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Advogado e companheira dispensaram babá no dia em que Gustavo foi encontrado morto, diz delegado


Justiça mantém prisão de pai e madrasta suspeitos de matar criança de 3 anos
O advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa e a companheira dele, Kathellen Moreira da Silva dispensaram a babá da família na manhã de segunda-feira (3), dia em que Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, foi encontrado morto no imóvel do casal, em Palmas. A informação foi revelada pelo delegado Eduardo Menezes, da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
O garoto morreu após passar o fim de semana na casa do pai. A mãe da criança, Sabrina da Silva Feitosa vivia uma disputa na Justiça contra Igor para o pagamento de pensão alimentícia. Ela também possui medidas restritivas contra o advogado por ter sofrido ameaças.
Igor e a companheira, Kathellen, foram presos preventivamente pela Polícia Civil na madrugada de quinta-feira (6), em uma residência na Região Norte de Palmas. O casal responde pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e tortura. Kathellen é investigada por omissão na condição de garantidora legal.
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Segundo o delegado Eduardo Menezes, a funcionária chegou à casa do casal na manhã de segunda-feira para cumprir o expediente de trabalho habitual, mas foi mandada embora antes de ver a criança.
“Há, por exemplo, uma babá que, na manhã de segunda-feira, foi até a casa para cumprir o seu expediente normal e foi dispensada. Essa babá vai ser ouvida”, afirmou o delegado durante as apurações.
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Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira são investigados pela morte de menino de 3 anos
Reprodução/Redes Sociais
A Polícia Civil acredita que, enquanto a babá foi dispensada, a criança poderia estar morta no interior do imóvel desde a noite do dia anterior.
“O crime se deu ainda na noite de domingo. O que eu imagino é que, depois da morte, ele ficou até as 16h30 do dia seguinte tentando construir uma versão, construir algum ambiente que pudesse justificar o afogamento, que pudesse, de alguma forma, tirar dele a responsabilidade sobre aquela morte”, declarou Menezes.
Ainda conforme Eduardo Menezes, ao procurar a 1ª Central de Atendimento da Polícia Civil, às 16h30 de segunda-feira (3), Igor afirmou que o filho havia se afogado na piscina da casa por volta das 17h30 de domingo, mas havia expelido a água e foi colocado para dormir.
Segundo a versão, ele só percebeu a morte na manhã seguinte e justificou a demora em chamar a polícia alegando ter ficado desorientado e abalado emocionalmente. No entanto, o laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML) descartou indícios de afogamento.
A defesa de Igor Gustavo informou que colocou o cliente à disposição das autoridades assim que soube do pedido de prisão e que a custódia ocorreu em uma entrega voluntária pré-combinada na residência em que ele se encontrava. A defesa destacou que manteve postura colaborativa e que não comentará detalhes do processo devido ao sigilo das investigações (veja a íntegra ao final da reportagem).
A defesa de Kathellen Moreira declarou estarrecimento com a decretação da prisão preventiva e argumentou que a decisão não levou em consideração o fato de ela amamentar uma bebê de apenas cinco meses. Informou que acionará o Poder Judiciário para requerer a substituição da prisão por medidas cautelares ou prisão domiciliar (veja a íntegra ao final da reportagem).
Entenda o caso
Exames periciais do Instituto Médico Legal (IML) constataram que a causa da morte foi hemorragia interna provocada por lesões no intestino. O menino também sofreu múltiplas lesões pelo corpo, inclusive, na cabeça.
Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a criança morta sobre a cama, vestindo fralda e enrolada em um edredom, com hematomas visíveis no rosto. O imóvel apresentava garrafas de bebida alcoólica espalhadas.
Sabrina Feitosa, mãe de Gustavo, apresentou à polícia registros de que o filho voltava machucado e dopado das visitas ao pai desde 2024. Um vídeo gravado antes do crime mostra o menino chorando e se recusando a ir para a casa de Igor: “Porque ele me bate”, disse a criança.
O pai e a madrasta foram presos na madrugada de quinta-feira (6) em uma casa na região norte de Palmas. Igor foi encaminhado para a Casa de Prisão Provisória de Palmas e Kathellen para a Unidade Prisional Feminina.
Íntegra da nota do advogado de Igor Gustavo
A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa esclarece que, assim que tomou conhecimento do pedido de prisão preventiva, colocou-se imediatamente à disposição da autoridade policial, informando que Igor se entregaria voluntariamente caso a medida fosse decretada.
Após a expedição do mandado, a defesa manteve contato com a autoridade policial e ficou ajustado que Igor se entregaria na própria residência onde se encontrava. Ele permaneceu no local e aguardou a chegada da equipe policial, submetendo-se voluntariamente ao cumprimento da ordem judicial, sem qualquer tentativa de fuga ou resistência.
Portanto, embora a prisão tenha sido formalmente cumprida em uma residência, não se tratou de localização ou captura realizada após buscas policiais, mas de entrega voluntária previamente acordada com a autoridade responsável, mantendo a postura de colaboração adotada desde o início das investigações.
Em respeito ao sigilo da investigação, a defesa não se manifestará, por ora, sobre aspectos específicos do caso.
Íntegra da nota da defesa de Kathellen Moreira
A defesa de Kathellen Moreira da Silva recebeu com profundo estarrecimento a decisão que decretou sua prisão preventiva.
Causa especial preocupação o fato de não constar da decisão qualquer consideração sobre uma circunstância pessoal de extrema relevância: Kathellen é mãe e amamenta uma bebê de apenas cinco meses de idade. A maternidade está comprovada pela certidão de nascimento, e a lactação pelos próprios registros realizados nas dependências da unidade policial.
Pelos documentos conhecidos até o momento, essa realidade não foi devidamente submetida à apreciação do Juízo quando do pedido de decretação da prisão preventiva. A custódia simultânea de Kathellen e do pai da bebê resultou na separação abrupta da criança de ambos os genitores, circunstância que deveria ter sido necessariamente ponderada antes da adoção da medida mais gravosa.
A defesa também esclarece que Kathellen se apresentou espontaneamente para o cumprimento da ordem judicial.
Diante desse cenário, a defesa adotará as medidas judiciais cabíveis para requerer a substituição da prisão preventiva por cautelares menos gravosas ou, subsidiariamente, por prisão domiciliar, compatibilizando a regularidade da investigação com a proteção dos direitos e das necessidades da bebê lactente.
A defesa confia que, com a análise individualizada dos fatos e dos documentos apresentados, a situação será revista pelo Poder Judiciário, mantendo-se o respeito à investigação, à presunção de inocência e, sobretudo, à proteção integral da criança.

Fonte: G1 Tocantins

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Duas pessoas morrem e três ficam feridas após carro capotar na TO-455, em Porto Nacional


Acidente na TO-455, em Porto Nacional
Bombeiros/Divulgação
Duas pessoas morreram após um carro sair da pista e capotar na TO-455, próximo ao distrito de Luzimangues, em Porto Nacional, na tarde deste sábado (8). Segundo o Corpo de Bombeiros, havia cinco pessoas no veículo.
O acidente ocorreu no sentido Luzimangues–Porto Nacional. Os bombeiros foram acionados por volta das 13h20 e encontraram o carro a cerca de 10 metros da rodovia.
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Quatro vítimas estavam presas no interior do automóvel: duas morreram e duas ficaram feridas. O quinto ocupante estava fora do veículo, consciente, mas com queixas de dores na região das costelas.
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Para realizar o desencarceramento, os bombeiros estabilizaram o veículo e utilizaram equipamentos hidráulicos para criar acesso pela parte traseira. As duas vítimas feridas foram retiradas e encaminhadas para atendimento médico.
Uma mulher que estava no banco do passageiro apresentava ferimento profundo na cabeça. Um homem que estava no banco traseiro tinha suspeita de fratura no fêmur.
Ambos receberam atendimento das equipes de emergência e foram levados ao Hospital Geral de Palmas pelos bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
As duas vítimas que morreram eram a condutora do veículo e um passageiro do banco traseiro. Os nomes não foram informados.
Após a confirmação das mortes pelo Samu, os corpos foram retirados e encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML). A Polícia Rodoviária Estadual permaneceu no local realizando o controle e a segurança do trânsito.
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Fonte: G1 Tocantins

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Quem são o pai e a madrasta presos por suspeita da morte do menino Gustavo Veloso


Justiça mantém prisão de pai e madrasta suspeitos de matar criança de 3 anos
O advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa e a companheira dele, Kathellen Moreira, estão presos preventivamente em Palmas. O casal é suspeito de torturar e matar o menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, filho de Igor.
O garoto foi encontrado morto na casa do pai na segunda-feira (3), após passar o fim de semana no local. A mãe da criança, Sabrina da Silva Feitosa vivia uma disputa na Justiça contra Igor para o pagamento de pensão alimentícia. Ela também possui medidas restritivas contra o advogado.
Sabrina Feitosa apresentou à polícia registros de que o filho voltava machucado e dopado das visitas ao pai desde 2024. Um vídeo gravado antes do crime mostra o menino chorando e se recusando a ir para a casa de Igor: “Porque ele me bate”, disse a criança.
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A defesa de Igor Gustavo informou que colocou o cliente à disposição das autoridades assim que soube do pedido de prisão e que a custódia ocorreu em uma entrega voluntária pré-combinada na residência em que ele se encontrava. A defesa destacou que manteve postura colaborativa e que não comentará detalhes do processo devido ao sigilo das investigações (veja a íntegra ao final da reportagem).
A defesa de Kathellen Moreira declarou estarrecimento com a decretação da prisão preventiva e argumentou que a decisão não levou em consideração o fato de ela amamentar uma bebê de apenas cinco meses. Informou que acionará o Poder Judiciário para requerer a substituição da prisão por medidas cautelares ou prisão domiciliar (veja a íntegra ao final da reportagem).
Quem é Igor Gustavo
O advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa atua em Palmas e foi presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO). Em outubro de 2023, quando o filho Gustavo tinha apenas oito meses, foi afastado da função após ser denunciado pela mãe de Gustavo, Sabrina Feitosa, por violência doméstica e ameaças de morte.
Em um dos áudios anexados ao boletim de ocorrência, o advogado intimidava a ex-companheira: “Sua sorte é que você tava com o menino no colo e tinha muita gente passando na rua […] Mas, se houver uma próxima vez, você não escapa. Eu te meto uma bala na cara”, dizia a gravação.
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A Justiça concedeu medida protetiva a Sabrina depois que o portão da casa dela foi arrombado. Após a recente prisão do advogado por suspeita de homicídio do filho, a OAB-TO suspendeu cautelarmente o registro profissional dele.
Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira foram presos em Palmas
Divulgação/Instagram Delegado Eduardo Meneses
Quem é a madrasta
Kathellen Moreira da Silva é companheira do advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa e mãe de uma bebê de cinco meses do casal. Ela é investigada pela Polícia Civil por omissão na morte do enteado, Gustavo Veloso Feitosa. No inquérito, Kathellen responde pelos mesmos crimes imputados ao pai: homicídio duplamente qualificado e tortura.
Em depoimento à Polícia Civil, Kathellen confirmou que era responsável pelos cuidados diários da criança durante as visitas, como dar banho, alimentar e determinar horários de dormir. Segundo a investigação, essas tarefas a colocam na condição de responsável legal por proteger a integridade do menino.
Durante coletiva de imprensa, o delegado Eduardo Menezes, da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Palmas, afirmou que é “humanamente impossível” que a madrasta estivesse na casa e não tenha ouvido ou testemunhado as agressões contra o garoto.
“Esse menino sofreu e muito provavelmente, na verdade, certamente, gritou bastante. Fica muito difícil conceber que essa mulher, que estava ali ao lado, no cômodo ao lado, não tenha ouvido tudo, não tenha acompanhado essas agressões. No momento em que ela não toma nenhuma providência para evitar esse resultado, ela vai também responder na omissão por esses crimes”, declarou.
A Polícia Civil investiga se a madrasta teve também participação direta nas agressões físicas.
Entenda o caso
Embora o pai tenha procurado a delegacia afirmando que o filho havia se afogado na piscina, exames periciais do Instituto Médico Legal (IML) descartaram qualquer indício de afogamento e constataram que a causa da morte foi hemorragia interna provocada por traumatismo e múltiplas lesões brutais pelo corpo.
A investigação aponta que Gustavo sofreu os espancamentos e morreu na noite de domingo. Ao chegarem ao local, os agentes encontraram a criança morta sobre a cama, vestindo fralda e enrolada em um edredom, com hematomas visíveis no rosto. O imóvel apresentava garrafas de bebida alcoólica espalhadas e sinais de higienização prévia.
Diante da gravidade dos fatos e do vazamento das informações da ordem judicial, a Polícia Civil antecipou a operação na madrugada de quinta-feira (6) e prendeu o casal em uma residência na Região Norte de Palmas. Igor foi encaminhado para a Casa de Prisão Provisória de Palmas e Kathellen para a Unidade Prisional Feminina.
Íntegra da nota do advogado de Igor Gustavo
A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa esclarece que, assim que tomou conhecimento do pedido de prisão preventiva, colocou-se imediatamente à disposição da autoridade policial, informando que Igor se entregaria voluntariamente caso a medida fosse decretada.
Após a expedição do mandado, a defesa manteve contato com a autoridade policial e ficou ajustado que Igor se entregaria na própria residência onde se encontrava. Ele permaneceu no local e aguardou a chegada da equipe policial, submetendo-se voluntariamente ao cumprimento da ordem judicial, sem qualquer tentativa de fuga ou resistência.
Portanto, embora a prisão tenha sido formalmente cumprida em uma residência, não se tratou de localização ou captura realizada após buscas policiais, mas de entrega voluntária previamente acordada com a autoridade responsável, mantendo a postura de colaboração adotada desde o início das investigações.
Em respeito ao sigilo da investigação, a defesa não se manifestará, por ora, sobre aspectos específicos do caso.
Íntegra da nota da defesa de Kathellen Moreira
A defesa de Kathellen Moreira da Silva recebeu com profundo estarrecimento a decisão que decretou sua prisão preventiva.
Causa especial preocupação o fato de não constar da decisão qualquer consideração sobre uma circunstância pessoal de extrema relevância: Kathellen é mãe e amamenta uma bebê de apenas cinco meses de idade. A maternidade está comprovada pela certidão de nascimento, e a lactação pelos próprios registros realizados nas dependências da unidade policial.
Pelos documentos conhecidos até o momento, essa realidade não foi devidamente submetida à apreciação do Juízo quando do pedido de decretação da prisão preventiva. A custódia simultânea de Kathellen e do pai da bebê resultou na separação abrupta da criança de ambos os genitores, circunstância que deveria ter sido necessariamente ponderada antes da adoção da medida mais gravosa.
A defesa também esclarece que Kathellen se apresentou espontaneamente para o cumprimento da ordem judicial.
Diante desse cenário, a defesa adotará as medidas judiciais cabíveis para requerer a substituição da prisão preventiva por cautelares menos gravosas ou, subsidiariamente, por prisão domiciliar, compatibilizando a regularidade da investigação com a proteção dos direitos e das necessidades da bebê lactente.
A defesa confia que, com a análise individualizada dos fatos e dos documentos apresentados, a situação será revista pelo Poder Judiciário, mantendo-se o respeito à investigação, à presunção de inocência e, sobretudo, à proteção integral da criança.
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Fonte: G1 Tocantins

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Dnit confirma reconstrução de ponte no Rio Tocantins e estuda liberar passagem a veículos pequenos


Ponte da BR-235 entre Tupirama e Pedro Afonso será substituída após danos irreversíveis
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) realizou uma audiência pública em Pedro Afonso, na região central do estado, e confirmou que a ponte sobre o Rio Tocantins, na BR-235, deverá ser reconstruída. O órgão estuda liberar a estrutura atual para veículos pequenos.
A reunião foi realizada nesta sexta-feira (7) com representantes do Dnit, do governo do Tocantins, coooperativas do agronegócio e a população da região.
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Uma nova estrutura será erguida no local após investigações técnicas apontarem falhas graves na fundação da ponte atual. O tráfego no local segue totalmente interditado.
“Nos próximos 20 dias, quatro balsas serão disponibilizadas para fazer esse transporte. A gente vai tomar medidas, em relação à ponte, para que a gente consiga abrir para veículos pequenos, carros de passeio, microônibus, vans, caminhões de lixo e ônibus escolares”, disse o diretor de infraestrutura do Dnit, Fábio Nunes.
A diretriz para a reconstrução segue os critérios do Programa de Reabilitação de Obras de Arte Especiais (Proarte). O Dnit ressaltou que as informações técnicas detalhadas, os valores de investimento e os prazos para a execução da obra ainda dependem da elaboração e consolidação do projeto da nova ponte.
Conforme o Dnit, a fiscalização no trecho continuará sendo realizada de forma rigorosa em parceria com a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os motoristas devem continuar utilizando as rotas alternativas divulgadas. O órgão informou que todas as decisões têm sido pautadas em critérios estritamente técnicos.
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Ponte sobre o Rio Tocantins, na BR-235 liga Pedro Afonso a Tupirama
Foto: Luciano Ribeiro/Governo do Tocantins
Entenda o caso
A interdição da ponte no km 163 da BR-235 começou em 21 de maio de 2026, após vistorias identificarem problemas estruturais. Inicialmente, apenas veículos com carga acima de quatro toneladas estavam proibidos de passar, mas a restrição evoluiu para o fechamento total por medida preventiva.
A região é um importante corredor de escoamento da produção agroindustrial do Matopiba. Em razão dos prejuízos logísticos e econômicos gerados pelo bloqueio, a Prefeitura de Pedro Afonso decretou situação de emergência por 180 dias.
Para minimizar os transtornos, o Governo do Tocantins autorizou a operação emergencial de balsas para realizar a travessia entre Pedro Afonso e Tupirama, serviço que começou a operar de forma temporária enquanto o Dnit aprofundava os estudos técnicos agora concluídos.
Batizada de Ponte Prefeito Leôncio Miranda, a travessia possui 1.060 metros de extensão, 24 pilares e foi inaugurada em dezembro de 2007. A obra custou R$ 92,7 milhões em uma parceria entre a União e o Governo do Tocantins para facilitar o escoamento da produção agrícola da região.
Rota alternativa
Outra alternativa para os motoristas que precisam passar pela região é seguir o desvio indicado pelo DNIT:
Seguir pela BR-153 até Guaraí;
Acessar a TO-239 em direção a Tupiratins;
Fazer a travessia por balsa para Itapiratins;
Prosseguir pela TO-239 passando por Itacajá;
Seguir pela BR-010 até Santa Maria do Tocantins;
Acessar a TO-010 sentido Pedro Afonso.
Rota alternativa
Divulgação/Dnit
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Fonte: G1 Tocantins

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Pescador mostra lago repleto de piranhas no TO e brinca: ‘Não é bom banhar aqui’


Pescador mostra lago repleto de piranhas e jacaré no TO e brinca: ‘Lugar bom de banhar’
O pescador esportivo Luciano Padilha decidiu alimentar um jacaré-açu com pedaços de carne e acabou filmando o réptil perder o ‘petisco’ para um cardume de piranhas vermelhas em questão de segundos. A situação aconteceu durante uma visita ao Riozinho, na Ilha do Bananal.
“Será que tem piranha, meu amigo? Nossa Senhora, olha lá! Tem piranha vermelha demais! E tem um jacarezão vindo ali. Se você não tá contente com as piranhas, tem um açuzão alí de quase três metros. Então é isso aí, Ilha do Bananal. Não é bom ‘banhar’ aqui, viu?”, comentou o pescador em conversa com um amigo.
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O vídeo postado nas redes sociais do pescador conta com mais de 1 milhão de visualizações. Nas imagens é possível ver o cardume se debater na água enquanto o jacaré mantém distância.
“Eu filmei pois achei interessante o frenesi alimentar e por notar que apesar de uma piranha vermelha ser um animal muito menor que um jacaré-açú, quando trabalham em equipe elas conseguem ganhar a disputa pelo alimento”, comentou.
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Pescadores filmaram cardume de piranhas se alimentando em lago
Arquivo Pessoal/Luciano Padilha
Segundo Luciano, o local onde o vídeo foi gravado fica nas proximidades de um acampamento indígena, o que pode ter atraído os animais em busca de alimento.
“Nesse local, quando os indígenas realizam suas pescarias, eles limpam os peixes e jogam as vísceras na água. Resolvemos jogar restos de carne que assamos no almoço e, neste momento, notamos que ao cair na água o pedaço era imediatamente devorado por piranhas vermelhas que também se concentravam ali em um número absurdo”, contou.
Jacaré devorado por piranhas
A rapidez e voracidade das piranhas já foram registrada por pescadores no Rio Javaés. Em 2023, um vídeo viralizou ao mostrar os peixes devorando um jacaré.
As piranhas são peixes carnívoros muito presentes na bacia dos rios Tocantins e Araguaia. Segundo biólogos, elas são consideradas as lixeiras dos rios, pois os bichos que morrem são comidos por elas e não sobra praticamente nada.
Grupo de pescadores flagra jacaré sendo devorado por piranhas no Rio Javaés, no Tocantins
Kadson Luz/Divulgação
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Fonte: G1 Tocantins

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Henrique e Juliano surpreendem fãs ao chegarem de helicóptero em cavalgada


Henrique e Juliano surpreendem fãs ao chegar de helicóptero em cavalgada em Porto Nacional
A dupla Henrique & Juliano surpreendeu fãs ao marcar presença em uma cavalgada realizada na noite desta sexta-feira (7), em Porto Nacional. Os cantores chegaram de helicóptero e pousaram no meio da arena, arrancando aplausos e euforia do público presente.
Imagens publicadas pela página OsTopdaVaquejada_TO, no Instagram, mostram o momento da chegada à Chácara Paraíso, onde o evento foi realizado. Naturais do Tocantins, Henrique e Juliano mantêm forte ligação com a tradição da vaquejada. Em outras ocasiões, Henrique já entrou na arena e participou das provas.
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Durante a apresentação, o artista interpretou o sucesso “Até Você Voltar”, de Henrique & Juliano. Henrique subiu ao palco e participou do momento, cantando a música em ritmo de forró.
Rai Faixa comentou a experiência nas redes sociais: “Que sonho realizado foi esse do nada. Meu Deus.”
A passagem da dupla não ficou restrita ao público da cavalgada. No palco, o destaque da noite foi o cantor Rai Faixa, que vem ganhando espaço nos ritmos de forró e piseiro.
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Henrique e Juliano participaram de cavalgada em Porto Nacional
Reprodução/Instagram ostopsdavaquejada_TO/Instagram Raifaixaoficial
Henrique & Juliano estão em turnê pelo país com o show “Manifesto Musical”. Durante a semana, a dupla também chamou atenção ao emocionar o público em São Paulo, após levar os filhos para uma participação especial no palco.
A próxima apresentação da dupla em Palmas está marcada para o dia 15 de agosto de 2026, a partir das 21h, no estacionamento do Estádio Nilton Santos.
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Fonte: G1 Tocantins

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Entenda o acordo entre filhos e MP para reforçar os cuidados com a mãe de 100 anos


Idosos
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Filhos de uma idosa de 100 anos deverão se revezar para cuidar da mãe. A decisão foi definida em um acordo entre os quatro filhos e o Ministério Público. A medida busca garantir convivência digna e cuidados compatíveis com suas condições de saúde e vulnerabilidade da idosa.
Os nomes dos filhos não foram divulgados, por isso o g1 não teve contato com a defesa deles.
A proposta foi feita pelo promotor de Justiça Vicente José Tavares Neto, que responde pela Promotoria de Justiça de Palmeirópolis. Segundo o MP, os filhos terão que fazer uma escala de revezamento para que a mãe seja acompanhada de forma contínua, além de contratarem um cuidador.
O acordo foi feito por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta, que estabeleceu aos familiares a realização de visitas frequentes à mãe para oferecer suporte afetivo e acompanhamento das condições de saúde, higiene e alimentação.
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De acordo com o advogado Kawê Marinho, a legislação brasileira prevê que filhos e outros familiares têm o dever de amparar idosos que dependem de cuidados. O Estatuto do Idoso estabelece que a família, a sociedade e o poder público devem garantir a proteção e a dignidade das pessoas idosas, especialmente daquelas que apresentam maior vulnerabilidade.
Segundo ele, esse cuidado não se limita a questões materiais ou financeiras. Também envolve atenção à saúde, à alimentação, à higiene e ao convívio familiar. “A legislação brasileira tem um olhar cuidadoso para os mais vulneráveis, especialmente os idosos que necessitam de maior zelo e amparo em aspectos físicos, materiais, sociais e afetivos”, explicou.
O advogado destaca que, quando um idoso necessita de assistência e a família deixa de prestar os cuidados necessários, os parentes podem ser responsabilizados. Nesses casos, o Ministério Público pode atuar para assegurar que os direitos da pessoa idosa sejam respeitados.
Foi justamente esse o caminho adotado no caso da moradora de Palmeirópolis. Conforme Kawê Marinho, o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) é um instrumento usado para resolver situações desse tipo sem a necessidade de abrir um processo judicial. Por meio do acordo, os envolvidos assumem compromissos e obrigações para corrigir o problema identificado.
No caso dos filhos da centenária, caso haja descumprimento de qualquer uma das cláusulas do acordo, será aplicada uma multa de R$ 2 mil por ocorrência. Também será possível a aplicação de outras medidas na esfera judicial.
Situações de violência, maus-tratos e omissão na proteção de idosos podem ser denunciadas ao Ministério Público pelo 127 ou pelo WhatsApp (63) 99100-2720.
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Fonte: G1 Tocantins

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Caso Gustavo: 10 pontos para entender a morte do menino de 3 anos que levou à prisão do pai e da madrasta


Vídeo mostra momento da prisão do pai e madrasta do menino Gustavo
O advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa e sua companheira, Kathellen Moreira, pai e madrasta do menino Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, estão presos. O casal é suspeito da morte da criança e vai responder pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e tortura.
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Os pais do menino viviam uma disputa judicial, e a morte ocorreu na noite de domingo (2), enquanto Gustavo passava o fim de semana com o pai. O laudo pericial, ao qual o g1 teve acesso, apontou que a morte da criança ocorreu com “crueldade, insensibilidade, indiferença e multiplicidade de lesões”.
A suspeita de violência sexual ainda não foi totalmente descartada, e a tipificação dos crimes poderá ser alterada conforme o resultado de novas perícias.
Igor Gustavo Veloso de Souza e Kathellen Moreira foram presos em Palmas
Divulgação/Instagram Delegado Eduardo Meneses
A defesa do advogado disse que, após saber da prisão preventiva, colocou-se imediatamente à disposição da autoridade policial e que o caso se trata de uma entrega voluntária previamente acordada com a autoridade responsável. A defesa ainda afirmou que, por ora, não se manifestará sobre detalhes do caso (veja nota completa abaixo).
Já a defesa de Kathellen Moreira disse que “recebeu com profundo estarrecimento a decisão que decretou sua prisão preventiva”. Os advogados da madrasta alegaram que ela é mãe e amamenta uma bebê de apenas cinco meses de idade. A defesa informou que Kathellen se apresentou espontaneamente para o cumprimento da ordem judicial e que irá recorrer à substituição da prisão preventiva por cautelares menos gravosas (veja nota completa abaixo).
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Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos
Reprodução/TV Anhanguera
Caso Gustavo Veloso
A morte e a apuração inicial
Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, foi encontrado morto após passar o fim de semana com o pai, o advogado Igor Gustavo Veloso de Souza, em Palmas (TO). A morte ocorreu no domingo (2), mas as autoridades só foram acionadas no fim da tarde da última segunda-feira (3).
Histórico de agressões e suspeita de dopagem
As investigações apontam que a violência não foi pontual. A mãe do menino, Sabrina da Silva Feitosa, apresentou registros indicando que, desde 2024, a criança retornava das visitas ao pai com lesões físicas.
Menino Gustavo voltava de visitas ao pai com marcas de agressões desde 2024 e foi filmado ‘nitidamente dopado’, diz delegado
Ameaças anteriores contra a mãe
Em 2023, quando Gustavo tinha 8 meses, o pai foi denunciado por ameaçar a mãe da criança. Em áudio anexado ao boletim de ocorrência da época, Igor afirmou que atiraria no rosto de Sabrina, o que gerou a concessão de medida protetiva em favor dela.
Pai suspeito da morte do filho ameaçou matar a mãe da criança a tiros anos antes; ouça
Cumprimento das visitas por orientação jurídica
Advogados de Sabrina da Silva Feitosa, mãe do menino, informaram à TV Anhanguera que ela não poderia privar a criança da convivência com o pai para não caracterizar alienação parental. Ela movia uma ação na Justiça cobrando o pagamento de pensão.
“Ela já havia me reportado diversas situações em que a criança chegava machucada das visitas. No entanto, o medo e o temor dela pela própria vida e pela vida do filho, da família, em relação a ele, em virtude das ameaças, impedia ela de nos permitir que tomássemos providências mais drásticas em relação a isso no momento”, disse a advogada Stella Bueno.
Contradição na versão do pai e laudo pericial
O pai alegou à polícia que o filho teria se afogado na piscina da residência por volta das 17h30 de domingo e que o colocou para dormir, encontrando-o sem vida na manhã seguinte. Contudo, o laudo pericial do Instituto Médico Legal (IML) descartou totalmente a hipótese de afogamento.
Tentativa de simulação e alteração do local
A Polícia Civil apontou que a demora para comunicar o fato na delegacia serviu para tentar construir uma versão de acidente doméstico e higienizar a residência, onde havia garrafas de bebida alcoólica espalhadas.
Delegado explica os principais pontos do laudo do caso Gustavo
Constatação de lesões graves e enquadramento de tortura
O laudo do IML atestou que a causa da morte foi hemorragia interna provocada por violência física extrema, com traumas na face e laceração intestinal. O delegado do caso destacou que as lesões caracterizaram emprego de meio cruel e tortura.
Prisão preventiva do pai e da madrasta
Na madrugada de quinta-feira (06), Igor Gustavo Veloso de Souza e sua companheira, Kathellen Moreira da Silva, foram presos preventivamente em Palmas, investigados por homicídio duplamente qualificado e tortura.
Pai e madrasta de Gustavo Veloso são presos
Investigação sobre a omissão da madrasta
Kathellen Moreira é investigada por omissão. A Polícia Civil informou que ela estava na casa durante os fatos e cuidava da criança no dia, mas não interveio nem chamou socorro médico diante da gravidade das agressões.
Homenagem da mãe e providências institucionais
Após a confirmação da morte, Sabrina Feitosa publicou uma homenagem nas redes sociais com fotos e memórias do filho sob a legenda “Eu te amo mais que tudo”. No âmbito profissional, a Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Tocantins (OAB-TO) determinou a suspensão preventiva da inscrição do advogado investigado.
Vídeo publicado por mãe mostra momento de afeto com filho
O que dizem as defesas dos presos
Defesa de Igor Gustavo
A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa esclarece que, assim que tomou conhecimento do pedido de prisão preventiva, colocou-se imediatamente à disposição da autoridade policial, informando que Igor se entregaria voluntariamente caso a medida fosse decretada.
Após a expedição do mandado, a defesa manteve contato com a autoridade policial e ficou ajustado que Igor se entregaria na própria residência onde se encontrava. Ele permaneceu no local e aguardou a chegada da equipe policial, submetendo-se voluntariamente ao cumprimento da ordem judicial, sem qualquer tentativa de fuga ou resistência.
Portanto, embora a prisão tenha sido formalmente cumprida em uma residência, não se tratou de localização ou captura realizada após buscas policiais, mas de entrega voluntária previamente acordada com a autoridade responsável, mantendo a postura de colaboração adotada desde o início das investigações.
Em respeito ao sigilo da investigação, a defesa não se manifestará, por ora, sobre aspectos específicos do caso.
Defesa de Kathellen Moreira
A defesa de Kathellen Moreira da Silva recebeu com profundo estarrecimento a decisão que decretou sua prisão preventiva.
Causa especial preocupação o fato de não constar da decisão qualquer consideração sobre uma circunstância pessoal de extrema relevância: Kathellen é mãe e amamenta uma bebê de apenas cinco meses de idade. A maternidade está comprovada pela certidão de nascimento, e a lactação pelos próprios registros realizados nas dependências da unidade policial.
Pelos documentos conhecidos até o momento, essa realidade não foi devidamente submetida à apreciação do Juízo quando do pedido de decretação da prisão preventiva. A custódia simultânea de Kathellen e do pai da bebê resultou na separação abrupta da criança de ambos os genitores, circunstância que deveria ter sido necessariamente ponderada antes da adoção da medida mais gravosa.
A defesa também esclarece que Kathellen se apresentou espontaneamente para o cumprimento da ordem judicial.
Diante desse cenário, a defesa adotará as medidas judiciais cabíveis para requerer a substituição da prisão preventiva por cautelares menos gravosas ou, subsidiariamente, por prisão domiciliar, compatibilizando a regularidade da investigação com a proteção dos direitos e das necessidades da bebê lactente.
A defesa confia que, com a análise individualizada dos fatos e dos documentos apresentados, a situação será revista pelo Poder Judiciário, mantendo-se o respeito à investigação, à presunção de inocência e, sobretudo, à proteção integral da criança.
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Caso Gustavo: mãe teve gravidez marcada por conflitos com pai suspeito de matar criança, diz delegado


Pai e madrasta de Gustavo Veloso são presos
A gravidez de Sabrina da Silva Feitosa foi marcada por conflitos com o pai da criança, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, segundo o delegado responsável pelo caso, Eduardo Menezes. Sabrina é mãe de Gustavo Veloso Feitosa, de 3 anos, morto na casa do pai no último domingo (2). Igor e a atual companheira dele, Kathellen Moreira, madrasta do menino, estão presos pela suspeita da morte.
Os pais do menino viviam uma disputa judicial, e a morte ocorreu enquanto Gustavo passava o fim de semana com o pai. O laudo pericial, ao qual o g1 teve acesso, aponta que Gustavo sofreu hemorragia interna e apresentava marcas de agressões no rosto e laceração intestinal. Igor e Kathellen Moreira vão responder por homicídio duplamente qualificado e tortura.
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Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (6), o delegado da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Eduardo Menezes, informou que a oitiva da mãe da criança foi um dos momentos mais marcantes e difíceis da investigação. Em seu relato, ela descreveu que a relação com o investigado foi conturbada desde o período gestacional.
“Ela conta um histórico dessa relação desde a gravidez. Uma relação conturbada. Ela chegou a dizer que durante a gravidez ele a abandonou financeira e economicamente, que passou necessidades e teve que parar de trabalhar. Ela relatou também que ele a chantageava economicamente em troca de relações sexuais nesse momento da gravidez”, afirmou Eduardo Menezes.
Igor Gustavo Veloso foi preso na madrugada desta quinta-feira (6)
Reprodução/TV Anhnaguera
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A defesa de Igor Gustavo afirmou que ele colaborou com as autoridades desde o início, colocando-se à disposição e combinando previamente sua entrega após o mandado de prisão. A defesa ressalta que não houve captura após buscas, mas sim cumprimento acordado da ordem judicial, e informa que não comentará detalhes do caso devido ao sigilo das investigações (veja nota abaixo).
A defesa de Kathellen Moreira informou que recebeu com surpresa a decisão que decretou a prisão preventiva da investigada e afirmou que o pedido não considerou que ela é mãe de uma bebê de cinco meses, que ainda está em fase de amamentação. Segundo a nota, será feito o pedido de substituição da prisão preventiva por medidas cautelares menos severas ou por prisão domiciliar, medida permitiria conciliar o andamento das investigações com os cuidados necessários à filha (veja nota abaixo).
Vídeo publicado por mãe mostra momento de afeto com filho
As agressões
De acordo com o delegado, o histórico de violência começou a ser reconstruído a partir do depoimento de Sabrina, ouvida poucas horas após a descoberta da morte. Ela relatou à polícia que tinha uma relação conturbada com o ex-companheiro desde a gravidez.
A polícia também analisa imagens gravadas pela mãe nos meses que antecederam o crime. Segundo Eduardo Menezes, os vídeos mostram situações que chamaram a atenção dos investigadores. Entre elas, registros em que o menino aparece com comportamento considerado atípico para a idade logo após retornar da casa do pai.
As gravações passaram a integrar o inquérito e estão sendo analisadas pelos investigadores. Em entrevista à TV Anhanguera, a mãe contou que o filho ia visitar o pai e voltava para casa com hematomas. Em um vídeo, o menino chora ao recusar ir para a casa de Igor.
“Mostrei as fotos e ele falava que o menino tinha caído. Ele tinha todo um argumento dele. Mandei o vídeo para ele, falando que não era certo, porque o meu filho estava daquele jeito. Não é certo. Toda vez que ele [filho] vê ou escuta a voz, ele fica com medo e agora ele está falando que ele [o pai] bate nele. Ele [pai] falou: ‘De novo essa história'”, disse.
Advogados de Sabrina informaram que ela não poderia privar a criança da convivência com o pai para não caracterizar alienação parental. Ela movia uma ação na Justiça cobrando o pagamento de pensão.
“Ela já havia me reportado diversas situações em que a criança chegava machucada das visitas. No entanto, o medo e o temor dela pela própria vida e pela vida do filho, da família, em relação a ele, em virtude das ameaças, impedia ela de nos permitir que tomássemos providências mais drásticas em relação a isso no momento”, disse a advogada Stella Bueno.
Morte violenta
O diretor do IML, Eduardo Godinho, comentou que o estado em que a criança chegou ao IML é incomum. “Muita violência. Sinais de violência pela face, pelo intestino, internamente. Isso não é comum nos dias de hoje. Até agora, primeiro exame não tem indício nenhum de afogamento. Ali realmente foi outro tipo de trauma que levou à causa da morte”, afirmou.
O delegado afirmou que os elementos reunidos até esta quinta-feira (6) evidenciam que as graves lesões encontradas na região anal e intestinal da criança ocorreram em um contexto de violência extrema e foram usadas como instrumento de tortura.
“Se no laudo cadavérico houvesse apenas as lesões anais e intestinais, nós estaríamos diante de um crime de estupro seguido de morte. Como há, somado a essas lesões, lesões na cabeça e hemorragia interna, a gente afastou inicialmente a ocorrência de uma relação sexual”, explicou.
Íntegra da nota da defesa de Igor Gustavo
A defesa de Igor Gustavo Veloso de Sousa esclarece que, assim que tomou conhecimento do pedido de prisão preventiva, colocou-se imediatamente à disposição da autoridade policial, informando que Igor se entregaria voluntariamente caso a medida fosse decretada.
Após a expedição do mandado, a defesa manteve contato com a autoridade policial e ficou ajustado que Igor se entregaria na própria residência onde se encontrava. Ele permaneceu no local e aguardou a chegada da equipe policial, submetendo-se voluntariamente ao cumprimento da ordem judicial, sem qualquer tentativa de fuga ou resistência.
Portanto, embora a prisão tenha sido formalmente cumprida em uma residência, não se tratou de localização ou captura realizada após buscas policiais, mas de entrega voluntária previamente acordada com a autoridade responsável, mantendo a postura de colaboração adotada desde o início das investigações.
Em respeito ao sigilo da investigação, a defesa não se manifestará, por ora, sobre aspectos específicos do caso.
Íntegra da nota da defesa de Kathellen Moreira
A defesa de Kathellen Moreira da Silva recebeu com profundo estarrecimento a decisão que decretou sua prisão preventiva.
Causa especial preocupação o fato de não constar da decisão qualquer consideração sobre uma circunstância pessoal de extrema relevância: Kathellen é mãe e amamenta uma bebê de apenas cinco meses de idade. A maternidade está comprovada pela certidão de nascimento, e a lactação pelos próprios registros realizados nas dependências da unidade policial.
Pelos documentos conhecidos até o momento, essa realidade não foi devidamente submetida à apreciação do Juízo quando do pedido de decretação da prisão preventiva. A custódia simultânea de Kathellen e do pai da bebê resultou na separação abrupta da criança de ambos os genitores, circunstância que deveria ter sido necessariamente ponderada antes da adoção da medida mais gravosa.
A defesa também esclarece que Kathellen se apresentou espontaneamente para o cumprimento da ordem judicial.
Diante desse cenário, a defesa adotará as medidas judiciais cabíveis para requerer a substituição da prisão preventiva por cautelares menos gravosas ou, subsidiariamente, por prisão domiciliar, compatibilizando a regularidade da investigação com a proteção dos direitos e das necessidades da bebê lactente.
A defesa confia que, com a análise individualizada dos fatos e dos documentos apresentados, a situação será revista pelo Poder Judiciário, mantendo-se o respeito à investigação, à presunção de inocência e, sobretudo, à proteção integral da criança.
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Fonte: G1 Tocantins

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Médico condenado pela morte da ex-companheira é demitido da Prefeitura de Palmas


Médico Álvaro Ferreira presta depoimento em Palmas
TV Anhanguera/Reprodução
O médico Álvaro Ferreira da Silva, condenado em abril de 2022 pelo assassinato da ex-mulher, a professora Danielle Lustosa, foi demitido do cargo de médico – Analista de Saúde, na Prefeitura de Palmas. A demissão foi oficializada no Diário Oficial do Município desta quinta-feira (6) e teve como justificativa a prática de “conduta escandalosa”.
Álvaro foi condenado pelo Tribunal do Júri da 1ª Vara Criminal de Palmas a 21 anos, quatro meses e 15 dias de reclusão, em regime fechado. O crime ocorreu em 18 de dezembro de 2017, na residência da vítima, na quadra 1.004 Sul, em Palmas. Danielle foi encontrada morta com marcas de estrangulamento.
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Segundo o Diário Oficial de Palmas, o desligamento foi aplicado após o relatório conclusivo da Comissão Administrativa Disciplinar e o julgamento final do Processo Administrativo Disciplinar (PAD).
A Prefeitura de Palmas informou que a demissão ocorreu após a conclusão do processo administrativo. Como o procedimento tramita sob sigilo, a Corregedoria-Geral afirmou que não pode divulgar detalhes da investigação além das informações publicadas no Diário Oficial.
O g1 procurou a defesa do médico Álvaro Ferreira da Silva para comentar a demissão, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Médico Álvaro Ferreira é condenado a mais de 21 anos de prisão pela morte da ex-mulher Danielle Lustosa
Vídeo mostra Álvaro Ferreira sendo recebido com protesto no Fórum de Palmas; julgamento continua
Médico suspeito de matar ex-mulher mandou mensagens para a mãe da vítima após o crime
Álvaro Ferreira foi recebido com manifestação no Fórum de Palmas
Condenação por homicídio e feminicídio
O réu foi considerado culpado pelos jurados por homicídio qualificado por motivo torpe, emprego de asfixia, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.
Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime foi motivado por sentimento de vingança, uma vez que a professora havia denunciado o ex-marido por violação de medida protetiva no dia anterior ao assassinato. Álvaro foi considerado culpado, pela maioria dos jurados, de todas as acusações apresentadas pelo MP.
O médico já havia sido preso dois dias antes do crime por agredir e tentar esganar a ex-mulher, mas obteve liberdade provisória em audiência de custódia no dia 17 de dezembro de 2017. Ao deixar a prisão, foi até a casa da vítima no dia seguinte e cometeu o feminicídio.
Na ocasião do crime, Álvaro Ferreira ficou foragido por quase um mês. Ele acabou sendo localizado e preso no dia 11 de janeiro de 2018, no estado de Goiás, após publicar uma foto em uma rede social dentro de uma igreja.
Em 2022, o Tribunal de Justiça negou dois pedidos da defesa do médico para anular o processo criminal. Os pedidos foram feitos por meio de um habeas corpus ao gabinete do desembargador Pedro Nelson de Miranda Coutinho. A defesa do médico tinha pedido a anulação de todos os atos processuais ou a retirada do caso da 1ª temporada do júri, alegando suposto cerceamento de defesa.
Ao negar o pedido, juiz substituto Edmar de Paula, afirmou que todos os argumentos são repetidos e já foram negados, inclusive pelo STF. “Cumpre frisar que os argumentos apresentados pelos impetrantes são repetidos e já foram exaustivamente indeferidos por este Tribunal e até pelo Supremo Tribunal Federal”, diz trecho da decisão.
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Fonte: G1 Tocantins