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Regulamentação de nova lei de telecomunicações deve levar um ano

A lei abriu a possibilidade de concessionárias de telefonia fixa (como Oi, Vivo Fixo e Embratel/Net) mudarem a forma do contrato com o Estado para exploração do serviço para um modelo com menos obrigações, denominado autorização.
Fonte Pedro Rafael Vilela e Jonas Valente/Agência Brasil.

 O Governo Federal realizou ontem, 8, cerimônia pela sanção da Lei nº 13.879 de 2019, que altera a legislação de telecomunicações no Brasil. Segundo o Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, a regulamentação do novo Marco Legal das Telecomunicações do país deve levar cerca de um ano. “Já tem sido feito pela Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações]. Aproximadamente um ano para a gente ter isso completo”, projetou.

A previsão do titular da pasta é importante, uma vez que este detalhamento das regras definirá se as previsões da lei serão de fato cumpridas e como esse processo se dará. A lei abriu a possibilidade de concessionárias de telefonia fixa (como Oi, Vivo Fixo e Embratel/Net) mudarem a forma do contrato com o Estado para exploração do serviço para um modelo com menos obrigações, denominado autorização (entenda mais abaixo).

Caso uma ou mais empresas optem pela migração, o saldo entre as receitas no velho e no novo modelo de exploração deste ano até o fim da concessão (2019 a 2025) seria revertido em investimentos em expansão de redes e oferta do serviço de acesso à Internet. A regulamentação, assim, vai fixar como a conta será feita (e, por consequência, o montante de investimentos). Segundo a Anatel, uma consultoria será contratada para propor um método para desenvolver esse cálculo. Não há ainda, contudo, cronograma estabelecido para essa medida.

A valoração do saldo está, entretanto, envolta em um imbróglio. Isso porque foi ajuizada ação questionando o fato de a Anatel não ter fiscalizado a gestão dos bens oriundos do Sistema Telebrás, privatizado em 1998, obtidos pelas concessionárias, o que teria resultado na desconsideração desse patrimônio.

Em acórdão no mês passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) apresentou uma série de determinações à agência no sentido de mapear esses bens, o que poderá impactar o cálculo do saldo de receitas dos contratos. Sobre esse cenário, Pontes avaliou que não haveria riscos ao processo de elaboração dos cálculos. “Ele [o acórdão] tem sido tratado pela Anatel, uma série de requisições e requerimentos para a Anatel, mas isso não tem um impacto imediato nisso”, acrescentou o titular do MCTIC.

 

Investimentos

A promessa mais citada pelos parlamentares ao defenderem a lei é que a regulamentação também elencará os critérios que serão adotados de modo a orientar as empresas no direcionamento desses recursos e disciplinamento desses investimentos. No processo de aprovação da norma no Senado, diversos parlamentares cobraram que a prioridade fosse dada para áreas não atendidas ou mal cobertas, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

Essa ênfase foi citada como justificativa para que bancadas de oposição não votassem contra o então projeto e garantisse sua aprovação com ampla maioria. O ministro Marcos Pontes acrescentou que essas reivindicações seriam levadas em consideração na elaboração dos critérios e regras relativas aos investimentos, mas não detalhou como isso seria operacionalizado.

“Existem algumas conversações acontecendo. Essa regulamentação vai acontecer priorizando áreas que são, vamos dizer, escuras, apagadas. Nós temos um trabalho grande pela frente, tem que levar em conta também as opiniões do Congresso, que trabalhou tanto nisso. Esse trabalho vai ser feito, principalmente para levar conexão, informação para as regiões menos privilegiadas”, comentou o titular.

 

Entenda as mudanças

Segundo a Lei de Telecomunicações, as empresas que adquiriram o direito de exploração da infraestrutura das redes do antigo Sistema Telebrás, por ocasião da privatização, poderão passar para um regime com menos obrigações. Os atuais contratos de concessão, que iriam até 2025, poderão, a pedido da companhia, migrar para autorizações. Com isso, deixarão de estar submetidas a controles do Estado na categoria denominada “regime público”, como metas de universalização, obrigação de continuidade e controle tarifário.

As concessionárias que optarem pela transição (Oi, Vivo Fixo, Embratel/Net, Sercomtel e Algar) serão objeto de cálculo, pela Anatel, para avaliar a diferença entre as receitas que receberão na nova modalidade e aquelas que aufeririam se mantida a concessão. Dentro disso, estão envolvidas as redes exploradas por essas empresas na prestação do serviço, cujos valores variam.

A matéria também tira a responsabilidade da União por serviços de telecomunicações essenciais, que poderão ser prestados em regime privado. Atualmente, apenas a telefonia fixa se enquadra nessa condição, mas a Lei Geral de Telecomunicações (nº 9.472/1997) concedia ao Executivo o poder de incluir outros serviços nessa categoria, o que implicaria obrigações do regime público.

Outra alteração é dar a empresas que exploram faixas de frequência (“espaços” no espectro eletromagnético utilizados, por exemplo, para a transmissão de sinal de rádio e TV, telefonia celular, serviços por satélite e internet móvel) o direito de comercializar “partes” dessas faixas, criando o que vem sendo chamado de “mercado secundário de espectro”. A companhia paga pela exploração e poderá fazer negócios com parte desse “espaço”.

Enquanto as empresas de telecomunicações festejaram a aprovação da lei pela redução de obrigações dos serviços de telefonia fixa e possibilidade de redirecionar os saldos para investimentos em acesso à internet, organizações da sociedade civil questionaram as mudanças por uma série de críticas, como o fato de ela desconsiderar os bens reversíveis, por retirar exigências para serviços essenciais, por prever que autorizações para o serviço sejam renovadas automaticamente e pela ausência de critérios claros para destinação dos investimentos.

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil.

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Governador Carlesse mobiliza líderes do Brasil Central para audiência pública sobre a Transbananal

Evento idealizado pela Senadora Kátia Abreu, será realizado em Gurupi no dia 18 de outubro e contará com a presença do Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, e do Governador do Mato Grosso, Mauro Mendes.
Fonte Jesuino Santana Jr./Governo do Tocantins

Uma audiência pública para discutir a construção da Rodovia Transbananal (BR-242) vai ocorrer em Gurupi, região sul do Estado, às 9 horas, no próximo dia 18. Além de participar da audiência, o Governador do Tocantins, Mauro Carlesse, já convidou o Governador do Mato Grosso, Mauro Mendes. Ambos se encontraram em Brasília nessa terça-feira, 8, durante o Fórum Nacional de Governadores. O governador Mauro Mendes também confirmou presença no evento.

Além do Governador do Mato Grosso, estão sendo convidados pelo Palácio Araguaia parlamentares estaduais e federais do Tocantins e do Mato Grosso, além dos prefeitos tocantinenses, prefeitos da região do Araguaia, no Mato Grosso, e principalmente os indígenas que habitam a Ilha do Bananal.

O evento, que será realizado pelo Senado Federal, em virtude de aprovação de requerimento da Senadora Kátia Abreu, contará com a presença do Ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas.

Também estão previstos para comparecerem os Presidentes da Fundação Nacional do Índio (Funai), Marcelo Augusto Xavier, e do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Eduardo Bim.

A construção da rodovia é considerada estratégica para o escoamento da produção agrícola do Tocantins e do centro do Brasil. O trecho tem 90 km e corta a Ilha do Bananal de Formoso do Araguaia (TO) a São Félix (MT).

No dia 2 de agosto deste ano, os Governadores do Tocantins, Mauro Carlesse, e do Mato Grosso, Mauro Mendes, se reuniram, no Palácio Araguaia, em Palmas, para tratar da parceria entre os dois estados para a construção da rodovia Transbananal (BR-242).

O projeto é de interesse dos dois estados porque criará oportunidades para alavancar o desenvolvimento de toda a região influenciada pela obra. Objetivo do debate é intensificar a parceria entre todos os agentes envolvidos nos estudos e projetos visando a execução da rodovia.

 

Encontro com Bolsonaro

Em reunião promovida pela Presidência da República com os Governadores da Amazônia Legal no último dia 27 de agosto, o Governador Mauro Carlesse despertou o interesse do Presidente Jair Bolsonaro no projeto da rodovia Transbananal. “Nós precisamos da licença ambiental para a construção da rodovia sobre uma estrada que já está aberta e que vai reduzir a distância do transporte da safra do Mato Grosso em mais de mil  km. Essa estrada tem 80 km apenas e vai viabilizar o desenvolvimento não só do Tocantins como o Mato Grosso, mas também do Brasil”, afirmou.

Sobre a rodovia passar pela reserva indígena na Ilha do Bananal, o Governador Mauro Carlesse afirmou que os indígenas já se manifestaram favoravelmente à construção da rodovia que, segundo o Governador, irá viabilizar economicamente a região e também oferecer melhores condições de vida aos indígenas. “Os índios tem interesse na rodovia, pois ela será privatizada e uma parte do pedágio será revertida aos índios para que eles melhorem as condições de vida deles, pois hoje vivem precariamente”, destacou.

Foto: Washington Luiz/Governo do Tocantins.

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No Fórum Nacional de Governadores, Mauro Carlesse defende repasse dos recursos da Lei Kandir e do Pré-Sal para o Tocantins

Governador do Tocantins trabalha para que os repasses sejam feitos aos Estados e que se implante uma nova política de divisão dos recursos pelo Governo Federal.
Fonte Jéssica Matos/Governo do Tocantins

A VII edição do Fórum Nacional de Governadores ocorreu nesta terça-feira, 8, em Brasília (DF). O Tocantins foi representado pelo governador Mauro Carlesse, juntamente com os Secretários de Segurança Pública, Cristiano Sampaio, e da Fazenda e Planejamento, Sandro Henrique Armando.

Temas como, Pacto Federativo, Pacote Anticrime e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), estiveram entre as principais pautas discutidas, bem como a Cessão Onerosa e o Fundo Nacional de Segurança Pública

O Governador Mauro Carlesse considerou a reunião proveitosa e avaliou que os temas de interesse do Tocantins, como as reposições das perdas com a Lei Kandir e os repasses dos recursos oriundos do Pré-Sal estão cada vez mais próximos de acontecer. “Nossa presença aqui é para marcar posição em favor do Estado do Tocantins, precisamos garantir esses recursos que vão ajudar no equilíbrio do Estado e também para serem investidos na melhoria da qualidade de vida do nosso povo. Também defendemos um novo pacto-federativo para que os estados e municípios recebam mais recursos, pois são governos estaduais e as prefeituras que oferecem os serviços diretamente aos cidadãos”, declarou.

Mauro Carlesse participa da VII edição do Fórum Nacional de Governadores em Brasília.

 

Segurança Pública

Representando o Colegiado Nacional de Secretários de Segurança Pública, o Secretário de Estado, Cristiano Sampaio, fez uma apresentação durante o Fórum mostrando dados preocupantes com relação aos investimentos feitos na Segurança Pública nos últimos anos.

Cristiano Sampaio fez uma apresentação durante o Fórum mostrando dados preocupantes com relação aos investimentos feitos na Segurança Pública nos últimos anos.

“Expusemos durante a reunião de hoje, a situação do financiamento da Segurança Pública no Brasil, mostrando que, os recursos estimados ao Fundo Nacional têm sido valores extremamente reduzidos e que para o ano que vem serão ainda menores. Então se não houver um esforço agora para garantir o repasse, ao menos do recurso que está sendo arrecadado, vamos perder uma ótima oportunidade de fortalecer o trabalho da Segurança Pública”, ressaltou.

 

Fundeb

Durante a reunião, os Governadores defenderam mudanças no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), em carta aberta.

“O Fórum Nacional de Governadores reafirma a imprescindibilidade de torná-lo (o Fundeb) permanente, e a necessidade imperativa de ampliar os recursos da União para que, assim, possa manter-se o principal instrumento de redução das desigualdades educacionais”, diz a carta. Os governadores também defendem a discussão “imediata” do tema no Congresso Nacional. “Entendemos que essas medidas fortalecerão as políticas para a educação básica pública e a valorização dos profissionais da educação”, segue o texto.

Ainda sobre o Fundeb, a Deputada Federal Professora Dorinha Seabra, relatora da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 15/2015, que transforma o Fundo em instrumento permanente de financiamento da educação básica pública, lembrou que o Fundeb corresponde a 63% dos recursos para o financiamento da educação básica pública brasileira.

Deputada Federal Dorinha Seabra lembrou que o Fundeb corresponde a 63% dos recursos para o financiamento da educação básica pública brasileira.

O Fundeb é uma das disposições transitórias da Constituição e, depois de 14 anos de vigência, está previsto para acabar em 2020. Essa é uma das preocupações dos governadores em propor uma condição permanente ao fundo.

 

O Fórum

Os encontros em Brasília têm como anfitrião o Governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e como coanfitriões os representantes de São Paulo, João Dória (PSDB), e do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC).

As reuniões têm ocorrido mensalmente, com pautas definidas previamente e separadas por afinidades temáticas, distribuídas entre os poderes Executivo, Legislativo ou Judiciário.

Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília.

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BRASIL POLITICA TOCANTINS

Comissão aprova pagamento parcelado de concessões de radiodifusão

O valor da concessão poderá ser dividido até o fim do prazo de outorga.
Fonte Tiago Miranda/Câmara dos Deputados

 A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados aprovou proposta que permite o parcelamento anual do pagamento pela concessão, permissão ou autorização de emissoras de rádio e televisão. O valor poderá ser dividido até o fim do prazo de outorga.

Atualmente, os serviços de radiodifusão são outorgados por licitação com editais prevendo pagamento de preço mínimo de acordo com fatores como localidade e população a ser atingida.

O texto também permite o parcelamento em até 120 vezes das taxas cobradas das emissoras de rádio para aumento de potência ou migração entre faixas (por exemplo, de AM para FM). O parcelamento será mensal e não poderá ultrapassar o período da outorga.

 

Parcelamento
O texto aprovado é um substitutivo do deputado Luis Miranda (DEM-DF) ao Projeto de Lei 535/19 do deputado Fábio Trad (PSD-MS) e outras duas propostas apensadas (PLs 3697/19 e 3838/19).

projeto original somente previa o parcelamento das taxas de aumento de potência e de migração entre faixas em até 180 vezes. “A divisão do pagamento em 180 parcelas nos parece excessiva, pois os serviços de rádio são outorgados por um período de 10 anos, equivalente a 120 meses”, disse Miranda.

A proposta altera o Código Brasileiro de Telecomunicações (Lei 4.117/62). O código prevê a cobrança de taxas para a mudança de potência ou de faixas. Os valores são definidos pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

Atualmente, norma do Ministério das Comunicações (Portaria 231/13) prevê que o aumento de potência seja pago em parcela única. Com o projeto, Trad espera facilitar o pagamento das taxas pelas emissoras de rádio do País, evitando a inadimplência no setor.

 

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

 Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados.

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POLITICA TOCANTINS

Presidente do STF afasta inscrição do Estado do Tocantins em cadastros federais de inadimplência

O ministro Dias Toffoli verificou no caso situação de perigo de dano que atrai a incidência do artigo 13, inciso VIII, do Regimento Interno o STF, que autoriza a atuação da Presidência para decidir questões urgentes nos períodos de recesso ou de férias.

Fonte STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, determinou à União que se abstenha de inscrever o Estado do Tocantins em cadastros restritivos federais em razão de suposto inadimplemento de verbas relativas ao Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) decorrentes de contratação de servidores temporários. A tutela provisória de urgência foi deferida nos autos da Ação Cível Originária (ACO) 3281, ajuizada pelo estado.

Na ação, o Estado do Tocantins alega que a União, ao determinar a inscrição, não observou os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa e que não pode sofrer as consequências decorrentes de atos de gestão anteriores. Argumenta ainda que o bloqueio de suas receitas em razão da inscrição em cadastros restritivos “comprometerá irreversivelmente a prestação de serviços essenciais à coletividade, acarretando, assim, grave violação ao interesse público”. Segundo o ente federado, a restrição impedirá o repasse de valores decorrentes de convênios pactuados, a celebração de novos contratos, o recebimento de transferências voluntárias e a realização de operações de créditos com a garantia da União, comprometendo, assim, a continuidade da execução de políticas públicas.

Decisão
Para o ministro Dias Toffoli, a inclusão do Estado do Tocantins em tais cadastros e o impacto nas políticas públicas que dependem das receitas decorrentes de transferências voluntárias e de convênios em curso caracteriza situação de perigo de dano. Essa circunstância atrai a incidência do artigo 13, inciso VIII, do Regimento Interno o STF, que autoriza a atuação da Presidência para decidir questões urgentes nos períodos de recesso ou de férias.

Sobre a probabilidade do direito, o ministro destacou que, de acordo com a jurisprudência do STF, a inscrição do ente federativo no cadastro de inadimplentes sem a garantia do contraditório e da ampla defesa viola o postulado constitucional do devido processo legal.

Foto: Carlos Moura/STF.

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POLITICA SLIDE

Presidente e Vice do Conselho Penitenciário do Tocantins são empossados

Conselho atua na fiscalização das demandas relacionadas às pessoas privadas de liberdade na busca pela garantia de direitos.
Fonte Vitória Soares/Governo do Tocantins

Cerimônia realizada na última terça-feira, 9, na Secretaria de Estado da Cidadania e Justiça pelo Secretário de Estado Heber Luis Fidelis empossa Presidente e Vice-Presidente do Conselho Penitenciário do Tocantins.

Passa a ocupar o cargo de Presidente do Conselho a advogada Sibele Letícia Rodrigues de Oliveira Biazotto, e o advogado Marcelo Netto Resende, como Vice. Ambos ficarão nos cargos até 2021 e atuarão junto à secretaria e as demais entidades membros do conselho, a fim de proporcionar a efetivação de políticas públicas que garantam a melhoria nas condições carcerárias do Tocantins.

O Secretário de Estado Heber Luis Fidelis explicou que a atuação da secretaria junto ao conselho tem o intuito de elevar a atuação do Sistema Penitenciário e garantir que as demandas sejam cumpridas. “O conselho é um órgão consultivo e de fiscalização ligado à secretaria. E o nosso objetivo é empoderar o conselho, para que eles possam fazer as fiscalizações e para que possamos tomar as decisões em conjunto”, ressaltou.

Advogada Sibele Letícia Rodrigues de Oliveira Biazotto é a nova Presidente do Conselho Penitenciário.

Para a Presidente recém-empossada, a efetivação das políticas públicas voltadas ao sistema prisional só é possível com a união dos diversos representantes da sociedade. “O Conselho Penitenciário tem grande importância para a sociedade, por trabalhar com um segmento que muitas vezes é colocado a margem da sociedade, por esse motivo, trabalhamos para que os direitos dessa parcela da população sejam respeitados, mas isso só acontece quando os representantes de diversos segmentos sociais se unem em prol da causa”, afirmou.

 

O Vice-Presidente garante que o Conselho continuará atuando para a fiscalização das unidades prisionais. “Nossa atuação é fundamental na análise das situações das unidades do Tocantins, tanto de estrutura, como de prestação de serviços. Neste sentido, continuaremos realizando vistorias e verificando os serviços prestados aos reeducandos”, disse.

O advogado Marcelo Netto Resende foi empossado como Vice-Presidente do Conselho Penitenciário.

A representante da comunidade no Conselho Penitenciário, Noemia Rodrigues, acredita que a atuação do Conselho deve ser direcionada ao processo de ressocialização. “O conselho luta para que ocorra mudança de comportamento dos reeducandos, para que eles saiam do sistema com uma nova perspectiva de vida, para isso nós atuamos na luta pela garantia de seus direitos”, explicou.

Conselho Penitenciário do Tocantins

O Conselho Penitenciário foi instituído pela Lei Complementar nº 57, de 14 de julho de 2009. Ele é composto por 12 membros titulares e respectivos suplentes, nomeados por ato do Chefe do Poder Executivo, os integrantes do Conselho representam diferentes segmentos da sociedade e atuam por quatro anos.

As reuniões ordinárias do Conselho acontecem uma vez por mês, a fim deliberar as ações necessárias.

Membros do Conselho Penitenciário do Tocantins durante cerimônia de posse da Presidente e do Vice-Presidente.

Entre as atribuições do Conselho estão à luta por melhoria das condições carcerárias e implementação de políticas públicas voltadas para uma pena humanizada, colaboração com os órgãos de execução penal, assessoria do Secretário de Estado da Cidadania e Justiça nas questões voltadas a execução penal e realização de tarefas deliberadas pelo Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária.

Fotos: Marcos Miranda.

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DESTAQUES POLITICA TOCANTINS

PEC do 1% é aprovada em Comissão Especial e ATM convoca gestores a continuar mobilização com parlamentares

Entidade acredita que o Plenário da Câmara aprove a matéria ainda neste semestre; Projeto deve passar também pelo Senado

Fonte Ascom/ATM

Comissão Especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira, 18, o texto do relator, deputado Júlio César (PI), que profere parecer favorável à Proposta de Emenda à Constituição 391/2017, ao prever o repasse de mais 1% ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM) no mês de setembro.

A Associação Tocantinense de Municípios (ATM) comemorou a aprovação e convoca os prefeitos a acompanharem a matéria e a articularem com os parlamentares a aprovação no plenário da Câmara e do Senado. Na primeira Casa, a ATM a acredita que os deputados federais aprovem a matéria ainda neste semestre.

“O Congresso trabalha em torno de diversas matérias e a entrada dos projetos e sua votação estão ligadas com a articulação e pressão política dos prefeitos com deputados e senadores. É preciso acompanhar, mobilizar e pressionar permanentemente, para que as pautas municipalistas sejam presença constante nas duas Casas”, frisa o presidente da ATM e prefeito de Pedro Afonso, Jairo Mariano.

 

Rito

Segundo a Confederação Nacional de Municípios (CNM), o rito processual na comissão foi simplificado para que a matéria possa ser votada pelos deputados federais antes do recesso parlamentar. Com a aprovação na comissão especial, a PEC segue para apreciação, em dois turnos, no Plenário da Casa. Como já foi aprovado no Senado Federal, o texto só terá nova deliberação pelos senadores se houver modificações na redação. Caso contrário, seguirá para promulgação.

A ATM lembra que, historicamente, setembro é um mês de baixa nos repasses, e se a matéria for aprovada em 2019, o Fundo pode crescer até R$ 5,6 bilhões a partir de 2023, distribuídos entre todos os Municípios brasileiros. Em princípio, o crescimento será escalonado até chegar a 1%.

 

Apoio

A reivindicação foi pauta prioritária da XXII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios. Durante o evento, os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Davi Alcolumbre (DEM-AP), se comprometeram com a matéria, além dos diversos parlamentares presentes. Aos mais de oito mil gestores municipais presentes, o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, declararam apoio ao aumento no FPM nas condições definidas pela proposta.

 

Entenda

Por ser de extrema importância para contribuir com o equilíbrio das contas municipais, a PEC foi apresentada pelo senador Raimundo Lira (PMDB-PB) em 2017. O texto propõe alterar a artigo 159 da Constituição Federal, que disciplina a distribuição de recursos da União ao FPM. A medida aumenta em mais 1% a participação dos Municípios nos Impostos de Renda e Sobre Produtos Industrializados (IR e IPI) — o acréscimo será entregue no primeiro decêndio do mês de setembro de cada ano.

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POLITICA SLIDE TOCANTINS

Campanha em defesa da visibilidade do trabalho da mulher rural é lançada na Agrotins 2019

Com a participação de produtoras rurais de todo o Estado, o Governo do Tocantins por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro) lançou a campanha #MulheresRurais, Mulheres com Direitos, na tarde desta quinta-feira, 9, no auditório Jaburu, na 19ª Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins 2019), com a presença da embaixadora da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) no Norte do país, Simone de Brito Barreto.

Segundo a embaixadora da FAO, Simone de Brito Barreto, o Tocantins é o primeiro estado do país a lançar a campanha oficialmente devido ao apoio e iniciativa da Seagro. “Isso é importante porque possibilita dar reconhecimento ao árduo trabalho das mulheres rurais e, além disso, dá embasamento para o Governo formular políticas públicas mais adequadas”, afirmou.

“Esperamos que o objetivo da campanha que é visibilizar e dar reconhecimento ao trabalho da mulher rural, porque sabemos que é muito mais fácil fazer essa ação estando aqui. Devido essa proximidade com os servidores que trabalham na Seagro podemos fazer uma campanha com resultados bem mais positivos”, completou a embaixadora da FAO.

Em seu pronunciamento, a embaixadora da FAO, Simone Barreto, apresentou dados da FAO mostrando que as mulheres trabalham 28 horas por dia, devido às múltiplas tarefas realizadas ao mesmo tempo. Outro dado importante é que a remuneração do trabalho doméstico eleva o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 13%.

O secretário de Agricultura, Pecuária e Aquicultura, César Halum destacou a importância da campanha e declarou total apoio. “A questão aqui não é apenas registrar o lançamento da campanha, mas reconhecer o trabalho que as mulheres realizam. O nosso estado é rural, a população feminina rural nossa é muito grande. Vocês são nosso maior apoio para fortalecer a campanha”, afirmou o secretário.

A agricultora Maria da Guia, do município de Cólmeia, destacou que em sua casa existe igualdade entre ela e seu marido. “Essa campanha chegou na hora certa para as mulheres. Porque vai incentivá-las em seu trabalho e mostrar a produção que eles desenvolvem. Nós também somos trabalhadoras capazes de assumir um lar, uma família, com responsabilidade, de ter condições de trabalhar na roça para colocar comida na nossa mesa e na do brasileiro”, enfatizou.

Campanha

A campanha é dividida em quatro datas comemorativas e marcos. Todos os anos, ela é lançada no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher. Após isso, as mobilizações acontecem no Dia Internacional das Mulheres Indígenas (05/09), Dia Internacional das Mulheres Rurais (15/10), e no Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres (25/11).

A campanha #MulheresRurais, Mulheres com Direitos foi lançada regionalmente em 2016, como um esforço colaborativo para fazer conquistas visíveis para os desafios pela igualdade de gênero em áreas rurais.

A campanha é uma iniciativa da FAO, da ONU Mulheres, da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (REAF), da Diretoria Geral de Desenvolvimento Rural do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca (DGDR-MGAP) – Uruguai, e da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) – Brasil.

Fonte : Seagro TO

Foto: Antônio Gonçalves/ -TO

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Contratos de patrocínio da Petrobras para cultura passam por revisão, diz Bolsonaro

O governo federal determinou a revisão dos contratos da Petrobras que estão em vigor para patrocínios ligados ao setor de cultura. Em publicação nesse domingo, 21, no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro disse que a revisão tem o objetivo de “saber o que fazem com bilhões de reais da população brasileira”.

Lançado em 2003, o Programa Petrobras Cultural patrocina projetos de música, artes cênicas e audiovisual. De acordo com a empresa, mais de 4 mil ações já receberam ajuda do programa. A seleção dos projetos se dá por chamadas públicas e por escolha direta. A última chamada aberta pela companhia foi em 4 de dezembro do ano passado. A “Petrobras Música em Movimento 2018” tinha valor total previsto de R$ 10 milhões.

Retorno a Brasília
Depois de passar o feriado no litoral de São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro retornou nesse domingo à capital federal. Ele chegou ao Forte dos Andradas, localizado no Guarujá, na quinta-feira, 18. Durante o feriado, o presidente aproveitou as instalações do forte para descansar e, a convite da Marinha, no sábado, 20, fez um passeio na costa a bordo do Navio-Patrulha Guaporé (P45).

À noite, saiu de moto pelas ruas do Guarujá vestindo uma camisa do jogador Neymar, do clube francês Paris Saint-German. O passeio de moto durou cerca de 20 minutos e, na volta, o presidente parou para atender admiradores, tirou selfies e conversou com a imprensa que o aguardava nas proximidades do forte.

https://clebertoledo.com.br/politica/contratos-de-patrocinio-da-petrobras-para-cultura-passam-por-revisao-diz-bolsonaro/

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Servidores realizam solenidade religiosa pela saúde de Moisés Avelino

Os servidores da Prefeitura de Paraíso do Tocantins realizaram nesta segunda-feira, 15, um momento de oração pela saúde do prefeito Moisés Avelino (MDB), que se afastou temporariamente do cargo para tratamento de saúde. A solenidade aconteceu no auditório do Paço e contou com a presença de representantes católicos e evangélicos.

Prefeito em exercício, secretários e vereadores participaram do momento (Foto: Divulgação)

Estiveram presentes no momento de oração, o prefeito em exercício Celso Morais (MDB); os vereadores Gleidson Dedinho (PTB), Josefa Araújo (MDB) e Whisllan Maciel (PSDB); o procurador-geral, Gilberto Lucena; o ex-prefeito e presidente do diretório municipal do MDB, Alípio Barbosa Neto.

Os responsáveis pela solenidade foram o padre Walteir Magalhães, da Paróquia São José Operário; e os pastores Osmarivan Moreira, que também é Secretário Municipal de Esporte e Juventude; e Daniel Viana, representando a Igreja do Evangelho Quadrangular.

“Profundamente triste”
À Coluna do CT, Celso Morais manifestou estar “profundamente triste” com situação de Moisés Avelino, mas destacou que a perspectiva para o exercício do mandato “é positiva” e adianta que pretende dar continuidade ao trabalho da administração. “Estamos todos em oração e confiantes, em prol de sua recuperação”, afirmou o prefeito em exercício.

Moisés Avelino comunicou no sábado, 13, o afastamento temporário do cargo de prefeito para tratamento de saúde. O emedebista recebeu um diagnóstico primário de um tumor na bacia e decidiu realizar o tratamento no Hospital do Amor, em Barretos, São Paulo.