dos dois coloca em risco a segurança jurídica do acordo de delação, que ainda está válido.