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Aeronave que levou Amastha a Araguaína é de alvo da Ápia, dono de empresa com contratos com Palmas

A visita do prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), ao município de Araguaína no final de semana ganhou mais uma polêmica para além da alfinetada no ex-governador Siqueira Campos (sem partido) e da irritação com a imprensa local. O pessebista foi ao município a bordo de um avião de propriedade do empresário Rodrigo Siqueira Nogueira, alvo da Operação Águia, da Polícia Federal, e proprietário da RSN Logística, empresa que mantém contratos com a prefeitura da Capital.

O CT consultou a matrícula do avião utilizado por Amastha na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), e o Registro Aeronáutico Brasileiro (RAC) realmente aponta que a aeronave é de propriedade de “Rodrigo Siqueira Nogueira e outros”, discorre o texto do órgão. O empresário também é citado como sendo o operador no documento disponibilizado pela Anac. Outro destaque indicado pelo RAC é que a aeronave em questão está na categoria de Serviço Aéreo Privado (TTP), e não como Táxi Aéreo (TPX).

Rodrigo Siqueira Nogueira teve os bens bloqueados no âmbito da Operação Ápia, responsável por investigar suposto esquema de desvios de recursos oriundos de três financiamentos com instituições internacionais, intermediados pelo Banco do Brasil, para obras de pavimentação. Nas quatro primeiras fases, a ação da Polícia Federal cumpriu 150 medidas judiciais cautelares, entre conduções coercitivas, prisões preventivas e de busca e apreensão. O dano ao erário é calculado em cerca de R$ 200 milhões, inicialmente.

O empresário é primo do ex-presidente da Agência de Máquinas e Transportes (Agetrans) Alvicto Nogueira, o Kaká, que chegou a ser preso na Ápia e é apontado pela Polícia Federal como a “figura central e coordenadora na associação criminosa”, conforme narrou o relatório parcial relacionado à operação apresentado ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), de autoria do delegado de investigação e combate ao crime organizado do Tocantins, Julio Mitsuo Fujiki.

Rodrigo Siqueira Nogueira também é proprietário da RSN Logística, que tem contratos firmados com a Prefeitura de Palmas. Em uma consulta ao Diário Oficial da Capital foi possível constatar que, em abril deste ano, a administração prorrogou por mais um ano o contrato com a empresa no valor de R$ 12.590.000,00 para a locação de caminhões, máquinas pesadas, veículos e equipamentos para serviços gerais, com fornecimento de mão de obra.
O CT acionou a Secretaria de Comunicação de Palmas e aguarda manifestação.

Fonte: Portal CT

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Em Araguaína no final de semana, Amastha participa de leilão e se reúne com vereadores

No dia em que a senadora Kátia Abreu termina sua peregrinação de três dias por Araguaína, neste sábado, 23, o prefeito da Capital, Carlos Amastha (PSB), chega à cidade para participar do leilão “Direito de Viver”, promovido pelo Sindicato Rural local, em prol do Hospital do Câncer do Tocantins. Amastha estará no evento porque os recursos serão revertidos à unidade ligada ao Hospital de Barretos que será construída em Palmas. Kátia e Amastha são pré-candidatos a governador.

Vereadores contaram ao blog que vão receber o secretário de Governo da Capital, Júnior Coimbra, na sessão da tarde desta sexta-feira, 22, para definir uma reunião com Amastha, que deve ser realizada na noite deste sábado. Nessa quinta, os parlamentares conversaram com Kátia.

Coimbra tentou agendar uma conversa de Amastha com o prefeito Ronaldo Dimas (PR), mas o republicano não estará na cidade neste final de semana.

No domingo, 24, pela manhã, Amastha seguirá para Babaçulândia, no extremo norte, onde se reunirá com o PSB municipal, presidido pelo ex-prefeito da cidade Franciel de Brito.

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Kátia diz a vereadores que Dimas é o “candidato dos sonhos” para sua chapa de senador

A senadora Kátia Abreu está em Araguaína desde essa quinta-feira, 21, fazendo visitas e se reunindo com lideranças. Aos vereadores da cidade (foto), ela disse que o prefeito Ronaldo Dimas (PR) é “o candidato dos sonhos” para a sua chapa de senador.

Conforme vereadores, a reunião foi tranquila e contou com a participação de 15 dos 17 parlamentares da cidade. Kátia apenas criticou o que classificou de “ineficiência” do governo Marcelo Miranda para saúde, educação e segurança.

A senadora reafirmou sua intenção de disputar o governo do Tocantins no ano que vem.

Neste sábado, 23, ela se reunirá com a liderança da região às 10 horas na chácara do ex-deputado estadual Raimundo Palito, e depois será servida uma feijoada.

Eleição da Faet
Mesmo candidata à reeleição na Federação da Agricultura e Pecuária (Faet), chama atenção o fato de a agenda de Kátia não prever participação dela no leilão “Direito de Viver”, promovido pelo Sindicato Rural de Araguaína, em prol do Hospital do Câncer do Tocantins, no mesmo horário da feijoada dela com as lideranças regionais, a partir das 12 horas deste sábado. Outro pré-candidato a governador, o prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), estará no evento.

Nos bastidores, o que se diz na cidade é que o clima não está bom para Kátia entre os empresários rurais. A maioria dos sindicatos da região apoia o candidato de oposição, Nasser Iunes, para a presidência da Faet.

Fonte: PortalCT

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Inquérito contra Kátia Abreu é redistribuído ao ministro Gilmar Mendes no STF

O inquérito que investiga a senadora Kátia Abreu (PMDB), aberto a partir da delação premiada de executivos da Odebrecht, foi redistribuído para o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O processo estava com Edson Fachin, responsável pelos casos da Lava-Jato, mas o sorteio foi determinado pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, porque não há relação com a Petrobras, foco incial da operação. Mais de 60 inquéritos foram redistribuídos pelo mesmo motivo. A informação é do O Globo.

Em abril deste ano – quando Edson Fachin autorizou o inquérito – foi revelado o teor de quatro delações da Odebrecht. Os executivos afirmaram – em delação premiada – ter feito repasse de R$ 500 mil para a Kátia Abreu (PMDB) na campanha eleitoral de 2014, por meio de caixa dois. Representante do agronegócio, a peemedebista já chegou a ser apelidada por ambientalistas como “Miss Desmatamento” e “Rainha da Motosserra”, mas no “Departamento de Propinas” da construtora a tocantinense constava com o codinome “Machado”. As informações foram divulgadas pelo jornal O Estado de São Paulo, que apontou ainda que as negociações teriam sido mediadas pelo marido da senadora, Moisés Pinto Gomes.

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STF tem nove votos a favor do envio de denúncia sobre Temer à Câmara

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Celso de Mello seguiu hoje (21) a maioria do plenário e também votou pelo envio imediato à Câmara dos Deputados da segunda denúncia apresentada pelo então procurador-geral da República (PGR) Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer.

No segundo dia de julgamento, o placar da votação está em votos a 9 a 1 a favor do envio. O julgamento prossegue, e a presidente da Corte, ministra Cármen Lucia, será a última a votar.

A maioria segue entendimento do relator do caso, ministro Edson Fachin. Na sessão de ontem (20), Fachin entendeu que cabe ao Supremo encaminhar a denúncia sobre o presidente diretamente à Câmara dos Deputados, conforme determina a Constituição, sem fazer nenhum juízo sobre as acusações antes da deliberação da Casa sobre o prosseguimento do processo no Judiciário.

O entendimento do Supremo contraria pedido feito pela defesa de Temer, que pretendia suspender o envio da denúncia para esperar o término do procedimento investigatório iniciado pela PGR para apurar ilegalidades no acordo de delação da J&F, uma das provas usadas na denúncia.

Antes de Mello, também votaram no mesmo sentido os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Tofofli, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio. O ministro Gilmar Mendes deu até agora o único voto pela devolução da denúncia à PGR.

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Marco Aurélio vota contra Temer; maioria do STF decide mandar denúncia à Câmara

Na retomada do julgamento de questão de ordem apresentada pela defesa do presidente Michel Temer (PMDB) no plenário do STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro Marco Aurélio Mello votou nesta quinta-feira (21) para que o tribunal envie o processo contra o peemedebista à Câmara dos Deputados. Com o voto de Mello, 8 dos 11 ministros rejeitaram o pedido de Temer; só o ministro Gilmar Mendes votou a favor do recurso. O presidente foi denunciado sob acusação de obstrução de Justiça e organização criminosa.

Os advogados do presidente pediram que o processo não seja enviado à Câmara até o fim da investigação sobre o acordo de delação dos executivos da JBS. Ontem, após o voto de Gilmar Mendes, o julgamento foi suspenso pela presidente do STF, Cármen Lúcia, para ser retomando nesta tarde. Em tese, os ministros ainda podem modificar os votos até o fim da análise em plenário.

Leia a íntegra da 2ª denúncia apresentada contra Temer

Ao rejeitar a devolução da denúncia à PGR, Marco Aurélio Mello afirma que a fase da apreciação da ação penal é posterior, quando os ministros terão a oportunidade, se houver deliberação positiva da Câmara, de se pronunciarem quanto à admissão ou recusa da ação. Para o ministro, a devolução da ação “implicaria até menos na censura prévia”.

Marco Aurélio também fez elogios à Raquel Dodge, que estreou nesta quarta no Supremo como procuradora-geral da República, dois dias depois de ser empossada.

“Posso sem receio de engano, de equívoco, dizer da minha confiança total na continuidade do trabalho que sempre foi desenvolvido pelos procuradores-gerais da República. Vejo uma gestão, portanto, elogiável”, disse o ministro, que contou ter sido colega de Dodge na UnB (Universidade de Brasília) e no TST (Tribunal Superior do Trabalho).

Ontem, a nova procuradora-geral também tinha sido cumprimentada e elogiada pelos ministros. Ela substituiu o agora ex-procurador-geral Rodrigo Janot, que deixou o posto no domingo (17).

Por ser presidente da República, Temer só pode ser processado por “crime comum” se houver aval da Câmara dos Deputados.

Se ao final do julgamento, for confirmada a decisão da maioria ou totalidade dos 11 ministros, o STF deve seguir o que estabelece a Constituição e notificar a Câmara da denúncia. Isso por que, até o fim da análise, qualquer ministro pode mudar o voto dado.
Como votaram ontem os ministros

O relator, ministro Edson Fachin, foi o primeiro a votar e negou o pedido e entendeu que a análise da admissibilidade da denúncia por parte dos deputados deve ser feita antes, já que a Constituição impõe que a Câmara dos Deputados delibere primeiro sobre se concede autorização para que o Supremo analise a denúncia.

“Entendo que o juízo político a ser efetivado pela Câmara dos Deputados deve preceder a análise jurídica por parte do Supremo Tribunal Federal”, afirmou Fachin. Também votaram com o relator os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

Em seu voto como relator, Fachin defendeu que não cabe julgar qualquer alegação de imprestabilidade das provas nesse momento, como quer a defesa de Temer. Ele também afirmou que “a rescisão ou revisão tem somente efeito entre as partes, não atingindo a esfera jurídica de terceiros”.

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Fachin recusa pedido da defesa de Temer para devolver 2ª denúncia à PGR Comente

O ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), recusou nesta terça-feira (19) um pedido apresentado pela defesa de Michel Temer (PMDB) para que a segunda denúncia apresentada contra o presidente pelo ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, fosse devolvida à PGR.

A defesa de Temer havia alegado que a denúncia, pelos crimes de organização criminosa e obstrução de justiça, trata de casos anteriores ao mandato do peemedebista. Conforme prevê a Constituição, um presidente só pode ser julgado por suspeita de crimes cometidos durante seu mandato.

Os advogados do presidente, porém, pediram que a denúncia fosse devolvida “antes do julgamento da questão de ordem” que trata, no STF, da validade das provas de delação premiada dos executivos da JBS.

Fachin justificou que o julgamento já começou, na quarta-feira passada (13), e terá sequência nesta quarta (20). Por isso o pedido não poderá ser acatado.

“O julgamento da QO (questão de ordem) referida ao final do pedido já se iniciou; basta ver, para tanto, o que consta da pauta-calendário do próximo dia 20 do [mês] corrente”, explica Fachin no despacho.

“Relembre-se, aliás, que já houve inclusive sustentação oral pelo ilustre patrono do Requerente. A matéria, pois, diversamente do que consta do pedido final, já está sob julgamento do Tribunal Pleno. Portanto, nada a deferir”, conclui o ministro.

No julgamento iniciado na quarta-feira passada, os nove ministros que estavam na sessão decidiram, por unanimidade, negar o afastamento de Rodrigo Janot das investigações contra Michel Temer, contrariando pedido feito pela defesa do presidente.

O julgamento será retomado nesta quarta, quando os ministros vão deliberar se as provas apresentadas pelos delatores da JBS ainda valem, já que o ex-PGR pediu que o acordo de dois dos executivos, Joesley Batista e Ricardo Saud, seja rescindido por omissão de informações de possíveis crimes no ato da assinatura da colaboração. O ministro Edson Fachin decidiu que só encaminhará a segunda denúncia de Janot contra Temer à Câmara dos Deputados após o final desse julgamento.

A denúncia

O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, no dia 14 de setembro ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma segunda denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), desta vez pelos crimes de organização criminosa e obstrução de justiça. A denúncia tem como bases principais as delações premiadas de executivos da JBS e do corretor de valores Lúcio Funaro, apontado como operador do PMDB.

Além de Temer, também são acusados de organização criminosa os ex-deputados Eduardo Cunha, Rodrigo Rocha Loures e Henrique Alves, o ex-ministro Geddel Vieira Lima e os atuais ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco, todos do PMDB. Eles teriam recebido R$ 587 milhões em propinas. Ainda foram denunciados os executivos da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud, esses por obstrução de justiça.

Ao todo, a denúncia apresentada conta com 245 páginas divididas em capítulos. Um deles contém uma síntese das imputações, enquanto outro detalha como a suposta corrupção aconteceu em diversos órgãos do governo.

Segundo a denúncia, os sete integrantes do PMDB praticaram atos ilícitos em troca de propina dentro de vários órgãos públicos, entre eles Petrobras, Furnas, Caixa Econômica e Câmara dos Deputados. Temer é apontado na denúncia como líder da organização criminosa desde maio de 2016.

Para a Procuradoria, Temer também cometeu o crime de obstrução de justiça ao dar aval para que o empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS, comprasse o silêncio de Lucio Funaro. Ricardo Saud, executivo do grupo, ficaria encarregado de pagar valores à irmã do operador, Roberta Funaro.

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Maioria do STF vota contra afastamento de Janot de denúncias contra Temer

A maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) considerou não haver motivos para afastar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, das investigações contra o presidente Michel Temer (PMDB).

O relator, Edson Fachin, votou contra o afastamento de Janot. Sete dos 11 ministros votaram contra o pedido de Temer. O julgamento ainda não foi concluído. Acompanharam o voto de Fachin os ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio de Mello.

Como procurador-geral, Janot é responsável pelas investigações contra o presidente e apresentou denúncia contra Temer, por suspeitas de corrupção passiva, com base em investigações feitas a partir da delação premiada da JBS.

Um dos pontos indicados pela defesa de Temer como comprometedores da atuação de Janot seria a frase dita pelo procurador-geral em palestra de que as denúncias continuariam a ser apresentadas em seu mandato. “Enquanto houver bambu, lá vai flecha” foi a expressão utilizada.

Fachin defendeu em seu voto que “ainda que eventualmente criticável, essa linguagem não configura, a meu modo de ver, excesso”. “Não é possível reconhecer a partir dessa afirmação inimizade capital entre procurador-geral da República e eminente presidente da República.”

Em seu voto contra a suspeição de Janot, Fachin citou um julgamento anterior, que foi relatado pelo ministro Gilmar Mendes, segundo o qual ainda que sejam praticados atos abusivos contra o investigado, isso não leva à suspeição do juiz ou procurador.

“Há precedente da Corte que reconhece que até mesmo em caso de atos abusivos, o que entendo não ser o caso dos autos, a suspeição não constitui desdobramento necessário da censura de atos processuais”, disse.

O caso relatado por Mendes foi um pedido de habeas corpus julgado pela 2ª Turma do STF em maio de 2013. A decisão foi resumida dessa forma por Mendes: “O conjunto de atos abusivos, no entanto, ainda que desfavorável ao paciente, devidamente desconstituídos pelas instâncias superiores, não implica necessariamente parcialidade do magistrado”, dizia o trecho da decisão citada por Fachin na sessão de hoje.

Em um longo voto, o decano Celso de Mello ressaltou a atuação de Janot à frente do MPF: “Não posso deixar de reconhecer a atuação responsável, legítima e independente do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que tem exercido a chefia do Ministério Público da União com grande seriedade.”

A defesa de Temer também quer que os processos contra o presidente sejam suspensos até que se conclua a investigação sobre a delação da JBS e diz que as provas obtidas nas investigações são inválidas, pois a assinatura do acordo de delação foi colocada sob suspeita a partir da revelação dos novos áudios dos executivos da JBS.

‘Janot agiu de forma açodada’, diz defesa de Temer

Rodrigo Janot não está presente. A PGR está representada pelo vice-procurador Nicolao Dino.

Para a defesa de Temer, Janot agiu com pressa – “de forma açodada” – desde a instalação do inquérito.

“O presidente da República não é tutor de seus assessores e não pode responder por seus erros”, disse o advogado de Temer, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira sobre Rodrigo Rocha Loures. “O presidente da República quer trabalhar e ele não consegue”, disse Mariz.

O vice-procurador Nicolao Dino afirmou que Janot apenas exerceu as atribuições do cargo, respeitando os limites da lei.

“A expressão ‘enquanto houver bambu, lá vai flecha’ nada mais significa que o procurador-geral da República exercerá seu mandando integralmente até o fim, manejando instrumentos processuais eu a lei lhe confere”, disse.

“Nada disso constitui obsessão acusatória como dito na peça de acusação”, afirmou Dino.

Mariz disse que a PGR deveria ter “cautela” em relação a Temer e pediu que o órgão deixasse o presidente “em paz”.

“É preciso que haja cautela, cuidado, se está acusando um cidadão, se está acusando um brasileiro, se está acusando um cidadão brasileiro, que é presidente da República. Quer se queira, quer não se queira. É o homem que responderá pelo país por um ano e meio daqui para a frente. Deixem-no em paz”, afirmou.

Segunda denúncia para a sucessora de Janot

A defesa acusou Janot de agir de forma parcial contra o presidente, tentando deixar a decisão sobre a apresentação de uma segunda denúncia contra Temer para a sucessora de Janot, Raquel Dodge, que toma posse como procuradora-geral na próxima segunda-feira (18).

A delação da JBS passou a ser investigada por decisão de Janot, no último dia 4, para apurar a omissão de informações no acordo de colaboração premiada firmado por três dos sete delatores da JBS após a descoberta de novas gravações.

A investigação pode levar à revisão dos benefícios concedidos aos delatores, mas segundo a Procuradoria não impediria o uso das provas apresentadas nas investigações.

A delação dos empresários foi fundamental na abertura de inquérito contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB), por suspeitas de corrupção passiva e obstrução de Justiça.

A investigação também apura se houve atuação irregular de Marcelo Miller, ex-procurador da República e ex-braço direito do próprio Janot, nas negociações para fechar a delação da JBS. A suspeita é que Miller tenha auxiliado os delatores durante a negociação do acordo, quando ainda estava ligado à Procuradoria.

Posteriormente, Miller deixou o cargo de procurador e passou a atuar como advogado num escritório que atuou na negociação do acordo de leniência da JBS, espécie de delação premiada feita pela empresa.

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Carlesse diz que não assinou edital para compra de móveis de “alto padrão” e cancela pregão

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Mauro Carlesse (PHS), cancelou nesta segunda-feira, 11, o edital de licitação para aquisição de “móveis de alto padrão” e artigos de decoração para o gabinete da presidência, recepção e sala VIP da Casa. De acordo com a Diretoria de Comunicação da AL, o parlamentar afirmou que não assinou o edital do pregão.

“O presidente ficou muito irritado porque não tinha conhecimento do edital. O pessoal fez, publicou e ele não assinou”, contou o diretor de Comunicação, jornalista João Neto Aguiar. “Ele [Carlesse] acha que foi uma falha do pessoal dele, mas que era culpa dele ter deixado eles fazerem, por isso, quis assinar o cancelamento”, completou.

De acordo com Mauro Carlesse, o momento é “impróprio” e “irrazoável” para aquisição dos móveis e artigos de decoração. Segundo Aguiar, o deputado lembrou que deixou de destinar recursos de empréstimos para construção do anexo do Legislativo. “Eu estou abrindo mão de construir um anexo de R$ 50 milhões de reais e vocês querem gastar dinheiro com tapete”, disparou o presidente durante reunião com a equipe da Casa.

Entenda
O polêmico edital de licitação da AL foi publicado no dia 31 de agosto. Ao todo a Casa pretendia comprar 41 itens que incluíam 4 carpetes em fio egípcio, 3 tapetes em fios de seda de pelagem alta e felpuda, quadros decorativos com moldura de alumínio chanfrada, sofás com braços em madeira de lei e poltronas fixas com pés de alumínio. A exigência era de que o modelo e desing fosse semelhante a de algumas marcas renomadas.

Em nota ao CT, a Diretoria de Comunicação da AL chegou a alegar que o pregão era “pertinente”, tendo em vista o tempo dos móveis atualmente em uso, que passa de uma década, e a importância dos ambientes em questão. “A Instituição deve oferecer ambientes respeitáveis, devidamente equipados para os serviços e autoridades que neles circulam”, argumentou.

Ainda conforme a Casa de Leis, a nomenclatura utilizada no edital: “móveis de alto padrão” se referia a alta qualidade para suportar o período de uso de mais uma década. “Foram usados artigos e vocábulos destinados a evitar o abuso ou nível inferior de confecção dos itens em questão”.

Com o cancelamento, a sessão pública para abertura dos envelopes que estava marcada para ocorrer no dia 19, às 9 horas, também foi revogada.

Confira o ato de cancelamento do edital:

“CANCELAMENTO DE EDITAL
DESPACHO Nº 002/2017- P

O Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins, no uso de suas atribuições constitucionais, de conformidade com o art. 28 do Regimento Interno (Resolução nº 201, de 18 de setembro de 1997) e em consonância com o art. 3º da Resolução nº 319, de 30 de abril de 2015, e ainda com fulcro na Lei Federal n° 8.666/1993,

Considerando que o Pregão Presencial nº 007/2017 visa à aquisição de móveis soltos de alto padrão e artigos de decoração para o gabinete da presidência, recepção e sala vip da Assembleia Legislativa;

Considerando a supremacia da Administração Pública na condução e encerramento dos procedimentos licitatórios, com fundamento no teor do art. 49, caput, da Lei Federal 8.666/93;

Considerando o princípio do interesse da Administração e a conveniência administrativa;

Resolve:

REVOGAR, para tornar sem efeito, a licitação na modalidade Pregão Presencial nº 007/2017, proveniente do Processo Administrativo nº 00131/2017, que visa à aquisição de móveis soltos de alto padrão e artigos de decoração para o gabinete da presidência, recepção e sala vip da Assembleia Legislativa.

Gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins, em Palmas, Capital do Estado, aos 12 dias do mês de setembro de 2017.

Deputado MAURO CARLESSE
Presidente”

 

Fonte: PortalCT

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Ministro Barroso, do STF, abre inquérito para investigar Temer e Loures

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso decidiu hoje (12) abrir inquérito para investigar o presidente Michel Temer e o ex-deputado federal Rodrigo Rocha Loures, além de mais dois empresários, por suspeitas de crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

O pedido de abertura de investigação foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para apurar suspeitas de recebimento de vantagens indevidas dos envolvidos pelo suposto favorecimento da empresa Rodrimar S/A por meio da edição do Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017).

O pedido de abertura do inquérito chegou ao Supremo em junho e foi remetido ao ministro Edson Fachin. Ao receber o processo, o ministro entendeu que o caso deveria ser redistribuído a outro integrante da Corte por não ter conexão com o inquérito que envolve Temer a partir das delações da JBS.

Nesta semana, a presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, determinou uma nova distribuição e Barroso foi escolhido o novo relator.

Para Janot, a edição do decreto “contemplou, ao menos em parte, as demandas” de Rocha Loures em favor da Rodrimar.

Com a decisão do ministro Barroso, também serão investigados os empresários Ricardo Conrado Mesquita e Antônio Celso Grecco, ambos ligados à empresa.