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BRASIL SLIDE

PF faz buscas na casa do ministro Blairo Maggi em Brasília

A Polícia Federal realiza na manhã desta quinta-feira (14) buscas em endereços ligados ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP).

Um mandado está sendo cumprido no apartamento dele em Brasília, na asa sul.

A operação ocorre com discrição. Um carro da PF está estacionado em frente ao edifício e dois agentes aguardam no térreo enquanto as buscas estão sendo realizadas.

O ministro foi alvo da delação premiada do ex-governador Silval Barbosa (PMDB), homologada em agosto. Silval sucedeu Maggi no governo de Mato Grosso.

Em sua delação premiada, ele afirmou que Maggi participou de um esquema de pagamento de mensalinho para deputados estaduais para comprar apoio ao governo.

Maggi foi governador de Mato Grosso de 2003 a 2010.

A ação faz parte da Operação Malebolge, a 12ª fase da Ararath, que tem como objetivo cumprir mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal em 64 endereços em cidades de Mato Grosso, São Paulo e Brasília. Participam da ação 270 policiais federais e membros do MPF.

A Polícia Federal também cumpre mandado de busca e apreensão na Câmara, no gabinete do deputado Ezequiel Fonseca (PP-MT).

Ele foi um dos que foram filmados recebendo dinheiro das mãos de Silvio Araújo, ex-chefe de gabinete de Barbosa.

Outro alvo de buscas é o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB), que também foi filmado recebendo dinheiro em espécie quando era deputado estadual.

MENSALINHO

Na delação, Barbosa relata que no governo de Maggi “começou a se operar o chamado ‘mensalinho’ no ano de 2003, quando o colaborador era da Mesa Diretora [da Assembleia Legislativa]. Esse mensalinho era uma vantagem indevida que era paga para cada deputado estadual do Estado de Mato Grosso, tendo começado no ano de 2003, em torno de R$ 30 mil reais por deputado”.

Segundo Barbosa, foi feito um acerto entre a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa e Maggi para que o governo aumentasse a mesada dos deputados estaduais.

“No ano de 2003 houve um acréscimo de R$ 12 milhões a 15 milhões no orçamento da Assembleia Legislativa para que pudessem retirar desse valor as vantagens indevidas”.

A PF também está fazendo buscas em gabinetes de deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso que foram citados da delação de Barbosa.

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SLIDE TOCANTINS

Dimas considera redução de R$ 45 mi da TO-222 inconstitucional e vê “intenção eleitoreira”

O governo do Tocantins recebeu nesta quarta-feira, 13, a autorização da Assembleia Legislativa para contrair R$ 583 milhões em empréstimos junto à Caixa Econômica Federal – um de R$ 453 milhões com obras diversas pelo Estado e outro de R$ 130 milhões para a construção da Ponte de Porto Nacional. Os deputados garantiram os investimentos, mas mantiveram a alteração que retirou R$ 45 milhões dos R$ 86,5 milhões previstos para duplicação de trecho da TO-222, para a insatisfação dos araguainenses, que pressionaram nos últimos dois dias em vão pela manutenção do texto original do Executivo. O prefeito de Araguaína, Ronaldo Dimas (PR), considerou a alteração inconstitucional.

Conforme prometido nessa terça-feira 12, o republicano permaneceu na Capital para pressionar a manutenção dos R$ 86,5 milhões, o que não gerou resultados, apesar do apertado placar de 13 a 11 que garantiu somente R$ 41 milhões para a duplicação do trecho que liga Araguaína ao distrito de Novo Horizonte. Mesmo com a derrota, Ronaldo Dimas não se mostrou de todo insatisfeito, mas reforçou que os recursos destinados à obra pela Assembleia Legislativa não serão suficientes para todos os detalhes previstos na proposta original.

“Os R$ 41 milhões não são suficientes para fazer o projeto como pensado e imaginado pelo governador e sua equipe, mas são para fazer a duplicação ligando Araguaína até o Novo Horizonte sem as marginais. Acho que vai ser possível, e já é um avanço”, disse o prefeito ao CT pouco antes do fim do segundo turno de votação dos empréstimos. Apesar do discurso de “copo meio cheio”, o republicano não se furtou de criticar duramente os deputados estaduais.

“Totalmente inconstitucional”
Dimas viu inconstitucionalidade na decisão dos deputados e sugeriu uma intenção eleitoreira na mudança promovida no texto. “Por outro lado fico impressionado com a clara manipulação que houve desses recursos, de uma forma, ao meu ver, totalmente inconstitucional, e vislumbrando única e exclusivamente o ano eleitoral com ‘emendinhas’ de R$ 100 mil, R$ 150 mil, que provavelmente jamais serão aplicadas, dada a dificuldade de aplicação de recursos de tão baixo valor”, afirmou.

O prefeito ainda reforçou a insatisfação com o posicionamento da maioria dos deputados que, segundo afirmou, não compreenderam o valor da duplicação da rodovia TO-222 para o Tocantins. “É difícil para Araguaína sentir na pele que boa parte dos deputados não vê a cidade como estratégica para o Estado. Isso dói na gente, a região mais importante economicamente. Infelizmente a gente sente que boa parte dos deputados não consegue enxergar essa grandeza”, concluiu.

Recurso
Outro que também repercutiu a retirada de R$ 45 milhões da TO-222 foi o deputado Elenil da Penha (PMDB). O peemedebista ainda acredita em uma reviravolta. “Vamos regimentalmente, de acordo com o que foi apresentado no projeto original, de acordo com normativa da Casa, com as resoluções, com a Constituição Estadual e Federal, buscar os instrumentos necessários para reaver esse recurso. Essa é uma luta que não pode parar por aqui. Araguaína carece e merece esta obra porque é uma cidade imponente”, disse o parlamentar ao CT.

Elenil da Penha explicou que a decisão da Assembleia Legislativa faz com que os valores remanejados pela Assembleia Legislativa fique na “discricionariedade”. “Significa que os deputados vão listar para onde irão esses recursos. Entretanto ressaltar que tudo isso vai passar pela análise pela Caixa Econômica Federal e pelo governo estadual”, comentou o deputado, que é representante de Araguaína no Parlamento.

Diante desta necessidade da análise, Elenil da Penha vê a possibilidade de todo o empréstimo ser efetivado. “Penso que a Assembleia, em sua grande maioria, deu um tiro no pé. Pode ser que a obra nem saia porque tiraram a cabeça, o corpo e o coração do projeto; ficou só os pés, e os pés não andam sozinhos”, comentou o deputado, que voltou a garantir que vai recorrer do resultado. “Vamos reunir todos os instrumentos necessários para garantir que esses recursos possa ser recuperado”, concluiu.

Discussão
A sessão começou quente tanto pelo clima entre deputados por causa da matéria; pelo horário – iniciou perto do meio-dia -; ou pelo fato dos ar condicionados do Plenário não estarem funcionando. A briga inicial foi para ir à Tribuna. Todos queriam defender sua posição. Em geral a discussão foi entre os que defendiam o municipalismo e distribuição dos recursos, e os que criticavam a retirada dos recursos da TO-222 e ressaltaram a importância da duplicação para a economia da região. Destoou deste debate o deputado Eli Borges (Pros), que resolveu repercutir uma polêmica exposição do banco Santander no longínquo Rio Grande do Sul.

Wanderlei Barbosa (SD) foi o primeiro deputado a ir à Tribuna da Assembleia. O deputado criticou os investimento de R$ 86,5 milhões previstos originariamente para a duplicação da TO-222 e disse que, caso o valor fosse mantido, defendeu que a obra fosse feita até Xambioá, e não somente de Araguaína ao setor Novo Horizonte. “Porque tem recursos suficientes”, garantiu. O parlamentar também repudiou o discurso de a Casa de Leis estava tirando recursos da obra. “Estão querendo criar uma situação contra nós. Nós estamos colocando R$ 41 milhões”, reforçou.

Também favorável da redução do investimento na TO-222, José Roberto adotou o discurso municipalista e exaltou a atuação do Parlamento para alterar o projeto. “Encerramos um período que vai ficar marcado na democracia deste Estado. Pela primeira vez uma ação do governo foi debatida nesta Casa. O espaço foi garantido por todos. Nos nove meses de intenso debates pudemos ouvir centenas de representantes dos 139 municípios. É um marco. Estamos tratando todos os municípios como iguais”, defendeu o petista.

“Um crime”
O primeiro deputado a defender a manutenção dos R$ 86,5 milhões na Tribuna foi Jorge Frederico (PSC). Ao lado de Elenil da Penha, o social cristão foi um dos mais ferrenhos defensores da obra. “Arrancar esses R$ 40 milhões é um crime. Falar que esta obra vai ser superfaturada. Quem tem bola de cristal aqui? Faz o seu trabalho e fiscaliza. É uma birra que estão fazendo. Podemos estar cometendo um crime não para Araguaína, mas para o Tocantins, depois de arrancar metade da obra sem nenhum estudo técnico, podemos inviabilizar o empréstimo”, comentou.

Assim como os críticos ao projeto da TO-222 condenavam o discurso de que a Assembleia Legislativa está tirando R$ 45 milhões da obra, no sentido contrário, Jorge Frederico rebateu o argumento de que Araguaína estaria tomando recursos das demais cidades. “Nós precisamos lembrar que Araguaína é a Capital econômica do Tocantins. Talvez querem pregar que vai tirar dinheiro dos 139 municípios. É mentira! Está garantido! É R$ 1,2 milhão para cada”, anotou da Tribuna do Parlamento.

“Acordo histórico”
Depois de Eli Borges subir à Tribuna para falar do Rio Grande do Sul e de “questões morais”, José Pugliesi (sem partido) parabenizou o governador Marcelo Miranda (PMDB) e o presidente da Casa de Leis, Mauro Carlesse (PHS), pelo entendimento encontrado e exaltou a mudança do texto do empréstimo realizado. “Pela primeira vez na história desse Estado, fez-se um grande acordo que beneficia o governo, todos os municípios, os 24 deputados e a população como um todo”, afirmou.

Em seguida vieram três defensores da manutenção dos R$ 86,5 milhões da TO-222. Líder do Palácio Araguaia, Valderez Castelo Branco (PP) disse que nenhuma cidade será prejudicada e garantiu que o valor está dentro da média nacional para o porte do projeto. Eduardo Siqueira Campos (DEM) argumentou que a questão do empréstimo é uma competência do governador Marcelo Miranda (PMDB) e que ao Parlamento cabe apenas autorizar ou não. “Não quero que este voto seja entendido como um voto governista. Araguaína não só merece, como precisa dessa obra”, adiantou.

Em seguida Luana Ribeiro (PDT) ressaltou a memória do pai, João Ribeiro, e garantiu ser representante não só da Capital, mas também dos araguainenses. “Precisamos da duplicação da rodovia para que ela tenha influência. Não considero o paisagismo e a iluminação de uma rodovia supérflua. Todos as cidades tem direito de uma obra de qualidade”, defendeu a pedetista, que também criticou o Executivo. “ Poderia ter estado mais presente e articulado melhor”, acrescentou.

“Colcha de retalhos”
Alan Barbiero (PSB) foi à Tribuna para se dizer que tem uma “visão extremamente crítica” do processo de empréstimo. O pessebista defendeu que os recursos fossem direcionados para obras de infraestrutura que dessem retorno para o Estado pagar a dívida contraída. “A gente vê cada um puxando para o seu lado, uma colcha de retalhos”, acrescentou. Entretanto, adiantou o voto retirando recursos da TO-222 porque o titular da vaga no Parlamento, Ricardo Ayres (PSB), participou da reunião conjunta que propôs a alteração. “ Sou favorável a obra, mas vi que existe um orçamento que é bem razoável”, acrescentou ainda.

Um dos mais combatentes na defesa da TO-222, Elenil da Penha fez discurso duro contra os contrários a destinação de R$ 86,5 milhões. “Recurso que, por maldade, estão tirando de Araguaína. Estão arrancando R$ 45 milhões e não tem outro discurso. Isso na verdade é um assassinato daquela obra”, afirmou o peemedebista, que reforçou que o município que representa disputa mercado com cidades de outros estados, como Maranhão e Pará, por isso a importância da duplicação.

Elenil da Penha ainda rebateu uma breve manifestação de Alan Barbiero que tinha chamado de “vergonha” a nota técnica da Agência Tocantinense de Transportes e Obras (Ageto) defendendo a manutenção dos recursos para a duplicação. “Vergonha são os olhos daqueles que vê uma obra importante só para a Araguaína. Esta obra ela é para a rodovia. Vai garantir o desenvolvimento daquela região”, disse o deputado, que adiantou a possibilidade de recurso. “Nós temos mecanismos jurídicos, o que nós não podemos perder são os R$ 45 milhões”, comentou.

O único araguainense que chegou a defender a diminuição de recursos para a duplicação da rodovia, Olyntho Neto fez um discurso tímido, defendendo os deputados que “se posicionaram de forma firme” para não “bater o carimbo” no Projeto de Lei enviado pelo Executivo. O tucano explicou que nunca foi favorável que tirassem recurso de sua cidade, mas sim uma mudança no destino. “Defendi que os recursos não saíssem da Araguaína. O mais importante no meu entendimento sempre vai ser a saúde e é esse meu posicionamento”, discursou sem citar a TO-222 e ouvindo gritos dos conterrâneos chamando-o de “pipoqueiro”.

Ponte de Porto Nacional
Quase foi esquecido que a sessão trataria de dois empréstimos: um de R$ 453 milhões com destinação diversa, e outro de R$ 130 milhões apenas para a construção da ponte de Porto Nacional. Quem falou do segundo financiamento foi Valdemar Júnior (PMDB), já na discussão dos projetos. “Esta matéria é de fundamental importância. A nossa dependência dessa ponte é total”, comentou o peemedebista, citando a importância da obra para o escoamento da produção.

Na discussão das matérias, Wanderlei Barbosa (SD) também defendeu o projeto que beneficia os portuenses. “Parabenizo o governo do Estado por enviar um projeto desta natureza. Foi rápida a tramitação porque já estava definido”, justificou a falta de polêmica sobre o projeto. Também comentou a proposição Toinho Andrade (PSD). “Um sonho da população de Porto Nacional”, resumiu.

“Humildade”
Osires Damaso (PSC) foi um dos mais críticos à destinação de R$ 86,5 milhões para a TO-222, defendendo que recursos do empréstimo também beneficie os “menos favorecidos”. “Queria pedir humildade ao governador Marcelo Miranda e ao prefeito Ronaldo Dimas de aceitar os R$ 41 milhões. Mas querem fazer uma obra para atender um pequeno grupo de empresários. Não vemos aqui recursos para atender o bairro JK, Santa Rita, Canaã”, disparou, citando setores do município que não foram contemplados.

Sempre técnico, Paulo Mourão (PT) ressaltou a falta de saúde financeira do Estado para contrair os empréstimos, mas defendeu o investimento em infraestrutura. “Financiamento tem que ser pago, tem que ter viabilidade econômica”, justificou. José Bonifácio (PR) também foi crítico quanto a contração da dívida, mas opinou no sentido de distribuir os recursos. “Estamos cometendo um grande crime contra este Estado. Aceito que sejamos criminosos, mas vamos dividir esse crime com o governo do Estado, com todos os municípios. Vamos dividir o dolo e o bolo com cada cidadão tocantinense”, resumiu.

Ainda se manifestaram Vilmar de Oliveira (SD), favorável ao corte para a TO-222, e Amélio Cayres (SD), que votou pela manutenção dos R$ 86,5 milhões para obra. Ainda houve tempo de Eli Borges questionar o valor, alegando estar muito acima dos padrões segundo dados que encontrou no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Jorge Frederico questionou o cálculo, dizendo as marginais da rodovia não foram levadas em consideração. Assim, o social cristão usou os mesmo dados para apresentar um resultado próximo ao previsto inicialmente. A observação causou irritação do colega.

Recurso negado
Antes de apreciar as matérias, a Presidência da Assembleia Legislativa negou o pedido de Paulo Mourão para anular a sessão que aprovou a mudança no texto do projeto de R$ 453 milhões. O argumento do petista é que o artigo 70º do Regimento Interno não prevê a deliberação de matérias em reunião conjunta, apenas o estudo das proposições, indicando assim a irregularidades da sessão da madrugada do dia 7 que modificou a matéria.

O parlamentar também questionou a decisão de Olyntho Neto de não aceitar o seu pedido de vistas por ver impossibilidade de dois deputados da mesma bancada ou partido fazerem a solicitação, conforme o inciso XIII do artigo 74º do Regimento Interno. No caso, Zé Roberto (PT) já estava com a matéria. Entretanto, Mourão reforça ser de uma comissão diferente do correligionário, com competência diferentes, e por isso seria permitido. As duas argumentações não foram acolhidas.

Regimento Interno
Já a apreciação com destaque para votar em separado a emenda conjunta que retirou R$ 45 milhões dos R$ 86,5 milhões previstos para duplicação de trecho da TO-222 aconteceu, mas também com uma confusão quase sem fim. O motivo foi as diversas interpretações do Regimento Interno. Depois de bastante debate ficou definido que primeiro votaria o empréstimo em si e depois os recursos sobre a rodovia em Araguaína.

O empréstimo de R$ 130 milhões para a Ponte de Porto Nacional foi aprovado por unanimidade, enquanto o de R$ 453 milhões passou por 23 votos a 1, sendo Paulo Mourão o único contrário. Em relação ao destaque, votaram contra a retirada dos recursos da TO-222 os deputados: Amélio Cayres (SD), Paulo Mourão (PT), Valderez Castelo branco (PP), Nilton Franco (PMDB), Valdemar Júnior (PMDB), Jorge Frederico (PSC), Luana Ribeiro (PDT), Eduardo Siqueira Campos (DEM), Olyntho Neto (PSDB) e Amália Santana (PT).

Alan Barbiero (PSB), Cleiton Cardoso (PSL), Eduardo do Dertins (PPS), Eli Borges (Pros), José Augusto (sem partido), José Bonifácio (PR), Júnior Evangelista (PSC), Mauro Carlesse (PHS), Osires Damaso (PSC), Toinho Andrade (PSD), Vilmar de Oliveira (SD), Wanderlei Barbosa (SD) e Zé Roberto (PT) foram os deputados estaduais que votaram pela retirada dos R$ 45 milhões da duplicação da TO-222.

 

Fonte: Portal CT

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SLIDE TOCANTINS

Ponte de Xambioá a São Geraldo, que será lançada por Temer, vai interligar malhas de TO e PA

A ponte cujas as obras o presidente Michel Temer vai lançar nesta quinta-feira, 14, no extremo norte do Tocantins, vai ligar Xambioá (TO) a São Geraldo do Araguaia (PA), em 1.721 metros de extensão, integrando a rodovia BR-153 e interligando a malha viária de Tocantins e Pará. Os estudos ambientais e o projeto executivo já foram aprovados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

A construção da ponte está contemplada no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o seu custo está orçado em R$ 160 milhões, sendo que R$ 100 milhões foram garantidos no orçamento de 2016, via emenda, de caráter impositivo, destinada por toda bancada federal tocantinense.

Atualmente, a travessia do rio Araguaia neste local é realizada pela operação de balsas. Nos períodos com nível normal das águas, a extensão da travessia é de aproximadamente 1.700 metros. No período chuvoso, o trecho fica ainda maior, gerando transtornos à logística e ao escoamento da produção local e regional.

Melhorias
A construção da ponte e seus acessos irá otimizar os custos com transportes dos veículos que trafegam com destino às regiões Sul, Sudeste, Centro-­Oeste e Norte do País. Além de ser um importante eixo de ligação entre as regiões Norte e Centro, a BR-­153 permite a integração multimodal entre a Ferrovia Norte-­Sul e a Hidrovia Tocantins/Araguaia.

Marcelo e Temer
O governador Marcelo Miranda (PMDB) receberá nesta quinta-feira, em Xambioá, o presidente Michel Temer e o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintela.

Temer assinará a ordem de serviço que vai autorizar a construção da ponte interligando Xambioá a São Geraldo do Araguaia. A solenidade está prevista para as 9 horas em Xambioá. Em seguida, Marcelo acompanha Temer a São Geraldo. (Com informações da Secom Tocantins)

Fonte: PortalCT

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POLITICA SLIDE

Maioria do STF vota contra afastamento de Janot de denúncias contra Temer

A maioria dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) considerou não haver motivos para afastar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, das investigações contra o presidente Michel Temer (PMDB).

O relator, Edson Fachin, votou contra o afastamento de Janot. Sete dos 11 ministros votaram contra o pedido de Temer. O julgamento ainda não foi concluído. Acompanharam o voto de Fachin os ministros Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio de Mello.

Como procurador-geral, Janot é responsável pelas investigações contra o presidente e apresentou denúncia contra Temer, por suspeitas de corrupção passiva, com base em investigações feitas a partir da delação premiada da JBS.

Um dos pontos indicados pela defesa de Temer como comprometedores da atuação de Janot seria a frase dita pelo procurador-geral em palestra de que as denúncias continuariam a ser apresentadas em seu mandato. “Enquanto houver bambu, lá vai flecha” foi a expressão utilizada.

Fachin defendeu em seu voto que “ainda que eventualmente criticável, essa linguagem não configura, a meu modo de ver, excesso”. “Não é possível reconhecer a partir dessa afirmação inimizade capital entre procurador-geral da República e eminente presidente da República.”

Em seu voto contra a suspeição de Janot, Fachin citou um julgamento anterior, que foi relatado pelo ministro Gilmar Mendes, segundo o qual ainda que sejam praticados atos abusivos contra o investigado, isso não leva à suspeição do juiz ou procurador.

“Há precedente da Corte que reconhece que até mesmo em caso de atos abusivos, o que entendo não ser o caso dos autos, a suspeição não constitui desdobramento necessário da censura de atos processuais”, disse.

O caso relatado por Mendes foi um pedido de habeas corpus julgado pela 2ª Turma do STF em maio de 2013. A decisão foi resumida dessa forma por Mendes: “O conjunto de atos abusivos, no entanto, ainda que desfavorável ao paciente, devidamente desconstituídos pelas instâncias superiores, não implica necessariamente parcialidade do magistrado”, dizia o trecho da decisão citada por Fachin na sessão de hoje.

Em um longo voto, o decano Celso de Mello ressaltou a atuação de Janot à frente do MPF: “Não posso deixar de reconhecer a atuação responsável, legítima e independente do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que tem exercido a chefia do Ministério Público da União com grande seriedade.”

A defesa de Temer também quer que os processos contra o presidente sejam suspensos até que se conclua a investigação sobre a delação da JBS e diz que as provas obtidas nas investigações são inválidas, pois a assinatura do acordo de delação foi colocada sob suspeita a partir da revelação dos novos áudios dos executivos da JBS.

‘Janot agiu de forma açodada’, diz defesa de Temer

Rodrigo Janot não está presente. A PGR está representada pelo vice-procurador Nicolao Dino.

Para a defesa de Temer, Janot agiu com pressa – “de forma açodada” – desde a instalação do inquérito.

“O presidente da República não é tutor de seus assessores e não pode responder por seus erros”, disse o advogado de Temer, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira sobre Rodrigo Rocha Loures. “O presidente da República quer trabalhar e ele não consegue”, disse Mariz.

O vice-procurador Nicolao Dino afirmou que Janot apenas exerceu as atribuições do cargo, respeitando os limites da lei.

“A expressão ‘enquanto houver bambu, lá vai flecha’ nada mais significa que o procurador-geral da República exercerá seu mandando integralmente até o fim, manejando instrumentos processuais eu a lei lhe confere”, disse.

“Nada disso constitui obsessão acusatória como dito na peça de acusação”, afirmou Dino.

Mariz disse que a PGR deveria ter “cautela” em relação a Temer e pediu que o órgão deixasse o presidente “em paz”.

“É preciso que haja cautela, cuidado, se está acusando um cidadão, se está acusando um brasileiro, se está acusando um cidadão brasileiro, que é presidente da República. Quer se queira, quer não se queira. É o homem que responderá pelo país por um ano e meio daqui para a frente. Deixem-no em paz”, afirmou.

Segunda denúncia para a sucessora de Janot

A defesa acusou Janot de agir de forma parcial contra o presidente, tentando deixar a decisão sobre a apresentação de uma segunda denúncia contra Temer para a sucessora de Janot, Raquel Dodge, que toma posse como procuradora-geral na próxima segunda-feira (18).

A delação da JBS passou a ser investigada por decisão de Janot, no último dia 4, para apurar a omissão de informações no acordo de colaboração premiada firmado por três dos sete delatores da JBS após a descoberta de novas gravações.

A investigação pode levar à revisão dos benefícios concedidos aos delatores, mas segundo a Procuradoria não impediria o uso das provas apresentadas nas investigações.

A delação dos empresários foi fundamental na abertura de inquérito contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB), por suspeitas de corrupção passiva e obstrução de Justiça.

A investigação também apura se houve atuação irregular de Marcelo Miller, ex-procurador da República e ex-braço direito do próprio Janot, nas negociações para fechar a delação da JBS. A suspeita é que Miller tenha auxiliado os delatores durante a negociação do acordo, quando ainda estava ligado à Procuradoria.

Posteriormente, Miller deixou o cargo de procurador e passou a atuar como advogado num escritório que atuou na negociação do acordo de leniência da JBS, espécie de delação premiada feita pela empresa.

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SLIDE

Concursos com mais de mil vagas têm inscrições reabertas em Gurupi

Os concursos do quadro geral e da saúde da Prefeitura de Gurupi tiveram as inscrições reabertas. Os dois certames tinham sido suspensos para adequações na quantidade de vagas e em outros detalhes e agora foram retomados. O prazo final para quem quiser se inscrever é o dia 10 de outubro. As inscrições podem ser realizadas pelo site da Copese. São 813 vagas para posse imediata e 211 para cadastro reserva.

As provas do concurso do Quadro Geral devem ser realizadas no dia 19 de novembro e as provas da Saúde estão previstas para o dia 3 de dezembro. Há cargos para todos os níveis de escolaridade. Os salários vão de R$ 937 até R$ 2.352,63, dependendo do cargo.

Os novos editais criaram mais 21 cargos, 13 para a saúde e 8 no quadro geral. O concurso mantém vencimentos que causaram polêmica, como por exemplo, para diversas especialidades médicas, onde os salários são de R$ 1.310,36.

Para as vagas de nível fundamental, as inscrições custam R$ 70; já para o nível médio, R$ 100; e para o nível superior, o valor é de R$ 130. De acordo com a prefeitura, os candidatos inscritos para o concurso anulado de 2011 poderão fazer a inscrição com aproveitamento da taxa.

Fonte: G1 Tocantins

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SLIDE TOCANTINS

Empresa vence contrato de R$ 1,2 milhão 15 dias após ter sido criada no TO

Uma licitação no valor de R$ 1,2 milhão firmada entre a prefeitura de Palmeiras do Tocantins, no extremo norte do estado e uma empresa está sendo investigada pelo Ministério Público Estadual e de Contas. É que a empresa venceu o contrato 15 dias depois de ter sido criada. Além disso, ela possui um capital social de apenas R$ 10 mil, menos de 1% do valor total do contrato.

A empresa foi criada no dia 28 de junho deste ano e a licitação foi realizada no dia 12 do mês seguinte. A A.M. dos Santos Eventos – EPP foi contratada para pretar serviços de locação e montagem de estrutura para eventos e contratação de shows nível regional e local para atender os eventos do município. O contrato foi firmado no valor de R$ 1.239.320.

Numa representação enviada ao Tribunal de Contas do Tocantins, o MPE e o Ministério de Contas destacam que houve indícios de sobrepreço na licitação. Para isso, os órgãos fazem comparações com outros pregões realizados no estado. O banheiro químico, por exemplo, foi orçado em R$ 250, sendo que em outra licitação feita pela Prefeitura de Palmas, o preço do mesmo produto aparece a R$ 32,50.

A promotoria destaca ainda que o edital da licitação não apresenta os documentos que comprovem que a empresa tem qualificação técnica e que a prefeitura não possui um planejamento das festividades.

“A provável incapacidade técnica e econômico-financeira da empresa vencedora do certame não comportaria a execução do contrato futuramente firmado, o que pode sugerir ainda eventual direcionamento na realização do PP 030/2017 para que a empresa A. M. dos Santos Eventos – EPP saísse vencedora”.

Além disso, o dono da empresa tem sociedade com um homem que seria noivo da atual prefeita Erinalva Braga, que também ocupa o cargo de secretário executivo de gabinete. O G1 entrou em contato com a prefeitura, mas ainda não recebeu resposta sobre o caso. Nós não conseguimos contato com a empresa citada na reportagem.

Fonte: G1 Tocantins

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ESPORTE SLIDE

Flu é investigado por propina a Bombeiros para liberação de estádio

Operação do Ministério Público em conjunto com a Polícia Civil identificou que mais de 20 empresas pagaram propina para receber alvará de funcionamento do Corpo de Bombeiros do Rio sem passar pelos procedimentos exigidos por lei. Os valores pagos variavam de R$ 750 a R$ 30 mil reais para obtenção dos documentos.

Segundo o promotor de justiça, Fabio Correia, o Fluminense é objeto da investigação devido à realização de uma partida no estádio do América, em 2016, supostamente sem a vistoria necessária para promover o evento. O documento que pode ter sido obtido por meio de propina que envolve o Tricolor é o Laudo de Prevenção e Combate a Incêndios. O Ministério Público e a Polícia Civil não deram outros detalhes sobre a apuração envolvendo o clube e o estádio que teriam sido mencionados em áudios, aos quais a polícia teve acesso.
“O estádio do América (Edson Passos), assim como os outros, precisam cumprir regras para realização de jogos. O que percebemos é que funcionaram sem os documentos necessários”, disse Renata Araújo, superintendente da coordenadoria unificada da Secretaria de Segurança do Rio.
Ainda de acordo com a denúncia do MP, o grupo era liderado pelos coronéis José Augusto da Cunha Bandeira e Ricardo Luiz Ferreira de Aguiar, que ocupavam o cargo de assessores especiais do comandante-geral. A reportagem do UOL não conseguiu localizar a defesa dos dois até a publicação da reportagem.
Ao todo, 34 pessoas foram presas. Elas serão levadas para Grupamento Especial Prisional do Corpo de Bombeiros. A pena é de três a oito anos de prisão, podendo ser acrescida de 1 a 2/3 por se tratarem de funcionários públicos.
As investigações referem-se ao período de 2015 a 2016. Procurado pelo UOL Esporte, o America informou que “não tratou da obtenção de Laudo (LPCI) junto ao Corpo de Bombeiros em 2016, conforme veiculado em meios de comunicação. Portanto, o America Football Club não tem nenhuma responsabilidade sobre os fatos levantados e está à disposição das autoridades”. O Flu ainda não se manifestou.
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BRASIL SLIDE

Aeroportuários promovem atos contra a privatização de 14 aeroportos

Integrantes do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) promovem desde as 10h30 de hoje (12) atos simultâneos em 19 terminais aéreos no país contra o programa de desestatização do governo federal, que pretende transferir à iniciativa privada 14 aeroportos administrados pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Nesses locais, foram espalhadas faixas e cartazes e também está sendo distribuída uma carta aos passageiros e ao público em geral, expondo os motivos da insatisfação dos manifestantes.

Na cidade de São Paulo, o ato se concentrou no Aeroporto de Congonhas, um dos terminais incluídos nos quatro blocos de concessão anunciados pelo governo. “Nós queremos alertar a população sobre o erro que é conceder Congonhas ao setor privado, porque ele [o aeroporto] é superavitário, o mais rentável da Infraero e banca mais de 60% das despesas geradas nos terminais que operam com deficit”, justificou Severino Macedo, diretor do Sina, em Congonhas.

Severino disse que apesar de terem sido reduzidos voos depois da tragédia com o Airbus A320 da TAM, em 2007, desde então “o número de passageiros só tem crescido neste terminal e aqui não temos crise”.

Em defesa do ato, Severino argumentou que muitas vezes a população é induzida a achar que os servidores públicos são preguiçosos, quando, na realidade, “somos celetistas de uma empresa pública que sustenta o funcionamento do terminal”. Congonhas é o segundo maior aeroporto do país, com movimento de 21 milhões de passageiros por ano.

De acordo com o Conselho do Programa de Parcerias de Investimento (PPI), a meta é a de abrir licitação para 14 aeroportos em quatro blocos. Além de Congonhas, que pela proposta do governo é efetuar o negócio no primeiro e único lote, estão previstas as concessões dos terminais do Nordeste (Maceió, Aracaju, João Pessoa, Campina Grande, Juazeiro do Norte e Recife); de Mato Grosso (Cuiabá, Sinop, Ala Floresta, Barra do Garça e Rondonópolis) e dos aeroporto de Vitória e de Macaé (RJ). Só na área de transportes, o plano de desestatização deve render R$ 8,5 bilhões.

 

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BRASIL SLIDE

Preço médio da gasolina sobe e atinge recorde de R$ 3,85 para o consumidor

O preço médio da gasolina para o consumidor brasileiro atingiu na semana passada o valor recorde no ano de R$ 3,850 por litro. Os dados são do Levantamento de Preços e de Margens de Comercialização de Combustíveis (LPMCC) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), feito entre os dias 3 e 9 deste mês e divulgado hoje (12).

A pesquisa analisou 3.160 postos e encontrou preço mínimo de venda da gasolina de R$ 3,149 e máximo de R$ 4,950. Para as distribuidoras, o preço médio da gasolina por litro alcançou R$ 3,410.

Em relação ao etanol, o preço médio por litro vendido para consumo foi de R$ 2,612 na semana pesquisada, atingindo valor de R$ 2,265 na distribuidora. Já o litro de diesel chegou ao consumidor pelo preço médio de R$ 3,150 e à distribuidora por R$ 2,759.

O Levantamento de Preços e Margens de Comercialização de Combustíveis abrange preços pesquisados em 459 localidades brasileiras.

 

Fonte: EBC

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POLITICA SLIDE

Carlesse diz que não assinou edital para compra de móveis de “alto padrão” e cancela pregão

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Mauro Carlesse (PHS), cancelou nesta segunda-feira, 11, o edital de licitação para aquisição de “móveis de alto padrão” e artigos de decoração para o gabinete da presidência, recepção e sala VIP da Casa. De acordo com a Diretoria de Comunicação da AL, o parlamentar afirmou que não assinou o edital do pregão.

“O presidente ficou muito irritado porque não tinha conhecimento do edital. O pessoal fez, publicou e ele não assinou”, contou o diretor de Comunicação, jornalista João Neto Aguiar. “Ele [Carlesse] acha que foi uma falha do pessoal dele, mas que era culpa dele ter deixado eles fazerem, por isso, quis assinar o cancelamento”, completou.

De acordo com Mauro Carlesse, o momento é “impróprio” e “irrazoável” para aquisição dos móveis e artigos de decoração. Segundo Aguiar, o deputado lembrou que deixou de destinar recursos de empréstimos para construção do anexo do Legislativo. “Eu estou abrindo mão de construir um anexo de R$ 50 milhões de reais e vocês querem gastar dinheiro com tapete”, disparou o presidente durante reunião com a equipe da Casa.

Entenda
O polêmico edital de licitação da AL foi publicado no dia 31 de agosto. Ao todo a Casa pretendia comprar 41 itens que incluíam 4 carpetes em fio egípcio, 3 tapetes em fios de seda de pelagem alta e felpuda, quadros decorativos com moldura de alumínio chanfrada, sofás com braços em madeira de lei e poltronas fixas com pés de alumínio. A exigência era de que o modelo e desing fosse semelhante a de algumas marcas renomadas.

Em nota ao CT, a Diretoria de Comunicação da AL chegou a alegar que o pregão era “pertinente”, tendo em vista o tempo dos móveis atualmente em uso, que passa de uma década, e a importância dos ambientes em questão. “A Instituição deve oferecer ambientes respeitáveis, devidamente equipados para os serviços e autoridades que neles circulam”, argumentou.

Ainda conforme a Casa de Leis, a nomenclatura utilizada no edital: “móveis de alto padrão” se referia a alta qualidade para suportar o período de uso de mais uma década. “Foram usados artigos e vocábulos destinados a evitar o abuso ou nível inferior de confecção dos itens em questão”.

Com o cancelamento, a sessão pública para abertura dos envelopes que estava marcada para ocorrer no dia 19, às 9 horas, também foi revogada.

Confira o ato de cancelamento do edital:

“CANCELAMENTO DE EDITAL
DESPACHO Nº 002/2017- P

O Presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins, no uso de suas atribuições constitucionais, de conformidade com o art. 28 do Regimento Interno (Resolução nº 201, de 18 de setembro de 1997) e em consonância com o art. 3º da Resolução nº 319, de 30 de abril de 2015, e ainda com fulcro na Lei Federal n° 8.666/1993,

Considerando que o Pregão Presencial nº 007/2017 visa à aquisição de móveis soltos de alto padrão e artigos de decoração para o gabinete da presidência, recepção e sala vip da Assembleia Legislativa;

Considerando a supremacia da Administração Pública na condução e encerramento dos procedimentos licitatórios, com fundamento no teor do art. 49, caput, da Lei Federal 8.666/93;

Considerando o princípio do interesse da Administração e a conveniência administrativa;

Resolve:

REVOGAR, para tornar sem efeito, a licitação na modalidade Pregão Presencial nº 007/2017, proveniente do Processo Administrativo nº 00131/2017, que visa à aquisição de móveis soltos de alto padrão e artigos de decoração para o gabinete da presidência, recepção e sala vip da Assembleia Legislativa.

Gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins, em Palmas, Capital do Estado, aos 12 dias do mês de setembro de 2017.

Deputado MAURO CARLESSE
Presidente”

 

Fonte: PortalCT