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Temer e ministro dos Transportes vêm ao TO na 5ª para lançamento da Ponte de Xambioá

A bancada federal conseguiu convencer o presidente Michel Temer (PMDB) a participar do lançamento das obras da Ponte de Xambioá. A solenidade acontecerá nesta quinta-feira, 14, e também contará com a presença do ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella (PR), e demais autoridades, bem como o governador Marcelo Miranda (PMDB).

Coordenador da bancada federal, o senador Vicentinho Alves (PR) mediou o entendimento entre o Palácio do Planalto e o governo do Estado para garantir a presença do presidente Michel Temer. O evento acontece nas Cidades de Xambioá, no Tocantins; e São Geraldo, no Pará. A obra é resultado de uma atuação dos congressistas tocantinenses, que destinou emendas impositivas para viabilizar a execução da ponte.

Segundo a assessoria de Vicentinho Alves, além de garantir os recursos no Orçamento da União, os parlamentares tocantinenses fizeram gestões junto ao ministro Maurício Quintela e com Michel Temer em jantar realizado em março, quando reivindicaram prioridade do governo federal para o início das obras.

O início das obras foi ameaçado em virtude de judicialização do processo licitatório por parte de um dos consórcios concorrentes. Entretanto, após intensa atuação do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, com o apoio da bancada federal, foi obtida a autorização para o seu lançamento.

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Por nomeação de assessores, Nilton Franco e Valdemar Jr. são acusados de improbidade pelo MPE

Tramita na 2º Vara da Fazenda e Registros Públicos de Palmas uma ação por ato de improbidade administrativa contra os deputados estaduais Nilton Franco (PMDB) e Valdemar Júnior (PMDB) e ex-servidores da Assembleia Legislativa. O promotor Miguel Batista de Siqueira Filho acusa os peemedebistas de nomearem assessores parlamentares que sem a efetiva contraprestação laboral, gerando assim, prejuízo ao erário. A inicial pede liminarmente o bloquei de bens.

O episódio que resultou nesta ação civil apresentada na quarta-feira, 6, repercutiu na imprensa em dezembro de 2015. No mesmo mês, um inquérito civil foi instaurado para apurar o suposto caso de assessores que não exerciam qualquer trabalho para a Assembleia mesmo lotados na Casa de Leis. É questionada as nomeações de Orlando da Cruz dos Santos, Frank Elson Ribeiro Macedo, Raimundo Ferreira dos Santos e Solino Abreu de Aguiar, todos de Pium, cidade de Nilton Franco.

De acordo com as investigações do Ministério Público – que também se baseou em matéria jornalística -, os ex-servidores alvos da ação exerciam funções particulares quando estavam lotados como assessores. Orlando da Cruz é apontado como dono de bar; Frank Elson trabalha consertando geladeiras; Solino Aguiar atua como engenheiro agrônomo e Raimundo Ferreira é tido como vaqueiro de uma fazenda do deputado estadual Nilton Franco.

Os ex-servidores foram ouvidos em abril deste ano pelo Ministério Público. Acompanhado dos seus respectivos advogados, todos confirmaram que trabalharam para Nilton Franco, mas somente de janeiro a novembro de 2015. A atribuição de todos era a organização de reuniões para o deputado estadual na região, mas sem horário de trabalho estabelecido ou folha de frequência. Questionados pela Promotoria, os quatro afirmaram não ter atas ou documentos para comprovar a realização destas audiências e sequer produziam relatório de atividades.

“A oitiva dos requeridos revelaram um quadro assombroso e afrontoso aos postulados da administração pública, evidenciando o dispêndio de recursos públicos para o custeio das remunerações dos aludidos servidores públicos, à época dos fatos, a despeito da ausência regular ao local de trabalho, da percepção de remuneração sem a efetiva contraprestação laboral e do descumprimento da carga horária regular, com a aquiescência efetiva dos deputados estaduais”, anotou o promotor.

O envolvimento de Valdemar Júnior na ação civil pública deve-se a nomeação de Raimundo Ferreira em gabinete depois do caso ter sido divulgado pela imprensa. Para o promotor de Justiça, o deputado estadual participou de um “estratagema” para “afastar a suposta pecha de favorecimento” do correligionário. “Esse modus operandi, por acaso, não foi idealizado de forma meramente amadora. Pelo contrário, teve o nítido propósito de favorecer o seu colega de bancada”, discorre.

Diante do caso, o promotor Miguel Batista de Siqueira Filho afirma que os deputados Nilton Franco e Valdemar Júnior cometeram ato de improbidade administrativa ao permitirem para o enriquecimento ilícito destes ex-assessores às custas do erário do Estado, violando princípios constitucionais da legalidade, moralidade, impessoalidade e eficiência.

“As investigações evidenciaram um quadro assombroso de servidores percebendo remuneração de maneira ilícita, sem a devida contraprestação laboral, aliado ao descumprimento da carga horária regular, além do emprego de mão de obra em atividades de caráter eminentemente particular, custeada com recursos públicos, formando uma verdadeira nuvem de servidores gafanhotos, que apenas devoram a folha de pagamento sem qualquer contrapartida, como forma de retribuição aos apoios políticos prestados aos parlamentares que vos indicam”, resumiu o promotor.

O promotor pede liminarmente indisponibilidade dos bens de todos os acusados, sendo R$ 540.993,75 de Nilton Franco, e R$ 8.802,12 de Valdemar Júnior, correspondente aos valores que permitiram que fosse incorporado ilicitamente ao patrimônio dos ex-servidores. Além de R$ 91.701,00 de Orlando da Cruz; R$ 143.126,37, de Frank Elson; R$ 137.252,76, de Raimundo Ferreira; e R$ 168.913,62, de Solino Abreu. Os valores foram baseados no dano ao erário mais três vezes a multa civil.

Outras punições previstas em caso de condenação são a suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos; a proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios fiscais por uma década.

Equívoco
Acionado pelo CT, Valdemar Júnior afirmou que ainda não foi notificado, mas minimizou as argumentações contra ele na ação civil pública. O deputado defendeu que assim que o caso foi tornado público a nomeação de Raimundo Ferreira em seu gabinete, o Parlamento admitiu que houve um erro.

“Respeito a atuação do Ministério Público, mas a própria Assembleia Legislativa já emitiu parecer, uma nota, dizendo que houve um erro de lotação ou de nomeação, porque eram servidores homônimos, e foi nomeado no meu gabinete, por equívoco, alguém que tinha causado polêmica no gabinete de outro gabinete”, explicou.

Valdemar Júnior acrescentou que, depois que ser devidamente notificado da ação civil pública, usará a própria manifestação da Assembleia Legislativa como defesa no processo.

Respaldo em Decreto
Nilton Franco se manifestou por meio da sua assessoria de imprensa. Assim como Valdemar Júnior, o correligionário afirmou que ainda não foi notificado sobre a ação civil pública por improbidade administrativa, mas se disse “tranquilo” quanto ao caso, já que defende que as pessoas citadas no processo foram contratadas com respaldo do Decreto Administrativo do Parlamento, que dispensa o registro de ponto dos servidores da casa, lotados em gabinetes. “Muitas atividades parlamentares são realizadas em campo, ou seja, em cidades do interior”, argumenta.

No caso específico de Raimundo Ferreira, apontado como vaqueiro do deputado, a nota reforçou que a Assembleia Legislativa já admitiu o erro da sua contratação por outro gabinete e reforça que o então assessor foi exonerado ainda em dezembro de 2015. “mesma data que constava em sua carteira de trabalho, contratação em outra atividade particular”, garantiu.

Confira a íntegra da manifestação:

“Resposta ao Portal CT

Por meio da Assessoria Jurídica e de Imprensa o deputado Nilton Franco ressalta que ainda não foi notificado sobre ação civil pública por ato de improbidade administrativa publicada, no dia 06/09, pelo Ministério Público do Tocantins (MPE-TO).

Mas aproveitando a oportunidade, a Assessoria de Imprensa do parlamentar, esclarece que, a ausência das pessoas contratadas do gabinete, citadas na ação, está respaldada no decreto administrativo, 88/2006 da AL-TO, que dispensa o registro de ponto dos servidores da casa, lotados em gabinetes, por entender que muitas atividades parlamentares são realizadas em campo, ou seja, em cidades do interior.

No caso específico da lotação do senhor, Raimundo Ferreira dos Santos, a própria AL-TO emitiu nota, na época, se responsabilizando pelo equívoco da contratação do servidor em outro local. O erro pode ser confirmado e checado no diário oficial da instituição, pois, o funcionário em questão, já havia tido sua carteira de trabalho registrada em outra função particular antes da publicação equivocada da nova contratação da Casa de Leis.

No dia 01/12/2015, o trabalhador já havia sido exonerado do cargo, mesma data que constava em sua carteira de trabalho, contratação em outra atividade particular. Mesmo com todo esse respaldo documental, a reportagem de TV foi ao ar no dia 14/12/15, veiculando a inverdade de que Santos era funcionário da Assembleia.

No momento certo, e em resposta aos questionamentos judiciais, do MPE-TO, serão elaborados argumentos, acompanhados de documentos, que comprovarão a verdade dos fatos.

Ao nobre Portal CT informamos que estamos tranquilos quanto à situação, aproveitamos para agradecer o direito de resposta, e nos colocamos à disposição

Assessoria de Imprensa do parlamentar”

Fonte: PortalCT

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Kátia diz que não sai do PMDB e confirma diálogo aberto com Amastha

Em coletiva concedida à imprensa na manhã desta segunda-feira, 11, em seu gabinete, a senadora e pré-candidata ao comando do Palácio Araguaia, Kátia Abreu (PMDB) afirmou que o PMDB é um grande partido e que não pretende abandonar a sigla e, apesar da sigla querer emplacar o nome do governador Marcelo Miranda (PMDB) na reeleição, ela descartou qualquer possibilidade de apoio ao atual gestor. A parlamentar também comentou seu posicionamento contrário a PEC Amastha e disse que o prefeito já sabe disso. Na ocasião a pemedebista garantiu que seu filho, deputado federal Irajá Abreu não concorrerá ao Senado, mas sim a reeleição na Câmara Federal.

Partido Histórico

Kátia comentou que a sigla é histórica, no entanto alguns filiados acabaram se corrompendo, e admitiu que não pretende deixar o partido.

“O partido é histórico que teve um papel fundamental na democracia brasileira, com personagens nacionais. Então eu não vou generalizar que o partido não presta. Na verdade esse partido está com pessoas imundas lá dentro. O PMDB da base são pessoas apaixonadas, que o olho brilha pela história do partido. Alguns personagens corromperam-se e por um acaso estão no PMDB. Eu vou tentar ficar no PMDB porque eu vim para ficar. Eu fui para o partido por uma estratégia política e tomei a decisão de continuar nele”.

Na oportunidade a ex-ministra da Agricultura também reafirmou ser adversária do atual governador do Tocantins, Marcelo Miranda, apesar de tê-lo apoiado nas últimas eleições e adiantou que graves denúncias estão prestes a ser anunciadas.

“Vim de tão boa fé e fui tão correta que eu entreguei o comando do partido para o Marcelo (Miranda) porque eu tinha certeza que ele seria um bom governador, porque o apoiei achando que ele realmente seria um bom governador, porque ele tinha sido no passado. Não tinha menor interesse nesse desgaste com ele. O que estou ouvindo de muitas pessoas do PMDB é para eu não sair, que ainda há muitas coisas para acontecer a nível nacional e estadual. Tem informações graves vindo aí a qualquer momento”, adiantou.

Kátia também avaliou sua expulsão do partido atribuindo os motivos à questões éticas. “Do jeito que a lama está feia quem é que tem coragem de me expulsar do partido. Eu estou sendo expulsa por uma questão ética. Como assim? Qual o parâmetro de ética nesse partido? A turma da tornozeleira está todinha lá. Uns estão presos, outros estão em casa com a tornozeleira, o que vai acontecer com eles? Será que o partido vai expulsar?! Com que moral vão me expulsar? Jarbas Vasconcelos, Requião que 30 anos de partido. Quer dizer, vai expulsar os honestos, os éticos e deixar os bandidos?”

Corrida Eleitoral 2018

A senadora afirmou que pretende concorrer ao governo do Tocantins pelo PMDB.  “Vamos ver então o que vai acontecer. Se o Marcelo Miranda não tiver condições eleitorais ou jurídicas para ir à reeleição o PMDB vai abrir mão de ter uma candidata mais competitiva do que eu?! Esperei Siqueira e Marcelo ter mandato, nunca saí desses dois apoios para apoiar Gaguim ou Sandoval… Eu acho modestamente que hoje eu estou preparada para assumir essa empreitada, se assim o povo quiser”, avaliou a senadora que defende  a renovação.

Kátia comentou ainda sobre as conversas de bastidores que corre sobre a candidatura ao senado do seu filho, deputado Irajá Abreu. “Essa possibilidade está descartada. Deputado Irajá é candidato a deputado federal na sua terceira reeleição”, asseverou.

PEC Amastha

“Até sou a favor da tese de que estrangeiro não governe, nem seja senador da república, mas voto contra porque não sou oportunista, já que nós dois somos pré-candidatos. Eu não ficaria confortável tentando tirar ele do páreo desta forma. Independente de Amastha ser ou não candidato ao governo, isso não altera minhas intenções”, argumentou a senadora sobre a PEC 306/2017 que restringe a brasileiros natos o direito de ocupar os cargos de senador, governador, vice-governador e de ministro das Relações Exteriores.

Fonte: T1 Noticias

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Por causa do protesto de grevistas, Amastha não vai a desfile e culpa a “velha política”

O prefeito de Palmas, Carlos Amastha (PSB), não foi ao desfile cívico de Sete de Setembro, nessa quinta-feira, 7, na Avenida Teotônio Segurado por conta da manifestação dos servidores da educação em greve. Cerca de 500 grevistas foram para a avenida com faixas do tipo “Paga, Amastha” e “Prefeito eficiente não honra com a sua gente”.

Irritado, Amastha não foi ao evento e culpou seu tradicional “algoz”: “Maldita velha política!”, disparou nas redes sociais, mas sem explicar. “Vou perder um dos maiores orgulhos de minha vida. O prazer de celebrar a minha brasilidade. Infelizmente um grupo de radicais insultando. Pena.”

A primeira-dama Glô Amastha também fez um comentário no post do prefeito, contudo, sem detalhar o ocorrido: “Todo esforço e trabalho das escolas, alunos e professores merece o respeito de todos! Por esse motivo preferimos não comparecer, para evitar que nossa presença sirva de combustível para os que confundem a falta de política com gestão, muito triste! Desejo de coração um super desfile aos queridos alunos e professores”.

Líderes da greve dos professores garantem que o movimento foi pacífico e que o grupo de manifestantes tomou os cuidados para não atrapalhar o desfile.

A categoria reivindica o cumprimento do acordo firmado pelo prefeito ainda em 2015, referente a data-base, progressões, eleição para diretor, Planos de Cargos Carreiras e Remuneração (PCCR) e retroativos, que segundo o sindicalista, se acumulam desde 2013.

Viés político
Na quarta-feira, 6, quando o Tribunal de Justiça determinou a suspensão da greve, o prefeito já tinha feito críticas ao movimento. “A atitude do sindicato foi de usar um movimento com viés político e violento contra a honra e dignidade do prefeito politizando um assunto que não tem nenhum viés político”, afirmou.

 

Fonte: PortalCT

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STF retoma nesta quarta-feira julgamento sobre validade das delações da JBS

Julgamento começou na semana passada e 7 ministros votaram pela validade; magistrados também se manifestaram pela manutenção de Edson Fachin como relator. Faltam votos de 4 ministros.

Supremo Tribunal Federal (STF) retomará nesta quarta-feira (28) o julgamento sobre a validade das delações de executivos da JBS fechados no âmbito da Operação Lava Jato.

Na semana passada, sete ministros votaram para manter a homologação da delação pelo relator, Edson Fachin, nos termos acordados entre a Procuradoria Geral da República e executivos da empresa .

Supremo decide que Fachin continua relator das investigações da JBS

Supremo decide que Fachin continua relator das investigações da JBS

Para esta quarta, estão previstos os votos dos ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Cármen Lúcia.

No julgamento, os ministros poderão definir melhor em que situações, ao final do processo oriundo da delação, benefícios pactuados com o Ministério Público poderão ser revistos.

Revisão de benefícios

No julgamento, os ministros discutirão uma questão de ordem sobre o assunto levantada por Fachin. Nessa questão de ordem, o ministro indagou sobre a possibilidade de revisão dos benefícios, de forma individual pelo relator, quando o acordo de delação premiada chega ao Judiciário para validação.

No caso das delações dos executivos e donos da JBS, que revelaram esquema de distribuição de propinas a políticos, o principal benefício obtido pelos delatores no acordo de colaboração – homologado (validado) por Fachin – impede o MPF de apresentar denúncia e pedir abertura de ação penal contra os executivos.

Juristas e políticos têm criticado benefícios como esse, obtidos pelos delatores da JBS – que nas delações implicaram o presidente Michel Temer, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e outros cinco senadores, além de cinco ministros do governo, 15 deputados federais, quatro governadores, entre outros.

A maioria do STF entendeu que uma revisão dos benefícios pode ocorrer, mas somente ao final do processo, quando a Justiça condenar ou absolver, e se os ministros considerarem que os delatores não cumpriram com o combinado no acordo e se o que contaram não foi eficaz para investigação.

Ministério Público

Durante a sessão da semana passada, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável pelo acordo de delação da JBS, disse que, para se realizar agora uma mudança na condução e nos benefícios da delação da JBS, seria preciso um “salto triplo mortal de costas” na interpretação das leis.

A revisão do acordo, argumentou Janot, resultaria em insegurança jurídica para os novos delatores. “A mensagem que se passa é o Ministério Público ao acordar, pode, mas não muito. O MP pode acordar, mas não cumprir”, afirmou.

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Eventual denúncia contra Temer ameaça travar nesta semana trabalhos da Câmara

Procuradoria Geral deve apresentar até terça-feira (27) denúncia contra o presidente da República com base na delação da JBS. Deputados precisam dar aval antes de denúncia ser apreciada pelo STF

A Câmara dos Deputados corre o risco de ter os seus trabalhos paralisados nesta semana diante da eventual apresentação de denúncia pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente da República, Michel Temer.

O prazo para o procurador-geral, Rodrigo Janot, decidir se oferece denúncia ou arquiva o caso termina nesta terça-feira (27). Caso ele resolva apresentar, a denúncia precisará do aval da Câmara antes de ser apreciada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Alvo de inquérito com base nas delações da JBS, Temer é investigado em razão da suspeita de ter cometido os crimes de corrupção passiva, obstrução de Justiça e participação em organização criminosa. O presidente tem negado todas as acusações dos delatores e afirmado que não renunciará ao mandato.

Uma vez apresentada a denúncia, caberá aos deputados – primeiro, no âmbito da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, depois, no plenário – decidirem se a denúncia terá ou não seguimento.

Líderes da base governista acreditam que o ritmo normal de trabalho será mantido, mas parlamentares da oposição entendem que não haverá clima para votações.

Para o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP), a apresentação de denúncia cairá como uma “bomba” e afetará as votações na Casa.

“Vai ter impacto enorme, vai ser uma verdadeira bomba e acho que os trabalhos serão paralisados”, disse.

Segundo ele, a oposição pretende obstruir as sessões com a apresentação de requerimentos a fim de impedir as votações. “Nós vamos obstruir, não tenha dúvida”, disse.

Vice-líder do PSOL na Câmara, Chico Alencar (RJ) também avalia que o impacto será “imenso”.

“Esse assunto vai passar a dominar a pauta, a dinâmica. As atenções vão se voltar para a CCJ. Claro que os aliados vão tentar dar aparência de normalidade. Poderão até tentar votar alguma coisa, mas será difícil”, pondera.

Embora afirme que a eventual apresentação da denúncia irá, nas suas palavras, “atrair holofote”, o líder do bloco do PP-Podemos-PTdoB na Câmara, Arthur Lira (PP-AL), afirma que o Congresso “não se restringe à CCJ”.

“A CCJ vai se debruçar sobre isso, mas o Congresso vai continuar. Eu acho que não paralisa nada”, diz.

Esse é o mesmo entendimento do deputado Ricardo Trípoli (PSDB-SP), líder da bancada tucana na Câmara. “A CCJ, sim, deve ficar paralisada em função disso, mas o plenário vai continuar funcionando”, garante.

Entre os itens que constam da pauta de plenário da Câmara está a medida provisória que trata de regularização fundiária. A proposta já havia passado pela Câmara e pelo Senado e seguido para sanção presidencial. Mas, por ter sofrido alterações no Senado, o ministro do STF Luís Roberto Barroso atendeu a um pedido da oposição e determinou que fosse devolvida à Câmara.

Reforma trabalhista

No Senado, a capacidade do governo em dar continuidade às reformas será testada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta semana. Nesta quarta-feira (28), está prevista a votação, no colegiado, do projeto que altera vários pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Na avaliação do senador Benedito de Lira (PP-AL), que integra a base governista, a denúncia contra Temer não terá impacto na votação.

“Nada a ver. O Brasil é maior do que isso. Ao meu ver não tem nada a ver, não vai atrapalhar [o andamento da reforma trabalhista no Senado]”, diz.

Crítico do governo, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), porém, não vê chance de a reforma passar.

“Todas as reformas estão sob ameaça enquanto perdurar o governo de Michel Temer”, afirma.

Para ser aprovada pela CCJ, a reforma trabalhista precisará dos votos de pelo menos 14 integrantes da comissão – de um total de 27.

Na semana passada, a proposta foi derrotada por 10 votos a 9 na Comissão de Assuntos Sociais (CAS), um revés que pegou de surpresa o governo federal e gerou desconfiança do mercado financeiro em relação à força do presidente Temer no Congresso.

Governistas avaliaram que a derrota foi um “incidente” e que, no plenário, o resultado será diferente. A oposição aposta no agravamento da crise política para barrar o avanço da reforma. A expectativa é que a votação final fique para a primeira semana de julho.

http://g1.globo.com/politica/noticia/eventual-denuncia-contra-temer-ameaca-paralisar-trabalhos-da-camara-na-semana.ghtml

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Temer comete gafe em Oslo e confunde rei da Noruega com monarca da Suécia

Presidente cometeu ato falho durante pronunciamento ao lado da primeira-ministra norueguesa. Ele também se atrapalhou e disse que iria visitar o ‘parlamento brasileiro’, em vez do norueguês.

Em gafe, Temer chama monarca da Noruega de 'rei da Suécia'

Em gafe, Temer chama monarca da Noruega de ‘rei da Suécia’

No último dia de sua viagem à Europa, o presidente Michel Temer cometeu uma gafe durante compromisso oficial na capital norueguesa, chamando o rei norueguês Harald V, de “rei da Suécia”, país escandinavo vizinho à Noruega. O ato falho ocorreu em uma declaração de despedida nesta sexta-feira (23), na qual o presidente agradeceu, dirigindo-se à primeira-ministra norueguesa Erna Solberg, a hospitalidade das autoridades e do povo da Noruega.

No mesmo pronunciamento, Temer também se atrapalhou ao dizer que, mais tarde, iria visitar o parlamento do país europeu. Em vez de se referir ao Legislativo norueguês, ele disse que iria ao “parlamento brasileiro”.

“Mais uma vez, quero agradecer à vossa excelência e a todo o povo norueguês a gentileza e a delicadeza com que nos recebem. Embora voltando hoje [sexta] ao Brasil, desde já, com a reunião que tivemos ontem [quinta] com os empresários e da reunião que tivemos agora com vossa excelência e, mais adiante, com o parlamento brasileiro e, um pouco mais adiante, com sua majestade, o rei da Suécia, eu já tenho a mais firme convicção de que, embora muita rápida nossa visita, ela estreita cada vez mais os laços do Brasil com a Noruega”, disse Temer à primeira-ministra norueguesa.

Michel Temer desembarcou em Oslo na manhã desta quinta (22). No primeiro dia de compromissos no país escandinavo, ele teve encontro com empresários nórdicos.

Michel Temer enfrenta protesto e reclamações na Noruega

Michel Temer enfrenta protesto e reclamações na Noruega

Nesta sexta, o chefe de Estado brasileiro foi recebido pela primeira-ministra da Noruega. Do lado de fora da residência oficial de Erna Solberg, um grupo fez uma manifestação exibindo cartazes pedindo respeito à democracia, aos direitos humanos e aos direitos indígenas.

As cobranças ao presidente brasileiro não se restringiram ao protesto de militantes ambientais. Dentro da residência oficial, a primeira-ministra norueguesa disse a Temer que a Lava Jato preocupa o país europeu e afirmou que é preciso achar uma solução para a corrupção no Brasil.

“Estamos muito preocupados com a Lava Jato. É importante fazer uma limpeza”, disse Erna Solberg.

Noruega vai cortar repasses para proteção do meio ambiente no Brasil

Noruega vai cortar repasses para proteção do meio ambiente no Brasil

A referência à Lava Jato não foi o único constrangimento que Temer passou em meio à visita à Escandinávia. Na véspera da audiência com a primeira-ministra, o governo norueguês já havia anunciado que deve cortar pela metade o repasse ao Fundo Amazônia previsto para o ano que vem. Serão R$ 200 milhões a menos para a proteção da floresta brasileira.

O país nórdico, que já investiu quase R$ 3 bilhões em projetos de preservação e proteção de povos indígenas e da Amazônia – o Brasil recebia o equivalente a R$ 400 milhões por ano – manifestou insatisfação com recente alta do desmatamento em território brasileiro, especialmente, na região amazônica.

Há cerca de três anos, os índices de desmatamento passaram a aumentar no Brasil e os noruegueses começaram a questionar as políticas de conservação.

Embarque de volta

Temer e a comitiva de ministros e parlamentares brasileiros que o acompanhou no rápido giro pela Europa embarcarão de volta ao Brasil às 16h30 no horário local (10h30 em Brasília).

Na Rússia, Temer assina acordo com Putin e evita falar sobre crise

Na Rússia, Temer assina acordo com Putin e evita falar sobre crise

Antes de desembarcar na Noruega, a comitiva presidencial havia feito uma visita de dois dias à Rússia. Em Moscou, Temer visitou o Legislativo local, se reuniu com o primeiro-ministro russo Dmitri Medvedev e esteve, em duas ocasiões, com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

O chefe de Estado brasileiro também aproveitou a estadia em território russo para assistir a uma apresentação do famoso balé Bolshoi. No teatro russo, Temer ficou sentado ao lado de Putin, que resolveu, de última hora, assistir ao balé

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PSDB vai recorrer da decisão do TSE, diz deputado tucano

O líder do PSDB na Câmara, deputado Ricardo Tripoli (SP), anunciou na noite desta segunda-feira que o partido vai recorrer da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de não cassar a chapa Dilma-Temer durante o julgamento concluído na semana passada. Segundo Tripoli, a decisão foi tomada durante a reunião da executiva nacional e de outras lideranças tucanas, quando o partido decidiu permanecer na base aliada de Temer.

“O partido vai recorrer, a forma como vai recorrer ainda não foi definida”, disse Tripoli em entrevista coletiva. Para o parlamentar, o melhor caminho deve ser apresentar um recurso extraordinário no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a decisão do TSE. “A ação é do PSDB. Se não entrar (com recurso), está prevaricando. A incoerência seria não ocorrer”, acrescentou o líder tucano, ao ser questionado se o recurso contradiz a decisão da maioria do PSDB de não desembarcar do governo.

fonte: msn.com

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Saiba como será cada etapa do julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE

Questionamentos sobre a regularidade do processo deverão marcar a retomada, nesta terça-feira (6), às 19h, do julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da ação que pede a cassação da chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer em 2014.

A discussão sobre os questionamentos precede a leitura, pelo ministro Herman Benjamin, do relatório da ação. O documento sintetiza as apurações, provas e depoimentos colhidos no processo.

Somente após a leitura desse resumo é que se iniciará o julgamento, com as manifestações das partes e os votos dos sete ministros que compõem o plenário do TSE.

A sessão será a primeira de quatro já marcadas para esta semana, que o tribunal dedicou exclusivamente para a análise das acusações do PSDB de abuso de poder político e econômico na disputa.

Na ação, o partido pede a cassação da chapa e, como Dilma já sofreu o impeachment, o processo pode levar à cassação do mandato de Temer e à inegibilidade de Dilma.

Dias e horários do julgamento

  • Terça, 6 de junho, às 19h;
  • Quarta, 7 de junho, às 9h;
  • Quinta, 8 de junho, às 9h e às 19h

As etapas do julgamento

Conheça abaixo cada uma das fases do julgamento, que poderá se estender pelos quatro dias de julgamento:

1. PRELIMINARES

No primeiro dia de julgamento, o primeiro passo será o exame das preliminares, contestações que não buscam contestar a pertinência das acusações – o mérito da ação – , mas a própria viabilidade e o rumo tomado pelo processo em mais de dois anos de tramitação.

As defesas de Dilma e Temer apresentaram dez preliminares, que deverão ser decididas de forma conjunta pelos sete ministros do TSE.

Uma delas, proposta pela defesa de Dilma, alega que a ação perdeu o objeto principal, já que a petista, como cabeça de chapa em 2014, perdeu o mandato presidencial em agosto do ano passado, ao fim do processo de impeachment.

Outras preliminares, levantadas pelas defesas de Dilma e Temer, apontam que a coleta de provas no processo extrapolou o pedido inicial ao incluir delações de executivos da Odebrecht e do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura.

A defesa do presidente Temer alega, por exemplo, que depoimentos deles no processo foram pedidos pelo relator do processo com base em vazamentos à imprensa, o que anularia boa parte das provas.

Para decidir sobre essas questões, o relator, Herman Benjamin vai descrever o teor das preliminares, proferir sua posição sobre elas, ouvir os advogados e abrir uma primeira rodada de votação para a deliberação conjunta pelos 7 ministros.

A decisão pela aceitação ou pela rejeição das preliminares depende de maioria, isto é, quatro votos. Em tese, é possível que o resultado dessa primeira análise leve ao arquivamento de todo o processo ou ao menos ao esvaziamento das provas.

2. LEITURA DO RELATÓRIO

Se as preliminares forem derrubadas no plenário, o julgamento pode avançar sobre o mérito da ação, na qual a principal acusação é de que a campanha foi abastecida com propina de empreiteiras contratadas pela Petrobras.

O primeiro requisito para o debate é a leitura do relatório. O documento tem mais de mil páginas e já foi distribuído para os ministros, mas Herman Benjamin vai usar uma versão mais enxuta, para não alongar demais a sessão.

O texto está separado por capítulos, um para cada uma das quatro ações que integram o processo – duas ações de investigação judicial eleitoral, uma ação de impugnação de mandato eleitoral e uma representação.

As acusações do PSDB estão espalhadas nessas quatro ações, mas a tramitação foi reunida num único processo em março do ano passado. Mesmo assim, Benjamin fará uma leitura separada de cada uma para organizar a análise.

Além do uso de propina como doação eleitoral, o PSDB também apontou uso da máquina pública na campanha, o que, segundo o partido, desequilibrou o pleito em favor do PT.

Como exemplos, acusa-se Dilma de usar pronunciamento em rádio e TV com propósito eleitoral no Dia do Trabalho; de enviar folhetos com propaganda pelos Correios sem o carimbo da campanha; autorizar transporte de eleitores para comício pago por ONG financiada pelo governo, entre outros pontos.

3. MANIFESTAÇÃO DAS PARTES

Após a leitura do relatório, caberá às partes do processo se manifestarem por meio dos advogados. Cada um deles será chamado à tribuna da Corte, localizada de frente para a bancada de ministros, para apresentar, em 15 minutos, os principais argumentos.

Trata-se da última oportunidade de convencimento dos magistrados antes da votação final.

O primeiro a falar é o advogado do PSDB, José Eduardo Alckmin, em nome da acusação.

Depois, falam, separadamente, o advogado de Dilma, Flávio Caetano; e o de Temer, Gustavo Guedes.

Por fim, falará, sentado na bancada junto com os ministros, o vice-procurador-geral eleitoral, Nicolao Dino, em nome do Ministério Público.

4. VOTOS

Somente após manifestação das partes é que o veredicto começará a ser formado, com a leitura dos votos, que contêm a posição de cada um dos sete ministros – pela condenação ou absolvição da chapa.

Nos votos, os magistrados analisam se os fatos descritos como ilícitos na acusação correspondem aos fatos apurados e ainda se podem ser imputados diretamente a Dilma e Temer, alvos da ação.

Além disso, podem propor punições diferentes para cada um dos acusados, se considerarem, por exemplo, como sustenta a defesa de Temer, que é possível individualizar as condutas do peemedebista em relação àquelas supostamente praticadas por Dilma.

O primeiro a votar será o ministro Herman Benjamin, integrante do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e relator da ação por exercer a função de corregedor eleitoral.

Depois votam, nesta ordem, os ministros:

  • Napoleão Nunes Maia (segundo integrante do STJ no TSE);
  • Admar Gonzaga (oriundo da advocacia);
  • Tarcísio Neto (oriundo da advocacia);
  • Luiz Fux (ministro do STF);
  • Rosa Weber (ministro do STF);
  • Gilmar Mendes (ministro do STF).

É nessa etapa, contudo, que o julgamento poderá ser interrompido se um dos ministros pedir vista, ou seja, mais tempo para analisar o processo.

Se isso ocorrer, não há prazo para o ministro trazer de volta o processo a julgamento, deixando, assim, indefinida a data da retomada.

5. PROCLAMAÇÃO DO RESULTADO

Com base no placar de votação, o presidente do TSE, Gilmar Mendes, proclamará o resultado do julgamento, pela condenação ou absolvição, conjunta ou separada, de Dilma e Temer, bem como as punições a serem aplicadas a ambos, se forem considerados culpados.

Também nesse momento, caberá ao ministro anunciar, com base nos votos dos ministros, se a execução da decisão será imediata ou deverá aguardar o julgamento de eventuais recursos.

Tal definição é importante porque, em caso de condenação, se decretada a perda do mandato de Temer, ele poderá continuar à frente da Presidência caso se decida aguardar a decisão sobre os recursos, seja aqueles apresentados ao próprio TSE ou ao STF.

Em geral, é só após o chamado “trânsito em julgado”, fase em que se esgotam todos os recursos possíveis, é que a decisão pode ser finalmente cumprida.

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Ex-ministro Henrique Eduardo Alves é preso em operação da PF

O ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves foi preso na manhã desta terça-feira (6) em um desdobramento da operação Lava Jato que investiga corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal. O ex-deputado Eduardo Cunha, que está preso em Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, é alvo de um novo mandado de prisão preventiva. Ambos são do PMDB e foram presidentes da Câmara dos Deputados. Henrique foi ministro do Turismo nos governos Dilma Rousseff e Michel Temer. Os dois também são alvos de mandados de prisão em outra operação desta terça para apurar irregularidades nas vices-presidências de Fundos e Loterias e de Pessoas Jurídicas da Caixa Econômica Federal.

O advogado Marcelo Leal, que defende Henrique Alves, disse ao G1 que tomou conhecimento da prisão pela imprensa. “Até o momento, não sei de nada sobre o que levou a PF a prender Henrique. Vou tomar pé da situação e depois me pronuncio”, falou por telefone.

O secretário de Obras Públicas de Natal, Fred Queiroz, também foi preso durante a operação.

Já em Mossoró, na região Oeste do estado, o publicitário Arturo Arruda, um dos sócios da agência Art&C, foi alvo de mandado de condução coercitiva (quando alguém é levado a depor). Houve também cumprimento de mandados de busca e apreensão na produtora Peron Filmes, em Natal.

São cumpridos 33 mandados, sendo cinco de prisão preventiva (sem prazo), seis de condução coercitiva e 22 de busca e apreensão nas cidades de Natal, Mossoró e Parnamirim, no Rio Grande do Norte, e Curitiba, no Paraná.

Segundo a PF, antes das 8h (horário de Brasília) todos os mandados de prisão já haviam sido compridos.

A Justiça Federal no Rio Grande do Norte informou que o processo está tramitando em sigilo, e que “as acusações são referentes a supostos pagamentos de propinas feitos por empreiteiras com destinação a dois políticos e que teriam contado com a conivência de empresários que atuaram para lavagem de dinheiro”.

Em nota, a Justiça Federal do RN também confirmou que os 33 mandados de prisões preventivas, conduções coercitivas e buscas e apreensões foram expedidos pelo juiz federal Francisco Eduardo Guimarães Farias, titular da 14ª Vara no Rio Grande do Norte.

“Os indícios apontam para o fato de que as empresas Carioca Engenharia, Odebrecht e OAS pagaram propina a políticos, com a promessa de favorecimento em obras, privatizações e facilidade em pagamento de construções. Logo após toda operação ser concluída, a JFRN emitirá uma nova comunicação sobre os desdobramentos e maiores detalhes”, acrescentou.

Arena das Dunas

Batizada de Manus, a operação investiga corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro na construção da Arena das Dunas, em Natal. Segundo a PF, o sobrepreço chega a R$ 77 milhões.

Lava Jato

A investigação se baseia em provas da Lava Jato, que apontam o pagamento de propina a Cunha e Alves em troca de favorecimento a duas grandes construtoras envolvidas na construção do estádio.

Segundo a PF, foram identificados pagamentos de propina por meio de doações oficiais entre 2012 e 2014 . Além disso, um dos investigados usou valores supostamente doados para a campanha de 2014 em benefício pessoal.

Os investigados responderão pelos crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

O nome da operação é referência ao provérbio latino “Manus Manum Fricat, Et Manus Manus Lavat”, que significa uma mão lava a outra.